Dores e alegrias de uma escola à beira-mar

Nivaldo e Andocides
Desenho de meu irmão Lemos inspirado no texto e aplicado sobre foto da ilha.
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Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ
17/10/2007 · 298 · 64
 

Marx disse que há dias que valem por séculos na história dos povos, referindo-se à Comuna de Paris. O dia 21 de maio de 1965 – quando desembarcamos na Escola Técnica Darcy Vargas (1), eu e meu irmão Célio – foi um desses dias fundamentais na nossa história pessoal. Era uma sexta-feira e vínhamos de longa viagem de Kombi até Santa Cruz, de trem de madeira (o famoso “macaquinho”) até Mangaratiba e de barco até a Ilha da Marambaia, onde ficava o colégio interno, um percurso de mais de cinco horas.

Ao desembarcar na ilha, seguimos juntos para a escola arrastando malas e saudades. O cheiro do salitre, as casas simples à beira-mar e o marulhar das ondas lambendo a longa faixa de areia me deram uma enorme saudade de casa. A natureza da ilha era deslumbrante e um cenário perfeito para uma escola de sonhos: à frente do pátio onde hasteávamos a bandeira, um mar azul salpicado de embarcações; nos fundos, a frondosa mata atlântica. À esquerda da escola, um tapete avermelhado de pétalas desenhado pelos flamboyans e uma pequena ponte sobre um rio delimitavam a área de circulação externa, chamada de "perímetro". Depois da ponte, portanto fora do perímetro permitido, havia uma antiga senzala usada como quitanda por Dona Soraya e aonde muitas vezes acorríamos sorrateiros para comprar doces e picolés. À direita, erguiam-se um pequeno bosque de eucaliptos e o pico da Marambaia que chamávamos de Morro da Velha por causa da freqüente névoa que o encobria como um véu branco de beata e que, vindo do Atlântico, se agasalhava durante dias no colo da floresta, como se descansando da longa viagem.

Chegamos cheios de dúvidas e medo de não corresponder às expectativas. Eu sabia que estava ali mais por circunstância do destino (escola experimental, internato, numa ilha e poucos candidatos) que por mérito. Cursara precariamente o primário até prestar o Exame de Admissão que me levara até ali – só Deus e talvez meu pai sabiam como. De qualquer modo, ali estávamos – eu e meu irmão.

Uma noite de cão.

A primeira noite foi a mais difícil. O alojamento era um enorme pavilhão com fileiras de camas e um conjunto de banheiros no fim. Quando soou o toque de silêncio e as luzes se apagaram, rezei a ave-maria em silêncio e, extenuado, dormi. De madrugada acordei apavorado: havia urinado na cama e não sabia o que fazer. Sequei o chão com o próprio lençol e o substituí por um novo, antes que o dia amanhecesse e me descobrissem. Para meu desespero, aquilo se repetiu várias noites. A roupa de cama era trocada somente aos sábados. E quando ao fim da primeira semana levei à lavanderia a pequena montanha de lençóis, o chefe da lavanderia olhou nos meus olhos e viu o meu desespero. Foram os segundos mais longos de minha vida até ele me sorrir e pegar a roupa. Ninguém nunca soube o meu segredo. Em poucas semanas me adaptei à escola e o problema sumiu. Sobrevivi incólume, graças à generosa cumplicidade daquele homem de quem hoje sequer lembro o nome.

Castigos e desejos: pedagogia da submissão.

O colégio era civil, mas logo descobri que a disciplina era militar. Cada aluno recebia um número de identificação que era posto no armário, uniforme e roupas de cama. O controle incluía o uso de apito ou corneta para reunir os alunos em pelotões. Para tudo – comer, ir às aulas, à praia, dormir – soava um toque de corneta ou apito e de pronto ficávamos em posição de sentido, imóveis, até o segundo toque quando formávamos pelotões. Por vezes o monitor aguardava longos minutos até o segundo toque, observando se flagrava algum movimento. Quando isso acontecia, ele anotava o nome do “infrator” que à noite era posto de castigo em pé no pátio durante horas, imóvel e em silêncio, até a hora de dormir. Um castigo que recebi amiúde no primeiro ano. Era talvez uma forma de subjugar fisicamente aquele bando de adolescentes, autênticas máquinas de energia e vitalidade. Hoje, quando penso naquelas lições de totalitarismo, não posso evitar uma associação – mesmo que involuntária – com a ditadura militar que subjugava o país à época.

A vigilância era orwelliana: inspetores e monitores acompanhavam cada passo dos alunos no pátio, sala de aula, dormitório, igreja – até no banheiro havia sempre um par de olhos atentos. O mundo que nos chegava nas ondas do rádio refletia anseios libertários: Beatles, hippies, pílula, amor livre. Ainda não havia AIDS para intimidar a sexualidade, éramos mais de mil jovens – entre 12 e 20 anos – enclausurados numa ilha cuja única ligação com o mundo exterior – além do radinho de pilha e as visitas da família – era uma televisão PB (não havia TV em cores), onde assistíamos ao Telecatch, Programa Flavio Cavalcanti, Hebe Camargo e filmes e notícias que a ditadura permitia. A repressão à sexualidade e a eventuais transgressões incluía os sermões do Padre Gerardo na missa dominical, que, no mês de Maria, maio, passava a ser diária. Apesar disso, nos quatro anos em que lá estudei, um inspetor e dois alunos foram expulsos por homossexualismo. Num colégio interno só de rapazes, era natural que se formassem amizades, mas quando dois amigos andavam muito juntos, o mais novo era chamado de “garotão” (“Fulano é garotão de Beltrano”), numa insinuação maldosa de que eram mais que amigos, o que nem sempre era verdade.

Pontos de fuga: o padre e a pátria.

O Padre Gerardo era um alemão que esculpia raízes da praia e pintava quadros belíssimos, mas bebia muito vinho e o tema recorrente dos seus sermões era a possibilidade de algum aluno namorar uma moça da ilha – o que deveria ser evitado sob o risco da danação eterna. O Padre Gerardo também celebrava missas nas ilhas da região – Ilha Grande, Jaguanum, Águas Lindas – à época ainda inexploradas turisticamente. Para fugir da rígida disciplina do colégio, eu e Célio nos tornamos coroinhas e passamos a acompanhar o padre nas missas realizadas nas ilhas. Como eu sabia que ele era chegado a um vinho (certa vez de tão bêbado celebrou um casamento em cinco minutos, repetido sobriamente depois a pedido dos noivos), na hora da consagração colocava mais água do que vinho no cálice. O padre ficava irritadíssimo e chegava a se servir ele próprio, subvertendo os cânones cerimoniais. Depois, dava-me uma bronca e acabava achando graça. O resto do dia a gente passava à toa pelas praias desertas, retornando só à tardinha ao colégio.

