Cedo ou tarde as mudanças chegariam. E chegaram mesmo. No final da década de 70, pelo menos num pedaço de praia chamado até então de Praia do Meio, as transformações foram alucinantes. Se de um lado ficava Areia Preta como um espaço natural dos mais abastados, do outro, ficava a Praia do Forte com suas piscinas naturais e a boa famÃlia natalense passeando pra lá e pra cá. A Praia do Meio, na sua condição de ser do meio, deixava que viessem a ela as classes mais baixas e a juventude que precisava de um lugar para extravasar.
Eram tempos de “power†e “flowerâ€, bocas de sino e biquÃnis de crochê. Mutantes, Caetano e Gil. Discos dos Beatles, Pink Floyd e dos Rolling Stones evaporavam das prateleiras. Um verdadeiro ponto de ebulição extrapolou as areias quentes daquela beira-mar, agora um sinônimo de efervescência. Nascia ali a Praia dos Artistas. Uma faixa de terra banhada pelo Atlântico que passou a receber com mais vigor, dezenas, centenas, milhares de anônimos que queriam um lugar ao sol. A jeunesse dorée, antenada, possibilista, como diz o artista plástico Marcelus Bobs, estava concentrada naquele espaço. Eram universitários, atores, dançarinos, artistas plásticos, poetas, ensaiando o que ia ser a época de ouro da cultura da cidade.
Movimento hippie, baseados, “Eu sou apenas um rapazâ€, “Como nossos paisâ€... Em frente ao Bar Caravela, de microfone em punho e soltando gÃrias pra todo lado, Big Terto (Tertuliano Pinheiro) organizava campeonatos de surf que deixavam a praia com um colorido diferente. Moças com pouquÃssima roupa e rapazes fogosos disputavam cada metro quadrado do lugar. Bares como o Tirraguso, o Artmanhas, a Casa Velha se enchiam de rostos jovens.
E não parava por aÃ. Tinham as barracas de praia, ainda na areia, como a famosa “Barraca da Marleneâ€, para quem quisesse sentir a brisa do mar mais perto. “Era nas barracas que nos reunÃamos para compor as melodias do Gato Lúdico, eu, Jaime Figueiredo, Carlos Lima e Claudio Damasceno. Lá vivÃamos noitadas acompanhados do violão, dos mixes de cachaça com cerveja e tiragostoâ€, lembra o arquiteto e artista plástico Vicente Vitoriano.
As barracas acabavam sendo, portanto, verdadeiros locais de criação, para os membros do Gato Lúdico, uma grupo músico-teatral que marcou a cena natalense à lá LÃngua de Trato, uma espécie de Mamonas Assassinas da época.
Enquanto a Praia era o terreno fértil do desbunde hippongo natalense, no Brasil, a Ditadura Militar queimava ainda seus cartuchos vigiando o povo e censurando as artes por aÃ.
Em 1977, o Presidente General Ernesto Geisel, com seu famigerado Pacote de Abril, teve a brilhante idéia de dissolver o Congresso Nacional e legislar por ele mesmo. Esse foi o estopim que instigou naqueles jovens um abalo inquisidor. O primeiro deles foi o poeta, escritor e artista plástico, Eduardo Alexandre. “Naquele momento, foi que me veio o impulso de ir ao muro e protestar contra todo aquele absurdo. Comecei a preparar material para as primeiras exposições, a partir de oficinas que fazia no quintal lá de casa, com o pessoal da minha rua e adjacências do bairro do Tirol.â€
Galeria do Povo
A partir dali, Eduardo Alexandre e outros inconformados deram vida a um dos mais importantes movimentos de contestação polÃtica e engajada através da arte. A Galeria do Povo, como era conhecida, era um movimento artÃstico a céu aberto, que realizava exposições espontâneas de poesias, crônicas, artigos, recortes de jornais e revistas, artes visuais, esculturas e faixas de manifestações polÃticas; e tudo isso, ali na Praia dos Artistas. Com mais de 200 exposições entre os anos de 1977 a 1986, nos muros da Galeria do Povo travou-se uma luta permanente contra a ditadura militar, expondo o descontentamento do povo com as suas iniciativas e juntando-se a lutas como a da retomada da caminhada democrática, da anistia, das eleições diretas, entre outras tantas.
