Depois não diga que eu não avisei

Divulgação
Cena da peça "Pequenas Caquinhas": diversão garantida pelo Antropofocus
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Karla Gohr · Curitiba, PR
20/6/2008 · 155 · 18
 

Foi dessa forma, meu caro leitor, que encontrei um título que pudesse chamar a sua atenção. Em meio a tantas notícias nada agradáveis, o humor ainda é a melhor pedida para este caos todo que estamos vivendo.

E os culpados de tudo isso atendem pelo nome de Antropofocus™. O grupo de teatro de Curitiba está em cartaz neste último final de semana em dose tripla para fazer você cair na gargalhada. Pequenas Caquinhas, Amores e Sacanagens Urbanas e Esteriotipacionices são as três peças de sucesso escolhidas por quem mais quer rir – e muito – de novo: o público.

Este feedback apresentado no Teatro Regina Vogue mostra que o Antropofocus™, há quase oito anos se dedica as peripécias no palco, se consolidou de vez entre os grandes grupos humorísticos e espetáculos da cidade. “A resposta veio do público. A idéia de fazer estas peças alternando os dias acaba trazendo mais gente”, conta o diretor Andrei Moscheto que completa: “Estamos avisando que em agosto temos peça nova, e as pessoas logo perguntam: ‘E quando vocês vão apresentar de novo?’”, revela o ator referindo-se os espetáculos citados no texto acima em cartaz.

Andrei diz que o Antropofocus™ surgiu na Faculdade de Artes do Paraná, quando quatro dos seus atuais integrantes estavam insatisfeitos com as comédias feitas na cidade: “A gente pensou em fazer coisas diferentes das comédias apelativas que estavam sendo apresentadas ao público, e fizemos”. Ao todo o grupo tem sete espetáculos no currículo e os atores que dão vida aos hilariantes personagens são Andrei Moscheto, Anne Celi, Anri Aider, Célio Savi, Danilo Correia, Hélcio Pimental, Jairo Bankhardt, Leo Oda, Marcelo Rodrigues e Vitor Hugo.

Um detalhe que merece destaque é o processo de criação feito desde o início do grupo, que se deve ao esforço e ao trabalho coletivo, e não apenas de um ator. O improviso dos comediantes em cena também é outro diferencial, sem contar da divertida interação com a platéia. “As pessoas se empolgam bastante para participar. No começo quando pedimos a colaboração, muitas ficam tímidas. Mas depois de um tempo, todo mundo se solta, berra o assunto para a gente encenar no palco”, revela Andrei.

Fazer os outros darem risadas é um trabalho difícil para um ator, tem que ser no tempo certo para conseguir arrancar gargalhadas da platéia. Mas será que tem alguém que não ri do que o grupo faz no palco? “Ás vezes têm pessoas que não gostam, ficam emburradas e daí a gente age: ‘Vamos atrás desse sujeito que não deu risada’. Mas sempre temos o cuidado de ter uma válvula de escape. Se erramos o tempo da piada ou deu outro problema, a cena seguinte tem que compensar, amarrar a platéia para que todos achem graça”.

Mas teve um caso que Andrei faz questão de contar: “Uma vez fomos ao Festival de Teatro de Sertãozinho e na platéia tinha um médico que era a cara do ex-jurado do programa de calouros do Silvio Santos, o Décio Pitinini. Pronto, pegamos no pé dele a peça inteira! (risos). Só a esposa dele que não gostou, mas o Décio levou na esportiva”, se diverte Andrei.

Esta algazarra toda pôde ser conferida também no Festival de Teatro de Curitiba que aconteceu em março deste ano na cidade. Para se ter uma idéia, a “briga” foi grande para conseguir um ingresso. “As pessoas ainda lembram das peças, do nome do grupo. O festival acaba dando essa oportunidade de encontrar o público”, conta o ator que esses tempos recebeu um comentário no site do Antropofocus™: “Recebi um email de uma garota dizendo que viu catorze vezes a nossa peça e eu respondi: ‘Desculpa!’(risos)”, lembra o diretor que sempre pergunta quem veio pela primeira vez assistir ao espetáculo. “Posso te afirmar que 80% da platéia são virgens do nosso trabalho, e isso é muito legal”.

Por ser um grupo independente que nunca teve um projeto de lei, Andrei alega que pode sim viver só de comédia, mas que por enquanto ainda não é possível. “O grupo não tem um lucro exorbitante, por isso temos que ter outras profissões, mas acredito que um dia possa viver de teatro”, revela o diretor que apenas dois atores do grupo vivem da arte cênica.

Andrei já avisa que em agosto tem comédia nova do grupo: Contos Proibidos de Antropofocus™ vem com altas doses de humor para fazer o público dar muita risada.

Quem ficou curioso para ver e cair na gargalhada do início ao fim dos espetáculos, que trate de assistir as três peças diferentes a cada noite no Teatro Regina Vogue, para depois não dizer que não foi avisado.

Teatro Regina Vogue – Estação Shopping
Rua: Sete de Setembro, 2775
Tel.: (41) 2101-8292

Sexta-feira: Pequenas Caquinhas – 21h
Sábado: Amores e Sacanagens Urbanas – 21h
Domingo: Esteriotipacionices – 21h
Ingresso: R$20 (ou R$10 para estudantes, para quem doar um agasalho ou ir com a camiseta do grupo).