A disciplina tornava-se mais forte ao se aproximar a semana da pátria. O desfile em Mangaratiba era outra oportunidade da sairmos da ilha. A preparação incluía marchas diárias, horas a fio sob o sol, com nosso uniforme principal (chapéu de marinheiro, gandola e calça de brim azul e sapatos pretos de plástico emborrachado que no calor exalavam um chulé insuportável). Todos cantavam hinos militares e ensaiavam coreografias (estrela, âncora e evoluções). A banda de música tocava o Cisne Branco e hinos marciais cujos nomes não me recordo, embora lembre de um (2) que canto à capela no link de áudio, abaixo das fotos, para que vocês tenham uma idéia. Participávamos dos desfiles com um ingênuo e sincero patriotismo, muitas vezes regado a lágrimas. A Escola Estadual Darcy Vargas era quase hors-concours, tamanho o sucesso que fazia. Lembro que as pessoas subiam nas sacadas das casas e no coreto da pracinha para ver melhor nossas evoluções e aplaudiam pra valer. Houve um desfile em que deixei um radinho de pilha Mitsubishi que ganhara de minha mãe com um inspetor, para que ele cuidasse enquanto eu desfilava. Para minha tristeza, quando após o desfile o procurei para reaver meu rádio, ele me informou que havia sido roubado. Nunca mais vi meu Mitsubishi. E os desfiles nunca mais foram os mesmos.

Futebol, álgebra e poesia: pedagogia da imaginação.

Lecionar numa ilha distante para alunos em sua maioria carentes – à época o termo não existia; a condição, sim – exigia dos professores um compromisso vocacional hoje cada vez menos comum. Só uma visão sacerdotal explica porque jovens educadores submetiam-se semanalmente à rotina de uma desconfortável viagem num pequeno barco de pesca, o Tintureiro, que – quando em mar bravio – era obrigado a permanecer horas ao largo, até aportar. Verdadeiros heróis, embora somente alguns permaneçam na minha memória até hoje: Jackson (de Português), Otacílio (de Aritmética), Sérgio (de Educação Física), Ademir (de Inglês) e Jader (de Álgebra). Destes, lembro com especial carinho dos três últimos.

O professor Sérgio, pelas aulas de educação física na praia ou no campo de futebol, que eram lições de liberdade e alegria. No primeiro ano, ele bolou um torneio de futebol que mobilizou a escola e colaborou muito para a integração dos alunos. Eram quatro times: Estrela (camisa azul), Náutico (vermelha), Esperança (azul) e Amarelinho (amarela), este último formado só com os “perebas”, que tinham pouca ou nenhuma intimidade com a bola – do qual fazíamos parte eu e meu irmão – e que por isso haviam sobrado. A torcida – incluindo quatro ou cinco meninas da ilha que estudavam em regime de externato – comparecia todo sábado e domingo para aplaudir ou vaiar nossas jogadas. No fim, o campeão foi mesmo o Estrela; e o vice, o Esperança. Mas o Amarelinho surpreendeu e ganhou do Náutico, ficando em terceiro. O que foi uma vitória para um time de enjeitados, e uma prova de que, no futebol como na vida, união e vontade às vezes podem valer mais do que a técnica.

Do professor de Inglês, Ademir, lembro especialmente pelo seu jeito heterodoxo de dar suas aulas. Invariavelmente as encerrava com uma piada – ou um debate livre e bem-humorado sobre temas tabus, como sexo e droga. Eram cinco ou dez minutos de muita alegria. Não foram raras as vezes que professores de outras turmas reclamaram do barulho de nossas risadas ao fim das aulas de inglês. Interpretavam o jeito alegre e jovial do professor como liberal demais – e, à época, até poderia ser –, mas suas aulas eram das mais concorridas. Ao fim e ao cabo, todos foram aprovados em Inglês e ele ainda garantiu lugar de destaque na minha memória. E na de muitos colegas, tenho certeza.

De todos, porém, o professor Jader foi sem dúvida o que mais me marcou. Pois, se não mudou minha relação com a Álgebra, me despertou para uma das mais importantes formas de compreensão da vida: a poesia. Foi numa festa cívica realizada no teatro da escola na qual alunos e professores interpretaram, cantaram ou declamaram algo. Após várias apresentações insossas que arrancaram raros aplausos ou mesmo indiferença, ele subiu ao palco. O auditório não estava nem aí quando começou com sua voz grave e uma expressão acompanhando o timbre da voz:

'Stamos em pleno mar... Doudo no espaço
Brinca o luar — dourada borboleta;
E as vagas após ele correm... cansam
Como turba de infantes inquieta.


Fez-se um grande silêncio. O professor Jader desceu do palco e caminhou lentamente por entre os alunos hipnotizados com sua interpretação, entre os quais eu. E continuou por quase meia hora, enriquecendo o Navio Negreiro, de Castro Alves com todas as pausas e inflexões dramáticas que o poema merece. E encerrou, suado e ofegante:

Fatalidade atroz que a mente esmaga!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas,
Como um íris no pélago profundo!
Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! arranca esse pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares!


Foi uma apoteose: alunos, professores e funcionários aplaudiram por 10 minutos ou mais. Naquele breve instante de eternidade descobri aos prantos o que era a poesia. E virei poeta.

Dia de visita: alegria e frustração.

Ao longo do ano, nosso único contato com a família ocorria no último domingo de cada mês, o dia de visitas. A expectativa era grande e, tão logo o apito do barco soava no horizonte anunciando as visitas, muitos acorriam ao cais para receber pais, mães, irmãos, parentes e amigos. Além de matar a saudade, a visita significava também presentes: caixas de chocolate e biscoito, frutas, doces e até radinhos de pilha para acompanharmos o futebol e ouvirmos músicas da Jovem Guarda. Se na escola as regras comuns e o uniforme padronizavam e escamoteavam diferenças sociais, o dia de visitas dizia muito da condição social de cada um: o tipo de roupa, o jeito de falar e a quantidade e qualidade dos presentes eram indicadores da condição social. Assim eu percebi que o Cabeleira, o Ademir, o Calvelli e outros tantos eram mais favorecidos socialmente que eu, meu irmão, o Sarampo, o Tesourinha, o Assis...

Diferenças à parte, o dia de visitas era uma festa. Exceto, quando, por um motivo ou outro, os pais não podiam ir. Era horrível. Ficávamos no cais até o barco se afastar, como para nos certificar de que ninguém viera mesmo. E voltávamos quase humilhados pela felicidade dos que caminhavam ao nosso lado abraçados a pais e parentes. Um sentimento que aumentava ainda mais quando as famílias se reuniam em piqueniques improvisados sob as árvores ou no pátio e os preterido ficavam a sós, pelos cantos. A frustração diminuía ao fim do dia, quando as visitas se iam e alguns colegas dividiam conosco um pouco do que haviam recebido, numa afetuosa demonstração de amizade e solidariedade que nos ajudava a suportar o mês, até a próxima visita.

Uma pena que este paraíso onde colhi as dores e alegrias de ser o que sou foi retomado pela Marinha e hoje é objeto de disputa judicial entre militares e quilombolas remanescentes dos escravos do comendador Joaquim José de Souza Breves, maior importador de mão-de-obra africana do Brasil no século XIX, conforme noticiou o Jornal Nacional. Ao escrever essas reminiscências escolares para o projeto idealizado pelo Joca e a Ize outras lembranças que eu imaginava sepultadas para sempre me assomaram à memória. Talvez um dia as escreva, talvez as enterre definitivamente nos desvãos da alma.

____________________________________________________________

(1) Uma herança do Governo Vargas.

