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Entrevista com os ex-extintos Kinikinawa (parte 1)

Marco Paulo Carlito
Anciã e neta Kinikinawa - Tradições, Rupturas e Sincretismos
1
Marcos Paulo Carlito · , PR
26/10/2007 · 433 · 114
 



Transcrição de trechos do diário de bordo da 2ª Expedição Guaicuru ao Sudoeste de MS (por Marcos Paulo Carlito)


Durante a prospecção de dados para a composição do livro “Porto Murtinho, a Importância do que Somos”, a Expedição Guaicuru ao Sudoeste de Mato Grosso do Sul visitou as aldeias São João e Tomásia, da reserva indígena Kadiwéu, no Município de Porto Murtinho.
Nesta reserva sobrevivem 03 etnias nativo-americanas: Os kadiwéu, remanescentes dos Mbayá-Guaicuru, também conhecidos como os "indíos cavaleiros"; os Terena, do tronco Aruak; e os Kinikinawa, também Aruak e considerados extintos pela FUNAI ao fim do século XX.

Abaixo transcrevo parte de nosso diário de bordo:


"Saímos da cidade de Porto Murtinho no dia 4 de maio de 2002, pela Br 267, contornando o lado sul e leste do Parque Nacional da Serra da Bodoquena, com destino à cidade de Bonito. Lá chegando, após a praxe das acomodações, fizemos breve sondagem para a contratação de um guia que nos levasse às aldeias São João e Tomásia. Fomos informados que na periferia da cidade vivia um artesão “indígena” que poderia nos servir ao propósito. No outro dia, pela manhã bem cedo, fomos ao local descrito, onde encontramos, para nossa surpresa, um homem que se identificava como remanescente Kinikinawa. Segundo o companheiro Henrique Spengler (historiador da Expedição), tal etnia havia sido considerada extinta há muito tempo.

Tratava-se do Sr. Ambrósio Góis, que vivia na cidade de Bonito com sua família, composta por esposa e seis filhos.
Nossa aproximação com Ambrósio foi direta e objetiva, visto que o mesmo, embora se apresentasse como Kinikinawa, estava completamente adaptado aos costumes de nossa sociedade. Numa abordagem simples tratamos primeiro de negócios, com o que adquirimos algumas peças artesanais, entre elas a pintura em couro de boi que aparece na foto ao lado, produzida por ele. Pagamos o preço de R$ 50,00 pela obra. Ambrósio pareceu ter ficado satisfeito.

Pouco a pouco o clima passava da negociação para a amizade, quando Ambrósio, então, nos convidou para uma roda de Tereré. Sentados ali, indagamos sobre sua origem, sobre seu povo, seus costumes, enfim, tudo a respeito desse inesperado acontecimento: “um Kinikinwa ressurgindo das cinzas”. Abaixo transcrevemos parte da entrevista colhida no quintal de sua residência ao pé da serra:

Nome: “Ambrósio Góis”.
Filiação: “Aureliana Marques Góis e Emílio Góis”.
Local de nascimento: “Aldeia São João, Porto Murtinho, em 1949. Há sete anos em Bonito”.
Esposa: “Julia Fernanda da Silva”.
Filhos: “Seis filhos, Dulce é a mais velha, Dirceu, Djalma, André, Cristiana, Elias”.
Nome nativo: “Por pouco tempo eles me ponharam o nome de Kalistini”.
Origem étnica: “Sou da tribo Kinikinawa”.

A tribo Kinikinawa era considerada extinta em Mato Grosso do Sul. Está acontecendo um resgate da tribo? Como está isso?
“Está meio complicado porque estamos no começo do resgate da tribo Kinikinawa. Os que são Kinikinawa mesmo ainda estão em dúvida, mas de uns dois anos pra cá eles começaram a preocupar com a etnia Kinikinawa”.

Quantas Kinikinawa existem hoje?
“Ali na São João nós temos uns 40 moradores. Ao todo deve ter umas 300 pessoas da tribo Kinikinawa”.

Eles mantêm a língua?
“Muito pouco. Nem os Kinikinawa nem os Terena. Mas agora, de uns tempos pra cá, tem o professor Inácio Roberto e ele está ensinando a resgatar o idioma da língua Kinikinawa”.

Na aldeia São João, vocês têm um cemitério próprio ou em conjunto com outras tribos?
“Os Kinikinawa têm seu cemitério próprio. É por família”.

Qual a diferença entre Terena e Kinikinawa?
“Algumas palavras são diferentes, outras são a mesma. Por exemplo o nome de um bicho, o sapo. Em Kinikinawa sapo se fala “uópo” e em Terena se fala “róuóuó”. Em Kinikinawa bugio se fala “tocóró” e em Terena se fala “cuxiáca””.

O que o senhor faz em Bonito?
“Estou aqui enfrentando grandes problemas. Foi um grande desafio conhecer a sociedade branca e o modo de vivência. Depois, colocar os filhos no colégio, que já foi uma melhoria. Aqui eu trabalho só com artesanato, meu meio de sobrevivência. Aqui vem turista comprar, todo mundo me conhece como artesão indígena. O turista não está procurando comprar nas lojas, está procurando vir comprar direto da gente. Aqui na frente de casa estou fazendo essa choupana para expor o artesanato”.

Quais os principais artesanatos que você faz?
“Flecha, colar, cocar, tanga, zarabatana, chocalho, lança, cerâmica e várias coisas”.

Os Kinikinawa têm tradição na pintura corporal e na tatuagem?
“Têm. As pinturas usa mais só preto, feito do genipapo, o mesmo que usa pra pintar o couro”.

Tem um estilo de desenho próprio?
“Tem estilo próprio. As vezes eles se perdem, mas agora que estão resgatando a cultura eles estão encaixando melhor as pinturas. Inclusive o professor João, que é um primo meu que mora na aldeia, pediu pra gente ajudar nesse trabalho da pintura”.

Falando em sobrevivência, que tipo de trabalho vocês fazem na aldeia?
“Na aldeia tem alguns que planta feijão, arroz, rama, outros planta milho, outros cria gado, outros caça, tira mel de abelha e vende, alguns faz artesanato e vende, estes são o meio de sobrevivência deles”.

Como é a relação entre os Kinikinawa e os Kadiwéu?
“Não são muito boas não. Sempre ameaçados. Eles se sentem superior e ‘imprensa’ os Kinikinawa e os Kinikinawa fica sem saber pra onde ir. Por isso que os Kinikinawa estão se esparramando. Cada imprensada que os Kadiwéu dá nos Kinikinawa vai um pouco pra cidade e esparrama. Meu medo é que daqui uns tempo nós, os Kinikinawa, entra em extinção outra vez”.

Vocês têm terras demarcadas?
“Não tem. Segundo a História de meu avô nossas terra eram no Município de Aquidauana, tal de “Agachê”, que também já foi conhecido como “Uacaxú” no idioma Kinikinawa. “Uacaxú” traduzido quer dizer capivara na lagoa. Como os guerrelheiros invadiu o território Kinikinawa e a aldeia, dispersou os Kinikinawa por toda parte, inclusive em cada aldeia tem Kinikinawa. Meu avô Pedro Marques, o José Carapé, Marcelino Faria, Benedito Rosa, vieram pra Corvelo. Corvelo era umas terras devolutas que foi dado pelo governo pra estabelecer os Kinikinawa ali. Aí moramos lá uns 17 anos quando imprensaram a gente de novo por parte do empresário dono da São Domingos, na época era o Dr. Maiero, na época os Guaicuru tinham ganhado estas terras aí. Aí conversaram com eles e conseguiram um pedaço de terra pra eles morar”.

Como os Guaicuru conseguiram as terras deles?
“Segundo a História que eu tô sabendo, que eu não sei bem direito, foi em troca deles ajudar a ganha a guerra pro Brasil”.

Quantas aldeias existem na reserva Kadiwéu?
“Na reserva Kadiwéu tem três, Tomásia, Barro Preto e a Bodoquena”.

Como é a relação dos nativos com os fazendeiros?
“Não posso te falar nada porque eu não acompanho isso aí. Sei que agora nem contrato faz. Falam que é um território dos Kadiwéu, mas não é dos Kadiwéu nem dos Kinikinawa, porque segundo a legislação indígena fala que é um patrimônio da união, do governo, é um direito que o governo deu pros índios morar, mas quando se fala em direito envolve só uma tribo... E tribo com tribo não se combina mesmo, os costumes são diferentes, as idiomas são diferentes, tribo não vai fazer outra tribo acompanhar seus costumes porque eles já vem de Deus. Então este é o grande problema né. A maior preocupação que os Kinikinawa tão tendo é localizar o terreno deles, um terreno pro domínio deles”.

O que o senhor sabe sobre os Guaicuru do passado?
“Quase nada. Só sei que eles eram muito cavaleiros”.

E os Guaicuru de hoje, qual a maior atividade deles?
“Não sei não. Acho que eles deixaram de ser cavaleiros, deixaram de ser artesãos, esqueceram do seus trabalhos de artesanato porque tinha Guaicuru que fazia chapéu muito bem feito, hoje não tem mais. Achei muito errado a organização da FUNAI, dividir fazenda pra ser domínio só de uma tribo, uns foi prejudicado e outro beneficiado e o direito é de todos, tem que ser do jeito que tinha que ser, tinha que ter reserva pra todas as tribos. Isso acabou com a nossa cultura. Dentro desta reserva tem cento e poucas fazendas, cento e poucos índios foram beneficiados e o resto como é que ficou? Isto os governos tinha que ver, a FUNAI, hoje a FUNAI não tá valendo nada, não resolve nada”.

Como é a questão da educação nas aldeias?
“Tá sendo bom, porque a educação é do Município. Tá sendo mais organizado do que a FUNAI”.

Quem dá condições para a educação nas aldeias, o Município de Porto Murtinho ou de Bonito?
“Porto Murtinho. As aldeias estão no Município de Porto Murtinho. Mas tem sempre alguma falha devido a distância. Murtinho é muito longe, pra ir lá tem que vir em Bonito passar em Jardim para chegar em Murtinho, quando falta alguma coisa no colégio tem que dar toda essa volta. E Bonito sempre está dando assistência, desde quando me entendi por gente Bonito é o recurso onde nós vem comprar e ter a assistência de saúde”.

Qual a distância de Bonito até as aldeia São João, Tomásia e Bodoquena?
“São João fica 70 Km de Bonito. Tomásia fica uns 150, e Bodoquena fica a quase 200 km de Bonito”.

Como é a saúde nas aldeias?
“A saúde é atendida pela FUNASA, que atende todas as aldeias, só que é péssimo”.

Quais as doenças mais comuns na aldeia?
“Lá sempre dá febre, dor de cabeça, gripe, agora já aconteceu de dá também problema de coração. No índio agora ta aparecendo várias qualidades de doenças, inclusive tem índio antigo aí doente”.

Já chegou alguma doença mais grave como a AIDS na aldeia?
“Não. Até a gente conversou bastante com o cacique na semana passada sobre o cuidado das indígenas tá se empregando em cidade, preocupar com os artesanatos pra o índio não precisa sair trabalhar fora. Inclusive tenho preocupação porque eu sei fazer meu artesanato, mas tem índio que não sabe e pode cair na mão do branco e ser explorado por não ter um meio de sobreviver né. Eu proponho pra eles se eles querem aprender que aprende comigo né, não precisa gostar de mim, precisa gostar do que é deles, porque amanhã será o meio de sobrevivência deles. De repente daqui a um dia eu morro ou vou pra outra parte, o dia de amanhã não pertence à gente né, então tá assim”.

Qual a mensagem que o senhor passa para os jovens Kinikinawa?
“Pra eles preocupa com a etnia Kinikinawa que é a etnia deles. Procurar aprofundar na História dos antepassados, porque a criança não procura estudar os antepassados, ele só procura ir pra frente. Entrevistar os pais deles, os avós, perguntar como é que era e aprender pra escrever. Eu mesmo não escrevi nada, não envolvia com a História, era índio e não tinha preocupação de nada, eu pensava que sendo índio não precisava de amanhã ou depois tá contando a História de meu avô. Agora, depois que eu entendi que sou Kinikinawa e precisei da História, corri atrás mas não consegui pegar tudo. Mas eu to indo”.

