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ESCOLA DE APLICAÇÃO AO AR LIVRE

Revista Brasileira de Educação Física
Escola de Aplicação ao Ar Livre, 194X
1
Andre Dalben · Campinas, SP
9/5/2008 · 153 · 2
 

POR ANDRÉ DALBEN [1]
andredalben@yahoo.com.br


Todas as histórias da Escola de Aplicação ao Ar Livre que nos chegam hoje só são possíveis por meio dos documentos preservados, no entanto “o documento não é inócuo. É, antes de mais nada, o resultado de uma montagem, consciente ou inconsciente, da história, da época, da sociedade que a produziu, mas também das épocas sucessivas durante as quais continua a viver, talvez esquecido, durante as quais continua a ser manipulado, ainda que pelo silêncio” [2]. O próprio documento já diz uma história, e foi por meio dele, juntamente com as minhas experiências pessoais, que me aventurei em contar uma das possíveis histórias da Escola Estadual Dr. Edmundo de Carvalho. Mesmo nunca tendo frequentado suas dependências, tentei reconstituir o passado dessa instituição, mas não sem lhe dar novas tintas e cores.



Criada oficialmente pelo decreto 10.307, em 13 de junho de 1939, a Escola de Aplicação ao Ar Livre Dom Pedro I só foi de fato instalada na cidade de São Paulo no dia 12 de outubro, durante as comemorações da Semana da Criança. Após os discursos da solenidade de inauguração, os alunos da Escola Superior de Educação Física “realizaram uma completa demonstração de educação physica, pelo método francês, official do governo da União”[3]. Para finalizar a festividade, “950 escoteiros desta capital, de Campinas, de Bauru, Garça, Rio Preto, Santo Amaro, Poá, Caveiras e outras localidades do Estado desfilaram perante as altas autoridades”[4].

O ambiente escolhido para a Escola foi o Parque da Indústria Animal [5], no bairro operário da Água Branca, provavelmente em decorrência da relação estabelecida entre os diretores do Departamento de Educação Física de São Paulo [6], órgão responsável pela criação da Escola, e a Secretaria de Agricultura, responsável pelo parque.

Este fora criado em 02 de Julho de 1929, pelo então secretário da agricultura Dr. Fernando Costa, para servir como recinto de exposições e provas zootécnicas. Contava com diversas instalações: tanque para peixes, pequeno zoológico, baias, jardins e até um cinema mudo. Os prédios em estilo normando foram projetados por Mário Whately, professor da Escola Politécnica de São Paulo, e os vitrais art déco de sua entrada foram desenhados por Antônio Gomide, conhecido artista plástico do movimento modernista. Lá também funcionavam seções da Secretaria Estadual, como as de Veterinária e Produção Animal. Seu recinto de exposições, um descampado margeado em uma das laterais por uma arquibancada, recebia constantes exposições agropecuárias. O parque também era local de passeio e lazer, devido à sua natureza exuberante, suas construções e animais exóticos. Em meio a esse cenário idílico aconteceram por dezessete anos as aulas da Escola de Aplicação ao Ar Livre, então popularmente conhecida por “escolinha”.

O parque era tido como excelente “ambiente educativo, pelo seu aspecto bonito e agradável, suficientemente espaçoso para as atividades ao ar livre, alem de possuir viveiros e outros elementos úteis à ação do educador. As aulas pod[iam] ser dadas debaixo das árvores ou em lugares agradáveis às crianças” [7]. Contavam com “cadeiras leves, portáteis, para alunos e professores” [8], espreguiçadeiras para os banhos de sol, “mesa para 4 a 6 alunos cada uma”9, quadro negro portátil, material didático e “um pequeno espaço [...] reservado para a horta escolar” [10]. Dentre os edifícios do parque, nenhum foi projetado para abrigar uma escola infantil, mas um dos pavilhões da Secretaria de Agricultura funcionava como refeitório.

O uniforme utilizado pelos alunos era um largo macacão azul, com alças trançadas nas costas até os quadris, e pernas descobertas. Aos pés sapatilhas azuis com ou sem meia baixa. Somente nos dias mais frios era usada alguma outra vestimenta por baixo do macacão. Na altura do peito havia bordado o símbolo olímpico, uma referência à instituição que dirigia a Escola: a Escola Superior de Educação Física do Estado de São Paulo [11]. O uniforme conferia aos alunos maior liberdade de movimentos e maior contato com o ar e a luz do sol, demonstrando claramente as influências naturistas desse ambiente escolar.

