Uma artista da nossa terra viajará dia 27 para um mundo outro. Deixar-nos-á por dois anos sem performances contemporâneas, sem instalações inquietantes, sem figurinos criativos e instigantes, sem interações solidárias aos que da arte necessitam para abrir caminhos mesmo onde não há tetos, nem camas, nem comida, mas sobram limites e incompreensões e desumanidade, uma abundância demasiado desnecessária nesses tempos pós-modernos e globais, em que a tecnologia tudo faz e a humanidade cada vez mais perde.
Ainda que descoberto
O corpo não está liberto
Mesmo só, há limites
Concretos. Nu, há partes
Aprisionadas a imaginário
Outro. Não é ele, só corpo
E, no entanto, se move...
Em cena, eu a percebo dramática, irreverente, pessoa vibrante em expressar o corpo, a arte, a dor, o prazer, a opressão, a felicidade, o espanto...
As palavras e as pequenas telas lhe são poucas, pelo tanto que busca o deslocamento da cena, as ruas, o povo, as explosões dos limites e dos consensos opressivos. Ela fez dança dos quatro aos 18 anos e se graduou em comunicações e Artes do Corpo pela PUC de São Paulo, participou de algumas companhias, mas se encontrando em videoarte, como fez com Rafael Adaime.
Veja aqui e mais aqui.
Quando interpretava Frida Kahlo em um balê sofreu acidente em que a cirurgia de reparação determinou a perda de parte significativa do menisco de uma das articulações de um dos joelhos.
O corpo mexido pela mente inquieta e criativa exigiu e se a via fazendo, mesmo apenas sentada, figurinos e máscaras para instalações e performances.
É também roteirista, figurinista, coreógrafa...
Tem prêmios, distinções, é aplaudida e querida pelo que faz só ou com demais parceiros em artes e espetáculos e ações outras em que aplica o que lhe vai ensinando a vida.
Dia 27 de agosto, Veridiana Beatriz Zurita vai para Enschede, Holanda, fazer mestrado sobre As mobilidades possÃveis no processo de criação Dutch Art Institute (DAI). Ganhou uma bolsa que cobre dois terços do valor do curso que espera fazer em dois anos inteiros.
ENTREVISTA COM A VERIDIANA
Amigos comuns leram a matéria postada aqui por mim ainda em edição e tornaram possÃvel uma breve entrevista com Veridiana Beatriz Zurita. Fiquei feliz de ela ter conhecido o postado, ter gostado dele e aceitado conversar conosco.
Disse que após a formação acadêmica percebeu-se em um processo acelerado de demandas de criação, o que é comum apresentar-se ao artista que decide se bancar com o próprio trabalho de criação, mas em um tempo outro, mais lento do que o que lhe ocorreu.
Deu-se conta logo de que estava sem condições de tempo, de espaço, de relações, de processo mesmo... de pensar a qualificação da arte que fazia, de estudar o próprio trabalho, iinvestir em si como pesquisadora do próprio gesto de criação.
- Eu não tinha tempo de adentrar mesmo em questões pertinentes ao meu trabalho... sempre me senti em produção acelerada para entrar em festivais... nunca com tempo de me envolver, de me perder nas propostas...
É a razão porque Veridiana apresenta projeto para o Dutch Art Institute (DAI). Lá, por dois anos irá refletir sobre o próprio fazer artÃstico e criar a partir do que refletir.
Nas palavras dela: ter a criação como mecanismo disparador e não como produto final.
Para Veridiana, é essa uma discussão sobre o processo de criação muito presente na arte da performance desde que os dadaÃstas começam a subverter as questões da obra de arte. Não é apenas uma solitária necessidade individidual.
Conforme salienta: é como a questão do processo torna-se algo fundamental para o artista.
Repito a ela um trecho dela mesma em que diz que o corpo se reconfigura, o figurino, o som que o impele, a luz que o escaneia, a roupa que o veste ou despe em razão do corpo, o corpo em razão delas...
Veridiana - o corpo se reconfigura quando há diálogo... quando interage com o entorno inevitavelmente se reconfigura.
AB - Isso contraria a tua formação acadêmica ou se impõe à formação e a evoluciona, supera, nega? Muito da dança contemporânea de alguns grupos aqui e fora tem experimentado o movimento do corpo, instrumentos diversos, espaços diferenciados e mesmo sons que, é fato, o comum das pessoas não chama de dança ou música. O corpo, no entanto, se move, contrariando dogmas, conceitos prévios, regras.
Veridiana - Não há negação da academia no meu caso... mas uma necessidade de contraposição. Urgência em estar na academia, mas fora dela também. O artista não me parece vivo quando adquire um discurso sem tensão.