Como está sendo o trabalho de divulgação da cultura Kinikinawa aqui na cidade?
“Está sendo muito boa, inclusive os colégios estão nos procurando. Estive no dia 16 de abril no colégio BCG, fui fazer minha palestra sobre os Kinikinawa, fui vestido do nosso jeito, pintado, com flechas, levei nossos instrumentos, mostramos como é o toque, falamos um pouco o idioma, e eles gostaram, os alunos vêm visitar a gente aqui pra escrever História e o que a gente puder fazer a gente faz”.

Entre outras coisas, o senhor Ambrósio nos contou que era evangélico e que possuía carteira de identidade na qual constavam os seguintes dados: Ministério da Justiça, Fundação Nacional do Índio/Administração Executiva Regional - Campo Grande/MS, Lei nº6001/73 - Estatuto do Índio; Nome: “Ambrósio Góis”; Identidade: nº 013.758/FUNAI; Aldeado em: PIN São João - MS; Expedida em 10/01/2.000; Filiação: Emílio Góis e Aureliana Marques; Nascido em 07/12/1949; Local: Aldeia São João/Porto Murtinho/MS; Cútis: Morena; Nação: Kinikinawa; Sexo: Masculino; com assinatura do portador e da Administração Regional/FUNAI-MS.

Após longa conversa comunicamos a Ambrósio nossa pretensão de conhecer as aldeias São João e Tomásia, externando nosso desejo de tê-lo como guia, o que de pronto foi bem aceito por ele, que já há algum tempo procurava meios de retornar à aldeia São João, como sempre costumava fazer, mantendo-se em viagens entre a cidade e o campo. No Land Rover 4x4 que servia como transporte para nossa equipe partimos no mesmo dia ainda pela manhã, seguindo pela rodovia MS/339, que liga Bonito à localidade de Baía das Garças e Morraria do Sul. A 60 Km da cidade de Bonito encontramos o boliche (pequeno armazém de secos e molhados) “Prentisi”, o primeiro ponto de referência para encontrar a aldeia São João. Dali, virando à direita, saímos da MS/339, percorrendo mais 10 Km de estrada de chão até chegarmos a nosso objetivo.


(continua)

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Marcos Paulo Carlito
 

Caro Marcos Paulo,

Eu gostaria de dizer alguma coisa sobre sua colaboração, mas, infelizmente, agora não posso. Você terá de esperar, ok?

Grande abraço!!!

Marcos Paulo Carlito

Marcos Paulo Carlito · , PR 25/10/2007 20:17
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carlos magno
 

Gostei demais dessa intrevista sobre os povos indígenas desta região que você acabou de postar. Considero uma bela contribuição para a história do nonno país. meus sincerso aplausos e abraços.
Carlos Magno.

carlos magno · Rio de Janeiro, RJ 25/10/2007 21:09
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anamineira
 

Marcos, graças ao seu trabalho estou conhecendo mais uma tribo indígena que não está extinta. Como o Senhor Ambrózio está consciente vai poder dar uma grande ajuda aos demais.Parabéns para ele, para você e sua equipe.
Só se constrói com muito amor.
Parabéns!
Um forte aperto de mão.

anamineira · Alvinópolis, MG 25/10/2007 21:35
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Cintia Thome
 

Marcos Paulo

Belo trabalho e estou me deliciando com esta tribo. Delícia saber
e reaprender o que é Brasil. Parabens a todos.abçs e voto.

Cintia Thome · São Paulo, SP 26/10/2007 07:41
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Mestre Jeronimo - JC
 

Mascos,

Beleza de texto, informacao, resgate pra cultura, etc.

Mas, tem uma questao, pra meditacao, geral, do que eu li no texto, nesta parte, que me leva a crer numa contradicao da parte deles, "indios" (?) que falam uma coisa, e ja sao outra, infelizmente!

Entre outras coisas, o senhor Ambrósio nos contou que era evangélico e que possuía carteira de identidade...


Nada contra ter a RG, ate aih, nao muda muito de vc, so eh um numero pra poder gingar a vida no si$tema que somos BR.

Mas, falando em contradicao, falta de IDENTIDADE & FUNCAO, ESPIRITUALIDADE,,,... pro que diz que eh, ou quer ser, cultura:

Como está sendo o trabalho de divulgação da cultura Kinikinawa aqui na cidade?
“Está sendo muito boa, inclusive os colégios estão nos procurando. Estive no dia 16 de abril no colégio BCG, fui fazer minha palestra sobre os Kinikinawa, fui vestido do nosso jeito, pintado, com flechas, levei nossos instrumentos, mostramos como é o toque, falamos um pouco o idioma,


Deixa eu ser mais direto, claro: na Capuera, tb tem muita coisa assim hj em dia, outrora, o que inspirou pra LUTA, PRA REVOLUCAO, pra se graduar educacao, e respeito ao proximo, hj em dia... tem gente que diz que ginga, que eh da Capoera, e taca "sal grosso" em 'roca' de umbanda e candomble... diz que eh coisa do diabo... mas, toca o atabaque na roda??

Pois eh... coisa que nem o "diabo" ( entre ostros bi$$pos, e papa$$) poe defeito, nem quem eh INTELIGENTE entende! Mas, existe!

Entao INDIO (?), QUE SE PRESA, POR FAVOR, pra que se inventar na religiao de outrem (instituicao comercial, na REAL!), QUANDO diz que ta afins de ter uma identidade, e preservar sua cultura? Como vai se resgatar assim?

Pois eh, eh sinal, de que fala muito, faz o que digo, mas o que faz... ???... quem ta nessa, ta devendo pra AJURICABA, ZUMBI & PALMARES... e quem desse porte, que VISA o que diz que quer e FAZ no fundamento do que EH!

Bom, nada contra a "religiao" do seo Ambrosio, nem nenhuma instituicao do genero e numero em particular, mas, pra nacao Kinikinawa... serah que eles nao tem mas espiritualidade que vale, pro que querem preservar de sih???

Bom... fica aih a questao, senao, a contradicao no teu texto, do que este pequeno detalhe pode fazer ate pra justificar tudo o mais que foi descrito, por eles, que dizem que querem ter... identidade? Cultura? Respeito?

Sarava... hj sexta, aa quem de funfun... dia de Oxala!

Mes. JC - Iconoclasta




Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 26/10/2007 12:00
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Mestre Jeronimo - JC
 

correcao... na cabeca do jogo... MARCOS , e nao mascos!

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 26/10/2007 12:01
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Marcos Paulo Carlito
 

Querido Jeronimo,

Agradeço seu questionamento e vou tentar explicar alguma coisa.

Sobre o que parece uma contradição:

De minha parte, como repórter ou relator da historiografia, não posso transecrever absolutamente nada a mais nem a menos do que o Ambrósio falou. Se ele diz que está no resgate de sua própria cultura, eu anote e transcrevo sua resposta. Se em seguida ele diz que tem certa religião ou que vai no Mac Donald's, eu transcrevo da mesma forma, sem colocar no texto minha surpresa, minha incompreensão, minhas reflexões sobre qualquer incoerência. Simplesmente reporto a realidade da vida e da cultura do Ambrósio segundo o próprio Ambrósio.

Agora, fora do trabalho de reportagem e historiografia, já aqui no Overmundo e muito longe da aldeia, lendo a matéria como qualquer outro colaborador, aqui sim posso fazer minha própria análise sobre a entrevista com o Ambrózio.

Pegando a linha que você levantou, o que posso dizer é o seguinte: é fácil falar em cultura quando resta alguma coisa dela. Difícil é ser perseguido e exterminado e não sobrar nada além de você mesmo já adulto (sem pai; sem mãe; sem anciões pra contar como era; sem apoio do governo e com uma FUNAI que não entende porra nenhuma do sofrimento e da real necessidade do "índio"; sem terra; sem saber onde estão interrados seus mortos; sem trabalho; sem paradeiro (porque o "índio" é tocado de lugar constantemente, se ficar morre); sem identidade. Nem branco, nem "índio" (a palavra índio exprime um ser sem identidade, é a mesma coisa que nada, não identifica origem, etnia, língua, porra nenhuma. É como se não houvesse uma presença étnica e cultural por trás desta palavra) nem Kinikinawa.

Então, o cara acaba se virando do jeito que pode para sobreviver. Tem "índio" que reage como Marçal Guarani, busca sua própria identidade na memória coletiva de seu povo (quando isso é possível) vira lider, vai a imprensa, denuncia os abusos da sociedade e depois é assassinado.

E tem "índio" que reage como Ambrósio, se apegando em qualquer tábua de salvação pra sustentar 6 filhos com sérios agravantes: ele não tem função dentro da sociedade branca (porque não foi criado com os brancos e não tem qualificação profissional para isso); e ele não tem função tribal (porque sua tribo não existe mais e a prática de qualquer tradição antiga se tornou inviável).

Diante deste quadro complicadíssimo, cuja gravidade não consigo aqui esternar nem sua décima parte (principalmente no que toca a alma, o coração e a personalidade de uma pessoa que viveu esta triste realidade) ou o "índio" vira "branco", ou o "índio" morre ou (esta é uma opção muito nova que eles mesmos criaram) o "índio" se reinventa, assim como o Ambrósio está tentando fazer.

Os kinikinawa estão tentando se reiventar... Eles querem inventar uma nova tradição porque não encotram nada sobre seu passado nos livros (é uma das centenas de etnias que não foram catalogadas, estudadas ou apontadas pela civilização nos livros). Não tem outra saída.

Isso só já é um fato extraorninário que representa uma nova esperança para o Brasil. A mesma coisa fizeram os negros escravos aqui no Brasil. Não puderam reproduzir sua cultura como era em suas tribos na África, mas reinventaram seus costumes para afirmar uma nova identidade. Ou você não reconhece o sincretismo das baianas que misturam de uma forma bem interessante os Orixás com os santos católicos? Da forma como você crítica, teria primeiro que criticar sua própria cultura, que também não é mais original como antes, mas teve que se adptar aos costumes de aqui para poder sobreviver.

Você não sabe a pressão que existe dentro de uma aldeia com dezenas de igrajas evangélicas fazendo a cabeça do índio (e com recursos para isso).

Agora presta mais atenção na foto de cabeceira desta matéria. Lá está Uma velha Kinikinawa e sua neta. Ao fundo um grande sincretismo religioso. Símbolos do natal e do catolicismo, simbolos dos orixas (veja lá São Jorge) e, note, um pequeno cálix de barro. Sabe pra que ele serve? Pra esconder o que restou do xamanismo original dos Kinikinawa. Serve pra tomar remédio do mato e benzer com as coisas do mato.

Então, não cobre deles o que você mesmo não teria condições de dar se vivesse o que eles vivem. Não esqueça que a sociedade sempre perseguiu o "índio" e tudo o que ele faz. É natural que escondam o pouco que lhes resta de sua cultura e abracem com as mãos o que lhes obrigam ou lhes fazem parecer ser a única forma de sobreviver. Mas não se esqueça!!! Se você procurar bem dentro, bem ao fundo, vai encontrar um pequeno cálix de barro onde escondem sua essência mais preciosa...

Não sei se consegui explicar o que realmente está por trás da reinvenção do "índio" por ele mesmo. Doravante, se depender do Ambrózio, ele será chamado não de "indio", mas de Kinikinawa, porque é assim que ele se reconhece (mesmo que se reivente para isso) e é assim que ele quer ser chamdo pelo mundo.

Marcos Paulo Carlito · , PR 26/10/2007 12:43
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Mestre Jeronimo - JC
 

Marcos,

sem duvida... vc eh o reporter, e isso nao tem nada a se falar, que falta ou deve, vc ta de parabens, pois ta retrtando o que 'eles' tem pra retratar.

