Em duas línguas

Roberto Maxwell
Professor ensina português em grupo comunitário
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Roberto Maxwell · Japão , WW
16/10/2008 · 107 · 4
 

Uma grande mudança vem marcando, nos últimos anos, o movimento migratório de brasileiros para o Japão. O chamado movimento dekassegui, que, em seu início, se caracterizava pela curta permanência dos migrantes no estrangeiro mudou de cara. Pesquisa realizada na cidade de Hamamatsu — considerada um microcosmo da comunidade brasileira no Japão onde vivem cerca de 20 mil dos mais de 316 mil brasileiros radicados no país — mostra que cerca de 28% dos migrantes possuem o visto permanente e 25% moram na Terra do Sol Nascente há mais de 12 anos. O perfil do brasileiro que vive no Japão também mudou. Se nos anos 90, a grande maioria era formada por homens solteiros ou casados que migraram sozinhos, a tendência agora é da formação de famílias. Por isso, uma das grandes preocupações dos migrantes e dos governos está na educação das crianças brasileiras no Japão. Dentre várias outras questões, uma tem se sobressaído nas discussões da comunidade. Pais e educadores perguntam: "é possível educar os brasileiros como bilíngues no Japão?"

Apesar de esta ser uma dúvida natural em famílias imigrantes, muitos dos pais só vêem a ficha cair quando o filho chega na idade de entrar na creche ou na escola, o que vem acontecendo cada vez mais cedo, já que pais e mães precisam estar no mercado de trabalho para ter um bom rendimento ou garantir a economia num Japão com salários cada vez mais baixos.

"Escola brasileira" ou "escola japonesa"?
As escolas étnicas brasileiras são, quase sempre, o destino para as crianças cujos pais pensam em retornar ao Brasil a curto prazo. (Para ler mais sobre este tema, clique aqui). Estima-se que existam em todo o Japão cerca de 100 escolas étnicas voltadas para brasileiros. Grande parte dela não é reconhecida pelo governo brasileiro e, até o momento, apenas duas receberam algum status de reconhecimento do governo japonês. Nas escolas brasileiras, o ensino segue o currículo determinado pelo Ministério da Educação Brasileiro e as aulas são, majoritariamente, em língua portuguesa. Como exigência do órgão máximo de educação brasileiro, as escolas têm no seu currículo aulas de língua estrangeira e devem oferecer o japonês como uma das opções. Contudo, crianças que estudam nestes estabelecimentos costumam ter contato limitado com o idioma local. Pesquisas revelam que o número de aulas de língua japonesa nestas escolas varia entre 2 a 4 horas/aula semanais, em média

Por outro lado, há famílias que optam por matricular seus filhos em escolas públicas, seja porque decidiram ficar no país por prazo indeterminado seja porque não têm a opção da escola brasileira. Para estas, a dúvida na educação das crianças começa na questão da língua e muitos têm dificuldades para decidir em qual idioma vão educar suas crianças. Os pais têm receio de que seus filhos aprendam o japonês e esqueçam a língua materna, provocando conflitos de comunicação na família. No entanto, alguns pais decidiram virar a mesa e aproveitar a oportunidade única de viver em outro país para oferecer a seus filhos uma educação bilíngue. Porém, mesmo estes têm uma série de questões e receios. Afinal, educar em duas línguas pode prejudicar o desenvolvimento infantil?

O que é uma criança bilíngue?
Antes de mais nada, é importante entender o que é o bilinguismo. Por definição, uma criança bilíngue é aquela que fala duas línguas. Mas, para os especialistas, quando o assunto é educação, a coisa não é tão simples assim. Isso porque existem níveis de aquisição de um idioma. Uma pessoa pode, por exemplo, falar japonês fluentemente mas não saber ler ou escrever o idioma. Mesmo dentro do universo da língua falada, há aqueles que conseguem se expressar bem no cotidiano, mas não conseguem entender uma aula ou palestra. Isso porque a linguagem do dia-a-dia e a do ambiente escolar apresentam diferenças. Considerando isso, uma criança bilíngue é aquela que, considerando a sua idade e desenvolvimento intelecto-emocional, consegue se comunicar em duas línguas.

Exigência do mercado?
Num mundo cada vez mais exigente em termos de qualificação profissional, aprender uma segunda língua parece ser o mínimo que uma família deve oferecer a suas crianças. No entanto, para a maioria dos pais brasileiros que vivem no Japão o bilinguismo tem sido uma questão de manter a família unida. Pelo menos foi pensando nisso que o casal Lima, proprietário de uma loja de produtos brasileiros no distrito de Shimizu (província de Shizuoka), decidiu ensinar português aos filhos. “A nossa mais velha foi escrever uma carta para a avó que ficou no Brasil e, quando nós fomos ler, percebemos que estava tudo escrito errado”, conta Luíza Lima que, alarmada, decidiu pôr a mão na massa. Neta de japoneses, Luíza se comunicava apenas na língua dos avós quando entrou na escola, ainda no Brasil. Com o passar do tempo, ela foi aprendendo português e deixou de lado a língua da família.

