Da necessidade de café nacional

Fernando Mafra
A sereia cafeeira de Seattle
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Fernando Mafra · S√£o Paulo, SP
8/1/2007 · 163 · 28
 

Brasileiros s√£o bobos. Todos, em especial os endinheirados, pois n√£o tem bobo maior que aquele que se acha esperto. Uma das provas de como somos bobos √© nossa necessidade de valida√ß√£o no √Ęmbito internacional, exemplos abundam: se fizermos um interc√Ęmbio, temos mais chances de conseguir um emprego em uma grande empresa; se estudamos em uma faculdade estrangeira, todos se impressionam; todo ano achamos que vamos levar o Oscar de filme estrangeiro; se um m√ļsico nacional toca no Central Park, s√≥ pode ser porque ele √© muito bom, certo? Hmmmm, mais ou menos.

Claro que h√° entidades das mais diferentes esferas que, independente de na√ß√Ķes, t√™m uma qualidade √≠mpar e servem de par√Ęmetro por merecimento. Mas fama n√£o √© sin√īnimo de qualidade. E √© nesse ponto que chego a Starbucks.

A rede acaba de abrir sua primeira loja no Brasil, est√° em obras para a segunda (ambas no Shopping Morumbi de S√£o Paulo) e prepara-se para abrir n√£o sei quantas mais. Starbucks est√° no mundo inteiro, um comediante americano disse que descobriu estar no fim do mundo quando saiu de uma e havia outra Starbucks do outro lado da rua...

Um dos produtos brasileiros por excel√™ncia, o caf√© √© parte chave de nossa hist√≥ria, de nossa economia e do nosso dia-a-dia. Apesar de ter se desenvolvido aqui essencialmente por uma necessidade internacional, a cafeicultura perde cada vez mais espa√ßo para os colombianos; mas internamente a cultura do caf√© ainda segue em frente. Por experi√™ncia pr√≥pria, posso dizer paulistas em particular s√£o muito rigorosos com o caf√© que bebem; conto em uma m√£o a quantidade de pessoas que vi tomarem caf√© ‚Äúdescafeinado‚ÄĚ; ‚Äúchaf√©‚ÄĚ ‚Äď aquele que permite-nos ver o fundo da x√≠cara ‚Äď jamais; ado√ßar o caf√© coletivamente na jarra ent√£o, pena de morte.

Tomamos café em casa, na padaria, na cafeteria, no trabalho e na casa dos outros; no café da manhã, depois do almoço e no lanche. Para alguns, como eu, é motivo de orgulho; para outros é puramente corriqueiro.

Pois veio a Starbucks direto de Seattle para nos mostrar ‚Äúoutra maneira de beber caf√©‚ÄĚ e eu fui l√° conferir se h√° realmente algo de especial, ou amea√ßador na gigante corporativa do cafezinho.

O atendimento √© padr√£o fast-food, com esta√ß√Ķes de a√ß√ļcares e afins espalhadas na loja; o diferencial fica na tentativa de deixar tudo mais pessoal; seu nome √© perguntado para que depois voc√™ receba seu pedido. Brinquei com meu amigo dizendo que daria um nome falso, mas acabei dando o verdadeiro e a atendente entendeu errado e me chamou de Felipe. Marcos, um entusiasta da rede, foi inclusive reconhecido por um dos baristas.

Pedi um Frappuccino de Caf√©, uma especialidade da casa, que achei ser v√°lido para avaliar minha satisfa√ß√£o; e um Caf√© Brasil Blend, o teste de fogo, afinal o que seria o Brasil Blend, na concep√ß√£o do Starbucks? Resultado: de 1 a 10 o Frappuccino levou nota 8; o Frappuccino Mocha (uma mistura de caf√© com chocolate) levou 6, pois n√£o havia sequer tra√ßo de gosto de caf√©, mesmo sendo gostoso; j√° o tal Brasil Blend levou m√≠seros 5, n√£o tinha nada de excepcional nem de abomin√°vel ‚Äď o que marca nele √© a tampinha que vem no copo e faz voc√™ se sentir uma crian√ßa de cinco anos tomando naquelas x√≠caras pl√°sticas. Ainda sobre o caf√© ‚Äúde verdade‚ÄĚ, Marcos acha que ‚Äúaparentemente a mesma quantidade de gr√£os usada no pequeno √© usada no m√©dio e no grande, deixando o caf√© mais ralo, no estilo americano mesmo.‚ÄĚ ele completa que nas vers√Ķes Mocha o chocolate sempre mascara o sabor do caf√©.