A Escola Técnica de Pesca Darcy Vargas foi erguida durante o Estado Novo como parte de um complexo industrial profissionalizante de pesca. A escola incluía fábricas de farinha de peixe, de gelo e de redes de pesca, além de um pequeno estaleiro para a construção e manutenção de barcos. Foram construídas ainda uma cooperativa, uma escola primária e residências com esgoto, água encanada e energia elétrica.

Em 1939, a escola passou a ser administrada pela Sociedade Civil do Abrigo do Cristo Redentor – instituição de assistência social que desde o início dos anos 30 atuava no país e em 1943 foi transformada em Fundação. O projeto foi ampliado com a construção da Igreja Nossa Senhora das Dores, com clausura para religiosas, hospital, farmácia, lavanderia, além de padaria e projetos de horticultura e pecuária para abastecimento dos operários, técnicos e alunos. Em meados dos 50, o projeto – que chegou a concentrar quase toda a produção de pesca da baía de Sepetiba – entrou em decadência e a escola passou a representar um ônus.

Em 1965, a Fundação Abrigo Cristo Redentor firmou convênio com a Secretaria Estadual de Educação e reativou a escola com o nome de Escola Técnica Darcy Vargas (sem referência à pesca). Foram contratados dois gestores: Adaury Alheiros (diretor da parte educacional) e Manoel Bastos (parte disciplinar e administrativa). O novo currículo escolar incluiu, além das disciplinas tradicionais, Artes Industriais: encadernação de livros, motores a explosão, artes gráficas, artesanato, marcenaria e noções de marinharia. Curiosamente, a escola funcionou somente no período que eu e meu irmão lá permanecemos: de 1965 a 1970. Em 1971, foi novamente entregue à Marinha, que até hoje mantém ali o Centro de Adestramento da Ilha da Marambaia (Cadim), sob o comando dos Fuzileiros Navais.

A população da Ilha da Marambaia (Mbara-mbai em tupi-guarani, que significa cerco do mar) até hoje é composta por pescadores e remanescentes de escravos da família Breves, uma das mais poderosas linhagens da aristocracia cafeeira e escravocrata do Rio de Janeiro no século XIX, que lutam para permanecer na ilha. Pelas contas da Marinha - que defende a utilização exclusiva da ilha como área militar - lá moram 379 pessoas, ou 106 famílias, em 87 casas. Mas o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação para a Ilha da Marambaia, feito pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), indica a existência de pelo menos 645 moradores na ilha e mais 401 residentes no continente, num total de 1.046 pessoas, ou 281 famílias cadastradas, que teriam direito à titulação e ao uso coletivo da terra. A questão se arrasta até hoje na Justiça.

(2) Letra do hino cujo título não lembro:

Nós aqui nesta escola
Estamos cumprindo um dever
Que nossa mãe pátria reclama
Para sabermos sempre a ela defender.
Juremos briosos companheiros
Neste céu de puro anil
Com armas na mão defenderemos
A integridade do Brasil.
Temos mostrado nesta escola
Grande interesse em servir a nação
Mas é preciso que o mundo saiba
Que o Brasil está em nossos corações.
Marchemos para a frente
Trabalhemos pela glória
Que um soldado valente arrebata a vitória.
E no dia glorioso
Que o soldado não esqueça
Aprendiz ao seu chefe obedeça.
Fortemente unidos nessa vontade
Em uma página de luz e liberdade.
A história pátria nós escrevamos
De baionetas muralhas construamos!
Hip-hurra!

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Cintia Thome
 

Nivaldo o teu texto flui e dá um sabor de "quero mais" Rico. E esta noite de cão, todos nós já tivemos...Esse olhar observador, segredando, é um daqueles que a gente não esquece, de camaradagem.O que me chamou mais atenção foi quando você fala dos "pelotões" e como éramos castigados. Este professor que declamou foi importante para o teu futuro e assim vejo semelhanças, mas não tive paisagens tão bonitas, as minhas eram cinzas e garoa de São Paulo. Material riquíssimo e fez-me feliz.

Cintia Thome · São Paulo, SP 15/10/2007 20:09
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Nivaldo Lemos
 

Muito obrigado, Cintia, por suas palavras. Suas paisagens mais bonitas você as vive cotidianamente nos belos poemas que escreve, minha Poeta. Obrigado.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 15/10/2007 20:14
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Cintia Thome
 

"Integridade" do Brasil..Servir a Nação...escutando, fico triste em ver o que estes meninos de hoje aprendem ...Juramento? Nada sério hoje...... Boa voz, valeu!

Cintia Thome · São Paulo, SP 15/10/2007 20:14
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Benny Franklin
 

Salve, Nivaldo!

Caríssimo amigo...

Puxa! Valeu mesmo você demorar tanto tempo e derramar suores... Parabéns!

Suas lembranças escolares contadas aqui, Nivaldo, são de uma primorosidade sem medida tal a riqueza de fotos e texto explicitados que paracem mais um poema épico do que uma narrativa de vida.

Beleza de texto rebuscadíssimo... Talvez o melhor publicado até agora.

Mais uma vez, amigo, parabéns!

Abraços,

Benny Franklin

Benny Franklin · Belém, PA 15/10/2007 20:25
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Andre Pessego
 

Nivaldo, meu grande poeta,
Este ano de 2007 tem me dado momentos agradáveis, felizes. Tenho lido escritos variados de ternura, entusiasmo e esperança: ganhei um compêndio sobre a Revolução do Haiti; um apanhado de Perdigão Malheiros...... e me indicaram o Overmundo. Aqui tenho lido poesias, (que como tu mesmo recordas), me remonta de esperança e entusiasmo a Castro Alves. Aqui tenho te lido e a tantos.......
Mas, li tuas lembranças com a alegria da proximidade; me
vi em tantos trechos dos teus relatos. A distância geográfica dos nossos lugares, nada dista as nossas passagens.
Vou voltar a reler e nos encontrarmos no desvão das nossas
passagens pela meninice de cada um. Encontrar-te com o prazer
de dois colegas, apenas separados na geografia e um pouco no tempo, um abraço, andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 15/10/2007 21:36
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido Nivaldo:
Se eu disser que está excelente não estarei mentindo mas também nada acrescentando às suas encantadoras reminiscências.
Só tenho, não propriamente, uma dúvida eu diria melhor, um palpite sobre a edição: acho que ficaria melhor deixar o segundo parágrafo, aquele que conta a história da escola propriamente dita, isto é, antes do dia 21 de maio de1965 num box à parte. Digo isto inclusive porque há uma tendencia a editarmos o livro desta maneira, como o fez a Letícia Möller no seu http://www.overmundo.com.br/overblog/era-uma-vez-um-jardim-de-infancia
Espero ter-me feito entender, caso contrário, não se acanhe em perguntar!
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 15/10/2007 21:51
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Saramar
 

"Futebol, álgebra e poesia: pedagogia da imaginação."

Nivaldo, perdoe-me por começar a comentar a partir desse subtítulo.
Fui professora de matemática e sou uma apaixonada por álgebra.

"Futebol, álgebra e poesia" assim juntos, seria inusitado não fora você, em suas reminiscências, construir, ainda que inconscientemente, o elo perfeito entre o que mais assombra, atormenta e seduz os brasileiros, expresso nesse título fantástico.

