E eu, pobre de mim, gostava de estudar

foto batida pelo meu pai, o Maestro Carlos Castilho, photoshopada
Eu mesma, com seis anos de idade
1
DaniCast · São Paulo, SP
16/9/2007 · 127 · 25
 

Nasci em 1966, cresci nos anos da ditadura militar, em São Paulo, que ainda não era essa megalópole que conhecemos hoje. O bairro em que eu cresci se assemelhava muito a uma pequena e gostosa cidadezinha do interior.

Quando eu tinha cinco anos, eu queria tanto, mas tanto ler os livros do Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato, que pedia para meu pai, o tempo todo, para me colocar na escola. Eu queria aprender a ler.

O meu pai tinha o hábito de ler para nós um capítulo do livro por noite. Um mísero capítulo. Aquilo era muito pouco para a minha ânsia de saber o que é que ia acontecer com Narizinho, Pedrinho, Emília. Eu queria ler tudo, sozinha, por minha conta. Eu tinha frequentado o Jardim da Infância e não tinha gostado. Muito barulhento, muitas crianças correndo pelo pátio o tempo todo, muitas atividades que eu considerava "bobas". Eu não queria passar o tempo todo desenhando ou colando coisas. Eu já fazia isso em casa. Eu queria aprender a ler.

Meus pais me matricularam em uma escola particular, fui para a aula muito feliz. A minha alegria não durou muito. Eu sempre fui muito tímida, as outras crianças me intimidavam. O que me segurou na escola foi a professora, cujo nome não me lembro, mas que começou a nos ensinar a ler e escrever. Foi ela também que descobriu que eu não enxergava e orientou minha mãe a me levar a um oculista. Aos seis anos, eu lia fluentemente e pude realizar meu sonho de ler o Sítio do Picapau Amarelo inteiro.

Tive que sair da escola particular, meus pais não tinham como me manter lá. Fui para uma escola pública, cursar a Primeira Série. Durante muitos anos não compreendi bem o que tinha acontecido, mas analisando em retrospectiva, hoje eu sei o que aconteceu.

Primeiro, eu gostava de estudar. Sempre gostei, porque meu pai sempre estimulou muito seus filhos a estudarem. Ele costumava dizer que tudo no mundo vem e vai, objetos materiais, pessoas, bichinhos de estimação (perdi vários ao longo da vida) mas uma única coisa ninguém pode tirar de você jamais: conhecimento. Assim que realizei minha ânsia de ler o Sítio, passei a ler os outros livros que meu pai possuía. Lia de tudo, porque meu pai sempre estava ali, orientando o que ler. Li todos os livros de Julio Verne, li as Mil e Uma Noites e passei a ler também os livros de biologia, física e outras ciências.

Esse foi meu primeiro problema. Um belo dia, ainda na pré-escola, corrigi uma professora. Ela disse que um Ranforrinco (Rhamphorhynchus spp.) era um pterodáctilo (Pterodactylus sp.). Acontece que não é. Apesar de ambos os répteis pré-históricos terem asas, a semelhança acaba aí. Eu tinha acabado de ler um livro sobre dinossauros, os períodos históricos em que eles viveram e classificações. Levantei meu dedinho em aula e corrigi a professora.

A professora não aceitou a correção. Ficou furiosa de uma fedelha de cinco anos e meio se atrever a corrigi-la na frente da classe toda. Meu pai foi chamado à escola, seu único comentário foi "minha filha está certa, a professora errou. A professora é adulta e professora, tem que saber lidar com isso."

Mas a professora não sabia. E a escola não sabia lidar com a professora. Fui para a escola pública. Eu tinha uma cartilha, a turma estava sendo alfabetizada, eu li a cartilha inteira no primeiro dia. Passei o ano inteiro "fingindo" que a escola me interessava, desanimada, porque já tinha aprendido aquilo tudo.

