Degola asséptica

http://www.flickr.com/photos/finnsnaps/296603999/ (sobre foto original em CC)
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milu leite · Florianópolis, SC
8/10/2008 · 257 · 28
 

Leio no caderno “Mais” (Folha de S. Paulo, 5/10/2008) que o professor Oswaldo Martins Teixeira foi demitido da escola Parque, no Rio, porque é escritor. “Disseram-me que havia um parecer de psicólogos e juristas condenando a combinação do professor com o escritor em uma só pessoa”, conta ele à repórter Laura Capriglione, autora da matéria publicada na Folha.
Na justificativa que lhe deram, não está declarado o principal: ele escreve poemas eróticos. E esse “esquecimento”, certamente, faz toda a diferença.
Entre indignada, enojada, estupefata e triste, muito triste (fui tomada de uma desesperança mastodôntica), resolvi declarar meu desagravo aqui no Overmundo pra ver se ao menos sensibilizo mais algumas pessoas.
O professor perdeu o emprego. É pai de 3 filhos, publicou 4 livros de poesia pela editora 7 Letras. Friso esse aspecto mais para lembrar que o professor, o escritor, é também uma pessoa comum. E essa pessoa comum foi pega por outros comuns, rotulada, enlatada, avaliada e colocada de lado. Querem impedir o professor de prosseguir com a sua vida de escritor, falador, pai, quem sabe comedor de pastéis, fumante, míope, torcedor do botafogo ou do flamengo, um cara que fala com os amigos nos botecos, ensina português pros sobrinhos, não curte muito matemática. Poderia ser esse o professor. Não o conheço, sei dele apenas o que me diz a notícia no jornal.
Dois pontos me espantam nessa novela quase típica dos coronéis. Os pais que pediram a cabeça do professor à escola são gente “bacaninha”, de considerável poder aquisitivo, que viaja pela Europa, ou vai a Nova York, em busca de alta cultura. Sem muito esforço, consigo ver pai e mãe de um ... Matheus? admirados diante de uma exposição no Centro George Pompidou, em Paris. Ui. Ai.
De volta à casa, o Matheus aparece dizendo que o professor Teixiera escreveu no blog “a Alice no país das baboseiras/ é uma garota esperta/ prefere foder com a coleguinha/ usar celular batom/ cortar cabeças dos mendigos” (do livro Cosmologia do Impreciso). Ui. Ai. Papai e mamãe se entreolham e... mandam cortar é a cabeça do professor. Que gente é essa?
O segundo ponto estranho: me parece que declarar que professor não pode ser escritor e que psicólogos e juristas se juntaram para atestar essa verdade é papo pra boi dormir. Tá cheio de gente disposta a dizer qualquer palavra por aí. Aliás, tá cheio de gente disposta a dizer! Mas o professor não pode. Não pode dizer nada como escritor porque pega mal. Mas se ele dissesse “batatinha quando nasce...” perderia o emprego?
Por trás dessa justificativa ampla para a sua demissão se esconde algo. Algo tão pérfido que ninguém ousa dizer. Talvez o professor diga. Acho mesmo que talvez ele já tenha dito em suas poesias. E foi castigado.
Eu não moro no Rio. Meu filho não estuda na escola Parque. Se estudasse, eu não engoliria essa história medieval.
E hoje é dia de eleição. Parece piada.

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FlaM
 

Milu, querida, parabéns pelo bravo texto solidário! Assino com entusiasmo. É mesmo de indignar!
Mas parece que o ponto não é realmente "a combinação do professor com o escritor em uma só pessoa”, mas a combinação do professor com o erotismo em uma só pessoa”. A velha história da disciplinarização das sexualidades. Como que alguém que ... tem uma sexualidade pode ar aulas a nossos filhos?
Aiai, cansa, viu?
Lamentável e triste mesmo.
Beijo, parabéns pelo texto indignado e inspirado!
Flávia

