Difícil é aprender a ler. O resto está escrito.

Danilo Guanabara
Fachada do Book Shop - Praia da Pipa
1
FILIPE MAMEDE · Natal, RN
20/3/2009 · 257 · 26
 

A esquina do continente abriga uma praia que, há pouco tempo, não passava de uma acanhada vila de pescadores. Em duas décadas, essa paisagem bucólica mudou completamente e hoje o lugar se tornou um dos principais destinos turísticos do Brasil. Descoberta como um paraíso do surf em meados dos anos oitenta, a Praia da Pipa, lugarejo que fica a 85 km de Natal, passou a ser a morada de gente de todas as nacionalidades, como também o refúgio da gaúcha Cíntia Junqueira, 44, que precisou dar praticamente à volta ao mundo para descobrir o seu próprio paraíso.

Primeiras letras

Ler não era exatamente um prazer para a menina Cíntia. Principalmente quando era obrigada a decifrar Vitor Hugo ou Sartre e depois ser sabatinada pelo pai, com pouco mais de dez anos de idade. Nascida em Osório, no litoral gaúcho, filha de novos pobres, como ela mesma define sua família, Cíntia, querendo ou não, cresceu em meio à biblioteca do pai - um homem culto -, lendo, lendo e lendo. “Meu pai pegava os gibis, as revistinhas do Walt Disney e rasgava. Eu queria ler Mickey Mouse e, ao invés disso, eu tinha que ler Euclides da Cunha, já imaginou? Eu tinha 12 anos!”. A severa rotina literária durou até o dia em que resolveu ganhar o mundo.

Com a mochila nas costas, ela saiu de Porto Alegre ainda com 16 anos de idade. Passou por Garopaba, Rio de Janeiro, Ouro Preto, mas decidiu ir mais além. Aos 17, ela transformou a América do Sul em sua moradia. Trabalhando com aquilo que aparecesse, ela viveu na Argentina, no Chile, na Venezuela, no Equador – onde teve sua filha -, no Peru e na Colômbia, lugar onde começou a se envolver com drogas. “Depois disso eu fui pra Suíça, Espanha, Holanda, Alemanha, Itália... mas eu tava muito mal lá. Eu era traficante né, cara?”. “Sem nada na cabeça”, resumo que Cíntia faz de si mesma, ficou por um bom tempo fazendo a ponte-aérea entre Bolívia, onde comprava droga, e Itália, onde vendia. “Era barra pesada”, sintetiza.

Doze anos longe do Brasil. Cíntia viveu as dores e as delícias do mundo das drogas. No seu auto-exílio, “além de ganhar muito dinheiro”, como relembra, ganhou também o vício, fator que a deixou num lugar praticamente sem volta: o fundo do poço. Em 1994, ela se encontrava num bar, no País Basco, assistindo à final da Copa do Mundo, mas nem sequer percebeu quando Baggio perdeu o pênalti. Sob o efeito de drogas, não conseguia prestar atenção. “Eu estava babando em frente à televisão, aí chegou um cara pra mim – um espanhol – e perguntou de onde eu era e eu disse: sou brasileira”. Foi nesse encontro fortuito onde a vida de Cíntia tomou, mais uma vez, um rumo inesperado. Depois de saber que ela era brasileira, o espanhol esticou a conversa: “Você é uma idiota. Veio do país mais lindo do mundo, com praias maravilhosas e você aqui se matando. Tua seleção acabou de ganhar o Mundial e você nem piscou. Porque que você não vai embora? - insistiu ele – Você vai salvar a sua vida se você for embora daqui”.

O espanhol ainda deu o endereço completo. “Vá morar em Pipa, tem um amigo meu que mora lá, fica no Rio Grande do Norte”. Seguiu à risca os conselhos do desconhecido, mas sem esquecer de passar antes em Amsterdã, e só então embarcar para o Brasil portando uma boa quantidade de droga. “Cheguei em Pipa e virei a rainha do ácido. Dava ácido pra todo mundo, vendia... isso durou de agosto até novembro”. Para quem chegou do nada, sua saída foi ainda mais compulsória. Ela se viu flagrada com 500 drágeas restantes de um preparado denominado Lysergsäurediathylamid pelo químico Albert Hoffmann, no distante ano de 1938. Em outras palavras, os comprimidos eram de LSD.