Agora vamos ao 'jogo':

Pois eh, feito o que aconteceu com a cultura de tantos outros, gregos, romanos, etc, agente tem que ser mandigero, INTELIGENTE, e se adaptar ao meio, Capoera eh isso... e nao eh coisa nova, existe com o ser humano que quer sobreviver.

Daih... ou o "índio" vira "branco", ou o "índio" morre ou (esta é uma opção muito nova que eles mesmos criaram) o "índio" se reinventa, assim como o Ambrósio está tentando fazer.

A opcao 3ra, eh a mais interessante, ou, vale mais pra fazer o que almejamos. Seja, re-inventar, como foi feito no que de camdonble, umbanda, etc, samba, capoera, etc. Ate aih, como falei, enganar o "patrao" fazendo sinal de cruz pro cara pensar que vc ta na dele, eh uma coisa, a outra, opcao )?(, eh que tem gene que esquece que ta fazendo de conta, e vira mesmo fantoche do si$tema.

Bom, ate aih... quando na reportagem tem lah que ele fala:

Estive no dia 16 de abril no colégio BCG, fui fazer minha palestra sobre os Kinikinawa, fui vestido do nosso jeito, pintado, com flechas, levei nossos instrumentos, mostramos como é o toque, falamos um pouco o idioma, e eles gostaram, os alunos vêm visitar a gente aqui pra escrever História e o que a gente puder fazer a gente faz”.


Minha sugestao, senao, o que critico no que tem nesse "jogo" , eh que, fala tudo , mas esquece, ou nao foi retratado no q

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 26/10/2007 12:58
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Mestre Jeronimo - JC
 

que foi reportado, de religiosidade, espiritualidade do povo que esta em evidencia.

Bom... ate aih... Marcos, eu mesmo, quando saih do norte " " como era preconceituado quando sih de casa pra BSB, fazia muita "reza" do jeito que vc falou, tava fazendo media pro patrao, pra poder sobreviver...

Ate aih, inteh Capuera eu negava que era, nessa hr, pois pra ser preconceituado, e nao chegar ate aonde estou... bom, acho que podemos ate chegar no mesmo ponto que vc fala...

Mas, a questao, eh que, eu nao falava, ja que negava que era capuera, nao ia, pra igreja fazer media com ninguem.... minha espiritualidade, a parte mais forte do que sou, esta, ficava como eh...

Entendeu?

Engtao, sugiro, como falei ate pros Aborigenes na AU, logo depois que chegeui lah, e numa situacao de "fazer" media, eu falei, e eles compraram o JOGO: olha, tem limite certas coisas, pra gente fazer de conta que o patrao eh que tem razao... pois, de onde eu venho, e do que sou... zum zum zum, tem funcao...

E melhor morrer de cabeca erquida, que nem Ajuricaba, por ex, outros, nesseporte, do que fazer muita media, e perder a cabeca, e a alma.

Sera que da pra entender o que eu to... gingando?!

Sarava!

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 26/10/2007 13:03
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Marcos Paulo Carlito
 

Jerônimo,

Você critica o sistema...

Você por acaso vive fora dele?

Marcos Paulo Carlito · , PR 26/10/2007 13:04
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Mestre Jeronimo - JC
 

Marcos.... EU SOU O SIS$TEMA!

POr aih... a coisa vai pra outra direcao.
Abr

jc

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 26/10/2007 13:07
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Marcos Paulo Carlito
 

Entendi,

Não nego o papel de Zumbi, que é o qeu você defende aqui.
Tenho certeza de que se Zumbi não fosse Zumbi a voz do negro não seria tão forte como é hoje.

Mas pense uma coisa, nem todos podem ser Zumbi. E se fossem, teriam morrido todos e o que seria dos negros hoje?

Eu respeito o Ambrózio e continuo o admirando mesmo sendo ele evangélico, porque foi ele e mais ninguém (nem um índio puro, nem o goveno inerte, nem quem o critíca) que com suas ações está fazendo os Kinikinawa ressurgirem das cinzas.

Sua ginga me parece etnocêntrica porque você quer que o mundo inteiro defenda uma origem pura? Do que você está falando?

Marcos Paulo Carlito · , PR 26/10/2007 13:14
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Mestre Jeronimo - JC
 

Marcos,

Eu nao "critiquei" o Ambrosio, em particular. Mas, deixei uma 'linha' pra inclusive ele meditar, no que sem duvida, nao tirei o merito, ja faz, em prol de ter a sua identidade e cidadania, Kinikinawa, respeitada, e sendo reconhecida.

Nao defendo o mundo inteiro, seria dificil essa tarefa, e pra um Ser inteligente, uma opcao que nao serve pra nada que vale pra se evoluir.

O "mundo", quica, dos homens, tem eh que se assumir, e se precvisa, se defender, tomar uma atitude, que vale pro que diz que almeja, sonha.

Nesse caso, seja Gengis Kan, Chaka Zulu, Zumbi, Ajuricaba, Gandhi, Mandela... assim afora, quem serve pra isnpiracao pra gente poder acreditar que existe uma opcao, pra nao servir a es$cravidao... se Jesus, por exemplo, ja que vc incita pro jogo, tivesse ficado "vivoi", fazendo "media" quica, como Ganga Zumba, por ex, queria fazer... serah que o efeito seria o mesmo?

Voce consegue aolhar nesta 'jaela' este prisma, do outro lado da lua?!

Ou seja, minha ginga, eh nesse jogo, pra que eu pensar que to "vivo" se to vejetando? Sendo que morte, nao eh um problam, pra quem... aih entra o que eu direcionei o jogo, pra melhorar a atitude dos tantos "ambrosios"... pra quem, TEM ALMA, E NAO SERVE PRA NENHUM FEITOR NAQUILO QUE ACREDITA QUE EH, SER!

Eh isso aih, o meu jogo, quica, mas, melhor, a posicao que eu destino este tema, pois, o resutado do problema que temos no BR em geral, pra nao dizer que nao falei das flores... eh que tem muita gente esperando, e nao esta caminhando... !

Bom, I am not the only one... poderia dizer ate que o joao, tinha razao. Mas, acao, eh preciso ter feh, sem a feh... vais aonde... homem: branco, pardo, amarelo, azul, etc.

Indeed, cest' vrai, a lua, nao tem nenhum lado escuro, pois, eh toda escura, o SOL, eh que eh a luz!

Capoera, uma arte, e contradicao, a vida, uma funcao.

Iee... viva meo *deus, camara!

*Tupa~ eh mais uma palavra que existe pra essa funcao de esconder pra se desenvolver!

Jogo ta bao menino... **mandei uma nota pra mais gente que sempre me cinvida pra votar no over, vamos ver se tem mais pra dar 'dende' pro 'ebo' que vc colocou pra gente gingar.

Parabens, pelo jogo, texto!

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 26/10/2007 14:00
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Marcos Paulo Carlito
 

Beleza,

Meio a meio pra cada lado, e o Ambrozio na dele. Não vou interferir na onda do cara. Deixo esse papel pra quem pode realmente ir lá e fazer a diferença.

Quanto ao jogo e a ginga, é muito bom mesmo.

Diz aí uma coisa, como é que se chama aquela capoeira mais lenta, com um gingado mais ritmado e onde os jogadores mantém uma distância maior do que na ginga mais comum?

Marcos Paulo Carlito · , PR 26/10/2007 14:09
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Mestre Jeronimo - JC
 

Vamos lah...

olha, a capuera "mais lenta" como eh alcunhada, em geral, ela eh a capoera angola, ou, dos angoleiros. Mas, vamos esclarecer uma coisa, nao tem capuera mais lenta, tem CAPOERA!

E, quando a gente, meu caso, jogamos "lento" se joga eh bem colado, quanto mais perto do inimigo, (no caso de que se luta) melhor, a outra parte dessa historia moderna que temos, na roda, eh, Capoeira Terional, que foi estabelecifda na BA, pleo mestre 'bimba' a partir dos anos 30. O que tb, hj em dia, nao eh a mesma coisa, mas, vartiacoes sobre esse tema, daih, o pessoal joga, se reaciona, diria outra, a "500"de distancia... o "inimigo"seja o caso do jogo, sedamuito bem nessa furada.

Mas, eh muito pras se falar em duas linhas sobre isso, eu resumo assim, acabei de dar ate mais uma 'palestra' num curso que fui convidado pra participar estando aqui no rio de passagem:

Capoera,minha gente (kapuera, seria ate mais in tune pro que de relacao com o tupi guarani, misturado com tudo o mais que foi improvisado ate chegar nessa definicao...)... capoera,... eh uma relacao...

a dois, numa roda, a muitos... gfeito uma variacao de adao e eva, por ex, falo assim na metafora... entao.. se adao ama eva, que ama adao... como podem ter pressa (?0, e comer a maca feito um fast-foood?

Taih o "i" da questao... sem fazer muita enrolacao... sem ter tesao, nao rola emocao, e o jogo da capoera, eh muito alem da imaginacao.

Sera quedeu pra te responder, ou, mandiguero, a gente da muita volta, vc nao pegou o trem... se for assim, eu volto a te dar mais uma linha, menos volta.

Abr

jc

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 26/10/2007 14:22
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Mestre Jeronimo - JC
 

Marcos

erata, CAPOEIRA REGIONAL, a luta regional baihana que o mestre bimba desenvolveu.

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 26/10/2007 14:37
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arlindo fernandez
 

Salve Carlito!

Gostei dessa aventura - vc está em todas.
Olha, estava eu lá em Bonito - começo deste ano. Conheci um indio Kinikinawa, ficamos amigos. Visitei a famílio do indio, que já tinha mistura de Kadiwéu pela esposa. A noite, ele chegou de bicicleta em minha casa - conversamos até uma horas. O que ele reclamava, era o fato da possivel extinção. Gostei muito daquele Kinikinawa, até escrevi um
href="http://www.overmundo.com.br/banco/o-homem-que-queria-ser-um-limao-conto"> conto

Hoje vc me lembrou o Indiana Jones!!!!

saudações Kinikinawa

arlindo fernandez · Campo Grande, MS 26/10/2007 15:22
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arlindo fernandez
 

pode ver!

arlindo fernandez · Campo Grande, MS 26/10/2007 15:24
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Nydia Bonetti
 

Mais um belíssimo trabalho, Marcos!
Mais uma vez: Parabéns!
AbraçosNydia

Nydia Bonetti · Campinas, SP 26/10/2007 16:03
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Marcos Paulo Carlito
 

Carlos,

Obrigado mais uma vez por seu prestígio aqui...

Grande abraço Guaicuru!

Marcos Paulo Carlito · , PR 26/10/2007 16:34
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Marcos Paulo Carlito
 

Ana,

O mérito é todo do Ambrósio.

Grande abraço!!!

Marcos Paulo Carlito · , PR 26/10/2007 16:36
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Marcos Paulo Carlito
 

Cintia,

O Brasil é isso mesmo, um caldeirão efervescente de etnias, culturas e surpresas!

Obrigado por sua presença aqui!

Marcos Paulo Carlito · , PR 26/10/2007 16:37
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Marcos Paulo Carlito
 

Salve Arlindo!

Vou lá correndop ver teu link!

Grande abraço e obrigado or sua presença!

Marcos Paulo Carlito · , PR 26/10/2007 16:41
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Marcos Paulo Carlito
 

Nidya,

Mais uma vez obrigado por sua presenç aqui.

Grande abraço!