FlaM · Florianópolis, SC 6/10/2008 00:16
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nef23
 

Boa noite,
Sou ex-aluno da escola em questão e completamente a favor do que vc escreveu, com base na informação disposta.
Infelizmente, segundo fontes internas, os textos do prof iam um pouco além do erotismo simplesmente. Alguns, não-eróticos, mencionavam salas de aula onde alunos e professores ficavam despidos, etc... o que gerou desconforto de algumas meninas na faixa dos 12 anos perante o mestre.
Em minha opinião, a princípio está ok ser poeta-erótico e admirador de jovens, desde que se resuma às palavras e não a atos. Mas entende-se perfeitamente o desconforto da escola perante duas formas de texto que, aliadas, geram dúvidas quanto à pedofilia do professor.
Culpado ou inocente, certo ou errado, o professor foi pego em caso constrangedor. E aí, como se diz por aqui, "perdeu".

nef23 · Rio de Janeiro, RJ 6/10/2008 02:48
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etetuba
 

é Nef.... mas você não afirma que ele seja pedófilo.... daí me diga se eu posso concluir que ele 'perdeu' apenas pela desconfiança? e, mais..., a desconfiança é motivo para 'perder'? Além de conteúdos programáticos, essa escola ensina noção de justiça e cidadania? E que no Brasil a arte não tem censura? Quer dizer, não tinha....

etetuba · Belém, PA 6/10/2008 05:03
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milu leite
 

fla, que bom que vc veio até aqui e leu o que eu tentei te dizer pessoalmente. acho que por escrito ficou mais claro, né?

milu leite · Florianópolis, SC 6/10/2008 12:52
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milu leite
 

nef,
obrigada pela leitura e por colocar outros dados para o debate.
embora alarmante para alguns, acho que o fato de o professor colocar em seus textos elementos de seu dia-a-dia não é de modo algum condenável. todo escritor faz isso. não há escrita que se sustente sem a mão de uma pessoa. uma caneta não anda sozinha, e quem comanda essa caneta é alguém que vive, como eu, como você.
o professor foi mesmo "pego"? em que caso constrangedor?
o que se tem publicado é que ele foi "lido", e que seus poemas são eróticos.
com relação à pedofilia, acho que você tocou no ponto. A acusação não ocorreu. Talvez tivesse sido mais honesto da parte da escola colocar essa dúvida claramente. O professor teria bases legais para se defender. E poderíamos discutir aqui o assunto em de outra maneira: por que alguém que escreve poesia erótica e é professor de crianças não pode fazer as duas coisas sem levantar suspeitas sobre sua moral, seu comportamento? por que essa pessoa precisa ser vista com desconfiança? por que essa desconfiança pode se tornar poderosa a ponto de determinar como deverá ser a vida dessa pessoa à sua revelia?

milu leite · Florianópolis, SC 6/10/2008 13:12
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milu leite
 

etetuba,
noções de justiça e cidadania... taí um aspecto que parece ter ficado de lado na questão toda. concordo contigo.

milu leite · Florianópolis, SC 6/10/2008 13:22
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FlaM
 

O que é incrível nessa história é que parece evidente que o professor separava muito bem vida pessoal e trabalho, escola e sexualidade, aula e blog. ALguém misturou as duas coisas para ele e isso o tornou um pedófilo potencial, ou pior que potencial, um pedófilo presumido!
Lamentável!