Suas reminiscências me fizeram chorar (perdão, sou assim mesmo).
A princípio, a beleza da imensidão desta escola, as possibilidades de aprendizagem, sem contar o mar em volta, que leva a devanear sobre alunos ansiosos pela hora de mergulhar me encantaram.
Depois, a realidade que você descreveu me levou a pensar na solidão, no medo e, melhor, na capacidade de transformação que têm os jovens. Transformam até vinho em água ou vice-versa, dependendo da ocasião (rsss). Perdão, não estou sendo iconoclasta.
Achei maravilhosas, completas e muito emocionantes suas reminiscências. Ouvi a música e concordo, você como cantor é um maravilhoso cronista (rssss). Perdão, estou brincando, mas a música foi um registro fantástico dos valores que você guardou.
Percebi uma voz embargada? Ou estou enganada?
Dentre todas as reminiscências que já li, como já disse, esta foi, para mim, a mais emocionante.
Parabéns e obrigada.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 15/10/2007 23:33
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Tetê Oliveira
 

Nivaldo, vim ao seu texto atraído pela Marambaia, onde passei uma temporada nos anos 80. Muitíssimo interessante seu texto e sua memória afetiva daqueles tempos. Em comum, temos a lembrança do Cisne Branco - no meu tempo, lembro que mal desembarcávamos em Itacuruçá e um morador ou comerciante do lugarejo, perto do cais, colocava na vitrola (era uma vitrola naqueles tempos!) o hino. e o Cisne Branco ecoava para todos ouvirem - marinheiros ou não!
Se me permite, acho que há umas duas concordâncias verbais imprecisas: 1) quando você fala do Amarelinho e dos "perebas" que por terem pouca ou nenhuma intimidade com a bola haviam sobrado, e 2) Se na escola as regras comuns e o uniforme padronizavam e escamoteavam diferenças sociais.
Parabéns e abraço.

Tetê Oliveira · Nova Iguaçu, RJ 15/10/2007 23:34
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Tetê Oliveira
 

Ops, agora a concordância escorregadia foi minha: "atraída". Fora outras mais... :-)
Abraço.

Tetê Oliveira · Nova Iguaçu, RJ 15/10/2007 23:36
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carlos magno
 

Olá amigo Nivaldo,

Obrigado pelo convite, adorei o teu relado sobre o perrengue que passastes nesta época tão marcante da tua vida. O assunto que mais me chamou atenção foi a parte das urinadas noturnas nos lençóis e a generosidade do homem da lavavderia que guardou o fato em secredo para te proteger. Meus sinceros aplausos pelo texto amigo e abraços, depois eu vlto pra votar,
Carlos Magno.

carlos magno · Rio de Janeiro, RJ 15/10/2007 23:38
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lgbayao
 

Niva, você é mesmo um mestre. Um texto irretocável, redondo e que nos deixa com vontade de ler mais sobre as aventuras do mini-Niva. Gostei muito.

lgbayao · Rio de Janeiro, RJ 16/10/2007 10:22
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crispinga
 

Nivaldo
Que recordação mais querida, um menininho apavorado porque fez xixi na cama...Afinal concluimos que todos passamos por isso nas mais diversas situações...Dá um belo livro , um filme...Sempre transformo em roteiro os textos que me agradam...Acho que vou mudar de profissão!rsrs Parabéns pela bela história, contada com alma de menino!

crispinga · Nova Friburgo, RJ 16/10/2007 11:12
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Nivaldo Lemos
 

Amigos, obrigado a todos pelos comentários e sugestões.

Benny,
muito obrigado, meu poeta. Fiquei muito feliz de que você tenha gostado do meu texto. Valeu, amigo.

André,
obrigado, amigo. É um prazer saber que você gostou do meu texto. A identificação talvez se deva ao fato de termos trajetórias um pouco semelhantes, pelo menos no que se refere à origem. Como você sabe também sou um piauiense que veio para a cidade grande. Você é muito gentil, André. Obrigado.

Joca,
você não sabe o medo que eu estava de não corresponder ao seu projeto, não conseguir escrever minhas reminisncências à altura dos outros textos maravilhoso que tenho lido. Por isso fiquei muito feliz por ter gostado. Suas sugestões editoriais foram perfeitas e por isso agradeço também, valorizaram em muito o texto que saiu, em parte, pelo incentivo e a dica do mestre Adroaldo. Portanto, obrigado a ambos.

Saramar, minha poeta querida,

obrigado mais uma vez a você pela gentileza. Adorei ler sua opinião. Quanto à voz embargada não foi emoção, não. Foi falta de fôlego e desafinação mesmo. Sou péssimo cantor, mas quis registra a música ao menos para dar a todos uma idéia mais realística. Obrigado e um beijão.

Tetê,
muito obrigado por sua observações pertinentes, já corrigi. E fiquei feliz de que tenha também se identificado com algumas passagens de minha história. O que você fazia em Itacuruçá? E na Marambaia? Por acaso tem algum parente que estudou lá? Mais uma vez, obrigado pelas opiniões e sugestões. Um abraço.

Carlos Magno, meu poeta,
pois é, veja como as coisas são. De quem menos a gente espera, às vezes, vem o socorro. Mas foi um sufoco esse negócio do xixi, meu amigo. Você nem imagina. Obrigado mais uma vez por seu comentário, sempre tão gentil. Um abraço.

LG, meu grande amigo,
bem-vindo ao Overmundo! E muito obrigado pelo comentário e por você ter gostado do texto. Aguardo colaborações suas. Quem sabe um curta de animação maravilhoso daqueles que você faz? Um abraço.

Cris, minha amiga,
obrigado pelo comentário e por você ter gostado. Desde já, aguardo seu roteiro. Seria muita honra e felicidade, já imaginou? (rsrs) Um forte abraço.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 16/10/2007 12:18
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido Nivaldo:
Ficou ótimo, você deve concordar, Achou, no entanto, que, na letra do hino você trocou a mãe (pátria) pela mão rsrsrsrs
Supimpa! Excelente! Me ajuda a enfrentar o dissabor que experimento. Veja lá
http://overmundo.com.br/overblog/essencia-e-aparencia-os-dentes-da-frente

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 16/10/2007 12:51
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CRUZES... não foi à toa que você demorou tanto para postar a sua história. Isso mais parece a vida de Moisés depois do Egito!
Vou ler adiante, hoje meu tempo no computador se esgotou! Abs,

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 16/10/2007 16:53
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Nivaldo Lemos
 

Ahahahaha, muito boa Nato.
Aguardo.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 16/10/2007 16:56
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BETHA
 

NIVALDO,
teu suor, como falaste, te rendeu um ótimo trabalho.
Sempre digo e repito que as memórias dos outros tornam-se também da gente. Ainda que eu não tenha estudado em colégio interno, que não tenha visto esta bela paisagem das janelas das minhas salas de aula, etc., vejo na tua a minha história através das lembranças dos professores, das aulas, das amizades, das brincadeiras, do contexto em que tudo aconteceu.
Parabéns, realmente. Obrigada pelo prazer da leitura!
Abçs de Betha.