Estudei na mesma escola até a quinta série, quando tive outro problema, dessa vez com a professora de ciências. Ela lecionava em "estilo militar". Ninguém podia abrir a boca durante a aula, todos passavam a aula toda copiando o livro didático em um caderno, éramos todos obrigados a espremer as mesas e cadeiras no fundo da sala porque era necessário, de acordo com a professora, abrir um espaço limpo na frente da sala. Além do clima repressivo, novamente o assunto da aula não me interessava. Eu já tinha estudado tudo aquilo sozinha, lendo livros de ciências em casa.

Meu pai, novamente, enfrentou a professora e a escola. Como, novamente, ninguém sabia lidar com a situação - o professor, naquela época, tinha um poder inquestionável - lá fui eu para outra escola. Entre a quinta e a oitava série, mudei de escola quatro vezes. A maioria das vezes, por problemas relacionados a professores, a conteúdo das aulas defasado do meu real conhecimento. Não em todas as disciplinas, mas era fato indiscutível que o programa de curso não possuía soluções para nenhum aluno que estivesse avançado em relação ao programa.

Eu não era a única em casa com problemas. Meu irmão tinha problemas maiores que eu. Hoje em dia, desconfio que ele sofria de distúrbio de atenção. Numa sala com 40 crianças, as professoras largavam ele, porque não tinham como se dedicar a uma criança problemática que não acompanhava o ritmo da classe. Até hoje ele apresenta "sequelas" da primeira educação mal resolvida. Tem problemas de grafia, de compreensão de texto. Foi mal alfabetizado. Teve sérias dificuldades de completar até o Segundo Grau (hoje chamado de Ensino Médio).

Eu cresci, fiz faculdade, me formei. Comecei a lecionar com vinte e poucos anos. Trabalhei em várias coisas, mas sempre lecionei. Estou agora terminando a pós-graduação, quero lecionar em curso superior. Eu adoro lecionar. Cada aluno problemático é um desafio para mim, dou dedicação extra para eles. Alunos talentosos são minha maior alegria. Procuro dar a eles material extra para estudarem.

Vejo hoje as consequências de um sistema de ensino que tinha muitos problemas quando eu era criança, somados aos problemas todos que o sistema capitalista selvagem traz. Os problemas do passado não foram resolvidos e novos problemas foram criados.

As escolas particulares se tornaram "prestadoras de serviço". Os alunos se tornaram "clientes". O sistema de ensino público implantou uma "aprovação automática" independente do fato do aluno ter ou não aprendido alguma coisa, para resolver a "demanda escolar". Os professores ganham muito mal. A população é miserável. Os alunos do ensino público mal comem, não conseguem aprender. As salas são superlotadas e os professores, cada vez mais despreparados.

A educação sempre foi maciça, nivelada pela média. Crianças com mais desenvolvimento não encontram ambiente para se desenvolver ainda mais. Crianças com baixo desenvolvimento não encontram ambiente para se desenvolver e alcançar o desenvolvimento que deveriam ter. A educação é um sistema industrial e não deveria ser assim.

O ensino precisa de outra reforma, mais realista. Os certificados estão sendo concedidos sem uma avaliação real do que o aluno sabe ou não sabe. A consequência é que temos cada vez mais pessoas não-formadas, sem opinião própria sobre nada, com conhecimento pela metade e massificadas.

E, pior, ninguém mais lê o Sítio do Picapau Amarelo. As crianças estão perdendo muitas coisas boas com a "globalização" do ensino. Ninguém mais é ensinado a gostar de estudar. O estudo se tornou uma obrigação chata que é importante, porque leva a um diploma.O professor se tornou um profissional descartável que é mal remunerado. O conhecimento perdeu o valor.

Daniela Castilho é diretora de arte, artista visual e designer. Leciona cursos livres em audiovisual.

