Continuação da transcrição de trechos do diário de bordo da 2ª Expedição Guaicuru ao Sudoeste de MS (por Marcos Paulo Carlito)
ALDEIA SÃO JOÃO
Na aldeia São João, acompanhados de nosso simpático guia,(Ambrósio) fomos recepcionados pelos principais, que viviam no núcleo formado por meia dúzia de casas e uma escola de instalação bastante precária, a saber, um coberto de palha sem paredes.
Após as apresentações fomos convidados a sentar à sombra duma árvore, onde o professor João Moreira nos contou com toda a serenidade típica de um nativo o que transcrevemos abaixo:
Nome: “João Moreira Anastácio”.
Filiação: “Guilhermano Anastácio e Ordalha Moreira Anastácio”.
Local de nascimento: “Nasci aqui na aldeia São João em 28 de março de 1963”.
Nome nativo: “Eu não tenho”.
Origem étnica: “Kinikinawa”.
Atividade na aldeia: “Eu me preparei pra ser técnico agrícola, mas saiu esta oportunidade de dar aula, e como eu já tenho o 2º grau completo, estou exercendo a função de professor. E teve uma lei que saiu e exigiu que toda a área indígena deve ter um professor que seja índio”.
Os Kinikinawa não foram considerados extintos?
“Sim, já foi considerados extintos, só a FUNAI reconhece e nós estamos tentando voltar”.
Quantos remanescentes existem na região?
“Em torno de umas 80 pessoas pura, misturada já tem umas 232 pessoas, mais ou menos”.
Quais as outras etnias existentes nesta aldeia?
“Aqui divide entre Terena e Kinikinawa. Tem também umas três famílias Kadiwéu”.
Onde os Kadiwéus predominam?
“A aldeia Kadiwéu mesmo é Bodoquena. Tem a Tomásia e Barro Preto também, só que já mistura Kadiwéu e Terena. Aqui na São João tem um pouquinho de Kadiwéu, um pouco de Terena e mais Kinikinawa”.
E como é a relação entre estas três etnias?
“Acho que os Terena e os Kinikinawa vêm de um tronco só, eles se entendem bem, tem quase os mesmos costumes o mesmo modo de viver. Agora os Kadiwéu já há muito tempo atrás são considerado guerreiros, então já é mais agressivo e a gente não combina bem”.
Os Terena e os Kinikinawa têm a mesma origem étnica, a mesma ancestralidade?
“É a mesma”.
Os livros dizem que os Terena são de origem Aruwak, confirma isso?
“Sei que os Kinikinawa é Aruwak”.
Quantos jovens freqüentam a escola aqui na aldeia?
“De 1ª a 5ª nós temos quase 80 crianças”.
Qual é a atividade predominante na aldeia?
“Lavoura e pecuária. Tem famílias que criam gado e vivem da roça. O que produz mais é arroz e milho. Feijão já é mais complicado. Plantamos mandioca também”.
Quais as frutas que predominam aqui?
“Laranja, poncã e manga”.
E as frutas nativas?
“Tem muitas: guavira, jatobá, só que a maioria tem época, agora mesmo é tempo da goiaba, perde muita goiaba aqui”.
Quantos professores têm na escola?
“Dois indígenas e uma não indígena que é da 5ª série. O outro professor indígena é o Inácio Roberto, e ela se chama Rosana”.
Como é a produção de artesanato na aldeia e qual o artesanato característico Kinikinawa?
“O artesanato é mais por família, tem família que dedica mais e tem outras que sabe mas não procura aprender mais. O artesanato mais Kinikinawa é o do pote e alguns utensílios de uso como vasos. A pintura quase já desapareceu, então eles estão tentado resgatar uma da própria etnia”.
Vocês têm costume cultural das tatuagens e pintura corporal?
“Não. As cerimônias também estamos tentando criar uma, porque dos Kinikinawa a gente nem sabe como que era, as pessoas mais antiga, os velhos mesmo, não existem mais, os que tem por aí já foram criados depois que os Kinikinawa separou”.
Qual é o lugar de origem dos Kinikinawa?
“Eles fala que é entre Miranda e Aquidauana, um lugar chamado ‘Paxixe’. ‘Akaxi’ também eles falam. E foi constatado pelos estudos antropólogos que fizeram que tem 400 e poucos mil hectares de terra que eram onde viviam os Kinikinawa. Eles acharam o cemitério da tribo, só que os Terena é que estão tentando ocupar as terras lá”.
Qual é o nome do cacique e do vice-cacique desta aldeia?
“Manoel Roberto é o capitão e o vice-capitão é o Pedro Lima”.