BETHA · Carnaíba, PE 16/10/2007 18:07
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Nivaldo Lemos
 

Betha,
Muito obrigado. Que bom que você gostou.
Um abraço

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 16/10/2007 18:10
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Cintia Thome
 

Mudou a ilustração...Assim voce fica sabendo como amei a tua estória de garoto...Muito bom o desenho de teu irmão, coroinha , rs

bj

Cintia Thome · São Paulo, SP 16/10/2007 20:45
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Queridos Cíntia...
belissima, de fato, a ilustração.
e Nivaldo
Será que o Lemos não se dispõe a produzir outras ilustrações do gênero?
Seja como for, dê meus parabéns a ele

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 16/10/2007 20:54
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Tetê Oliveira
 

Nivaldo, fui a trabalho, por um curto período de tempo. O embarque pra ilha era por Itacuruçá. Nada demais.
Não tive parentes como alunos da Darcy Vargas. Até ler seu texto, desconhecia a existência dessa escola na ilha.
Abraço.

Tetê Oliveira · Nova Iguaçu, RJ 16/10/2007 22:45
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FILIPE MAMEDE
 

Que história de vida bacana Nivaldo. Confesso que me emocionei com tuas primeiras noites; molhando a cama. "Orwelliano", que adjetivação mais pertinente; excelente. Bom saber também dos teus subterfúgios; ser coroinha do padre beberrão, muito engraçado. Não posso dizer que a história é mais bela por aqui, mas asseguro que uma das mais bem escritas que li. Você acaba de dificultar a vida de muitos por aqui, inclusive a minha própria.
Um abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 17/10/2007 11:51
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Nivaldo Lemos
 

Filipe,
obrigado por seu comentário, amigo. Quanta gentileza de quem tem um texto tão bom. Obrigado mesmo. Um abraço.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 17/10/2007 12:01
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arlindo fernandez
 

Nivaldo meu amigo!
Estou de boca aberta com sua história - nesta epoca vc ainda não conhecia Orwell e nem tangerinas.Talvez voce seja um desses seres criado da soma de todos os nadas... (um nada absoluto que emerge desses restos de estrelas). Cara, que poderosa atuação estilistica! Não ousaria contar minha história depois de voce. Olha, vc é foda mesmo, e depois ainda chama outro de gênio...

Gostei da voz rouca, das fotografias, principalmente aquela da carteira escolar e da formatura de sua irmã - vc magrinho!
Pode ter certeza que foi um prazer, fonte de inspiração e tudo mais.
Vc estava "benzido" quando escreveu todas estas lembranças? (risos).
abraços, meu amigo!

saudações pantaneiras

arlindo fernandez · Campo Grande, MS 17/10/2007 15:37
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Nivaldo Lemos
 

Arlindo,grande Cortázar do Pantanal,
como sempre supergentil e magnânimo. Obrigado, amigo, pelos elogios, ma insisto em lhe ver como um gênio da literatura fantástica - ah, quisera eu beber dessas quimeras!

Quanto à formatura, trata-se da minha mesmo, não da minha irmã. De qualquer modo, muito obrigado mais uma vez, amigo.

Um abração.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 17/10/2007 16:21
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido Nivaldo:
Como parece que tem mais fotos de onde estas vieram, peço que organize um album flicker com todas elas e nos diponibilize. Reafirmo que, se seu mano Lemos resolver fazer uma séire de ilutrações no espírito dessa elas serão mais que benvindas.
beijos e abraços do Jaca Oeiras, o anjo andarilho

Já olhou o blog do Observatório o simpático post da Helena Aragão?

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 17/10/2007 16:30
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Nivaldo Lemos
 

Joca, meu anjo andarilho,
de fato consegui desencavar algumas outras fotos da época - Deus sabe como! Até posso organizar um álbum no Flicker, mas como acessá-lo a partir do Overmundo? Linkando? Ou existe outra forma? Vou falar com meu irmão sobre os desenhos que ele faz com o Paint e lhe retorno. Vou agora mesmo ver o post da Helena no Observatório. Um abraço.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 17/10/2007 16:43
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido Nivaldo:
Os meus 8 já estão lá!
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 17/10/2007 18:14
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Nivaldo Lemos
 

Obrigado, Joca.
Beijão.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 17/10/2007 18:32
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Saramar
 

Nivaldo, voltei para votar.
Vim rapidinho porque o tempo está curto, mas vi sua resposta ao meu comentário e agradeço.
Depois volto para falar mais.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 17/10/2007 19:51
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arlindo fernandez
 

Meu amigo Nivaldo!
Voltei para votar e foi bom, porque havia esquecido de dizer
o quanto é bela a ilustração do seu irmão.
abraços.

arlindo fernandez · Campo Grande, MS 17/10/2007 20:52
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ISSO É QUE EU CHAMO DE UMA HISTÓRIA BEM CONTADA... parabéns, Nivaldo, votei com prazer nessa maravilha!

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 17/10/2007 20:55
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Cintia Thome
 

Caro Nivaldo, obrigado por este texto, achei muito bom mesmo. Vai para o livro? Vai!
Parabens.

Cintia Thome · São Paulo, SP 17/10/2007 22:06
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Ize
 

Querido Nivaldo, estou sem palavras para exprimir o que senti diante do que acabo de ler agora. Sem palavras é um modo de dizer que seu texto me sensibilizou de tal modo, que as muitas e muitas coisas que tenho pra dizer pra vc não poderiam ser escritas, teriam que ser trocadas como as boas narrativas em que contador e ouvinte se completam pelas experiências que trocam. É Benjamin (não sei pq tenho a impressão que vc o conhece) quem diz que as melhores narrativas escritas são as que menos se distinguem das narrativas orais que, por isso, se imprimem no leitor com a mão do oleiro na argila do barro. É assim que seu escrito refletiu em mim, misturando suas memórias nas minhas, me dando uma vontade grande de interferir na sua história com a minha.
Curioso que eu nunca tenha ouvido falar nesta escola.
Apesar da imensa capacidade que têm os jovens de subverter o instituído, como tão bem lembrou a Saramar, referindo-se a algumas passagens do texto, suas lembranças do internato me impuseram uma danada duma melancolia. Como vc traz bem os resquícios da ditadura do Estado Novo, que ficaram guardados no nome do colégio, certamente em homenagem ao irmão de Getúlio Vargas. Uma autêntica instituição total essa escola em que vc e seu irmão estudaram, cujas práticas que vc descreve - as filas, os castigos, a obrigação das missas, a cantoria dos hinos, a sensação constante da vigilância - eu tb vivenciei em escala muito menor no seminternato religioso que frequentei por dez anos. Fico pensando como escapamos, e principalmente como vc e seu irmão escaparam, de ter os corpos e as mentes dobrados à docilidade que as instituições desse tipo visavam.
Mas não pense que foi só melancolia que seu texto me despertou. Ler vc se constitui como um encontro secreto que marcamos com a história que não queremos que se repita, e não podemos deixar que se repita. Desculpe-me por citar novamente Benjamin, mas a ocasião é propícia. Ele diz que cada momento vivido, que é lembrado, se transforma numa citation à l'ordre du jour . É por isso que vou imprimir o que vc escreveu e levar pra sala de aula, pra que meus alunos e alunas, futuros professores, o leiam e o entendam como um apelo à transformação que não pode ser rejeitado impunemente.
Do Cisne Branco que vc lembrou - "qual cisne branco que em noite de lua, vai navegando no mar azul, nossa galera também flutua nos verdes mares de norte a sul" (era mais ou menos assim, não era? - também sobrevieram, graças a Deus, as boas recordações que ficaram daqueles tempos: os colegas, os bons professores, as travessuras. No fim, são elas que permitem que a gente enfrente o passado não como águas passadas, mas como agora que precisa ser reconhecido. Ou, como dizia Nietsche, "precisamos da história, mas não como precisam dela os ociosos que passeiam no jardim da ciência".
Seu texto me valeu demais Nivaldo!!!
Muito obrigada mesmo.
Um beijo cheio de respeito e admiração
da Ize
PS: Desculpe se fui muito séria no comentário. Não consegui ser de outra maneira.