Então, salienta, a contraposição não é um discurso do trabalho, mas no processo do fazer acadêmico.
Veridiana - Quando ainda me formava, sempre procurei estar em outros ambientes. Trabalhei com coreógrafos que na época não eram sequer reconhecidos na academia. Minha formação é em dança mesmo, mas acho que nunca fiz um trabalho de dança.
Diz com uma tranqüilidade sem menoscabo da formação especÃfica que a aproximação dela com as artes visuais acaba sendo o seu forte ainda que não tenha surgido para ela em ambiente institucional.
Veridiana - Sempre achei muito difÃcil fazer um trabalho de dança apesar de ter a dança no meu corpo. E quando fiz meu primeiro trabalho em vÃdeo compreendi uma fluência da minha criação.
Nos últimos anos meu trabalho passou a ser aceito muito mais em ambientes das artes visuais do que nos de dança e isso naturalmente foi me direcionando mais para as artes visuais como no VÃdeo Brasil por exemplo, explioca a artista.
O ocorreria no mestrado. Envia o mesmo projeto para escolas de dança e de artes visuais e acaba sendo um instituto de artes visuais que se interessa pela proposta.
Veridiana - É uma escola de artes visuais... não tem aulas de dança ou performance. Meu projeto é sobre as mobilidades possÃveis no processo de criação... mobilidades entre os processos metodológicos entre dança, performance e artes visuais.
Nesse sentido... há total coerência eu fazer um mestrado de dança e performance em uma escola de artes visuais...
AB - Há nomes lá que te inspiram já ou é o espaço em si, aquela gente de outro mundo que é a Holanda?
Veridiana - Estou muito interessada em retornos de outras áreas. Pensar em como um retorno de artes visuais em um processo de dança pode ser rico. Os crÃticos de dança só assistem dança e eu acho isso muito restrito. Minha inspiração mesmo está no deslocamento. Sinto entender o meu paÃs quando estou fora dele. Nesse sentido, minha inspiração é o deslocamento e não algo em especÃfico com a Holanda ou nomes de lá.
AB - Êpa! Não sei se entendi. És brasileira e te entendes e ao paÃs quando não estás no território dele? Isso não é só distanciamento geográfico... É também tua busca de outras posições para o corpo, para os movimentos, para os gestos... pelo que percebo, se as trocas permitem aprendizado, havendo democracia nas relações, também vais ensinar lá.
Veridiana - Não é distanciamento geográfico é o distanciamento do lugar comum enquanto artista. Quando digo entendimento do Brasil não se trata de uma pesquisa sobre o paÃs, mas sobre o deslocar-se e, aÃ, não importa o lugar.
AB - É que o deslocar-se relaciona-se com um espaço dado, ou criado, ou imaginado...
Veridiana: Existe um processo de escuta que é fundamental para minhas interações com outras áreas nas artes. Desde que conheci meu parceiro, f? Com ele realizei e ainda realizo muitas criações, minha interação com as artes em geral se potencializou muito. Em termos de processo porque se trata de um casal em criação em que vida e arte se misturam, mas também porque o trabalho dele me questionou muito em como recriar o corpo em diálogo com a música e com as imagens. Principalmente por causa da questão sonora, o sensorial dos meus trabalhos passou a ser questão fundamental desde então.
http://daspartes.blogspot.com
[As Partes
Veridiana Zurita, 14 min, São Paulo
Dentro de um espaço restrito o corpo se reconfigura por meio da própria pele. No enquadramento a figura realinha, reposiciona camadas e próteses da própria existência. Na reinvenção espacial os membros e contornos se ajustam a uma nova realidade, é como visitar continuamente o interior que também é caixa, espaço restrito e dilatado no próprio movimento.]
[ Outono de 2005, performance junto à ocupação da galeria Prestes Maia – SP por sem tetos ]
[Quando não atua, estuda, organiza espaços e orienta artistas, como na curadoria que fez no Espaço Viga, na I Mostra Viga de Performance, em 6 e 7 de outubro de 2007 no Viga Espaço Cênico.
Esqueceu-se de relatar que, além de tudo isso, é de uma beleza estonteante, a Veri Linda. Desejo-lhe tudo de bom e que apenas lhe permitam desenvolver ainda mais o seu talento, porque o mais ela já tem.
Beijos.
Juscelino,
Foste apenas mais direto, no que dizes do belo, de que também falei:
Ainda que descoberto
O corpo não está liberto
Mesmo só, há limites
Concretos. Nu, há partes
Aprisionadas a imaginário
Outro. Não é ele, só corpo
E, no entanto, se move...
