Entrevistas sobre o vídeo Curitiba ao Som da Viola

Foto de Rogério Viana
Allan de Oliveira, produtor do vídeo Curitiba ao Som da Viola
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Rogério Viana · Curitiba, PR
1/7/2008 · 122 · 6
 

ENTREVISTAS COM ALLAN DE OLIVEIRA
Como foi que surgiu a idéia da produção do documentário (vídeo etnográfico)?
Do desejo de realizar um trabalho com vídeo – uma experiência nova para ambos – e articulá-lo com questões relativas à formação de antropólogo e com questões advindas de pesquisas anteriores (tanto eu quanto Patrícia trabalháramos com temas relativos à cultura popular).
O que motivou vocês dois a apresentarem o projeto para a FCC?
O poder atrativo do edital do patrimônio, que nos pareceu mais adequado para uma proposta de curta-metragem.
Qual a vinculação dos dois com a música caipira?
A minha é pura curiosidade com um tema que sempre pareceu fascinante e instigante no sentido de apontar para questões importantes da sociedade brasileira. Além disso, há aí um componente biográfico, haja vista minha ascendência mineira, pela qual tomei contato com o universo da música caipira. Esta foi a música da infância e juventude de meus pais, tios e avós.
O que cada um faz hoje como atividade profissional?
Eu sou professor do Departamento de Ciências Humanas da FAP - Faculdade de Artes do Paraná, onde ministros disciplinas de humanas (sociologia, história, antropologia e folclore) para estudantes de artes. Além disso, estou concluindo meu doutorado em antropologia social junto à UFSC.
Como foi a experiência de produzir e dirigir o documentário?
Muito enriquecedora no sentido de permitir a vivência da produção de material audiovisual: as dificuldades, os problemas, a organização. Trouxe também a percepção do trabalho em equipe e instigou uma série de reflexões sobre a articulação entre cinema e antropologia, as quais pretendo retomar mais tarde.
Algum fato curioso marcou o período de gravação do documentário?
A mudança de sede da Canja de Viola (o que esvaziou o evento e nos exigiu uma mudança de foco) na semana em que começamos os trabalhos.
Que comentários podem fazer sobre o produto final do documentário (o vídeo etnográfico)?
Que ele pretende contribuir para revelar ao público, práticas culturais com as quais convivemos e não percebemos sua existência. O Canja de Viola está há 20 anos no centro de Curitiba e muitas, muitas pessoas, já me revelaram nunca ter notado. Sabiam que algo rolava no TUC – Teatro Universitário de Curitiba (onde o Canja de Viola se apresentou durante quase 20 anos), mas não que era um encontro regular. Além disso, espero que o vídeo convide as pessoas a pensar sobre a importância social de um tipo de música muitas vezes definida como "pobre esteticamente e brega".

ENTREVISTA 2

Na sua visão, a cidade de Curitiba tem preconceito com a música caipira ou a música sertaneja? O preconceito, se houver, é velado ou pode ser verificado mais claramente?

O preconceito com a música caipira ou sertaneja aqui é o mesmo, penso, do que ocorre em todo o país. Não há uma especificidade da cidade com relação a isto. Ou seja, aqui não é diferente de São Paulo ou Belo Horizonte, por exemplo. Quanto a este preconceito, ele é, salvo raríssimas exceções relativas a discursos de determinados grupos sociais muito específicos (ex.: fatias das classes média e alta), velado e está mais atrelado a outros preconceitos (de origem e de classe social). O máximo que se escuta é que se trata de uma "música brega".

Os bairros mais afastados (citados como periferia, bairros populares, bairros de trabalhadores) produzem e reproduzem cultura muito distinta do que se verifica em outros bairros tidos como mais nobres? Onde a diferença é mais acentuada?

Estes bairros mais afastados produzem uma cultura que lhe é específica, mas que não pode ser considerada distinta, à medida em que é difícil perceber uma exclusividade cultural. De um modo geral a música sertaneja está onipresente. Ela pode ser escutada no Bigorrilho, no Jardim Social, quanto no Bairro Novo ou Tatuquara. O que muda é o estilo das músicas sertanejas ouvidas. Elas são diferentes, de fato, mas há entre elas uma proximidade que fica difícil apontá-las como culturas distintas. A grande diferença entre as culturas destes bairros são os elementos envolvidos na produção cultural: as bases são as mesmas (a música sertaneja, o samba, o futebol), mas os discursos sobre eles e os elementos aos quais eles aparecem misturados são diferentes.