Ize · Rio de Janeiro, RJ 18/10/2007 01:59
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analuizadapenha
 

Nivaldo... Acertei o dia ao começar lendo suas precisosas memórias. O conservador e tradicional modêlo de ensino na época marcaram indelevelmente a alma e matutando daqui, sinto que em nossas atitudes tem sempre um dedinho nem que seja o mindinho desse tempo. O pacote da memória não perdoa, tanto as boas quanto ás más lembranças são essenciais para se entender o enrêdo da nossa vida. Abraços. Felicidades sempre.

analuizadapenha · Natal, RN 18/10/2007 07:47
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Nivaldo Lemos
 

Ize, minha querida,
como é bom ouvir começar o dia com massagem tão carinhosa no ego. Obrigado, amiga, por seu comentário tão rico e sensível. Não encontro palavras para lhe agradecer a não ser o simples obrigado. Conheço Walter Benjamin (quem não o conhece?), para mim um dos grandes pensadores alemães. É incrível como você levantou um fato que também me intrigou: não existe registro nem na internet deste período (1965-1971) em que a Escola Técnica de Pesca Darcy Vargas passou a ser apenas Escola Técnica Darcy Vargas. Ao pesquisar sobre ela, me senti como num universo kafkiano - como se tivessem me roubado parte do passado. Daí o cuidado e a profundidade que eu tentei imprimir ao texto, pois eu sabia que estava reconstruindo uma página de minha própria história pessoal - não sei explicar o motivo ou quem o fez - haviam me roubado. Espero ter conseguido, ao menos em parte, mas tracei como objetivo futuro resgatá-la da forma mais completa que puder. Quanto ao nome da escola é uma homenagem à mulher de Getúlio, primeira-dama do Estado Novo, Darcy Saramanho Vargas, que trabalhou no Abrigo Cristo Redentor e fundou entidades como a Casa do Pequeno Jornaleiro e a Legião Brasileira de Assistência (LBA).

Mais uma vez, muitísimo obrigado pelo seu comentária que, repito, me lavou a alma de felicidade. E não o achei sério, não se preocupe.

Um beijo também com toda admiração.

---------------------

Ana Luíza,
obrigado também pelo seu carinhoso comentário. Você tem razão quanto à importância do passado na construção do presente e do próprio futuro. O escritor urguaio Eduardo Galeano, em seu maravilho livro As Veias Abertas da América Latina , afirmou com imensa sabedoria que: "A história é um profeta com o olhar voltado para trás. Pelo que foi, e contra o que foi, anuncia o que será." O aforismo vale para a história dos povos e para a nossa, em particular.

Mais uma vez obrigado por suas palavras.
Um beijo carinhoso pra você.


Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 18/10/2007 11:16
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Nivaldo Lemos
 

Ize,
desculpe-me os erros:
1) na primeira linha ignore o "ouvir".
2) no trecho onde me atrapalho com concordância, redundância e omissão, leia: "Ao pesquisar sobre ela, me senti como num universo kafkiano - como se me tivessem roubado parte do passado. Daí o cuidado e a profundidade que eu tentei imprimir ao texto, pois sabia que estava reconstruindo uma página da minha história pessoal que - não sei explicar o motivo ou quem o fez - me havia sido roubada." Desculpe-me e, mais uma vez, obrigado.
Bjs

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 18/10/2007 11:29
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Nydia Bonetti
 

Brilhante... raro... comovente. Já disseram tudo, Nivaldo. O passado nos troxe até aqui. Tão bom lembrar nossas origens, nossa gente... nossas dores e alegrias. O tempo de escola... Pedaços de lembranças... Lembranças inteiras.
Trabalho de mestre. Abraços.
Nydia

Nydia Bonetti · Piracaia, SP 18/10/2007 12:41
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Nivaldo Lemos
 

Muito obrigado, Nydia.
Abraços.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 18/10/2007 12:44
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Andre Pessego
 

Meu poeta, (meu conterrâneo),
Como diz o outro piauiense, Andre Gonçalves, "votei pra voltar". E tomei conhecimento, agora da tua naturalidade, e me
lembrei dum ensinamento africano, dos que mais irou o cristianimso, milenarmente: " Quando uma criança nasce, depois de cortado o cordão umbilical, um parente mais velho deve encher a boca de água, borrifar a criança e dizer: 'ouve teu pai e ouve a tua mãe e ouve mesmo os de fora". Assim se explica o apego às terras de origem; assim se explica o apego ao passado; dum passado que para o ouvinte, o leitor, é doído, as vezes sofrido; mas, para aquele que o viveu - seu passado lhe tem como grato, alegre....... porque foi ele que nos borrifou a cada um, foi a ele que ouvimos, com ele que aprendemos a ouvir....... um abraço, andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 18/10/2007 14:34
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Nivaldo Lemos
 

Obrigado, André.
Pois é... em vez de me borrifarem, derrubaram o pote em cima de mim. Valeu.
Um abraço.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 18/10/2007 14:39
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Adroaldo Bauer
 

Nivaldo,
De prima: Valeu mesmo, meu amigo, camarada e conterrâneo (ué, alguém ainda não sabe que nasci na Parnaíba, no Piauí, em 1952 e que só estou em Porto Alegre a ralos 54 anos?)
De siga: tens que explicar ao povo daqui e de alhures a aportar aqui que a dica que te dei é singela.
Ante o impossível, esqueça dele, comece como se possível fosse. Uma primeira palavra puxa uma lembrança, uma segunda forma a frase, a terceira já passou de ano e foi-se o curso primário.
É igual coçar, rapá: basta começar.
Amei teu relato e o sucesso obtido pela tua nova aventura, revisitando as memórias. Também assim deu-se comigo e, avalio, foi igual com outros.
Fecha-se os olhos e se está naquela casinha, na beira da praia, só vendo que beleza...
De terça: Quem mais é do Piauí aí levanta o dedo!

Bravo, Nivaldo.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 18/10/2007 18:04
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Nivaldo Lemos
 

Adroaldo, meu amigo e conterrâneo, sim,

muito obrigado pelo comentário. A bem da verdade, grande parte deste "sucesso" devo a você, pois sem sua força e seu incentivo - você bem o sabe - sequer teria começado essa história. Mas você tinha razão (nada como a experiência!), é como coçar, só que dói muito mais. E dá um suadouro danado. Oxente, mas valeu a pena, com certeza, bah!

