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Entrevista com DJ DOLORES

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Márcia Shoo. · Rio de Janeiro, RJ
22/1/2008 · 104 · 4
 

(Respondida no dia 16.01.08)

Em entrevista exclusiva para divulgar o DJ SET que fará na cidade de Miguel Pereira/RJ [26.01], o premiado e "multi-gênero" Dj Dolores fala sobre o novo disco [1 REAL, ainda não lançado no Brasil], musicalidades e processos criativos, sobre a apresentação do dia 26, além da trilha sonora que irá compor nos próximos dias em Miguel Pereira, para uma montagem de teatro.

. Você disse numa matéria feita pelo Jornal do Commercio/PE (10.01.2008) que "música tem vida própria, é só segui-la". N´outro momento, a mesma matéria diz que nunca o "rótulo de world music" se encaixou tão bem num disco como no caso de 1 Real. A Folha de São Paulo (26.12.2007) compartilha da mesma opinião a respeito do seu trabalho, de um modo geral, situando você na categoria de "Dj Globalista". Entre o "rótulo de world music", "globalista" e a música com vida própria, o que é o seu novo trabalho?
DJD. Sem dúvida, eu só sigo minha intuição. Rótulos não são importantes se você está numa posição de criador.

. Ao contrário da diversidade sonora do disco, as letras tratam especificamente das mazelas urbanas do cotidiano de Recife, cidade que você diz ser o "centro das atenções neste disco" (Jornal do Commercio/PE, 10.01.2008). Como foi universalizar nas músicas suas impressões sobre este centro das atenções?
DJD. Sou um cidadão do mundo que mora no Recife, então toda a música - e os demais pontos de vista sobre o mundo - é conseqüência da experiência de estar vivo e circulando por aí.

. Publicada na semana passada, no site português cronicasdaterra.com, uma nota diz que 1 Real te mostra "mais músico, produtor e escritor de canções e menos DJ". Isto para você é fato, em relação aos dois álbuns anteriores? Qual seria a essencial diferença do Dolores em 1 Real?
DJD. Sim, ele tem razão. Neste disco - o mais pessoal - fiz quase todas as composições sem parceiros, além de arranjos e produção. Tentei compor canções, muito difícil para mim que venho de uma praia mais experimental.

. Você mencionaria vantagens e desvantagens entre lançar um disco por um selo internacional e por um nacional?
DJD. Lançar discos é muito trabalhoso. O bom seria fazer a música e disponibilizá-la gratuitamente. Mas já que temos de lançar, que seja com parceiros que se preocupam com a divulgação, distribuição. Estar num selo gringo me livra um pouco de todo o trabalho que envolve lançar um disco. Os selos brasileiros andam mal das pernas...

. O lançamento do disco está agendado para o mês de fevereiro na Europa, por onde você fará uma série de shows em países como Portugal, Holanda e França. Sua apresentação em Miguel Pereira/RJ será uma prévia do lançamento do disco no Brasil? O que há preparado para este show de véspera de carnaval?
DJD. Aí vou fazer um dj set. A tour é com minha banda: música eletrônica ao vivo. Quem for à Miguel Pereira/RJ vai dançar coisas que nunca ouviu falar. Minha idéia de dj é servir de "traficante" de música: levar ao público o que eles gostariam de dançar mas nunca tiveram oportunidade de conhecer.

. Um outro motivo te leva à Miguel Pereira, que é a criação da trilha sonora de Hotel Medeia – 3 performances da meia-noite ao amanhecer, da companhia teatral Zecora Ura, que desenvolve obras e processos artísticos numa ponte entre o Brasil e o Reino Unido. Como se deu a parceria?
DJD. Estou envolvido por acaso. Mas há algo mais verdadeiro que o acaso?

. Como será o processo de composição desta trilha? Alguma dinâmica específica em conjunto com o elenco e a direção de Hotel Medeia? Já sabe algo sobre as performances, ou tudo será descoberto na hora?
DJD. Não faço idéia nenhuma. Estou mantendo a mente aberta para o que me oferecerem.

. Você foi vencedor do Prêmio TIM de Música 2006, na categoria de melhor disco de música eletrônica, e do BBC Awards 2004 (Inglaterra), com o troféu Club Global da Radio One. Em que aspectos estes prêmios foram importantes pra sua carreira? E pra música eletrônica brasileira, de um modo geral?
DJD. É muito bom ser reconhecido mesmo que se trabalhe numa cena híbrida, que está ligada a estilos diferentes, pouco homogêneos.

. Gostaria de dizer mais alguma coisa?
DJD. O disco nem saiu ainda. Só em fevereiro.

+ Dolores
www.djdolores.com
www.djdolores.blogspot.com
www.myspace.com/djdoloresaparelhagem

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Vilson Vieira Jr.
 

Bacana a entrevista com o DJ Dolores, Márcia! É bom saber que a Música Eletrônica conta com talentos (e brasileiros) do nível do DJ Dolores. Quem sabe, um dia, nossas rádios jovens, que se auto-intitulam "as melhores", deixem de se orientar pelo "jabá" e resolvam tocar música de qualidade, feita por pessoas, e não fabricadas pela ânsia do lucro e da fama forçada!

Grande abraço! Parabéns por postar essa entrevista! Vilson Jr.

Vilson Vieira Jr. · Serra, ES 22/1/2008 15:31
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Márcia Shoo.
 

Oi Vilson, que bom que gostou da entrevista, obrigada. :)
Sobre rádios e jabás, compartilho da mesma opinião que a sua. É preciso darmos mais vozes e ouvidos, então, às rádios comunitárias, alternativas, on-line, espalhadas por aí...
abração!

Márcia Shoo. · Rio de Janeiro, RJ 22/1/2008 21:08
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joao xavi
 

já escutei o disco novo do dolores e, assim como os anteriores, é altamente recomendado a todo ser vivo.

joao xavi · São João de Meriti, RJ 26/1/2008 15:16
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Sergio Carvalho (Serjão)
 

evolução musical!!!

Sergio Carvalho (Serjão) · São Paulo, SP 21/7/2009 03:34
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