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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querida Dani:
O seu texto é excelente e irreparável. Então trata-se apenas de a gente tentar, veja bem, tentar, se isto não for constrangedor para você, situar tudo o que você falou no tempo e no espaço. Digo isto porque o nosso projeto tem a intenção de traçar um panorama de como o ensino, em todo o Brasil foi decodificado pelos alunos, se me entende. Então, se vc pudesse dizer onde (em que Estado Brasileiro) foi que se deram os fatos relatados, as escolas concernidas (não todas necessariamente, mas as que mais a aborreceram ou entusiasmaram) e em que período se deram os fatos relatados, sinceramente ajudaria muito a edição. Mas, como disse, repito: inclusive porque você viveu uma experiência personalíssima, esta de "fingir que não sabia", seu texto sem nenhuma emenda está, comoeudisse, irretocável!
beijos e abraços
do Joca Oeiras,o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 13/9/2007 11:59
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DaniCast
 

Ah sim, pode deixar. Vou editar e situar no tempo e espaço.

DaniCast · São Paulo, SP 13/9/2007 12:12
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crispinga
 

Dani,
Sei que você não gosta de propaganda mas como virou um projeto "comunitário", o meu já está em votação!
http://www.overmundo.com.br/overblog/pre-primario-e-primarioreminiscencias

BJS
CRIS

crispinga · Nova Friburgo, RJ 13/9/2007 15:00
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

A minha também Cris e Dani
http://www.overmundo.com.br/overblog/reminiscencia-escolaros-primordios
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 13/9/2007 15:07
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crispinga
 

Dani...
Temos muito em comum...Quem gostava de estudar naquela época era CDF...Quem viveu sabe o que é...Volto para votar e comentar seu texto, muito realista ! Gostei !
E essa Daninha é muito fofa!

crispinga · Nova Friburgo, RJ 13/9/2007 21:56
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DaniCast
 

Pois é, estudar era coisa feia. Era duramente criticado.

DaniCast · São Paulo, SP 14/9/2007 13:47
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querida Dani:

Desculpe se volto a insistir, mas qual o bairro de SAMPA que você morava? Qual o nome da Escola pública em que você estudou até a quinta série? Enfim, tem como dar nomes aos bois?

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 15/9/2007 05:42
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crispinga
 

Inaugurando a votação!
Não achava seu post!
Volto para comentar!
BJK
CRIS

crispinga · Nova Friburgo, RJ 15/9/2007 11:37
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Ize
 

Dani, seu texto é muito bom! Parabéns! Vc toca em algumas questões super importantes. Passei aqui pra votar e depois volto.
Joca achei legal a Dani não "dar nome aos bois". Quando a experiência valeu a pena, é legal a gente nomeá-la, mas qdo não é o melhor é fazer como a Dani, senão a gente corre o risco de cair na armadilha da acusação e não é esse o objetivo desse projeto tão legal.
Valeu Dani
Abraço grande

Ize · Rio de Janeiro, RJ 16/9/2007 02:17
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DaniCast
 

Desculpe, Joca, nomear ou não as pessoas é decisão pessoal. Já situei no espaço e tempo, para mim é suficiente.
Se eu fosse obrigada a nomear, não contaria a história, porque poderia ser processada por calúnia e difamação se alguém lesse e não "gostasse das críticas". Preferi manter assim.

DaniCast · São Paulo, SP 16/9/2007 07:22
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

CLaro, meu bem. Sem problemas, nada a desculpar, ao contrário! Vc e a Ize estão cobertas de razão! Tive uma crise de ansiedade.
Viu meu texto sobre a "Aarin Chu" na sala de edição do overblog?
beijos e abraços
do Joca Oeiras,o anjo andarilho
PS Mas, por favor, não deixe de procurar fotos escolares de época,ok?
+ beijos

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 16/9/2007 10:17
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Aldo Votto
 

Cara Dani,
Além do interessante relato, em consonância com a proposta do mosaico sobre experiências de escola nos vários espaços e tempos do país, a reflexão que sustentas nos últimos parágrafos é de grande relevância e atualidade. O primeiro passo para enfrentar um grande problema é reconhecê-lo como tal e tua experiência de educadora te autoriza a pautá-lo aqui.
Saudações,
Aldo