Marcos Paulo Carlito · , PR 26/10/2007 16:42
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Elizete Vasconcelos Arantes Filha
 

Bonitão. Eu já gostava de você, agora gosto mais ainda. Belo trabalho antropológico de resgate de tradições.
Tudo o que você disse eu concordoperfeitamente.
Elizete Arantes

Elizete Vasconcelos Arantes Filha · Natal, RN 26/10/2007 17:02
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Andre Pessego
 

Meu caro Marcos,
Nós, o Brasil, precisa aprender a compreender a situação das chamas minurias (algumas sendo maiorias: negro, mulher), como elemento vítima de um sistema e não de pessoas; e ver a socidade como peça, mola mestra, deste mesmo sistema.
Mas, legal a tua entrevista, o teu interesse.
Um abraço, andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 26/10/2007 17:10
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Ériton Berçaco
 

Carlito,
gostei muito da entrevista. Muito mesmo. Penso que resgatar uma cultura envolve uma série de fatores. Eu sou descendente de índio e de italianos. Sinto o maior orgulho disso, e respeito todas as outras etnias. Mas, é preciso saber que nem nós, descendentes, nem o índio inserido na cultura branca, estamos imunes à cultura global e ao famigerado sistema. O Ambrósio quer resgatar sua cultura Kinikinawa, mas em alguns aspectos apenas, pois ele é evangélico. Não vejo problema nisso, trata-se de uma opção dele. Se eu sou negro e quero resgatar minha cultura, eu não preciso, necessariamente, resgatar a religião de minha etnia africana. Posso ser um negro cristão, budista, enfim, e resgatar a cultura da culinária afro. Pode não ser um resgate completo, mas não deixa de ser um resgate cultural.
Às vezes, a sobrevivência em um mundo tão feroz é o maior resgate.
Abraços

Ériton Berçaco · Muqui, ES 26/10/2007 18:47
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Marcos Paulo Carlito
 

Elizete, minha pandeirista number one,

Gentileza, pura gentileza...

Grande abraço!

Marcos Paulo Carlito · , PR 26/10/2007 19:40
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crispinga
 

Muito bonita sua dedicação ao divulgar a vida e a obra desse povo quase esquecido! Parabéns!
Agradecida pelas belas visitas!
Beijos!
Cris

crispinga · Nova Friburgo, RJ 26/10/2007 19:50
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Marcos Paulo Carlito
 

Beijão Cris...

Você merece!

Marcos Paulo Carlito · , PR 26/10/2007 19:57
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Marcos Paulo Carlito
 

André,

Não penso que somos vítimas do sistema, somos vítimas do despotismo e da intolerância, porque qualquer sistema pode ser bom ou ruim, depende justamente das pessoas que o compõem.
Capitalismo, socialismo, confucionismo, qualquer ismo depende da pessoa que o processa.

Estudei profundamente o processo civilizatório globalizado (iniciado ainda no século XV com a expansão ultra-marina e perpertuada ainda hoje em sistemas despóticos, excludentes e especuladores cujo único compromisso está no capital volátil e internacionalizado), conheço na teoria e na prática o jogo dos mercados, dos governos e da sociedade que fica entre os dois.

Não gosto de pensar em uma solução para o sistema, me parece retórica da utopia. Gosto de pensar em interferir nas pessoas que compõem estes sistemas.

Muito obrigado por sua presença aqui, por favor, volte sempre meu caro sábio-amigo...

Marcos Paulo Carlito · , PR 26/10/2007 20:05
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Marcos Paulo Carlito
 

Ériton,

Você compreedeu perfeitamente o que eu queria dizer para o Jeronimo. É isso mesmo, não dá para ser puro (isso é absurdamente ingênuo e ufanista) cultural nem étnicamante num mundo como o nosso.
A identidade cultural é sim a mola mestra do desenvolvimento de um povo, mas a ruptura das tradições, a miscigenação e os sincretismos são parte importantes e autenticas desta mesma cultura.
Negar isso é cair no velho discurso de esquerda que acaba em Stalin ou em Lula.

Grande abraço!!!

Marcos Paulo Carlito · , PR 26/10/2007 20:24
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azuirfilho
 

Marcos Paulo Carlito Amigo.
Estou admirado com esta,
Entrevista com os ex-extintos Kinikinawa (parte 1).
Uma Obra de folego,
Voce esta num estágio muito elevado na sua produção.
Maior alegria ver o nível elevado do seu desenvolvimento.
Um Trabalho Extraordinário, de elevadissima categoria.
Humildemente aceite meu voto.
Um grande abraco ao Grande Amigo.

azuirfilho · Campinas, SP 26/10/2007 22:28
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Benny Franklin
 

Que este povo esquecido - agora, reerguido pela força de palavras de homens bons como o Carlito - possa ter de volta os seus direitos de cidadãos brasileiros. Ficaria feliz se recebesse um exemplar do livro.
Parabéns!

Benny Franklin · Belém, PA 26/10/2007 22:35
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Marcos Paulo Carlito
 

Que isso Azuir, nem tanto meu nobre amigo...

É você quem me dá esse valor todo (que eu aceito com muito gosto) rsrsrsrs

Grande abraço!!!

Marcos Paulo Carlito · , PR 26/10/2007 23:06
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Marcos Paulo Carlito
 

Querido Benny,

Vou atender seu pedido, mas de uma forma inusitada, ok?

Grande abraço Guaicuru!!!

Marcos Paulo Carlito · , PR 26/10/2007 23:07
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Marileia Taiua
 

Carlito parabéns cara. Está linda a usa entrevista.
Existem muitos povos indígenas que acreditavam estar extintos, na verdade estavam em silencio, escondidos. Eles sabem quem são. De onde vieram. Onde viveram...
Eu tenho um amigo Kniquinawa, e sei perfeitamente o que eles sentem em relação a sua identidade e cultura, pois meu povo- sou Kura-Bakairi- sofreu processos de espoliação socio-cultural tão fortes quanto os kniquinawa. Sou indígena e sou catolica. A minha fé ocidental não destroi a minha espiritualidade indígena e nem a minha identidade. Me vejo no Sr. Ambrosio, vejo meu pai e meus avos, vejo os parentes indígenas do litoral (os 1º a serem massacrados) e isso me emociona mas me enche de força pra continuar na luta.
Parabens mais uma vez. E viva aos Kniquinawa.

Marileia Taiua · Cuiabá, MT 26/10/2007 23:09
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ana_isabelle
 

Gostei bastante do trabalho jornalístico-antropológico, Marcos. Muito bom todo o texto e as fotografias também.
Um excelente "retrato" e resgate das influências que fazem o Brasil tão plural.
E a segunda parte? Gostaria de vê-la também
Parabéns!
bjos!

ana_isabelle · Fortaleza, CE 26/10/2007 23:09
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Felipe Henrique
 

Gostei muito do seu trabalho, trazendo um povo tão esquecido, para o conhocimento de todos aqui do over. adorei a intrevista, echei muito bonita a sua dedicação ao povo Kinikinawa.
Parabéns!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!_e meus sinserros abraços, até breve.

Felipe Henrique · Mesquita, RJ 26/10/2007 23:32
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Marcos Paulo Carlito
 

Querida Mariléia,

Sua voz precisa ser ouvida e eu quero fazê-la ecoar...

Saudações Guairuru!

Marcos Paulo Carlito · , PR 26/10/2007 23:40
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Marcos Paulo Carlito
 

Querida Ana,

Já estou postando a 2ª parte.

Grande abraço e muito obrigado pelo prestígio...

Marcos Paulo Carlito · , PR 26/10/2007 23:41
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Marcos Paulo Carlito
 

Felipe,

Bonito é ter você aqui...

Grande abraço Guaicuru!

Marcos Paulo Carlito · , PR 26/10/2007 23:42
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Ériton Berçaco
 

Acabei esquecendo de dizer q adorei as fotos.
Esta anciã lembrou-me minha avó, índia: a madrinha Elisa, lá da matéria das rezadeiras.
Abraços

Ériton Berçaco · Muqui, ES 26/10/2007 23:48
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Marcos Paulo Carlito
 

Ériton

Conte-me mais sobre suas origens nativo-americanas...

Marcos Paulo Carlito · , PR 26/10/2007 23:59
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Ériton Berçaco
 

Minha avó, Elisa Gomes Berçaco, é filha de uma índia, madrinha Dinorá. A origem deles é uma tribo de Muqui, sul do ES, os Puris. Mas, preciso pesquisar mais sobre isso. Depois te conto mais, rs.
Abraços

Ériton Berçaco · Muqui, ES 27/10/2007 00:36
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j.alves
 

Muito bom meu caro ,abraço

j.alves · São Paulo, SP 27/10/2007 09:15
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Sérgio Franck
 

Presente, mano!

abço.

Sérgio Franck · Belo Horizonte, MG 27/10/2007 09:35
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Marcos Paulo Carlito
 

Valeu J. Alves!

Marcos Paulo Carlito · , PR 27/10/2007 10:02
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Marcos Paulo Carlito
 

Valeu Manooooo!

Marcos Paulo Carlito · , PR 27/10/2007 10:03
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Rubenio Marcelo
 

Belo trabalho enfocando aspectos relevantes da geografia cultural e da sociedade indígena Kinikinawa.
Valeu.
abrs,

Rubenio Marcelo · Campo Grande, MS 27/10/2007 10:16
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Marcos Paulo Carlito
 

Caro Rubenio,

Obrigado por sua presença marcante aqui em minha colaboração!

Grande abraço deste longínquo descendente de pernambucano!

Marcos Paulo Carlito · , PR 27/10/2007 10:19
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Candice Gonçalves
 

Marcos Paulo,
que maravilha que alguns membros da etnia Kinikinwa estão preocupados em conservar a história de seus antepassados. Acredito que todo povo deveria tentar manter as suas raízes e fazer delas, motivo enorme de orgulho e dedicação. parabéns pela bela entrevista, pelo modo elegante que usou ao conduzí-la. Adorei a carteira de Identidade dele, nem sabia que os indígenas tinha RG expedido pela Funai. Na verdade, achoq ue nunca havia pensado nisso. Só depois que você abrilhantou a minha manhã de sábado com uma matéria tão bacana.

Beijos, votos e principalmente, parabéns!!!!

Candice Gonçalves · Crato, CE 27/10/2007 10:47
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ILZE SOARES
 

Marcos querido,

Que texto excelente, parabéns. Acho que é muito difícil para esses índios conseguirem segurar suas diferenças de identidade... desde a invasão dos portugueses/jesuitas para conseguir "domá-los" e submetê-los ao escreavismo. Quanto ao Ambrósio ser evangélico, acredito que ele assimilou na sua crença JESUS por justamente estar convivendo com a civilização de homens "brancos". Nada mais coerente ele aceitar pois, foram esses homens que o socorreu (em todos os sentidos, espiritual, alimentar, respeito pelo ser, etc) Li sua "discussão" com o Mestre Jerônimo e ele fala um pouco da Capoeira que vc pergunta "mais devagar" e ele diz que é a Capoeira de Angola. Marcos, sou professora do MESTRE CURIÓ, seguidor do Mestre Patinha considerado pai da Capoeira Angola (a verdadeira Capoeira) e estou preparando uma reportagem para logo postar aqui no Over. Posso te adiantar que a Capoeira Regional foi inventada pelo Mestre Bimba por questões políticas.
Participei na semana passada de uma roda de Capoeira Angola do Mestre Curió - inclusive ele é conhecido em mais de dez paises e já discursou na ONU - e percebi que antes da capoeira começar há oferecimentos aos orixás mas, também percebi, pois o espaço é o mesmo aonde o Mestre Pastinha utilizou quando vivo, que o nome de Jesus está escrito no chão e eles chamam e cantam músicas falando de Deus. Bom, na reportagem vcs irão ver. A mistura das raças, ou seja, a missigenação interferiu na identidade dos índios e dos negros, por isso, por mais que se queira reviver totalmente a PURA identidade não é possivel.

Um bjo e parabéns por sua defesa pela cultura dessa gente (índio). Cada dia te admiro mais marquito ou será marcolino, ou carlito??!!!! rsrsrsrs

bjão

ILZE SOARES · Salvador, BA 27/10/2007 11:18
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Noelio Mello
 

Marcos Paulo.
Tua entrevista sempre será oportuna. Trabalhos desse tipo são essenciais para resgatar a nossa cultura, que um país sem memórias insiste em esquecer.
Belo trabalho.
Abraços
Noélio

Noelio Mello · Belém, PA 27/10/2007 11:30
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ILZE SOARES
 

corrigindo: ... submetê-los ao escravismo.
bjinho

ILZE SOARES · Salvador, BA 27/10/2007 11:30
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Zezito de Oliveira
 

Marcos,
Parabens!!! pelo tema e pela abordagem, por enquanto não poderei tecer mais comentários por causa da dificuldade de tempo, posteriormente,poderei fazer isso.

