Desafios de uma cidade destinada a multidões

Daniela Fink
Visão do Céu na Terra às 7h30 da matina
1
Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ
22/2/2010 · 36 · 10
 

Há três anos deixo no Overmundo minhas impressões sobre o carnaval carioca e não poderia ser diferente agora*. Até porque 2010 é decisivo, marca o começo de uma transição de uma cidade que vai ter que virar outra coisa, seja como for. Estamos a quatro anos da Copa do Mundo (com o Maracanã assistindo a caos completos, como a final do Brasileiro ano passado) e a seis das Olimpíadas
(essa, então, demanda mudanças estruturais drásticas, pois é tudo numa cidade só). Calhou de vir tudo junto, uma dupla de presentes maravilhosos que, deus queira, não serão de grego. E o que o carnaval tem a ver com tudo isso? Pois é, tudo. A cada ano, o carnaval incha e infla, atrai cada vez mais foliões (de fora e, sobretudo, do resto do país) e faz testes (preocupantes) nas estruturas cariocas que precisam se preparar, a qualquer custo, para encarar multidões. Em tempo recorde. Milagre? Vamos crer, já dizia o João de Deus que Deus é brasileiro e o papa, carioca.

Longe de mim querer fazer um texto destinado a culpar uns (governador) ou outros (prefeito). O buraco é mais embaixo e os caras estão tentando, vamos deixar os ômi trabalhar (pegando emprestado o antigo slogan do terceiro, o presidente). Mas enfim, estamos aqui para falar do carnaval. E, quem acompanhou meus textos dos anos anteriores, sabe que faço o tipo apaixonada. Faça chuva ou faça sol, estou na rua nos quatro dias. Tudo mudou? Sim, mudou. Os blocos que vi nascerem miúdos e perfeitos hoje em dia arrastam um formigueiro humano? Sim, é fato. Mas é a vida. E uma cidade que tem vocação para multidões precisa se adaptar a isso.

O bacana é ver que o pessoal dá seu jeito. Alguém viu o mapa que fizeram com os blocos que sairiam durante o carnaval?

Foi assustador de ver, mas ao mesmo tempo, maravilhoso. Assustador porque já dava a imagem do caos: a cidade iria parar. Não à toa, um monte de gente que até curte o carnaval voltou a viajar para algum lugar mais tranquilo este ano. Mas maravilhoso porque era a demonstração do que já se constatava a olho nu: diante da cheiúra dos blocos mais conhecidos, a saída do pessoal foi criar seus próprios blocos e espalhar cada vez mais pela cidade. Quem vê a realidade do carnaval carioca hoje repara que isso não é difícil. O que mais tem é dissidência “pacífica” (como o Boitolo, que sai do Cordão do Boitatá), ou então um grupo de três ou quatro batuqueiros que sai de casa em transe e, como o milagre da multiplicação, logo vira 20, 40, 50... Vai dizer que isso não é divertido? Eu acho.

Mesmo os blocos grandes estão buscando saídas. O próprio Boitatá foi um que passou por fases. Lá pelos idos de 2004, causou antipatia de muita gente ao ser um dos primeiros a esconder o jogo do dia e horário do desfile. A ideia era conter a muvuca. Na época entrevistei o pessoal para o jornal onde trabalhava e entendi o ponto deles: não havia apoio da prefeitura, a brincadeira era deles e a responsabilidade também. Se alguém morresse com uma bala perdida, ou numa porradaria, quem iria responder por isso? Essa era apenas uma das preocupações. Neste ponto, acho que as coisas evoluíram. Hoje não tem mais como esconder dia do desfile, porque os blocos (pelo menos os principais) são cadastrados pela prefeitura. O Boitatá deu seu jeito: madruga para fazer seu desfile como gosta: com menos gente, aquela galera que consegue estar na rua às 7am! E depois, lá pro meio-dia, ocupa um lindo palco na praça XV e faz um bailão, bonito de se ver, para uma das multidões mais fantasiadas do Brasil.