Aldo Votto · Florianópolis, SC 16/9/2007 10:38
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Joana Eleutério
 

Olá, Dani!
Que relato suave das peripécias enfrentadas por você! Gostei muito. Apesar da suavidade, nos parágrafos finais você faz denúncias, que têm tudo a ver com o contexto atual da educação.
Um registro especial para este: A educação sempre foi maciça, nivelada pela média. Crianças com mais desenvolvimento não encontram ambiente para se desenvolver ainda mais. Crianças com baixo desenvolvimento não encontram ambiente para se desenvolver e alcançar o desenvolvimento que deveriam ter. A educação é um sistema industrial e não deveria ser assim.

Você se referiu a a problemas de défite de atenção. Recentemente, li um livro lindo sobre o assunto: MENTES INQUIETAS (Dra Ana Beatriz Barbosa).
Sobre reforma de ensino e outros temas afins: A CABEÇA BEM FEITA - repensar a reforma/reformar o pensamento (Edgar Morin).
Um amigo costuma me dizer que indicar livros para leitura equivale a dizer: fica bonitinha e redondinha, como eu! Se concorda com ele, me perdoe!
Parabéns e um grande beijo.

Joana Eleutério · Brasília, DF 16/9/2007 11:47
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Nydia Bonetti
 

Texto brilhante. Toca em assuntos de real importância com sutileza e bom censo. Eu também fui da turma dos CDF, porém sempre convivi bem com os que não eram... Questão de aprender a conviver com as diferenças... Coisa rara entre criança e adolescentes... eu tive sorte. Parabéns pelo trabalho! Vtdo! Abçs...

Nydia Bonetti · Piracaia, SP 16/9/2007 14:42
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Cintia Thome
 

gostei muito e votei ...bju

Cintia Thome · São Paulo, SP 16/9/2007 17:06
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Luiz Antonio Cavalheiro
 

Oi, Dani!
Excelente relato. Vou levá-lo para as minhas aulas de Literatura Infantil na terça-feira agora. Estou conversando com os meus alunos do Ensino Normal sobre "histórias pessoais de leitura". Falo com eles que o contato com a leitura é construído primeiramente no ambiente familiar e o seu texto será um ótimo exemplo para a aula render ainda mais.
Os seus últimos parágrafos registram o pensamento da grande maioria de docentes desse Brasil. Muito bacana mesmo.
Parabéns!

Luiz Antonio Cavalheiro · Cordeiro, RJ 16/9/2007 20:58
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DaniCast
 

Joca:
Obrigada pela compreensão! Vou lá ler seu texto.

Aldo: Obrigada pelo comentário! Fico contente que meu texto inspire reflexão.

Joana: Eu li Mentes Inquietas, adorei. Não li esse livro do Morin, mas sou fã dele desde a faculdade. Vou procurar esse livro, obrigada pela indicação! O conceito de educação massificada me foi transmitido, pela primeira vez, através de um livro do Morin, Cultura de Massas. Não sei se compreendi o comentário do seu amigo, mas pelo seu comentário, acho que eu já sou um pouco "bonitinha e redondinha" como você e fico feliz de compartilharmos os mesmos interesses!

Nydia: A adolescência é uma fase de muitas dúvidas sobre individualidade e muitas inseguranças. Os adolescentes querem formar grupos homogêneos e serem bem aceitos por seu pares. Os adolescentes não valorizam a diferença e sim, a homogeneidade. Faz parte do processo de crescimento. É duro ser adolescente, não sinto nenhuma saudade daquela época. Acho que nós duas tivemos sorte, porque na adolescência eu estudei em uma escola particular onde a diferença era celebrada e estimulada, bem como a individualidade.

Cintia: Obrigada!

