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DA PONTINHA DE CHICO REI, ao negro sem terra.

festas do reino do Congo
festa de congada - a familia da realeza à frente
1
Andre Pessego · São Paulo, SP
19/8/2007 · 212 · 35
 


"A imaginação da construção da Nação
brsileira ficou restrita à terra, à sua posse,
sua distribuição e ao seu usufruto por uma
etnia dominante"; Luis Mir.


- O que é uma pontinha?
- "Pontinha é uma ponte pequena, uai!"
- Errado. Redondamente. Lá na frente eu falo
.

A integração brasileira só se dará quando a população negra tiver direito à terra. Não estou falando de meios econômicos para obtê-la. Estou falando de quebrar o princípio da "anterioridade jurídica" para dar-lhe o direito de ter a terra. Vou pegar quatro exemplos, poderia ser inúmeros, e fazer as considerações que seguem.

a) CHICA DA SILVA: Chica deu aos filhos educação esmerada: da batina a passagem por academias romanas. Dos quatro filhos homens, de um sendo padre, os outros bacharéis, todos viveram a debaterem-se para ingressar no seio da nobreza - é tudo quanto se sabe. Das 9 filhas a maioria tornando-se freiras, não deixaram pegadas direfentes dos rastros das outras quatro, no que pese a educação de proa em colégios internos católicos. Tudo o mais foi o sem-eira-nem-beira de quem não tem a terra, de sua ou no seio da família. Todos sabemos o destino e o paradeiro dos Antonio de Allbuquerque, Gov. Minas, 1712, porque tiveram terra, o direito à posse da terra. Estão entre tesouros e palácios. Em cada período a Doutrina Militar do Brasil, sorteia um ou outro negro para servir de cala-a-boca, cumprido o papel, os elimina vorazmente.

b) HENRIQUE DIAS, Séc.. XVII, "o gov. dos prestos" e o Gov. Souto Maior, ambos lutaram para destruir Palmares, Henrique Dias, com muito mais destaque e feitos. Da árvore Souto Maior não preciso falar, ombrea-se à genealogia Almeida. E os "herdeiros Henrique Dias" - onde estão? - Com certeza nalguma favela, ou dizimados, entre o Séc. XVII e XVIII, talvez nem chegaram ao Séc. XX e se chegaram, aconteceu na mais absoluta desimportância.
E por que? Porque não tiveram terra. Na família é preciso dentre seus membros uma parte considerável tê-la. É a referência.
- Mas por que não tiveram terra, se por conta do episódio Palmares, terras foram distribuídas, de norte a sul, fora as da própria região? Se o pagamento de tudo era a terra? Se todos os outros - de comandantes a soldados, a tiveram?
- Henrique Dias sendo negro não podia ter terra. (Ainda hoje, o negro não pode!, sob mil disfarces, mas não pode). Há notícias, de que as demandas de Jorge Velho chegaram à República. Não foi encontrado uma só demanda ou registro veiculando Henrique Dias à terra.

c) PELÉ, que destino está tendo o clã Pelé? de Pelé a pergunta, sobre a prisão não deve nos interessar.
Mas a resposta: Cometeu crime, (se cometeu), porque na família não tem terra, nao tem quem tenha tido terra. Quem não tem terra, não tem para onde voltar, não tem onde repousar das turbulências, dos sustos, das mudanças da e na vida. Quem terá sido Pelé daqui a 200 anos?

d - PONTINHA, o milagre da Terra.
Séc. XVIII, CHICO REI, alguns dados. De Chico sabe-se, com certeza tinha irmãos e parentes muitos. A história do ouro carregado nos cabelos é pura enganação. Todos os negros tinham cabelo. E quem viveu em garimpo, quem travou conhecimento com os exploradores, donos, faisqueiros, compradores, sabem a ferocidade
e "esperteza" da quela gente. Chico Rei, (como Pelé, como Chica e assim por diante) foi sorteado na política da antiga quota, a quota do "cala-a-boca", - racismo? - olha o exemplo de Pelé, de Chica...