As exposições eram realizadas aos sábados e domingos a partir das 10h, “e nós não repetÃamos trabalho, obrigando o pessoal a produzir sempre, para que tivessem seus trabalhos expostosâ€, lembra Alexandre. As exposições eram, portanto, sempre diferentes, inéditas, e normalmente traziam uma palavra de ordem em forma de faixa de manifestação ou em letras recortadas de papel e afixadas ao muro. “Por uma democracia verdadeira, por um Brasil feliz!â€; “Ao povo brasileiro, o direito de escolher os seus próprios destinos: pela convocação da Assembléia Constituinte!â€, por exemplo.
O caráter polÃtico da Galeria era tão evidente, que os artistas criaram o Partido do Povo Brasileiro, mas, enganada pela verrina demagoga, a agremiação acabou sendo surrupiada. “Chegamos inclusive a criar um partido, depois registrado por um grupo que não oferecia a menor confiança, da mais legÃtima direita, a mando do então presidente Zé Sarney, que quis transformar o partido de sustentação da ditadura, a Arena, neste Partido do Povo Brasileiro que criamos aqui. O registro foi efetuado por um testa-de-ferro, a mando de Sarneyâ€, esbraveja Eduardo Alexandre.
Citar os nomes dos participantes que passaram pela Galeria do Povo, Eduardo diz “que é certeza de muita omissãoâ€. Mesmo assim, o artista plástico insiste: “Lembro de Fernando Gurgel, Assis Marinho, Novenil Barros, Nelson Quinderé, Nival Mendes, Ênio de Góes, João Natal (assinava João Maria, à época), Léo Sodré, Marcelo Fernandes, Marcelus Bob, Flávio Américo Novaes, Pedro Pereira, Valderedo Nunes, tantos, estes nas artes plásticas. Giovani Sérgio, Marcus Ottoni, Argemiro Lima, João Maria Alves, na fotografia foram alguns destaques. Marize Castro, Volontê, João da Rua, Flávio Resende, alguns dos poetas que mostraram ali seus versos pela primeira vez. Lembro também nomes como os de Sofia Gosson, AluÃzio Matias, Dorian Lima, Venâncio Pinheiro, João Barra, Harrison Gurgel, Deoborah Iskin Costa, hoje Milgran, Mário Henrique Araújo, Talvani Guedes da Fonseca, Jota Medeiros, Clotilde Tavares, Carlos Jucá, Alamilton Lima, Marconi Ginani, Carlos Astral, João Gothardo Emerenciano, os irmãos Lola, Fon, Eustáquio... É muito difÃcil lembrar de todosâ€.
Seja como for, nos muros da Galeria do Povo foram pregadas idéias de contestação e conscientização polÃtica através da arte. “A liberdade que exercÃamos na Galeria do Povo, contrariamente à quela repressão toda, era um apelo e um incentivo à grande participação que o movimento alcançouâ€, deixa claro Eduardo Alexandre. Terra de poucos artistas até então, ou pelo menos, não conhecidos, com a Galeria do Povo, “estes foram surgindo à s dezenas, multiplicando-se em todas as áreas de manifestações artÃsticasâ€.
Com a Galeria funcionando todos os finais de semana no local de maior afluência popular da cidade, que era a Praia dos Artistas, “o surgimento de outros eventos ocorreu e muitos grupos se formaram a partir daqueles encontros de pé de calçadaâ€.
Festiva do Forte
Na Praia dos Artistas, a picardia inconformada dos vários tipos que circulavam por lá continuava sendo uma pedra no sapato dos incautos. Enquanto isso, num apartamento dividido por Sandoval Fagundes, artista plástico paraibano, com o músico potiguar Luiz Lima - Lola para os mais chegados – era discutido, numa tarde de 1978, o que seria o embrião do Festival do Forte, um evento que acabou sendo o epÃlogo da tamanha ebulição contra-cultural que era a cidade no final de década de setenta. “Foi conversando com Sandoval que surgiu a idéia de fundar uma “cooperativa de artistasâ€, partindo da constatação da total dificuldade que encontrava quem pretendesse viver de, ou mesmo simplesmente fazer, arte em Natalâ€, lembra Luiz Lima.
Luiz relata que o objetivo inicial era a obtenção de alguns meios de produção, como aparelhagem de som, equipamento para serigrafia, entre outras coisas. A vontade deles era que se alcançasse “uma autonomia em relação aos órgãos oficiais da culturaâ€, já que, segundo Luiz, havia uma dependência excessiva, sobretudo, quando queriam “realizar algum trabalho, como um show ou uma exposição de pinturaâ€.
O festival surgiu, então, como um ponto de partida, um modo de lançar o projeto da cooperativa. “Deveria ser um festival no sentido de festa mesmo, livre da idéia da competição e prêmios, mas uma ocasião onde artistas de diferentes áreas pudessem se encontrar, mostrar seus trabalhos, como numa quermesse, uma feiraâ€.
