Dona Branca e a usurpação branca da cidadania

Retirada do blog http://tropaodoia.blogspot.com
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Rodrigo Gerolineto Fonseca · Picos, PI
7/3/2008 · 162 · 19
 

Desde que veio ao ar, a atual novela das oito da Rede Globo tem produzido uma salada mista sobre o ensino superior brasileiro, usando a dita Universidade Pessoa de Moraes, dirigida pela personagem "Branca" interpretada por Suzana Vieira. A confusão entre "público" e "privado", excursiona pela estigmatização da mobilização de professores, do movimento estudantil, da luta contra o preconceito racial, e esvaziamento das políticas de inclusão social, traçando um quadro tosco da pauta política brasileira - aliás, de uma pauta popular para a política brasileira, para além das comodities e do mercado imobiliário estadunidense. Ao que me parece, esta bizarrice tem o propósito evidente de desinformar os telespectadores e deturpar a própria noção de cidadania.
No capítulo da referida novela, que foi ao ar na segunda-feira (03/03/08), a emissora superou-se em matéria de artimanha, ao colocar o ultimamente mui falado "cartão corporativo" na mão de Suzana Vieira, que interpreta a proprietária da instituição privada de ensino da novela global. "Branca" usava-o para comprar presente ao reitor "Professor Macieira". Qual a intenção da Globo com isso? A imprensa de modo geral deveria aprofundar seu olhar sobre a repercussão do tema do cartão corporativo no espírito público dos brasileiros, incluindo aí o modo como eram feitas as compras e as prestações de contas anteriormente ao cartão corporativo. Desqualificar o cartão com base em retóricas e discursos da oposição não significa dar transparência e menos ainda tratar com imparcialidade. Não quando se exclui a discussão de políticas de Estado. Isto cheira mal, seja na novela ou nas manchetes diárias.
Coloco algumas questões:
Antes do cartão corporativo, como era? Licitações e contratações entre funcionários do alto escalão e empresários/lobistas? Pretende-se trocar a tecnologia pelos envelopes lacrados e diminuir os olhos a vigiar as ações do governo? Ou, a oposição já prepara a cama para melhor dissimular seus gastos após o Governo Lula, sendo preciso acabar com a transparência desde já? Não fosse o cartão, seriam sabidas as irregularidades denunciadas, ou será que desvios nunca houveram por outras formas de operar com o dinheiro público?
Duvido que a imprensa seja tão ingênua e não se faça estas perguntas.
Seja qual for o partido no poder, o povo merece saber o que fazem com seu dinheiro.
Seja qual for o enredo da novela, não se deve brincar com conceitos tão caros à clara compreensão da vida política do país. O que a Rede Globo faz é dificultar a compreensão da vida política e limitar a participação crítica dos cidadãos. A confusão entre o que é público e o que é privado neste país não é obra do acaso, mas uma urdidura histórica pela usurpação da cidadania.
Na relação mídia-cultura fico sempre com um pé atrás, em estranhamento diante do caldeirão que cozinha idéias a serem impingidas como "patrimônio" brasileiro: apatia, corrupção e as desqualificações educacional, profissional, tecnológica, etc.
Por esta e outras, fico muito desconfiado das afirmações sobre traços culturais de uma "índole brasileira".

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Nivaldo Lemos
 

Rodrigo, meu querido conterrâneo,

Alertado pela Helena Aragão - a quem agradeço a gentileza -, repito aqui meu comentário, para que não se perca.

“Na conceituação de Marx, expressa na obra A ideologia alemã, ideologia é uma especulação metafísica que inverte a realidade” - conforme cita Agassiz Almeida em A República das Elites, ensaio sobre a ideologia das elites e do intelectualismo. Dito isto e pelo que mostra em Duas caras, muito provavelmente Agnaldo Silva (diretor da novela), um ex-militante do movimento GLS e contra a ditadura nos anos 70, também conhece o filósofo alemão mas optou pelo “pensamento conservador que a máquina coordenada da mídia quer fazer passar por verdade universal”, como bem frisa o jornalista e professor da PUC-SP, Gabriel Priolli, no site Observatório da Imprensa (e que pode ser lida aqui).

