Entrevista exclusiva com Bruno Azevedo

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Jardel Teixeira · São Paulo, SP
7/10/2007 · 80 · 2
 

O ator Bruno Azevedo em entrevista exclusiva, conta sobre o lançamento do filme Bezerra de Menezes e também, a respeito da sua trajetória de cineasta.

Há quanto tempo você trabalha com cinema?
Na verdade, comecei aos 17 anos. Mas profissionalmente só aos 22 anos. Iniciei a trabalhar em produtoras e logo já abri a minha. A Mirage Filmes do Brasil, que na época era miragem... Heheheheheh. Comecei com um filme chamado "Uma história de emoção", o roteiro era meu e a direção, também era eu quem fazia, além de atuar. Levei vários amigos que faziam teatro, para participarem. A idéia era de colocá-lo em festivais e buscar incentivo para um dia produzir um filme ideal. Hoje, quase dez anos depois, tenho minha produtora e estrutura para viabilizar este projeto. Porém, outros trabalhos surgiram... Mas certamente, ainda farei esse filme.

Agora, eu penso no “Bezerra de Menezes” que é um longa metragem da Trio Filmes, no qual o lançaremos como co-produtores. Temos Carlos Vereza no papel principal e, participações de Caio Blat, Paulo Goulart Filho, Nanda Costa, Lucio Mauro entre outros... Trata-se da história do médico espírita Doutor Bezerra de Menezes. O responsável por difundir o espiritismo no Brasil.

O próximo trabalho será “Meu vício... Meu hospício!”, iniciamos as filmagens em novembro, no Rio de Janeiro. Teremos no elenco: Carlos Vereza (novamente), Nelson Freitas, Nelson Xavier, Aílton Graça, Fabiana Karla, Marinna Lopes, Rosane Gofman, Stepan Nercessian, Julio Braga, Marcos Wainberg, Bruno Fagundes, Helô Tavares, Larissa Vereza, e participações de Alcione, Beth Carvalho, Martinho da Villa, Velha Guarda da Mangueira, Lima Duarte, Antonio Fagundes e, mais alguns que convidaremos. A comédia é o gênero deste filme, com um pouco de aventura e ação. A trama é envolvente e com certeza vai cair na graça do público. Não usamos cenas de violência, sexo ou qualquer alusão à pornografia. É um trabalho que mostra uma identidade diferente sobre nosso país. Em julho de 2008 estaremos acompanhando junto “Meu vício... meu hospício!" Em todos os cinemas.

Qual a opinião que vc tem sobre o cinema nacional, hoje?
Bem, o cinema nacional cresce visivelmente. A cada nova produção, porém, vejo um problema muito sério com a identidade cultural que nos é passada. Infelizmente, o cinema feito hoje no Brasil, ainda mostra a realidade do nosso país. Retratada em estórias ilustradas à tela grande. Eu particularmente acho que deveríamos criar situações novas. Dar uma nova cara. Não abolir as produções que estão sendo feitas. Mas, a grande maioria dos filmes que são feitos aqui, se passa em favelas, no sertão ou falam de violência. Eu penso que o público em nosso país, não assiste filmes nacionais com tanta freqüência. Eles sabem o que vão encontrar e, para verem cenas de violência, pobreza, corrupção, não precisam pagar ingresso. É só verem de graça, os telejornais. Acredito que falta mais ousadia nos roteiros, já que temos profissionais qualificados para isso. Não tenho intenção de americanizar o cinema nacional, mas por que, não dar ao público o que eles querem ver?