Abs,

Zezito de Oliveira · Aracaju, SE 27/10/2007 11:53
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Zéduardo Calegari Paulino
 

Assunto polêmico.
É de falar e fazer o que você deixa nas entrelinhas da entrevista.
Palmas pro olhar claro e pra defesa lúcida no depois.
Abraço grande.

Zéduardo Calegari Paulino · Campo Grande, MS 27/10/2007 14:21
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ILZE SOARES
 

Marcos, corrigindo ainda no meu texto acima, o nome do mestre é PASTINHA e não PATINHA. rsrsrsrs
bjo

ILZE SOARES · Salvador, BA 27/10/2007 17:02
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Joana Eleutério
 

Suceso indiscutívle. compatível com a importância do tema e com a comptência com que foi tratado. Parabéns!!!

Joana Eleutério · Brasília, DF 27/10/2007 17:31
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Mestre Jeronimo - JC
 



A cezar o de cesar.... e a bimba e pastinha, que descansem em paz... pois vagal aqui piza muito eh na bola... e diz que eh Mestre. Bom, ate aih, nem Jesus, Buda, resolveram essa roda... eu, so sou + um profissional capuerista assumido quando dou aula, etc, de capuera: mestre-de-capoeira!

Como a 'roda' que envolve inclusive, e na raiz do jogo aqui, a questao indigena, daonde eu tb tenho, como todos BRASILEIROS, acaba que nao deu pra ficar sem ir ate esse ponto, ca CAPOERA!

Deixa o barco 'girar'...

Laroiee... pra quem de comunicacao!

seo JC

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 27/10/2007 20:22
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Cecilia de Paiva
 

danadim esse mininu historiador.. tx enorrme realmente mas valido para entender toda a nossa riqueza. tenho sangue indio e o orgulho da terra, do povo. na historia dizem que uma descendente minha foi pega no laço... mas como foram pegas no laço por outro parente, como falar mal deles? a esta altura do campeonato, a realidade é a mistura. sangue de todas as raças. creio nos cuidados e o valor que se deve dar a riqueza dos que sobreviveram a grande babel da sexualidade e sao comprovados como puros de uma raça: vamos tentar preserva-los, mas nao esquecer e nem separar da convivencia dos 'misturadinhos' - cuidar e nem nos proclamarmos um pais de 'cotas' - tudo é possivel com o respeito, a tolerancia, os cuidados com a "terra que tudo dá' mas que é limitada, e explorada pelos "tudo que podem fazer mas só fazem para si e para os seus".. .. ai ai desabafei

Cecilia de Paiva · Campo Grande, MS 27/10/2007 20:43
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Mestre Jeronimo - JC
 

E pra pedir licenca... vou redigir:

Ilze... por favor... olha aqui essa contradicao, ja que o Marcos, outros por aqui, afora, poderao questionar o jogo:

Marcos, sou professora do MESTRE CURIÓ, seguidor do Mestre Patinha considerado pai da Capoeira Angola (a verdadeira Capoeira) e estou preparando uma reportagem para logo postar aqui no Over. Posso te adiantar que a Capoeira Regional foi inventada pelo Mestre Bimba por questões políticas.


Daih galera... OVER , o mundo... se a Terra eh redonda... ?... pra quem ja ouviu discurso de Galileu:


Participei na semana passada de uma roda de Capoeira Angola do Mestre Curió - inclusive ele é conhecido em mais de dez paises e já discursou na ONU


Qual eh a diferenca pros alunos, que nao so repetem que "nem meo loro" seja ginga, ou etc... do Curio e do Bimba?

O que Curio faz na ONU? (*posso acentuar a CHAMADA: eh politica, ou ta assando acaraje pros home que lah so fazem politica?!

Sugestao, prof, falo prum monte, cuidado conosco, atirando pedra sem direcao, e queimando o filme DA NOSSA CULTURA, aos olhos, e papel timbrado que que desenhamos de nossa arte e ritual = capoera!

Alem do que, (a verdadeira Capoeira) nao tem sentido, a nao ser que provem, que a Terra, essa Roda, eh na real, como o Vaticano falava, que era plana.

E aih... BR de "lula"... serah que a gente conseque chegar lah??

**pergunga uma 'crianca' (esse Ser que nao discrimina outra do mesmo genero, se nao for orientada pelos adultos): chagar aonde Mestre JC???!!

Iee... da volta ao mundo camara... (**o mundo, eh indeed redondo!).

Seo 7 JC - iconoclast!!!

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 27/10/2007 20:48
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Marcos Paulo Carlito
 

Caro JC,

Não preciso repetir que sua presença aqui é muito bem-vinda e altamente estimulante.

Porém, sua expressividade é deveras particular, o que realmente prejudica um pouco a compreensão, senão de todos, a minha.

Como seria indelicado de minha parte pedir menos quantidade e mais propriedade, digo apenas que está um pouco difícil captar todo o sentido encoberto de sua argumentação. Peço que comprenda essa minha limitação.

Mas passando ao que eu percebi. Vou começar assim:
De fato, uma capoeira dita "verdadeira" dá medo. Cheira a etnocentrismo ou pouca compreensão, tanto histórica como antropológica e sociológica, pois é preciso conhecer as raízes, reconhecer o caule, perceber as folhas e aceitar os frutos. Em palavras mais claras, capoeira deve ser bem mais do que uma simples verdade. Ela deve ser muitas verdades. Como não conheço absolutamente nada sobre o assunto, nada posso acrescentar senão esta observação elementar...

Bimba, Curió, não conheço (porque como já disse sou ignorante sobre o universo da capoeira), mas respeito só por me falarem que são portadores da cultura capoeirista. Se são mestres ou aprendizes, isso já é lá outra coisa.

Concordo que Curió deve estar tratando de assuntos políticos na ONU, como você disse o jogo lá é esse. Porém, política não é um ato atroz, mas um direito de cada cidadão fazer, em casa, na ONU, na esquina ou na casa da mãe Joana (desde que ela queira). O problema é fazer politicagem, é fazer partidarismo vil e outros tipos de sacanagem vinculados a interesses próprios e escusos. Agora, para dizer que tipo de polítca o Curió tá fazendo na ONU precisaria ouvir o discurso dele, caso contrário é especulação e terrorismo de quem está fora do jogo, coisa de esquerdista Stalinista.

Que mais poderia eu dizer?

Somente um grande abraço a todos e saudações Guaicuru!!!

Marcos Paulo Carlito · , PR 27/10/2007 21:13
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Sinvaline
 

Olá Marcos, estou justamente chegando de um encontro entre tribos indigenas, no Tocantins, aldeia Krahô. Lá conheci um casal de Dourados - MS, bem diferentes, com ricas bijuterias em sementes, foi lindo. Parabens, temos que mostrar o lado escondido para o Brasil.
Votado

Sinvaline · Uruaçu, GO 27/10/2007 21:20
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Joana Eleutério
 

Sinvaline, este trabalho de vocês só será devidamente reconhecido e valorizado quando a nossa história for recontada, na linha dos pesquisadores da NOVA HISTÒRIA, claro. Parabéns a todos vocês.
Grande abraço.

Joana Eleutério · Brasília, DF 27/10/2007 21:30
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ILZE SOARES
 

Marcos, vc vai me dar licença porque vou responder ao Mestre Jerônimo.

Mestre Jerônimo, vc deve conhecer sim MEU ALUNO, qual tenho muito orgulho de estar ensinando. Infelizmente não sou descendente de africanos, apesar da miscigenação (pedindo desculpa por ter escrito no texto acima missigenação equivocadamente) do nosso país mas, mestre, se assim o posso chamar, mostrarei o que ele foi fazer lá, com certeza não foi fritar acarajé, como vc tenta especular. Fico até indignada com a sua postura pois, vc é da mesma linha de descendência e deveria estar valorizando e sentindo orgulho do Mestre Curió ter ido apresentar a Capoeira Angola em dez paises e ser prestigiado com o comparecimento na ONU.
Mas, já é conhecido o despeito que existe entre Mestres de Capoeira à nível Brasil. Mestre Curió é muito conhecido e deve ter muita gente que queria estar no lugar dele. É normal, infelizmente a maioria dos seres humanos possuem os 7 pecados capitais.
Aguarde a entrevista e quanto a questão de Mestre Bimba, é verdade sim, que ele inventou a Capoeira Regional por questões políticas, a perseguição era grande com a VADIAGEM (vc deve saber esse termo né se for mestre de capoeira) e a polícia estava prendendo todos os negros e afros-descendentes que jogassem capoeira em Salvador. Bem, o restante - já que vc parece não conhecer muito a história da capoeira aqui em Salvador e se conhece não sei porque tanta ironia - vc espera para ler.
Faça o favor de dá próxima vez que escrever se expresse melhor, suas colocações são truncadas. Seja mais claro e escreva com coerência, não usando um dos pecados capitais.

Um abraço Mestre jerônimo

Bjinho Marcos

ILZE SOARES · Salvador, BA 27/10/2007 22:41
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ILZE SOARES
 

corrigindo: faça o favor de na próxima vez...

ILZE SOARES · Salvador, BA 27/10/2007 22:53
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brigitte
 

Marcos, seu trabalho é fantástico e admiro muito. Você é um bravo!
Seu Ambrósio é um valente um vitorioso, acima de tudo!

Fantástica entrevista!

brigitte · Goiânia, GO 27/10/2007 23:16
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Mestre Jeronimo - JC
 

Marcos,

Taih... vc eh um cara que 'ginga', pois, avalia, e deduz o jogo "" eh asim que gingamos, quem?... quem paga aluguel, condominio, taxa pro leao... eh capoeira.

Mestre Bimba, o cineasta, carioca, Fernando Goulart, acabbou de lancar o primeiro filme, considerado pelos da industria, de Capoeira... 'bimba' eh baluarte, simbolo de quem na era getuliana, estado novo, foi o cara que liberaram (?) o esporte, luta, pra abrir a primeira escola de capoera do BR, do mundo diria-se.

Mestre Pastinha, se tornou o baluarte que a "esquerda" intelectualizada, Jorge Amado, etc, usava 'politicamente' (claro!) pro que fomentavam... outros "500".

Marcos, minha lunguagem, seja, sou compositor, musico de cadeira de sinfonica, 20 anos de banco de orquestra no double bass, etc, pode ser que de ate o que falar, pensar, pois... como falo, eu prefiro (tb) ser, essa metamorfose ambulante... ;; como vc, quica, e outros manos hermanos do over.

Olha, o mestre-de-capeoeira, Curio, eh um baluarte da capoeira, um profissional, da BA, que tem uma estoria que vem de lah, de pastinha, e outros, e como outros, infelizmente, as veses, uma pessoa que ginga numa forma bem iconoclast, tb, pergunta a quem conhece 'curio'...

Ate aih, estando eu no rio, em eventos, como convidado, pan da capoeira, etc, tem coisa que vc eh claro, outros, nao sabem, mas, podem imaginar, feito o que lula X ACM, por exemplo, dizem um do outro... ! ... a difenrenca, salvo engano, eh que eu nunca vi nenhuma "roda" lah no planalto com vagal se porreando nessa roda. O contrario desses outros, nois, os capuera.

E digo isso, pois tenho ese legado tb em mim, vim da rua, nunca treinei em academia meu ritual, mas, evolui, me eduquei, e proponho uma outra situacao pros capoeras. Sabe como eh, se'JC' (aquele!) falava e fez o que fez, Mandela idem, e tem povo que vota no que reclama.... por aih, vida eh politica, e Capuera eh Vida!

Vamos lah... a gente ta aprendendo, e vc, outros, sabendo mais desse lado que agora, com o Ministro Gil na area, ta sendo alvo de muita, muita... $$$$.... tudo eh Capoeira, num geral, acredite se quiser.

