Debate político é um Fla X Flu

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Fernand Alphen · São Paulo, SP
14/10/2006 · 61 · 7
 

- Oi Maria,
- Oi Seu Fernand.
- Mas o Lula tava demais ontem não?
- Tava?
- Nossa, ele foi bom!
- Foi

Pouco depois:

- Você viu o debate?
- Vi. O Geraldo foi incisivo.
- Foi?
- Ele destruiu o Lula.
- Destruiu.

Quem aqui lembraria de um único googleplex apavorante vomitado ao longo do debate? Quem sabe quanto um investiu nisso ou o outro naquilo? Quem pagou quanto de propina para quem? E quem é mesmo que queria resposta para as perguntas? Aliás, quem é que ouviu as perguntas? E as respostas?

Um rubro-negro e um tricolor no mesmo estádio, no mesmo dia, no mesmo jogo. No mesmo jogo? Era não. Flamenguista: “O Flamengo arrasou”. Fluminense: “O Flu destruiu”. O ou contrário, mas o certo é que não estiveram no mesmo jogo, mesmo estando.

Então quem ganhou o jogo? Detalhe. Quem ganhou o debate? Detalhe. Ninguém convenceu ninguém. E também quem estava interessado em convencer? Era o prazer do debate pelo debate, do jogo pelo jogo. Era só prazer de arrumar desculpas para as derrapadas do seu candidato e anabolisar os seus ataques. O prazer de mangar das incoerências do adversário e injuriar-se com suas acusações.

Então quem tinha razão? Mas o que a razão tem a ver com isso? Coitada, a razão é tão lenta! Quase burra. A emoção é rápida, envolvente, tão mais inteligente!

A razão até convence, mas leva um século. Ou quatro. Mais pelo cansaço do que pela verdade.

A verdade é uma nuvem de fumaça. E as escolhas, inclusive políticas, pouco têm a ver com reflexões ponderadas. No fim, a gente vota na emoção. A gente também se defende na emoção e até se arrepende na emoção.

Quem mudou seu voto, no debate, mudou pelo sorriso ou pela careta, pela violência ou afago, pela pena ou paixão.

Decisão política é coisa do coração, de crença, de fé.

Cogito ergo sum, uma ova!

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Rangel Castilho
 

Em pura emoção comemoro gol de bico..
já na política modifico: nem gol, nem travessão!
Vou na razão!

Rangel Castilho · Anastácio, MS 13/10/2006 10:47
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Fernand Alphen
 

boa sorte Rangel...mas nao vai ser no debate que voce vai conseguir encontrar essa tal razao...

Fernand Alphen · São Paulo, SP 13/10/2006 11:39
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Claudiocareca
 

Racional é sua exposição, Alphen. Muito pra rir, não é?!

Claudiocareca · Cuiabá, MT 13/10/2006 18:33
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apple
 

Dá até preguiça de assistir uma´propaganda com tanta "abobrinha". Um ataca o outro (e nega que errou) ; diz que fez e aconteceu, que fará isso e aquilo (como se pudessem fazer tudo sem apoio do legislativo)... Olho e fico sem saber!

Vejam os sites dos candidatos:
http://www.lula.org.br
http://www.geraldo45.org.br

Talvez ajude a decidir em quem votar ou a firmar a intenção já definida!

apple · Juiz de Fora, MG 14/10/2006 07:04
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apple
 


O site http://www.diegocasagrande.com.br/ critica o governo Lula.

Vejam um texto extraído de lá:


OS DEFENSORES DO ATRASO
por Rodrigo Constantino
“Meu problema com a privatização é de conceito” (Lula)

Poucos acreditavam num segundo turno, entretanto, cá estamos. E o desespero que bateu no candidato Lula foi tamanho que o PT logo se mobilizou para fazer um terrorismo patético, que engana somente os desavisados. Lula agora martela na questão das privatizações, afirmando que Alckmin venderia vários ativos estatais, como se isso fosse terrível para o país. O simples fato de que privatização é usada para atacar um candidato, que tem que vir negar tais “acusações”, mostra como o Brasil está distante do progresso capitalista, onde o Estado não é visto como um empresário. O pior é que ainda culpam o “neoliberalismo” pelos nossos males, aquele que passou mais distante do Brasil que Plutão da Terra.