Os bairros (e suas populações) de faixas econômicas mais altas discriminam as demais faixas – e os bairros - em termos culturais? Os ricos também gostam de música caipira e música sertaneja?

O preconceito aqui é algo ambíguo: grupos sociais mais favorecidos tendem a ouvir na música sertaneja ouvida por grupos mais pobres, elementos que consideram "bregas". Contudo, estes mesmos ricos também escutam música sertaneja, e muito. Vale lembrar que a música sertaneja, junto do axé music e do pagode, é um dos tripés da indústria fonográfica no Brasil a partir dos anos 90. Ou seja, hoje, conforme apontei acima, há uma onipresença do caipira e do sertanejo entre todas as classes sociais. O que muda é o estilo deste caipira e sertanejo.

A não citação do termo CAIPIRA pelos entrevistados do documentário mostra algum tipo de preconceito com a temática caipira nas músicas?

Aqui em Curitiba não. Isto ocorre mais em cidades do interior paulista onde se evita o termo caipira para fugir do estereótipo criado por Monteiro Lobato. Aqui em Curitiba o termo não aparece porque o público que mostramos no documentário é de uma geração (anos 60, 70) que praticamente nunca usou o termo música caipira. Vale lembrar que essa expressão, de uso restrito nos anos 30 e 40, foi adotado por uma crítica musical dos anos 50 e 60 (ligada ao Partidão e daria nos CPC's) que procurava criticar os produtos da indústria cultural. Assim, a música considerada "mais pura" seria música caipira, conquanto aquela ligada à grande indústria seria "sertaneja". No entanto, entre os músicos e público da música caipira/sertaneja esta divisão nunca foi operante. Assim, as pessoas usam sertanejo e caipira de uma forma próxima. Há diferenças, obviamente, mais não tanto quanto aparece nos discursos de diversos críticos musicais.

Os grandes clássicos da música caipira não aparecem (ou apareceram) na lista das músicas apresentadas pelas duplas e cantores nos vários shows que vocês documentaram. Há um desconhecimento da importância histórica e cultural das duplas genuinamente caipiras por parte do público focalizado ou ele se liga às novas duplas sertanejas por motivos que não são tão aparentes? Quais seriam esses motivos?

Não, não há um desconhecimento da importância histórica das duplas mais antigas. Pelo contrário, a maioria do pessoal conhece Alvarenga e Ranchinho, Tonico e Tinoco e conhece, mais ainda, os grande clássicos caipiras. A questão é: como eles gostam que estes clássicos sejam apresentados? Daí é que as duplas mais antigas não aparecem. É uma questão de geração: o público do Canja de Viola, por exemplo, nasceu entre as décadas de 40 e 60. Alvarenga e Ranchinho, para eles, é apenas uma dupla antiga. Não significa muita coisa, não aciona questões de memória afetiva, por exemplo. Ao contrário do Chitãozinho e Xororó dos anos 70: muitos devem ter conhecido esposas, namoradas, ouvindo-os em bailes. É uma questão de afeto. Para eles, Milionário e Zé Rico, Chitãozinho e Xororó, Teodoro e Sampaio e outras têm mais significado afetivo. Não interessa se a música é boa, ruim, se é da TV e se não é. O ponto é: afeto.

A presença de público com faixa etária 40-65 anos e, as mulheres, em boa parte, sem acompanhante, podem justificar a temática "sertaneja" onde há predominância (será?) de temas como abandono, traição, solidão, tristeza, amor não correspondido, romantismo nostálgico?