Agradeço e desejo o mesmo que tu a ela.
Taih uma coisa q naum me conformo.... Como pode, um alguem q é eximia, super, q dah tudo de si p o próximo. Q faz do seu corpo uma arte... de repente, sem mais nem menos, sofre um acidente... passa a ter limites... Pq? Pq?pq?!!! Me respondam pq morrem os grandes escritores, os grandes mestres, os grandes pintores, os grandes músicos, os grandes, somente os grandes!!! Pq sofrem acidentes toda uma legiao de grandes e artisticamente perfeitos?! Ninguem pode me responder... Mas tua materia, CD, é maravilhosa. Aplausos de pé! Bravo!
faço votos de sucesso em tudo para Veridiana. Parabens, Adroaldo pela brilhante informação. Bjos.
graça grauna · Recife, PE 10/8/2008 00:39
Pra quem tem um mundo dentro de si, perder partes é tbém descobrir outros dedos, outras mãos, outras possibilidsdes. digamos que ela não se entregou.Ela descobriu q o mundo é muito maior e se jogou naquilo que tem. A vontade de viver.
Digamos que ela saiu de uma cadeira e sentou noutra, pq o mundo é abrir portas e portas. É isso Veridiana abra seus espaços de diversas maneiras e encontre sempre o seu prazer.
Aldro,nunca tinha visto nada de tamanha grandeza.
O ser que não se deixou limitar.
Uma batalha para quem merece estar aqui nesse espaço e na vida.
Parabéns!
Aldroado,
Bom que trazes profile de uma brasileira com tantas facetas, inspira e informa. Que ela vá e encante na Holanda e o mundo, pessoas com tal talento são mundanas, no sentido de "pertencer" ao mundo!.
Muito bom tudo.
abraços
Voltei antes do trampo, para reler esta descrição do que sejamos,
abraço, Professor
andre.
Assisti ao video. Muito interessante.
Aplausos.
Um abraço
Adroaldo,
Um trabalho espetacular de uma esforçada e linda garota
adorei!
bjss e meu carinho
Gente, sou grato.
Consegui ontem à noite, inda em tempo de edição, uma pequena entrevista onláini com Veridiana, e hoje pela manhã recebi algumas fotos do arquivo pessoal da nossa querida artista.
Publico aqui em complemento às poucas palavras que vocês já haviam lido e lhes peço antecipadas desulpas por alguma falha em razão de que, pela manhã, me encontro sempre um pouco mais sonado também razão dos efeitos de medicamentos que me são administrados.
Talento na expressão corporal não é pra qualquer um. Desejo sucesso para esta artista em "mundo outro" e que ela retorne um dia com a "bagagem" cheia de maravilhosas experiências e descobertas. Abraços Adroaldo.
JACK CORREIA · Crato, CE 11/8/2008 17:55
Veri meu amigo esse belo trabalho,não podia sair de férias sem antes dizer:
Veridiana me fez lembra uma passagem bÃblica.Toda fé sem obra é morta.
Como toda a arte sem essa superação é uma arte vazia,
parabéns para você um beijo para a querina menina veridiana.Que ela prossiga sempre espalhando Movimentos que falam. E que na melodia dos movimentos toque sempre os corações.
BelÃssimo trabalho da artista Veridiana.
E que interessantes ligações, modernas, usando a dança como plataforma, campo de interação com outras artes, com a sensorialidade do corpo inteiro...
Gostei muito desta espécie de "fuga" que a artista fará para se mergulhar mesmo na construção do processo criativo. Certamente, os resultados serão riquÃssimos e muito belos.
Adroaldo, aprendi muito com este artigo.
Muito obrigada.
Estou vendo os videos.
beijos
Querido Adroaldo:
Maravilhoso o teu poetar Veridiana. Parabéns pela determinação de ambos. O poeta que conjuga as palavras e as doa e a artista que fala ao corpo e pelo corpo.
O sucesso é apenas o inÃcio.
Beijos_Meus*
*
"...O artista não me parece vivo quando adquire um discurso sem tensão..."
Gostei muito dela. É instigante e sabe bem o valor que se tem que dar à quá marxista 'luta dos contrários'. Viva a arte viva!
Melhor ainda que instigou o post do amigo Adro, cheio daquelas qualidades de rei da verve jornalÃstico-literária das quais ele é mestre inconteste.
Veridiana é bela até no nome!
