O esperado, aguardado, ansiosamente acalentado lançamento do caprichado livro de Maria Luiza Castilhos ocorre a 15 outubro em Porto Alegre, no Memorial do Rio Grande do Sul.
A colega Bebê Baumgartem disse a respeito:
"A exemplo de outras obras surgidas recentemente e que abordam de forma delicada, porém contundente, os anos de chumbo vividos no Brasil durante a ditadura, o livro de Maria Luiza Castilhos traz um emocionante relato desse período sob o olhar de uma criança".
E não duvide de qualquer dos adjetivos que beiram a macaquice de auditório. Há sincera emoção da coisa acalentada, de criança parida recém, que todos queremos beijar, mas que vinha sendo estimada por décadas antes de agora aparecer à luz.
Diz a apresentação:
"Carinhoso, poético e ao mesmo tempo chocante e doloroso, o livro Elvis, Che, meu pai e o golpe de 64 (Editora Libretos) conta uma mesma história sob óticas diferentes: com a candura ingênua e realista de uma menina e, depois, com a visão crítica de alguém que descobre suas memórias soterradas, esquecidas no tempo".
A autora, não suspeite, tenha certeza, é minha camarada de longa data, amiga de emoções e medos, parceira de jornadas e conquistas várias, todas lindas e preciosas lembranças nossas.
Ela é psicóloga e nunca cogitara de se tornar escritora até que, daquele jeito, não sabia que era impossível, foi lá e fez.
No início queria que o pai escrevesse as memórias, para extravasar, exorcizar o doloroso período da vida da família e dela, agora ela também autora das memórias da família, e num estilo doce, meigo, sutil.
Como o pai não conseguia dividir as lembranças sucumbindo às emoções que as acompanhavam, Maria Luiza começou a escrever.
Também foi determinante no processo de produção do livro o fato de conhecer Cecília Coimbra, psicóloga, professora da Universidade do Rio de Janeiro e integrante do grupo Tortura Nunca Mais, que insistiu na importância de romper o silêncio familiar provocado por um período onde incide o registro do proibido.
A travessia pela infância e adolescência de uma menina que sonhava com um baile no dia de seu de aniversário acontece sob um cenário de cidade do interior.
Nesse dia, no entanto, seu pai estava preso pelos golpistas de 64.
Mais de 40 anos depois, Maria Luiza volta ao tempo de menina e traz com ela todos os seus heróis: Elvis, Che e Artigas Castilhos, seu pai.
Maria Luiza Castilhos é psicóloga clínica com formação em Psicologia Social e Saúde Mental Coletiva. Foi professora da PUCRS e da ULBRA e atualmente é funcionária pública da rede municipal de saúde de Porto Alegre.
Pedrinho Guareschi - professor, filósofo, teólogo - é quem apresenta o livro. Luiz Carlos da Cunha Carneiro dirige o Centro de Memória Documental da Ditadura Militar (1964-1985) – antigo Acervo de Luta Contra a Ditadura.
Elvis,Che, meu pai e o golpe de 64
Maria Luiza Castilhos
136 páginas
ISBN – 978-85-88412-19-4
Edição e design – Clô Barcellos/ Libretos
Fotos - arquivo pessoal da autora
Preço: R$ 25,00
Pontos de venda: Livraria Cultura, Palavraria, Palmarinca e Saraiva Mega Store
Adroaldo, meu querido amigo,
sou o primeiro a votar na sua resenha, na certeza de que o livro, tanto pelo tema como por se aval, será um sucesso. De antemão, comunico-lhe que vou hoje mesmo aqui na Livraria Saraiva do Rio Sul, no RJ, comprá-lo. Só espero que já esteja disponível por aqui.
Um grande abraço.
Nivaldo
Excelente!
meus votos querido poeta!
Sucesso!!!
beijos
Adroaldo acho super importante pôr as lembranças deste período pra fora. E se for através da literatura é mais que bem-vinda.
Sucesso pra Maria Luiza e pra todos.
Vou comprar, adoro entender esse período.
Viva Che!
Sucesso para a autora
Maria Luiza
Parabens Adroaldo!
Elvis,Che, meu pai e o golpe de 64
Maria Luiza Castilhos
Adroaldo parabéns pelo comprometimento!
beijos
Agradecido, Domingos.
Claudia, sou grato.
Cíntia, fico feliz pela tua presença e contribuição para a difusão do texto da Maria publicando o linque de aquisição.
Paloma, que bonito que todas as pessoas tivessem o teu interesse na história do nosso povo pela nossa literatura contada.
Celina, agradeço.
Nivaldo, grande camarada, grato pelas sugestões benvindas em edição e presença entuasiasmada e estimulante aqui.
Oi Adro, já tinha lido sobre esse livro em algum lugar. Sua apresentação me fez ainda mais querer lê-lo. Como o Nivaldo, vou ver se ele já está à venda aqui no Rio.
Bj pra vc
Que bela surpresa, Ize.
Aliás, dupla: tua presença aqui (nesse avatar que te ficou muito bem) e poder eu ser responsável a estimular mais uma leitura tua, amiga.
Penso que o Nivaldo tem razão (dissera em edição e o comentário não restou publicado): uma abordagem desse modo eu também ainda não lera sobre aqueles duros e tristes tempos.
Li o o livro e postei algumas impressões de leitura, mas creio que não me vou muito bem às vésperas de fimkde semana.
Está aqui, em todo o caso:
Diz a narradora, a certa altura da história, que perdia o pavor de criança da circunstância inexplicável do pai encarcerado pensando que todos aqueles empolados, empinados, armados, em botas lustrosas, sob quepes e fardas, também sentavam no vaso sanitário para satisfazer necessidades fisiológicas como qualquer mortal.
Adroaldo. Criei um blog para que as pessoas possam relatar suas experiências na época. Tenho escutado muitas histórias daquele período e acho que é preciso liberar nossas memórias desconstituindo assim a "ordem de repressão" que nos faz colocar de lado aqueles anos de chumbo. O modo como nos relacionamos com a política hoje, guarda os reflexos daquele período. Que achas? Divulga e participa:http://malucastil.blog.uol.com.br/arch2008-12-28_2009-01-03.html
Maria Luiza Castilhos · Porto Alegre, RS 29/12/2008 18:40Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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