Espaço Cultural ao Cubo

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eduardo ferreira · Cuiabá, MT
27/1/2007 · 168 · 12
 

Negócios são mutáveis. Tanto quanto o tempo.
Voam sempre para novas paisagens.
Voamos na asa do pássaro. Para frente, sempre.
Com os olhos atentos descobrimos novos caminhos, outras geografias, outros tempos.

Em Cuiabá, num contexto de negócios conservador, vêm aparecendo algumas experiências interessantes, contemporâneas, fazendo uso da tecnologia digital e de novos modelos de negócio buscando inserção no mercado formal. O fenômeno internet ganhou de vez a ordem dos novos negócios, ou seja, os velhos modelos cedem cada vez mais ante a voracidade com que a rede mundial foi assaltada pelos novos comportamentos gerados a partir de sua consolidação e expansão. A possibilidade de quebra dos grandes monopólios da indústria cultural e da comunicação; a ascensão de ações cooperativas ou coletivas; a expansão das experiências criativas compartilhadas gerando conteúdo criativo multimídia e multicultural; a circulação instantânea de informações; as estruturas abertas de direito autoral e propriedade intelectual; são perspectivas novas de desenvolvimento de outros nichos de mercado. São fatores que possibilitam o surgimento de modelos absolutamente inéditos de negócios em rede. Isso representa a possibilidade de se eliminar intermediários e colocar, em contato direto, produtor e consumidor.

Mato Grosso viveu alguns ciclos econômicos que demarcaram movimentos históricos fincados em estruturas dominantes e arcaizantes (nichos familiares-oligárquicos) – notadamente na capital Cuiabá, onde comandaram a política (o poder de mando) e as estruturas geradoras de riquezas (poder econômico) por longo tempo. Tivemos, assim, o ciclo do ouro, diretamente ligado à criação do município pelos bandeirantes paulistas em 8 de abril de 1719; tivemos um período dominado pelos barões da cana-de-açúcar e do boi; uma constante dependência de cargos públicos, determinante na economia cuiabana; mais recentemente, com a divisão territorial de Mato Grosso em dois estados no ano de 1978, houve um forte aporte de recursos do Governo Federal, incentivando a ocupação amazônica com a abertura de novas fronteiras para intenso fluxo migratório de pessoas que vieram do sul do país em busca de novas oportunidades. Esse último período marca o surgimento de novas cidades em Mato Grosso, a população cresceu mais que o dobro, daí surgiram novos núcleos de poder político e econômico provocando um forte impulso na economia baseada no agro-negócio.

A formação da nova Cuiabá carrega em seu bojo uma característica urbana fortíssima. Desde os anos de 1980 iniciou-se aqui uma efervescência cultural que conectou Cuiabá às grandes metrópoles. Surgem nesse período novas expressões culturais tipicamente urbanas com outras modalidades criativas, inéditas na cidade. Daí vem o rock, o teatro moderno, os hapennings, a performance, o vídeo, a ação política cultural e outras formas de linguagem.

Formação do Projeto
O Espaço Cubo, uma organização cultural coletiva informal de Cuiabá, iniciou suas atividades em 2002 e de lá para cá consolidou sua posição com determinação, ousadia e visão de futuro. Desde o princípio inovou em práticas mercadológicas com um discurso voltado para o desenvolvimento do mercado cultural no estado. Suas ações sempre foram planejadas para fomentar um mercado autoral, alternativo e auto-sustentável.

Não havia demanda para se formar um mercado minimamente sustentável a partir das iniciativas de várias bandas e produtores que vinham movimentando a cena musical alternativa em Cuiabá desde a década de 80. Houve tentativas isoladas de buscar um lugar na cena nacional, mas que sucumbiram diante das estruturas dominantes, das gravadoras e distribuidoras majors ou mesmo das independentes que começavam a ensaiar alternativas para novos trabalhos considerados de qualidade e sem inserção no grande mercado.

Ao realizar o Festival Calango, em sua primeira edição, em 2001, os integrantes do Cubo Mágico ainda tinham os velhos modelos como receituário de sucesso. Buscaram atrair olheiros de São Paulo, dos grandes centros que dominavam os caminhos do mercado. Convidaram um representante de São Paulo, de uma gravadora independente, para observar a cena local, com o intuito de que ele pudesse levar para seu cast alguma banda com potencial para estourar na cena nacional. O convidado saiu daqui convicto de que era necessário realizar um trabalho de base, de formação de público, de profissionalização das bandas, de fomento de um potencial promissor. Eles entenderam o recado, redimensionaram as ações, planejaram atividades estratégicas e buscaram se fortalecer politicamente no meio cultural.

