Do laico ao religioso, do público ao privado e...

Capa do Boletim
Desenho da escola na capa do boletim de 1974
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Aldo Votto · Florianópolis, SC
7/10/2007 · 174 · 24
 

Os primeiros cinco anos de estudo foram completados numa pequena escola pré-fabricada igual a mais de mil outras, antepassadas dos Centros Integrais de Educação Pública [CIEP’s] do Rio de Janeiro, espalhadas pelo Rio Grande do Sul e que abrigaram os filhos pobres do estado a partir da década de sessenta do século passado.

Os poucos recursos não impediram um convívio divertido e caloroso com colegas e professores, o início de amizades duradouras, boa nutrição e uma instrução suficiente para seguir adiante sem maiores percalços. E o mais importante, provavelmente: “O Velho e o Mar” emprestado pela professora regente da quinta série foi uma chegada apaixonante ao mundo da literatura.

Embora em 1972 o ensino fundamental tivesse dado nome à unificação dos antigos primário e ginásio, no ano seguinte, e por alguns mais, as escolas de Porto Alegre ainda estavam divididas e organizadas segundo aquelas divisões.

E assim, o Grupo Escolar Gabriela Mistral, que era uma escola primária, não podia mais ensinar seus alunos egressos da quinta série: era preciso matricular-se noutra instituição.

Foi aí que começou a aventura daquele grupo de dezenas de crianças que saíam da escolinha de madeira. Não havia vagas de sexta série nas escolas públicas das redondezas...

As opções disponíveis oferecidas às famílias obrigariam meninos e meninas de onze para doze anos terem que tomar ônibus para ir e vir dos estudos diariamente.

Durante aquelas férias de verão surgiu uma solução contemporizadora: o governo do estado “comprara” vagas numa escola privada gerida por freiras franciscanas: o Ginásio São Francisco de Assis, ao qual se podia chegar caminhando apenas trezentos e cinqüenta metros ao longo da mesma avenida onde ficava para trás a velha escolinha.

O choque foi inevitável.

As freiras eram exigentes com uniforme e disciplina. E aquelas crianças pobres, recém chegadas por “ajuda” do governo, tinham hábitos, carências e cores muito distintas daquelas que eram educadas há anos no prédio de três andares de alvenaria. Para entendê-lo a gurizada teve até que aprender uma palavra nova: clausura. Ela era o andar mais alto da construção e lá moravam as irmãs. Ninguém, além delas, podia ir até lá.

No Ginásio havia alunos que chegavam trazidos de automóvel por suas famílias. Isso, por exemplo, era uma diferença extraordinária em relação à comunidade da antiga escola.
Para piorar as condições da adaptação o grupo novo foi dividido em dois turnos. E no turno da manhã ficara apenas uma turma de novos alunos. Esta era a que eu e meus amigos de sempre freqüentávamos.

Terminado o período de tolerância para início do uso dos uniformes, o primeiro golpe: difícil encontrar uma calça de cor cinza-chumbo, aliás, uma cor que eu não conhecia, nas lojas barateiras da cidade. A velha tia que morava com minha família, com esforço, encontrara algo similar àquele tom que o colégio prescrevera. Mas no primeiro dia de exigência de uniforme, veio o choque brutal para um guri que nunca faltava às aulas: a inspetora proibiu a entrada porque a calça era diferente do exigido e a caderneta de freqüência – outra novidade enorme – foi carimbada com a palavra “ausente” em vermelho.

Mas como a sabedoria popular garante que não há bem que nunca acabe e mal que sempre dure, as novidades foram se transformando em nova rotina, as diferenças em aproximação de crianças para brincar, os hábitos, carências e cores perdendo pouco a pouco a importância.

O melhor de tudo é que naquele mesmo ano ganhei meu primeiro apelido. Fiquei radiante. “Passarinho” era muito melhor que o meu vetusto nome de senhor, homenagem a um padre amigo da família, diferente demais dos Marcelos, Cláudios, Paulos Ricardos, etc. em moda à época.

Além disso havia a professora de Estudos Sociais. Ela tinha dezoito anos e usava uma franja irresistível. Todos nós queríamos, nas leituras em voz alta, ser “Kibernetes”, o personagem dos quadrinhos que eram o recurso de narrativa utilizado pelo livro de geografia. Por outro lado, passei muitos anos sem saber, de fato, qual a importância histórica de Libero Badaró e Pedro Ivo e porque estudáramos esses personagens num livro tão difícil de compreender.