Deixando a cr√≠tica pseudo-culin√°ria de lado, confesso que fiquei muito apreensivo quando soube da entrada definitiva da rede no Brasil. N√£o tenho nada contra redes internacionais em si, o que me incomoda √© que tenho orgulho do papel do caf√© na nossa cultura, e a chegada do Starbucks me pareceu uma afronta. N√£o existe uma tradi√ß√£o nacional de hamb√ļrgueres, por esse par√Ęmetro podem vir quantos Burger Kings couberem. Meu medo era baseado no efeito Starbucks que observo desde os primeiros rumores de que ela chegaria no Brasil: cafeterias nacionais como Caf√© do Ponto, Fran‚Äôs Caf√© e California Coffee hoje possuem em seus menus bebidas derivadas de caf√© das mais variadas e com os nomes mais esquisitos; seguindo as tend√™ncias ditadas pela gigante estado-unidense. Se o formato for cada vez mais copiado por outras redes e lojas menores, em conjunto do alastramento da pr√≥pria rede, podemos ter uma queda em qualidade do tradicional caf√© de padaria. Eu sei que parece apocal√≠ptico, mas n√£o creio que seja totalmente maluco.

Existem produtos nacionais dos quais devemos nos orgulhar, e cada um de nós, querendo ou não, encontra um deles. Nunca fui ufanista, mas sempre gostei do café. Esse é o meu time. Mas depois de visitar de fato a loja, confesso que esteja um pouco aliviado, considerando a mediocridade do produto, combinado com o preço (salgado) praticado, me parece que se o Starbucks realmente colar, será por causa dos mais bobos, aqueles que têm dinheiro e acham que são espertos.

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comentŠrios feed

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Fernando Mafra
 

Esse texto é meio que uma continuação do texto Da necessidade dos clichês nacionais. Mesmo sendo um tema completamente diferente acho que também lida com a relação da visão estrangeira da cultura brasileira e vice-versa.

Fernando Mafra · S√£o Paulo, SP 6/1/2007 02:07
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Mi [de Camila] Cortielha
 

Café é complicado.

Sendo filha de paulistas, aprendi a tomar caf√© forte e ado√ßado individualmente. Mas nas padarias e maiorias das casas de Belo Horizonte, me deparo com o infeliz caf√© ultra fraco feito com √°gua que j√° vai ferver cheia de a√ß√ļcar.

J√° tem outro costume (que eu n√£o sei de onde vem) que eu adoro e meus pais tradicionalistas abominam: ado√ßar o caf√© com rapadura. √Ē dili√ßa!

Com certeza descobriremos ainda muitas "outras maneiras de beber café". E muitas outras mais brasileiras que a Starbucks, definitivamente!

Mi [de Camila] Cortielha · Belo Horizonte, MG 6/1/2007 02:58
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Antonio Rezende
 

O texto me fez lembrar de um trecho de uma canção do Juraíldes da Cruz: "Se farinha fosse americana e mandioca importada, banquete de bacana era farinhada". E também de uma frase de Suassuna: "Não troco meu OXENTE pelo OK de ninguém".

Mergulhei fundo buscando o cheiro forte do que café que faço aqui em casa, forte, puro (?), saboroso. Chafé é fraco e sem graça, metido a estranja então...

Ei, Mafra. Acho que li "estadounidense". Não é separado por hífen? Eu escrevo é estadunidense ou gringo mesmo. Soa melhor e parece que vale. Convém verificar.