Criaram a Volume, Voluntários da Música, lançaram a Semus, Semana da Música e investiram num trabalho de profissionalização musical trazendo grandes músicos brasileiros para oficinas e palestras voltadas para a formação e qualificação dos músicos matogrossenses. Produziram shows em série como estratégia para gerar demanda: foram 7 eventos com 15 bandas e público total de 6 mil pessoas em 2002; 30 eventos com 50 bandas e público de 14 mil pessoas em 2003; 22 eventos com 48 bandas e público de 12 mil pessoas em 2004. Abriram um estúdio para ensaios de bandas investindo para uma maior qualidade musical. Envolveram vários grupos atuantes da cidade nessa perspectiva, houve rachas também, mas mesmo assim cresceram e continuaram com seus propósitos. As bases foram lançadas a partir de muita pesquisa nas várias viagens que fizeram, dentre elas, para Goiânia, Brasília e Natal, referências nacionais em realização de festivais independentes para conhecer suas estruturas e trazer know-how. Conquistaram espaços importantes na mídia, consolidaram eventos na agenda da cidade, conseguiram transformar o Festival Calango, seu maior produto, no maior evento musical desse segmento em Mato Grosso. Os números provam isso: no primeiro evento em 2001, um público de 2 mil pessoas, maior público presente num evento que contou apenas com atrações locais; em 2003 o festival totalizou 4 mil pessoas; em 2005 o festival ampliou sua programação para outros segmentos artísticos como o audiovisual, a literatura, arte grafitti e apresentações de skate, oficinas e debates, o evento cresceu em impacto e apareceu no cenário nacional. O público dos três dias, com a apresentação de 48 bandas de Mato Grosso e todo o Brasil, se superou mais uma vez: 12 mil pessoas. A partir daí, com a participação de bandas de outros estados que estavam no topo do movimento nacional, com uma seleção estratégica de convidados da imprensa nacional especializada e de realizadores de três dos maiores festivais do país, Fabrício Nobre da Monstro Discos, de Goiânia, que produz o Bananada e o Goiânia Noise, Ulysses Xavier do Porão do Rock, de Brasília e o Jomardo do MADA, de Natal, conseguiram abranger outras forças e avançaram para uma inserção nacional representativa.

Graças ao poder articulador do seu líder, Pablo Capilé, foi criado, em 2006, o Circuito Fora do Eixo, uma organização que reúne produtores de festivais emergentes e movimentos independentes de 12 estados brasileiros e 20 cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Goiânia, Londrina, Florianópolis, Belém, Cuiabá, enfim, resultado desse movimento que surgiu em Goiânia, paralelo à criação da Associação Brasileira de Festivais Independentes (ABRAFI).

O Cubo Mágico, primeiro nome antes de se tornar Espaço Cubo no ano seguinte, foi criado em 2001, por um grupo de jovens universitários dos cursos de Comunicação Social da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Universidade de Cuiabá (UNIC), como uma agência de publicidade, produtora de vídeo e produtora de eventos. O núcleo inicial era composto por Pablo Capilé, Douglas Godói, Lenissa Lenza, e Léo Santana. Foram os criadores do 1º Festival Calango. Desse grupo, permanecem Lenissa Lenza e Pablo Capilé, que lidera o movimento até hoje. Além deles, Bruno Kaiapi, Inaiã Bertroldo, Ahmad Jarrah, Talyta Singer e a jornalista Marielle Ramirez, são fiéis escudeiros do projeto. Contam ainda com uma rede de colaboradores e parceiros.