Mantida sob jurisdição da Secção de Pedagogia e Metodologia da Escola Superior de Educação Física até 1956, a Escola de Aplicação ao Ar Livre era uma instituição de ensino primário experimental. Ela oferecia um profícuo campo às pesquisas pedagógicas, além de permitir que os alunos da Escola Superior, ganhassem experiência no ensino da educação física para crianças. Lá também fizeram estágio diversas turmas da Escola Normal Caetano de Campos. As atividades propostas iam desde apresentações de ginástica francesa, exercícios de equilíbrio e de oposição, coordenação fina, até atividades cênicas, jogos aritméticos e canto. A escola atendia ao ensino pré-primário e ao de primeiro grau. Cada um com uma classe de 40 alunos, mista, no horário das 8 às 12 horas.

O dia do pré-primário era dividido em um primeiro momento dedicado a Educação Física, um segundo para atividades livres, precedido pelo repouso de 30 a 40 minutos e finalizado com o coral. As aulas de educação física para o pré-primário eram dramatizadas ou por imitação. Durante o tempo livre reservado, as crianças escolhiam entre diversas atividades propostas, como a “construção em areia, brinquedos com bonecas na 'Aldeia das Crianças', modelagem, carpintaria, desenho livre, pinturas, recortes, bordados, dobraduras, livros de gravuras, jogos educativos sensoriais, brinquedos no gramado, etc” [12]. Demais atividades preenchiam o horário escolar, divididas em projetos e centros de interesse, com títulos como, “A arca de Noé; [...] Animais domésticos e úteis ao homem; A Bandeira Nacional; Os Indígenas”13, etc. Outro ponto interessante é que “os alunos [...], com permissão dos pais, receb[iam] instrução religiosa católica, por um método próprio, simples e concretisado por desenhos pedagógicos” [14].

Ingressando na classe primária, aos sete anos, a criança iniciava o processo de alfabetização e de aprendizagem matemática, em acordo com as diretrizes exigidas pela Secretaria de Educação. Aqui as aulas de Educação Física também eram diárias.

"Na classe pré-primária, as atividades se destinarão ao exercício físico, acuidade sensorial, linguagem, hábitos higiênicos e senso estético. A função da professora será apenas a de orientar e estimular o comportamento das crianças, interessando-as e fazendo-as obter, através da observação e experiência, conhecimentos compatíveis com a sua idade. Não haverá programa nem horário, apenas o aproveitamento livre das iniciativas infantis. O plano da professora tomará uma forma toda ocasional. O programa a seguir no primeiro ano primário é, sem duvida, aquele exigido pelo Departamento de Educação. Na escola primária o que importa, é o método, para que o assunto se torne interessante e a crianças aprenda, sem perceber, brincando, sem estar presa a uma rotina que é contra a sua natureza." [15]

Logo na matrícula do ensino primário, os alunos eram classificados em dois tipos de fichas: “Uma, escolar com indicações minuciosas, com dados sobre a habitação, a família, e o meio onde a criança vive; dados físicos e psíquicos, gráficos do aproveitamento individual” [16] e outra referente ao “estudo geral do organismo; compilada pelo exame médico da secção competente do Departamento de Educação Física, [...] contendo dados completos do estado geral do organismo” [17]. A cada semestre o exame geral era realizado e a cada dois meses eram feitas novas pesagens. Aos alunos também era oferecido serviço de alimentação e assistência médica e dentária. “O resultado e estudo dos mesmos serv[iam] de base para a organização e desenvolvimento dos programas futuros de educação física” [18]. Ao iniciar o ano letivo as crianças do primário eram “divididas em três turmas homogêneas, conforme a vivacidade dos alunos, observada nos primeiros dias com aplicação de testes” [19]. Esta bateria de exames demonstra claramente a influência médico-higienista na Escola de Aplicação ao Ar Livre.

No ano de 1947 surgem as primeiras especulações sobre a necessidade da Escola de Aplicação ao Ar Livre mudar de endereço, visto que a Secretaria de Agricultura pretendia instalar um de seus departamentos no prédio utilizado por ela como refeitório:

"O Brasil precisa de milhares de escolas como essas, mas, por mais paradoxal que pareça, a Escola de Aplicação está na iminência de ser fechada porque funciona em um pavilhão da Secretaria de Agricultura, que nele deseja instalar uma dependência do Departamento de Produção Animal. E, assim, se desalojam mil crianças para alojar 20 ou 30 exemplares de gado ou de suínos; são coisas que só acontecem entre nós." [20]

No entanto, somente em 1954, muda de endereço e instala-se em edifício no bairro da Lapa. O prédio desenhado pelo arquiteto Roberto José Goulart Tibau, foi construído em decorrência de um acordo estabelecido entre a prefeitura de São Paulo e o Estado. Tal acordo ficou conhecido por Convênio Escolar [21]. Seu projetista foi contratado pelo arquiteto Hélio Duarte, encarregado de formar uma equipe de profissionais para o Convênio Escolar.