Antonio Rezende · Palmas, TO 7/1/2007 01:55
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Moysés Lopes
 

Beleza de texto, Fernando, curti (e refleti!) bastante. Uma sugestão: no final do sexto parágrafo a palavra "cafezinho" está acentuada (cafézinho), convém retirar o acento, a menos que seja uma licença poética, é claro.

Um abraço,

Moys√©s Lopes · Porto Alegre, RS 7/1/2007 11:31
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Fernando Mafra
 

Rezende, bem observado. Como eu aprendi essa palavra nas aulas de espanhol, achei que em português seria igual, ledo engano.

Grande falta de atenção mesmo, Moyses, nada de licensa poética. ;)

Fernando Mafra · S√£o Paulo, SP 7/1/2007 14:08
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Tom Damatta
 

Bom ver essa interatividade. A participação compondo o texto final. Fernando, acho que estadunidense pode mesmo; e soa melhor. Ou não?

Tom Damatta · Aragua√≠na, TO 7/1/2007 20:46
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Eduardo EGS
 

Não gosto de café, mas gostei do texto. Heh.

E acho que a Starbucks não vai conseguir bater aquele típico cafezinho de padaria, que o povo tanto gosta!

Eduardo EGS · Porto Alegre, RS 8/1/2007 14:20
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Valério Fiel da Costa
 

Fernando, parabéns pelo texto.

Discutindo em Belém com uma amiga empresária que está acostumada a encomendar café para sua loja, descobri que o grosso do café brasileiro é vendido in natura para ser torrado e moído no exterior. Assim, grande parte do café que nós consumimos, seria de manufatura italiana apesar do grão ser nacional. Ela me pegou enquanto eu reclamava da necessidade de priorizar nosso café numa cafeteria no shopping Iguatemi de Belém que estava vendendo café "from italy" (uma placa ostentava isso).

Parabéns pelo texto

Val√©rio Fiel da Costa · S√£o Paulo, SP 8/1/2007 15:44
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Fernando Mafra
 

Val√©rio, n√£o sabia que era assim. Sempre ouvi falar que o caf√© bom mesmo era destinado √† exporta√ß√£o e a gente ficava com as sobras. E tamb√©m vi algo sobre negociadores de caf√© na alemanha, que ficam com o grosso da grana envolvida nas negocia√ß√Ķes do nosso gr√£o.

Fernando Mafra · S√£o Paulo, SP 8/1/2007 19:17
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Valério Fiel da Costa
 

Oi Fernando.

Talvez seja por aí, mesmo. O filé vai e a gente compra mais caro depois. Não sei bem como funciona, mas é razoável que assim o seja, diante de nossa historia comercial. Quem conhece de comércio de café aí no overmundo para esclarecer isso?

abç

Val√©rio Fiel da Costa · S√£o Paulo, SP 8/1/2007 19:46
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Alê Barreto
 

Sem cair no chavão de achar que tudo é invasão alienígena dos americanos (e muitas vezes é...), muito válido o texto no sentido que faz pensar sobre a transformação cultural que pode ocorrer a partir da implantação de um novo hábito de consumo.

Al√™ Barreto · Rio de Janeiro, RJ 8/1/2007 21:58
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Ilhandarilha
 

E o cafezinho, onde √© que anda? N√£o vejo mais nem nas padarias, gente! √Č tudo expresso, italian coffee, sei l√° o que. Aquele de coador, s√≥ em casa. Adoro caf√©, e adoro experimentar novas formar de tomar ou consumir caf√© (j√° experimentaram bolo de caf√© com maracuj√° ou pudim capuccino?). Acho bem bacana casas que t√™m caf√© em v√°rias vers√Ķes. Mas tamb√©m tem que ter o cafezinho, n√©? Essa coisa de brasileiro (e de portugu√™s tamb√©m) de valorizar o que √© esrangeiro em detrimento do nacional √© bastante absurda, mesmo. Mas, pensando por outro lado, √© a nossa antropofagia, n√© n√£o? A gente se entusiasma com os gringos, adota por um tempo e daqui a pouco tudo vira nosso. A gente escaneia pra depois deletar ou fotoshopar do nosso jeitinho mesmo. Vai ver, Fernando, em pouco tempo a Starbucks vai estar vendendo cafezinho de padaria. Mac Donalds que o diga!