Divulgação
O Espaço Cubo sempre tirou proveito da internet como veículo essencial para difundir projetos, divulgar produtos e serviços de seus clientes e tornar públicas suas idéias políticas culturais participativas, visando uma ação maior para a formação de um ambiente auto-sustentável e independente. Tinham a convicção de que para isso acontecer só mesmo gerando um mercado consumidor, utilizando canais midiáticos e ganhando a cena. Além da mídia tradicional, onde conseguiram grande inserção nos maiores jornais impressos, rádios e TVs da capital com regularidade, criaram seu próprio blog, que num determinado momento foi importante até mesmo para expor os conflitos que surgiam no contexto local e se tornar um espaço de debate. Encontraram resistência de grupos concorrentes, mas sempre se reciclaram e se adaptaram com rara capacidade camaleônica. Recompuseram parceiros e clientes na mesma intensidade, buscando afirmar-se com novos modelos de relacionamento tanto internamente quanto nas relações de mercado e com o público externo.

Sistema de crédito
A criação do sistema de crédito Cubo Card buscou inovar nas relações internas, mas com reflexos diretos nas relações com o mercado. O que entra de receita no Coletivo é transformado em crédito, em cubo card, na seguinte proporção em relação à moeda vigente no país: 1 Cubo Card é igual a 1 real e 50 centavos. A grande sacada é que, ao se conseguir um patrocínio, pode-se captar o recurso em produtos ou serviços: por exemplo, um restaurante pode investir em um determinado evento, ganhando em troca propaganda ou outras vantagens, e ao invés de pagar 500 reais em dinheiro/moeda, paga em crédito para consumo, o Espaço Cubo administra esse crédito e, em vez de pagar um salário para os colaboradores envolvidos, distribui créditos para consumo e isso serve para qualquer atividade comercial. Bares, restaurantes, cabeleireiro, lojas de roupas, locação de DVD's, lojas de discos, livros, enfim, trocas que não envolvem moeda. As vantagens do sistema são muitas, pois facilita as transações entre clientes e parceiros. A própria Secretaria Municipal de Cultura incorporou o sistema e ao conceder um benefício em dinheiro para determinado projeto, recebe em troca o valor dado em Cubo Card. A Secretaria pode utilizar esse crédito contratando shows do elenco do Espaço Cubo ou a organização de um evento. É uma compra de créditos. Isso gera uma atividade econômica viável e o sistema já desperta o interesse de outras instituições, como a Central Única das Favelas (Cufa MT) que já está criando o Cufa Card.

É um modelo interessante que pode viabilizar muitas transações que outrora consideraríamos improváveis, é possível convencer clientes que resistem em meter a mão no bolso. É mais fácil utilizar seu produto ou serviço como investimento num projeto cultural e até otimizar esses recursos no próprio negócio, como o desperdício (no caso de um restaurante que sempre joga comida fora). O excedente em moeda é investido em infra-estrutura e adequação ou ampliação de novas frentes de negócios, assim os administradores do Espaço Cubo vão, por exemplo, equipando o estúdio e melhorando sua qualidade técnica, enfim, dirigem para investimentos, prioritariamente, em tecnologia e informação. O patrimônio adquirido é a garantia do sistema, o lastro, equivalente ao valor venal do patrimônio que hoje deve estar em torno de 30 mil reais.

Gestão de direitos autorais
A associação coletiva e o modo de operar as iniciativas e os negócios são abertos e tendem para inovações nas relações com o mercado. Estão sempre buscando novas formas de interagir com o mundo dos negócios. A questão da propriedade intelectual também está na ordem do dia no Espaço Cubo: a partir desse momento todo o conteúdo produzido no coletivo terá o selo CC (Creative Commons), ou seja, estará liberado para uso criativo e não comercial. Exemplo claro da importância de se disponibilizar, para o acesso livre e gratuito de conteúdo cultural, como fundamento para sua difusão, aconteceu com a banda Vanguart, que utilizou a internet para difundir suas músicas, no site Trama Virtual, alcançando o topo na preferência dos usuários, sendo contemplada com grande número de downloads. Hoje, é uma banda que conquistou espaços importantes no cenário da música brasileira contemporânea.
A gestão do Coletivo passa por um processo de adequação e aceitação das condições impostas pelo projeto que propõe igualdade de ganhos e de responsabilidades, sendo assim, cada um assume um setor e comanda suas ações, não sem contar com o apoio de outros setores complementares. Existe uma interdisciplinaridade, uma interação entre ações dos diferentes setores. Quebra de estrutura rígida e hierárquica, consciência coletiva e solidária e redimensionamento do valor do trabalho individual, são procedimentos que adotaram para valorizar todas as tarefas como princípio fundamental que rege o todo. Cada peça tem o mesmo valor na estruturação do todo.

