Brasil.gov.br Petrobras Ministério da Cultura
 
 

Este bonde é pesadão!

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Cicero de Bethân · Vitória, ES
19/8/2007 · 198 · 31
 

Na terça-feira, dia 14 último, as ruas de Vitória (ES) foram tomadas por um "bonde" que tinha muito para falar. Tudo começou com uma operação da Secretaria Estadual de Segurança Pública no final de semana que passou por bailes funk de todo o estado, efetuando as tais "abordagens" e "ocupações", culminando inclusive com o fechamento de algumas casas. Para completar, no domingo o secretário Rodney Miranda deu uma entrevista para um jornal de grande circulação em que se dizia impressionado com o que viu nos bailes, inclusive com as atitudes das frequentadoras, sob o título "Funk assusta Rodney".

Pronto, não faltava mais nada. Na terça-feira a tarde a galera ocupou as ruas, com caminhão de som "chapando" os sucessos dos bailes e mais alguns clássicos, prometendo para todos que neste dia o baile seria na rua, com a presença maciça de jovens, Mc´s, equipes de som e Dj´s de todo o estado.

Passando por algumas das principais vias da cidade, o movimento impressionava, muito por conta de seus manifestantes: o olhar de perplexidade de muitos ao ver que se tratava de funkeiros protestando pela liberdade dos bailes e contra o preconceito era sintomático. Mas enfim o processo de familiarização, desta vez por meio dos próprios frequentadores dos bailes, de peito aberto para toda a cidade, se apresentando para falar "estes somos nós!". E majoritariamente (como estava bem representado e se frisava no protesto) são jovens, pobres, dos bairros periféricos da capital e sua região metropolitana que não frequentam as boates dos bairros nobres. Pessoas que aproveitam os bailes para se divertir, encontrar a galera e paquerar. E assim constroem sua identidade, seus grupos, sua família.

Este é só o começo por aqui. Ainda há muito por vir, muito se promete. Questionando o caráter de cultura popular dos bailes a um policial, ele disse para mim que "infelizmente o funk hoje é cultura sim, cultura popular". É isso, não adianta chorar, agora é a vez do funk e dos funkeiros. E eles têm muito o que falar, acredite.

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baduh
 

Cícero de Bethânia.
Não pode. Pobre não tem direito à lazer, à diversão.

Só os bem-nascidos. Aqui no Rio eles saem das boates caríssimas, drogados, muitas e muitas vezes, e costumam usar o Jiu-Jistsu para espancar quem encontram pelo caminho. Também gostam de espancar e tomar tudo, saquear, pobres empregadas domésticas.

Mas eles são ricos. Eles podem.

Apertei o botão "avisar-me quando entrar em votação".

Bom texto, denúncia de discriminação governamental, generalizada, contra uma população inteira: os jovens, filhos da classe operária, leia-se desempregados de trabalhadores da "economia informal".
Parabéns.
Baduh

baduh · Rio de Janeiro, RJ 16/8/2007 18:58
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baduh
 

Desculpe-me: leia-se "ao lazer, à diversão"....

baduh · Rio de Janeiro, RJ 16/8/2007 19:09
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Hermano Vianna
 

Muito interessante o que está acontecendo em Vitória. Aqui no Rio bailes são fechados pela polícia todos os fins de semana, desde o início dos anos 90. As reuniões com o pessoal do funk são na Secretaria de Segurança, nunca na Secretaria de Cultura... Mas mesmo assim acho que nunca houve aqui uma manifestação como essa de Vitória. Tomara que sirva de exemplo para cenas de funk de outras cidades se organizarem (afinal, além de divertimento, o baile dá emprego para MUITA gente) e lutarem por seus direitos.