UM ENDEREÇO: Há em Minas um lugar chamado PONTINHA, antes distrito de Diamantina, até à década de 1970 município de POMPEU.
Chico Rei, como os filhos de Chica, vivia gastando a riqueza fazendo agrados à nobreza - das pessoas às santidades: patrocinando festas e construindo igrejas, (a atual Igreja de Sta. Efigênia, Ouro Preto,
mandada construir por Chico Rei chamava-se Igreja de Na. Sra. dos Pretos do Alto da Cruz, (1720, inicial, depois reformada 1785).
Havia, na mesma época, o padre do local, Padre Moreira, diocese enorme, e as Santas Padroeiras, de muitos cabedais, notadamente terra. Já esvaida a fortuna de Chico, Padre Moreira, por amancebia com uma irmã de Chico Rei, se encarrega de comprar-lhe terra. Como negro não podia ter terra. O padre usou do seguinte artifício: pouco distante da sede a Padroeira tinha UMA PONTINHA DE TERRA, de muito trabalho e pouca utilidade. "A padroeira vende aquela pontinha de terra a Chico Rei".
(A amancebia foi arma de muita utilidade e valor na vida do Brasil, o que se chama hoje de liberalização sexual, foi magistralmente a amancebia).
Padre Moreira fez os documentos como sendo para uns parentes dele (padre) chegantes de Portugal, e para não gerar desconfiança deu a todos o nome MOREIRA: fulano Moreira, beltrano Moreira. Pontinha distante da sede, e lugar sem comércio, nem passagem, camuflou os Chicos Rei por um bom tempo desapercebidos. Assim os Moreiras de Pontinha são a linhagem de Chico Rei.

Antes da "queima de Rui" pegou fogo o cartório onde estavam os acentos das escrituras dos Moreiras... Uma certa Dona Mariinha, viúva ainda nova, figuraça do local, por amancebia com um dos Moreiras, tomou-lhes as dores, (pelo "seu pedacinho de ébano", diziam as más línguas") ajeitou novos documentos, etc.
Com o advento do Estatuto da Terrá, já na década de 1970, grileiros oficiais (todo grileiro é oficial) quiseram tomar Pontinha dos Moreiras. Alguns deles foram levados a Brasilia... um outro Padre, dep. Monsenhor Arruda Câmara, de Pernambuco, os socorreu. Ainda apareceram falsas escrituras... A imprensa, notadamente a alternativa, enganjada, publicou o que foi possível do caso. Estão lá, espremidos pelas políticas agrícolas que não abrangem ao negro. Porque todo o espírito das políticas agrícolas está fincado no "princípio da anterioridade". Propositadamente mantido.

Assim, ainda estão lá os Moreira, pé na Terra.


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BETHA
 

ANDRÉ,
apareceu, colega, e com uma bela aula de história, aliás, quanto da história negra não se sabe. Na votação, vou reler.
Abçs de Betha.

BETHA · Carnaíba, PE 17/8/2007 17:41
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Lucas Pereira
 

André, quanta informação num só texto.

Andei lendo um pouco sobre a cultura negra, rapá!, é cada fato intessante que a gente encontra. Um exemplo mesmo é do Chico Rei, onde, quando estive lá em Ouro Preto pude conhecer melhor a história dele, sem comentários! Há também a família Alcântara aqui de Minas... enfim... é muita expressão cultural e história espalhadas por aí.

Sobre a Chica, aqui em Minas, fala-se muito dela e dos sues feitos. Mas, confesso que pouco sei da vida dela.

Certamente irei votar.

abraços

Lucas Pereira · Sabará, MG 17/8/2007 18:11
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anamineira
 

André, li e reli o texto. Muito aprendi e sei que tem muita história para voce nos contar, principalmente as daqui de Minas. Gostei do "Sem eira, nem beira". Estou terminando um conto e falo desta citação popular. Até conto o "porque" dela. Só falta o desenho que minha filha está terminando de uma casa com as eiras. Logo voce vai dar com o conto no Over. Um abraço.

anamineira · Alvinópolis, MG 17/8/2007 18:34
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Frazao my brother
 

Maravilhosa aula, mestre André.
O erro histórico também me parece que foi não se fazer a reforma agrária no ato da abolição, para, pelo menos, amenizar o erro maior. E o que mais dói é que hoje, disfarces e simulações continuam cinicamente a alimentar o vírus da segregação. A integração só se dará mesmo com a certeza do Eldorado para todos e quando se quebrarem as frias correntes júrica, cultural, ética, que amarram esse belo país de homens injustos.
André! Aprendi mais uma "Pontinha" da sua montanha cultural.
Parabéns, nosso Ébano.