Memórias do Cárcere

Outra mudança à vista. Presa na Penitenciária João Chaves, em Natal, o sofrimento foi uma constante durante os primeiros meses de prisão. Principal motivo? Abstinência de heroína, uma droga derivada do ópio, considerada uma das mais viciantes. Mesmo padecendo dos excessos cometidos, ela acabou percebendo outras realidades. “Eu era a única que sabia ler lá dentro. Então, as outras meninas sempre vinham pedir: Cíntia, escreve um bilhete pro meu namorado”. Com o tempo, ela se tornou uma espécie de Assistente Social das outras presas. “O diretor me chamou, me pediu pra que eu começasse a organizar os papéis das meninas... distribuir camisinha, fazer uma porção de coisa”.

Ajudando as outras pessoas na prisão, sem perceber, estava se ajudando também. “Eu já não tinha mais problema com droga. Eu praticava exercício, corria no campo. Comecei a mudar bastante. Tinha parado a heroína, a cocaína, todas as minhas dependências”. Em liberdade, depois de quase trinta meses de cárcere em Natal, Cíntia fez uma viagem libertadora - no sentido lato da palavra - para Pipa, onde, perto da praia e longe das drogas, redescobriu sua paixão pela literatura e promoveu a maior de todas as guinadas. “Eu queria mostrar que eu mudei. Eu tinha vivido tanta coisa na cadeia, eu precisava mostrar pras pessoas que agora era diferente. Trabalhei de garçonete, fiz faxina, eu fiz tudo que eu podia fazer, pra mostrar que eu tinha mudado”.

Enquanto atendia aos fregueses do bar onde era garçonete, numa tarde ensolarada qualquer da Praia da Pipa, Cíntia chegou a uma conclusão. Tinha capacidade para mais. Muito mais. “Eu perguntei pra mim mesma: o que é que eu vou fazer da minha vida?”. Já que estava começando do zero – ela ponderou – ia procurar fazer alguma coisa que realmente gostasse. “O que é que eu aprendi desde pequena”? Essa foi a segunda indagação que se fez. A resposta veio no ato: “Eu sei ler”. Depois da descoberta, alguns amigos aconselharam Cíntia a abrir um sebo.


Book Shop – Uma biblioteca comunitária

Em meados de 1998, ela fez o seguinte: “Com o primeiro salário que eu recebi do bar, eu aluguei uma casa, peguei os dez livros que eu trouxe da prisão e coloquei numa prateleirazinha em frente à garagem”. Em meio à exuberância da Praia da Pipa, nascia ali o Book Shop. Um espaço dedicado à cultura e, sobretudo, à literatura. “As pessoas foram passando na frente do lugar e começaram a me perguntar: Cíntia, você gosta de livros? Você quer livros?”. Abrindo as portas com apenas dez volumes, com o passar do tempo, o Book Shop foi crescendo através de doações, formando um acervo que hoje conta com mais de 2.000 livros. Assim, criou-se em Pipa um verdadeiro ponto de convergência. Um lugar onde se pode alugar livros, jogar xadrez e onde as pessoas da comunidade se encontram para discutir sobre os compassos flutuantes da Praia da Pipa, mas, sem esquecer da literatura.

Em 2004, porém, depois de alguns anos de pleno funcionamento, esse espaço fechou. Com o contrato de locação vencido e sem dinheiro para renovação, o jeito foi encaixotar os livros e dar adeus ao Book Shop. Felizmente, isso durou um mês apenas. “Cadê o Book Shop, Cíntia?”, queria saber José Morais, dono de uma pousada na cidade. Cíntia explicou a situação “quixotesca”, como ela adjetiva, e o amigo tratou de dar o jeito em tudo. “Eu tenho um lugar e você vai pra lá. Não se preocupe com nada. Nem água, nem luz. O Book Shop vai ser lá”, José Morais sentencia.