O cinema brasileiro retratou a ditadura e a cultura política, muito bem. Citarei cinco filmes de épocas diferentes e gostaria que vc comentasse, OK?
Vou começar pelo clássico de Glauber Rocha. "Terra em Transe" de Glauber Rocha com os excelentes Jardel Filho e Paulo Gracindo de 1967.
Bem, Terra em transe é um dos filmes onde o Glauber realmente mostra que na época, cinema se fazia com uma câmera no ombro e uma idéia na cabeça. Tratava-se de um triângulo amoroso entre um homem e duas mulheres, em meio à ditadura militar do Brasil, problemas sociais, corrupção etc. Além de Jardel Filho e Paulo Gracindo ainda contamos com a brilhante interpretação de Paulo Autran, Mario Lago e outros nomes conhecidos ainda hoje.

"Pra frente Brasil" de Roberto Farias, de 1983.
Este filme conta uma história que se puxarmos na memória saberemos o porquê deste filme. Vocês se lembram que até dias atrás o governo finalmente quebrou o sigilo sobre tal lista com nomes de ex-militares e ativistas que foram presos, torturados e mortos nas décadas de 70 e 80?
Pois bem, este filme mostra um cidadão comum que é confundido com um ativista na década de 70 quando o Brasil acabara de ser campeão mundial pela copa do mundo e é preso e torturado por agentes federais. Um drama escrito pelo ator Reginaldo Farias e seu irmão Roberto Farias que dirigiu o filme. Contaram com Antonio Fagundes, Natalia do Valle, Elizabeth Savalla além do próprio Reginaldo Farias e um grande elenco.

"O Que é Isso, Companheiro" de Bruno Barreto, de 1997.
"O que é isso, companheiro" é um filme que eu particularmente gostei. Um bando de rebeldes ativistas que se colocam contra a ditadura militar seqüestra o Cônsul dos Estados Unidos. Estes rebeldes participam da chamada "luta armada”, movimento que realmente aconteceu no Brasil contra o militarismo. O filme se não me engano foi baseado no livro do Fernando Gabeira, que é inclusive o personagem do Pedro Cardoso e que participou de verdade deste seqüestro. O filme fez um sucesso muito bacana lá fora e foi até indicado ao Oscar como melhor filme estrangeiro.

"Cabra-cega", de Toni Venturini de 2005.
Este filme não foge muito dos gêneros dos demais citados acima. É basicamente a mesma coisa, dois jovens também militantes da luta armada que sonham com uma revolução social no Brasil. Um deles é ferido por uma emboscada da polícia e tem que se esconder e se tratar dos ferimentos e para isso fica escondido na casa de um amigo simpatizante da causa. Porém, depois de um tempo ele muda seu comportamento e começam a desconfiar se ele não seria um traidor se passando por vítima. É um drama que conta com a participação do Walter Breda.

E por último: "O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias" de Cao Hamburger, de 2006.
Bem, este filme é praticamente uma extensão do "Pra frente Brasil", é realmente quase a continuação da mesma história. Assim como no outro filme, todos acompanhavam o desempenho do Brasil na Copa do Mundo, de repente os pais do menino Mauro simplesmente "saem de férias", na verdade eles são obrigados a fugir devido ao fato de serem ativistas de esquerda e estarem sendo perseguidos pela ditadura. Neste filme é só tristeza, os únicos momentos de alegria retratados no filme são os momentos vividos pela euforia causada pelas vitórias da Seleção Brasileira na Copa de 70. O jovem Mauro sofre muito com o fato dos pais terem que fugir e acaba ficando com um vizinho judeu, onde passa o filme todo praticamente esperando um telefonema dos pais.