DaniCast · São Paulo, SP 16/9/2007 21:13
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DaniCast
 

Faltou eu falar uma coisa: não tenho fotos de mim mesma na escola, só tenho fotos em família, festas de aniversário e outros momentos pessoais. Meus pais nunca permitiram que fossemos fotografados por fotógrafos de escola. Meu pai justificava-se dizendo que não podia pagar o custo da foto. Cá entre nós, acredito que meu pai tinha medo do regime ditatorial em que vivíamos naquela época, tinha medo que as fotos fossem utilizadas para arquivo do regime militar.

DaniCast · São Paulo, SP 16/9/2007 21:16
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crispinga
 

Rsrsrs....Tempos de pânico...Imagina fichar as criancinhas do primário...
Educadores do meu Brasil...A união faz a força!
Parabéns, grande contribuição , Dani!
BJS

crispinga · Nova Friburgo, RJ 16/9/2007 23:12
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Alguns esclarecimentos sobre o Projeto "Reminiscências de escola":

Já há algum tempo, alguns overmanos e overminas são testemunhas disto, eu vinha pensando no aproveitamento mais a fundo do caráter colaborativo do Overmundo. Tendo pensado uma vez alto (num tópico do observatório) fui esclarecido de que tentativas anteriores tinham se frustrado por não haver quem se responsabilizasse por juntar os fios e tecer a malha.

Foi o que resolvi fazer: propor um mote que tivesse o condão de ser comum a todos (ou quase todos) e chamar para mim a responsabilidade de dar um formato final a um livro sobre reminiscências de escola resultante das contribuições individuais de cada um. A Ize não apenas me estimulou a prosseguir (quando eu estava a ponto de jogar a toalha), como se dispôs a assumir uma parcela da responsabilidade o que, sem dúvida, teve o efeito imediato de devolver-me o entusiasmo e conferir maior credibilidade ao projeto.

A partir deste momento só temos visto crescer o interesse pelo plano, que recebeu incentivo de muitos overmanos e minas – inclusive do Hermano Viana, muito importante para nós! – o que, de um lado, nos empolgou ainda mais e, de outro, conferiu ainda maior confiabilidade à proposta. Estou repisando estas teclas, o binômio entusiasmo-credibilidade, porque dele é que vai depender, basicamente, o sucesso da empreitada.

Gostaría de ressaltar, ainda, que o apoio de todos, seja através da postagem de textos e fotos, seja através do valioso auxílio à edição por intermédio dos comentários, é imprescindível para que o livro de fato saia. A quantidade e a qualidade dos textos já enviados mostra, felizmente, que a fase do "será que pega" passou. O carro saiu, ainda em primeira, mas já, nesta altura, pedindo a segunda.

O "manual" abaixo, assinado por mim e pela Ize, traz algumas diretrizes que podem auxiliar a produção dos textos que integrarão o livro, cujo objetivo é mapear as experiências escolares de overmanos e minas.

Vamos a ele
Beijos e abraços,
Do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 17/9/2007 16:29
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

“Reminiscências de Escola” (título provisório): Diretrizes Editoriais

1- O livro em tela, fruto do trabalho de overmanos e overminas não pertence a A ou B mas ao Overmundo. Se vier a ser publicado em papel, independentemente da remuneração pelo trabalho autoral e editorial, o site deverá ser destacado como seu produtor coletivo.

Por isto mesmo é condição sine-qua-nom para figurar no livro que cada colaboração individual venha a ser publicada – isto é, obtenha mais de 60 votos– no Overblog.

Algumas pessoas ponderaram, e delas não tiramos a razão, que este tipo de texto caberia melhor como “não ficção” no Banco de Cultura. Gostaríamos de obter a compreensão de todos para o fato de que o overblog, com a possibilidade de postagem iconográfica, é muito mais cômodo para o trabalho editorial.

2- O projeto editorial em tela terá tanto maior sucesso, e disto os editores estão cientes, quanto maior for a diversidade (em todos os sentidos que se possa entender) das contribuições recebidas.