FlaM · Florianópolis, SC 6/10/2008 20:19
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etetuba
 

coloca o link da materia, quero ler.

etetuba · Belém, PA 6/10/2008 20:42
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alexgfaria
 

Comento o comenttário de Nef: Não são necessárias "fontes internas" para se tomar conhecimento da poesia de Oswaldo Martins. Elas estão nos livros, todos deisponíveis na editora 7Letras.
Acho que o poema a que se refere em que "mencionavam salas de aula onde alunos e professores ficavam despidos" é o seguinte (do livro "Cosmologia do impreciso" 2008):

lições oswaldianas

as professoras dariam nuas as de história
por sua vez alunas e alunos também nus
assimilariam o que a história nos roubou

a celebração do corpo e do espírito assim
recolocados permitiriam a nossos jovens
a experiência dos ferozes tupinambá


Assim ficam mais fáceis as conclusões. E para quem consegue perceber que não há nem sombra de pedofilia na proposta, acrescento: a celeuma resulta da nossa escola sem floresta.

alexgfaria · Rio de Janeiro, RJ 6/10/2008 22:21
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nef23
 

Boa noite,
Concordo pessoalmente com todos acima.

Mas tem o lado da escola, afinal alunas se ofenderam com o material e mostraram aos pais. Se as alunas hj em dia são caretas, uma pena, mas tornou-se público e quem "perderia", até judicialmente, seria a escola, se mantivesse o prof. Faz parte de cidadania e justiça avaliar todos os lados envolvidos. Houve problema na tribo e a autoridade-pajé-escola assumiu conforme a lei.

Em outro caso, minimaconheiros viajaram com a escola a SP e fumaram no quarto do hotel. A coordenadora da época descobriu e tornou o caso público, forçando a escola a expulsar os alunos doidões. Pra piorar, os pais dos criminosos sabiam do hobby de seus filhos e não eram contrários.

Em meu último ano na escola, viajamos com alguns profs. Lá, acampamos em casais nas barracas, fumamos em rodas na frente dos profs (eles deviam fazer às escondidas), bebemos cachaça e cerveja o tempo todo. Drogas, sexo, álcool e rock... não aconteceu nada, pq só souberam disso os pais que achavam ok isso ocorrer, os pais caretas não foram dedurados por seus filhos - afinal todos nos divertimos.

Acho que qualquer decisão nos 3 casos acima é justificável, nenhuma é um absurdo completo. Se alguns alunos acharam impróprio, é válido.

Caso 1) Não se pode chocar meninas de 12 anos com sexo explícito em ambiente escolar. Mas também sexo não deveria chocar, por ser natural.

Caso 2) Não pode a escola saber que seus alunos infringiram uma lei sob sua responsabilidade sem adverti-los. Mas pq expulsar, se até os pais sabiam???

Caso 3) Ser hipócrita e mandar as barracas serem formadas separadas por meninos e meninas, beber só coca-cola e proibir isqueiros aos jovens de 16, 17 anos? Ou se divertir com eles, fechando um ciclo de estudos fundamentais?

Quanto ao fato de ser professor de alunos-crianças e escrever sexo explícito, pessoalmente e profissionalmente acho um pouco arriscado. Melhor usar um pseudônimo ou lecionar aos pós-puberdade.

Que venham as bombas...

nef23 · Rio de Janeiro, RJ 7/10/2008 01:30
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Dani Montalvão
 

É... mais um paradoxo do país onde escrever faz presumir crime, e ver menininhas de 10, 11 anos atrás de rapazes de 20 e tantos é comum e quase normal.
Tá tudo de ponta cabeça.

Dani Montalvão · São Paulo, SP 7/10/2008 14:26
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Giovanni Guidi
 

Muito interessante o seu texto. Ainda não cheguei a ler essa matéria no Mais!, mas farei o mais breve possível.
Sucesso.
Votado.

Giovanni Guidi · Piracicaba, SP 8/10/2008 09:47
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Guiwhi
 

Rio, pra não chorar, da minha cidade calamitosa

Guiwhi · Rio de Janeiro, RJ 8/10/2008 15:22
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Bia Marques
 

caramba, acabei de ler um texto aqui com o título preconceito é prejuízo... perdem os alunos porque um professor escritor certamente conhece bem seu idioma (ao contrário de tantos que tenho visto), perde a escola (que antes de educar, rotula e ensina a discriminar), perde o cidadão, que por escrever foi pra fogueira... esse é o cenário da nossa Educação.