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 16/8/2007 21:23
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Cicero de Bethân
 

Salve!
Baduh, valeu as considerações. É bem verdade que o movimento funk tem mais este desafio pela frente: sobreviver às injustiças e preconceitos de classes conservadoras e das injúrias de alas do governo que insistem em tratá-los como caso de polícia. Com o samba também foi assim, Hermano já contou sobre isso muito bem. Esta é apenas uma humilde contribuição minha para que suscitemos uma boa discussão. As impressões com que sai de lá foram construtivas. Muitas cenas sintomáticas também. Como por exemplo a quantidade impressionante de carros da PM e do batalhão de Operações Especiais era impressionante. Pelo menos 5 carros Blazer abarrotados de policiais, fora policiais montados e motos. As pessoas se espremendo nas sacadas dos prédios e nas portas para verem o que estava acontecendo. Quando percebiam se tratar de uma manifestação funk, ficavam perplexos. As pessoas só tem uma parca noção do que são os bailes e seus frequentadores por meio de manchetes perjorativas. Enfim, muita coisa. No mais, gostaria de colocar alguns links mas não estou conseguindo estabelecer um diálogo harmonioso com esta ferramenta. Estou apanhando aqui! Obrigado pela atenção dispensada e olho no processo!
Abraço!

Cicero de Bethân · Vitória, ES 17/8/2007 09:13
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Cicero de Bethân
 

Hermano Vianna!
É sempre bom trocar idéia contigo! Na verdade aqui há muito que também se interditam bailes e dão umas duras na galera. Mas dessa vez o bicho pegou geral porque foi uma operação a nível estadual de clara repressão e embate, completando o circo com uma matéria xumbrega num jornal de grande circulação. Agora o movimento aqui no estado luta pela regularização dos bailes, com cadastro das casas e tal. O problema é que as autoridades não aceitam o baile como cultura, diversão juvenil. Então quando se fala em programas para a juventude, se pensa em cursos técnicos (uma maldição que há muito ronda este estado, coisa muito sinistra que depois falo melhor) ou em programas de atenção que na verdade não estão nada atentos par a realidade do jovem e como se processam seus signos sociais, pois o baile para o secretário tem um significado, para o jovem da periferia tem outro. E ai? Vamo que vamo!
Abraço!

Cicero de Bethân · Vitória, ES 17/8/2007 09:25
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joao xavi
 

fala cícero, beleza?
eu to ligado que a muito tempo roalm bailes em outros estados além do rio, mas é dificil saber daqui a dimensão que o funk alcança em cada lugar que chega.
esse tipo de manifestação ajuda um pouco a mapear a importância e a força do funk como um movimento nacional.

o argumento central da minha monografia é a existência de uma continuidade do modelo de repressão instaurado na época da ditadura. Muita gente torce o nariz, acha absurdo, ou simplesmente não entende o argumento. Talvez isso aconteça porque estas ações da polícia são direcionadas a uma parte específica do corpo social. Então pra quem não vive, ou observa isso, falar de censura, execuções e afins pode parecer loucura. Mas basta observar o mundo real que a gente rapidinho percebe que não é.

joao xavi · São João de Meriti, RJ 17/8/2007 11:14
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Spírito Santo
 

Cícero,

É isto aí. Nada que nos surpreenda, nada que nos assuste. É sempre assim que as coisas acontecem por aqui, as novidades vão sendo forjadas assim mesmo, neste sufôco. Aqui no Rio o fenômeno cultural do Funk (dos bailes funk, bem entendido) é tão emergente, em todos os sentidos, que há até uma galera de outras 'cenas' da Zona Sul (outros bailes com música 'mecânica' tipo rave etc. e tal) tentando pegar carona no apêlo comercial do nome 'Funk' e dando ás suas festas o mesmo nome, 'bailes Funk', na verdade festas comuns, com DJs tocando de tudo, num ambiente mais 'seguro'.
Portanto, quase nada de novo ou diferente no conservador panorama sócio cultural urbano do Brasil senão os bailes funk (para o bem ou para o mal). Esta é a verdade.