Ao recordar a sua própria experiência, Luíza temeu que o mesmo ocorresse com a filha. Ela e o marido esforçaram-se para manter viva a língua portuguesa dentro de casa. “Eu só falo com eles em português”, conta ela, “porque educar é uma tarefa que só se pode fazer em sua língua materna”, completa. Com os outros três filhos, o casal segue o mesmo ritmo. Eles nasceram no Japão e a única referência que possuem do português são os pais e a irmã. “Gosto que eles fiquem por aqui, na loja”, completa Luíza, destacando que, através do contato com os clientes, as crianças também podem praticar o idioma.

Silvia Yamanaka, que oferece suporte aos trabalhadores numa empresa em Hamamatsu, usa o mesmo método. Os meninos, de 8 e 9 anos, estudam em escola japonesa. “Eles nem precisam frequentar o reforço da escola”, conta a mãe coruja, mostrando que os meninos têm desenvoltura no idioma local. Mas, em casa, o japonês não entra. “A gente fala somente português em casa”, conta ela. Além disso, a família se vale da mídia para manter a criança em contato com o idioma dos pais. “Nós alugamos filmes e desenhos em português para que eles estejam sempre ouvindo a língua”, explica Sílvia. O resultado é que os dois meninos falam bem o português e o mais novo sabe até ler. “Veio do interesse dele que gosta de gibis brasileiros”, diz a mãe que pretende colocar os dois para aprender inglês, uma terceira língua, em breve.

Aprendendo em grupo
Outros pais foram buscar soluções em conjunto. O operário Sebastião Moreira, também de Shimizu, decidiu colocar as duas filhas de pequenas nas aulas extras de português organizadas há cerca de 8 anos por moradores liderados por Eliza Oda, que presta suporte a estrangeiros na SAME (Shizuoka City Association For Multicultural Exchange). “Aqui não tem escola brasileira porque a população de brasileiros é muito pequena”, conta ela, justificando a opção dos pais por organizar um grupo onde as crianças possam aprender o português. “Quando eu era pequena, estudei num nihon gakko (escola japonesa) no Brasil, onde pude aprender o japonês”, relembra Eliza. “Aqui, quero oferecer às crianças o mesmo que me foi oferecido quando eu vivia no Brasil”, completa ela.

Sebastião procurou o grupo há 1 ano e meio para matricular a filha de 9 anos que estava abandonando o português. “Não quero que elas esqueçam as nossas raízes”, diz o pai. Após uma viagem de férias ao Brasil com as crianças, ele e a esposa decidiram incluir, também, a filha menor no grupo. “Nos quase dois meses que ficamos no Brasil, elas tiveram um enorme progresso no português”, conta ele que já sente que as meninas estão perdendo a proficiência de novo. “O ideal é que tivesse outras crianças para elas praticarem o idioma” diz Sebastião que gostaria que os pais fossem mais unidos e organizassem atividades de lazer entre filhos de brasileiros com o objetivo de criar laços culturais mais fortes.

O que dizem os especialistas?
A professora Leiko Matsubara Morales, especialista em linguística do Departamento de Línguas Orientais da Universidade de São Paulo, apóia os procedimentos de pais como Sylvia, Luíza e Sebastião. Ela explica que ensinar duas línguas não é um tarefa fácil porque é necessário a criação de um ambiente propício para tal. “A criança aprende a língua num contexto, ou seja, em situações concretas de comunicação”, ensina a professora. Portanto, se a criança vive num contexto bilíngue — falando português em casa e japonês na escola, por exemplo — é mais fácil que ela se torne bilíngue.

Porém, mesmo nessa situação, há limites. “A criança não está duas vezes, ao mesmo tempo, em contextos diferentes”, prossegue Leiko para explicar que, por isso, o desenvolvimento não se dará por igual nos dois idiomas. Ou seja, uma língua tende a suplantar a outra dependendo da situação. Por exemplo, a criança de brasileiros poderá ter mais facilidade de expressar-se em português acerca das relações familiares e usar o japonês com mais desenvoltura para falar da escola. Os pesquisadores chamam essas áreas de “domínios” e a professora Leiko afirma que essa divisão é natural em crianças bilíngues.

