Acervo Mariposa faz realidade uma rede de artistas da dança que (re)conhecem seu cenário ao doar e receber vídeos da produção cênica da dança paulista!
Extra, extra, a dança em São Paulo tem o espaço para se fazer apreciar, não só pelo seu público como entre os artistas de companhias, grupos e os chamados independentes!
Ueba (à la Simão)! A dança em São Paulo retoma seu lugar de evidência e também de popularidade da suas dancas, esta que é uma das maiores cidades do mundo que mostrar como faz, circula e fala sobre dança cênica!
Esses seriam os melhores jargões para qualquer área artística de produção profissional que alcança seu público, de preferência no plural sendo vários deles e em todo canto da cidade; que tem um mercado e circuito cultural estabelecido e que tem os espaços de criação, formação, pesquisa e crítica em diálogo.
Verdade?
Bem, vamos devagar. A verdade não é um fato cultural, nem mesmo científico nem filosófico. Portanto, o que nos vale aqui é sonhar junto com uma realidade cultural na qual a dança em São Paulo possa ganhar mais espaço, possa fazer ecoar seu espaço legítimo e histórico de intensa e profícua produção, porque não dizer aquela de dar orgulho a todo país, e possa reconhecer seu melhor empenho na arte de nos fazer pensar através do movimento. Pois, esse ensaio em forma de interjeição é um manifesto do que o projeto Rede Dança em Vídeo quer, pretende e vem fazendo, aos poucos e “mineiramente” (calma, não estamos confundindo os estados brasileiros, não) ao propor à São Paulo uma rede de vídeos de dança da produção de companhias, grupos e artistas independentes que possam doar e receber vídeos para se fazer conhecer e trocar tanto esteticamente, como politica e culturalmente na sua lida diária em criar coreografias e contextos cênicos.
Acervo Mariposa realiza Rede Dança em Vídeo
O projeto Rede Dança em Vídeo nasceu justamente da percepção de como o Acervo Mariposa cresceu em cinco anos de existência e como se deu sua adesão em cada canto desse país. Você não conhece o Acervo Mariposa, permita-se lhe apresentar.
Programa cultural de gestão de vídeos de dança, licenciados pelo Creative Commons, o Acervo Mariposa preza pela democratização do acesso ao vestígio da produção em dança registrada em vídeo ou mesmo do maior reconhecimento da criação de dança para a câmera, como acontece no vídeodança. Criado em 2006, emergiu da lacuna em nosso imaginário das danças produzidas para palco que, infelizmente, ainda são pouco acessíveis, com temporadas curtas, com pouco público, ou seja, há muito o que se fazer nas nossas políticas culturais, sejam elas públicas ou mesmo coletivas, de como nos relacionamos com esta realidade.
O Acervo Mariposa teve um ano de realização subsidiada (patrocínio Lei Rouanet da Petrobras, maio 2008-2009) e agora, em setembro de 2011, tem uma segunda edição de projeto patrocinado pela Vivo, apresentado pela VivoEnCena, através do Programa de Ação Cultural, ProAc, do estado de São Paulo.
Nada mais coerente do que criar, depois de um tempo de maturação e inserção maciça no país, um projeto para a cidade na qual está o núcleo do Acervo Mariposa. Digo núcleo porque o acervo já se espalha para vários lugares, tem vídeo doado ao Acervo, devidamente autorizado e com o coreógrafo ciente de onde está sua obra, em várias cidades, como Salvador, Recife, Teresina, tendo realizado mostras de exibição chamadas V.H.S. (vídeo homo sapiens) em espaços culturais, parcerias com festivais de dança (Mariposa nos Festivais) tanto no Brasil como na América Latina e também parcerias institucionais com centros de formação.
Sim, um patrimônio coletivo. Uma história que se faça presente. Um concepção de acervo que seja vivo, ativo, dinâmico, dialógico. Menos marketing e mais vida para a dança que se faz na sala de ensaio, nos teatros de todo tipo, diria até uma gestão de acervo que possa dançar junto com seu público.
O Rede Dança em Vídeo é um projeto cultural de 2011 do Acervo Mariposa e propõe a criação de uma rede de vídeos de dança. Companhias de grande porte, grupos de dança e artistas independentes, da capital e do interior, trocam e recebem vídeos da produção cênica da atualidade.
Rede é cidadania
A tão famosa acepção de rede aqui é uma necessidade pois identifica-se um modo metropolitano de não só viver mas criar em São Paulo que impede que nos encontremos com nossos amigos, inclusive estéticos.
A intenção aqui é facilitar, criar pontes, motivar o contato entre criadores da dança da cidade que, ao vivenciar o sentimento de rede, de se fazer pertencer, de doar seu vídeo sabendo que também pode receber um presente de um amigo não tão distante do contexto paulista e paulistano da sua área de atuação um vídeo de dança que dialogue, de alguma forma, com sua forma de conceber movimento.
A curadoria é quem cuida dessas interligações, mas é o sentimento de rede que faz doar, receber e trocar modos de dançar e que pode, assim desejamos, intensificar a doce sensação de se fazer pertencer.
Rede é cidadania e antes de tudo é uma forma, admitida, de viver, de estar com o outro e de colaborar. Assim entende o programa cultural Acervo Mariposa e propõe assim o encontro de artistas da dança através do seu vestígio: o rastro que outro coreógrafo deixou pode fazer parte do que meu corpo dança, e assim sucessivamente.
Convocamos a todos que se sentem em rede, que constroem redes e que vivem a partir de uma realidade interligada a colaborar, opinar, acompanhar o projeto e detectar, junto conosco do Acervo Mariposa, se assim saberemos mais sobre nosso jeito de dançar.
Ah, quer ver de perto?
Serviço
Lançamento do projeto Rede Dança em Vídeo: a Dança de São Paulo em Evidência
Presença da patrona do projeto, Ana Terra, representante do sentimento de articulação em São Paulo e da curadora Nirvana Marinho. Esta ação cultural constitui na exibição de vídeos e na realização da performance de Marilia Del Vecchio.
Quando: 27 de outubro, às 20h.
Local: Auditório & Espaço Pontes Vivo
Entrada: Gratuita
Workshop Dança e Acervo Mariposa como ação propositiva
Quando: 29 de outubro, das 14h30, às 18h30
Local: Espaço Pontes Vivo
Com Nirvana Marinho e Amanda Villani
Para inscrições, mande um email até o dia 20 de outubro contando a sua intenção em realizar o workshop para vivoencena@gmail.com. Serão selecionados os 20 primeiros que enviarem o email. No assunto do e-mail, coloque: Workshop Dança e Acervo Mariposa como ação propositiva. O Workshop é gratuito.
Nirvana Marinho
Coordenadora do Acervo Mariposa, doutora em Comunicação e Semiótica e, sobretudo, paulistana de vida
Out 2011
Nirvana,
A proposta é pertinente e, excitante, a forma como você a apresenta. Parabéns!
Abraço,
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