Eu sou da turma que acredita que é "preciso" assitir a pelo menos "um" programa eleitoral da tv. Ou para se decidir se o jeito é mesmo votar nulo, ou para ver e ouvir o que os candidatos têm a dizer e a mostrar, ou para ficar ainda mais furioso(a) porque o voto não é facultativo, e você vai votar mais por obrigação que por consciência cidadã - o que, na minha humilde opinião, já é uma rachadura na democracia. Se bem que, aqui no Brasil, desde o seu nascimento como colônia de Portugal, que se ouve falar de corrupção, e talvez por isso, o voto - ao menos por enquanto - deva ser mantido obrigatório, até para o próprio bem da democracia. E assim, quem sabe um dia, para os nossos netos, bisnetos... quem sabe através dessa geração que está se formando com um pouco mais de entendimento sobre o que vem a ser um "cidadão democrático", o voto possa vir a ser facultativo sem riscos para uma eleição "limpa". ´
E nesta ´fúria, você quer mesmo é anular "conscientemente" seu voto, ou em burra e silenciosa vingança, ou protesto, sei lá.
O fato é que a gente "deve" perder um pouco do seu precioso tempo para assistir. Tem de tudo um pouco. do hilário ao hediondo, do arbitrário ao incomcebível. Hoje ví os escandâlos envolvendo partidos e políticos sendo usados, apesar de já ser mais do esperado o uso desses escandâlos no horário político, eu me pergunto: "Para quê?" Isso já está mais do que batido, e por incrível que pareça o povo brasileiro começou a usar a memória, até porque a mídia não deixa ninguém esquecer quase mais nada.
Para mim - independente do(a) candidato(a) e do partido ao qual este pertença - que usa escandâlos dos seus adversários no seu horário político "gratuito", está desperdiçando o horário que seria para ele(a) dizer a que veio, o que tem de original e verdadeiro, plaúsivel e possível para fazer - ou que já tenha sido feito - por nosso país e todos os nossos pequenos-grandes problemas, que são muitos, mas são simples, bastará que um dia, alguém escolhido por nós, contratado por nós - já que sai dos nossos bolsos saturados de impostos, os salários que lhe serão pagos por todo o mandato e mais sua aposentadoria precoce, quando é o caso - tenha garra e um pouco de desapego por prestígio e auto-promoção, e de uma mínima, uma sutil ganância e uma boa dose de honestidade e integridade para comandar esse país que sempre foi "...Um país que vai prá frente..." Uma pessoa politizada que realmente queira tirar o Brasil desta incômoda e já caquética posição de "País do Futuro", isso soa igual à País Sub-desenvolvido.
Aqui é o País das Maravilhas, ótimo, nós amamos esse País das Maravilhas, mas nós queremos que a Rainha de Copas com as suas garras - seja ao menos mantida afastada da nossa pobreza inflingida, das nossas misérias que enchem a sua cartola, já que de forma alguma podemos decaptá-la. E queremos participar do chá, da festa, comer a nossa parte do bolo. Queremos o que eles já estão cansados de saber e prometer - e por seja lá qual for o motivos - sempre deixam que fiquem no ar como repetitivas promessas de campanha.
Bem, eu vou votar. Mas candidatos são apenas dois - presidência e senado - os outros possivelmente serão anulados conscientemente por falta de opções verídicas e confiáveis MESMO!
Desculpem-me o atrevimento, sou apenas uma mera e humilde auxiliar administrativa, uma cidadã democrática, não uma cientista política ou algo que valha como respaldo para tudo o que disse aqui.
Taí um assunto que aprecio muito, Dora. Sou contra o voto facultativo, pois do jeito que as coisas são por aqui, quem ia às urnas? Creio que os mesmos currais de sempre... E se pensarmos nos destinos que voto facultativo norte-americano vem dando aos mundo
Marcelo Rangel · Aracaju, SE 30/8/2006 14:01Pois é Marcelo, e eu nem completei meu texto, não sei como deletei o restante da minha idéia original. Vou tentar re-editar por completo. E é por aí mesmo, vou votar com raiva, vou anular os votos para deputados e governador por mera falta de opção de credibilidade mesmo. Obrigada pelo comentário, a propósito do voto facultativo-americano, bem um país tão democrático e o povo lá elegendo um louco após o outro.