Como você vê, no início do século XXI, sua etnia tentando se reorganizar?
“Pra nós vai ser muito difícil porque não tem uma pessoa ou alguma coisa do passado da gente que guarde nossa história. A gente não sabe mais as tatuagens, as pinturas, as cerâmicas, como que eles se preparavam quando eles eram nômades, não tem mais cerimônia nem ritual. A etnia já foi considerada extinta e a maioria foi massacrada, é bem difícil mas a gente vai tentar, mesmo que seja de outra forma mas nós temos que criar uma da gente mesmo. A gente comemora o Dia do Índio”.
Mas o Dia do Índio é uma invenção do homem branco.
“A data é inventada pelo branco, mas a forma da gente festejar a gente tá tentando colocar do nosso modo”.
Qual a sua mensagem para a juventude Kinikinawa?
“Minha mensagem, como todos os que se considera índio, porque muitos da sociedade branca acham que o índio não é capaz de realizar muitos sonhos que os brancos tem de prosseguir na vida, e muitos se sentem desprezados por causa disso. A gente percebe que muitas crianças na escola não querem ser índios porque na cidade eles falam que índio é burro, é preguiçoso, então através disto os jovens, principalmente os que não falam a língua Kinikinawa, não querem mais aprender. Mas a gente, se você parar pra pensar, o valor que você tem é maior do que o que as pessoas falam, eles falam isso porque não querem ver o índio se desenvolver como os brancos se desenvolvem. Se lutar você vence, pois o valor de um ser humano é igual em toda raça”.
Você já ouviu falar de Marçal Tupãy de Souza?
“Já, inclusive tem até matéria a respeito dele por aí. Eu que tenho andado em várias aldeias vejo que Marçal de Souza foi um grande líder da etnia dele que lutava pelo direito da sua tribo, então onde ele foi sendo perseguido e os fazendeiros não gostaram porque ele denunciava as coisas erradas que a sua própria comunidade fazia, como aqui também na área Kadiwéu existe gente fazendo coisas que não é pra ser feita, negócio de madeira, roubo de gado e outras coisas ruins; então Marçal de Souza via que isto não era bom pra sua comunidade e ele corria atrás e lutava, então morreu vitorioso porque morreu lutando pelo bem de seu próprio povo”.
Na oportunidade gravamos também uma entrevista com a professora de 5ª série da aldeia São João:
Nome: “Rosana Gabriel”.
Filiação: “José Gabriel Filho e Cleide dos Santos Gabriel”.
Local de nascimento: “São Bernardo do Campo/SP, em 1971. Na aldeia São João desde fevereiro de 2002”.
Atividade na aldeia: “Professora de 5ª e 6ª série. Leciono todas as matérias menos língua indígena”.
Qual o nível de aproveitamento dos jovens da aldeia em relação ao aprendizado?
“Está em fase de adaptação ainda, é uma nova realidade pra eles, são várias disciplinas, várias matérias e atividades a serem desenvolvidas”.
As crianças dominam o português?
“Dominam, todas elas falam muito mais a língua portuguesa do que a língua indígena, mesmo porque a língua indígena só foi implantada na escola de algum tempo pra cá. O trabalho que o professor Giovani José da Silva estava desenvolvendo lá na aldeia Bodoquena se estendeu para outras aldeias e agora também temos o objetivo de resgatar a identidade do povo”.
O sistema de ensino é ligado a qual Município?
“Porto Murtinho”.
Quais as etnias dominantes aqui na aldeia São João?
“A predominante é Kinikinawa, mas existem Terena e Kadiwéu. Se não me engano uma ou duas famílias Kadiwéu”.
Como é a relação entre as três etnias, conflitante ou harmoniosa?
“Do tempo em que estou aqui não percebi conflito nenhum”.
Como a senhora vê esta tentativa de reestruturação da tribo Kinikinawa?
“Na realidade acho que isso já passou da época, eles há muito tempo já tem esta vontade de serem reconhecidos como povo, acho que o que falta é os órgãos públicos, prefeitura e o Estado, apoiarem mais este povo, porque aqui é geograficamente complicado para o pessoal do Município estar acompanhando a aldeia. Este povo está abandonado”.
Qual o fator mais limitante nas relações entre a municipalidade e as aldeias da reserva?