Quem quiser conhecer um pouco mais sobre o trabalho do grupo e acompanhar a agenda de espetáculos, pode acessar o site: www.antropofocus.com.br



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Daniella Biselli
 

AMEI, Ká! O Antropofocus realmente é um dos poucos grupos de comédia que fazem um trabalho de qualidade! Eles merecem!!! E você está arrasando nas matérias! Parabéns!!!

Daniella Biselli · Curitiba, PR 19/6/2008 21:34
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Karla Gohr
 

Oi Dani!!! Pois é, amiga, foi com vc que vi a peça "Pequenas Caquinhas", lembra? Hilário. Os caras são profissionais de verdade, é bom saber que por aqui temos pessoas competentes, como é o seu caso né, atriz? Beijo.

Karla Gohr · Curitiba, PR 20/6/2008 10:17
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Paulo Esdras
 

Humor sempre! É isso aí!

Paulo Esdras · Brumado, BA 20/6/2008 10:40
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Karla Gohr
 

Valeu Paulo! Aquele velho ditado: melhor rir do que chorar!

Karla Gohr · Curitiba, PR 20/6/2008 14:29
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Téo Ruiz
 

Adoro esse pessoal!!! Sabia que temos uma música pro Andrei? "Ô Andrei não faz assim / Já te falei que a conexão é ruim!"

Pergunte pra ele! Abraços!

Téo Ruiz · Curitiba, PR 21/6/2008 09:29
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Karla Gohr
 

Olá Téo, que legal que vc comentou. Conheço pouco o seu trabalho e da Estrela (aliás, já entrevistei ela tb). Vou perguntar sim para o Andrei, fiquei curiosa. Abç.

Karla Gohr · Curitiba, PR 21/6/2008 12:15
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Josimar Domingues
 

Ainda não conheço o grupo pessoalmente, mas qualquer tentativa de nos livrar um pouco que seja dos problemas cotidianos e nos devolver as gragalhadas da infancia, tem meu apoio incondicional.
Bela Matéria Karla, parabéns!
votado!

Josimar Domingues · Teresópolis, RJ 21/6/2008 15:19
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Karla Gohr
 

Olá Josimar, obrigada pelo comentário e concordo com vc: rir ainda é o melhor remédio! Valeu, abç.

Karla Gohr · Curitiba, PR 21/6/2008 16:39
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Téo Ruiz
 

Oi Karla, quando foi essa entrevista? E sobre o que? E nem seja por isso, pode conhecer mais sobre o nosso trabalho aqui e no meu perfil também. Beijos!

Téo Ruiz · Curitiba, PR 21/6/2008 23:34
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andremartins
 

votei, bacana!!

andremartins · São Paulo, SP 22/6/2008 15:24
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Karla Gohr
 

Olá Téo, vou conferir o trabalho de vcs. Aliás, estou bem afinzona de ler o livro "Contra-Indústria", quase peguei ele para embasar meu trabalho de conclusão de curso no ano passado que fiz sobre música local, um programa de TV sobre os artistas de Curitiba. Foi o Manoel Neto que me indicou o livro. Mas pode deixar que vou, a partir de agora, prestar mais atenção em seu trabalho e no da Estrela. Falando nela, entrevistei no 3º ano, sobre um especial que fizemos do Paulo: o detalhe que o microfone deu problema, daí não saiu a sonora dela na matéria! (que mico). Acho que vc já deve ter visto o DVD. Mas nos falamos, e parabéns pelo trabalho de vcs! Beijo.

Karla Gohr · Curitiba, PR 22/6/2008 20:08
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Karla Gohr
 

Valeu André!!!

Karla Gohr · Curitiba, PR 22/6/2008 20:09
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Téo Ruiz
 

Eu lembro dessa entrevista que deu problema no áudio! rs...
Essas coisas acontecem.

Quanto ao livro, ele é bem requisitado para embasar trabalhos e monografias no Rio e SP, precisando é só entrar em contato. Em Curitiba as coisas demoram um pouco mais pra acontecer mesmo.

Grande beijo!!!

Téo Ruiz · Curitiba, PR 23/6/2008 09:19
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Karla Gohr
 

hahaha que vergonha Téo. Peça mais uma vez desculpas para a Estrela, ela foi muito gente boa conosco, mas sabe como que é, né? Amadoras em câmeras e microfones. O que a gente sabe fazer é entrevistar, daí vem com a parte técnica, ferrou tudo! hahaha. Mas quero ler sim o livro de vcs, afinal gosto muito do assunto, me interesso por música local. Nos falamos, beijo.

Karla Gohr · Curitiba, PR 23/6/2008 11:40
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Doroni Hilgenberg
 

Karla... Que idéia genial para achamar a atenção sobre o grupo teatral. E que bom saber sobre ele... tão perto e tão longe! Sou do Parana ( Ponta Grossa) e adoro um teatro, mas me encontro nestas distâncias. Mas valeu, foi bom saber e torço por vocês. Bjss
convido-a a ler meu poema
http://www.overmundo.com.br/banco/fim-4
e o mini -conto ( para rir)
http://www.overmundo.com.br/banco/um-fantasma-em-minha-cama

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 23/6/2008 14:55
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Doroni Hilgenberg
 

Voltei... esqueci de voltar!!!! Bjsss

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 23/6/2008 14:57
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Karla Gohr
 

Olá Doroni... Obrigada pelas palavras e vou ler sim seus textos. Beijo.

Karla Gohr · Curitiba, PR 23/6/2008 19:21
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Tania Velázquez
 

obrigada por me avisar...rsssss
Já está agendado para ver a peça!

Tania Velázquez · Curitiba, PR 25/4/2009 13:17
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