Bia Marques · Campo Grande, MS 9/10/2008 07:24
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milu leite
 

giovanni, guiwih e bia, o episódio é brutal. já é alguma coisa juntar a minha indiginidade à de vocês.
abs

milu leite · Florianópolis, SC 9/10/2008 10:39
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Calu Baroncelli
 

há de separar quem é Oswaldo, o professor, e quem é Oswaldo, o escritor. Cabeça de escritor voa longe. Ele pode criar mundos, pessoas, e estórias absurdas se quiser. Ou a literatura está fechada apenas para realismos? Pra ilustrar um pouco a situação, vejamos:
"Escrevi um conto a partir do ponto de vista de um violentador de uma menininha. E as pessoas passaram a me acusar. Diziam: 'Você gosta de violentar criancinhas?'. Eu disse: 'Claro que não. Estou fotografando a vida'. De repente, estava envolvido com uma porrada de problemas. Por outro lado, os problemas vendem livros. Em última instância, eu escrevo para mim. É assim. A tragada é para mim, a cinza é para o cinzeiro. Isto é publicar."Charles Bukowski

Calu Baroncelli · São Paulo, SP 9/10/2008 11:29
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milu leite
 

calu, concordo contigo em gênero e grau. e quando digo que é fundamental que se lembre que o escritor é uma pessoa é pra salientar justamente um aspecto que se costuma esquecer: ele também inventa! todo mundo inventa, imagina. o escritor se diferencia por fazer isso e colocar tudo em palavras, com seu estilo, um tanto de sua experiência pessoal, um tanto da experiência dos outros. mas, antes de tudo, o escritor escreve para ser lido. se os leitores não encaram sua ficção como tal, se instaura um problema. tem aí um ruído na comunicação.
a meu ver, não cabe ao escritor consertar isso. nem a juristas, psicólogos, especialistas. cabe, sim, ao leitor refletir, se instruir, gostar ou não da obra, criticar. mas jamais se arvorar no direito de decidir o que fazer com a obra e muito menos com a vida do autor.

milu leite · Florianópolis, SC 9/10/2008 12:01
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Calu Baroncelli
 


ô sociedadezinha hipócrita. Marginalizam escritores, enquanto seus filhos adolescentes consomem Malhação, onde alunos matam aula pra trepar.

Calu Baroncelli · São Paulo, SP 9/10/2008 12:13
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Cintia Thome
 

Pasma, irei ler o texto ...indignada, um País de sacanas mesmo, entãomuitos nao deveriam estar na Academias de Letras....
São esses pseudos moralistas que decidem a instrução babaca de nossos filhos, uns calhordas.
Escritor é um fingidor...divaga, viaja, retrata o cotidiano, verdades e mentiras e a 'pessoa' é pai de 3 filhos,professor, tem família...e aí?
Muitos estão mais para condenadores do que incentivadores. È cruel!

Cintia Thome · São Paulo, SP 9/10/2008 12:17
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FILIPE MAMEDE
 

Poxa Milu, botou uma pilha na galera, hein? O pessoal vive alarmado, né? Mas em se tratando de arte, nada mais justo do que uma contrariedade tão grande, né? Fazer o que se a sublimação da arte, seja da pintura, da prosa ou poesia, só se dá quando existe uma censura, um preconceito, uma inquisição envolvida... E como dizem: "A única coisa que nos pode dar a idéia do infinito é a estupidez humana".

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 9/10/2008 14:31
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Vinícius Motta
 

Por estarmos em 2008, numa época em que pretensamente a liberdade de expressão deveria ser respeitada - e não apenas valorizada - temos que nos deparar com essa notícia.
E ainda vem um aparecer atestando que professor e escritor não podem conviver na mesma pessoa. Que isso, minha gente!
Talvez a coisa mais louca nessa história é que não sabemos de nenhuma reação dos pais. E ficamos a pensar: que pessoas esta escola quer formar?
Que país é esse?
Votado.

