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De longe toda serra é azul

Schiavini
Capa do livro
1
Sinvaline · Uruaçu, GO
26/1/2008 · 183 · 14
 

E LONGE TODA SERRA É AZUL – Histórias de um indigenista


Olhando o horizonte viajamos no azul das serras e na beleza da paisagem, tudo é azul... De longe e de perto as cores, porém, são múltiplas e nem sempre tão azuis, que o diga Fernando Schiavini que há 30 anos trabalha e vive com tribos brasileiras.

Como indigenista, dormindo e comendo com os índios por todos esses anos, Schiavini sabe disso e junto com eles luta por seus direitos. E para contar o que realmente se passa entre os índios e as políticas indigenistas, escreveu "De longe toda serra é azul".
Não poderia haver título mais sugestivo: é justamente o momento em que os índios estão em guerra na defesa do que julgam certo.

O motivo de escrever o livro é explicado pelo autor da seguinte forma:

Comecei a escrever o livro assim que fui anistiado, em 1993, e só pensava em terminá-lo e publicá-lo depois de me aposentar, abrangendo toda a minha atuação no indigenismo. Mas decidi publicá-lo antes, exatamente porque senti que alguma coisa precisava ser feita, caso contrário iríamos ser "enterrados vivos", aliás um título que até o último momento, "disputou" com o atual. Alguém tinha que contar essa história, não apenas por ser um recorte importante da história do país, ainda inédito, mas também para alertar a sociedade para o que está acontecendo e pode acontecer, inicialmente com uma instituição governamental que, a rigor, é de todos nós e depois, com as sociedades indígenas, que são nossas primeiras raízes.


A história começa em 1972 quando ele entra como indigenista, então com 20 anos de idade, como ele mesmo diz, "dando um verdadeiro salto no desconhecido".

Assim inicia em 1975 o trabalho como chefe do Posto Indígena Kayabi, próximo a um dos afluentes do rio Tapajós no Estado do Pará, onde enfrentou a braveza das correntezas dos rios e o ataque dos mosquitos.

Embora sofrendo para se adaptar à nova situação, Schiavini já se sentia responsável e entrou de cabeça para ajudar os Kayabis, até que um surto fortíssimo de malária o abatesse.

Aventuras e detalhes de como se expôs com a família junto aos xerentes e xavantes numa época muito difícil são narrados. Histórias fortíssimas passadas num universo à parte, uma realidade completamente diferente do mundo civilizado.

Quando se safou vivo dessas aventuras ele teve uma proposta para trabalhar com o povo Krahô, no norte do Tocantins. (Os Krahôs foram o primeiro grupo indígena a gerenciar recursos de projetos no Brasil).
Entre essa tribo Schiavini se sentiu em casa, pois são amigáveis. E assim mais uma vez ele se envolve na luta Krahô, metendo-se em confusões, prisões e expondo a causa indígena por todo o mundo.

Um dos capítulos narra o resgate da machadinha sagrada dos Krahôs na USP (Universidade de São Paulo), fato interessante relatado de forma riquíssima, deixando transparecer o propósito firme da tribo em manter sua tradição, suas raízes.

São muitas ocorrências nesses 30 anos de trabalho que levarão o leitor a conhecer um pouco da realidade dos índios brasileiros.

"De longe toda serra é azul" é um livro para se ler e reler, é uma viagem à intimidade das tribos, uma maneira de conhecer a cultura indígena mais de perto.

Então o livro, autobiográfico, conta em detalhes a saga do jovem que se tornou indigenista quase que por acaso na década de 70 e os acontecimentos históricos e políticos de uma geração de indigenistas que se envolveram de corpo e alma na vida dos grupos indígenas brasileiros, passando a ser parte deles.

Schiavini relata a parte histórica do relacionamento entre os povos indígenas com os colonizadores europeus e a sociedade brasileira. Já no prefácio se pode ler sobre a situação de dominação e espoliação das comunidades indígenas brasileiras realizada desde o ano de 1500, quando aqui chegaram os portugueses.

Schiavini mostra o verdadeiro lado da colonização ou regulação que na época se chamou política indigenista, considerando ser essa uma longa e dramática história com guerras, prisões, massacres, envenamento dos rios e ainda disseminação de doenças.

A linguagem é simples e precisa e levanta um debate sobre as questões indígenas no Brasil diante da política de desenvolvimento atual. Os relatos contidos no livro, como ele mesmo diz na pág. 26:

"...poderão deixar transparecer ao leitor uma certa dose de "Indiana Jones". Bem, os fatos são narrados como eu os vi e vivi..."