A estrutura é organizada segundo o tripé: Planejamento, Administrativo e Financeiro Central. Cada setor, dentro da organização, tem autonomia em seus trabalhos, mas estão totalmente integrados, sendo que interagem de acordo com o objetivo maior, que é o todo, o resultado.

As ações culturais se desdobram em cinco segmentos: Cubo Mágico, Festivais, Volume, Imprensa de Zine e Próxima Cena.
Cada segmento conta com um coordenador que fica responsável pelas ações, desde a idealização do projeto, o planejamento (em sintonia com o setor de Planejamento – um dos pilares de sustentação do Espaço Cubo), passando pela captação de recursos (junto com o Financeiro e o Administrativo), realização e avaliação final. Observe que os setores que fazem o tripé dirigente serão sempre acionados em cada fase da realização de qualquer projeto.

O segmento Cubo Mágico é composto por treze equipes: todas estruturadas para subsidiar os projetos sócio-culturais das outras frentes do Espaço Cubo e também para atuar como prestadoras de serviços. São elas: Agência Cubo de Bandas, que presta serviços de assessoria e atua para a profissionalização das bandas que compõem seu elenco; a Cubo Comunicação; Cubo Publicidade; Cubo Eventos; Cubo Discos; Estúdio Cubo de Gravação; Estúdio Cubo de Ensaio; Cubo Sonorização; Cubo Vídeo; Griffe Cubo; Cubo Pesquisa; Cubo Marketing e a Cubo Tour. Eles buscam atuar de forma integrada e identificada com todos os itens da cadeia produtiva. Isola-as para uma melhor percepção das partes e para um gerenciamento descentralizado, o que garante um maior controle sobre cada item. Todas as receitas geradas por cada uma das equipes são controladas pelo setor Financeiro Central. A equipe recebe 30% da receita arrecadada de todos os serviços externos que efetuar e os 70% restantes vão para o Financeiro. Os serviços internos são pagos através dos créditos referentes ao sistema Cubo Card.

Os coordenadores também são pagos em Cubos Card, o que garante uma razoável qualidade de vida na medida em que têm acesso a uma série de produtos e serviços que dá para suprir as necessidades de cada um. O Espaço Cubo mantém também uma residência em regime de aluguel na região central da cidade que permite acomodar seus integrantes contribuindo para agilizar suas vidas, quando, por exemplo, estão impedidos de conseguir transporte no meio da noite, servindo portanto de abrigo temporário. Ganham comida, transporte e lazer para trabalhar em prol do projeto. Não existe a idéia de se ganhar dinheiro, Pablo Capilé afirma categoricamente: “Quem estiver pensando em lucrar aqui, agora, ou faturar em reais, pode mudar de rumo que não serve para o propósito do Espaço Cubo”, o excedente é sempre revertido para investimento na estruturação do projeto. Todos atuam de forma integrada visando a idéia geral, o conceito coletivo do projeto. É importante salientar também que muitos já saíram e buscaram outros rumos. O giro é grande e o Espaço Cubo está constantemente se reformulando e formando novos quadros.

A questão da sustentabilidade é defendida a ferro e fogo. Estão quase sempre com dificuldades econômicas, não é uma história fácil de se gerir. Exige grande esforço, motivação e muita paciência, afinal, investir na criação de novos mercados com novos conceitos de gestão é tarefa pesada e que depende de uma série de outros fatores que regulam tais fenômenos. Mas é um trabalho que demonstra fôlego e uma enorme capacidade de articulação além dos limites geográficos. O Festival Grito do Rock, por exemplo, talvez seja o maior trabalho em rede já promovido no país. Fruto do trabalho excepcional do Espaço Cubo, que, com o Pablo Capilé, através da internet, em menos de 24 h, irradiou o que seria apenas mais um festival cuiabano para 20 cidades brasileiras, tudo ao mesmo tempo agora. Prova da agilidade do meio internet. Calcule-se, quantas pessoas não estarão envolvidas, direta ou indiretamente, em todas essas produções? Cerca de 100 bandas tocando para um público distribuído de mais ou menos 50 mil pessoas. Isso é prova da capacidade de se articular novíssimas redes – em cadeia – para novas produções a qualquer momento, em qualquer mídia, em qualquer lugar.