Só muitos anos mais tarde entendi porque nosso professor de educação física, que nos fazia correr pelas ruas, preferia ao viço da professorinha, a exuberância da professora de língua portuguesa, aquela “coroa” de trinta anos...

E eis que acontece a reviravolta.

No ano seguinte, a escola passa a ser integralmente pública e muda de nome. A partir de 1974 tornamo-nos alunos do Escola Estadual São Francisco de Assis.

Até o uniforme mudou. Um xadrez miúdo – carijó – nas calças e um laranja desmaiado nas camisas substituíram nossas vestimentas que, de qualquer maneira, já haviam ficado muito curtas mesmo. A caderneta de freqüência foi abolida e ninguém deu muita bola porque raríssimas vezes faltávamos.

Chegávamos muito cedo na escola para ficarmos contando uns aos outros o episódio d"O Homem de Seis Milhões de Dólares" que todos haviam visto na noite anterior e houve a inesquecível reunião para ouvirmos juntos a redação – era uma história de ficção científica - do colega Tourão, que de tão boa, tinha sido escolhida para ser lida num programa da Rádio da Universidade.

Perdemos a beleza juvenil da professorinha e ganhamos uma professora de história que todos dias chegava na aula e nos dizia para fazer um resumo do capítulo do livro. Ninguém agüentava mais aquilo. Até que um dia ela entrou e disse:
- Hoje quero que vocês façam uma sinopse do capítulo oito!
Como ninguém conhecia a palavra sinopse, nos mantivemos iludidos e animados até que alguém pediu uma explicação à professora e todos compreendemos que tínhamos que fazer a mesma tarefa chata que fazíamos há meses...

Nestes anos havia um grupo de colegas de outras turmas que montavam espetáculos de teatro na escola fora dos horários de aulas. Eram uma espécie de dramalhões novelescos e peripécias de capa e espada. Todos íamos assistir. Havia cenários e luzes que nos impressionavam. Era uma organização autônoma de alunos. É lógico que só criticávamos. E, penso hoje, que à exceção da admirável capacidade de mobilização e desejo de criação, os espetáculos eram muito fracos mesmo.

Muitos de nós crescemos muito rápido e, na sétima série, aprendemos os fundamentos do basquete. Foi o suficiente para obtermos um título de campeões entre escolas públicas da cidade.
A vontade de jogar todos os dias nos recreios, sem ter bola apropriada, nos fez, um dia, jogar – excluídos os quiques, bem entendido - com um grande limão de uma árvore da escola. Arrancar frutas era terminantemente proibido. E, no dia seguinte, lá estavam todas nossas dez mães na diretoria, sabendo o porquê de termos sido advertidos por indisciplina.

Mas entre todas as impressões da transição do ambiente público e laico para o religioso e privado e, um ano depois, de volta à condição original, talvez a mais simbólica tenha ocorrido durante uma aula de Artes.

Toda turma recebeu pincéis e tintas e, muito excitados, subimos à antiga clausura das freiras. A professora nos determinou que pintássemos, em tema livre, todas as paredes e o forro rebaixado daquele lugar que nos era tão misterioso e inacessível havia pouco tempo. Tempo que nos marcou, por certo, para sempre.

À frente, nos aguardava a inevitável separação do grupo causada pela necessidade de seguir rumo ao ensino médio em muitas escolas diferentes.

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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido Aldo:
Grafitaram a Clausura? Queria ter visto! Genial!
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 4/10/2007 19:01
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido Aldo:
Apenas para facilidade de edição (não se sabe ainda se as tuas matérias ficarão juntas ou em diferentes blocos do livro) peço-lhe que torne esta segunda colaboração mais independente da leitura da primeira, fazendo um micro resumo daquela e um link que leve a ela, ok?
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 5/10/2007 09:19
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido Aldo:
Onde está escrito micro-resumo leia pequena sinopse. rsrsrs
beijos e abraços
do Joca Oeiras,o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 5/10/2007 09:23
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Aldo Votto
 

Caríssimo Sr. Editor,
Espero que os dois novos párágrafos iniciais tenham atendido integralmente vossa solicitação e honrado a dedicada instrução em elaboração de resumos, sinopses, sínteses, epítomes, etc. que recebi da professora de história da sétima série!!!
Um gande abraço,
Aldo

Aldo Votto · Florianópolis, SC 5/10/2007 14:01
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Joana Eleutério
 

Aldo, voltei pra reler. Aproveito para lhe dizer que tenho bem uns cinco livros sobre o Chiquinho de Assis.
1) Quem seria ele neste século XXI?
2) Se está por aqui novamente, que opções estará fazendo? Abraços.