O objetivo do livro é divulgar a causa indígena defendendo a continuação da profissão de indigenista no Brasil. São relatados momentos importantes da mudança de paradigma na questão indígena através do trabalho de muitos indigenistas e da Fundação Nacional do Índio, a FUNAI.

Ele explica o começo do indigenismo no Brasil:

Começaram a surgir no início da década de setenta as chamadas " Entidades Alternativas", que recebiam recursos de instituições européias para combater o autoritarismo da ditadura. Surgiu também nessa época o CIMI – Conselho Indigenista Missionário, ligado à ala "progressista" da Igreja Católica. Esses três segmentos – indigenistas oficiais, entidades alternativas e religiosos ligados ao CIMI – que contavam ainda com a colaboração de vários jornalistas ligados à causa indígena, uniam-se informalmente em episódios de confrontação com as diretrizes do regime militar no campo e nas cidades. Conseguiram, além de garantir as terras de inúmeros povos indígenas, colocar a questão indígena na pauta da sociedade brasileira. Começaram então a surgir líderes indígenas no cenário nacional, como Mário Juruna, Marcos Terena, Marçal Guarani, entre outros. Começa ainda na década de setenta a surgir as primeiras tentativas de auto-organização dos povos indígenas, hoje um fato consolidado.


Segundo o autor, o período contemporâneo começou com um regime vigente até os dias de hoje: a República com suas leis e práticas que se mantêm há quase um século em suas bases políticas administrativas.
Essas leis em sua opinião, dizem respeito a todos os brasileiros e principalmente aos indigenistas, pois norteiam a política indigenista governamental.

Sobre o indigenismo, hoje ele afirma:

Existe uma atuação política e prática por parte de ONGs., muitas delas ainda remanescentes do período relatado. O CIMI também segue atuando. Agora existe as chamadas "Organizações Indígenas", que são ONGs, com membros estritamente indígenas. Elas fazem política unindo-se em confederações, pressionando o governo por direitos e articulando-se internacionalmente, além de desenvolverem projetos de etnodesenvolvimento em suas terras. Outra conquista importantíssima foi a mudança do conceito integracionista dos povos indígenas à sociedade nacional, inserida na Constituição de 1988. A partir dela o Brasil é considerado um país pluri-étnico, tendo os povos indígenas direito a viver segundo seus costumes, crenças e tradições.


Sua tese, como ele mesmo considera o livro, apesar de não ser acadêmico, é mostrar como o indigenismo governamental brasileiro defendia nos anos 70 os interesses do Estado brasileiro. Os indigenistas contratados na época mudaram essa situação quando passaram a defender os interesses da população indígena.

O livro traz a discussão sobre o que é o indigenismo hoje e a forma de exercê-lo, tanto pelo governo como pela sociedade civil, já que os temas ligados à questão indígena são cada dia mais complexos. O indigenismo e o movimento indígena se complementam e necessitam um do outro.

No posfácio, pág. 199, ele diz:

A meu ver o indigenismo somente desaparecerá quando TODA a sociedade estiver conscientizada do respeito e gratidão que se deve aos povos indígenas, pela sua antigüidade nesta terra e pelas heranças genéticas e culturais que nela imprimem, fazendo dessa interação algo natural.

Tentando mostrar que o trabalho do indigenista não morreu, ele suscita os temas "indígena" e "indigenismo". Provando isso (esse ano) ele estará indo para o norte do Estado do Tocantins exercer as funções de técnico indigenista junto às etnias da região ligadas à regional da FUNAI na cidade de Araguaína.

Para ele, é uma "volta às origens" de forma profissional, pois a categoria de técnico indigenista estava sendo esquecida. Porém Schiavini considera importantíssimo esse trabalho: o técnico indigenista é quem faz a ligação entre as populações indígenas e a sociedade.
E assim ele tenta contribuir para modernização da função do indigenista. Podemos acompanhar esse trabalho do autor através do DIÁRIO DE CAMPO que ele mantém atualizado no site/blog: www.todaserrazul.com

Schiavini, consciente, desabafa:

Penso que interessar-se pela questão indígena é interessar-se por si próprio. Sempre iremos achar alguma raiz histórica, cultural e genética ligada aos indígenas em nossa formação. Muitas pessoas acham que conviver com os indígenas é "muito difícil". Não. Difícil é confrontarmo-nos com o nosso passado, tanto o passado ancestral, tribal, quanto esse passado recente, de dominação e espoliação que continuamos praticando, mesmo sem saber ou desejar. Então, eu recomendo inicialmente muito estudo sobre o tema, tanto pelo aspecto cultural, quanto histórico. Os indígenas não precisam de pena, apenas de compreensão e respeito. Sempre haverá um povo indígena próximo de você, fisicamente. Tente compreendê-lo, tente compreender a sua história, mesmo que ele não tenha mais cocares, flechas ou língua própria. Se você tiver paciência e a mente limpa de segundas intenções, descobrirá coisas fantásticas. A partir do conhecimento e da quebra dos preconceitos, é possível, mesmo sem conviver ou realizar trabalhos diretos, apoiar a causa indígena, discutindo a questão em sua casa, escola ou faculdade e ficando atento ao que acontece com esses povos.