Durante a existência do Convênio, de 1948 a 1955, outros 64 edifícios escolares também foram construídos. Eram construções que quebravam com os modelos ecléticos da escola monumento, cedendo lugar a uma escola horizontal em meio a jardins e gramados. Uma arquitetura moderna que refletia toda a ideologia pedagógica da Escola Nova. Espaços arquitetônicos abertos, traços limpos e simples, que ofereciam espaço propício para a Educação Física. O prédio passou a abrigar a escola infantil mantida pela Escola Superior de Educação Física contava com locais destinados a pequenas hortas, viveiros, Educação Física, laboratório de Fisiologia, gabinetes médico e dentário, sala de dança e palco.

A mudança na concepção da arquitetura escolar não se impôs apenas pelas inovações pedagógicas, mas também por exigências associadas ao positivismo científico, ao naturismo, ao movimento médico-higienista e ao taylorismo entre outros. O projeto consistia na união do educador, do médico e do arquiteto. Era uma arquitetura escolar que garantia um maior contato das crianças com o ambiente natural, e construía um espaço isolado da cidade. A metrópole, anteriormente reverenciada pelo movimento modernista, ganha nas décadas de 1940 e 1950 uma conotação maléfica. O barulho, o automóvel, o concreto antes identificados com a civilidade, agora são considerados males higiênicos a serem evitados. Os elementos naturais, o ar filtrado pela cerca viva, o sol em contato com a pele das crianças, assegurariam uma proteção natural contra doenças como a tuberculose.

A Escola de Aplicação ao Ar Livre nascida no bairro da Água Branca, oferecia a seus alunos todos os ideais naturistas de uma pedagogia baseada na natureza. Sol, ar puro, água, jardins. No entanto, não contava com uma arquitetura específica para essa pedagogia, fator suprido pelo Convênio Escolar em 1954.

Este é também o ano em que o Departamento de Educação Física de São Paulo se desvincula da Secretaria da Educação e Saúde Pública e se une a Diretoria de Esportes do Estado de São Paulo [22]. Em 1956, é a vez da Escola de Aplicação ao Ar Livre se desligar da Escola Superior de Educação Física e se subordinar diretamente à Secretaria de Educação por meio do decreto nº. 25.596, sendo substituída, através do artigo 1º, pelo Grupo Escolar Experimental.

Em homenagem ao seu idealizador, recebeu em 1963, através do decreto nº. 42.475, o nome de Grupo Escolar e Ginásio Experimental Dr. Edmundo de Carvalho, consolidando-se como uma instituição modelo, que serviria de campo para a experimentação de novos métodos educacionais.

Em 1999, ela perde seu caráter experimental e passa a apresentar um projeto pedagógico em conformidade com as demais escolas do Estado, especializando-se em crianças portadoras de necessidades especiais.


Notas:

[1] André Dalben, 23, é licenciado em Educação Física pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Atualmente cursa o Mestrado na mesma instituição, desenvolvendo a tese “Educação Física, Ginástica, Esporte e Natureza no Departamento de Educação Física da Secretaria de Educação e Saúde Pública do Estado de São Paulo (1940-1950)” sob orientação da Prof. Dra. Carmen Lúcia Soares e financiamento da FAPESP.

[2] LE GOFF, Jacques. História e Memória. Campinas: Editora da UNICAMP, 1996.

[3] SEMANA da criança. O Estado de São Paulo. São Paulo, 13 de out. de 1939.

[4] Idem.

[5] Posteriormente nomeado Parque Fernando Costa, em homenagem a seu criador, e popularmente conhecido como Parque da Água Branca.

[6] O Departamento de Educação Física do Estado de São Paulo foi criado em 1931 e se manteve subordinado a Secretaria da Educação e Saúde Pública até 1954. Seu idealizador, Dr. Arthur Neiva, logo após se afastar da diretoria do Instituto Biológico da Secretaria da Agricultura, em 1930, assumiu a Secretaria da Educação e Saúde Pública e formou uma comissão de estudos, liderada por Antonio Bayma, encarregada de elaborar as bases para um departamento exclusivo a Educação Física em São Paulo.

[7] ABADE, Idílio Alcântara. A escola superior de educação física de São Paulo e sua escola de aplicação ao ar livre. Revista de Educação Física, Rio de Janeiro, ano X, n. 48, p. 24-27, set. 1941.

