Desenvolvimento Indígena sob perspectiva de gênero

Arquivo GRUMIN
O mágico na construção de gênero
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Escritora Eliane Potiguara · Rio de Janeiro, RJ
29/6/2009 · 41 · 37
 

Desenvolvimento Indígena sob perspectiva de gênero
Eliane Potiguara

Desenvolvi­mento é o que todos e todas queremos. No entanto o modelo de desenvolvimento social contempla muito mais aos homens do que às mulheres na sociedade. Trabalhar com estratégias para formação de gênero é desafiar as relações desiguais entre homens e mulheres. Na questão indígena não é diferente, tanto no campo de ação, na família ou não, como também no campo organizacional e institucional. A formação de gênero é uma das estratégias usadas para promover a justiça de gênero dentro das organizações de desenvolvimento. Tal formação baseia-se na convicção de que intervenções em forma de projetos ou programas de desenvolvimento podem resultar em transformações sociais para povos indígenas. Formação de gênero neste caso pretende atingir justiça de gênero incorporando uma perspectiva de gênero a todos os níveis de análise e planejamento do projeto ou programa de uma organização indígena, por exemplo.

A formação de gênero pode também ser considerada num contexto mais amplo. Nesta perspectiva, a formação de gênero segue uma abordagem holística ou cosmovisionária e está baseada na experiência de mulheres e homens e tem explicitamente como objetivo o fortalecimento do poder das mulheres num sentido mais amplo do que projetos e programas de desenvolvimento atuais. Por essa razão o INBRAPI (Instituto Indígena Brasileiro para a Propriedade Intelectual) ao longo de nossos quase seis anos de existência, preocupou-se em oferecer essa forma de discussão e organização dentro de nossos programas e objetivos institucionais. E resultou na formação de um núcleo que atenda especificamente às inquietações das mulheres indígenas. Por essa razão no ano de 2008, nasceu o Numin ( Núcleo de Mulheres Indígenas do Inbrapi) e após reuniões e decisões, a cadeira coordenadora ficou sob a minha gestão, devido a um trabalho anterior de quase 30 anos dentro do GRUMIN e que continua até hoje.
À mulher, cabe o papel de transmitir a cultura do dia-a - dia e mais. transmitir o aspecto da ancestralidade que é o diferencial mais importante para uma cultura. E a mulher por ser mais visionária que os homens e ter negado alguns vícios do colonizador e neo-colonizador, guarda a sete chaves, muitos aspectos culturais e cósmicos de seus avós, bisavós e tataravôs. No passado, a mulher possuía ainda o poder da determinação política, a palavra final nas Assembléias. Com a presença dos estrangeiros os homens colocaram suas mulheres na retaguarda ético-cultural, para defendê-las. Há casos, no século XVI, onde homens levavam toda a sua família ao suicídio coletivo, onde todos pulavam do alto de rochas, para não serem submetidos à escravidão. Dessa retaguarda muita mulheres indígenas não saíram.

A Educação formal indígena cumpre o papel da transmissão da cultura, por isso se lutou muito para o estabelecimento de uma educação verdadeiramente indígena e voltada para a realidade, uma educação diferenciada. Antes a educação formal passava pelos moldes da sociedade não indígena. Hoje existe um avanço e políticas públicas para isso. A maioria dos professores é indígena e sensibilizada dentro de sua cultura. Esse aspecto está mais avançado do que uma política pública para saúde e direitos reprodutivos. Urge que os congressos, conferências, seminários indígenas introduzam esse tema efetivamente nas pautas de discussão, mas não vemos isso, parece que não é relevante. Venho observando várias pautas e o tema mais geral é sobre direito à terra, desenvolvimento, propriedade intelectual, o que é corretíssimo, mas especificamente, não vejo essa discussão tão fortalecida e o INBRAPI a partir de agora aceita esse desafio. O desafio é discutir milhares de temas, mas incluindo a transversalidade de gênero.

O I Censo Escolar Indígena de 2001 mostrou que há mais professores do que professoras, eles representam 65% do total. O que isso indica? Indica que a participação das mulheres indígenas ainda está aquém. Percebi isso há 20 anos, quando conversava com líderes indígenas e professores. É preciso resgatar a originalidade inicial da mulher indígena antes do processo colonial. Ela tinha a decisão sobre problemas políticos, tinha a última palavra. Sabemos que a solidão das mulheres indígenas começou com a migração por ação violenta aos seus povos. O número de meninos nas escolas também é maior. Existe resistência à educação formal das meninas? Sim, as mulheres foram alvo de perseguição masculina desde o processo de colonização. Eram arrancadas do seu povo para servirem de concubinas e escravas aos estrangeiros. Essa responsabilidade é da política integracionista que paternaliza os povos indígenas até hoje. Mas quando nosso movimento pela conscientização da mulher indígena começou a causar polêmicas, a partir de 1979, o processo foi questionado. As meninas indígenas entram para a escola mais tarde do que os meninos. Precisamos mudar isso.