Schiavini defende o trabalho do indigenista como sendo de um futuro promissor. Para isso se envolveu na implantação de um Curso Básico em Indigenismo e na articulação junto à Universidade de Brasília (UNB) do I Curso de Especialização em Indigenismo e Desenvolvimento Sustentavel, com aulas presenciais e à distância. Maiores informações poderão ser obtidas no endereço: www.unb.br e www.cds.unb.br

Como vimos, vale a pena ler o livro e acompanhar o trabalho desse indigenista que se envolveu na causa indígena por todos esses anos e considera que o mundo só terá realmente uma mudança quando houver o reconhecimento, o entendimento da causa indígena.

Como cita na página 201:

O mundo passa por momentos delicados, quando os desequilíbrios dramáticos e a escassez de determinados elementos essenciais à vida ficam cada vez mais evidentes e preocupantes. Nesse item, com relação às populações indígenas, duas questões se colocam: se a nossa sociedade será capaz de verdadeiramente entender a vivência dessas comunidades, tirando lições que precisamos para conservar nosso planeta e se seremos todos capazes de formar uma grande aliança, baseada no respeito e na compreensão mútua, que seja capaz, finalmente, de enterrar o que chamamos de indigenismo.


Pessoalmente, em meio a uma multidão de índios, pesquisadores, políticos e estudantes, eu pude sentir a dor de um homem que ao discursar, quando cita o nome de um velho índio (Aleixo), um companheiro de muitas lutas, se engasga e se emociona comprovando o que diz na pág. 108:

" Eu fiquei com os Krahôs. Até hoje. Na verdade, desconfio que para sempre."

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azuirfilho
 

Sinvaline · Uruaçu (GO)
Um Trabalho Extraordinário.
Deus Salve a Poetisa Sinvaline e o Indigenista Schiavini.
Maior alegria e orgulho tomar conhecimento das lutas táo difíceis e dos avancos esperancosos desses humanos como Schiavini que com os povos heróicos indígenas, em comum constroem a própria emancipacáo.
Muitos sacrifícios sofrimentos e até mortes mas, tem valido a pena pois reverteram o processo de extincáo dos indios que agora crescem e desenvolvem suas próprias culturam num
orgulho para o Brasil.
Parabéns pelo trabalho, glória a schiavini e a todos os indios Brasileiros, citamos Kayabis, Xerentes, Xavantes e Krabos.
Maior alegria e orgulho da Epopéia do Resgate daMachadinha Sagrada.
Louvacáo especial para o Nobre Indio Aleixo.
Maior orgiulho da nossa gente Indigena.
Hoje a Fase de luta é ascendente Há um futuro melhor sendo construido, pela garra e coragem dos Indios e pessoas Santas como Schiavini.
Gostei Muito é um digno Trabalho.
Tem Muito merecimento.
É uma Perola para o Overmundo e para o nosso Brasil.
Felizmente Hoje a luta é de Perspectivas de Vitória.
Hoje estamos construindo um Melhor Brasil.
Maior orgulho de voces.
Parabéns e abracáo.
PS Escrevi duas vezes e perdi o primeiro comentário.
Agora no segundo também náo registrou e estou no terceiro onde aproveito para desfrutar da alegria do voto.

azuirfilho · Campinas, SP 24/1/2008 18:36
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Marcos Paulo Carlito
 

Lindo Sinva,

O livro, os índios, o cara e você ao nos apresentar tão importante obra, diria mesmo revolucionária para o fortalecimento do movimento indígena e dos indiginestas (estes últimos prostrados pela dificuldade de ajudar de forma mais efetiva e abrangente a causa indígena). Um novo posicionamento, uma nova forma de continuar na luta pela defesa dos direitos dos nativo-americanos. Amei!!!

Marcos Paulo Carlito · , PR 24/1/2008 21:25
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Joana Eleutério
 

Muito bom. Quando aliviar meu tempo vou procurar conshecer o trabalho que se faz na UNB. Um bom começo poderia ser a leitura do livro, creio. Beijo grande.