Um grande abraço e obrigado mesmo.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 18/10/2007 18:20
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arlindo fernandez
 

numa próxima encarnação, que não acredito, vou nascer no Piauí. Lá só nasce féra!
salve!

arlindo fernandez · Campo Grande, MS 18/10/2007 18:37
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carlos magno
 

Alô amigo Nivaldo,

vim aqui pra deixar meu voto.
Abraços.
Carlos Magno.

carlos magno · Rio de Janeiro, RJ 18/10/2007 19:20
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Joana Eleutério
 

Nivaldo, se há ainda alguma coisa por dizer de seu relato, vou começar citando a Cíntia: "o teu texto flui e dá um sabor de "quero mais".
Adorei. adorei. adorei!!! Lembrou-me meu período no internato - um colégio de freiras no interior de Minas. Muita coisa em comum. Só dois anos: a 1ª e a 2ª ´série ginasial - 1964/1965, a Ditadura Militar florescendo e quase matando o país. E eu com meus 12, 13 anos. Na janela, vendo a banda passar...
Espero que o nosso "quero mais" seja saciado em uma obra completa com suas memórias. Se gostou do exercício, não perca o embalo. Estamos aguardando. Beijo grande e o carimbo do voto.

Joana Eleutério · Brasília, DF 18/10/2007 20:49
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sandra vi
 

overmanos e manas
que privilégio vilerver convosco
todo esse transsentimento

sandra vi · Petrópolis, RJ 18/10/2007 23:23
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Mansur
 

Bom, devo dizer que o dia 21 de maio de 1965 que tanto marcou a sua vida, marcou a minha também, pois foi nesse exato dia que nasceu em Niterói esse violeiro que vos fala. Ancorado por essa coincidência, respirei fundo e li com grande prazer sua estória de vida e todos os comentários elogiosos e emocionados. Emocionei-me também em vislumbrar o paralelo das estórias de vida, eu no berçário, o velho Mansur e dona Wanda alegres e esperançosos daquele rebento e você chegando a sua escola para vivênciar, entre tantas emoções, a escolha do que "fazer da vida", poesia. Esse relato me comoveu. Parabéns amigo!
Grande abraço do Mansur nascido em 21 de maio de 1965.

Mansur · Rio de Janeiro, RJ 18/10/2007 23:51
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Mansur
 

"vivenciar"...

Mansur · Rio de Janeiro, RJ 18/10/2007 23:52
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Nivaldo Lemos
 

Carlos Magno,
obrigado, poeta, mais uma vez.
_______________________
Joana,
muito obrigado pelo seu comentário tão gentil. Quanto às minha memórias, não valem um livro - de qualquer modo, obrigado também pela carinhosa sugestão. Agora, só como registro - pois sei que você ama as flores e não teve esta intenção -, a ditadura não floresceu no país, embora tenha matado muita gente. No máximo, diria eu, ela subjugou as flores, como uma erva daninha - e calou seu perfume por 20 anos. Amei seu comentário, você é linda e, além de tudo, mora na mesma cidade de meus primos do Capital Inicial, o Fê e o Flávio Lemos. Um beijão carinhoso.
_____________________
Sandra,
Obrigado.
_____________________
Mansur, meu grande artista,
obrigado, amigo, por seu comentário. E que coincidência mesmo, né? 1965: você nascendo pra vida, eu começando minha longa estrada e - 42 anos depois - nos encontramos aqui trocando experiências. Que maravilha a internet e, melhor ainda, o Overmundo! Mais uma vez, obrigado.

Um forte abraço.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 19/10/2007 10:57
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Joana Eleutério
 

Realmente, Nivaldo, ditadura subjugou e a abafou muitas flores lindas de nosso país. Beijão.

Joana Eleutério · Brasília, DF 19/10/2007 19:28
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Marcos Paulo Carlito
 

Nivaldo,

Tudo o que tenho lido em reminiscências escolares me remetem ao vazio do presente, a ausência da beleza, da poesia, do sacrifío que dignificou pessoas como você.

Porquê?
Já cansei de perguntar porquê...

Marcos Paulo Carlito · , MS 19/10/2007 22:32
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Nivaldo Lemos
 

Joana,
obrigado pela visita e pelo comentário.
Bjs

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 19/10/2007 22:42
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Nivaldo Lemos
 

Marcos,
obrigado, amigo, mas sou obrigado a discordar de você. Há textos - aliás, a grande maioria - riquíssimos de beleza, vida, experiência e poesia. Você leu os textos do Nato, do Joca, do Adroaldo, para cita apenas três? São lindos, maravilhosos. De qualeur forma, muito obrigado por você ter me distinguido com seu comentário. Fiquei superfeliz. Um abraço.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 19/10/2007 22:46
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Marcos Paulo Carlito
 

Caro amigo,

Acho que não soube me expressar. Tentarei novamente:
Me remetem ao vazio do "presente", porque hoje já não se encontra a beleza, a poesia, e o sacrifício que dignificou o Nato, o Adroaldo, o Frazão, você?

Entendeu agora?

Quando leio o conteúdo das reminiscências tuas fico procurando as coisas que não vejo mais hoje.

É isso...

Marcos Paulo Carlito · , MS 19/10/2007 23:22
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Letícia L. Möller
 

Querido Nivaldo,

a belíssima e primorosa narração de tuas lembranças de escola tocaram fundo minha alma e meu coração, e me fazem querer agradecer-te por tê-las escrito. Que beleza de texto! Como o projeto do Joca e da Ize poderia ficar sem ele? Tuas reminiscências enriquecem sobremaneira o projeto, na minha opinião.
Sei que não vou conseguir expressar adequadamente a emoção que teu maravilhoso texto gerou em mim. Nem eu sei bem explicar, coisa misteriosa. Sei que se deve em grande parte à maestria da tua escrita, pela qual efusivamente te parabenizo. Mas o conteúdo das tuas lembranças e o ambiente que descreves encheu minha mente de imagens tão belas, fortes e coloridas! Quase surreais, quase uma linda fantasia. Penso que seguiram comigo por um longo tempo. E ainda, me fizeste literalmente arrepiar quando contas da declamação de teu professor do Navio Negreiro, da emoção que te causou, que te fez querer SER POETA. Água nos meus olhos...

Um grande abraço, Nivaldo,
e obrigada novamente,
Letícia.

Letícia L. Möller · Porto Alegre, RS 21/10/2007 06:53
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Letícia L. Möller
 

Em tempo:

- com "lindas fantasias" não quis passar a impressão que fiz uma leitura indevidamente cor-de-rosa de tuas lembranças, porque pude compreender que não foram flores os anos de escola. E' que eu estou com a recente mania (na contramão de mim mesma) a ressaltar o melhor lado das coisas. E a ideia de uma escola em uma ilha me pareceu algo mágico;
- onde se lê "seguiram comigo...", leia-se "seguirão comigo...".

Um abraço!

Letícia L. Möller · Porto Alegre, RS 21/10/2007 07:13
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Nivaldo Lemos
 

beleza, Marcos.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 22/10/2007 10:41
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Nivaldo Lemos
 

Letícia,
obrigado, querida. Fiquei emocionado com a gentileza de seu comentário, é muito gratificante saber que meu texto agradou tanta gente. Quanto a você ressaltar o lado bom das coisas, acho mnaravilhoso. Afinal, essa mania não deve ser sua contramão, mas sua mão, pois a visão sobre a vida - embora possa ser crítica - deve ser sempre positiva, sim. Mais uma vez, muito obrigado por suas palavras. Já ganhei a segunda-feira.