“Aqui nós não temos apoio de nada praticamente. As coisas que são mantidas nas outras aldeias aqui também tem. Em termos de estrada não há ligação com Porto Murtinho, muitos nem sabem que a aldeia pertence a Porto Murtinho, pensam que pertence a Bonito. A FUNASA dá um pouco de assistência, o pessoal vem entregar cesta básica, tem a merenda e as coisas relacionadas à escola, mas no geral precisaria ter pessoas acompanhando o dia-a-dia da aldeia, não sei se seria o caso da criação de uma regional para acompanhamento não só da São João mas também da Tomásia e Barro Preto. Nestes três meses que estamos aqui percebemos que este povo fica abandonado, acho que deveriam acompanhar mais de perto as necessidades das aldeias”.
Qual a sua mensagem para os estudantes da aldeia?
“Que não parem por aqui, pois o ginásio e o ensino médio são apenas o começo. A gente nunca pode se limitar a ficar só no que se oferece, a gente tem que buscar mais”.
Encerrada a entrevista com a professora Rosana, manifestamos aos principais o desejo de conhecer o capitão Manoel Roberto, no que fomos prontamente atendidos. Novamente em companhia de nosso guia, que se mantinha sempre por perto, cortamos de carro cerca de 1 ou 2 quilômetros pelo cerrado até chegar à casa do líder, onde fomos recebidos com a mesma simpatia manifestada desde o primeiro contato com os Kinikinawa.
Apresentados por Ambrósio, fomos convidados a sentar em um banco de madeira à frente daquela simples mas bem cuidada choupana erguida em madeira, coberta de palha e algumas telhas de amianto, com chão de cimento num canto e terra no outro. Ali morava a família do capitão Manoel Roberto.
O começo do diálogo foi um pouco desconcertante porque a família do cacique não queria a gravação da conversa, nem anotações em papel, fato que comprometeu o apanho de informações importantes como nome, idade e procedência dos membros. Enquanto Ambrósio nos ajudava conversando alguma coisa, observavamos aquelas pessoas: além do capitão Manoel, havia dois anciões, uma anciã, duas meninas e um menino.
(continua na próxima e última parte)
Oi, Marcos!
O trabalho, ao que me parece, foi bem pensado/executado e conseqüentemente apresenta grande valor. Considero que as entrevistas foram significativas/felizes na amplitude de aspectos que buscaram abordar acerca da etnia Kinikinawa.
Empreendeu-se esforços no sentido da circunscrição da etnia, onde o conjunto de características que se alcançou pode assim ser entendido como descrição cultural.
A enumeração do que você trouxe seria:
-Localização espacial atual dos pertencentes ‘a etnia;
-Ascendência do grupo;
-Contato com outras atuais etnias indígenas;
-Percepção/desejo do grupo em relação ‘a unidade do mesmo;
-Preservação/recriação das tradições dos antepassados Kinikinawa;
-Forma de sobrevivência e relação com a terra;
-Contato e desejos/perspectivas do grupo em relação ao estado brasileiro.
É isso?! Gostaria de acrescentar/modificar/considerar algo sobre os meus apontamentos?!
Belo trabalho, hein?! ; )
Abraço
Pois é felizmente há um processo, ainda que tímido, de repor
as coisas, os valores, neste País. Felizmente, Jorge Velho há mais de 20 anos não é re-homenageado. A Historia começa a incluir, no Brasil, na América, os que fizeram a História, um abraço andre.
Uma pena eles terem perdido a origem dos corpos pintados nas cerimônias. Texto raro, rico Marcos Paulo.Votado ontem...
Salvo para "estudar". Bom fim de semana.
bjus.
Marcos, cara, você fala como um embaixador, sabia?
Um autêntico representante da terra.
abço.
Faço minhas as palavras de Sérgio Franck!
Grata,
Elizete
Votadíssima a continuação deste belo trabalho! Agradeço por nos apresentar o Brasil da gente!
beijos e flores @>--
Apple,
Você está perfeita em seus comentários. Quer trabalhar comigo?
Valeu J. Alves!!!
Grande abraço Guaicuru!!!
André, nós ainda vamos colocar Jorge Velho e os seus no lugar que lhes cabe.
Grande abraço Guaicuru!!!
Pra você também Cintia!!!
Marcos Paulo Carlito · , PR 2/11/2007 14:08
Quem dera Sérgio, quem dera...
Grande abraço Guaicuru!!!
Então são teus também meus abraços do Sérgio Frank!!!
Beijão querida amiga Elizete!!!