É fato que ficará cada vez mais cheio e que, a cada ano, eles terão que driblar novos desafios. Mas quem disse que vida de folião-mor é fácil? É claro que tenho boas lembranças do começo. Fui em alguns dos primeiros desfiles, alguns anos atrás. Era demais mesmo. Mas notícia boa se espalha rápido e boas ações ante este sucesso trazem... mais sucesso.

Também fui em alguns dos primeiros ensaios do Céu na Terra, grupo de Santa Teresa que começou micro, saindo da estação do bondinho. Era tão pequeno que cabia no mesmo bonde o grupo de músicos e alguns foliões, como eu. O resto dos gatos pingados ficava na rua, com muito espaço. Era demais. Mas e aí? Mudou tudo. Hoje é uma multidão inacreditável. Meio assustadora, confesso, para um bairro de ruelas charmosas como Santa Teresa (posso imaginar a negociação intensa do grupo, que tem sede lá, como a associação de moradores). A solução do Céu na Terra não foi muito diferente da do Boitatá: madrugada! Este ano cheguei às 7h30 e, juro, já estava bem cheio (a foto que abre este texto é da hora em que chegamos). Todo mundo com cerveja na mão e eu ainda grogue. Aí acontece o seguinte: chegou cedo, parabéns, aproveite. Carnaval como “antigamente”. Chegou tarde, só lamento. É o carnaval procissão, onde você anda na muvuca e não escuta nada.

“O sol estava quente e queimou a nossa cara”


Para tornar tudo mais emocionante, São Pedro resolveu sair de férias e deixou a cidade numa estiagem de uns 14 dias. Nenhuma nuvem no céu, calor de mais de 40º. A grande medida da prefeitura para o carnaval deste ano foi ceder o direito de venda de cerveja a uma empresa e delegar a ela a função ingrata de munir os blocos com banheiros químicos. Deu no que deu, como bem observou o viajante-profissional paulita Ricardo Freire: banheiro de menos + gente demais = uma geração traumatizada com banheiros químicos. Imundície geral. E a horda de foliões-mijões de rua, talvez o bloco mais assíduo do carnaval, como é que ficou? “Vai pro xilindró”, dizia chefe do choque de ordem, a ação da prefeitura que quer “civilizar” o Rio. Dezenas de pessoas foram notificadas na delegacia, gringos inclusive. As fantasias de presidiário nunca vieram tanto a calhar.

Ok, não deu muito certo, mas foi uma tentativa. Pra mulherada, foi melhor ter banheiro químico do que nada. Nada é fácil, a coisa tem que melhorar. Como os blocos que se reinventam, a prefeitura vai ter que repensar esse esquema.

“Rio de Janeiro, cidade que me seduz, de dia falta água, de noite falta luz!”

Fico imaginando os turistas que chegam aqui sem conhecer ninguém. Não sabem para onde ir. A praia fica lotada e, este ano, ficou bem suja (como contou o morador de Paris Daniel Cariello aqui). O metrô, depois de uma série de trapalhadas precipitadas (juntar a linha 1 com a linha 2 na marra e abrir ao mesmo tempo a estação de Ipanema) não só muvucou como nos anos anteriores. Ele simplesmente ficou interditado por seguranças nos momentos mais críticos. Será que era difícil imaginar que todos os foliões matinais teriam a mesma ideia de ir para a praia depois de tanta farra? O Sambódromo é aquele caos-organizado, tão assumido que as mulheres recebem um artefato de papel simulando um... digamos, canal, para fazer xixi em pé! Fico imaginando as gringas olhando para aquilo... Muito doido!

Para os gringos, pode ser o céu ou o inferno: saem de seus países, em geral friorentos, para um lugar com gente com quase nenhuma roupa ou vestido do que quiser. Para os turistas brasileiros, não é menos louco: a cidade que eles veem nas novelas do Manoel Carlos vira uma pintura surrealista. Isso pode ser bom ou ruim (e vamos combinar que as novelas do Maneco estão cada vez mais chatas). Mas algum borogodó isso continua a ter para os turistas, porque eles continuam vindo, cada vez mais. Este ano, talvez na rebarba das conquistas olímpicas do Rio, ou na carona de famosos como Madonna, Paris Hilton e Leonardo Di Caprio, provavelmente vieram na tentativa de ver a cidade antes do caos (hohoho). Mas vamos falar a verdade: se o pessoal não ajudar não tem poder público que dê jeito. E fico com a impressão de que boa parte da turistada vem para o tudo ou nada, achando que aqui é um liberou-geral, onde pode tudo. O carioca deve ter sua culpa, com sua fama de malandro espalhada aos quatro ventos. Há de fazer um pacto silencioso (ou barulhento, que seja!) para a cidade encarar bem seus dias de transe coletivo.