Abs,

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 17/8/2007 12:04
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joao xavi
 

e as noticias vão pipocando por ai de forma lamentável:

http://www.brasilwiki.com.br/noticia.cfm?id_noticia=1921

joao xavi · São João de Meriti, RJ 17/8/2007 19:35
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Carlos Bruce Batista
 

Fala Cícero,

Muito bom saber que Vitória esta concentrando forças e mobilizando funkeiros, para está difícil caminhada de descriminalização de um dos poucos restantes locais de diversão da juventude pobre.
A verdade é que além de faltar um longo percurso para esta realização, falta um pouco mais de comprometimento dos próprios operadores do funk, que ao eives de procurarem, efetivamente, meios para maiores esclarecimentos, debates, questionamentos, sobre todo este projeto proibicionista que é estritamente político, se preocupam em vender apenas seus bailes e estamparem seus rostinhos em eventos pagos pelos seus próprios carrascos.
Foi mal pelo desabafo.
Tamo junto irmão.
Abraço.

Carlos Bruce Batista · Rio de Janeiro, RJ 17/8/2007 22:02
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Denis Martins
 

Interessante, muito interessante. Adoraria saber mais do que anda acontecendo na cena capixaba, em especial esse "levante".

É verdade o que a matéria num link aqui acima diz - que existe uma Associação do Movimento Funk do Espírito Santo? É um passo importantíssimo para uma tentativa de organização e reação - inclusive jurídica - do movimento.

Denis Martins · Rio de Janeiro, RJ 18/8/2007 12:50
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baduh
 

Votado. Já é.
Um abraço,
Baduh

baduh · Rio de Janeiro, RJ 18/8/2007 13:07
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Cicero de Bethân
 

Salve! Me desculpe a demora para aparecer, mas é que internet para mim é luxo. E lá vamos nós: João Xavi, já baixei tua mono e estou ansioso para ler. Sou chapado no movimento tropicalista e acredito que muita gente até hoje ainda não entendeu qual era do movimento, se não acredita basta ver os comentários que fizeram a respeito da matéria do Hermano sobre o Calypso (http://www.overmundo.com.br/overblog/isso-e-calypso-ou-a-lua-nao-me-traiu). Vale muito a pena também o link do Brasil Wiki. Agradeço pela sua gentileza. Sabemos que a coisa não é fácil e a galera do funk tem uma longa estrada. Enfim, valeu mesmo e olho no processo!
Abraço!

Cicero de Bethân · Vitória, ES 20/8/2007 08:48
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Cicero de Bethân
 

Carlos Bruce,
grande figura! Só estva esperando você aparecer e comentar!rsrs
Pois é, você disse bem. É necessário mostrar a cara e apresentar a sociedade não só a diversão dos bailes, como também tudo o que se desenvolve por detrás (o mercado de cds, as equipes, etc) e que fazem tudo rolar.
Tamo junto e misturado.
Abraço!

Cicero de Bethân · Vitória, ES 20/8/2007 09:04
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Cicero de Bethân
 

Denis,
valeu pela conferida. Se quiser dar uma olhada: http://www.diretoriadofunk.com/ e se joga pra essas bandas. Por aqui rola uma galera maneira que agita os bailes locais, a exemplo de Mc Jefinho Faraó e Mc Popeye. Existir, existe a Associação do Movimento Funk do ES. No mais, estamos ai, qualquer coisa é só gritar!
Abraço!

Cicero de Bethân · Vitória, ES 20/8/2007 09:10
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Cicero de Bethân
 

Ao Spirito Santo,
valeu a passagem. E que o baile chegue chegando para dar uma sacudida e fazer essa galera sentar e pensar. Acho que muita coisa de boa vai brotar desse choque que o baile proporciona.
Abraço!

Cicero de Bethân · Vitória, ES 20/8/2007 09:15
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joao xavi
 

Cícero, mais do que a tropicalia, meu trabalho fala dos mecanismos de repressão contemporâneos... de fato este modelo de repressão nasceu na época da ditadura. mas a "novidade" é perceber que ele não acabou junto com a ditadura. seu texto é prova disso.

joao xavi · São João de Meriti, RJ 20/8/2007 13:17
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zepereiranoticias.blogspot.com
 

Chegue chegando pra valer.

zepereiranoticias.blogspot.com · Belo Horizonte, MG 20/8/2007 15:14
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Higor Assis
 

Dois veículos e duas manchetes ou uma notícia e duas manchetes.