Dora Nascimento · Olinda, PE 30/8/2006 16:13Vale mesmo refletir, manda brasa aí... Quanto à democracia norte-americana, esqueça, os caras estão vivendo um AI-5 disfarçado lá... procure "Corrupção à Americana", um livro bem ilustrativo sobre o tema.... Eu mesmo não anulo voto não, procuro algum candidato, nem que seja o menos pior... rs
Marcelo Rangel · Aracaju, SE 30/8/2006 16:28Bem, eu tenho até 01 de outubro para achar alguém que valha a pena, mas as opções realmente são desanimadoras.
Dora Nascimento · Olinda, PE 30/8/2006 16:33
Acho o assunto importante é claro: mas tenho medo de sair muito do foco do Overmundo (produção cultural no Brasil) e a gente nunca mais conseguir voltar. Sites para discussões políticas há muitos - para circulação nacional da produção cultural "fora do eixo" há poucos. Se o Overmundo passar a discutir também política, tenho grandes receios que isso vá se tornar o dominante por aqui... Não acho bom abrir precedentes não...
Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 2/9/2006 12:21
Pois é Dora é tanta sujeira que nao da pra acreditar em ninguem, e vejo assim. Que meu voto é uma piada, votar em quem se é tudo canalha que quer ver o povo olele.
Ok Hermano, eu concordo, na relaidade não quis abrir precedentes de nada, apenas quis escrever o meu sentimento em relação à sociedade em que vivemos, se não me engano há essa abertura no site, se me enganei e se por conta da minha equivocada escolha de site, só posso dizer desculpe mas vc me interpretou erroneamente, doravante romancearei qualquer opinião minha a respeito desta nossa sociedade, assim o sr. não vai temer que o site esteja abrindo precendentes para assuntos de pouca irrelevância cultural como política.
Dora Nascimento · Olinda, PE 4/9/2006 14:31
O que se entende quando se ouve a palavra "overmundo"?
Eu entendí que se poderia falar sobre qualquer coisa que faça parte do mundo! E sinto informar ao Sr. Hermano Vianna que o mundo não é feito apenas de "cultura", aliás, por "cultutra" entende-se tudo que faz parte da sociedade mundial. Se este site foi criado unicamente para se falar de cultura, então ele deveria se chamar "Overcultura", e não "Overmundo". A propósito, no menu de categorias do site tem a opção "cultura e sociedade", e por todo o pouco que sei, política caminha nos mesmos trilhos que a cultura de qualquer sociedade. dependemos da política para termos acesso à cultura de forma mais abrangente e não tão restrita a quem tem condições financeiras de usufruir do que existe cuturalmente. Existe um Ministério da Cultura, e uma Secretaria da Cultura para cada estado da nação, existem "Leis" de incentivo à cultura, existem políticas culturais, existe a "Lei Rouanet" e outras tantas políticas a favor da cultura e politicagens contra ela, se continuarmos a escolher errado nossos representantes.
É por ser mais ou menos "culta" que abordei a questão das eleições 2006 na TV - que por bem ou por mal tv também é "cultura" - e a dúvida quanto a quem dar os meus preciosos votos de confiança.
Se política não tivesse nada a ver com cultura Drummond não teria escrito os belos versos de "Sentimentos do Mundo" e o Chico Buarque não teria contribuído tão poéticamente com tudo o que se viveu no Brasil do AI-5 e do que se vê até hoje. Tudo bem, eu estou longe, infinitamente longe do Drummond e do Chico Buarque - para citar só os dois que mais me tocam a alma, porque a lista de artistas, escritores, diretores (tv, cinema e teatro), compositores, e atores que contribuíram e contribuem com suas críticas à política é extensa - mas eu disse que sou apenas uma simples auxiliar administrativa, cidadã e democrática, não citei partido nem nome de candidato, não quis vender nenhum peixe apenas expressar minha indgnação e meus motivos para pensar seriamente no voto nulo.
fica a sugestão: Mudar o nome do site para "OVERCULTURA", assim fica bem claro a restirção quanto aos assuntos que devem ser abordados no site sem abrir precedentes para assuntos que não digam respeito à cultura.
achei o seu comentário preconceituoso, negativo.
Dora: no meu comentário não havia nenhuma intenção de ser autoritário ou agressivo: queria apenas abrir o debate.