Só com capacitação, seminários, grupos de estudos, organização de oficinas teóricas e práticas entre jovens e líderes masculinos e femininos poderemos implementar uma ação coletiva que caminhe para a igualdade de gênero entre povos indígenas. O NUMIN inicia esse processo, já junto à Comissão Executiva formada em 5 de agosto de 2008 rumo ao Fórum Nacional da Mulher Indígena 2010.

*Eliane Potiguara é professora, escritora, articuladora indígena, 58 anos, autora do livro “METADE CARA, METADE MÁSCARA”, editado por Daniel Munduruku (www.elianepotiguara.org.br)

Veja também www.grumin.org.br ( site institucional )

veja também o blog do FÓRUM NACIONAL DA MULHER INDÍGENA: http://mulheresforteseunidas.blogspot.com/ (mulheres fortes e unidas!)

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Escritora Eliane Potiguara
 

Escritora Eliane Potiguara · Rio de Janeiro, RJ 29/6/2009 00:58
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Escritora Eliane Potiguara
 

Eu gostaria muito de obter comentários sobre esse texto, muito obrigada.

Escritora Eliane Potiguara · Rio de Janeiro, RJ 29/6/2009 00:59
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Doroni Hilgenberg
 

Oi Eliane,
Que bom vê-la entre nós outra vez.
Consciente e realista seu texto.
Concordo com o que vc disse e não compreendo porque amulher de modo geral é relegada a um segundo plano. A mulher seja de que raça for, tem uma v isão mais aprimorada e um senso critico
que v ai além das conveniências porque ela se baseia em verdades vivenciadas. Por isso, devido a essa visão mais profunda ela deve ter voz mais ativa no que se refere a tudo o que e baseia em sua cultura ou conceitos básicos que atingem a sua vivência e a dos seus semelhantes.

bjs

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 29/6/2009 11:34
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ayruman
 

Olá. Sucessos para você neste importante propósito de divulgar e contribuir para a grandeza da cultura indígena.

Abraços e Paz na Terra. jbconrado.

ayruman · Cuiabá, MT 29/6/2009 11:48
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Cláudia Campello
 

...e um dia todos caminharao juntos!!!
iniciativa assim, faz toda a diferença no processo evolutivo
de todos os irmaos.

parabens pela garra e coragem.

bjsssssss♥;;

Cláudia Campello · Várzea Grande, MT 29/6/2009 13:10
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Claudia Almeida
 

À mulher, cabe o papel de transmitir a cultura do dia-a - dia e mais.

Eliana, aqui a lista é pra lá de 100 crianças no período pré escolar
que ficam sem vagas,em cada unidade escolar, ficam em suas casas sendo vítimas muitas vezes de violencia, não existe interesse por parte do governo federal e etc...A construção é vertical e não há espaço para as crianças brincarem e serem educadas com diversão que é de direito.Somos multiplicadoras sim, admiro sua luta, amei estar aqui lendo seu texto,parabéns,bjs.

Claudia Almeida · Niterói, RJ 29/6/2009 13:18
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Juscelino Mendes
 

Beleza de texto, Eliane... abs

Juscelino Mendes · Campinas, SP 29/6/2009 13:58
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camuccelli
 

É bem-vinda!

camuccelli · Rio de Janeiro, RJ 29/6/2009 15:28
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Andre Pessego
 

Eu tenho muita ressalva a este tipo de planejamento "bolada" pela sociedade do lado de cá. Começando pelos primeiros 57 anos de "vida civilizatória do Brasil". Uma sociedade em que ainda nao houve, no seu seio, para si mesma, uma Presidenta da República, em que as governadoras se contam nos dedos das mãos. É perigoso, por demais incrédulo, pensar-se numa diretriz partindo dela para as mulheres de uma sociedade (indigena) onde a tõnica principal, nestes 500 anos, foi denegrir o indígena. E denegrir partindo - da troca dos casamentos. Que casamentos? Sempre o homem branco com a mulher índia. Sempre. Onde estão os filhos
daquela união?
Antes de tudo isto talvez fosse o caso de sustentarmos a bandeira da indenização aos povos indígenas.
Esta bandeira será termômetro para medirmos a aceitação por parte da chamada sociedade brasileira (de matriz européia) para com os indígenas.
A questão da escravidão do índio mesmo o Darcy Ribeiro desconversou a vida inteira e nunca a abordou.
abraço
andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 29/6/2009 17:50
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azuirfilho
 