As mulheres sem acompanhante, não. Isto nada tem a ver: as mulheres desacompanhadas, ali, são, em grande número, viúvas. Porém, a faixa etária sim. Por uma razão simples: é a geração de brasileiros que assistiu a invasão da música brasileira pelo bolero, a partir dos anos 40. Invasão esta que esteve presente em todos os gêneros da música brasileira. Veja os temas: não são os temas de Lupiscínio, Antônio Maria, Dolores Duran, Maysa e outros nomes do samba-canção? Com a música sertaneja seu deu o mesmo. O bolero trouxe o tema e ele foi apropriado com as roupagens características.
Aqui, cabe um adendo. Na história do samba houve a Bossa-Nova, que extirpou a estética do bolero. Na música sertaneja não houve um movimento de renovação estética neste sentido. Repare quando volta o uso da expressão "música sertaneja" de forma depreciativa: uma crítica musical contemporânea à Bossa-Nova (Sérgio Cabral, Tárik de Souza, José Ramos Tinhorão e outros). Este pessoal percebeu esta renovação.

O clima dos espetáculos registrados tem que características principais? Há mais alegria ou mais tristeza? Embora seja um espetáculo musical, as pessoas focalizadas estão mais alegres ou tristes ao cantarem e/ouvirem as músicas apresentadas?

São espetáculos marcados pela informalidade, antes de tudo. Alegria ou tristeza? É difícil definir nestes termos. Eu diria pela alegria, mesmo que a letra seja triste. Penso no meu pai, com seus amigos, cantando "Cabelos Brancos" (Herivelto Martins) em um churrasco. A letra é tristíssima, mas todos cantam alto e com dramaticidade. É difícil, ali, ver uma alegria ou uma tristeza. Tristeza pela música. Alegria de cantar com os amigos. O mesmo se dá nestes lugares do documentário (Canja, 3 Fazendas, Bar do Valdo, Bar do Paineira, Recanto da Viola) que são, com exceção do Canja, lugares onde as pessoas vão beber, comer e ouvir música. Pense numa pizzaria com MPB ao vivo e onde se presta atenção nas músicas enquanto se come. Esses lugares são assim. Quanto ao Canja, de fato, ele é um evento onde as pessoas ficam muito paradas, silenciosas. Apenas ouvindo. Mas isto porque, normalmente, ele ocorre em um teatro escuro (o TUC). Ali tem a idéia de espetáculo mesmo. Mesmo quando a música é animada, o público fica sentadinho escutando (no máximo, canta junto). A diferença é a informalidade do entra e sai. Como o evento é gratuito, as pessoas entram e saem o tempo todo. Esta informalidade está ligada a outra coisa que marcou a vida deste público: os circos.

Algum curitibano nato apareceu no documentário? Quem?

Houve sim curitibanos nos eventos que acompanhamos e não foram poucos. O Pedrinho, aquele senhor com quem começamos o documentário (no ônibus) é daqui.

O espaço onde as apresentações focalizadas são realizadas pode ser descrito como: O lugar de música sertaneja? O lugar onde eu escuto a música da nossa terra? O lugar onde sou igual aos demais participantes? O lugar das boas músicas de antigamente? Ou o lugar onde posso ser o que realmente sou sem ser recriminado ou criticado negativamente pelo que demonstro gostar? Os espaços focalizados podem ser considerados como "ilhas de história" ou ilhas da memória?

Nos lugares que fomos, escutamos: a) lugar da música sertaneja; b) lugar do som da terra. As outras perguntas apareciam em algumas falas, mas de forma velada. Alguns participantes elogiavam o Canja por ali "todo mundo estar no mesmo nível, ser igual". Outros, em conversas, diziam que as músicas boas eram as de antigamente (porém, este antigamente se refere ao Chitãozinho e Xororó dos anos 70). Outros falaram, sim, que no Canja é o lugar onde se está entre amigos e ninguém é recriminado. Mas estas eram falas pontuais. O normal era "aqui é lugar da música sertaneja" ou "o lugar onde você pode escutar o som da terra".
A música "sertaneja" é essencialmente uma música de migrantes?
Sim. Mas isto não quer dizer que você não tenha nativos, e muitos, fazendo. Quer dizer mais que para o público e músicos da música sertaneja a idéia de transitoriedade na vida está mais presente. É um público que não tem aquele ideal burguês do século XIX de estabilidade. A vida toda tem um caráter temporário. Mora um tempo aqui, um tempo ali. Trabalha seis meses num lugar, um ano em outro. Viver em movimento. Mesmo os que nasceram em Curitiba contam histórias e histórias de deslocamentos. Até os arranjos familiares são provisórios: casa com uma mulher, cria os filhos do irmão, depois migra, mora com um tio, volta, mora com o irmão. Tudo é provisório. Ou seja, é um fatia da população em constante movimento.