Axe'.... volta do mundo camara.


Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 27/10/2007 23:19
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Mestre Jeronimo - JC
 

Ilse,overs...

http://www.overmundo.com.br/overblog/historia-cultura-dicionario-do-povo-do-brasil

Sem duvida, precisamos nos comunicar, e esclarecer... por exemplo, vou dar uma idaia de quem eu sou... NA REAL... inclusive profissionalmente como Capuera, pois eu sou senao o uncio, o mais evendente que tem um lado nao tao convencional dentro desse quadro, sou musicom profissional, MUSICO, com diploma e outros trocentos. Bom ate aih, isso eh pra gente poder se conhecer, sou profesor de musica, EDUCADOR, e a histoira da Capoeira, por acaso, eu ja escrevi 2 livros, publicados na AU estes, e tenho uma estoria, pergunte pra Curio, que vai alem 7 mares.

Bom, pra encurta... le esse artigo que ja ta noover pra votacao, aonde tem muita coisa que eu posso reduzir, falando de Capoeira, ou, ainda, deminha parte de descendencia indigena, nascido lah em Manaus.

Daih, sem justificar nada, mas, pra esclarecer, vc tem razao, o que "esses" mestres falam e fazem contra si, soh vendo. Eu sei disso muito bem, e nao compartilho com isso, mass...

Olha, vc deve ser 'nova' na roda, pois senao, ja saberia que eu sou, principalmente, porque escrevo, componho as pampas... e meto lenha em muitos "500" mal tracados e asumidos pelo nosso povo.

Instigo pra revolucao... a quem, 20 de Novembro, ja chegando eh minha inspiracao, m funcao de Capuera.

Peco que desculpe, senao, aceite minhas desculpas, por palavras, que podem ser escritas, quando gingadas, pois assim sou eu, completo, nao separo o verbo, e que possamos entao, levar mais conhecimento para nois, pois sou Mestre, porque aprendo... assim dou licao.

Muito Axe'... um abraco mandiguero, a volta do mundo girando...

JC

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 27/10/2007 23:29
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Marcos Paulo Carlito
 

Camara, capueira....

MJC, estou começando a entender um pouco melhor a medida em que você desvela seu Histórico: formado na rua, avesso aos sistemas especulativos, iconoclast... interessante.

Talvez você seja um revolucionário, daqueles que nasceram para criar um novo movimento, uma nova causa, emprestando um novo sentido ao velho (sem desprezar o antigo), movimentando o que podemos chamar de um dos mil braços do futuro.

Ou não...

Talvez você seja apenas um daqueles mlitantes insuportáveis de esquerda que só sabem atirar pedras em telhados de vidro. Quando chegam ao poder sujam o pal do galinheiro. Tipo Lula ou Stalin, o primeiro o "Pai Rico dos Pobres", o segundo, simplesmente, um assassino (sinceramente não vejo você aqui nessa categoria).

E tem também há terceira opção (e deve haver a quarta, a quinta, etc). Talvez você seja apenas mais um cara legal, como nós, tentando fazer seu papel, produzir o seu bocado e ajudar quem passar em seu caminho.

Eu, particularmente, penso que qualquer que seja o conceito pelo qual você se orienta, tem duas características marcantes:

1ª - Você é um artista, senti isso em sua música. E um artista dos bons. Depois comento tua música.

2ª - Essa coisa de defender a não-política (porque você deixa claro nas entrelinhas que não gosta de política) é tão absurda como defendê-la cegamente. São extremos de uma mesma coisa. Portanto seria interessante você reavaliar seu ponto de vista para que não tenhas a mesma atitude maniqueísta dos que tentar moldar o mundo segundo a visão uni-lateral dos que conhecem pouco sobre a complexidade do universo.

No mais, está valendo. A conversa com a Ilze está rala e rola, aguardo momento oportuno para interferência.

Grande abraço...

Marcos Paulo Carlito · , PR 28/10/2007 00:28
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BETHA
 

MARCOS,
lindo trabalho, bela experiência... uma coisa que gostei muito nessa entrevista foi o fato de o entrevistado ressaltar a importância de os jovens terem contato com os mais velhos para registrar sua cultura, suas memórias... parabéns, marcos!
Abçs de betha.

BETHA · Carnaíba, PE 28/10/2007 01:05
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Robert Portoquá
 

Olá Marcos!
Grande trabalho de resgate e divulgação cultural!
O Brasil, este continente, tem que ser mostrado para todos nós, para que ninguém pense que é seu dono exclusivo.
Grande abraço!

Robert Portoquá · São Paulo, SP 28/10/2007 09:51
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analuizadapenha
 

oi... a voz dos Brasis... por aqui... muito bom ler o que vc produziu e ler também os aspectos levantados, nem sempre tudo é obvio. Os índios ainda minoria. precisam um dia serem protagonistas da sua história, ver respeitado suas identidades, ser representado e entendido com a sua cultura. Vivem em areas de conflitos, submetidos a atravessadores, expulsos de suas terras claramente demarcadas e ainda dopados com cachaça. Um preço alto pago pela história contemporânea. Valeu a leitura. Abraços&Parabéns.

analuizadapenha · Natal, RN 28/10/2007 11:06
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Marcos Paulo Carlito
 

Candice,

Obrigado pelo comentário.
Você está me mimando...

Marcos Paulo Carlito · , PR 28/10/2007 12:46
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Marcos Paulo Carlito
 

Ilze,

Os brancos não socorrem os índios... Estão sempre em busca de algo, de um pedaço de terra, de um naco de carne nova, ou da alma do índio.

Porém, de fato, os evangélicos oferecem algo em troca, algum tipo de segurança que dá ao índio um ponto de apoio para sobreviver. Isso não deixa de ser importante para quem está cercado por todos os lados.

Obrigado por sua participação aqui.

Marcos Paulo Carlito · , PR 28/10/2007 12:50
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Marcos Paulo Carlito
 

Noelio,

Exatamente...

"A indiferença com o passado leva o ser humano a amnésia cultural"
Marcos Paulo Carlito

Marcos Paulo Carlito · , PR 28/10/2007 12:55
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Marcos Paulo Carlito
 

Te espero Zezito,

Grande abraço Guaicuru!

Marcos Paulo Carlito · , PR 28/10/2007 13:00
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Marcos Paulo Carlito
 

Obrigado Zé,

Mas o JC não fica atrás.

Grande abraço Guaicuru!

Marcos Paulo Carlito · , PR 28/10/2007 13:02
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Marcos Paulo Carlito
 

Valeu Joana!!!

Marcos Paulo Carlito · , PR 28/10/2007 13:09
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Marcos Paulo Carlito
 

Tolerância, respeito, cuidados com a terra...

Sua palavras são sábias Cecília...

Sangue indígena? Hum... conta mais um pouco desta História pra mim?

Marcos Paulo Carlito · , PR 28/10/2007 13:12
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Marcos Paulo Carlito
 

É verdade Sinvaline,

Precisamos mostrar as outras faces deste fenômeno humano chamado "índio"...

Grande abraço Guaicuru!

Marcos Paulo Carlito · , PR 28/10/2007 13:16
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Marcos Paulo Carlito
 

Joana,

Nós já somos a recontagem...

Marcos Paulo Carlito · , PR 28/10/2007 13:19
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Marcos Paulo Carlito
 

Valeu Brigitte,

Você também me parece uma grande guerreira!

Abraço Guaicuru!!!

Marcos Paulo Carlito · , PR 28/10/2007 13:20
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Marcos Paulo Carlito
 

Betha,

De fato. O ambrózio percebeu (mesmo tardiamente, mas em tempo ainda), a valorizar a importância da memória de seu povo. E tenta passar isso ao jovens, que são os portadores desta memória.

Obrigado pelo comentário...

Forte abraço Guaicuru!

Marcos Paulo Carlito · , PR 28/10/2007 13:23
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Marcos Paulo Carlito
 

Valeu Robert!

Grande abraço Guaicuru!!!

Marcos Paulo Carlito · , PR 28/10/2007 13:24
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Marcos Paulo Carlito
 

Ana Luiza,

Seu comentário é pertinente e seus apontamentos dão matéria para grandes debates, como por exemplo: "Protagonismo e Identidade Cultural, quem manda no índio?"

Obrigado pela presença aqui.

Abraço Guaicuru!

Marcos Paulo Carlito · , PR 28/10/2007 13:28
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LAILTON ARAÚJO
 


AMIGO MARCOS...

Recebi seu convite à leitura da presente “entrevista cultural” - em debate - e estou aqui por amizade, educação e por saber reconhecer um bom escritor e jornalista. Continuo discordando da postura autoritária dos “gestores” do OVERMUNDO. O botão “fora de lugar” parece o “diabo fugindo da cruz”. É uma vergonha! Continuo protestando!

Não sou um conhecedor das origens da sociedade brasileira. A obra “Casa-Grande & Senzala”, do mestre “Gilberto Freyre” ( http://prossiga.bvgf.fgf.org.br/portugues/index.html ) poderá ser o livro de cabeceira - de qualquer pessoa interessada no “barril de pólvora” - que se tornou o Brasil - em 2007.

O tema “Entrevista com os ex-extintos Kinikinawa (parte 1)” está dentro dos padrões éticos de qualquer entrevista social. Mostra a realidade indígena brasileira e levanta polêmicas para o leitor branco, negro, amarelo, vermelho, azul, roxo, político, apolítico, de direita, esquerda, centro, lado, meio, em cima, em baixo e tantas outras besteiras, rotuladas por esta sociedade brasileira, supostamente moderna, hipócrita, com traços racistas ainda embutidos no cérebro colonizado. Os olhos vêem e o coração sente! A hipocrisia é a prima-mãe da arrogância! O medo de mostrar “os cadáveres” da colonização é algo imperdoável!

O texto no todo é bom para leitura. Faltam algumas arestas históricas (perdoáveis - você não é um historiador) questionadas por Mestre Jerônimo, e que estão causando um certo desconforto ao leitor “Lailton Araújo”. Não gosto dessa coisa de “carteira” para índio! A cultura indígena não deve ser misturada com a cultura do colonizador! “A Mata, Ama, Mata” e destrói um povo e suas tradições. Mário de Andrade, Oswaldo de Andrade, Anita Malfatti e Tarsila do Amaral, podem fazer a diferença na leitura e pintura do texto. Com ginga e gingado brasileiro, Mestre Jerônimo tentou explicar, e não foi entendido à altura! Os “pecados capitais” não nasceram com o “Mestre Jerônimo”, e nem foi ou é o seu objetivo no questionamento! Tive o prazer de conhecer pessoalmente o músico e educador “Mestre Jerônimo” - cidadão do mundo - e entender a linguagem humana, acoplada aos ensinamentos da “capoeira”. O CD “Warriors Dancing” - Jerônimo Santos da Silva - Austrália, mostra as origens humanas e preservação cultural... Mesmo gravado na Oceania e sem qualquer apoio do MinC. Onde está o Ministro Gil? Será que foi comido pela antropofagia da globalização? Talvez esteja em sintonia com as idéias geniais da Tropicália em decadência. Sou fã do artista Gilberto Gil!

Fico triste e me sinto enganado pelo OVERMUNDO! Um tema polêmico como este - que deveria ter a manifestação escrita e pessoal do antropólogo “Hermano Vianna” - passa como vento falso da história brasileira. O supérfluo tomou conta da massificação cultural dos povos. O respeito à cultura de cada povo é um ato de educação e verdadeiro amor. E a “Tropa de Elite” dá o “corretivo” aos sobreviventes do holocausto africano. Quem financiou o filme pirateado antes da estréia? Só gingando!

Para leitura:

“Apartheid ("vida separada") é uma palavra africâner adotada legalmente em 1948 na África do Sul para designar um regime segundo o qual os brancos detinham o poder e os povos restantes eram obrigados a viver separadamente, de acordo com regras que os impediam de ser verdadeiros cidadãos. Este regime foi abolido por Frederik de Klerk em 1990 e, finalmente em 1994 eleições livres foram realizadas.” ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Apartheid ).