Ilhandarilha · Vit√≥ria, ES 9/1/2007 23:10
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Helena Arag√£o
 

Concordo com a Ilhandarilha. Mais do que redes nacionais ou internacionais de cafestores, o que mais me incomoda é a ditadura do café expresso nos restaurantes e bares. Raramente são bons, para o meu gosto. Nessas grandes redes eu raramente entro. Que felicidade é tomar um cafezinho coado e de qualidade. Só não barra o da casa da minha mãe, que compra a mesma marca e usa a mesma cafeteira que eu, mas acaba ficando muito melhor. :)
De qualquer modo, muito legal o texto. Tenho certeza que todo cafemaníacos se interessou e se identificou...

Helena Arag√£o · Rio de Janeiro, RJ 10/1/2007 19:57
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Waleska Barbosa
 

Fernando
li o texto. achei o primeiro par√°grafo com coment√°rios clich√™s, aquela coisa da americaniza√ß√£o...depois gostei da cad√™ncia, do pontuar dos h√°bitos paulistas, enfim...uma cr√īnica super gostosa de ler, como o caf√© deve ser de beber... eu, por minha vez, gosto de caf√© fraquinho, sempre cariora - e vejo que na sua percep√ß√£o eu nem deveria me atrever a beber caf√© j√° que tenho esse h√°bito (brincadeira) cada um cada um. e eu n√£o sou paulista. nem brasiliense. sou nordestina, paraibana. com a inf√Ęncia da vis√£o do caf√© coado no pano. achei outros coment√°rios seus pedindo pra outras pessoas mudarem os textos de lugar, etc. queria entender, ent√£o, a sua rela√ß√£o com o overmundo (vc √© um editor do site?) ou a sua rela√ß√£o com o lugar das coisas. n√£o sei... d√° a impress√£o que voc√™ j√° aprisiona sua vis√£o/leitura para enxergar ali - primeiro um lugar mais apropriado e deixa um certo prazer de descobrir e se deliciar com as escrituras alheias bem em segundo plano... o q vc acha? vc me explica?

Waleska Barbosa · Bras√≠lia, DF 11/1/2007 10:42
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Fernando Mafra
 

Ilha e Helena.
De fato a explosão do espresso causou um impacto muito maior do que acredito que a Starbucks causará. Eu na verdade, quando comecei a tomar café pra valer, sempre me acostumei com o fato do café fora de casa ser espresso. Na verdade eu só tomo cafezinho em casa ou na casa dos outros; se alguém me recomendar especificamente o cafezinho de algum lugar aí eu tomo; mas o padrão é eu ir no espresso mesmo. E devemos lembrar que espresso também exije apuro e existem uns por aí intragáveis (inclusive o da Casa dos Contos em BH é um desses, tomei recentemente).

Fernando Mafra · S√£o Paulo, SP 11/1/2007 15:10
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Fernando Mafra
 

Waleska, na verdade n√£o fiquei plenamente satisfeito com o texto. Apesar de ter chegado num estado em que ele funciona bem, com algumas partes de gosto especificamente, acho que faltou algo - mas algo que n√£o me ocorreu (e que espero estar sendo suprido pelos coment√°rios de todos aqui - a beleza do Overmundo aflora!).

Inclusive gostaria de retratar as notas que dei aos Frapuccinos, o q

Fernando Mafra · S√£o Paulo, SP 11/1/2007 15:12
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Fernando Mafra
 

(droga, enviei por acidente)
Inclusive gostaria de retratar as notas que dei aos Frapuccinos, o que levou 8 na verdade fica com 6,5 e o que levou 6 fica com 5. Os dois ficaram com uma quantidade inadmissível de gelo sobrando no final - completamente imperdoável.