Para mim, que moro aqui, não tem jeito, acho que sempre vai ter seu encanto. O Bola Preta é o caos desde que o mundo é mundo? É, mas é liiindo (como contei aqui). Aprendi a ir lá e ficar observando de longe, numa espécie de amor platônico, só vendo a multidão chegar de todo canto do Grande Rio, em família. O Sassaricando saiu pela segunda vez e, viva!, ainda estava tranquilo, sem confusão e, melhor, cheio de marchinha diferente (haja paciência para encarar 50 blocos cantando as mesmas 50 marchinhas – mas isso é outra história...). O Rancho Flor do Sereno ganhou seu lugar definitivo na Praia de Copacabana, o que transformou o caos dos anos anteriores numa das apresentações mais memoráveis do grupo. Com direito a banho de mar noturno, seguindo a maior tendência deste verão carioca. Isso para falar nos que eu fui, porque deve ter tido muitos outros ótimos. E que venham as surpresas dos próximos anos!

“O pedreiro Waldemar faz tanta casa e não tem casa pra morar”

Por favor, não pensem que me fantasiei de Pollyanna neste carnaval. Não é nada disso. Mas, ainda que por linhas tortas, acho que o Rio está experimentando do jeito que pode para não resvalar para a outra solução, de sua vizinha de cima, a cidade de Salvador: montar cercadinhos humanos. Nada contra o carnaval baiano, que nunca vivenciei e deve ter muita coisa boa, mas seria triste ver a privatização dos blocos cariocas, uma das movimentações mais espontâneas da cidade. Não combina e não pega – soube que este ano o Bola experimentou uma espécie de venda de Abadá, quem foi por favor conte aí nos comentários como foi isso... Acho que estão todos, poder público e a rapaziada, dispostos a tentar encontrar uma terceira via. Já é alguma coisa. Relendo meus textos dos anos anteriores, acho que houve algum avanço, pelo menos em forma de tentativas (lembrem-se que não havia banheiro NUNHUM em vários blocos e ainda tivemos a moda dos sprays de espuma, devidamente massacrados, ufa). Vamo que vamo, que 2011 já está aí e realmente acredito que o carnaval é o espelho do que essa cidade pretende se tornar para suas provas definitivas: as do esporte.

Algumas sugestões a pensar:

- Li no jornal que a prefeitura assumiu que exagerou ao liberar tanto bloco. Foram mais de 400 (novos!) só este ano. Para o ano que vem, dizem que vão reduzir. Não sei se isso é bom ou ruim. Os mais famosos e antigos, que têm garantias, vão ficar ainda mais lotados. E aí não dá para continuar oferecendo 300 banheiros químicos para 1 milhão e meio de pessoas, como foi no Bola. Tens um ano inteiro pela frente para queimar a mufa, prefeito Eduardo Paes!

- Outra sugestão (minha, mas nada segura): e se os blocos se espalhassem pelos outros dias, antes e depois do carnaval? Vários, como o Suvaco de Cristo, o Simpatia é Quase Amor, o Monobloco, já fazem isso, eu sei. Aliás, só neste fim de semana pós-carnaval serão 22! Imagino que quem não gosta da festa vai odiar essa minha sugestão, porque trégua de quatro dias já é demais. Entendo. Mas que jeito, então?

Pois é, as sugestões não são grande coisa. O que só mostra que a prefeitura vai ter que rebolar para melhorar as coisas. E os foliões também. Gostaria muito de ler as impressões dos turistas que vieram para cá. A visão de quem vem de fora pode ajudar muito nosso olhar distorcido/apaixonado.