Obrigada por partilhar conosco essas emoçoes/1
bjs
sinvaline
Voltando
e votando
Parabéns pela excelente entrevista.
bjssssss
GratÃssimo bonÃssimas pessoas: o aplauso a engenho é arte é essa nossa parte humana, o lado da existência, que requer a coragem
de perceber o outro e o exercÃcio da justa benevolência. como acentua Veridiana:
Se alma há
Se há corpo
Se há arte
Pulso há
Então
Atenção
Há tensão
Adroaldo, devo e, sem obrigação, por puro prazer afirmar que essa foi uma das melhores publicações já lidas no site. A entrevista permite ao leitor a participação entre perguntas adroanas e respostas veridianas.
Sérgio Franck · Belo Horizonte, MG 12/8/2008 11:06
Não sabes como me deixas feliz Franck.
Enquanto exerci o jornalismo no lixo que chamam de imprensa grande, um estilo assim, de que alguns gostam e eu poderia ter muito bem ter recriado, porque mistura folhetim com Pasquim, era proibido pelos manuais de redação.
Sabes por quê?
Para que a objetividade pudesse igualar quaiquer a canhestros em qualquer texto e sobrar mais espaço para os reclames publicitários razão primeira da existência dos meios de comunicação todos.
Vê o que é, por exemplo, o conteúdo de uma novela hoje.
Além dos três minutos de intervalo entre um bloco e outro, nos blocos de enredo, as personagens alardeiam que vão às lojas patrocinadoras, vestem as roupas de fulano, usam as jóias de beltrano, comem as marcas de ciclanos.
É um comércio só. Uma grande vitrina!
A qualidade técnica, no entanto, tem avançado ao ponto da resolução da imagem exigir mais dois quilos de panqueique por centÃmetro quadrado...
Sei que tua motivação foi outra e agradeço, Franck, mas que faço eu se chove aqui e minha caminhada está adiada?
Saúde, caro amigo.
Querido Adro....que matéria mais linda e emocionante!Um agrande lição de perseverança...e total entrega àquilo que verdadeiramente amamos...o talento e a paixão da Veridiana superam qualquer parte perdida e redescobre outras tantas em sua alma que é puro movimento...que dança em qualquer palco..porque tudo é ritmo....e ela...o instrumento de pura expressão de sentimentos...
Muito linda sua matéria,Adro,obrigada pelo convite!
Sorte e muita luz nos caminhos da Veridiana que a tds encanta!!
E parabéns por seu trabalho fantástico de nos trazer tão belas e emocionantes matérias!
um beijo bluecarinhoso..
Raiblue
Blue
oi Adroaldo: muito bacana o post - gosto especialmente do texto estar tambem "em processo", como o trabalho da Veridiana. Um processo que continuou na Fila de Edição (com realização da entrevista e chegadas das fotos) e agora continua nos comentários. Acho que foi uma das melhores utilizações do sistema de publicação do Overmundo. Abraços e Saúde!
Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 12/8/2008 14:03
Agradecido Hermano.
A existência assim de Overmundo nos permite o processo.
Fico feliz com tua presença e honrado por teu comentário, significativo de que há processos que nos ajudam a encontrar o melhor possÃvel para cada momento, o garante de que o demais valha a pena.
Terno abraço e saúde!
Raiblue,
Teu entusiasmo deixa qualquer animado a continuar pelo melhor.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS)
Das partes... em poucas palavras
Um Trabalho muito expressivo com uma Artista extraordinária, interprete e criadora de Cultura. Uma Mulher admirável.
Ainda que descoberto
O corpo não está liberto
Mesmo só, há limites
Concretos. Nu, há partes
Aprisionadas a imaginário
Outro. Não é ele, só corpo
E, no entanto, se move...
Parabéns a Vocé e Veridiana Beatriz Zurita .
Para a Juventude seguir o Exemplo dessa Artista, porque há muito para fazer e é dificil identificar o que fazer?.
Gostei Muito.
grande Contribuicáo.
Assisti ao vÃdeo e devo admitir que meu voto é justo a tamanho desenvolvimento e arte!
Suzanne · Olinda, PE 12/8/2008 14:48
São de informações - prioritariamnete para os Amazônidas - como essa que o mundo beat precisa!
Valeu, Adro. Boa viagem, Veri!
Bacana. Belo trabalho o de Veridiana.
Torço para que alcance o que almeja!