Houve o cinema novo, a pornochanchada, a Vera Cruz. O que tem a dizer disso?
O cinema novo na verdade não era tão diferente assim do que vem sendo feito ainda hoje. Na verdade o que acontece é que hoje a publicidade, a questão de TER que ir ao cinema assistir filmes nacionais para prestigiarmos o produto nacional deu uma motivada nas produções brasileiras partindo principalmente das leis de incentivo do governo para produções nacionais. A diferença é que hoje as produções aumentaram em "números", a qualidade "técnica" também aumentou consideravelmente, porém, ainda não houve um filme no Brasil que despertasse tanto à vontade do público nacional a saírem de suas casas para assistir um filme do nosso país como desperta nos fãs de Ar Peter, O Homem Aranha, Guerra nas estrelas, Matrix, O senhor dos anéis, X-Men etc. Não temos um público fiel, não temos produto pra isso ainda. Não temos "fãs" do nosso cinema em grande escala ainda mesmo com o cinema novo que introduz temas e linguagens nacionais. Como eu havia dito na pergunta anterior, estes temas e esta linguagem nacional, não tem que ser necessariamente a pobreza real do país, a violência ou a corrupção e impunidade transformada em piadas. Os conflitos sociais e políticos retratados no cinema novo. Hoje em dia não dá pra se fazer um filme com apenas "uma câmera no ombro e uma idéia na cabeça" como dizia Glauber Rocha, naquela época sim, tudo era novidade, tudo era válido, dar uma tapinha na cara do governo ou uma simples "cutucada" era o máximo, hoje o público não quer mais isso. Poderíamos criar um "novo" cinema novo, dando uma nova identidade cultural para o nosso cinema e principalmente para o nosso país. O Brasil não é só violência, carnaval, futebol, sexo, mulher gostosa, ladroagem e corrupção, não que isso não seja parte de nossa realidade, mas será que temos que mostrar só isso nos cinemas, ou será que este tipo de coisa tem que estar presente em tudo o que se faça para o cinema?
O Brasil tem muito mais para mostrar e oferecer para o nosso público do que é mostrado hoje. Já a pornochanchada foi uma receita que deu muito certo na década de 70 onde a censura era muito forte e através destes filmes, eram mostradas cenas de erotismo e nudez, e apesar de ser comparado com filmes pornôs não tinham de fato cenas de sexo explícito, porém, comercialmente falando isso tudo era muito válido. Ao contrário do que a grande maioria das pessoas pensa, este tipo de produção cinematográfica não era patrocinado pela Embrafilmes, e sim por produtores independentes e patrocínios de comerciantes, empresários e pessoas de poder aquisitivo favorecido que acreditavam nos projetos e investiam pesado uma vez que era um negócio lucrativo, assim, como hoje o mercado cinematográfico pornô é também um sucesso. A Vera Cruz, ou a "fábrica dos sonhos" foi fundada em 1949 e fechou as portas cinco anos depois devido ao fato de ter sido um fracasso a idéia de criar uma indústria cinematográfica no Brasil. Como em São Paulo, tudo estava crescendo ainda na época, a burguesia industrial paulista junto dos intelectuais de elite, decidiram construir a modernidade paulista com instituições culturais como o TBC (Teatro Brasileiro de Comédia), o MAM (Museu de Arte Moderna), e a Companhia Cinematográfica Vera Cruz, que por sua vez proporcionaria uma grande mudança no cinema nacional, obedecendo à lógica da indústria cinematográfica hollywoodiana, exprimindo através da qualidade técnica de seus filmes a prosperidade das novas tecnologias de lazer, propiciando assim, o abandono do atraso tecnológico e artístico que marcava até então as produções nacionais e inaugurando uma nova fase na produção cinematográfica, seria mais ou menos assim; "A coisa deixaria de ser feita nas coxas e passaria a ser séria!". Porém, infelizmente a Cia caiu nas mãos do governo sofrendo uma quebra comercial vindo assim a fechar as portas. Cerca de cinqüenta por cento de tudo o que produziam era dividido entre os exibidores, e aproximadamente mais quinze por cento entre os distribuidores dos filmes da época, que assim como o exibidor não havia feito nenhum investimento para a produção dos mesmos, com isso o que sobrava para a Vera Cruz, era apenas o que havia gastado para produzir os filmes, ou seja, não havia lucros.

Você já utilizou os estúdios da Vera Cruz,?
Não, mas gostaria muito de reativar tudo e dar seguimento à "fábrica de sonhos" de uma maneira a realizar estes sonhos que começaram a mais de meio século atrás.