Marcos... Parabéns pela polêmica!

Mestre Jerônimo... Parabéns por sua coragem e conhecimento!

Grande abraço!

Lailton Araújo

LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 28/10/2007 13:37
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LAILTON ARAÚJO
 


AMIGO MARCOS!

Estou publicando a sua resposta....

Aceito as críticas... Obrigado!

...............................................

Lailton,

Seu protesto ficaria melhor colocado dentro da colaboração "Entrevista com os Kinikinawas", porque daria a outros overmanos a oportunidade de conhecer seu ponto de vista, afirmando ou rebatendo suas colocações.
O Hemano não foi lá fazer isso. Porém, você também não.

Sobre a carteira de idnetidade Kinikinawa, é preciso ir além da superficilaidade (do gosto ou não gosto disso) para discutir a razões exsistencias e de sobreviência por tras desta questão.

Quanto ao botão fora de lugar, acatei seu comentário, escrevi uma resposta pra você e outra pro Mauro Paz. Respostas que até hoje aguardo retorno. Não dá pra discutior um caso tão sério como o que você aponta simplesmente tendo que "acreditar", ou não, com você.
Volta lá, releia meu comentário sobre "botão fora do lugar" e, por favor, me devolva. Caso contrário vou pensar que você é, apenas, do contra.

Grande abraço Guaicuru!

.......................................

LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 28/10/2007 14:23
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ILZE SOARES
 

Mestre Jerônimo,

Na realidade não entendi muito bem o que vc queria dizer com tantas reticências... que vc seja músico, professor, conhecido... te dou os parabéns mas, a minha indignação foi a questão da forma que vc se referiu a MEU ALUNO, que não teve a mesma sorte que vc, foi criado na rua e está cursando o ensino fundmental ainda (vc deve saber da história dele) e, como sou muito ligada a meus alunos, os DEFENDO. Não faço parte da roda de capoeira, apenas pesquiso a vida do negro para estudos pós-acadêmicos (mestrado).
Desfeito o mal entendido, numa boa. Afinal, não vale a pena deixarmos uma amizade não florir... vivemos de momentos e mesmo distante, devemos ter prazer em fazermos mais um amigo e darmos AMOR!!

abçs

ILZE SOARES · Salvador, BA 28/10/2007 14:46
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Marcos Paulo Carlito
 

Laílton,

Sobre você ter publicado a mensagem que mandou no meu perfil, vejo que entendeu ser melhor apresentar ao público seu ponto de vista do que se prender em lamentações pessoais nos perfis do Over. Parabéns pela vinda.

Sobre você ter publicado a minha resposta pessoal à você num post público, sem me comunicar, tudo bem... Cada um age segundo seus princípios, sua índole ou sua precipitação.
Porém, se o que você quer é envolver mais gente na sua fogueira, vamos lá, vou dar uma força:

Em primeiro lugar é preciso separar os assuntos, porque nem todo mundo tem a capacidade sua de falar ao mesmo tempo sobre coisas tão diferentes.
Comecemos pelos Kinikinawa...

Sobre o racismo embutido e hipócrira que você encherga na sociedade brasileira, tens razão, o brasileiro (como todo ser humano do planeta) discrimina o tempo todo. Penso que isso, antes de ser hiprocrisia, é uma questão de bandeiras e minorias, ou seja, onde houver partidos, e algum partido for muito pequeno (em seu tamanho ou em sua estrutura) a tendência natural é para a dizimação, o ataque e a negação pelas diferenças.

Até aqui, coisa comum. Porém, quando erguemos a bandeira do igualitarismo para proclamar só com a vontade que o Brasil é uma "Democracia Racial", aí sim (tirando fora Gilberto Freire e outros bons e belos ideologistas) estamos sendo hipócritas.

Na parte que me cabe, porque também sou brasileiro, não sou hipócrita porque não levanto a bandeira do igualitarismo e não prego uma democracia racial. Prego, apenas, a tolerãncia, a compreensão e o respeito. Portanto, não me inclua em sua lista genérica ( "e tantas outras besteiras, rotuladas por esta sociedade brasileira, supostamente moderna, hipócrita, com traços racistas ainda embutidos no cérebro colonizado.") ao tentar argumentar de maneira rasa que a sociedade brasileira é uma coisa só, que ela inteira é hipócrita. Eu, por exemplo, não tenho medo algum de revelar os cadáveres da colonização. Afinal, de quem você está falando? Para quem você está falando? De que cadáveres você está falando (dá pra citar alguns que você conhece porque estudou?)

Poderia especificar a "arestas históricas" a que você se referiu? Porque falar nelas sem apontá-las parace coisa de quem não tem nada a dizer, mas quer participar mesmo assim.

Sobre a carteirinha do Ambrósiodo, sobre a qual você diz: "Não gosto dessa coisa de “carteira” para índio! A cultura indígena não deve ser misturada com a cultura do colonizador!"
Que colonizador? A palavra aponta para o período Brasil Colônia! Onde você está vendo colonizadores hoje em dia? Essa discussão que você quer iniciar teria sido muito boa a uns 200 anos atrás. Hoje, porém, o tema já foi superado e o que discutimos é a endocolonização (espécie de recolonização das camadas dominantes sobre uma população históricamente colonizada, Sevecenko, 2000). Seu comentário é empírico, servindo mais para um debate genérico sobre a questão. Você, literalmente, não sabe o que está falando. Vai estudar primeiro antes dar paulada a torto e a direito só porque você está revoltado com "os botões fora do lugar" da vida. Pense melhor, será que você realmente não está fora de lugar?

Você está certo ao dizer que minha formação não é a de um Historiador, mas eu tenho conhecimento de causa e 5 anos de pesquisa em cima do assunto. E aí? Você quer argumentar o que quando tenta dizer que os remanescentes nativo-americanos não devem se misturar com a cultura da civilização envolvente? Que eles devem ficar isolados no mato na eterna espera da morte e da extinção (porque é isso o que vem acontecendo com o "índio" isolado no Brasil)?
Acorda Laíton, as únicas tribos brasileiras que estão conseguindo resistir à completa assimilação cultural são justamente aquelas que assimilam algo da cultura civilizatória, incorporam-na em sua própria cultura e respondem ao mundo: Presente! Estamos vivos! Estamos aqui (não como quer o Laínton que nunca veio aqui, que nunca viu nosso sangue, que nunca sentiu o cheiro da nossa aflição e vive sonhando com o utópico mundo igualitarista)! Não somos como nossos avós (e se tentássemos ser estaríamos como eles, mortos)mas ainda somos Kinikinawa, ainda temos sangue Kinikinawa, e não é nossa carteirinha (uma obrigação imposta pela sociedade civilizatória) o que nos identifica, mas nossa vontade de resisitir e continuar sendo Kinikinawa!

Quanto ao mais, eu tenho muito o que dizer caso você ainda queira ouvir. Deixa pra lá o Hermano Viana. Se preocupa com o seu que eu me preocupo com o meu e a gente faz o nosso!

Olha, poderia ter sido bem mais ameno com você, tolerante com sua ignorância (porque eu também sou muito ignorante, aqui você não deu sorte porque eu conheço bem o tema), poderia continuar tentando entender seu problema com "o botão fora de lugar", etc e tal. Mas com este seu discurso genérico, raso e revoltado com o mundo, fica difícil.

Vem mais na manha, na humildade, que meu coração vai se abrir pra você.

Lança Guaicuru!

Marcos Paulo Carlito · , PR 28/10/2007 16:07
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Roberta Tum
 

Carlito,
grande aula.
Seus textos estão cada vez mais ricos e melhores!
Salve!
Votado!
Bjs

Roberta Tum · Palmas, TO 28/10/2007 16:33
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Marcos Paulo Carlito
 

Obrigado Tum,

Você é generosa...

Abraço Guaicuru!

Marcos Paulo Carlito · , PR 28/10/2007 17:36
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ILZE SOARES
 

Marcos,

Acho que devo pedir desculpas a vc. Em algum momento falei algo que está te forçando a ter embates... sinto muito. Espero que vc entenda que só fui defender alguém que conheço e que infelizmente não está participando dessa discussão para se defender.
Mas, vc é muito bom... em todos os sentidos... mesmo não sendo hitoriador, tá dando aula. Muitas vezes se entra numa faculdade e se sai com o canudo debaixo do braço, entretanto, existem vários autodidatas que dão show.
Parabéns, vc é show!!!

ILZE SOARES · Salvador, BA 28/10/2007 19:23
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ILZE SOARES
 

corrigindo: historiador


ILZE SOARES · Salvador, BA 28/10/2007 19:46
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LAILTON ARAÚJO
 


MENINO MARCOS...

Parabéns!

Você manda um convite! Pede minha opinião! Eu escrevo! Aceito suas críticas! E ainda sou ignorante! Realmente... Falta um pouco de sensibilidade de minha parte! Não tomei um chá de "mi mancó"!

Tenho sangue negro e indígena nas minhas veias... Você sabe o que é um caboclo? Deixe prá lá! Você ainda é um menino! Precisa continuar escrevendo... Vai entender o que eu escrevi e o que é o OVERMUNDO!

Abraços!

Lailton Araújo

LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 28/10/2007 19:59
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Marcos Paulo Carlito
 

Laíton,

Primeiro, quem mandou o convite foi você: lembra que mandou-me um recado super indignado com o "botão de fora do lugar"? Pois é, eu não entendi nada porque você não explicou o motivo da sua indignação. Simplesmente meteu o pau no Overmundo e em não sei mais quem...
Mesmo assim eu fui lá, conferi, respondi a você e ao Mauro Paz e fiquei aguardando uma resposta. Qual a resposta que pedi? Que fossem apresentados os argumentos de quem você acusava. Ora, nada mais justo do que ouvir as duas partes. E voce poderia muito bem ter retornado contando o que fizeram, explicando a injustiça. Mas o que você fez? Nada, absolutamente nada. Não deu bola, não deu resposta, não tocou o barco pra frente. Assim dá a impressão que o que você quer (ou até onde pode chegar) é simplismente à incitação. Não topo!!!

Aí.... veja bem, você vem na minha colaboração (sim, a meu convite) e, novamente, faz outro comentário crítico, desta vez nivelando o Brasil como um país de racistas, criticando os Kinikinawa pelo uso da carteirinha (que já expliquei, não sei se você leu, é apenas um grão de areia dentro dum contexto maior), e dizendo que o JC foi mal compreendido.

Bem, eu li seu comentário e respondi com bastante atenção, ponto a ponto. O que você faz? Ignora todo o conteúdo (é sempre assim com você, na hora de passar a limpo e por de forma clara o argumento, você cai fora) e vem, agora, pousar de vítima.

Caboclos, índios, negros, brancos, não foi você que falou em rótulos bobos?

Se não dá pra você argumentar no nível da discussão, eu entendo, aceito e não discrimino. O que não dá para aguentar é crítica à toa, sem sustenção, de quem, como ressalto novamente, parece estar revoltado com o mundo.

Nada contra você. Não me agrada nem um pouco desmontar ninguém, muito menos em público. Mas, por favor, leia com calma o que você escreveu, o que eu escrevi... Releia antes de responder... Pense melhor antes de tecer uma crítica, é preciso saber sustentar um ponto de vista, principalmente quando se trata de crítica.

Se estiver disposto a fazer isso, saiba como, tenha mais profundidade na discussão. E para isso não é preciso grande conhecimento, apenas paciência para ser minucioso.

E agora?

Bem, agora só vejo duas opções. Ou você volta lá e responde a tréplica ou vamos deixar pra lá. Se você quiser deixar prá lá eu aceito, numa boa. Vamos começar do zero.

Na boa...

Marcos Paulo Carlito · , PR 28/10/2007 20:58
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Marcos Paulo Carlito
 

Ilze, fica em paz...

Não é bem um embate, prefiro pensar num jogo, como sugeriu JC.
Entra quem quer, sai quem puder, fica quem gosta.