Escritora Eliane Potiguara · Rio de Janeiro (RJ) ·

Desenvolvimento Indígena sob perspectiva de gênero

Um Trabalho muito Maravilhoso e que nos honra na nossa Humanidade.
Maior orgulho do Povo Índio que nos dão tantas alegria com a sua elevação humana.
Admiramos muito o seu Trabalho Cultural.
Parabéns e Muita Força na sua Luta tão valorosa.
Uma Mulher igual a voC~e que leva em frente essa luta de tanto Heroismo é que faz a gente ter esperança nos Humanos e no nosso Brasil.
Abração Amigo.
Abração Amigo

azuirfilho · Campinas, SP 29/6/2009 19:35
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Mirtes Carvalho
 

Queridíssima Eliane, há algum tempo não temos nos encontrado. Nossas vidas curvam-se de aclives ou declives de acordo com as circunstâncias. Somos mulheres lutadoras e sempre independentes no pensar, no dizer e no viver.
Quanto a luta de vocês é justa e muito longa. Dá a impressão de linhas paralelas que se encontram no infinito e quando se chega lá tudo continua ou não se chega. Só que somos guerreiras e sabemos que vamos chegar e chegar vitoriosas. O tempo não está estipulado. Achei muito bom seu texto sobre gênero. E onde este gênero no contexto do posicionamento da mulher indígena. O fato relevante achei o apontar estatisticamente o fato da ausência de professoras mulheres também por serem usadas e abusadas pelos estrangeiros e com isso tirando as bases dos costumes indígenas e de suas tradições orais. É isso aí amiga.
Adorei saber de você de seu trabalho de sua luta e de amigos como minha querida Grauninha.
Parabéns e beijos no seu coração. Mirtes Carvalho

Mirtes Carvalho · Rio de Janeiro, RJ 29/6/2009 19:39
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delen
 

Eliane,

Belo trabalho, para nós overmanos é uma satisfação enorme poder apreciar um pouco dessa cultura, pessoalmente digo que estou admirado com o trabalho. Parabéns...Beijos!

delen · Cotia, SP 30/6/2009 12:06
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joe_brazuca
 

pelo sim e pelo não, é tudo uma questão de evolução...

muito apropriado o postado !

( faço minhas tb as palavras do André Pêssego, só não gostaria que a 1ª presidenta fosse a do "Partido dos Atrapalhadores"...rsrs)

abraço

joe_brazuca · São Paulo, SP 30/6/2009 14:26
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Nerito
 

Parabéns pelo fundamental trabalho desenvolvido e que deve ser continuado. Sucesso nessa batalha. Abraços.

Nerito · Belo Horizonte, MG 30/6/2009 18:16
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Nivaldo Lemos
 

Eliane,
parabéns pelo texto. Embora não tenha conhecimento específico que me permita uma opinião abalizada sobre o tema, considero importantíssima a discussão do desenvolvimento indígena sob a perspectiva de gênero, especialmente partindo de uma mulher indígena. Todavia, considerando as relações de gênero como produtos socioculturais, é de se supor que ação colonizadora, antes, e as políticas indigenistas, hoje, tenham imprimido distorções que devem ser discutidas pelos povos indígenas que buscam resgatar alguns valores originais de sua cultura. Portanto, solidarizo-me com sua luta e lhe parabenizo pela iniciativa. Aproveito para lhe recomendar um instigante texto que li há dias sobre o tema, chamado "A questão de genero na etnologia Je: apartir de um estudo sobres os Apinaje", de Raquel Pereira Rocha, que você pode encontrar para download aqui. Abraços.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 1/7/2009 13:51
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Osni Dias
 

Oi Eliane, muito importante esse trabalho, gostei muito. Meus sinceros parabéns!!! Até breve!