Joana Eleutério · Brasília, DF 6/10/2007 14:00
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Aldo Votto
 

Cara Joana,
Que beleza!! Aqui comigo tenho apenas dois. Mas, para compensar, os sobrenomes dos autores rimam em alemão!!!: "São Francisco de Assis", de Jacques Le Goff e "A Oração de São Francisco", de Leonardo Boff.
Um abraço,
Aldo

Aldo Votto · Florianópolis, SC 6/10/2007 16:11
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Joana Eleutério
 

Aldo,
Dentre os meus, tenho estes dois. Mas ainda não fiz uma leituuura mesmo do Jacques Le Goff. Preciso fazê-lo, claro. O livro Terapeutas do Deserto/Vozes de Jean Yves Leloup e de Leonardo Boff é quase todo dedicado ao nosso são Chiquinhdo - uma das melhores coisas que já li, por sinal. Um grande abraço.

Joana Eleutério · Brasília, DF 6/10/2007 16:52
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Rynaldo Papoy
 

Votado.

Rynaldo Papoy · Guarulhos, SP 6/10/2007 20:21
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Cintia Thome
 

Texto genial.

Cintia Thome · São Paulo, SP 6/10/2007 21:15
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Ize
 

Olá Aldo, não podia viajar amanhã sem ter lido seu texto. E, como já esperava, que maravilha! O fundo profano do Toots Thielemans tocando Gerswhin, que escuto ao mesmo tempo que leio vc, não tirou o quê de sagrado de sua rememoração. Sagrado porque minha imaginação me permitiu pensar em São Francisco como o responsável pela transição da clausura inacessível das irmãs em espaço público de reunião de crianças "arteiras". (Fiquei super intrigada com o motivo que levou a essa transição). Ele jamais poderia se conformar com o engaiolamento do "Passarinho", logo ele. Na escola de irmãs em que eu estudei também tinha uma clausura que ocupava o pensamento das alunas. Não foram poucas as que perderam a cruz por quererem saber o que acontecia por lá. Nunca soubemos.
Seu texto é lindo!
E ainda por cima, tive a surpresa de saber, pelo comentários seu e da Joana, do livro de Le Goff sobre São Francisco. Que coisa, sô.
Ficaria muito mais por aqui, mas tenho que fazer a mala e dormir.
Parabéns pela dimensão literária e sensível de suas lembranças escolares!!!
Abraço grande

Ize · Rio de Janeiro, RJ 7/10/2007 01:22
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Agenor
 

Olá Aldo,
Narrativa maravilhosa.. Parabéns!
Votado com louvor.
Abcs

Agenor · Aquidauana, MS 7/10/2007 07:02
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crispinga
 

Lindas e infindáveis histórias de tantas vidas....Trabalho difícil garimpar essas preciosidades, editores!
Parabéns pela bela narrativa, Aldo!
BJS
Cris

crispinga · Nova Friburgo, RJ 7/10/2007 19:09
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Letícia L. Möller
 

Oi Aldo,
adorei esta seqüência das tuas reminiscências de escola. Melhor, escolas. Muito bom de ler, de ficar imaginando os ambientes e contextos que descreves. Que belas experiências. Fiquei especialmente vislumbrando a cena da pintura da clausura! Sensacional.
Um abraço,
Leticia.

Letícia L. Möller · Porto Alegre, RS 8/10/2007 04:43
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Aldo Votto
 

Cara Joana,

Pois é. O livro de Le Goff me surpreendeu pelo rigor acadêmico. Na verdade, minha expectativa é que estava equivocada. Tive idéia, pela resenha que li, que seria um trabalho de difusão, mais do que um tratado de história mesmo. Ainda assim, é claro que vale a leitura, pois S. Fancisco é um grande tema.
Abraço,
Aldo

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Caro Papoy,

Obrigado!
Abraço,
Aldo

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Cara Cíntia,
Muitíssimo obrigado.
Abraço,
Aldo