Vinícius Motta · Rio de Janeiro, RJ 9/10/2008 15:23
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Higor Assis
 

Voto em teu texto pelo 'despertar' que se concentrou por aqui e por ser bem escrito. Muita coisa se faz por fofoca.

Simples demais né! A vida do professor é uma a do escritor é outra.

Higor Assis · São Paulo, SP 9/10/2008 17:45
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clara arruda
 

Milu querida,num Rio que já foi belo hoje vemos tanta hipocresia.Punir um professor por escrever é no mínimo um ato de repressão.Pasmem, mas achar que algum texto chocaria meninas com 12 anos nos dias atuais parece piada.Enquanto a escola e alguns pais fecham os olhos, as alunas compram nas bancas revistas eróticas e de conteúdo muito mais ofensivos.
Parabéns por sua matéria.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 10/10/2008 06:47
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Nilton Santos
 

Amics,
Isto é a barbárie! E cada dia fica pior com pais omissos e filh@s dissimulad@s. Quanto à Escola Parque foi ela quem "perdeu" com toda essa falta de senso e autoritarismo. Parece que a censura e o embrutecimento de almas é o pão nosso de cada dia, mesmo em ambientes de "vanguarda".
Abraço solidário ao poeta-professor,
Nilton

Nilton Santos · Rio de Janeiro, RJ 10/10/2008 13:23
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milu leite
 

filipe, cintia, vinicius, higor, clara e nilton, quero agradecer os comentários e acrescentar que isto que estamos fazendo aqui no overmundo, divulgando o episódio e expondo nossas idéias, é um modo de fazer ecoar a voz dos que não se conformam com a balela toda.
já me sinto menos impotente por ver que o texto tem se mantido com destaque na página de abertura do site, possibilitando que mais pessoas saibam da história.
é isso aí.

milu leite · Florianópolis, SC 10/10/2008 15:24
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Paloma Naziazeno
 

Olha fui professora e escrevo liras poéticas cheias de libido. Não saia pela escola declamando meus textos..minhas palavras eram digeridas em outro canto, ao pé dou ouvido. O professor é escritor, que maravailha. Sorte de quem podia ouvi-lo. Milu, tua indignação também está comigo!!!

Paloma Naziazeno · Aracaju, SE 10/10/2008 20:10
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nef23
 

Dando uma de advogado do diabo, apesar de a princípio concordar com a indignação pela demissão e ser contra a atitude da escola:

Como a escola faria para, diante das reclamações de meia dúzia de meninas de 12 anos, contornar a situação e explicar que o professor não vai comê-las com os olhos cada vez que entrar na sala???

Talvez dizer "olha, o tio não é má pessoa não, meninas. Quando ele quer dizer professoras e alunas nuas ele está usando metáfora, uma regra gramatical que vocês ainda vão estudar mais tarde, mas é mentirinha. E quanto à xoxota e caralho nas coxas, não é em vocês, gatinhas da escola, que ele pensa, mas nas namoradas que ele teve na vida..."

Ou então, "vamos deixar de ser hipócritas meninas, vocês sabem que são umas gatinhas lindas e que qualquer homem ficaria imaginando como vocês serão quando crescerem, sintam-se até elogiadas pelos comentários. Afinal, sempre na Escola Parque professores tiveram casos com alunos, chegando até a namoros, então vocês estão dentro da nossa normalidade escolar."

Simplesmente algumas alunas ficaram constrangidas, e a escola tem que agir.

nef23 · Rio de Janeiro, RJ 11/10/2008 21:23
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milu leite
 

nef23, nem o advogado do diabo seria tão mordaz...
o que eu acho é que a direção da escola poderia ter reunido, por exemplo, pais com o professor e discutido a questão de modo mais civilizado.
nem é
preciso pensar muito pra chegar a esse primeiro passo.

milu leite · Florianópolis, SC 11/10/2008 22:26
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