O nome Overmundo não define o conteúdo do site. É uma homenagem a um poema de Murilo Mendes que tem esse título e descreve uma situação muito próxima a que vivemos na internet. Talvez seja necessário sim acrescentar ao nome do site, uma frase curta como "cultura de todo Brasil" para explicar rapidamente o nosso foco.
Mas acho que fazemos isso em outras partes do site: o primeiro parágrafo do Participe, por exemplo, pelo qual todo mundo tem que passar antes de se cadastrar, é bem explícito a esse respeito:
O Overmundo é um website colaborativo, que é construído através da sua participação. Ele é feito para mostrar as culturas de todo o Brasil, inclusive aquelas que não costumam aparecer habitualmente na grande mídia nacional.
A resposta da pergunta 13, da nossa Ajuda, é também clara:
Que tipo de colaboração posso enviar para o Overmundo?
O foco do Overmundo é a diversidade da cultura produzida no Brasil. Preferimos falar cultura produzida no Brasil, no lugar de cultura brasileira, para não entrar no debate interminável sobre a definição do que é brasileiro ou não. Sabemos que essa definição muda de acordo com a região geográfica, o grupo social ou a época histórica. Claro que podemos falar de punk cantado em inglês ou haicai escrito em japonês desde que tenham sido criados no Brasil. Mas mesmo com essa definição aberta, o Overmundo não é o local adequado para você publicar um texto sobre o último livro do Harry Porter, a não ser que fale sobre como o livro é recebido no Brasil, ou é lido pelas crianças brasileiras. Outro exemplo: se você quiser publicar uma crítica sobre o último disco do White Stripes, por favor procure outro site (há muitos que vão ficar felizes em receber sua contribuição); mas se o seu texto for uma crônica sobre a passagem do White Stripes em Manaus, com reflexões sobre a cena do rock indie na Amazônia, isso sim tem a cara do Overmundo.
O Overmundo valoriza também o surpreendente, o não-óbvio, e também a informação sobre a enorme parcela da produção cultural brasileira que não recebe a cobertura devida da grande mídia. A não ser que você tenha um ponto de vista muito original sobre o assunto, seria melhor não mandar para o Overmundo aquilo que já apareceu em todos os jornais e revistas. Além disso: o Overmundo - que também é produto da explosão de blogs que deu nova vida colaborativa à internet - valoriza o ponto de vista pessoal, a opinião individual sobre os assuntos abordados, seja numa crônica ou numa dica sobre um restaurante. Claro que prezamos muito a exatidão factual (por favor, cheque direitinho nomes, endereços ou números de telefones etc. antes de publicá-los), mas queremos também saber a razão que levou você a falar sobre isso ou aquilo no Overmundo.
É claro que podemos entrar no debate sobre a definição de cultura. Se usarmos uma definição mais antropológica, podemos até dizer que tudo é cultura. Política, economia, ciência: tudo é produto da cultura humana. A escolha do foco na produção artística feita no Brasil, fora do "eixo", não quer dizer que a política ou a economia não sejam importantes elementos da cultura. É apenas uma questão de prioridades para este site aqui, que surge para combater uma situação de centralização excessiva no campo da divulgacão/circulação da maior parte da produção artística brasileira, que tem pouco espaço em outras mídias e outros sites.
Claro que seu texto fala de cultura brasileira: mas minha preocupação era mais com a possibilidade de atrair muitos debates semelhantes para o Overmundo (que são debates diante dos quais é mais fácil ter opinião) e que isso possa vir a dominar o site desviando o foco do que nos propomos inicialmente e prioritariamente a fazer (e nossa proposta é certamente política). Talvez minha preocupação tenha sido excessiva. Realmente: nesses casos vale mais o bom senso. Espero a opinião de outras pessoas, pois não tenho poder para decidir os destinos do Overmundo: se a comunidade quiser abrir o foco, ou criar um Overmundo paralelo para debates mais propriamente políticos, valerá a decisão da maioria. Só acho que vamos continuar precisando de um lugar com foco na produção artística.
Link para um site novo e bem interessante focado no debate mais propriamente político: Wiki Política.
Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 5/9/2006 11:13
Obrigada, tenho que admitir que não li nada disso antes, eu fiquei muito eufórica por ter achado esse site. Desculpe também se fui muito ríspida. Vamos mudar de assunto?
te encontro na literatura.
Beijo
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