Boa matéria Adroaldo,
Bjs
Nosso querido repórter em ação. Belo trabalho, autêutico, corajoso.
crispinga · Nova Friburgo, RJ 12/8/2008 18:29
Adro, Parabéns pela matéria e por nos apresentar Veridiana. Viajei pensando com os meus botões se esse nome tão marcante pode ter influenciado o conjunto da criação instigante dessa artista. Nunca assisti a Veridiana, mas me deu vontade de procurar o vÃdeo pra ver se a personagem de Bunuel tem afinidade com a de carne e osso. Fiquei seduzida tb com a coincidência de Veridiana ter se acidentado ao interpretar Frida Kahlo, cuja imagem fica em minha mesa pra me inspirar a superar meus limites. Foi isso que vislumbrei nos vÃdeos: mesmo no maior dos constrangimentos, o corpo se move, rompe a inércia, como se estivesse buscando a fenda uterina que leva ao nascimento e, dái, à s infinitas possibilidades das relações humanas. Veridiana, seu corpo é metáfora da criação poética. Estou falando isso pq me lembrei agora do trecho do filme O carteiro e o poeta em que Mario, segurando em suas mãos a bolinha de sinuca que Beatrice havia pego, olha para a lua e, deslumbrado descobre o que é metáfora, matéria prima da poesia. Vc tb tem Beatriz no nome.
Parabéns Adro!!! E pra vc Veridiana deejo que vc seja muito feliz no mestrado.
Por último, abri o link que leva ao trabalho de seu parceiro e fiquei sem fala...
MUITO DEZ LAIONMEN
www.palcomp3.com.br/laionmen
Ize,
Querida amiga professora, eu tenho um sexto sentido em relação a algumas coisas que parece a emancipação do meu lado feminino, que ultrapassaria nessas oportunidades os 49% que me compõe.
Por isso insisti - e me excuso de tanto ter insistido - em que aqui viesses para comentar se quisesses.
Eu estou aos prantos com a qualidade da tua avaliação, com o que te emocionaste com o que está aqui descrito e por aqui indicado.
E é meu lado másculo que chora, tenha a certeza, porque o feminino, esse que me oferece o sexto sentido, está em gozo, em risos, que és capaz de até ouvir aà o quanto gargalha de satisfação pura, êxtase e prazer.
Agradecido.
---
Grato, Cris. Sempre emocionas.
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Estamos juntos nessa torcida Natália. Agradeço.
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Que se as busque onde estejam e se as publique querido Benny. Agradecido.
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Grato Juscelino, Suzanne, Azuir... são estimulantes vossas presenças.
pro Adroaldo :
Matéria excelente em todos os sentidos...Tanto intrinsecamente, quanto à oportunidade de conhecermos essa artista Maior,tão jovem ainda, Veridiana e seu companheiro, Rafael. Entrevista concisa e completa...
pra Veridiana e Rafael :
muito legal...toda a peça !...o "lance" do filme reverso e delay deram o toque surreal à obra...a música assemelha-se a da escola alemã de K.Stockhausen (decada de 70), onde a "cacofonia" formava o discurso, pelo todo.
A temática do "claustrofóbico", se contrapondo à plastica dos corpos em ações tensas e inquietantes...perfeito enquadramento entre câmera, quadro e objeto...o nascimento de uma crisálida...Muito Bom !...coisa de quem sabe o que está fazendo e como fazer !
Boa sorte na terra de Beatrix !!!
Joe
Amigo Adroaldo.
Mesmo com atraso, parabenizo o amigo pelo texto e entrevista.Uma bela exposição do que é arte, perseverança, ideal.
Veridiana Zuruta, por certo, conhece as palavras do poeta, quando disse" nunca encontrarenos terras novas, se não perdermos de vista às margens por um longo tempo".
Valeu, Adroaldo.Grande e fascinante trabalho.
Abraços
Noélio
Adroaldo,
Bom saber que nossos valores tem MUITA chance,
basta ser determinado e ter talento.
Estava no RJ entrava pouco na net. Deixei um poema postado e entrei em alguns . Mas não dava tempo de nada, preparando o lançamento do livro que apresento na Bienal de São Paulo, no Pen Clube do Brasil, dia 27/08 às 18.00 horas.
AGORA ESTOU NA QUERIDA SAMPA, pois venho de JAMPA ao lado da querida overmana Bea,(CD) vamos a Bienal.
Amanhã será o lançamento do livro Entre_Nós. Mais tarde coloco o horário para quem possa ir.
Aos que não puderem, nos encontraremos à noite.
Agradeço a delicadeza, a atenção de todos.
Um grande beijo e até outubro em Porto Alegre.
Regina
Veri Veri...Grande Adroaldo por dividir tais emoções-informações...
Conheço a Veri de épocas...Sempre dançando conforme o céu dela mesmo. AMiga, companheira....SAUDADES muito dela...
fico tão feliz em saber que ela está no alto de grande vôo pela a Vida
Veridiana sempre foi das altas esferas.
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