O nome seria Festival de Artes do Natal, conforme foi escrito no primeiro cartaz. Desenvolvido graficamente e impresso em serigrafia por Sandoval Fagundes (a partir do desenho que Luiz Lima havia feito), o panfleto tinha o número 1978, o mar, um barco à vela e a pomba branca da paz, numa clara referência a Woodstock. “No cartaz se lia ainda, promoção: Popularte - o primeiro nome que demos à cooperativa -, alternativa à s artes nativas. Foi com essas idéias que começamos eu (Luiz Lima), Sandoval e Carlos Gurgel, que tinha aderido ao projeto, a organizar o eventoâ€.
Entre os muros, guaritas e calabouços da Fortaleza dos Reis Magos, o Festival começou a todo vapor naquele 30 de dezembro de 1978. ConstruÃdo à base de óleo de baleia, bronze e pedras de granito vindos do além-mar, naquela noite de lua cheia, as muralhas centenárias do Forte deixaram de ser mais um ponto turÃstico e comungaram de um outro propósito: celebrar as artes e servir como um ponto de convergência daqueles que não eram “caretasâ€.
“De fato, como depois ficou evidente, não poderia haver um local mais adequado para uma proposta como aquela, dentro daquele espÃrito libertário que ainda perdurava na época, que nos inspirava e que pretendÃamos aferir ao festivalâ€, analisa Luiz Lima. Contando com música, dança, artes plásticas, artesanato, fotografias apresentações teatrais e até comida macrobiótica, a primeira edição teve a duração de um dia apenas, mas deixou muitas histórias pra contar.
“O movimento foi uma verdadeira epopéia... uma odisséia... tornaram a realidade uma loucuraâ€, diz o poeta e escritor Carlos Gurgel esfuziado. Com o propósito de acabar com a inércia cultural que havia no lugar, o Festival, segundo Gurgel, “dava uma trabalheira danada pra organizarâ€. “A gente criou uma dinâmica tão incrÃvel pra que aquilo acontecesse. A gente passava o ano todo elaborando, horas e horas. Havia uma cumplicidade dos artistas com a arteâ€.
No ano seguinte, o Festival acabou sendo realizado no Centro de Turismo. Em 1980 não houve festival, que voltou a plenos pulmões no ano seguinte, já com versão de três dias e, reunindo novamente todas as artes. As exposições foram ampliadas e levadas agora à s salas internas da Fortaleza dos Reis Magos. Daquela ocasião, Eduardo Alexandre conta que “foi um sufoco conseguir colocar os quadros naquelas paredes de pedraâ€. Em 1982, vendo que o Forte já estava ficando pequeno para o público, Eduardo conta que sugeriu que parte dos espetáculos fossem realizados em um circo a ser montado diante do Forte, mas lembra que a Fundação José Augusto deu parecer contrário, “alegando que o solo arenoso e o vento não deixariam a lona em péâ€. Os Festivais continuaram a ser realizados na Fortaleza por mais algum tempo, até ser levado para o Bosque dos Namorados e depois Cidade da Criança, onde foi realizada sua última versão.
Personas
Realizado sempre nos dias de lua cheia, o Festival do Forte, como ficou genericamente conhecido o Festival de Artes de Natal, teve ainda muitos outros personagens. “Lembro de Jota Medeiros entrar trotando num cavalo... teve EdÃlson Dias, um ator, que apresentou um monólogo completamente nu!â€
De Carlos Gurgel, Luiz Lima é quem conta que dois ou três dias antes do Festival começar, Gurgel sumiu do mapa sem mais nem menos. “Quando a tensão estava muito alta pela quantidade de tarefas e problemas relativos à produção ainda por resolver, Gurgel de repente sumiu, escafedeu-se completamente. Só foi aparecer depois do festival terminado, se não me engano. Mas ele se redimiu, totalmente, quando organizou praticamente sozinho a edição seguinte do Festivalâ€.
Dono de uma fita de vÃdeo que talvez seja o único registro audiovisual do Festival do Forte, o músico Carito, hoje lÃder dos performáticos Os Poetas Elétricos, lembra com saudade da participação que teve no Festival com a banda de rock Fluidos. “A gente fazia parte de uma cena inaugural do rock potiguar. E esse festival foi importante pra a gente e, acredito que a gente pro Festival, por que naquela época existia uma espécie de divisão entre Mpb e Rock. Havia uma certa resistência ao Rockâ€. Além de ter a chance de ampliar o público dos Fluidos – uma banda ‘porrada’, nas palavras do músico - , Carito recorda que a performance do grupo agradou o público. “A gente chegou mandando ver, fazendo muita invencionice... e pra a galera que tinha um link maior como a Mpb, a gente causou um choque, foi bem interessante...â€.