Osni Dias · São Paulo, SP 1/7/2009 15:59
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mochiaro
 

ELIANE
Tive o prazer de conhecer em junho passado a Graça Graúna e hoje tenho novamente a satisfação de lê-la .
Entre meus livros guardei um que teve o apoio da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro no idos tempos de 1992 com o patrocínio do antigo banco do Estado do Rio de Janeiro o Banerj de autoria de Marcos Terena denominado Cidadãos da Selva.
Na narrativa mostra desde do descobrimento esse conflitos sociais – a guerra entre os cidadãos da selva e os cidadãos da chamada selva de pedra. Citou também que nesse ano de 1992 tinha 240 mil índios em todo o Brasil e uma população escolar recenseada pela Funai de 32.793 crianças índias. Seu trabalho é edificante e essa solidariedade deve ficar presente.
No final o livro marca ELES QUEREM SER TRATADOS COMO POVOS E NÃO COMO POPULAÇÃO.
Um abraço e beijo


mochiaro · Rio de Janeiro, RJ 1/7/2009 18:53
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mochiaro
 


Eliane
Marco Terena era coordenador do Comitê Intertribal, durante a construção da aldeia Kari-Oca. Deixei meu voto

mochiaro · Rio de Janeiro, RJ 1/7/2009 18:57
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Sinvaline
 

Eliane gosto de tudo que vc escreve, é um papel importante no sentido de divulgar e discultir a cultura indigena. Se pude vá emSão Jorge no IX Encontro de Culturas, estarei lá, veja detalhes em www.encontrodeculturas.com.br

bjs
sinva

Sinvaline · Uruaçu, GO 2/7/2009 08:05
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Adroaldo Bauer
 

Queridíssima Eliane, que gentil teu convite einteligente teu texto.
De uma doçura lê-lo, aprender com ele por tua mão, que em momento algum se percebe que não seja a pessoa que lê semelhante em direitos e oportunidades da pessoa que escreve. Diferenças, há.
As preservaremos como segredos da humanidade, mas a identidade necessária, de povos, culturas e gêneros, essas são essenciais.
Se tens uma imagem da capa para divulgação e quiseres enviar-me para adroaldo@portoweb.com.br, apreciaria muito, para que possa falar do livro em alguns espaços que frequento por escrito.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 2/7/2009 12:57
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Higor Assis
 

Eliana a mulher sempre foi excluída e sua luta e perseverança ja colhe frutos. Parabéns pelo texto e explicação.

Higor Assis · São Paulo, SP 3/7/2009 16:23
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Spírito Santo
 

GroBes leben, kleines welt.

Primeiro link em Padre Miguel, distante subúrbio, lá no alvorecer do mundo (com Adauto, lembra?) Depois o link do castelo de Santa Teresa, no tempo do Taiguara (casei com uma moça sua vizinha)
O Link 3 é o ICBRAF, atrás da Cinelândia, eu era amigão da vice presidente, a Arlinda.

Pois é: Vida longa, mundo pequeno (que a internet tornou menos ainda)

Abs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 4/7/2009 13:52
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menina_flor
 

Querida Eliane:
O seu trabalho além de belo é de grande importancia. São nossa raizes. Nossa terra. Nao podemos destruir origens.
Parabéns.

Bjos
Patty

menina_flor · Rio de Janeiro, RJ 5/7/2009 01:38
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Anderson Frasão
 

Cara Militante:

a luz do teu texto (belo e instigante) percebo anos a fio de opressão que continuam, só que mascaradas. São mais de quinhentos anos de lutas e batalhas e, como numa guerra, as balas vão para todo lado, seja na cultura Afro, indígena, branca, ou melhor, na nossa miscigenação. Não compreendo até hoje esse tipo de preconceito existe, porque as mentes se fecham arraigadas dentro de uma mediocridade que não tem tamanho. Ser estudante, intelecto, militante... isso não é fonte que privilegia bom senso. Até quando essas castas gouches estarão em nosso meio e, seremos veiculo de barbárie. Percebo as mulheres com um divino a mais, bem antes vivi essa experiência. Ser mulher é abri-se em flor: ao homem, aos filhos, a vida, à nova vida... e, no caso de resistência , resistência com cautela, vocês são melhores. Querida, que estou contigo. Não as priorizo, coloco-as na mesma balança, páreo de igualdade-nas-diferenças.

Anderson Frasão · Canhotinho, PE 5/7/2009 08:33
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Ivan Cezar
 

Eliane:

Em todo processo de lutas sociais existem etapas
Uma , absolutamente fundamental, é a existência de um grupo de vanguarda cultural. Vendo seu trabalho , ladeado pela nossa mui querida GRAÇA GRAÚNA, vemos que essa etapa já está consolidada e só tem a crescer. A ampliação e a divulgação , bem vemos, está em andamento. Sempre que possível tenho dado apoio às iniciativas, inclusive publicando em meu BLOG materiais que me foram enviados pela Grauninha. Estou à tua inteira disposição, também, para contribuir nesse mister.
Teu trabalho é diferenciado, porque reúne vários elementos num somatório altamente qualificado.
Parabéns !