Porque ninguém usa?
Não saberia dizer o porquê ninguém usa, porém se eu tivesse uma oportunidade eu usaria sim.

Quais são seus projetos cinematográficos?
Temos quatro projetos até o ano de 2010. Hoje a Mirage Filmes do Brasil está trabalha na pré-produção do filme "Meu vício... Meu hospício!". Roteiro de Deise Batista e direção de Bruno Azevedo. Este longa-metragem é uma comédia e, as filmagens terão início em novembro deste ano. Deve ser lançado nos cinemas em julho de 2008. Terminando este filme, vamos começar a produzir outro: "Derrama", roteiro de Carlos Vereza. Trata-se da história de Tiradentes, mostrada após seu enforcamento. O que aconteceu depois da morte do mártir da inconfidência mineira. Este deve ser lançado no final de 2008. No início de 2009 devemos rodar em São Paulo um de suspense, trata-se do filme "Eu volto para te buscar!", o roteiro é meu. Ele fala de espíritos possessores que voltam para vingar sua morte e por não aceitá-la. Este filme deve ficar pronto para lançamento no final do ano de 2009 e em 2010, começaremos a filmar o que chamo de minha obra-prima. É outro roteiro meu, que meu xodó: P.A.T.C.C.O. (Policiais Altamente Treinados Contra o Crime Organizado). É uma comédia policial do tipo Bad-Boys, À hora do Rush, Máquina Mortífera. Eu sempre desejei fazer este filme, mais do que "Uma história de emoção!". P.AT.C.C.O. é uma obra de arte para meus olhos. É um filme totalmente comercial do tipo que se faz brinquedos, adesivos, camisetas e jogos de videogame etc.

Você também distribui filmes?
A Mirage Filmes do Brasil é uma produtora que tem no seu campo de atuação a condição de distribuir filmes além de produzi-los e finalizá-los, porém a distribuição ainda não foi praticada.

O novo filme: Tropa de Elite não é parecido com o piloto que vc fez para televisão e que depois se transformou num projeto de um longa?
Veja a sinopse: Tropa de Elite retrata o dia-a-dia do grupo de policiais e de um capitão do BOPE no ano de 1997 que está querendo sair da corporação e tentará encontrar um substituto para seu posto, paralelo a isso tem a história de dois amigos de infância que se tornam policiais e que se destacam pela honestidade e honra de serem policiais, e se indignam com a corrupção no batalhão em que atuam...

Sim, totalmente, este é o P.A.T.C.C.O., na verdade no início até me preocupei um pouco quando soube deste filme, falei pra mim mesmo; "Poxa, será que vão fazer algo parecido com o que eu quero antes de mim?”, mas depois descobri que não é a mesma coisa, e sinceramente, não querendo ser antiético, mas não existe ainda no Brasil nada parecido com o que quero fazer com P.A.T.C.C.O.

O que você acha dessa propagação de vídeos digitais na internet, em sites como Youtube?
Eu acho que por um lado é maravilhoso, abre um leque maior de abrangência a algumas pessoas de forma a dar mais acesso e conhecimento. Quanto a alguns projetos, por outro lado, à pirataria hoje em dia, principalmente a "pirataria virtual" prejudica o profissional da área do audiovisual. Infelizmente também não concordo com a questão "preço", uma vez que com a quantidade e valor dos impostos pagos ao governo, somos impossibilitados de manter um preço razoável na venda dos filmes em DVD e até no valor dos ingressos, que estes sim por um lado tem suas facilidades como a “meia-entrada". Já na compra de filmes em DVD ou ainda em VHS, infelizmente não podemos optar por pagar metade do preço usando as "carteirinhas de estudantes" (risos), se os impostos fossem baixados, se os preços dos filmes e até CDs de músicas baixassem, acredito que a pirataria perderia um pouco sua força no Brasil. Se os impostos destes produtos que são totalmente ligados à cultura fossem reduzidos, os preços destes produtos também seriam baixados e o consumidor poderia assim comprar produtos originais e não cópias falsificadas ou mesmo ficar horas com um computador ligado para baixar um filme pela Internet. É a mesma história dos cigarros, o governo eleva os impostos de tal maneira que estes valores precisam ser repassados para o consumidor, como os preços são muito elevados, o consumidor passa a deixar de comprar aquele produto e passa a comprar cigarros do Paraguai, aqueles que custam um real (risos). Não adianta o governo pensar que o povo vai parar de fumar, eles simplesmente vão passar a consumir o de fora que é mais barato, apesar de não ser um produto de uma mesma qualidade. É como os filmes piratas. A chave disso tudo está no governo, é só ele querer!