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Cara Ize,

Muito legal saber das tuas impressões. Não tenho maiores informações de como e porque se deu a “aquisição” da escola pelo governo do estado. De qualquer modo, esta singularidade coloriu a história daquelas crianças...
Um abraço,
Aldo

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Grande Agenor!
Obrigado pela presença e pelo comentário caloroso.
Abraço,
Aldo

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Cara Cris,
Salvas aos editores!!! A idéia tem aproximado tantas histórias distintas e nos fazendo mais próximos uns aos outros nesta inelutável construção da solidariedade entre crianças que viveram os tempos de escola.
Abraço,
Aldo
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Oi Letícia,

Que legal que gostaste da história da gurizada do São Francisco!
E, tenho certeza, cada um deles terá suas historinhas inesquecíveis guardadas até que...
Abraço,
Aldo

Aldo Votto · Florianópolis, SC 8/10/2007 13:36
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Adriana Costa
 

Simplesmente fantástico! ;-)
Flores sempre @>--

Adriana Costa · Brasília, DF 8/10/2007 15:40
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Aldo Votto
 

Cara Adriana,
Obrigado pelo comentário e pelas flores.
Um abraço,
Aldo

Aldo Votto · Florianópolis, SC 8/10/2007 17:44
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Andre Pessego
 

Meu caro Aldo,
Uma série de ocorrências, inclusive ter ficado uma semana
com internet "à meia luz", me foi fazendo impossibilitado de ler
as tuas lembranças. Tinha visto em edição e devo ter esquecido de clicar no enviar.
Acho que lá te dizia que também tive minhas investidas nas
artes cênicas - em Gilbués se chamavam "drama", com tal título.
E, acho mesmo que as crianças são iguais, rigorosamene iguais.
O crescendo vai nos piorando, pelas imposições a que as necessidades da vida nos impoêm, um abraço, andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 13/10/2007 15:01
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Indio.ubirajara
 

Querido Amigo
Que prazer poder ler algumas das tuas reminiscências (que são, afinal, um pouco as minhas também),
Um forte e emocionado abraço.
indio

Indio.ubirajara · Bento Gonçalves, RS 14/10/2007 09:38
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Aldo Votto
 

Caro Andre,
Penso que tens muita razão na observação sobre a condição igualitária de crianças.
É provável que, por isso, esta iniciativa esteja sendo uma das mais significativas construções coletivas do "site" e, também, que aqueles que tem o privilégio de manter amigos de infância mantenham o amor fraterno como um de seus maiores valores pessoais.
Um abração,
Aldo

Aldo Votto · Florianópolis, SC 14/10/2007 09:51
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Aldo Votto
 

Caríssimo amigo Indio Ubirajara,
Tu, querido amigo que involuntariamente se desgarrou do grupo do Gabriela antes dos tempos do relato acima, és prova inconteste das observações que compartilhei acima com o Andre sobre amizades de infância.
Seja bem-vindo ao Overmundo!
Um grande abraço,
Aldo

Aldo Votto · Florianópolis, SC 14/10/2007 09:53
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Nivaldo Lemos
 

Aldo Passarinho,
premido pelo tempo e o trabalho, só agora - e muito lentamente - venho lendo as reminiscências de escola dos overmanos. Gostei muito da sua, especialmente da forma como descreve a experiência do confronto entre o ensino público/laico e o religioso/privado. É engraçado como a disciplina se refletia até no rigor com a cor dos uniformes. Adorei o apelido Passarinho que remete à liberdade, ao oposto da disciplina que a escola nos impunha à época. E também adoraria ter visto como ficou a clausura grafitada. Parabéns pelo belo texto. Votado.

Um abraço.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 22/10/2007 17:50
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Nivaldo Lemos
 

Desculpe, Aldo
onde escrevi "público/laico e o religioso/privado", leia "público/privado e o religioso/laico".

Abraço

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 22/10/2007 17:57
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Aldo Votto
 

Caro Nivaldo,
Muito obrigado pela presença e pelo comentário estimulante. Já passei os olhos pelo teu texto sobre o mesmo tema, mas passarei por lá outra vez para terminar a leitura e deixar meu voto.
Abraço,
Aldo

Aldo Votto · Florianópolis, SC 23/10/2007 08:16
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Euricles Macedo
 

Oi, Passarinho. Peguei carona em suas memórias para dar um passeio pelas minhas. Muito bom. Gostei, Aldo.

Euricles Macedo · Curitiba, PR 29/5/2008 08:44
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