**
*Os textos dos anos anteriores:
Uma alegria infernal! (2007)
Conosco ninguém phodemos! (2007)
Por que novas marchinhas não emplacam?
(2008)
A espinha dorsal do samba (2009)

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Spírito Santo
 

Helena,
Grande papo. Eu que fiquei tomando sol e ventinho em Cabo Frio (e adorei), fiquei me lembrando dos carnavais da minha já remota infância.

Estas lembranças até me sugeriram umas impressões (claro que são aquelas minhas impressões de sempre, daquele meu ramerrão socio-cultural)

Sabe que eu menino não saía do meu remoto bairro de Padre MIguel de jeito nenhum no Carnaval? Era uma média de um bloco por hora, pequenos, grande, enormes. Tinha coreto, turmas de clóvis, gorilas e 'mortes'. O que eu amis sinto saudades era do 'Bacalhau com batata', filial do homônimo pernanbucano que saía da minha rua, todo Domingo de Carnaval de manhã.
Sabe qual era a diferença de hoje? É que havia carnaval de rua disseminado, na cidade inteira. Milhões de blocos, com sede, com tudo.
Hoje a cidade que se partiu, violenta e insegura nas periferias, encolheu. É muita gente para um espaço tão pequenininho (o Centro e a Zona Sul).

Seria necessárias milhares de UPPs e milhares de tropas de 'choque de ordem', na cidade inteira (justiça social seria bem mais barato, eu acho)

Daí, saída pra mim eu já tenho: Ventinho em Cabo Frio.

Bjs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 23/2/2010 18:33
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Spírito Santo
 

(Tô sem prática aqui) Nem revisei meu papo, pode?)

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 23/2/2010 18:34
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Oona Castro
 

Helena, texto primoroso como sempre! Esse carnaval deixou qualquer folião tradicional a refletir sobre os rumos da festa mais famosa do Rio de Janeiro. Confesso que não estava animada com o habitual para as multidões.

Frequento o carnaval do Rio há 20 anos, muito antes de morar aqui. 15 anos atrás, não tinha um amigo da cidade no carnaval. Nos últimos 10 anos, cada vez mais o carioca fica e ainda recebe um tanto de gente animada. Muito bom, mas realmente é preciso pensar saídas pras (ou das?) multidões.

Ler no jornal que a lei é igual para todos, indepdentemente de sexo, raça, cor, religião e por isso as mulheres foram presas me fez pensar: e a política pública? É igual para todos independentemente de sexo, raça, cor, religião? Os mictórios, que eu saiba, são só masculinos. E as necessidades fisiológicas femininas, nesse caso, são muito distintas das masculinas?

Que o carnaval precisa de atenção do estado, isso é fato. Mas é preciso cuidar para não amarrar o carnaval num cinturão, impedindo inovação, novos atores etc.

Puxando a brasa pro meu papo também, acho que urgem novos estudos sobre a economia do carnaval carioca. Há não muitos anos, o Estado da Bahia encomendou pesquisas sobre a economia movimentada pelo carnaval baiano. Por aqui, já vi alguns estudos, não tão recentes. Creio que Luis Carlos Prestes Filho se dedicou a isso. Mas hoje a economia para além do sambódromo certamente ganhou centralidade que não tinha 10 anos atrás. Se alguém souber de dados novos, estudos, me interesso.

Oona Castro · Rio de Janeiro, RJ 23/2/2010 20:39
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Vânia Medeiros
 

helena, entendo esse seu texto apaixonado e preocupado ao mesmo tempo. eu que sou baiana e vivi muitos carnavais em salvador e em olinda sei bem desse sentimento de facinação e tensão que a gente sente ao ver nossas cidades "invadidas" por tanta gente que quase sempre não está preocupada em cuidar das ruas por onde fazem a folia. mas te digo que o carnaval do rio pra mim deixou uma lembrança linda de muita alegria, fantasia, dessa intimidade com a multidão que nós brasileiros temos... sassariquei foi muito, rsrs. beijos!

Vânia Medeiros · Salvador, BA 23/2/2010 22:32
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joe_brazuca
 

oi, Helena

ótima sua matéira, dinâmica, "antenada", sincronizada com o mote, enfim, uma delicia de ler e aprender sobre o carnaval mais "badalado" do planetinha...