Gentilezas à parte, o Book Shop tem a capacidade de concentrar o mundo todo em poucos metros quadrados. Numa das paredes estão expostos quadros com imagens dos autores prediletos de Cíntia: Oscar Wilde, Thomas Mann, José Saramago, Albert Camus, Dante Alighieri, Jorge Luis Borges, Garcia Márquez, Franz Kafka, Julio Cortázar, Fiódor Dostoiévski, Reinaldo Arenas e Guimarães Rosa. Além da decoração alternativa e muito charmosa, o lugar aglutina livros de toda natureza e em vários idiomas, fruto do escambo com os estrangeiros. Obras raras e antigas como Guerra e Paz, de Tolstoi, original em russo e uma coleção do francês Visconde de Chateaubriand, publicada em 1806, podem ser encontradas por lá. Mas, além das milhares de histórias que povoam as dezenas de prateleiras, o Book Shop tem ainda espaço para algumas excentricidades da dona.

O bicho de estimação de Cíntia é uma gatinha cujo nome é Mafalda, uma homenagem à personagem criada pelo cartunista argentino Quino, nos anos 60. “Ela apareceu aqui e foi ficando, foi ficando... acho que ela queria aprender a ler”, satiriza. Aos livros que julga transparecer uma literatura menor, só resta um destino: a forca. O castigo medieval não deixa de fora nomes como Sidney Sheldon, John Grishan, Dan Brown e nem o imortal Paulo Coelho. Por causa dessa prática, o teto do Book Shop é repleto de alfarrábios pendurados pelo “pescoço”, fato que causa estranhamento e curiosidade por parte dos visitantes. “E esses livros pendurados aqui no teto?”. Essa é uma pergunta que sempre se repete, mas que Cíntia nunca se cansa de responder. “Ah, porcaria eu enforco”, ela resume de maneira taxativa.

Completando uma década de existência e freqüentado por pessoas do mundo todo, o Book Shop fica no coração da Praia da Pipa, numa viela arborizada cujo nome é Beija-Flor. Mais literário - impossível. E o método adotado pela proprietária é o seguinte: “Basicamente, eu alugo um livro por cinco reais, a semana. Mas se você tem um livro, e você vai ficar na Pipa um tempo e quer ler, você me doa um livro e aí pode ler aqui gratuitamente”.

Uma personagem para escritor nenhum botar defeito, cheia de tramas, reviravoltas, múltiplos enredos, digna de ser o mote de um romance de realismo fantástico, Cíntia segue sua rotina, bem como seu pai queria: lendo, lendo e lendo. Abre o Book Shop às quatro da tarde e o deixa aberto até o “ultimo freguês”. Mas, acima de tudo, abraça o dia-dia com um sorriso franco oferecido aos visitantes. Sempre disposta a escrever uma nova página, um novo capítulo no livro da sua vida.

Leitura na Praça

Estimular e divulgar a leitura entre as crianças e jovens da Praia da Pipa e dos outros onze distritos vizinhos. Esse é o objetivo, a razão de ser do projeto Leitura na Praça, uma iniciativa que não nasceu por acaso. Consciente da falta de acesso à leitura por parte da maioria dos moradores da região, Cíntia tentou implantar, ainda em 2003, uma biblioteca itinerante que pudesse levar o interesse pela literatura para outras comunidades. Buscando patrocínio para o projeto, ela “bateu à porta” de algumas instituições, mas não obteve sucesso. O Leitura na Praça ficaria para o futuro.