A esquizofrenia que as novelas da Globo promovem diariamente – transvestindo realidade em ficção - vem de longe e tem como objetivo político a sintonização dos telespectadores com o pensamento único, uma das marcas do discurso neoliberal, como lembra ainda o Professor Priolli. No caso, a representação estereotipada do líder estudantil Rudolf Stenzel (Diogo Almeida) como um militante mau-caráter, desonesto e oportunista que, com o apoio do professor Inácio Guevara (Luiz Inácio com Che Guevara?), trama uma acusação de racismo contra o reitor Francisco Macieira (José Wilker), ex-exilado político, visa nada mais senão mostrar à opinião pública que o movimento estudantil não é confiável. O mesmo pode se falar da representação esquizofrênica da favela da Portelinha, um paraíso sem valões a céu aberto, sem analfabetos, sem violência, tráfico, ou qualquer crime, comandados por Juvenal Antena (Antônio Fagundes), um líder autoritário e personalista que vive numa mansão na favela, mas é adorado pelos moradores, que sobrevivem de pequenos negócios, ainda que para isso tenham que pagar altas “taxas” para a associação de moradores, comandada por Juvenal Antena. Trata-se em última instância da valorização do individualismo, da alienação política e da supremacia do mercado. Mais pedagógico, impossível. Desculpe-me se me alonguei demais, mas não resisti, pois este assunto estava engasgado comigo há algum tempo. Parabéns pelo oportuno texto. Um grande abraço.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 5/3/2008 12:03
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Rodrigo Gerolineto Fonseca
 

Nivaldo,
Seu comentário aprofunda a compreensão sobre o tema e ajuda a tornar o texto mais claro.
Obrigado e volte sempre.

Rodrigo Gerolineto Fonseca · Picos, PI 6/3/2008 00:40
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Andre Pessego
 

Rodrigo, estou de saída, corridão.
Apreciei o teu escrito; sou aluno com e sem carteirinha do nivaldo. Fico feliz em abrir a votação. E mais tarde vou tecer alguma consideração no âmbito das "unanimidades" vividas no Brasil nesta trempe - povo-nação-estado.
até mais.

Andre Pessego · São Paulo, SP 6/3/2008 06:52
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Spírito Santo
 

Rodrigo,

Mais que pertinente o teu post. Fundamental mesmo. Acrescentando lenha a discussão da novela no viés inaugurado pelo Nivaldo, poderia acrescentar que a tal Portelinha esconde um mal pior ainda, asqueroso mesmo: A legitimação subliminar do poder das milícias aqui no Rio de Janeiro. Falo de cadeira porque moro na região onde ficaria a favela que 'inspira' a tal 'comunidade' , chamada 'Rio das Pedras'.
A situação aqui - ainda pouco percebida por quem vive na zona sul - é a da ocupação progressiva de comunidades carentes por este odioso modelo de segurança privada clandestina, que atende muito bem aos interesses da classe média que, fingindo que não vê, não percebe que está fazendo um tenebroso pacto com o diabo.
Os 'Juvenais Antenas' reais, oriundos de corporações policiais, já estão (eleitos) nas câmaras dos vereadores e deputados. Vão ter peso decisivo nas próximas eleições para prefeito do Rio. Usam carros Hilux com vidro preto e marcam seu território com aquele signo do Batmam. Ocupam militarmente as áreas dos traficantes e promovem chacinas, quase genocídios para limpar o terreno. Cobram taxas por todos os serviços publicos e, segundo parece, dominam o comércio de drogas, tornando-o 'limpo', sob o sistema do delivery.
Não sei se foi percebido, mas saiu nos jornais uma foto, tirada na inauguração de um núcleo do PAC aqui no Rio, numa área dominada por estas milícias onde, no palanque cheio de autoridades federais e estaduais, se via um destes 'Juvenais', posando como a figura mais importante do evento, acenando para um publico que vestia camisetas com uma inscrição que pedia a liberdade para o 'Juvenal-Mor', acusado de mandante de atentados e assassinatos.
Á frente do figurão da milícia, estava o nosso presidente da república, sorrindo amarelo. (Fecha o pano. Rápido).

A novela da Globo e do noso Aguinaldo Silva, em suas entrelinhas, 'humaniza' (legitima) esta situação. 'Duas caras'?: É mesmo. Tudo a ver.

Abs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 6/3/2008 10:44
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Lígia Saavedra
 

Rodrigo, olá

Infelizmente nosso povo de maioria aculturada se prende às novelas como salvação.
A baixa estima o faz "espiar" a vida alheia como se as verdades ali expostas fossem suas.

Não me enquadro nesse time e digo-lhe também que já desesperancei "de vez" dos nossos políticos.

E como não posso ir morar em outro planeta, temo que daqui prá frente invente-se mais "cartões", impostos, taxas, etcetera até que tenhamos que pagar pela luz do sol ou o brilho da lua.

Quanto às novelas penso que enquanto elas existirem, aliadas ao futebol e a outras baboseiras que existem por aí, o nosso dinheiro continuará sumindo, sumindo e "ninguem tá vendo".

