Curta produzido em Sergipe é selecionado para Festival na França, mas ainda batalha passagens
Cresci na beira do Rio Sergipe. E fiquei feliz quando assisti ao curta-metragem “Do outro Lado do rioâ€. O curta tem a poesia da imagem do rio. No filme.. a história de um pescador e sua filha. A frase é curta para resumir o curta. Mas ali também estão muitas outras histórias. Como por exemplo, a de dois mundos separados por um rio. O municÃpio de Barra dos Coqueiros e a capital Aracaju. Duas cidades tão com realidades tão próximas e tão distantes. A história de uma menina e a sua liberdade. As descobertas da idade. O pai endurecido pela vida, uma vida de poucas palavras.
Além de ótimas imagens, aà também está outro “à s†na manga no curta: a universalidade da história. Sou tendencioso para afirmar que o rio da minha aldeia é o mais belo do mundo. Mas sou forçado a concordar a história na certa se repetiu e se repete em diversos outros rios a fora.
A história é construÃda através de uma poesia visual. Cenas do Rio Sergipe prateado pelo Sol, a busca do sustento na rede puxada na praia; o impacto sonoro e coloridos do mercado municipal de Aracaju. Aqui vale também destaque não só como o curta foi bem montado, mas para rápida mas excelente participação do talentoso Alberto Silveira na trilha do curta.
Esforço conjunto
O filme foi produzido em uma semana como resultado de um dos cursos do Núcleo Orlando Vieira de Produção Digital. Com recursos escassos, os alunos ralaram muito. Madrugaram, desembolsaram dinheiro para transporte e água mineral. O bom resultado foi fruto de uma equipe bem sintonizada e entusiasmada formada por alunos sergipanos e oficineiros que vieram do Paraná para ministrar o curso.
Recursos são necessários e fazem muita falta. Mas essa geração que está mostrando que a garra e o entusiasmo deixam marca na história no audiovisual. Esse é o primeiro filme sergipano que tenho notÃcia que alcançou um festival na França. Algo que nem um filme dos demais NPDs (Núcleos de Produção Digital) espalhados pelo Brasil conseguiu.
Na época em que “Do outro lado do rio†estava sendo feito, um de seus realizadores trabalhava comigo na Fundação Aperipê. Baruch Blumberg tinha uma olheiras de quem vinha direto dos “set†de filmagem para o trabalho, mas o brilho do seus entusiasmo que contagiava todos da sala. “O filme tá ficando massa, velho!â€, foi uma das frases que mais escutei naqueal semana.
Grazielle Ferreira coordenadora do NPD Orlando vieira resumiu muito bem como o filme foi produzido. “Do outro lado do rio' é uma realização do NPD, uma produção de 20 alunos muito talentosos e coordenação da Kinoarte. Um lindo encontro de esforços, dedicação e talentos, nenhuma dessas três partes é excludenteâ€.
Resultados
- Uma calorosa recepção do público local em na sessão de lançamento na parte superior do Mercado Municipal.
- Prêmio Aquisição da Mostra KinoOikos pelo júri SESC TV.
- Seleção para o festival ‘Signes de Nuit’, em Paris (que passará dezesseis de outubro).
Em tempo... apesar os aplausos e elogios, os realizadores continuam sua batalha agora para conseguir os recursos da hospedagem e passagens do festival na França. Criaram até um movimento nas redes sociais.
Mais textos... no http://euleiopaulino.blogspot.com/
Thiago Paulino · Aracaju, SE 17/9/2011 17:40
Ah.. quem quiser cutir "Do outro lado do rio" pode conferir nos links do
Porta Curas ou da Tela digital..
Em tempo! O Do outro lado do Rio foi premiado no último sábado através do Júri Oficial no CURTA-SE [Festival Ibero-Americano de Curta-metragens de Sergipe]...
marcolinojoe · Aracaju, SE 19/9/2011 09:31
Assisti o filme e é bom mesmo.
Taà uma forma de quem tem dinheiro e que fala que apóia a cultura sergipana mostrar com atitude.
“Fala que me ama, só que é da boca pra fora, ou você me engana ou não está madura, onde está você agora?â€
Vale para governos, empresas, fundações, institutos e sistemas de comunicação, sistema S, assembléia legislativa, câmara municipal e etc..â€
P.S.: Sabemos do edital para cobrir despesas de viagem como essa, lançado pela SECULT-SE, entretanto para casos excepcionalidade da situação e, por isso nos parece que é o caso de se estudar a formação de parcerias para cobrir custos.
corrigindo]
P.S.: Sabemos do edital para cobrir despesas de viagem como essa, lançado pela SECULT-SE, entretanto no caso de excepcionalidade, como neste caso, sugiro o estudo por parte da SECULT relativo a formação de parcerias para cobrir custos.
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