Fernando Mafra · S√£o Paulo, SP 11/1/2007 15:17
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Waleska Barbosa
 

Fernando
Fiquei pensando sobre "ficar plenamente satisfeito" com um texto... Será que é possível? Lembrei de um chargista que entrevistei, Fred Ozanan. Ele disse que nem olha muito para um trabalho. Para não lamber a cria ou querer matá-la. Simplesmente segue adiante. A gente tem a tendência de querer julgar nossa cria, não? Acho que os comentários mostram que você pode ficar satisfeito, sim! As pessoas estão gostando e isso também traz satisfação. Entrei no seu blog. Achei engraçada a diferença entre as linguagens que vc usa lá e aqui. Achei bom saber que vc não é só uma pessoa q sugere q as outras joguem seus textos em lixeirinhas ou que os façam mudar de lugar... já estamos falando nisso de novo...
bom, é isso

Waleska Barbosa · Bras√≠lia, DF 11/1/2007 15:29
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Fernando Mafra
 

Minha trilogia das necessidades nacionais est√° completa aqui!

Fernando Mafra · S√£o Paulo, SP 30/1/2007 23:36
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Fernando Mafra
 

Curiosidade: Hoje cedo em frente ao conjunto nacional uma senhora me perguntou se eu sabia de algum lugar próximo que vendesse "cafézinho que não seja de máquina" e infelizmente eu não tinha idéia. Parece que essa vontade especial está realmente se perdendo no mercado e na nossa geração.

Fernando Mafra · S√£o Paulo, SP 5/2/2007 09:51
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Sergio Rosa
 

E √© uma necessidade mesmo. Li por a√≠ que mais de 90% dos brasileiros tomam caf√© regularmente (bom, √© uma pesquisa, √≥bvio, com todas as distor√ß√Ķes que podem ter), ou seja, √© um baita mercado para a Starbucks. Ser√° que os gringos tomam o mesmo tanto que a gente?

Assim como lá, aqui também o lance de beber café envolve rituais, costumes etc. Acho que o café aqui tem uma função forte de incentivar o contato entre as pessoas e será que o Starbucks também tenta recriar isso de uma maneira norte americana, com o chamado ambiente que a marca cria nas suas lojas? Tentar recriar artificialmente um ambiente informal costumar dar errado.

O lance do Starbucks substituir o cafezim da padaria acho imposs√≠vel. Porque s√£o p√ļblicos diferentes. Um custa 1 real e o outro bem mais. E ao menos aqui em BH tem outra coisa importante que √© a identidade que a padaria tem com o bairro onde ela fica.

Sergio Rosa · Belo Horizonte, MG 21/3/2007 12:00
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Sergio Rosa
 

E eu não imagino um monte de taxistas lendo tablóides e tomando café do Starbucks.

Sergio Rosa · Belo Horizonte, MG 21/3/2007 12:02
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Marcus Assunção
 

Sergio, nem um real, é quarenta centavos!

Marcus Assun√ß√£o · S√£o Jo√£o del Rei, MG 21/3/2007 16:33
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Roberto Maxwell
 

Bem, o assunto eh cafe, algo que eu nao domino ate pq nem gosto da bebida e tenho percebido que esta se criando um culto ao cafe como se criou ao vinho que mais me parece uma coisa aburguesada. Mas, enfim, sem ofensas a ninguem. (Mas, eu aguardo que vira o dia das pessoas discutirem os aromas da coca-cola e as condicoes ideais de beber...)

Mas, fiquei invocado com uma coisa no comeco:
"se fizermos um interc√Ęmbio, temos mais chances de conseguir um emprego em uma grande empresa; se estudamos em uma faculdade estrangeira, todos se impressionam"
Voce acha que isso soh ocorre no Brasil? Isso ocorre ate nos EUA, considerados como anti-sociais internacionalmente (acho que ate injustamente, cada pessoa deve ser vista individualmente nesse caso). Viver no exterior proporciona algumas experiencias que mexem muito com suas capacidades. Acho que para certos empregadores, sao capacidades importantes.