Na edição de 1984, ano em que o Fluidos se apresentou pelos espaços seculares do Forte, a ditadura militar dava o último suspiro antes do mergulho final. E do tempo da censura e das patrulhas ideológicas, Carito não se esquece de um fato inusitado horas antes da apresentação no Festival. “A gente teve que levar as músicas lá na Censura, e tinha uma delas que se chamava ‘A revolução do Brote Seco’. Era uma espécie de crônica irônica, uma linguagem de humor... guitarra crua... e a palavra “revolução†não era permitida. Tivemos que explicar o porquê do uso da palavra “revolução†e ele deixou passar, mas como o Censor era carioca e não sabia o que era ‘brote seco’, ele disse: Tudo bem. Revolução está explicado, mas o que diabos é brote seco?â€. Hoje, Carito se diverte com o chiste do Censor e satiriza: “O brote seco acabou se tornando uma coisa subversivaâ€.
Para o evento, vinham caravanas de outros estados, como ParaÃba, Pernambuco e Bahia. Luiz Lima lembra que a patuléia era “fundamentalmente composta de jovens, estudantes malucos e caretas da classe média de Natal e um percentual de “ripongasâ€, que eram uma espécie de versão brasileira dos hippies americanos dos anos 60; tipos de estrada, vivendo de artesanato e tal.†Pelos palcos dos Festivais do Forte passaram várias atrações de peso. De Jards Macalé, Raul Seixas, Jorge Pá Pá Pá, Geraldo Califórnia, Gil, Jorge Mautner, ao grupo teatral e performático Gato Lúdico, se estendendo pela poesia alternativa do Aluá, até Chico César e a trupe Jaguaribe Carne deram o ar da graça pelo Festival.
Sobre Jards Macalé, o jornalista e agitador cultural Yuno Silva é quem ‘reza’ uma lenda ainda passada de pai pra filho. “De passagem pela cidade, o Macalé chegou para a apresentação e foi ficando, ficando, ficando e, nessa brincadeira, foram uns dois meses. Na casa de um, de outro, noites e dias regados a muito álcool, nicotina e cannabis. Sei que ninguém agüentava mais e tiveram que pedir pra alguém da famÃlia vir buscarâ€.
Um verdadeiro divisor de águas no cenário alternativo da cidade, o Festival do Forte foi a crista movente da onda. Um espaço de criação e novas possibilidades. “Eu acho que é uma época que ta lá – diz Gurgel minimalista - pra mim representa um tesouro... foi um marco... uma referênciaâ€. Sobre a possibilidade de se organizar um novo festival, ele diz que “seria legal juntar essa galera, mas reeditar um evento com aquela fisionomia... acho difÃcil. A gente cumpriu um papel. As pessoas se debruçaram mais sobre o fazer artÃstico. E eram os anos setenta, né? Essa revolução total. Sexo, drogas e rock and roll. Uma época de vitalidade. Se fosse pra fazer outro festival, tinha que ser como naquela época. Uma coisa meio aquarianaâ€, eis o mote.
Parou por quê?
Cedo ou tarde as mudanças chegariam. E chegaram mesmo. O tempo passou e criou-se um hiato dentro da contracultura potiguar. O músico Luiz Lima, que hoje vive na Europa, analisa com olhos antropológicos todo esse cenário. “De lá pra cá, os tempos definitivamente mudaram, mas acredito que sejam sempre essas iniciativas e expressões espontâneas de liberdade, relativas a cada época, que impulsionam, que dão vitalidade ao processo culturalâ€. Carlos Gurgel acredita que depois dos Festivais, “houve uma certa dispersão artÃstica na cidadeâ€, só não sabe dizer o ‘por quê’. De todo modo, ele sintetiza os Festival nessas palavras: “Acho que o festival teve uma intenção. Desencadear essa inquietação. Era uma celebração, uma coisa nova, essa coisa hÃbrida, de convergir para o mesmo lugar várias manifestações... Estabeleceu na cidade essa discussão: o que é arte? O que é poesia, o que a música pode representar?â€.