Adriana,
Mil flores pra você!!!
olá Marcos, muito interessantes as entrevistas - para quem se interessa por este assunto recomendo a leitura dos artigos publicados neste link, que investigam a questão indígena no Nordeste. Aqui mesmo no Overmundo, há esta excelente entrevista com Maria Pankararu, a primeira índia a defender uma tese de doutorado em linguística. Ao mesmo tempo que os problemas continuam enormes, temos sinais importantes de boas conquistas políticas pelos movimentos indígenas. O Overmundo pode ser um espaço importante para sabermos mais sobre as novas culturas indígenas brasileiras - fiquei contente com as notícias da Sinvaline de que vários índios krahôs e makusis vão começar a escrever aqui no site. Tomara que tenhamos cada vez mais colaboradores indígenas por aqui!
Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 2/11/2007 14:24
Valeu Hermano, teu comentário é bastante pertinente.
Algumas de suas sugestões já conhecia. Outras, vou correndo ver agora!
Grande abraço Guaicuru!
Legal! Nossa juventude está interessada em reescrever nossa história e conchecer melhor nossas origens. Fico muito feliz. Bjs.
Joana Eleutério · Brasília, DF 2/11/2007 14:44
É uma pena que haja tanto desperdício cultural assim. É a identidade destes povos que fazem uma prate da história do Brasil desaparecer assim sem mais nen menos. Adorei demais este teu importante relato, amigo Marcos Paulo Carlitos. Quando sair acontinuação da reportágem não deixe de me avisar. Meus sinceros aplusos e abraços amigo.
Carlos Magno.
Feliz todos nós, Joana...
Marcos Paulo Carlito · , PR 2/11/2007 15:05Deixa comigo Carlos!!!
Marcos Paulo Carlito · , PR 2/11/2007 15:06
Marcos,
O seu trabalho de repórter, pesquisador e historiador é impecável, natural. Sem dúvidas, uma importante contribuição para a nossa cultura - que sempre se salva pela paixão de abnegados como você e sua equipe. Estava aguardando a III parte concluvisa, para opinar, mas não resisti.
Certa vez (por volta de 1985) passei de trem em Agaxi, distrito de Miranda, em cuja estação vi muitos índios vendendo chipa, manga e guavira.
Se não estivesse pronta a sua obra, daria um palpite sobre o título: colocaria apenas "Expedição Guaicuru" (acrescido de um subtítulo referencial), pois é um nome bonito, forte e desperta curiosidade, com cheiro de aventura.
Parabéns mesmo.
P.S.: Iniciei aqui com este perfil. Posteriormente, quando o sistema me pediu a senha (esquecida), acabei, por um lapso criando o outro perfil. Pedi o cancelamento de um, mas não obtive êxito. Eu mal posso abastecer um, agora tenho dois...
Oi Marcos! já tinha visto e votado.
Bjs!
Continue escrevendo. Seus textos estão muito ricos em informação.
Muito bom! Gostaria de conhecer outras culturas...
Paulo Esdras · Brumado, BA 2/11/2007 15:49
muito interesanre.
votado!!!!!!!!!!!!!!!!!
Ah... agora entendi Frazão, pensei que fosse seu irmão...
Sobre o comentário, muito obrigado pela consideração. Ele foi importante porque acabou me dando um pista Histórica: Agaxi é uma referência geográfica que eu não havia conseguido decifrar.
Valeu a informação e as dicas
Obrigado amigão!!! Grande abraço Guaicuru!
Paulo, se quiser mesmo basta falar comigo.
Estou montando uma nova Expedição Guaicuru. Qual é sua área de atuação?
Marcos Paulo Carlito
Amigo Querido seus Trabalhos sáo de primeirissima qiualidade.
Vocë é um Jovem muito amadurecido na formacáoHumanista Universal. Um orgulho de Jovem Brasileiro.
Temos de reconhecer a qualidade e a elevacáo da Producáo.
Neste e em todos os seus Trabalhos.
Voice tem uma História Muito bonita.
Parabéns e Abracos.
Obrigado Azuir, muito obrigado por seu comentário humano e pela valorização do meu trabalho...
Você não fica atrás no universo de suas colaborações!
Grande abraço Guaicuru!
Marcos,
Só não comentei ontem mesmo, por motivos de extremo cansaço.Quase dormi no PC. Hoje, com mais disposição, li com bastente interesse a continuação do relato. Estudendo! Repito, seu trabalho é fora de série. Aqui em Goiás, a etnia que deu nome ao Estado (goyazes) foram totalmente extintos. Não se tem vestígios de sua história nem mesmo de suas aparencias.Fiz um curso sobre patrimonio histórico no qual foi abordado essa triste realidade.
Quero acompanhar todos os relatos referentes ao assunto que você publicar aqui no Over.
Embora tarde, votado com enorme prazer.
Abração goiano.
Ôooo Goiás Véio!!!