Após uma momentânea desilusão, a boa vontade voltou à tona e Cíntia decidiu agir de qualquer forma. Mais uma vez, ela se reinventaria. Fez mais uma pergunta a si mesma: “Eu tô fazendo o que aqui? Tô emprestando livro pra gringo que vem passar férias, que é bem alimentado e que tem uma biblioteca em casa? Eu preciso fazer alguma coisa pelo nosso povo, pelas pessoas da nossa região que são tão carentes”, concluiu. Depois desse “ser ou não ser”, ela reuniu alguns amigos e, desde então, o Leitura na Praça vem ensinando, durante os fins de semana, o ABC da literatura para a garotada das comunidades por onde passa. “Não precisamos nem de político, nem de bala, nem de chiclete, essas crianças precisam de livros. Nós damos livros a elas”.

Contando somente com o apoio de alguns comerciantes locais que arcam com o custo de lanches para as crianças e outros pequenos gastos, o projeto conta também com apresentações teatrais e outras atividades lúdicas, como desenho e pintura. Nas comunidades por onde o Leitura na Praça se instala, o grupo sente o total acolhimento dos moradores. Cíntia conta, sorridente, que os pais das crianças participam também: “Eles sempre ficam por perto, alguns se sentam e tentam ler os livros com os filhos. A gente percebe que eles querem que seus filhos aprendam a ler e escrever para que tenham um futuro melhor que o deles. Talvez devido à ignorância, eles pouco conversam conosco. Mas com o tempo e a persistência, eles se acostumaram e nos chamam de ‘As mulheres dos livros’, é emocionante”, ela ressalta.

Os tapetes espalhados pelas praças se transformam em verdadeiras ilhas literárias. Os livros ficam em estantes feitas de tijolos e tábuas. Em cada tapete, um ou dois monitores coordenam as atividades. È nessa hora que as crianças e os jovens mais interessados em leitura podem pegar um livro emprestado. Ao devolver um livro já lido, a criança faz também o resumo da história para os colegas. Para Cíntia, o Leitura na Praça tem salvado várias vidas. “Esse projeto é fundamental para o futuro das crianças. A educação, a literatura, pode transformar a vida das pessoas. Aconteceu comigo, pode acontecer com essas crianças também”.

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Helena Aragão
 

Que história bonita! Só posso concluir que o rigor do pai dela com os livros rendeu um bom final feliz (ou continuação feliz) para a hsitória que ela vem escrevendo. Só faltava ela voltar ao presídio para mostrar como deu a volta por cima e servir de inspiração para outras presas. Abraço!

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 18/3/2009 20:51
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FILIPE MAMEDE
 

Obrigado pela leitura Helena. Tive o prazer de descobrir a história fantástica de Cíntia, quando estive em Pipa durante o último ano para a confecção do meu Documentário; conclusão de curso. Realmente o tal do 'levanta sacode a poeira e dá a volta por cima' que a Cíntia viveu, serve de exemplo pra qualquer pessoa e nas mais variadas situações. Ela demonstra que promover guinadas na nossa vida é difícil, mas não impossível. Um abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 18/3/2009 21:18
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gurubumba
 

Falta aprender a ler!

gurubumba · Rio de Janeiro, RJ 19/3/2009 12:19
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graça grauna
 

beleza. Sucessos.Bjos

graça grauna · Recife, PE 19/3/2009 14:25
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Mansur
 

Uma história de vida digna de ser contada. Valeu Filipe!

Mansur · Rio de Janeiro, RJ 19/3/2009 14:30
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Saramar
 

"Está escrito".
Realmente, a leitura nainfância é algo que jamais irá morrer dentro da pessoa, como este exemplo de Cíntia nos mostrou.
O mais importante foi o sentimento de doação desta mulher, depois de tantas voltas e reviravoltas. Ela girou seu eixo para espalhar livros e foi além, trazendo para a leitura essas crianças carentes.
Você tem razão: a história de Cintia e do Book Shop merecem um grande escritor para contá-la.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 19/3/2009 23:44
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Ize
 