Só migrante faz música sertaneja?


Como afirmei acima, não. Mas a maioria dos produtores deste tipo de músico tem sua vida marcada pela transitoriedade.

Na questão dos "mitos", os focalizados se identificam mais com os mitos do passado caipira (era do rádio) – Tonico e Tinoco, Alvarenga e Ranchinho, Vieira e Vieirinha, Tião Carreiro e Pardinho – ou com os mitos mais recentes da música sertaneja (era da TV) que é produzida por Chitãozinho e Xororó, Leando e Leonardo, Milionário e Zé Rico, ou Bruno e Marrone?

Os mais recentes, porque esses são os que eles viram e ouviram de forma mais próxima. Vale a pena, porém, refinar. Para eles, Leandro e Leonardo e Bruno e Marrone são de outra geração, mais nova, e que não lhes causa muito interesse. O mais importante é a geração anos 60, 70 e 80, sobretudo Léo Canhoto e Robertinho, Teodoro e Sampaio, Milionário e José Rico. Na Canja de Viola, estas são as três duplas mais presentes. No 3 Fazendas e no Bar do Valdo, mitos mais antigos aparecem: duplas nos anos 50 como Zilo e Zalo, Zico e Zeca, Liú e Léo, Pedro Bento e Zé da Estrada e Tião Carreiro e Pardinho.
O ponto de inflexão da atual música sertaneja é um período que vai de 1982 a 1990, quando ela entra na agenda cultural da classe média. 1982 é o ano do lançamento do "Fio de Cabelo" de Chitãozinho e Xororó. Esta canção ainda não provocou o boom da música sertaneja, mas fez tanto sucesso entre as classes populares que chamou a atenção da grande mídia. Mesmo assim, o público de classe média torcia o nariz. Porém, a gravação que virou o barco foi o "Entre tapas e beijos" do Leandro e Leonardo, em 1990. O sucesso desta música não foi somente entre as classes mais populares: ela foi parar na Globo. Para o público do Canja, esta geração de Leandro e Leonardo não diz muita coisa. Eles preferem o som produzido antes disto.
E aí acontece algo muito interessante: trata-se de um público, de um tipo de música, que não interessa nem à Inezita Barroso (na sua valorização de uma verdadeira música caipira) e nem ao fã do Leandro e Leonardo. Eles não estão nem no rótulo "caipira de raiz" (que é o xodó dos intelectuais) e nem no sertanejo-pop dos anos 90 que toca na Globo e nas FM's. O Canja de Viola e os outros lugares do documentário estão no meio disto. Não são nem os "puros" e nem os "degenerados". Não tocam no Conservatório de MPB, no Paiol e nem nas FM's locais.

Música sertaneja é música caipira também?

As duas são diferentes, porém estão profundamente imbricadas de tal forma que a história de uma não pode ser contada sem a outra. Porém, esta é uma pergunta que eu, como pesquisador, procuro não responder (e nem saberia como). Quem deve responder isto são os próprios agentes envolvidos na produção das duas (músicos e público). Será que para eles as duas são iguais? Bem, aí é que se começa a perceber as divisões dentro deste universo musical. Se perguntarem para Inezita Barroso ela vai responder que não, a partir de determinados critérios. Se perguntarem para Zezé di Camargo e Luciano, eles, provavelmente, vão responder outra coisa, baseados em outros critérios. Quem tem a verdade ai? Existe uma música caipira? Qual seria sua essência? Inezita Barroso, certa vez, disse que a "música caipira' é aquela que fala da terra, dos bichos e que o "sertanejo" é a dor-de-cotovelo. Bem, se for assim, "Cabocla Tereza" não é música caipira. O que nosso trabalho tentou fazer (e o que eu faço na tese) é descrever estas diferentes opiniões sem resolvê-las, dizendo que uma é verdadeira e outra é falsa. O meu pressuposto é que qualquer universo social é marcado por discursos divergentes. Se perguntarmos num encontro de jornalistas "o que é jornalismo?", vai dar briga. Isto faz parte da vida social. A mesma coisa para a música sertaneja e caipira. Assim, me parece que o trabalho mais rico é aquele que descreve sem condenações. Eu procuro inverter? Por que Zezé di Camargo e Luciano não são música caipira? O que há neles que impede isto? Já me responderam:"porque sua música não fala do homem da terra, das coisas tradicionais". Mas quem disse que este é o critério? Quando fiz minha pesquisa de campo em Piracicaba (SP), escutei de vários senhores de 60, 70 anos, que Zezé di Camargo e Luciano eram música caipira porque cantavam em duplas. Olha aí outro critério. Para eles, não interessa se tem guitarra, bateria, teclado. Cantou em duplas, em dueto de terça, é música caipira. Estes critérios variam de lugar para lugar e o meu trabalho, na tese, é descrevê-los.
Eu também fiz esta pergunta em campo, e as respostas foram muito variadas. Mas, de um modo geral, o público e os músicos separam menos as duas do que a gente imagina.