Todos adultos, portanto, não dá pra dizer que alguém aqui vai na onda dos outros sem saber o que está fazendo.

De minha parte estou levando numa boa.

Obrigado, mais uma vez, pela presença...

Grande abraço Guaicuru!

Marcos Paulo Carlito · , PR 28/10/2007 21:05
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Mestre Jeronimo - JC
 

Axe'

Ilze...

Concordo, estamos entao na mesma linha do trem, pois, prefiro ter o AMOR, que ta trocando coice sem ter fundamento pra que.

Olha, na real, ta havendo um mal entendido, do que eu gingeui, gingo, quando escrevo, ao que como eu tenho na minha ginga uma identidade, nao tem outro que ginga como eu, nem eu como outros, criou-se, criamos, este mal entendido.
Na real, nao foi aluno nenhum que eu fiz a metafora, O JOGO, sobre o que vc colocou, que de repente, me dou conta que sendo quica uma aluna nova, mas eh prof, falou o que eu tomei por conta de ser o que muita gente fala, da questao de politica, e Capoera.

Ou seja, deixa pra lah... pois agora, vai mais alem o JOGO, e vale mais a gente dividir na Roda, do que acarretar pro Marcos inclusive, coisa que ele,e outros, nao tem a minima ideia, e podem ter uma impresao e direcao 'fora da linha' do trem que queremos votar: educacao!

Entao... maninha, de Roda... manda entao meu Axe' pra ese, esses meninos/as que sao da "rua", como eu sou, pois fui... e que possamos entao, na kapo-era iluminar seus caminhos, nessas encruzas que tem que gingar, viver.

O mais, o jogo ta bao, galera... manda mais 'ebo' pra gente poder evoluir a mente, e ter se-mente pra dar fruta boa.

Sarava!

*Ilze, disponha se for o caso, caso eu possa adicionar pra esse fim de educacao, com a Capoera, cque ginga, com atitude de metamorfose... iconoclast.

Abrs

Me. JC

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 28/10/2007 23:40
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Mestre Jeronimo - JC
 

Marcos....

Eh isso aih... JOGO... uma palavra, cheia de muita reticencia.. como na vida... que eh sinonimo da Capuera.

E o jogo ta bao...

Vamos ver quem da mais volta, com mais coisa pra gente poder gingar, pra poder aprender, e dar licao.

Iee vorta do mundo camara... Sarava pros "indios" humanos!

M. JC

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 28/10/2007 23:49
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Marcos Paulo Carlito
 

Oxála meu Pai,
que nos dê a todos proteção,
Cada qual com sua obra
Todos nós chapeú na mão...

Boa noite a todos, por este final de semana foi só.

Abraços Guaicuru a todos, a todos...

Marcos Paulo Carlito · , PR 29/10/2007 00:42
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FILIPE MAMEDE
 

Só me resta dizer duas coisas: A primeira é dizer que esta colaboração é EXCELENTE. Antropológica, registro de primeira. Depois, quero agradecer pelo convite; faça-os sempre. Não se faça de rogado quando tiver um material como esse.
Um abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 29/10/2007 09:53
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Marcos Paulo Carlito
 

Outro abraço Filipe!

É um grande prazer ter um cara legal como você aqui!

Saudações Guaicuru!

Marcos Paulo Carlito · , PR 29/10/2007 10:43
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Rita Costa
 

Ai, Marcos.
Um probleminha tipo aqueles já tão conhecidos na rede, tornou impossível minha presença, até mesmo aqui no Over.
Estou retornando só hoje, mas vim deixar aqui minha imensa apreciação por seu belíssimo trabalho, assim como meu agradecimento pelo convite. Maravilhoso seus trabalho. Parabéns viu! Um abraço.

Rita Costa · Rio de Janeiro, RJ 29/10/2007 15:02
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Marcos Paulo Carlito
 

Obrigado a você querida amiga,

Sempre tão gentil...

Grande abarço Guaicuru!

Marcos Paulo Carlito · , PR 29/10/2007 16:01
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LAILTON ARAÚJO
 


MAURO...

Vamos ajustar algumas coisas!

.........................................

Você me enviou este convite:

Marcos Paulo Carlito · 26/10/2007 22:37

Olá...

Dá uma olhada aqui: http://www.overmundo.com.br/overblog/entrevista-com-os-ex-extintos-kinikinawa-parte-1

Não peço que se entretenha no texto porque é mais um daqueles loooongos.
Porém, a foto vale a pena.

Grande Abraço!

...............................................

Por viver em uma "Democracia", eu dei a minha opinião
e observei um detalhe (conforme citação abaixo)...

É uma posição minha! Respeito a idéia do outro é saudável!

Leia...

"O texto no todo é bom para leitura. Faltam algumas arestas históricas (perdoáveis - você não é um historiador) questionadas por Mestre Jerônimo, e que estão causando um certo desconforto ao leitor “Lailton Araújo”. Não gosto dessa coisa de “carteira” para índio! A cultura indígena não deve ser misturada com a cultura do colonizador! “A Mata, Ama, Mata” e destrói um povo e suas tradições. Mário de Andrade, Oswaldo de Andrade, Anita Malfatti e Tarsila do Amaral, podem fazer a diferença na leitura e pintura do texto."


Os autores citados acima explicam o que eu vi de grave no texto! Você é um repórter! Não é historiador! Dei a minha opinião crítica! Foi você que pediu... Observei as fotos e não gostei na carteira para índio! É minha opinião e deve ser respeitada...
......................

Você escreveu...

"Se não dá pra você argumentar no nível da discussão, eu entendo, aceito e não discrimino. O que não dá para aguentar é crítica à toa, sem sustenção, de quem, como ressalto novamente, parece estar revoltado com o mundo."

"Nada contra você. Não me agrada nem um pouco desmontar ninguém, muito menos em público."

......................................

Eu respondo:

Você é um menino inteligente! Bom compositor! Poeta! Escritor! Jornalista nato!

Não cometa os mesmos erros que cometi quando tinha a sua idade!

Estou brigando nessa porcaria de OVERMUNDO, por um rapaz da sua idade! O Mauro Paz tem 23 anos... E teve um texto censurado! Achei e acho uma sacanagem! Não vou ficar calado! Se precisar vou levar o caso para quem eu achar necessário! Não é uma ameaça! É a luta por justiça e democracia!

E tem mais... Não vou brigar com você! Você não é meu inimigo! É um músico e faz parte do seleto grupo de artistas que lutam por causas ecológicas... Você não é meu adversário! Estamos colocando pontos nos "is"... Lutamos pelas mesmas idéias! Temos posições diferentes! Não devo e não quero brigar com você! É uma posição minha!

.........................

Um pouco da minha vida:

CONTATOS ARTÍSTICOS

MXT - PRODUÇÕES ARTÍSTICAS

Tel. (11) 9200-0987

lailtonaraujo@ig.com.br
lailtonaraujo@terra.com.br
mxtprod@ig.com.br
mxtprod@yahoo.com.br

.......................................................................

1) VIDA ARTÍSTICA - HISTÓRIA

* Músicas:

Palcomp3
http://www.palcomp3.com.br/lailtonaraujo

Trama Virtual
http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=75359

* Letras:
http://vagalume.uol.com.br/lailton-araujo/

* Slide:
http://recantodasletras.uol.com.br/e-livros/526911

* Currículo:
http://www.musicjobsbrasil.com.br/fview.php?uid=762077

* Discografia e Produção Musical:
http://recantodasletras.uol.com.br/e-livros/702982

2) VIDA LITERÁRIA - TEXTOS

* Diário do Caramujo:
http://lailtonaraujo.blog.terra.com.br/

* Escrever é Viver:
http://lailtonaraujo.blig.ig.com.br/

* Terra, Planeta Terra:
http://terraplanetaterra.blig.ig.com.br/

* Recanto das Letras:
http://recantodasletras.uol.com.br/autores/lailtonaraujo

* Jornal de Debates:
http://www.jornaldedebates.ig.com.br/index.aspx?cnt_id=25&usr_id=365

* Overmundo:
http://www.overmundo.com.br/perfis/lailton-araujo

3) COMUNIDADES

* Orkut
http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=7292394315431682758

.......................................................................


Acho que respondi ao amigo!

A proposta para compor músicas com você ainda está aberta!

Sem mágoas...

Parabéns pela criação artística!

Abraços.

Lailton Araújo

LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 29/10/2007 18:05
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Marcos Paulo Carlito
 

Laílton, o negócio é o seguinte, não foi assim não, entre meu primeiro e-mail até sua última postagem aqui houve muita mensagem no meio desse caminho que você aponta e nenhuma resposta de sua parte.

Quanto a você dar sua opinião, sendo crítica ou não, é claro que eu tenho o dever e obrigação de aceitar, porém, também tenho o direito de querer entender melhor sua crítica, já que ela vem sobre minha colaboração.

Quanto a sua proposta de paz, eu aceito com todo o coração, porque fiquei mais de uma hora pensando em você ontem a noite, sobre como eu fui implacável e peguei pesado com você. Embora meu intelecto desse razão à minhas argumentações, meu coração ficou triste pela forma como parti pra cima de você...

Então, é o seguinte, não posso te pedir perdão porque defendo incontestávelmente o seguinte ponto de vista: não dá para levar uma discussão a sério se não podemos usar a dialética como mediadora. Porém, vou te pedir que não desistas do Overmundo, nem de mim. Meu coração reconhece um irmão em você.

Quer recomeçar daqui pra frente?

Marcos Paulo Carlito · , PR 29/10/2007 18:23
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Mestre Jeronimo - JC
 

Sarava pra quem fecha a mao, junto com o outro, e abre o coracao.

Jogo bao esse... aprendendo, sempre...

Saude pros dois!

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 29/10/2007 23:20
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LAILTON ARAÚJO
 


AMIGO MARCOS...

Não perca tempo com o passado... A vida é igual a um rio!

As águas passaram e nas margens ficaram os nutrientes para
novas vidas...

Escreva! Continue escrevendo essas coisas bonitas da natureza!

Música! Sempre! A natureza pede socorro!

Marcos Carlito é uma voz que canta e ginga!

Paz sempre! Mesmo em momentos críticos!

Poesia! Arte! Sabedoria sempre!

Gingando em nome dos povos das florestas...

A natureza agradece!

Viva à vida! Um brinde à harmonia!

Grande abraço!

Lailton Araújo





LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 30/10/2007 10:57
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Branca Pires
 

Marcos que bela entrvista e tão oportunamente aqui postada.
Adorei. Nossa que privilégio poder conviver, ver e sentir de tão perto a vida dos nossos remanescentes e legítimos índios. Dá uam vontade de carregá-los no colo e colocar em lugares seguros de toda as formas de extinção.
Parabéns, pela tua luta, pela tua caminhada nessas tuas acertadas trilhas.
Obrigada pelo convite.
Grande abraço!

Branca Pires · Aracaju, SE 30/10/2007 13:12
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Adriana Costa
 

São muito enriquecedoras tuas postagens, Marcos!
Agradeço pelo prazer da leitura de tão belo trabalho!
Flores sempre @>--

Adriana Costa · Brasília, DF 30/10/2007 19:44
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Marcos Paulo Carlito
 

Laíton,

Muito bonito seu lado alegre de viver. Mostra-me mais e compartilhe comigo os motivos pelos quais acredita que vale a pena tentar...

Grande abraço Guaicuru...

Marcos Paulo Carlito · , PR 30/10/2007 19:51
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Marcos Paulo Carlito
 

Branca,

Seu comentário é a prova viva que você ainda sente a dor ancestral, ainda está ligada a esta História, você é parte de um passado, mas pode fazer parte de outro futuro escrevendo a memória e o legado de seu povo.

Grande abraço Guaicuru!

Marcos Paulo Carlito · , PR 30/10/2007 19:53
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Marcos Paulo Carlito
 

Adriana,

O prazer é todo meu por sua florida presença em minhas colaborações!

Abraços...

Marcos Paulo Carlito · , PR 30/10/2007 19:55
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