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Entrevista com Dª Ketty Cirillo Lourenço
Hélton 100% MUQUI · Muqui (ES) · 24/7/2008 21:36 · 102 votos · 2 comentários ·  
 
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overponto
Um Exemplo de Mulher apaixonada por MUQUI.
Dª Ketty Cirillo Lourenço
O ENCONTRO DOS EX-ALUNOS DO COLÉGIO DE MUQUI É O MAIS ANTIGO DO BRASIL

HISTÓRICO DO COLÉGIO DE MUQUI ATÉ 1933.
Em meados de 1930 as famílias abastadas de Muqui, nos áureos tempos do café, internavam seus filhos no Educandário de Pádua, na cidade de Santo Antônio de Pádua, no Estado do Rio de Janeiro, a 150 km de Muqui, em busca de melhor ensino.
No entanto, houve nesta cidade uma epidemia de febre tifóide que tirou a vida de um dos alunos muquienses, Sebastião, de 14 anos, filho de Colina e Álvaro Afonso Freitas Lima, sem que a família viesse imediatamente a tomar conhecimento em razão dos parcos meios de comunicação da época.
Ao saberem do fato, os pais e tios dirigiram-se aflitos para a cidade vizinha, quando o tio do rapaz, Innocêncio Constâncio da Silva , entusiasmado com o imponente colégio que visitara, naquele instante tomou o firme propósito de fundar em Muqui uma escola semelhante que viesse atender à população da sociedade muquiense, carente de um curso colegial, para o desenvolvimento cultural do município.
Innocêncio era agricultor em Muqui e comerciante de madeira em Colatina, além de prático em dentista e mineralogista. Era casado com Da. Anita. Como Innocêncio conhecia Lavaquiel Biosca , Diretor do Colégio de Pádua, convidou-o a juntos fundarem igual colégio em Muqui, considerando como local propício para a instalação deste educandário um prédio já construído ao pé da Pedra do Dragão, no Bairro da Boa Esperança, de propriedade de Ana Fraga, que havia sido projetado para ser a Santa Casa de Misericórdia de Muqui.
Da. Sinhana, como a chamavam, que se interessava por medicina e era conhecida por todos por suas receitas caseiras de ervas medicinais, construíra o prédio, contando com a promessa do Governo de providenciar o equipamento hospitalar conforme anteriormente combinado, porém muito tempo se passou sem que cumprissem o acordo, resultando na inércia do enorme prédio que não atingira sua proposta inicial.
Em razão disso, formou-se uma comissão que então procurou Avides Fraga, um político local, a fim de que intercedesse junto à Ana Fraga, sua mãe, para que repassasse o uso da edificação ao novo projeto. Da. Anna concordou, estabelecendo que o Colégio funcionasse gratuitamente por 3 anos, sob a condição de que fossem doadas dez matrículas anuais para alunos menos favorecidos e de que fosse paga uma mensalidade à Santa Casa de Cachoeiro de Itapemirim, no valor de Cr$ 300,00 antigos, mantendo-se a gratuidade das bolsas de estudo. O Colégio funcionaria como sucursal do Gymnasio Municipal de Pádua .
Com o apoio do Prefeito Cristiano Rezende, gestão 1932/1935, e de outras personalidades da época, depois de várias reuniões, foram angariados fundos para a reforma. O prédio de dois andares de paredes sólidas e janelões coloniais, em forma de U, precisava ainda ser terminado e adaptado. A obra foi orçada em 38 contos de réis (moeda da época) que representava uma enorme quantia. Felipe Marques doou várias terras para ampliar as instalações do Colégio.
No morro próximo a este prédio, existia uma construção colonial erguida em fevereiro de 1927 onde funcionara o convento das freiras e o referido internato Colégio Paroquial Don Fernando de Souza Monteiro , dirigido pela Irmã Paulina, contíguo à Capela de São José (único prédio que ainda sobrevive no local) que naquele momento encontrava-se desocupado e, em razão disso, foram ali administradas as primeiras aulas do ano letivo de 1933 em caráter provisório. No futuro, o prédio do convento também serviu de moradia ao diretor do Colégio; de internato feminino e, mais tarde, de moradia aos padres agostinianos e os porões da residência do Diretor, de sede para o Tiro de Guerra 79, que ali se estabelecera de 1955 até 1964.
Em julho de 1933 , o prédio principal foi oficialmente inaugurado após o término da reforma, sendo que o ano letivo terminou já na nova edificação. Recebeu o nome de Gymnasio Municipal e Escola Normal de Muquy , haja vista ata da inauguração, e neste mesmo dia foi reconhecido como de Utilidade Pública pelo Decreto No. 79 sob grandes comemorações.

ENTREVISTA
Hélton- Quem foi o Idealizador desse Evento?
Dª Ketty: “Que eu me lembre, foram vários alunos, mas eu só me lembro de alguns que são:
• Dº Seneteses Moraes;
• Orlindo Berili e
• Idalício Caroni.

Hélton- Qual a intenção desse Evento?
Essa pergunta Dª Ketty respondeu rapidamente, como se ela já soubesse o que eu ia perguntar, ela disse: “O Reencontro de Amor entre os Ex-Alunos.

Hélton- Como era o Encontro Dos Ex-alunos em 1967?
E Onde era Realizado esse Encontro?
Dª Ketty: “Os Ex-Alunos Começaram a vim para matar a saudade, comer as comidas da escola que eles adoravam quando estudavam, sendo que nessa época já eram formados, mas mesmo assim, sentiam saudade do Colégio onde passaram pode se dizer que a metade da Infância.
Em 1967 o Encontro acontecia no próprio colégio, que ainda existia.

Nome: Ketty Ciríllo Lourenço, 83 anos de idade
Estudou no Antigo Colégio por 6 anos, e começou a estudar em 1935, ela diz quem em 1935 foram formados os primeiros alunos da escola normal e três do GINÁSIO.

O Encontro dos Ex-alunos do Colégio de Muqui estava marcado para 8:00 da manhã, mas os Ex-alunos só começaram a chegar a partir das 10:00hs.

Perfil do Dia: Nos Dias 19 e 20 de Julho de 2008 reuniram-se no CLUBE CAMPESTRE DE MUQUI os EX-ALUNOS DO ANTIGO COLÉGIO DE MUQUI, eles se reunem todo ano, sendo que este foi o 45º encontro,eles se reunem para relembrar e confraternizar juntos os anos de GLÓRIA em que estudaram no ANTIGO COLÉGIO DE MUQUI, lembrando que estve presente algumas pessoas importantes para a cidade como Dª KETTY CIRILIO LOURENÇO, e alguns famosos escritores Muquienses, como Dª NEY RAMBALDULCCI. Não esquecendo os Alunos que fizeram parte da FANFARRA AVIDES FRAGA, que se reuniram e fizeram o ensaio, como faziam antigamente, e logo após, seguiram para a SESSÃO DO GRÊMIO ELCLYDES DA CUNHA, que foi realizada no SALÃO NOBRE DO CLUBE CAMPESTRE, logo após foram para o desfile na RUA VIERIRA MACHADO.

tags: Muqui ES cultura-e-sociedade


 
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Parabens pelo evento!
Nic NIlson · Campinas (SP) · 23/7/2008 15:35 
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Legal, seria bom se em mais colégios, ou instituições assim, houvesse iniciativa desta ordem.
abrço
andre.
Andre Pessego · São Paulo (SP) · 24/7/2008 22:43 
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