Frazao my brother · Anastácio, MS 17/8/2007 23:16
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Andre Pessego
 

Betha, boniteza do Overmundo; Lucas, meu jovem poeta, contista; Ana graça, beleza e talento; Prof. Frazão my lente adorável - agente fica assim espremido entre a falta de tempo, de fazer de estudar, e fica solto quando recebe o estimulo de tantos, assim. obrigado andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 17/8/2007 23:51
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Spírito Santo
 

Grande e importante contribuição, André. Como sempre.

Abs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 18/8/2007 09:09
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Elizete Vasconcelos Arantes Filha
 

Bela aula de história.Com certeza terá meu voto. Passe lá na fila de edição e dê sua opinião sobre meu texto. Também fala de terra e de negros, dentro de um outro contexto é claro.
Alguém falou que meu texto é inadequado para os leitores do Overmundo, pois tem um certo ar de denúncia.Acredito que escrevi para as pessoas certas. Confira!!! ( Os mortos são meus vizinhos).
Abraços,
Elizete

Elizete Vasconcelos Arantes Filha · Natal, RN 18/8/2007 16:46
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marcio rufino
 

Maravilhoso, Andre. Prometo voltar para votar.

Um abração!!!

marcio rufino · Belford Roxo, RJ 18/8/2007 17:32
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Andre Pessego
 

Meu mano Spirito Santo, de muitas batalhas;
Profa. Elizete, entrando brilhantemente a contribuir no projeto; Poeta Marcio, Belford Roxo, propícia a inspirar e dosar lindamente versos e versos,
É assim, contando com o apoio de tão poucos, e a incompreensão de quase a totalidade que esta mazela continua, por 500 anos, 120 de regime republicano; mas é este apoio que este embate também continua na mesma idade, rigorosamente na mesma idade, um abraço, andre

Andre Pessego · São Paulo, SP 19/8/2007 08:50
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baduh
 

Meu querido André.
Recebi o teu texto como uma deliciosa aula de história! E olhe que eu sou um "iniciado".... Foi um belo panorama histórico, passando mesmo pela "mancebia", praticada no Brasil e em Portugal, mesmo pelos padres, cheíssimos de filhos... ahahahahahah
Parabéns, um grande abraço e tenho a honra de ser o primeiro a votar!
Baduh

baduh · Rio de Janeiro, RJ 19/8/2007 14:25
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Andre Pessego
 

E agora eu relia o teu texto e lhe falei, prazer repetido, intuição cruzada. Mas eu vou dizer aqui a origem do Baduh

Eu lia o perfil do Baduh, e o Baduh, é uma homenagem a um mengigo que tinha lá pelas imediações de onde ele mora
- Eu achei tão humano que registro aqui, o brigado,
andre

Andre Pessego · São Paulo, SP 19/8/2007 15:41
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LAILTON ARAÚJO
 

AMIGO ANDRÉ!

A terra...

Viemos do pó (terra) e voltaremos ao pó (terra)...

A terra é vida! Sem terra... Só existe água!

E tudo (terra e água) forma a Terra (planeta Terra).

É simples: divide-se a terra... Já que a Terra (planeta) é de todos!

Quem inventou esse negócio de posse de terra?

Eu ainda brigo pelo meu pedaço de terra (espaço) no planeta Terra!

Belo texto! Politizado e com total consciência de cidadania!

Grande abraço!

Lailton Araújo

OBS: recebi a letra... Vou brincar um pouco com o violão!

LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 19/8/2007 16:05
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Saramar
 

André, por falar em oficial, é impressionante como a história oficial omite essas tantas e ricas histórias dos negros brasileiros, queimadas por Rui, como você menciona.
Perfeita aula. Por favor, continue.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 19/8/2007 18:55
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Elizete Vasconcelos Arantes Filha
 