E a Praia dos Artistas? Antes um ancoradouro de poetas, cantores, atores, artistas plásticos e outros gêneros criadores, há muito não merece ser chamada assim. Sem falar que as prioridades também mudaram. Veio a famÃlia, as responsabilidades, o capitalismo selvagem, o gel com brilho, a poluição e o peso de ser engolido pelo famigerado sistema. Mas como diz o artista plástico, sempre portando bigode e cabelão liberto, Marcelus Bob, “os tempos de Festival do Forte e da Galeria do Povo na Praia dos Artistas deixaram saudades, mas ainda temos magos circulando por aÃâ€.
Que legal, Mamede! Festivais são sempre repositórios de histórias incrÃveis. É uma maneira também de contar a história da cidade em outros tempos e de como a música se relacionava com os espaços, os comportamentos. "Viajei" com esse teu texto (e com as imagens também...)
Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 27/11/2008 13:45
Que bela história você nos conta. Quanta resistência à ditadura e a maioria de nós não sabe. Parabens.
Ivette G M
FILIPE MAMEDE · Natal (RN)
Desbunde cultural na cidade do Sol
Um Espaco, um Tempo e uma HÃstória que sáo sagrados pra todos nós. Que dá orgulho de lembrar e que lembrar faz honrar.
Revitalizou tudo no coracáo da gente.
Um trabalho admirável que leva alegria em tantps velhos coracóes Guerreiros e cheios de sonhos sempre.
parabéns.
Abracáo Amigo.
Olá, parceiro!
Mande um salve para o todo poderoso ai contra o américa neste sábado 29/11. Muito bom o texto meu amigo.
Terminei o doc... logo te contato para pedir seu endereço e mandar uma cópia pra você. Um abraço!
Quantas histórias Mamede. Muito bom.
Da próxima vez que eu for a Natal vou percorrer outros olhares por esses lugares, lembrando desse teu texto, imaginando o festival dentro daquele forte incrÃvel, por exemplo.
Aliás, seu texto me deu uma saudade danada de Natal.
Abraço, valeu!
maravilhosa história de um tempo duro, e que tinham que ser fortes e criativos os homens,
maravilha de texto,
Votado. Reminiscências que fazem bem. Abraço.
Juscelino Mendes · Campinas, SP 27/11/2008 19:03
Textos como esse deveriam aparecer mais vezes.
Este, deveras precioso!
Abçs, Filipe!
Oi Mamede!
Que texto lindo o seu,moro numa cidade linda mais muito carente de movimentos culturais,como diz o Benny um texto precioso.
abraço do overmano
markinho
Obrigado pela visita de todos até aqui. 2008 é um ano simbólico. Há 30 anos o Festival movimentava as muralhas da Fortaleza dos Reis Magos, transformando o que era salvaguarda territorial, em vanguarda cultural...uma bela troca acredito.
FILIPE MAMEDE · Natal, RN 27/11/2008 20:23
Filipe, um dos registros mais mrecidos, e como sempre, bem feito
. entusiasmante mesmo
andre
Felipe,
Tenho acompanhado os seus textos sobre os anos 70, no Rio Grande do Norte, aqui no Overmundo e penso como seria bom se outros over_manos e minas de outros estados, também escrevessem sobre o assunto a partir de outros lugares. Quem às vezes apresenta algumas reminiscências sobre a época é a Cintia Thomé, muitas vezes em comentários.
É algo parecido com o que propôs o Joca Oeiras sobre as experiências da vida escolar.
Abrs
Grande,Felipe!!
Muito bom seu texto!!
Festivais são sempre sÃmbolos de uma geração, trazem toda um a carga histórica valiosÃssima!Conhcer um pouco de sua cidade ,Natal, dessa forma,está sendo prazeroso!
Muito obrigada,Felipe e parabéns!!
bluebeijinhos
Blue
Filipe,
maravilhoso seu texto, levou-me aos anos 70, quando o Brasil e o mundo - em diferentes lugares - repensaram os rumos da polÃtica, da cultura e das artes. Seu texto me emocionou pelas lembranças e descrições tão bem feitas do espÃrito dessa época. Ficou uma dúvida apenas no nome do grupo LÃngua de Trato que você cita e, eu acho, era LÃngua de Trapo. Parabéns por mais este belo trabalho.
Um grande abraço.
É sim Noélio. Lingua de Trapo, com P. Isso aà foi erro de digitação que você bem observou. Um abraço.
FILIPE MAMEDE · Natal, RN 1/12/2008 13:05Nivaldo, sempre faço essa troca de nomes com o nosso grande amigo Noélio.
FILIPE MAMEDE · Natal, RN 1/12/2008 13:26Muito bacana, Mamede. Uma época efervecente que merece ser lembrada.
Solto · Natal, RN 11/4/2009 09:19Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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