Como vc vê os filmes brasileiros no mercado mundial?
Vejo que a péssima identidade cultural que é passada para o nosso público hoje, é também passada lá fora. Em alguns lugares fora do Brasil, ainda existem pessoas que acreditam que nosso país é habitado noventa por cento por índios, ou por mulatas dançarinas de samba, traficantes e o sexo no Brasil são liberados como tomar sorvete na praça pública (risos). Acredito que através do que é mostrado, a impressão que eles têm é que o Brasil ainda não sabe fazer cinema. Obs. É claro que não podemos deixar de lembrar que existem bons filmes e produções que chegaram lá fora, com todos os méritos do mundo. Representaram-nos como um país que chegará lá. Filmes como: "O Quatrilho", "Central do Brasil", e "Cidade de Deus" receberam indicações ao Oscar, sem contar as outras premiações pelo mundo, porém, ainda não marcamos nossa presença. Apenas aparecemos por lá e demos um "tchauzinho", ainda falta chegar e cravar a bandeira brasileira de forma definitiva no ranking do cinema mundial.

Por que os filmes espanhóis e mexicanos conquistaram o mercado americano? E por que o brasileiro não?
Bom, em minha opinião, o cinema espanhol é envolvente, a influência latina até no México passa mais sedução e alegria de forma a despertar sentimentos que naturalmente o americano não pratica. O povo americano é um pouco frio em relação a expressar sentimentos, e o povo latino não tem este problema. Sem contar o lado sedutor e envolvente que naturalmente desperta a atenção para filmes assim. Até os filmes de ação, ficção tem uma identidade de produção diferente dos americanos. Porém, acho importante lembrar que antes de querermos conquistar o mercado americano, o que sinceramente não almejo, devemos conquistar o nosso mercado e fazer com que, o público nacional prestigie e valorize mais os nossos produtos.

Quem é o Bruno Azevedo?
O Bruno Azevedo é um homem de bem, um sonhador revolucionário, alguém que não espera nada acontecer. Mas, FAZ o que pode para que o melhor, aconteça. Sou uma pessoa batalhadora, alguém que acredita em sonhos, que acredita no que nada é impossível e que podemos fazer tudo. Podemos mudar e melhorar tudo.


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Jornalista81
 

Achei que as perguntas podiam ter sido mais incisivas. Falar mais sobre o que ele produziu, sobre o que pretende produzir. MAs no geral está bom.

Jornalista81 · Brasília, DF 3/10/2007 19:14
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Jardel Teixeira
 

muito obrigado por sua opinião.
na verdade eu amigo dele, então quis parecer impessoal...
concordo com vc quando diz que eu poderia ser mais incisivo, mas como ele deve lançar Bezerra de Menezes até o final do ano, farei outra entrevista. Ele no momento, precisa de apoio e divulgação em torno do seu nome. Se vc quiser fazer uma entrevista coim ele, te passo os contatos dele... O que vc acha? topa?
vc escreve em outra mídia de Brasília?
Um forte abraço e obrigado, vamos nos manter em contato.
Jardel

Jardel Teixeira · São Paulo, SP 3/10/2007 19:46
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