Quanto ao "carná" em sí ( ou em dó, sol...seja lá que tom for...rs), de qq forma, com saudades de tempos passaods de "outros carnavais", ou o ciber-metro-poli carnaval do pós-tudo, atualmente, quando é visto por câmeras digitais sobre gruas, lá do alto, fica sempre liiindo...tal qual, da mesma forma a sua sede, ou seja , "o Rio de Janeiro continua lindo..."
à nós, que lá não puderam estar, assim nos parece !

excelente, Helena !

grande abraço a lá Pierrot, bien sur ?...rsrs

Joe

joe_brazuca · São Paulo, SP 23/2/2010 22:44
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Helena Aragão
 

Ehhhh turma, que bom vê-los por aqui! Obrigada pelos comentários. Spírito, taí, você me fez lembrar de uma terceira sugestão, importante, que esqueci de botar no texto. Mas é uma sugestão que depende de espontaneidade e de vontade: você tem toda a razão, os blocos precisam se espalhar mais. A retração a Zona Sul e Centro é a prova de que a cidade está com feudos cada vez mais marcados. Tomara que o carnaval, com seu potencial de (re)inovar, ajude a mudar isso.

Oona, pois é, também acho que faltam levantamentos. Acho que a situação é um pouco diferente da de Salvador porque aqui os blocos são abertos e gratuitos, assim, deve ser mais difícil obter números. Vamos pesquisando...

Vânia, valeu! Que bom que sua impressão foi essa. E acertou em cheio nessa questão do povo que vê sua cidade "invadida". Rio, Pernambuco e Bahia (e Minas, acho) convivem com isso...

Joe, rapaz, quanto tempo, obrigada pela leitura e pela participação.

Abraços!

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 24/2/2010 09:11
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graça grauna
 

O seu texto nos faz ver que, mesmo em tempos de carnaval, o Rio de janeiro não é só sambodromo. Parabens .

graça grauna · Recife, PE 25/2/2010 13:10
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Daniel Cariello
 

Oi, Helena. A minha visão, apesar de ser "de fora" porque estou há 3 anos na França, não é tão estrangeira assim, visto que morei 2 anos no Rio e frequento o carnaval da cidade desde que sou criança.

Mas é um fato inegável que esse ano estava muito mais cheio do que os anteriores. Apesar disso (ou talvez por causa disso), o clima estava muito bom. Perambulei pelos blocos dia e noite e não vi uma confusão sequer.

Há muitos problemas estruturais a serem resolvidos não só para a copa e as olimpíadas, mas já para o próximo carnaval. No entanto acho que a cidade vai encontrar seu jeito, como sempre encontra. E isso é uma das melhores características do Rio.

No mais, parabéns pelo texto. Descreve bem tudo o que foi o carnaval desse ano. Já estou no aguardo do texto do ano que vem.

Beijos!

Daniel Cariello · Brasília, DF 26/2/2010 12:29
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Alê Barreto
 

Querida Helena,
gostei muito do "raio X" que você fez do carnaval de 2010. Vou ler os dos anos anteriores. Já adianto que seus textos pedem para ser publicados em livros.

Queria lembrar que um fato tem passado despercebido para muitas pessoas: não são só a Copa do Mundo e as Olimpíadas que vão marcar as próximas mudanças.
Em 2015 o Rio de Janeiro completa 500 anos. Acho que será também um momento muito importante. Uma cidade no Brasil com uma cultura de meio milênio.

Alê Barreto · Rio de Janeiro, RJ 27/2/2010 22:39
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Helena Aragão
 

Daniel, que bom que você achou o clima bom, ainda mais se tem todo esse histórico de carnaval no Rio. Sinal de que as coisas não estão tão perdidas quanto dizem os pessimistas.

Alê, você ainda está vivendo no Rio? Que bom que curtiu, valeu pelo elogio. Não tinha me dado conta dessa data comemorativa, você tem razão, é um motivo e tanto para buscarmos ainda mais melhorias. Abraços

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 1/3/2010 09:44
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