Fiquei meio atento por esta notícia e deixo um link para os amigos sobre o mesmo caso, mas com olhares diferentes.

Prestem atenção no comentário dos leitores. Segue a matéria intitulada Baile Funk é caso de Polícia.

Higor Assis · São Paulo, SP 20/8/2007 15:17
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Higor Assis
 

Não havia prestado atenção que o João já tinha colocado o mesmo link.

Higor Assis · São Paulo, SP 20/8/2007 15:22
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Ilhandarilha
 

Cícero, só agora vi essa colaboração sua aqui. Meu filho estava nessa manifestação e instiguei ele a escrever sobre ela quando vi, no ES TV da noite, as informações pífias do evento e as imagens do início da manifestação, quando ainda não tinha quase ninguém lá. Lembrei da época das Diretas, quando jornais como O Globo colocavam fotos do início da aglomeração nas manifestações dizendo que poucas pessoas compareceram e, na verdade, mais de um milhão estavam lá.
Não gosto de funk, tenho que confessar. Isso é coerente com a minha idade e minha formação musical. Mas não é por isso que vou achar o funk caso de polícia. Meu filho frequenta os bailes e é claro que me preocupo com a segurança dele lá, pois sei que rola de tudo. Mas não rolava de tudo nos rocks da minha adolescência também? Eu eu tô aqui pra contar a história, inteira e íntegra?
A grande questão do funk é a sua origem, nos guetos da pobreza brasileira. E não a qualidade ou não das músicas e o sexo e drogas nos bailes.

Ilhandarilha · Vitória, ES 22/8/2007 18:56
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Cicero de Bethân
 

Ilha,
concordo com você. Quanto ao mascaramento dos jornais, a necessidade de um perspectivismo para compreendermos tal movimento, fazendo um paralelo (mas não uma comparação) com nossa realidade. Confesso que este não é o meu tipo de som, mas hoje já me divirto bastante ouvindo uns funks (tem uns proibidões que eu gosto de ouvir). Mas você só consegue tal liberdade quando coloca Mc Catra e Novos Baianos cada um em seu lugar. E neste caso não estou falando de uma estratificação na música brasileira, mas sim cada um em acordo com sua realidade e seu momento histórico. E dai é muito a questão de origem que você fala. O problema é que por se tratar de uma cultura da periferia, o funk tende a ser execrado, assim como o samba já foi (e outras tantas manifestações populares). Enfim, obrigado pelas considerações, apareça mais!
Abraço!

Cicero de Bethân · Vitória, ES 23/8/2007 08:55
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Mestre Jeronimo - JC
 

Cicero, over o mundo gingando poesias neste bonde...

podes crer camara... como vc mencionou o fato de ja ter tido um 'jogo', bem polemico por aqui outro dia, na questao das manifestacoes musicais, da cultura do povo, feito o samba, outros, capuera... temos o funk tb, mais um?

Certos "produtos" musicais, como este em foco,nao servem para educar, pra dignificar a causa da familia que serve pra evoluir nossa raca pra algo que tenhamos orgulho.

Tem gente que promove inteh uma "ideia" de dar medalha cultural pra coisa que vende, vende muito, e vende mais, e nao tem qualidade, mas vende, e com isso, com a grana, quer se promover a todo custo e se colocar ate em lugar de musica, produto cultural, que tem a ver pra EDUCAR evoluir. *quica, isso nao da ibope, nao vende... entao, se vendem, as almas, os gostos, a audicao, etc.

Enfm, caso do 'funk' aqui eh mais um, e tem funk pra todo gosto, e gosto pra todo funk. Gosto, dirah, nao se discute. Claro que nao. Educacao, sim!

Tem funk, eu concordo com a cris, feito rock, e pagode, etc, musica e movimento musical que pode servir pra educar, ja que o povo pode ate se divertir, e se sorrir, relaxa, e se se respeitar... posso considerar.