Caba não mundão que esse trem é muito bão!!!
Brigitte,
Tenho grande interesse péla História nativo-americana. Antigamente so havia a tal de proto-história. Agora, com a reinvenção da identidade indígena, pode-se, de fato, escrever e ler a História destes povos.
Sobre os Goyas (a denominação de uma etnia nativa é sempre grafada no singular), acredito que mesmo sendo muito difícil ainda é possível fazer algo a respeito.
Obrigado pelo comentário, grande abraço Guaicuru!
Da etnia Goyaz não se conhece nem seus traços físicos, segundo a professora de história de Goiás da UFG, que ministrou um dos módulos do curso.Mas faz uns 7 anos que fiz esse curso e perdi o contato com ela.
Você tem razão quando diz que sempre se pode fazer algo quando se realmente quer.
Admiro muito seu trabalho.
E obrigada pela correção, tá (rsrsrs)
Abração carinhoso!
Brigitte,
Você tem informações sobre sítios arqueológicos dos Goyaz?
Marcos,
Só há a alusão a eles, não restou nada. Outras etnias já foram pesquisadas e catalogadas, como os Caiapós.
Abração!
Me interesso pelos Caiapó, estiveram presentes aqui na região de Coxim também, dividindo território com os Boróro.
Marcos Paulo Carlito · , PR 2/11/2007 23:28
Pois então, a presença do branco na região centro-oeste já fez vítimas e mais vítimas. O que se sabe dos Goiaz é que eram muito pacíficos, pela história do Anhanguera dá para perceber isso, pois não há relato de resistência armada para a entrega do ouro.Há mais algumas etnias, mas bem menos que aí ou no Amazonas.
Abração,Marcos
Vim aki para dar pontinhos pra vc continuar mais tempo por aki.. parabens messsmo
Cecilia de Paiva · Campo Grande, MS 3/11/2007 12:14A segunda parte é maravilhosa tambem !!! Beijos e aproveito e voto !!!!
marilia carboni · Londrina, PR 3/11/2007 14:28
Querido Carlito:
Muito bem estruturado...
MARAVILHOSO!
Vai pra tua pasta rsrsrs
Precisamos, cada vez mais, preservar a memória nacional. Esse seu trabalho é de muita riqueza e não só como parte da histótia de um povo, nosso povo, mas como UM incentivador para que esse povo esteja instigado a valorizar suas próprias origens...
Tu fizeste a Tua parte... PARABÉNS!
Marcos,
só ví seu trabalho hoje. Estou fora de casa (rss rss), e só hoje consegui dar uma olhada rápida no OVER. Muito bom ler sobre a história e cultura dos povos indígenas, muito bom saber que há algo sendo feito para preservá-las. Muito bom seu texto... Muito bom tudo!
Abçs.
Nydia
Obrigado Ceci,
Você está sendo sempre muito legal com minhas colaborações...
Grande abraço Rasqueado!!!
Lili,
Sua motivação me comove...
Muito obrigado... será um grande prazer fazer parte do universo de suas colaborações. Quanto a pastinha, é uma honra para mim, maior legal...
Nydia,
A gente faz o que pode e o que não pode pelo que ama...
Gostaria de poder fazer bem mais pelos Kinikinawa...
Marcos
Muito bom o seu trabalho.
O seu jeito de abordar os elementos da etnografia dos parentes é bem delicado, é assim mesmo. Parabens.
em relação ao comentario do Sr. Anastacio "As cerimônias também estamos tentando criar uma, porque dos Kinikinawa a gente nem sabe como que era, as pessoas mais antiga, os velhos mesmo, não existem mais, os que tem por aí já foram criados depois que os Kinikinawa separou”, talvez exista algum relato sobre as cerimonias ou algo semelhante nos trabalhos do Curt Nimuendaju, ou na biblioteca da USP.
BJO.PARABENS
Em relação a uma parte onde
ops. em relação a parte onde eles falam que desapareceram, é possivel encontrar vestigios de rituais deles entre outros povos da região como os terenas/aruak devido a proximidade, o que precisa é de um trabalho antropologico profundo sobre a historiografia deste povo.
outro abraço.
aluau (tchau)
Mariléia,
Ótima, idéia. Vou procurar nas fontes que você citou. Quant ao um trabalho antropológico profundo, vontade é o que não falta. Mas é preciso muito mais que isso, precisa, pór exemplo de um patrocinador, coisa difícil mas não impossível.
Tenho muita vontade de auxiliar os Kinikinawa a encontrar o que procuram. Vamos ver...
Abraço Guaicuru!!!
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