Roberto Maxwell · Jap√£o , WW 18/5/2007 15:07
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Sergio Rosa
 

Eu gosto muito de café mas não gosto de muita frescuragem em torno da bebida. Até porque para mim ela é para ser tomada toda hora, sem nenhum ritual muito elaborado.

Acho que em relação ao pó de café, nós, brasileiros, podemos falar que somos especialistas (e espero que não chatos). Se o nosso não é o melhor atualmente, ainda é um dos melhores. Se você for comprar um bom pó de café na gringa, bem provavelmente ele terá saído daqui.

Sei também que o nosso pó com maior qualidade é exportado e não serve para abastecer o mercado interno normalmente. Mas imagino (não sou um grande conhecedor do mercado do café, e sim um grande bebedor!) que a nossa bebida aqui não deixe muito a desejar em relação aos outros países.

Ok, nunca tomei o do starbucks (por falar nisso, ontem vi num shopping aqui uma cafeteria americana muito parecida com o Starbucks. Acho que o nome era California Coffee), mas eu fico imaginando que esse tipo de caf√© esteja mais para um milkshake ou algo assim. √Č sempre bom experimentar coisas novas e bla bla bla. N√£o t√ī falando aqui de um nacionalismo cego, mas acho que para derrubar o nosso caf√© vai ser muito dif√≠cil. Assim como a Starbucks teve e tem muita dificuldade para entrar em mercados que est√£o acostumados a tomar o caf√© tradicional, como na It√°lia e na Fran√ßa.

Sergio Rosa · Belo Horizonte, MG 19/5/2007 17:14
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Sergio Rosa
 

completando a frase final ali "tamb√©m ser√° bem complicado ganhar o mercado brasileiro. E a√≠ acho que entra um pouco da id√©ia que o Mafra quis passar. Que provavelmente - ao menos no in√≠cio - os freq√ľentadores das lojas da rede Starbucks ser√£o aquelas pessoas √°vidas por qualquer novidade que chega de fora. √Č mais aquela coisa de 'eu vou √† Starbucks' do que 'eu vou ali tomar um caf√©'."

Sergio Rosa · Belo Horizonte, MG 19/5/2007 17:17
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Fernando Mafra
 

Sobre o fator gourmet não é tanto uma questão de modinha. Existe sim uma enorme diferença entre grãos, bem como entre uvas, azeitonas, folhas de tabaco e etc. A Bolsa do Café em Santos existe desde 1914; e suponho que seja uma dentre várias no mundo. Sempre houve uma preocupação dos produtores e fabricantes quanto a qualidade e origem do café - O que está acontecendo agora é que essas diferenças estão atingindo o consumidor final, e na verdade nem é tão recente, há uns 10 anos já era possível comprar nas lojas Café do Ponto "pós" de café gourmet de diferentes origens e sabores.

Hoje retornei ao Starbucks e tomei o "cafezinho" deles (cujo menor tamanho é 300 ml), o tal café do dia (que fiquei sabendo é trocado na verdade semanalmente). Nada mais é que um café coado de uma determinada variadade cambiante - também disponível para compra em pó. No caso era o Sumatra, um dos mais fortes da loja - de fato o sabor era encorpado, mas a preparação ficou aguada demais pro meu gosto, preferia menos café e mais sabor.

Fernando Mafra · S√£o Paulo, SP 19/5/2007 20:51
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Fernando Mafra
 

Roberto, sobre sua outra coloca√ß√£o: Claro que uma viagem de qualquer natureza ao exterior proporciona experincias √ļnicas, √ļteis ou n√£o na vida profissional - mas acho que existe um foco exacerbado nisso e em certas situa√ß√Ķes basta algu√©m mostrar o passaporte para ocorrer um "uau" - Viagens dom√©sticas tamb√©m podem proporcionar grandes experiencias (q merda, estou sem circunflexo).

E n√£o falei que ocorre APENAS aqui. N√£o estou sendo t√£o nacionalista.

Fernando Mafra · S√£o Paulo, SP 19/5/2007 20:55
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