Felipe,
de verdade fiquei babando com a história. Li de um golpe só, depois voltei e li tudo de novo. Se eu já adorava a Praia da Pipa - um dos lugares mais lindos que já vi (que fofos os golfinhos) - agora então...Já sei pra onde vou nas próximas férias rs. A Cintia tem algum e-mail? Queria escrever pra ela e contar o que senti lendo sua história e vendo as fotos. Morri de rir com os enforcados (confesso só aqui entre nós que os enforcaria tb rs). Adorei os retratos dos autores. Pelo gosto que ela tem, vou procurar Reinaldo Arenas de quem nunca ouvi falar. O título que vc deu pra biografia da Cintia dá um outro papo.
Sabe que por aqui tem uma história parecida? É a do Evando dos Santos, pedreiro sergipano que aprendeu a ler com 18 anos e que se apaixonou por Tobias Barreto. Veio morar no Rio e a paixão era tanta que organizou na sua própria casinha na Vila da Penha a Biblioteca Tobias Barreto. Que coisa incrível essas pessoas e seus inacreditáveis casos de amor pelos livros.
AMEI!!! Vou ler um monte de vezes!
Muito obrigada por ter me avisado desse primor de crônica
Um beijo grande
da Ize

Ize · Rio de Janeiro, RJ 20/3/2009 02:28
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FILIPE MAMEDE
 

Quem puder fazer doações de livros, eis o endereço.
BOOK SHOP - Rua Beija-Flor, 46, Praia da Pipa - Tibau do Sul-RN
Cep: 59.178-000

Mas cuidado com o livro, hein? Se for ruim, ele pode ser enforcado.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 20/3/2009 09:52
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Higor Assis
 

Amigo tinha idoe esqueci da volta, tu acredita ? Obrigado pela lembrança. Fico feliz por trazer este outro lado da praia de pipa... Muito bacana !!!

Higor Assis · São Paulo, SP 20/3/2009 15:38
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Alê Barreto
 

A Cíntia deu uma lição de ação cultural prática em muito intelectual!

Alê Barreto · Rio de Janeiro, RJ 20/3/2009 20:12
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Patricia Canarim
 

Fantástica essa história! Parabéns pelo texto.

Patricia Canarim · Rio de Janeiro, RJ 20/3/2009 21:17
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Sinvaline
 

Que maravilha! Adorei a idéia de enforcar alguns livros. A história de Cintia é roteiro de filme com certeza!
abraços
sinvaline

Sinvaline · Uruaçu, GO 20/3/2009 21:28
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rogeriotomazjr
 

Filipe, belo texto para uma linda história!
Fui a Pipa quando era "piá", como dizem os conterrâneos da Cintia, em viagem com meu pai. Tá na hora de voltar e conhecer pessoalmente essa figura sensacional que é a Cintia.
Abrs!

rogeriotomazjr · Brasília, DF 21/3/2009 04:09
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rogeriotomazjr
 

aliás, belíssima foto a do Danilo! Entrei na matéria sem nem ler o título e a abertura do texto, mais pela energia que a foto tem...

rogeriotomazjr · Brasília, DF 21/3/2009 04:11
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FILIPE MAMEDE
 

Realmente Rogério, o colorido do Book Shop arrebata qualquer um. O local é muito aconchegante, só mesmo indo lá pra ver como é que é. A Pipa continua bela, com seus altos e baixo, é verdade. Mas sempre disposta a receber mais um.

Abraço. Obrigado pela leitura.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 21/3/2009 09:46
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Helena Aragão
 

Ia mesmo comentar sobre a casa. Fico encantada com o estilo de comércio de praias, coloridos, abertos, criativos. E aí penso nos bares e lojas do Rio, tudo meio padronizado, parecido... Imagina uma livraria colorida assim por aqui, com toques "pessoais" do dono, como os enforcados (essa ideia confesso que nem gostei tanto assim, mas não deixa de ser curiosa) e os quadros dos ídolos na parede... Uma biblioteca, então... acho que ia fazer o maior sucesso!