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Ari Donato
 

Gostei das duas entrevistas, mais ainda da segunda, pelos dados históricos citados pelo pesquisador. Algumas das suas colocações são pertinentes, mas, a mim me pareceu que ele não quis avançar.
Quanto às denominações de Sertaneja e Caipira, prefiro acompanhar Zuza Homem de Mello, que coloca a música caipira dentro da música sertaneja, definindo esta como algo maior, que abrange todo o sertão brasileiro, isto é, envolve todas as regiões do País, enquanto a música caipira limita-se às regiões do Sudeste e Centro-Oeste do Pais (onde está o Paraná, que não deveria renegar esta condição de berço da música caipira). O pesquisador chega a passar perto desta divisão, mas preferiu deixar com o povo a separação.

Ari Donato · Salvador, BA 30/6/2008 14:58
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Nic NIlson
 

O q me vem à mente é q o caro professor apenas quis registrar os eventos, sem penetrar na alma deles. Fez lá um seu filme praticando a boa vizinhança. Seria como eu fazendo um documentario sobre a viola do Donato. Eu ioria mostrar a cobra, mas não teria a capacidade de dizer se o pau que a matou foi cajarana, amendoim ou cerejeira.
Professor, mas quero dizer, q mesmo q seu video seja apenas uma pálida figura da realidade, sem aprofundamentos, eu aplaudo sua iniciativa. Tudo o q se fizer em prol da arte e da cultura eu aplaudo. Pq os q maldizem nem ao menos tem o direito, pois naõ fazem nem o superficial.
Agora, eu vou apaludir de pé, se o resultado do seu video puder ser levado às praças publicas, aos bares, aos locais de ajuntamento popular, mas se ficar somente no âmbito da sua universidade, empoeirando la na prateleira, motivo de tese, de pesquisa... mas nunca for visto pelo povo, eu sinto muito...

Nic NIlson · Campinas, SP 30/6/2008 23:47
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Ari Donato
 

Nic, você é uma grande figura (não é ironia, não, é o que me deixa transparecer seus comentários, alegres, sutis, mas seguro).
E, como escreveu você, o documentário tem seu valor e eu, particularmente, agradeço ao Rogério Viana por ter postado este trabalho aqui. Eu já copiei e guardei como documento em meus arquivos. Como guardei, também, as impressões do Spírito Santo (é o cara!).
Peço ao Rogério, se possível, que transmita meus cumprimentos ao produtor Allan de Oliveira. Ele tem toda razão: o preconceito com a música caipira, ou sertaneja, está em todo o País. É aquilo que (novamente) o Spírito Santo falou: temos que repetir, repetir certas coisas, pois o número de colonizados (para não usar uma palavra mais forte) culturalmente entre nós é muito grande.

Ari Donato · Salvador, BA 1/7/2008 11:13
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Ari Donato
 

repetindo (corrigido):
não é ironia, não, é o que deixam transparecer seus comentários, alegres, sutis, mas seguros (rsss)

Ari Donato · Salvador, BA 1/7/2008 11:14
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Denis Sen@
 

Muito bom, meu rei!!!

http://www.overmundo.com.br/banco/exposicao-presente-do-passado

Denis Sen@ · Salvador, BA 2/7/2008 00:28
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valdezz
 

muito bom, esta faltando isto

valdezz · Arraial do Cabo, RJ 10/12/2008 12:44
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