André, meu amigo:
Lí, relí e votei Votadissimo!
Elizete

Elizete Vasconcelos Arantes Filha · Natal, RN 19/8/2007 18:59
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"Negros, brancos, índios... é a miscigenação ditando modas, fixando os costumes, os rituais e a tradição", cantou-nos MARTINHO DA VILA, mais um sem-terra dessa longa lista.
BELA FOTO... registro magnífico de 1981, "a foto é belo Passado presente em nosso futuro", escrevihá um bom tempo.
Advogado do Diabo, meu caro ANDRÉ pede o impossível. Escravos que descendiam de outros e mais outros escravos,o negro moderno raramente teve terra. Onde/como conseguí-la agora. E num país continental, qual é o problema para se doar terra PARA TODOS OS BRASILEIROS?
É conhecida a história de sem-terrasque em pouco tempo abandonaram seus lotes... distantes das cidades próximas,sem adubos, sementes, apoio para revender seus produtos, sem renda para novos investimentos nas suas hortas acabaram tão pobres quanto o eram antes de terem terra.
Defende-se indenização para oNegro moderno, desculpas. etc... creio mais numa recuperação social do homem negro, melhorando sua casa atual,pondo nela obejtos/aparelhos que a valorizem, ocupando os filhos destes em escolas de gabarito e preparando uma nova geração de gente negra mais APOIADA/PROTEGIDA em questões vivenciais como saúde/alimentação/profissionalização e áreas semelhantes.
Me preocupa uma possível SEGREGAÇÃO que uma doação de terras pode camuflar, "cidades negras" bem longe de tudo.
O PELÉ não é um bom exemplo, apesar de nosso ídolo... teve condições financeiras de superar a discriminação e acabou por jogar tudo fora, em negócios mal-sucedidos.
EXCELENTE TEXTO o seu, esse debate deveria ser obrigatório em todas as Escolas... faz-se urgente uma visão mais ampla do processo de massacre inconsciente da população negra no BRASIL e de seus descendentes. Parabéns, André!

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 19/8/2007 19:53
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Andre Pessego
 

Prof. Lailton, meu cancioneiro, compositor indomável;
Profa. Elizete, pena e paciência brilhantes;
Poetisa Saramar, minha Sara de préstimos inesgotáveis;
Nato, meu contista, colaborador no caçar erros tantos -
Tudo isto é fato - Fato que cumpre-nos, a esta geração, um pouco mais um pouco menos - ir escrafunchando, cobrando
O duro é que cada geração vai passando o tecido social pior que encontrou.
O estimúlo com que cada um de nós recebe aqui, um vibrar pelo "filho" do outro, constitui esperança
obrigado pelo sopro, pelo alento, andre

Andre Pessego · São Paulo, SP 19/8/2007 20:12
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FILIPE MAMEDE
 

André, gostei demais da intensidade do texto; sobretudo, um excelente resgate. No país das terras devolutas, fica o protesto: Poder Para o Povo Preto...

Um abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 20/8/2007 08:36
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Dauphin de Itaguaí
 

É isso ai. Excelente texto! Abs!

Dauphin de Itaguaí · Itaguaí, RJ 20/8/2007 09:11
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Roberta Tum
 

André, companheiro, li, mas prometo que vou reler com mais tempo e cuidado, para apreender todos os detalhes.
Vc está coberto de razão! Ainda há muito que se conquistar neste Brasil por quem foi expoliado de quase tudo!
Abraços!

Roberta Tum · Palmas, TO 20/8/2007 17:57
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Lígia Saavedra
 

Amigo André,
Ser negro e sofredor, não se tem mais como aceitar, não é?
Para isso temos pessoas, como vc. que gritam, relembram e reivindicam, para que esse preconceito velado acabe e todas as raças tenham direitos iguais.
Valeu amigo.
Bjs

Lígia Saavedra · Ananindeua, PA 20/8/2007 18:07
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Agenor
 

Grande André,
Amigo querido,
Cheguei tarde mas cheguei...
É a nossa história e a realidade na qual ainda vivemos, embora políticas socias tentem resgatar os erros do passado, o que é louvável... ainda somos marcados com o estigma dos "escravizados" e o nosso sonho é o de que um dia a geração futura "dos meninos da cor do breu" viva num mundo realmente livre onde todos sejam "de fato" iguais...
Parabéns!

Agenor · Aquidauana, MS 21/8/2007 11:12
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Renato Torres
 

mano andré,

bárbaro texto, cru como é crua nossa história, plena de distorções e injustiças. a questão das raças no brasil é única, e delicadíssima... é preciso compreender os caminhos da miscigenação através de reflexões lúcidas, indo de encontro às fontes de nossos problemas culturais e comportamentais. parabéns pelo incitamento ao debate, deveras oportuno.

abraços,

r

Renato Torres · Belém, PA 21/8/2007 16:02
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André Teixeira
 

Saudações Xará!!!

Bom texto! Senti falta, porém, de mais uns dois mil caracteres sobre o assunto. Teremos mais?!!

GRANDE abraço!!!