Um abraço

Lígia Saavedra · Ananindeua, PA 6/3/2008 18:30
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Diogo Brito
 

Caro Rodrigo,
Acho que realmente você toca em uma questão relevante. Algumas questões relativas à representação do “ser brasileiro” me deixam intrigado desde a exibição de outras novelas, isto não é novo. É bom que você tenha percebido a importância de se pensar a relação entre política, estado e sociedade no Brasil, através dos produtos culturais. Pois, se o estado não tem uma política cultural definida sobre a qual alicerçar suas frentes de atuação, a indústria cultural tem a sua definida desde a década de 1970, e trabalha 24 horas por dia, orientada por um conteúdo ideológico muito claro, para que sebe “ver”.
Fique tranqüilo, pois você não será visto como um órfão do marxismo por analisar novelas... Williams e Hoggart são precursores nestes estudos já na década de 70.
Abraços

Diogo Brito · Uberlândia, MG 7/3/2008 12:17
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Nivaldo Lemos
 

Rodrigo,
voltei para registrar com meu voto a oportunidade de seu texto e dizer que foi muito bem lembrada pelo Spírito a questão da legitimação subliminar das milícias paramilitares. Esses Juvenais Antenas de verdade - aproveitando-se da ausência do poder público nas comunidades pobres -, vêm, pouco a pouco, impondo sua "lei" nas comunidades, expulsando os chefões do tráfico e assumindo seus negócios, entre os quais a segurança "pública" é um dos mais rentáveis, haja vista as altíssimas taxas cobradas. O pior é que estes Juvenais que se multiplicam cada vez mais Brasil afora já formam um poderoso exército paralelo no país que, mais dia menos dia, vai bater na porta da classe média e dos ricos para cobrar a conta de "segurança". Aí eu quero ver no que vai dar. É isso aí, Spírito. Um abraço. Plin-plin!

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 7/3/2008 16:40
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Adroaldo Bauer
 

A acrescentar ao bom exame já feito no postado e nos comentários apenas aquilo que por singelo pode parecer desnecessário:
primeiro que o maior produto cultural da globo e a propaganda dela mesma, que seus funcionários são as atrações pincipais em todas as ocasiões públicas ou privadas da sociedade.
É, sem muito alarde, o modo global de ser.
Segundo, que os meios de comunicação de massas formam conceito e opinião.
Se privados, seguem o comando do dono.
O dono tem relações objetivas e subjetivas com outros donos, de bancos, grande comércio e indústrias, até algum latifuníário do agrinegócio ainda freqüenta a curriola. Nesse caso, são os que mantém a iniciativa privada dominante, embora a concessão seja pública do canal.
Então, estão em cima.
Por ali estarem, querem manter-se, perpetuarem-se.
E mantêm-se conformando a insatisfação eventual e reproduzindo pela propaganda as relações sociais que os garante no poder real, ainda que não tenham o governo eventualmente.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 7/3/2008 16:52
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Guilherme Mattoso
 

essa foto da bandeira está SENSACIONAL!

Guilherme Mattoso · Niterói, RJ 7/3/2008 16:56
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Alê Barreto
 

Rodrigo, acho muito importante este contraponto que você fez, ou seja, dar sua opinião frente a um consenso "fabricado" através das novelas.

Agora, por favor não me apedrejem, mas eu nos últimos tempos, por conta de gostar muito do tema "complexidade" acho um pouco raso nos referirmos "a Globo". Ela é uma corporação formada por pessoas e lá dentro há gente que não compactua e não tem poder para impedir que quem tem poder direcione as ações da empresa da forma que acha mais conveniente.

Trocando em miúdos: sei que estamos falando do maior conglomerado de comunicação do país, que é um grande monopólio, mas ainda assim, é uma empresa constituída por pessoas.

Digo isso porque dá mesma forma não gostaria de me ver incluído numa generalização do tipo "os produtores culturais só querem saber de dinheiro", apesar de saber que muitos só querem isso.

Alê Barreto · Rio de Janeiro, RJ 7/3/2008 17:11
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dudavalle
 

E ainda tem gente que reclama de mais uma tv pública.
TV eh concessão.
Agora que eu saiba as novelas da Record estão batendo direto as da Globo e que Duas Caras tem algo a ver ("uma resposta")com uma outra novela da Record que teve uma audiência altíssima.

dudavalle · Rio de Janeiro, RJ 7/3/2008 18:05
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Adroaldo Bauer
 