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 21/3/2009 10:38
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George A. de Araújo
 

História muito boa !
Uma jornada e tanto, procurada, perdida, sofrida, achada ... Um final feliz ! Um final no seu pleno curso de existência, vivo e atuante.
GOSTAR DE LER FAZ BEM A SAÚDE !!!
:^)))

George A. de Araújo · Rio de Janeiro, RJ 21/3/2009 11:15
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Iva Kareninna
 

Excelente matéria. HIstória de vida maravilhosa, apesar das contrariedades pela qual ela passou. Um exemplo para todos.

Iva Kareninna · Natal, RN 21/3/2009 15:03
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Adroaldo Bauer
 

Filipe, dos deuses!
Que narrativa, que história bem apanhada, que texto cumpridor das tarefas todas do escriba: apresentar a história, a personagem e emocionar.
Fiquei feliz com tua reportagem, com a história de Cíntia, com a força que ainda tem o estranhamento pela literatura... até impressa.
É um bom sinal, um excelnete sinal para quem quer se dedicar a escrever hisórias mesmo ainda em livros impressos.
E ainda tem, de quebra, nada menos que Pipa.
Uau!
Aplausos, rapaz.
Grato por teu convite. Muito gentil, tu.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 21/3/2009 23:46
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FILIPE MAMEDE
 

Adroaldo, passar pelo crivo de tuas palavras é, sem dúvida, um grande estímulo para mim. Que os Deuses permitam que eu me depare de tempos em tempos com personagens tão primorosas como foi a Cíntia. Se eu pudesse, enfiaria minha viola na sacole e iria correr chão, caçar literalmente essas histórias por aí.

Um abraço. Obrigado pela leitura.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 22/3/2009 00:10
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Daniele Boechat
 

Parabéns Cintia, por tudo que conseguiu e pelo muito que ainda fará, tenho certeza. A força está dentro de nós é nossa e ninguém tira, e é por isso, que sempre ouvimos estórias sofridas mas que foram contornadas com a força de vontade. Filipe, em segundo, mas não menos importante, PARABÉNS! Muito bem escrito seu texto e a sensibilidade que retrata a trajetória de Cíntia. Pessoas interessantes além de render sempre um ótimo roteiro para documentários, nos enchem a alma por ter podido ouvir delas mesmas as suas estórias, o que é mais maravilhoso e encantador ainda. Por fim, PARABÉNS para o projeto de Leitura na Praça, pois a educação está no despertar do interesse para leitura. Estive em Pipa, lamento muito não ter conhecido antes essa história, quem sabe eu poderia ter ajudado no projeto da Praça contando histórias às crianças. Bjs e sensibilidade a todos para que possamos ter cada vez mais histórias para ouvir e contar! Dani.

Daniele Boechat · Rio de Janeiro, RJ 22/3/2009 02:11
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Andre Pessego
 

Cara que coisa fantástica.
Quem sabe voce não escreveria ou reescreveria esta mesma história tirando a parte DROGA e colocando somente duas partes, as duas partes do fim
a ajuda, o trabalho de assessorar;
e a parte livros.
parabéns,
andre

Andre Pessego · São Paulo, SP 22/3/2009 11:08
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Claudia Almeida
 

Filipi,

Votado, depois leio,ok?Bjs

Claudia Almeida · Niterói, RJ 22/3/2009 14:49
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Zezito de Oliveira
 

Felipe,
Uma história que valeu a pena conhecer e bem escrita.
Como tu sabes, gosto muito da temática que você aborda.
Abrs,

Zezito de Oliveira · Aracaju, SE 22/3/2009 18:29
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erhi Araújo
 



Ao ler esta publicação na última sexta-feira, não fazia idéia que no dia seguinte viria conhecer e conversar longamente com a protagonista desta história.
Com vida!

erhi Araújo · Feira de Santana, BA 23/3/2009 11:37
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teresa fazolo
 

Uma história que merece ser contada, filmada e difundida.
Bom saber que na esquina do continente tem, além de lindas praias, letras semeadas pelas areias e praças.
Abçs.

teresa fazolo · Rio de Janeiro, RJ 9/4/2009 10:37
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