É interessante destacar que o Circuito Fora do Eixo está consolidando um movimento paralelo muito forte, que já conta com uma rádio web e a produção contínua de news letters, conectando esses estados brasileiros periféricos, principalmente do Norte e Centro-Oeste do país. Esse circuito por si só já é um mercado potencial fantástico, com grande poder de distribuição integrada de produtos como Cds, DVD’s, livros, quadrinhos, camisetas, quer dizer, todo tipo de produto gerado dessas demandas, além de potencializar a circulação das bandas envolvidas no projeto. Segundo Lenissa Lenza a experiência que o Espaço Cubo vem desenvolvendo abre novas portas para novas conexões: “Com o advento da internet, a formação, produção, circulação e consumo de produtos e bens culturais se vascularizaram de uma maneira impressionante e surpreendente, facilitando assim, as megas conexões em rede e as interligações de cadeias de trabalho que favorecem o surgimento de mercados mais democráticos e muito mais próximos do público consumidor, ou seja, consolida uma revolução nas trocas de forças de trabalho e nos sistemas de crédito, possibilitando a criação de alternativas às grandes corporações.”

Dentre seus clientes-parceiros, algumas bandas que se destacam no movimento da música alternativa brasileira como a Vanguart que vem se afirmando na cena nacional, citada na resvista da MTV, na revista Veja, teve um vídeo-clip concorrendo no Vídeo Music Brasil – MTV como banda revelação; outra banda do seu elenco, que faz música instrumental com muita qualidade, a Macaco Bong, foi convidada, em 2006, para se apresentar em praticamente todos os festivais brasileiros. Outras que se destacaram e mudaram de atividade, como as bandas Donalua, The Breeze e Deefor. Agenciar bandas não está mais no foco do Espaço Cubo, mas estão, no momento, assessorando as bandas, Lazy Moon, Macaco Bong, que tem em sua formação integrantes de primeira linha do projeto Espaço Cubo, Dragster, Asthenia e Claudia’s Parachutes. Atuam também, de forma menos sistemática, com outras bandas locais como Lord Crossroad e Chili Mostarda.

O Espaço Cubo conta com apoio regular da Secretaria Municipal de Cultura, através do atual secretário Mário Olímpio, que é um entusiasta do projeto. Conseguem viabilizar também seus maiores projetos, como a Semana da Música e o Festival Calango, principalmente com recursos do Fundo Estadual de Cultura, que destinou para a primeira edição da Semana em 2004 a quantia de R$ 15.000,00 e para o segundo ano de realização, em 2005, houve um aumento significativo, foram destinados R$ 49.300,00. O Festival Calango recebeu, entre 100 e 150 mil reais, em suas duas últimas edições, em 2005 e 2006.

Além do apoio oficial do poder público, tanto em nível municipal quanto estadual, o Espaço Cubo vem formando uma rede de parceiros comerciais que investem em seus projetos com produtos, serviços e até mesmo com dinheiro. Existe uma cadeia produtiva que tem todo o interesse de que esses modelos de negócio cresçam e atendam cada vez mais a um número maior de pessoas gerando trabalho e renda, gerando novos espaços de circulação e distribuição de produtos culturais.
Dentre esses parceiros destacamos alguns como a Choice Street Shop, comércio de roupas e acessórios; CVC Vídeo, locadora de DVD's e vídeo; Diário de Cuiabá, jornal impresso; Guinho Tatoo, estúdio de tatuagem e piercing; Intertour, agência de viagens e turismo; Letras e Músicas, especializada em instrumentos musicais; Rádio Rebelde, FM 105,9; Sesc Arsenal, espaço cultural; Viveiros Mato Grosso, empresa de paisagismo; Rodarte, papelaria; Escola Estadual Presidente Médici e a CUFA-MT.