Um abraço.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 22/10/2007 10:50
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Joana Eleutério
 

Seu texto agradou a tanta gente... que humildade, Nivaldo! Acho que ele é unanimidade. Merecida. Bjs.

Joana Eleutério · Brasília, DF 24/10/2007 19:28
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Nivaldo Lemos
 

Amigos,
graças ao Joca, pela coragem de levar este projeto adiante, ao Overmundo, pelo alcance e repercussão, e a este texto, já localizei e entrei em contato com pessoas que jamais poderia imaginar possível, como o ex-diretor da escola, Adaury Alheiros, e dois ex-colegas da Marambaia, Carlos Alberto e José Antônio. Do último, aliás, recebi o seguinte e-mail, que por si só justifica a importância da existência do Overmundo e do Projeto Reminiscências de Escola:


"Sobrevivente da Marambaia‏;
De: josé antonio santos
Enviada: quarta-feira, 31 de outubro de 2007 15:36:41
Para: nivaldolemos@hotmail.com

"Há muitos anos, tentei encontrar alguém que tivesse vivido a mesma história que eu, sem nunca ter encontrado. Nunca... até agora.

Um dia, vasculhando o google, achei você, e quase chorei. Lí e relí, descobrí que vc. tem um conceito excelente de poeta, achei legal a admiração dos que leram seu relato, seus comentários, mas o que ficou martelando no meu cérebro, foram suas palavras a respeito da Escola. Aliás, você conseguiu diminuir minha angústia de pensar que eu era o único sobrevivente, apesar de contribuir também no aumento das minhas lembranças sobre aqueles dias.
Aquele tempo foi fantástico mesmo, parece até um sonho
Ele chega a ser "fantasmagórico" , aquela ilha cercada de matas exuberantes e sinistras ao mesmo tempo, aquele cemitério lá em cima do morro com visão prá Escola, aquela praia que significava 1 hora de pessoa normal - pelo menos até a hora do apito - A "Divisão", como era denominado o casario onde existiam as salas de aula - Sabe, o que mais me impressiona ?! , é vivermos atualmente na Era da Comunicação, Internet e tudo o mais, e ninguém lá daquele tempo, ler sobre isso, para prá pesquisar, ou entrar em contato com você. Já conseguistes algo assim ?
Lembro de tudo que quero lembrar - O nome do Jáder era Jáder Bruno, e ele era um "tesa" nas aulas, flamenguista, de vez em quando cismava que ia "dar um zero em todo mundo" ! O senhor da lavanderia que vc. não lembrou, era o Seu Mathias !!! E as Irmãs da enfermaria, que dava até medo, ninguém queria passar mal e ter que dormir lá?

O Ademir era Ademir Eléster Sereno, eu me identificava muito com ele, gostava de Inglês, tirava muitos "dez".
Você citou alguns, citarei outros - A Lílian (português) lembra? Era como se a Lílian representasse a liberdade como mulher, responsabilidade, família...éramos todos sonhadores...um dia ter uma mulher como aquela!!!
Otacílio (matemática) gente finíssima, lembra como ele tinha um linguajar característico, quando pronunciava o " T " ? Comutatíva - Associatíva ???
Adaury Alheiros da Silva - (geografia e diretorzão, fazia todo mundo tremer)
Abdias D'Ávila (português) gente finíssima
Sérgio Villar (Ed. Física), o único que quebrava galho de comandante "interino", e também nuns "passes" prá gente ir em casa quase "na moita"
Leonel Mareto, de Artes Industriais, "sangue bom" mas sério prá cacete
Arynelson (Artes Gráficas), o paciente demais com suas encadernações
Odilon Zorzi ( O Baita-pau), biologia - gente finíssima, super educado
Argemiro - portugues - eterno pedagogo !
Jackson - portugues - nobre - parecia que não estava alí, só cumpria seu dever
Eugênio - desenho - fazia questão que sua explicação fosse entendida nos mínimos detalhes
Professor Cruz, sempre conhecido como professor cruz - desenho
Cyro - história - parecia que andava resmungando o tempo todo consigo mesmo sobre questões mal resolvidas da História Mundial

E os Inspetores: "Seu" Herivaldo - "Seu" Marino - "Seu" Raimundo...Manuel Mariano
E o time da Escola - composto por inspetores e moradores da ilha - Os caras jogavam uma bola maneira, não sei se vc. pegou esse tempo, porque ainda cheguei na Ilha primeiro, no meu tempo era Fundação, algum tempo depois é que vieram os "lordes", e mudou o uniforme para azul e branco, aí passou a ser colégio estadual.

Lembro de vc e seu irmão, e alguns colegas que infelizmente, esquecí seus nomes, outros como: Erasmino, Ademir, Cangurú, Alaor, Gercino, Nagiba, Zé Carioca, Davi, jumentinho, Alteredo, Gilberto, Jessé, Almerindo, PP, Pompílio, Vovó, Pingo, Luciano, Filé, Walace, entre algumas coisas, que, graças a Deus, jamais esquecerei...,

Gostaria de encontrá-lo, prá relembrar....fique com Deus, boa sorte no seu caminho. vc. despertou minhas lembranças, ou melhor "aflorou", porque essas coisas não esquecemos...

Antonio (que era "um saco" apelidado de "Arroz").

Obrigado e um forte abraço em todos.


Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 31/10/2007 18:24
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raphaelreys
 

Um verdadeiro tratado meu caro! Vivenciei isso, pois estudei em colégio Marista. A coisa da agressão aos alunos chegou a tal ponto que fundamos uma fraternidade para " dar o troco" e parar os predadores. Houve de tudo no colégio, até ataque as acodações dos "Irmãos" em um tropel de cavalaria que organizamos no ato final! Quem viveu é que sabe a barra! Beleza de postado meu caro!

raphaelreys · Montes Claros, MG 7/11/2008 16:26
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Nivaldo Lemos
 

Raphael,
obrigado por suas palavras generosas.
Abraços.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 7/11/2008 17:38
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Brida
 

Nivaldo, apenas hoje conheço seu excelente texto. Como educadora posso lhe dizer que é extremamante belo e instigante. E que ilustração! Parabéns!

Veja o link, se tiver tempo

http://www.overmundo.com.br/overblog/entrevista-maria-da-conceicao-paranhos

Brida · Salvador, BA 2/3/2009 09:07
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Minha carteira escolar. zoom
Minha carteira escolar.
Turma do meu irmão Célio (no círculo) na arquibancada do campo de futebol. zoom
Turma do meu irmão Célio (no círculo) na arquibancada do campo de futebol.
Senzala da época dos escravos, onde dona Soraya vendia doces aos alunos. zoom
Senzala da época dos escravos, onde dona Soraya vendia doces aos alunos.
Igreja onde ajudávamos Padre Gerardo nas missas, como coroinhas. zoom
Igreja onde ajudávamos Padre Gerardo nas missas, como coroinhas.
Praça poliesportiva, com pista de atletismo, quadra e campo de futebol. zoom
Praça poliesportiva, com pista de atletismo, quadra e campo de futebol.
Dia da Formatura: eu (à dir.) e minha mãe (centro), ao sairmos para Mangaratiba. zoom
Dia da Formatura: eu (à dir.) e minha mãe (centro), ao sairmos para Mangaratiba.

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