André Teixeira · Aracaju, SE 21/8/2007 16:13
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carol de trancinhas
 

Nossa..uma super contribuição....muito bom o seu texto, parabéns.

carol de trancinhas · Brasília, DF 22/8/2007 00:30
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Andre Pessego
 

Pois é:
Felipe;
Dauphim;
Roberta;
Ligia;
Agenor;
Renato;
Andre Teixeira;
E Carol,
Eu reputo a este espaço o segundo ato mais proveitoso das destinações dos recursos públicos no Governo Lula.
E fico imaginando quanto talento "abafado" neste País de tantas necessidades sociais. E torço para que este espaço vire um gremio literário, na mais completa acepção da palavra,
obrigado pelo estímulo a tdos voces, andre

Andre Pessego · São Paulo, SP 23/8/2007 06:14
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André Gonçalves
 

excelente, xará.

André Gonçalves · Teresina, PI 31/8/2007 10:11
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Wagner Miranda
 

belíssimo trabalho, rapaz. e olha que ainda não tive tempo de ler os outros...
desse final de semana não passa... =)

parabéns!

wagner

Wagner Miranda · Jandira, SP 1/9/2007 01:42
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Andre Pessego
 

Wagner,
Andre, meu conterrâneo prestimoso,
obrigado pela passagem, pelo estímulo,
andre

Andre Pessego · São Paulo, SP 2/9/2007 20:08
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azuirfilho
 

Mestre André Pessego Amigo.
Maior Orgulho do seu texto.
Estou aqui meu irmáo e vou votarcom muito amor.
Um Trabalho cheio de dignidade
Força na luta e vamos em frente
Parabéns Irmão

azuirfilho · Campinas, SP 24/10/2007 17:07
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Joana Eleutério
 

Grande pesquisador esse André. E exptremamente generoso ao nos brindar com isto tudo. Bjs.

Joana Eleutério · Brasília, DF 24/10/2007 19:41
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Cássio Moreira
 

Caro amigo André fiquei muito orgulhoso com o seu texto sobre os negros! mais orgulhoso ainda de ser um descendente de Chico Rei, meu pai nasceu e vivel na comunidade da Pontinha onde ainda mora muitos parentes onde todos os anos vou visitalos.Onde posso sentir toda a enérgia dos meuos ante-passados, lugar de gente simple e hospitaleira. Espero poder ler mais sobri o assunto.Como vc disse no final do texto,(assim,ainda estão lá os Moreira,pé na terra).Sou mais um Moreira longe da sua comunidade,saudades!!!

Cássio Moreira · São Paulo, SP 4/11/2007 13:57
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José Márcio
 

Prezado André, se a Pontinha que você está se referindo for a mesma que eu conheço, um comunidade quilombola, descendente de Chico Rei, ela é um povoado rural pertencente ao município de Paraopeba, Minas Gerais.

José Márcio · Paraopeba, MG 28/11/2007 13:55
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Dalena GVL
 

Parabéns! Voltarei com calma para reler!
Um abraço,
Madalena

Dalena GVL · Portugal , WW 5/12/2007 14:22
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Ecila Yleus
 

Estou amado ter conhecido esse espaço.Cultura pura.Parabéns pelo maravilhoso trabalho.Estou fascinada.

Ecila Yleus · Recife, PE 27/7/2008 07:26
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liba
 

A luta em pro da reforma agraria, ela se inicia exatamente em Palmares e o maior responsavel é mesmo Domingos Jorge Velhos por não deixar concretizar esta que seria a primeira tentativa de se obeter terras para aqueles que lá estiveram como pioneiros desta luta: negros negras indios indias e brancos brancas pobres.
Vamos fazer um acompanhamento dos acontecimentos a partir deste período.
Palmares é um registro da mostra da grande força obtido pelo povo brasileiro e se isto aconteceu, ou seja, a queda de Palmares, o grande esteio de nossa luta, até hoje.
Nos ainda acreditamos em nossos governates, ao inves acreditarmos nas lutas que nossos antepassados travaram. A tradição de nosso povo.
Precisamos rever os nossos pontos de vistas como o André retrata muito bem! Poucas pessoas sabem disso e isto é ruim. Quando falamos de consciência negra, não é atoa, basta ser negro para saber das perseguições que nos foi impostas e que impediram de chegarmos adiante.
Vamos continuar debatendo e se possivel dentro do assunto 1ª reforma agraria do Brasil, acreditem!
Este é meu comentario de hoje, nossa luta deve continuar e isto é muito bom!
Liberto Trindade - São Paulo

liba · São Paulo, SP 20/9/2009 14:38
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