Lula declarou que não teria vendido as teles nem a Vale do Rio Doce. Pelo visto, se ele fosse nosso presidente antes, ainda teríamos que esperar meses na fila para conseguir um telefone analógico, se tivéssemos sorte. A Vale não seria o ícone de empresa eficiente que é hoje. Simplesmente não existem argumentos lógicos para combater as privatizações. O setor privado sempre será mais eficiente que o governo para gerir empresas. Estado empresário é corrupção certa, além de tudo. O “argumento” de setor estratégico é ainda pior, posto que por ser estratégico é que deveria ficar longe da gestão estatal mesmo. Nos Estados Unidos, existem mais de 30 empresas privadas competindo no setor de petróleo. Na ex-URSS, acharam que o Estado deveria cuidar do setor de alimentos, o mais estratégico de todos, e milhões morreram de fome. Somente um nacionalismo tolo, um estatismo patológico, justificam alguém ainda ser contrário às privatizações. No entanto, Lula usa o tema para fazer terrorismo contra Alckmin, que sequer defende a desejável privatização do Banco do Brasil ou da Petrobrás.

Para alguém mais esclarecido, é estarrecedor ver como o debate político no Brasil está distante do bom senso. Aqui ainda se debate se a Terra é quadrada ou arredondada, no análogo da economia. E o pior é que vence a versão do planeta quadrado! Parte da explicação encontra-se na recente pesquisa do Datafolha. Por escolaridade, 53% dos eleitores com nível superior pretendem votar em Alckmin, o que nega ser um “privatista”, mas ao menos não acha isso um pecado suficiente para usar como ataque ao adversário. Lula fica com 37% dos votos entre os com ensino superior. O que é espantoso, por sinal. Gostaria de saber quais foram as universidades que esses 37% freqüentaram, para jamais mandar minha filha para elas! Na divisão por renda a coisa se repete, e Alckmin receberia 62% dos votos dos eleitores que ganham mais de 10 salários mínimos. Lula teria 31% dos votos dessa turma. Devem ser funcionários públicos privilegiados tentando manter seus privilégios, empresários corruptos que dependem do Estado para vencer, artistas que vivem às custas do financiamento estatal, políticos do “mensalão” etc. Dos que ganham até 2 salários mínimos, 59% estão com Lula. Nesse caso é mais fácil compreender, já que o presidente usa e abusa da máquina estatal para comprar votos com esmolas, fazendo ainda terrorismo de que Alckmin iria cancelar tais esmolas.

Como fica claro, o país está dividido, segregado. De um lado, os menos educados, os mais pobres, os privilegiados e os defensores do atraso. Do outro, ainda que sem um candidato mais adequado, os com maior escolaridade, mais renda, e defensores de um modelo mais moderno, onde o Estado seja reduzido, em vez de ser a locomotiva do crescimento econômico, algo que é impossível sem que um elevado preço seja cobrado depois. De um lado, os que ignoram por completo a questão ética. Do outro, quem fica ainda indignado com tanto escândalo de corrupção, enquanto o presidente se limita a repetir que nada sabe.

O problema do presidente Lula com a privatização é conceitual, como ele mesmo diz. Pois bem, o meu problema com os defensores do atraso é não só de conceito, como prático também, posto que suas jurássicas idéias afundam o país na miséria, seguindo na contramão do progresso. E os defensores do atraso, pelo visto ainda maioria nesse atrasado país, podem conseguir mais quatro anos de poder. Se assim for, não corremos o menor risco de dar certo. É mesmo lamentável...





apple · Juiz de Fora, MG 14/10/2006 07:33
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JuNiN
 

as propagandas politicas eram para ser algo serio e respeitoso , mais não. cada eleição que passa se torna uma piada para o povo , logo logo as propagandas politicas vão servir para os deputados fazerem propagandas de comercio , ou coisas piores, tudo isso pq são minimas as exigencias para se candidatar a qualquer cargo.
se eu não me engano são (se alguém souber de mais) :
- ser brasileiro nato.
- ser alfabetizado
- ter a idade minima ixigida para o cargo
- não ter sido condenado por parte do sistema judicial brasileiro.
- ser filiado a um partido politico.


para vcs verem como esta a crise politica nesse brasil .

JuNiN · Ribeirão Preto, SP 14/10/2006 09:03
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Clelia Pacheco
 

As escolhas só sao paixão emoção para quem vive no mundo onde o impacto da palavra é mais forte do que a relidade, o da poesia . Pergunta para o agricultor para o prudutor em geral o que a paixão e o coração dele estão falando sobre esse politica economica feita para estagnar a economia. A ideia de converssar com a Maria de manhã no cafe é muito romantica mas, fica devendo para realidade.

Clelia Pacheco · São Paulo, SP 18/10/2006 19:53
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