[8] Idem.

[9] Idem.

[10] Idem.

[11] A Escola Superior de Educação Física também foi criada pelo Departamento de Educação Física de São Paulo. Atualmente instala-se no campus da USP com o nome de Escola de Educação Física e Esportes. Sobre sua história ver: GNECCO, J. R. Reforma Universitária e a USP: a integração da Escola de Educação Física em 1969. Tese de doutorado em educação, São Paulo: USP, 2005.

[12] DEPARTAMENTO de Educação Física. Relatório de 1942. 1943.

[13] Idem.

[14] Idem.

[15] Idem.

[16] Idem.

[17] Idem.

[18] Idem.

[19] Idem.

[20] A ESCOLA de aplicação ao ar livre do departamento de educação física do estado de São Paulo. Revista Brasileira de Educação Física, Rio de Janeiro, ano 2, n. 20, p.16-17, set. 1945.


[21] A respeito do Convênio Escolar ver: LIPAI, Alexandre Emílio. Uma arquitetura para o fluir da vida. Integração. São Paulo: Universidade São Judas Tadeu, v. X, n. 37, p. 137-143, abr./maio/jun. 2004. e DÓREA, Célia Rosângela Dantas. Anísio Teixeira e a organização do espaço escolar. Tese de doutorado em Educação. São Paulo: PUC-SP. 2001.

[22] Atualmente, o representante direto do Departamento de Educação Física de São Paulo é a Secretaria de Esporte, Lazer e Turismo de São Paulo.

[23] Outra história da Escola de Aplicação ao Ar Livre narrada por um de seu ex-alunos: http://www.overmundo.com.br/overblog/reminiscencia-escolaros-primordios
http://www.overmundo.com.br/overblog/o-estado-novo





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Andre Pessego
 

Andre,
Muito boa a tua iniciativa. Olha, técnico industrial, não pesquisei
não inventariei, mas possívelmente a trejetória das ESCOLAS FEDERAIS,
passam pela mesma confusão. Reformas que cada dia as minguam em quantiade e qualidade, quando simplesmente não as extinguem.
A ETF/SP mesmo botamram-lhe tantos penduricalhos, que a acabaram
um abraço
andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 9/5/2008 06:49
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Nivaldo Lemos
 

André,
é sempre um prazer enorme ler textos como este seu, não apenas pelo rigor histórico, como pela beleza formal que nos leva a percorrê-lo até o fim e, ao cabo, nos deixa com um sabor de quero-mais. Irrepreensível na redação, sua história da Escola de Aplicação ao Ar Livre nos fornece um panorama bastante elucidativo das ambigüidades e complexidades que acompanham a educação no Brasil desde sempre. A mim parece que, por sua própria radicalidade, experiências como a da Escola de Aplicação ao Ar Livre infelizmente serão sempre exceção no interior do sistema oficial de ensino. O que se não as invalida, evidentemente, ainda não foram capazes de mudar o modelo de educação tradicional, comprometido mais com a reprodução e a manutenção do status quo do que com a formação de um indivíduo crítico capaz de se opor ou ameaçar o monopólio do pensamento construído pelas elites ao longo da história.

Desculpando-me por me alongar, quero este comentário com dois trechos do excelente livro Cuidado, Escola! - desigualdade, domesticação e algumas saídas, escrito a quatro mãos por Babette Harper, Claudius Ceccon, Miguel Darcy de Oliveira e Rosiska Darcy de Oliveira e publicado pela Brasiliense, com apresentação de Paulo Freire.

“É certo, porém, que estas experiências, ao aproveitarem as brechas existentes e ao utilizarem os espaços disponíveis, esgotam o campo do possível no interior do sistema escolar. Os educadores, os pais de alunos e os estudantes que conseguem criar esses espaços de liberdade e experimentação fazem de sua prática educativa uma negação viva do modo de organização social dominante e do tipo de escola seletiva e elitista que lhe é funcional.”

Um pouco adiante, os autores diagnosticam e advertem: “Mas a raiz do problema está fora da escola. A escola inerente ao modo industrial de produção não faz senão prolongar e reforçar – ao invés de contrabalançar e corrigir – a ação desintegradora, infantilizante e domesticadora da sociedade de consumo e do Estado.”

O livro foi escrito em 1980, mas, infelizmente, como se pode ver, é cada vez mais atual. Perdoe-me de novo por me alongar, mas o tema me fascina e seu texto merece não apenas o voto, mas um olhar mais atento de todos. Mais uma vez, parabéns pelo trabalho. Um abraço.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 9/5/2008 12:37
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