Mas, o "resto", inclusive a hipocrisia que anda a voga, (mas vende!? - e compra?!)... manda-se reciclar , urgente, senao, vai dar mais indigestao, muita indigestao, na alma incluso!

Axe'

Iconoclast JC

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 23/8/2007 21:08
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Mestre Jeronimo - JC
 

By the way, galera.. acabei de chegar em Londres, a trabalho, to sem sono, e gingando com vc/s... a respeito desse comentario do Cicero, eu dei uma 'volta-funk' (?) com esse outro, (baiao ? )... : http://www.overmundo.com.br/overblog/pink-floyd-e-o-eclipse-do-brega

Sou chapado no movimento tropicalista e acredito que muita gente até hoje ainda não entendeu qual era do movimento, se não acredita basta ver os comentários que fizeram a respeito da matéria do Hermano sobre o Calypso (http://www.overmundo.com.br/overblog/isso-e-calypso-ou-a-lua-nao-me-traiu)

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 23/8/2007 21:19
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Cicero de Bethân
 

Salve Mestre,
estava esperando seus comentários no meu humilde texto.
Grande abraço!

Cicero de Bethân · Vitória, ES 24/8/2007 09:17
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LAILTON ARAÚJO
 

Texto para análise...

* A CULTURA BRASILEIRA VIAJA NAS ONDAS DO ACASO...

http://www.overmundo.com.br/overblog/a-cultura-brasileira-viaja-nas-ondas-do-acaso

Um dos brasileiros mais conhecidos no exterior é o Ministro da Cultura - Gilberto Gil. Ele deveria ter recebido o prêmio "Nobel da Paz - 2006". Até em um evento da ONU, o “Ministro-artista” participou cantando "A PAZ" - palavra que ficou harmoniosa e intimista, ao som do violão de "Gil".

No outro lado do enredo, grande parte da classe artística brasileira, não está em paz com o Ministro. Esses brasileiros acham que foram entregues ao "Deus Dará" e estão atrás da "Parabolicamará". E agora José? E agora amigo Gil? Palavras bonitas e poemas elaborados precisam de sintonias. As constelações tupiniquins da criação, não perdoam! Os versos escritos há décadas viraram profecias: "Olha lá vai passando a procissão... Esperando o que Jesus prometeu".

O "Ministro-compositor" viajou muitas vezes ao exterior! Será que andou divulgando a “Milenar Cultura Universal Brasileira? Macunaíma está aposentado? No amado, idolatrado e problemático Brasil, as políticas culturais parecem serpentes no Sertão... Se o Ministério da Cultura realizou eventos importantes, quais foram os resultados para a pacificação dos “egos machucados”? Os "Morros Urbanos", as “Brasílias Teimosas” e outros centros explosivos - no talento e na violência - continuam dependendo da arte para o exercício de cidadania!

Alguns dados estimados da população artística no Brasil: 50.000 músicos, 40.000 compositores, 100.000 artesãos, 30.000 escritores, milhares de atores e atrizes, e outros não mencionados - dependendo das minguadas verbas governamentais. Faltam programas e incentivos culturais! Sejamos justos: o atual Presidente da República, não é o único culpado. Os presidentes anteriores e outros governos das esferas municipais e estaduais participaram da degradação cultural.

Nessa terra de "jabá", o velho "bacalhau" (antes - comida de pobre) perdeu o "status". A controvertida "Classe Artística Brasileira" já não escuta o "Guarani"... O Brasil canta “Festa no Apê...”

Abraços.

Lailton Araújo



LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 24/8/2007 10:30
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LAILTON ARAÚJO
 

Mais um texto para ajudar no debate...