Por outro lado, quanto maior for a capacidade dos editores de agrupar as semelhanças, isto é, quanto maior (ou mais evidente) for a lógica interna do livro, maior será o sucesso dos editores.

Por isto estamos pedindo aos colaboradores, sempre na estrita medida do possível, é claro, que procurem nos fornecer os seguintes dados que nos permitam balizar as contribuições:

a) Ano em que a experiência ocorreu;
b) Espaço geográfico em que a experiência ocorreu: estado/município;
c) Informações sobre se a escola era da rede pública ou privada; se da rede privada, se era laica ou religiosa;
d) Informações sobre os prédios escolares;
e) Composição social do alunado;
f) Serão benvindas informações que contribuam para a contextualização da experiência, como por exemplo, dados do município no que se refere ao tamanho, à economia, às políticas de educação...

Com relação às temáticas, como não podia deixar de ser num projeto que trabalha com reminiscências, fica a cargo do(a) colaborador(a) discorrer sobre as experiências que mais lhe marcaram, como por exemplo: grade curricular, metodologias de ensino, relação professor/aluno, disciplina, avaliação, relação escola/comunidade, relação escola/famílias, orientação religiosa da escola, amizade entre alunos, o que mais houver.

3- Com relação à iconografia, quanto mais rica e pertinente ela for, tanto melhor, sendo ideal, quando possível, que ela seja digitalizada num CD. O acesso ao maior número possível de fotos facilita a escolha das melhores e das mais significativas. As fotos antigas, nem é preciso dizer, enriquecem sobremodo um livro de memórias.

4- Ainda não temos, no momento, previsão exata de data para o fechamento do livro, uma vez que isso depende do fluxo de envio dos textos. Mas pensamos em duas possibilidades: 15 de novembro próximo, caso se decida pelo lançamento no Natal ou 15 de janeiro, se decidirmos, o que é mais provável, lançá-lo no início do período escolar de 2008. A data será comunicada no início de outubro.

5- Por ter crescido a nossa responsabilidade – temos que ver cada parte pensando no todo – pedimos paciência conosco se nossos comentários forem muito minuciosos e não propriamente amenos: editor nunca foi flor que se cheire!

6- As contribuições até agora recebidas muito nos alegraram e reforçaram a nossa esperança de que haja ainda muita coisa muito boa por vir.

Mãos à obra!

Overmundo, 16 de setembro de 2007

Joca Oeiras, o anjo andarilho e Ize

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 17/9/2007 16:32
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Benny Franklin
 

Muito bom Dani!
Sinto saudades dos tempos do Sitio do Picapau Amarelo.
Benny.

Benny Franklin · Belém, PA 19/9/2007 00:18
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baduh
 

Olá, Dani.
Estou hoje, tentando tirar o atraso. Foram várias semanas sem tempo para vir até aqui.
Por esta razão, somente agora encontrei o teu excelente texto (que, diga-se também, revela uma pessoa de educação primorosa!).
Receba, então, o aplauso e o voto tardio, mas sincero, do
Baduh

baduh · Rio de Janeiro, RJ 19/9/2007 18:30
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Graça Pecly
 

Olá, Dani!
Gostei muito desse texto. Eu também gosto ainda e cada vez mais de estudar. Mas, na maioria das vezes, não mais em escolas. Também muito cedo quis aprender para escrever cartas. E não me conformava em esperar para aprender o alfabeto, uma letra de cada vez. Escrever e receber uma carta foi minha paixão por muitos anos. Hoje não conheço mais ninguém que escreve cartas. Que pena!

Graça Pecly · Cordeiro, RJ 30/9/2007 18:52
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DaniCast
 

Ah, Graça, mas todo mundo escreve email, no fundo é a mesma coisa, só mudou a maneira de envio =)

DaniCast · São Paulo, SP 1/10/2007 07:23
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