Já a professora Sylvia Dantas DeBiaggi do Instituto de Psicologia da USP conta que muitos pais ainda têm receios com relação à educação em dois idiomas. Ela, que trabalha prestando assistência clínica a crianças bilíngues, conta que grande parte dos responsáveis chega a seu consultório pensando que aprender duas línguas ao mesmo tempo causará atraso na aquisição da linguagem ou menor desenvoltura linguística. “Esse medo não vem do nada”, explica ela. “Há ainda uma crença, inclusive por parte de alguns estudiosos mais antigos, de que o aprendizado deve ser feito em apenas uma língua para não causar confusão na criança”, conta Sylvia. Porém, ela tranquiliza os pais explicando que “crianças bilíngues não misturam as línguas e que atingem os marcos de desenvolvimento lingüístico na mesma época que as crianças monolíngues”.

Mistura?
Mas, afinal, por que ocorre de algumas crianças estarem falando em português e, de repente, soltarem uma palavra em japonês no meio da frase. Para a professora Sylvia essa mistura tem mais a ver com o padrão da fala dos pais. Ou seja, numa situação imigratória é natural que palavras do idioma local acabem sendo absorvidas pelos imigrantes que as usam em situações especiais. (Saiba mais sobre o tema aqui.) Além disso, há a questão dos “domínios” apontada pela professora Leiko. Considerando isso, conclui-se que a criança vai usar a língua mais confortável para cada ocasião. No entanto, os pesquisadores mais recentes são unânimes em afirmar que a criança sabe a diferença entre as duas línguas.

Idade ideal?
Quanto à idade ideal para ensinar um segundo idioma há controvérsias. Porém, uma coisa é certa: crianças têm mais facilidade de aprender idiomas que os adultos e, por isso, aprendem mais rápido e com mais solidez. Portanto, a infância é a época ideal para uma aprendizagem bilíngue. A professora Leiko Matsubara explica que algumas pesquisas apontam para a importância de ter uma base forte numa língua antes de aprender a outra. Ou seja, a criança aprenderia primeiro uma língua, que seria sua língua materna, e somente depois iniciaria a aprendizagem de uma outra. Assim, a segunda língua se apoiaria na primeira e se desenvolveria melhor. Porém, ela mesma conhece casos de pessoas que aprenderam duas línguas simultaneamente, sem terem apresentado problemas. A língua aprendida na escola ficou sendo a de maior proficiência. A vantagem, nesse caso, é que a criança consegue falar ambas as línguas com a pronúncia dos falantes nativos, desde que ela esteja imersa num ambiente onde esteja em contato com estes.

Escola e manutenção da língua
Para a maioria das crianças brasileiras no Japão, a segunda língua aparece quando elas entram na escola. Nesse caso, a professora Sylvia aponta a importância do ambiente escolar não apenas para a aprendizagem do novo idioma como, também, para a manutenção da língua falada em casa. “Se o ambiente não é receptivo a quem não domina o idioma local, isso vai dar à criança uma conotação de que há algo errado com ela”, explica a pesquisadora. Por isso, é importante que a escola valorize a experiência multi-cultural dos pequenos, para que eles não se sintam excluídos e, com isso, acabem rejeitando o novo idioma ou o idioma dos pais.

Da parte da família, é importante valorizar sua língua materna sem, portanto, desmerecer a língua do país em que está vivendo. Além disso, os pais precisam ter cuidado para não atribuir às crianças bilíngues tarefas acima do seu nível de maturidade. A professora Sylvia lembra que alguns meninos e meninas acabam se tornando intérpretes dos pais. Isso gera uma “inversão de papéis” que pode sobrecarregá-las emocionalmente, ensina ela.

A tarefa de educar crianças de forma bilíngue, sem dúvida, não é simples. Porém, ao viver em outro país, as crianças brasileiras têm uma oportunidade ímpar de aprender duas línguas de forma natural. Nesse caso, o papel das famílias é muito importante. Principalmente, se o assunto é ensinar o idioma materno dos pais. Muitos se sentem desencorajados ao falar com os filhos em português e receberem respostas em japonês. A professora Sylvia diz aos pais que não desanimem. “Isso é resistência ou falta de vontade”, diz ela. Porém, não são poucos os casos de filhos que, depois de crescidos, lamentam não falar mais a língua do país de onde os pais vieram. Muitos por causa de oportunidades profissionais perdidas, outros por mera questão cultural. Mas, todo mundo concorda em uma coisa: assim como num guarda-roupa, no mundo global, é sempre melhor ter uma peça a mais, ou seja, uma outra língua. para usar de acordo com a ocasião.

Semilíngues: o outro lado da moeda
Se alguns pais estão preocupados em formar crianças bilingues, há outros que vivem outro problema: seus filhos não dominam nem a língua materna dos pais, nem o idioma japonês. Segundo o EMAS, um serviço voltado para minorias étnicas nos Estados Unidos, um indivíduo semilíngue é uma pessoas que possui deficiências nas duas línguas que "fala", em comparação com os monolíngues. A expressão vem sofrendo uma série de rechaços por parte de cientistas e ativistas, visto que vem sendo usada como uma espécie de rótulo que estigamatiza indivíduos que não tiveram oportunidade de desenvolver suas capacidades linguísticas no período da infância.