Ivan Cezar · São Sepé, RS 7/7/2009 10:48
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Bruno Resende Ramos
 

Eliane,
Li e fiquei estupefato. Senti que você iniciou um grande projeto o qual vai repercutir por várias gerações. Torço para que tenha pleno êxito no seu empreendimento que reforça a estima das mulheres indígenas e lhes confere um lugar de destaque na composção social. Esse ardor não se apague e sua voz seja escutada, são meus sinceros votos.
Bruno Resende Ramos

Bruno Resende Ramos · Viçosa, MG 7/7/2009 11:02
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Guilherme de Faria
 

Parabéns, Eliane!
Descubro, encantada, uma batalhadora, uma paladina pela emancipação feminina, ainda mais de um segmento tão esquecido como o das mulheres indígenas. Conte com minha admiração. Aqui, do extremo Pampa, penso agora em ti e nessas sofridas mulheres brasileiras nativas. Aliás, em todas, todas nós...
Beijos da Lucia

Guilherme de Faria · São Paulo, SP 7/7/2009 12:07
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marilia carboni
 

Parabéns !!!

marilia carboni · Londrina, PR 7/7/2009 12:54
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victorvapf
 

Quanto menos o chamado branco se meter na cultura indigena, melhor...Alias temos que aprender com eles o segredo da convivencia pacifica e muito mais. Eles tem a sabedoria da vida, tentar ^desenvolver^ sua cultura e' retroagir. Os indios devem ter liberdade total e resgatar sua cultura em toda sua plenitude. Burrice imensa querer ^dar a mão^a eles, se nos não conseguimos dar a mão pra no's mesmos....

Sei la, tem muita coisa errada...dificil...

Parabens pelo belo texto,

Beijos

victorvapf · Belo Horizonte, MG 7/7/2009 12:59
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W@nder
 

Beleza o seu trabalho.
Abs

W@nder · Rio de Janeiro, RJ 7/7/2009 16:51
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Julio Rodrigues Correia
 

Trabalho de folêgo. Analise sensata e própria sobre o papel da mulher, principalmente da indígena. Não distingo mulher branca e mulher india, apenas me pauto no gênero. Vc, tenho certeza nos brindará com mais trabalho, assim, lúcido, verdadeiro e universal. Parabens pelo texto.

Julio Rodrigues Correia · Manaus, AM 7/7/2009 18:07
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José Carlos Brandão
 

Faço votos para que seu trabalho tenha bons frutos, que valorize a mulher índia e todo o seu povo.
Abraços.

José Carlos Brandão · Bauru, SP 7/7/2009 18:49
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Ailuj
 

Parabéns querida
Adorei te ler
Um beijo grande

Ailuj · Niterói, RJ 7/7/2009 21:56
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Agenor
 

Olá Eliane,
Teu texto nos leva a muitas reflexões sobre o assunto; Manter a mulher num patamar de subalternidade como vemos em muitas culturas mundo afora é o maior indicativo da ignorância do gênero humano.
Beijos...

Agenor · Aquidauana, MS 7/7/2009 22:49
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Aldy Carvalho
 

Certamente visitarei o blog e site, mas desde já parabem pela exposição das idéias, pela militância nesta área.
Como sempre digo, é bom, proveitoso que nos coloquemos a caminho, no caminho, expondo-nos em idéias e teses em prol de uma sociedade melhor e equânime... O mundo que queremos, que quizermos dependerá sempre do poder das articulações e convergência das idéias que juntos empreendermos. Qiçá possamos fazer isso com senso de justiça e solidariedade plena.

Bjinho

Aldy Carvalho · São Paulo, SP 8/7/2009 12:20
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Aldy Carvalho
 

Corrigindo:
Parabéns; Quiçá

Aldy Carvalho · São Paulo, SP 8/7/2009 12:21
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Ademario Ribeiro
 

Eliane você é mestre em tudo o que faz! Tua doação, força, coragem e o estar no lugar certo na hora da quebrada fazem de ti uma presença muito estimada por tod@s nós!

Beijos e gratidão!
AR

Ademario Ribeiro · Simões Filho, BA 4/8/2009 12:39
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