O entusiasmo do líder do projeto, Pablo Capilé, deixa claro que as dificuldades encontradas não serão capazes de interromper a trajetória da iniciativa. Ao contrário, a tendência é de crescimento e afirmação desse mercado bastante promissor na capital matogrossense. Além do mais, o Espaço Cubo já está articulado com outras frentes de trabalho de outros estados brasileiros num processo definitivo de inserção das suas ações no cenário cultural do Brasil. Criatividade, persistência e ousadia, aliados à visão estratégica, planejamento e capacidade de realização, são as marcas desse trabalho que vem vencendo as barreiras do isolamento e colocando em xeque as premissas reguladoras dos mercados mais tradicionais

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eduardo ferreira
 

em edição...(testando) -

eduardo ferreira · Cuiabá, MT 24/1/2007 20:38
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eduardo ferreira
 

espaço cubo, grito rock, macaco bong, vanguart

eduardo ferreira · Cuiabá, MT 26/1/2007 19:18
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Egeu Laus
 

Eduardo,
Estou extremamemte curioso sobre os resultados do Cubo Card.
Mantenha-nos informado.

Caso o Espaço Cubo venha a conseguir um lugar fixo para servir de ponto, valeria a pena colocá-lo nas Dicas.

Gosto sempre de textos que se preocupam em "contextualizar" as iniciativas.

Abraço! E se encontrares o Helio Flanders do Vanguart manda um abraço pra ele também.

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 27/1/2007 11:21
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Egeu Laus
 

Esqueci:
bonito Logo!

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 27/1/2007 11:22
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eduardo ferreira
 

salve egeu! o blog do espaço cubo já está nas dicas há um bom tempo.

eles alugam um espaço fisico no centro de cuiabá - fixados portanto. no lugar funcionam: estúdio de ensaio, estúdio de gravação, escritório, produção de comunicação, enfim, é a base. a cufa-mt divide o espaço atualmente com o espaço cubo.

hélio flanders! vanguart! a gurizada que está no topo da cadeia musical pop-cult brasileira (é possível ser pop e cult ao mesmo tempo??). encontrarei hj com ele. vai rolar show, veja na agenda aqui do overmundo mais detalhes do "Aumenta o Volume, que isso aqui é rock'n roll".
abraçarei o hélio por ti egeu. abração.

eduardo ferreira · Cuiabá, MT 27/1/2007 12:46
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capileh charbel
 

vo....lu.....me...va...ga....lu...me......cinecitá.cuiabá. acre. tocantins.goiania.planalto central.radar...radar......oim oim oim...
parabolicas....radios .....guetos....give my microfone.....afrikaaaaaaaaaaaaaa.rebite.diamond dogs.

capileh charbel · São Paulo, SP 27/1/2007 18:34
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Oona Castro
 

Acho impressionante. Este caso de Open Business envolve várias das questões chaves para o desenvolvimento: o acesso à cultura, o caráter inclusivo da iniciativa, o compartilhamento do conhecimento, inovação no modelo de negócio, sustentabilidade e horizontalização da gestão. Eduardo, meus parabéns pela quantidade de informações que conseguiu reunir!
Mantenha-nos atualizados em relação ao desenvolvimento da iniciativa sempre que possível.

Oona Castro · Rio de Janeiro, RJ 28/1/2007 00:07
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eduardo ferreira
 

sim, oona, estamos de olhos bem abertos para esse tipo de iniciativa. cuiabá está num processo acelerado de desenvolvimento cultural e isso inclui novos negócios que estão surgindo com um pé no coletivismo e em novos modelos para atuar nesse mercado (ainda) conservador.
obrigado oona, conte comigo!
grande abraço.

eduardo ferreira · Cuiabá, MT 28/1/2007 15:21
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Carol Assis
 

Muito bom teres publicado esse texto. O pessoal do Coletivo Palafita também tá tentando fazer este movimento em Macapá e estamos trilhando este caminho aí... aos poucos vai que vai. Um abração Eduardo

Carol Assis · São Paulo, SP 29/1/2007 11:33
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eduardo ferreira
 

é isso aí carol...vamos espalhar esse vírus do bem: viva a solidariedade, conhecimento coletivo e as estruturas abertas para novos vôos da experiência humana.
para mim, só há salvação possível do planeta com uma mudança radical: viver com o mínimo para obter o máximo.
abração carol, abrace o pessoal do coletivo palafita - sucesso!

eduardo ferreira · Cuiabá, MT 29/1/2007 12:34
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Dewis Caldas
 

Ainda tem gente que é contra isso tudo!!!
Salve o "Rock ao Cubo"

Dewis Caldas · Cuiabá, MT 1/2/2007 14:23
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Igor Cidrini
 

Grande sacada !!!

Igor Cidrini · Rio de Janeiro, RJ 7/2/2007 12:10
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