Joana Eleutério · Brasília, DF 25/1/2008 09:11
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Luiz de Aquino
 

Sinvaline,

Costumo dizer que poesia é a alma das artes. Mas essa alma, quando materializada, cria coisas como algumas atitudes. Fernando Schiavini vem a ser, portanto, um "poeta prático", ou seja, a materialização da poesia intelectualmente concebida. E você, poeta de letras, cumpre o seu papel de informar, com magistral beleza em seu texto, esse exemplo de vida que é o indigenista Fernando Schiavini.
Parabéns a ambos! E aos craôs por tê-los.

Luiz de Aquino · Goiânia, GO 25/1/2008 11:40
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Saramar
 

Sinvaline, magistral resenha sobre esse grande homem que entregou a avida a uma causa inegavelmente difícil. Mas se entregou com fé, com trabalho e, acima de tudo, respeito e amor.
Fiquei emocionada com as palavras dele e com o seu texto.
Obrigada.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 25/1/2008 17:05
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jornalcidade
 

Sinvaline,
Costumo comentar com terceiros que seu trabalho é louvável, merecedor de reconhecimento e elogios, com a torcida para que Deus lhe conceda muita saúde, para permanecer trilhando nessa jornada tão importante. PARABÉNS PELA DIFUSÃO DA CULTURA. ALIÁS, CULTURA DE PRIMEIRA!
JOTA MARCELO
JORNAL CIDADE
URUAÇU

jornalcidade · Uruaçu, GO 25/1/2008 20:47
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Veronica Aldé
 

Importante demais essa matéria, pois divulga a luta atual da causa indígena no Brasil e nos aproxima de forma afetiva aos nossos parentes e a nossa identidade cultural. Os Kraho estão montando um site onde poderão nos dizer muito do que querem, do que pensam, nos ensinar tanto.Pessoas como o Schiavini, como a Sinva nos ajudam a abrir olhos e ouvidos, que é o que carecemos....prestar muita atenção e fazer o que tiver ao alcance pra que essas serras possam ser cada vez mais azuis!
Parabéns a todos!
Veronica Xaprit

Veronica Aldé · Goiânia, GO 25/1/2008 21:37
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Rodrigo Teixeira
 

Só o real é eterno... Lindão!

Rodrigo Teixeira · Campo Grande, MS 26/1/2008 04:21
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Andre Pessego
 

Sinvaline,
adoro ler os seus textos. Este arquivei, vou ler depois completo. E gostei do título, velho dito popular do meu lugar
um abraço, andre.
e contente acabo de fazer completar a pontuação,

Andre Pessego · São Paulo, SP 26/1/2008 08:18
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Antonio Rezende
 

Fico feliz quando vejo exemplos de dedicação desta natureza, apesar de todas as barreiras que gente assim enfrenta para ir um pouco além do que as estruturas institucionais muitas vezes capengas permitem. Casos da Funai e do Ibama, entre outros órgãos.

Sabe-se que há um enorme abismo entre as estruturas montadas em Brasília ou nos núcleos de algumas capitais e seus ramais de representação e atuação no interior.

Enquanto em Brasília e nas capitais estes órgãos abrigam exércitos para um trabalho modorrento e burocrático, nas pontas, onde tais instituições deveriam atuar de modo mais presente e eficiente, apenas alguns abnegados atuam, muitas vezes sem condição para desenvolver seus trabalhos.

Tomara que o Fernando desenvolva um bom trabalho na regional de Araguaína.

Bacana sua colaboração, Sinvaline. Valeu pelos links. Abraço!

Antonio Rezende · Palmas, TO 26/1/2008 22:18
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Cintia Thome
 

sinvaline.Teus textos sempre são uma lição. sempre os visito, releio. Colaborações ricas .Fui até o site de Schiavini...Admiro este ideal.abçs

Cintia Thome · São Paulo, SP 26/1/2008 22:53
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thaysbenicio
 

Fernando,

como havia dito no seu blog..."De longe toda serra é azul" é uma leitura obrigatoria...são as versões e versões de nossa historia.

Boa sorte em Araguaína!...espero um dia lhe encontrar por lá

thaysbenicio · Goiânia, GO 27/1/2008 16:25
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Alexonia Padilha
 

Oi Sinvaline parabéns!

Alexonia Padilha · Reino Unido , WW 10/2/2008 21:40
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Carlos Mota
 

Carlos Mota · Goiânia, GO 1/12/2008 10:39
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