A pesquisadora Yuki Haguiwara, da Universidade Sofia, é uma das que vêm estudando o fenômeno entre crianças brasileiras no Japão. Em seu artigo Crianças Brasileiras e Educação Japonesa, ela pontua que o problema começa a se revelar, em especial em áreas de grande concentração de brasileiros. A pesquisadora relata que há casos de crianças que demonstram certa desenvoltura no uso das duas línguas no cotidiano porém, quando o assunto é a leitura e a escrita, estão em níveis bem inferiores aos demais meninos e meninas de sua idade. As necessidades dessas crianças muitas vezes passam despercebidas, à medida que elas não apresentam problemas no uso cotidiano dos idiomas. O problema acaba ganhando vulto na escola, visto que a criança não consegue atingir os objetivos cognitivos propostos. Como a aprovação é automática até o final do ensino obrigatório (9 anos de escolaridade, como no Brasil), o aluno acaba tendo baixo rendimento e não sendo indicado para prosseguir os estudos no ensino médio, o que dificulta a matrícula nas escolas públicas.

Sem estudo, sem língua, sem emprego
Sem a opção de prosseguir estudando, muitos destes alunos acabam nos bancos de dados das empreiteiras, como candidatos à empregos que não exigem qualificação. Porém, mesmo neste caso, a falta da alfabetização em, pelo menos uma das línguas, também é problema na hora de conseguir trabalho.

Funcionário de uma empreiteira de uma das cidades com maior concentração de brasileiros, Mauro (nome fictício) conta que não é raro receber jovens de nacionalidade brasileira que não conseguem preencher os cadastros de emprego nem em português nem em japonês. O caso mais curioso, segundo ele, foi de um jovem de cerca de 20 anos que preencheu a ficha cadastral usando o silabário japonês katakana para escrever as respostas em português. O rapaz não sabia usar apropriadamente o alfabeto romano, tampouco os caracteres da língua japonesa e foi recusado no emprego. Motivo: os avisos e apostilas de treinamento são escritos em japonês e português; se a pessoa não consegue ler nem um nem outro idioma, não pode ser treinada.

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Helena Aragão
 

Lembrei da história de uma amiga que morou fora com a família justamente na fase de aprender a falar. Deu um tilte tão grande que ela travou, não aprendeu nem uma língua, nem a outra, só foi desenvolver a fala mais tarde.

Complicada mesmo a situação, mas dá a impressão de que os pais e educadores estão bem atentos a isso por aí. Imagino que em outros países a coisa seja ainda mais difícil.

Achei esta frase muito forte: “Porque educar é uma tarefa que só se pode fazer em sua língua materna”. Sendo a frase de uma mãe, não dá para duvidar.

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 15/10/2008 18:39
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Roberto Maxwell
 

Pois é, Helena. A situação é bem discutida aqui. Os pesquisadores japoneses estão preocupados com a escolarização e os estrangeiros com as questões de identidade. É um campo que ainda vai dar muito a se discutir.

Roberto Maxwell · Japão , WW 16/10/2008 16:31
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Lia Santos
 

Estamos com o mesmo dilema com nossa filha de 9 anos. A nossa sorte é que ela veio para os EUA quando tinha 4 anos e já falava muito bem. Hoje está alfabetizada em Inglês e tentamos falar ao máximo em Português com ela. Tanto era a preocupação que iniciamos uma escola de Português aos sábados na igreja católica onde frequentamos. É uma luta diária! :o)

Lia Santos · Estados Unidos da América, WW 14/1/2009 01:27
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Roberto Maxwell
 

Oi, Lia, como vai? Como vc falou, a luta eh diaria. Eu nao sou pai e fica dificil para mim avaliar o 'peso' dessa luta no cotidiano. Porem, tenho percebido que a manutencao da cultura de origem da familia pode ser um elemento de coesao do grupo familiar. Nas pesquisas com coreanos e chineses nos EUA, ve-se que ate o conflito entre geracoes tem servido para incrementar a relacao pai e filho. Aqui no Japao, o que eu percebo eh que, agora, os pais estao sentindo a necessidade de estabelecer essa relacao. O grande numero de horas trabalhadas eh, sem duvida, um impeditivo. Mas, nas pesquisas que eu trabalho sinto que os brasileiros tem reinvidicado mais tempo para estar com os seus rebentos. Eu queria muito saber mais sobre essas aulas na Igreja. Vc nao escreveria uma colaboracao para o site com o tema?
Um abraco,
RMax

Roberto Maxwell · Japão , WW 14/1/2009 02:43
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