Tens razão Ale, em observar que há uma multidão de pessoas que trabalham nesse conglomerado oligopólico. A maioria também assalariada mal paga como costuma ocorrer nas grandes empresas.
Eu me corrijo de acima ter dito funcionários, de modo genérico, querendo expressar ícones, que saem das novelas para serem entrevistados nos programas de variedades e saem destes para as festas populares como o Carnaval, onde o camarote da empresa passa a ser mais importante que a concentração ou a dispersão das escolas de samba, que são de fato quem faz a programação.
São assim também as coberturas esportivas e os festivais de música e cinema, em que sempre há um ícone da rede presente. Se não há, plantam.
Foi o que pretendi dizer sem conseguir me expressar direito para arriscar um modo global de ser.
Perdoe esse seu amigo.
Grato pela crítica.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 7/3/2008 18:18
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Rodrigo Gerolineto Fonseca
 

Alê Barreto, você tem razão. Na emissora há pessoas, assim como em outros tantos lugares, que não concordam com as práticas empregadas. É bom mesmo lembrar, obrigado. Em específico me referi à da emissora, sendo que há os sujeitos que concordam, pensam e executam um projeto político e cultural dentro da Tv - seja por convicção ou ambição.
Meu amigo Diogo, obrigado pelo comentário. Como o fruto não cai longe da árvore, eu acrescentaria entre os caras que citou "ELE" - E.P. Thompson, lembrando a cultura como arena conflitiva, além de situar as coisas, é claro, no lugar material a que pertencem. Parabéns pelo livro.

Rodrigo Gerolineto Fonseca · Picos, PI 7/3/2008 18:39
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Zezito de Oliveira
 

Rodrigo,
Excelente texto, conciso e com um tema bastante pertinente.
Já escrevi sobre o assunto e pode ser interessante conferir.
Abraço,
Zezito

Zezito de Oliveira · Aracaju, SE 7/3/2008 18:40
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Celeia Machado
 

texto muito interessante e discussão idem. O que sempre me impressiona na televisão é o discurso que apaga seu rastro de discurso, que se quer verdade e desinteresse, onde é mais do que tudo perspectiva e interesse.
Obrigada a todos, especialmente Nivaldo, Spirito Santo e Adroaldo, pelas colocações inteligentes que me fizeram ampliar meu pensamento.

Celeia Machado · Rio de Janeiro, RJ 7/3/2008 22:12
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Alê Barreto
 

Amigo Adroaldo, na verdade, ao falar, me referi ao texto, mas entendo que no contexto as minhas palavras podem ter sido entendidas como direcionadas a você. E você, como o cara de "cuca aberta" que és, levou na boa e ainda mostrou a sua grandeza, que reside na humildade, sem falar na sua arte, que admiro.

O principal é isso: dialogarmos e vermos os diferentes lados da questão. Exercitamos assim o convívio saudável e plural. Por isso gosto tanto deste site e desta gente!

Alê Barreto · Rio de Janeiro, RJ 7/3/2008 22:19
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Will Silva
 

Meu amigo Rodrigo, que pena que a mídia é o órgão de maior credibilidade social no momento...
E, nem preciso verificar se esta informação é verdadeira ou não pois tenho um exempo bem claro em casa.
Meu pai só adota comportamentos saudáveis apresentados pela mídia na "telinha"!
E assim eu vejo uma infinidade de pessoas à minha volta.
Ainda tenho fé no ensino fundamental, pois sei que se não for por esse caminho, jamais eliminaremos a "alienação" da sociedade.
Fica aí meus cumprimentos pelo bem lembrado comentário.

Will Silva · Uberlândia, MG 8/3/2008 23:46
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Adroaldo Bauer
 

Tranqüilo, Alê. Percebi que te referias ao texto e não diretamente a mim em meu comentário. Também percebi que fizera a mesma generalização anotada por ti no texto, em meu comentário, como já destaquei.
E digo com todas as letras novamente, é a tua uma crítica procedente.
E confirmo que aprecio a crítica sobre maneira, que a função dela é justamente conferir se há de fato acertos e erros, inda mais se feita com o carinho que fizeste, uma conduta exemplar a merecer aplausos, em que nos devemos espelhar.
---
Se me permite, Rodrigo, agradeço também a gentil citação de nossa amiga Celeia.
Um terno abraço.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 9/3/2008 00:12
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Spírito Santo
 

Volto para ressaltar um aspecto ultra relevante - para nós todos- na conversa entre Alê e o Adroaldo que é a necessidade, hoje urgente, de analisarmos fenômenos culturais tão amplos e abrangentes quanto a televisão por exemplo (e a política, e os governos, etc) em profundidade, minuciosamente, em toda a sua complexidade, como bem disse o Alê.
As mistificações e o assassinato (ou desrelativização) das verdades campeiam mesmo é por estes rasos caminhos da simplificação, da omissão e/ou do maniqueísmo.

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 9/3/2008 13:00
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