* QUE PAÍS É ESSE? QUE PAIS SÃO ESSES?

http://www.overmundo.com.br/overblog/que-pais-e-esse-que-pais-sao-esses

Que país é esse? Boa pergunta formulada por Renato Russo (compositor, poeta e cantor) em uma de suas canções de protesto. Sinceramente - não sabemos! Será que a pergunta não foi formulada aos “pais” e por erro proposital, o líder da banda “Legião Urbana” colocou a palavra com um acento, ficando “país” e gerando controvérsias. Alguém vai questionar que a frase estaria errada escrita na forma: Que pais é esse? Sabe-se que a arte sobrepõe-se à forma, ficando o artista, livre para criticar a atual falta de educação nos lares, e o apoio governamental à causa da educação. A ausência de pais educadores é algo inédito e os valores éticos de alguns grupos, estão corrompidos pela frase “toma lá dá cá”. Entende-se que na moderna sociedade, casais heterossexuais e homossexuais comungam os novos papéis de educadores e o “Estado” (em qualquer continente) tem o dever de apoiar tal função.

Por onde começa a educação? Percebe-se que nos mamíferos, a educação começa no aleitamento e no aconchego materno. No Reino Animalia, a Classe Mamalia (mamíferos) é um observatório dos caminhos e descaminhos da educação das espécies. A educação da espécie Homo sapiens é um caso complexo para análise. No contexto aparece uma palavra brutal: matar - causar a morte; destruir; extinguir - tão presente no dia a dia da maioria das espécies vivas do planeta Terra e facilmente explicada pela Evolução das Espécies ou forma de sobrevivência das mesmas. O Ser Humano passou por tais evoluções e no caminho ao atual estágio de desenvolvimento tecnológico e moral, conservou os instintos irracionais primários de outras espécies menos desenvolvidas intelectualmente (será verdade?), e a palavra matar, continuou usual e diária - ainda faz parte do vocabulário de todos os povos que vestem o título de civilização. Matar é necessário? Onde está o homem civilizado?

As formas de comunicação do Ser Humano civilizado mostram barbaridades cometidas por ele, em nome da lei, do fora-da-lei e daquele, que por algum motivo pessoal ou impessoal, mata ou extingue outro Ser Humano. Qual é o motivo? Existe motivo? Por onde começa a educação? Que país é esse? Que pais são esses?

Os pais de uma nação são seus dirigentes ou não? O filho de qualquer mamífero vê no pai ou na mãe o exemplo de sobrevivência. Como educar um mamífero em uma ambiente, onde os pais ou país, não propiciam valores éticos para o verdadeiro desenvolvimento moral dos filhos ou filhotes? Alguns péssimos exemplos: os EUA exterminaram e ainda exterminam no Iraque. São milhares de pais, mães e filhos dos mesmos Seres Humanos civilizados, mortos em nome da sobrevivência do petróleo. Vários países europeus trataram e ainda tratam outros Seres Humanos como mercadorias e sub raças, e disseminaram e disseminam nos guetos das antigas colônias e sede do império, a competição sem escrúpulo, deseducando as novas gerações dos próximos 300 anos. Talvez o espelho de “Narciso” seja a causa da violência! Será?

A violência é um conjunto de fatores, multiplicados por milhares de condições propícias ao crescimento e não solução. Alguns falam na construção de presídios, pena de morte, pena perpétua e outras medidas de impacto para apaziguar os ânimos da sociedade dita moderna. E depois do dia “D”? Como serão as novas formas de correção?

Olhar os próprios pés ou mesmo, o próprio rabo (somos mamíferos e alguns possuem rabo) é o começo da mudança tão almejada por esta sociedade hipócrita, vestida de preconceitos e injusta, que acha que o atual modelo de civilização é o ideal.

Abraços.

Lailton Araújo

LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 24/8/2007 10:33
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LAILTON ARAÚJO
 

Estou votando no texto...

É bom! Pede reflexão... Muita!

Mostra o Brasil...

O Brasil da Cultura "Míope"...

E da porrada!

Abraços.

Lailton Araújo

LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 24/8/2007 10:36
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Mestre Jeronimo - JC
 

Axe'

Pois eh... * QUE PAIS SÃO ESSES?

Que movimentos culturais sao esses... que podemos votar, apoiar, pra causa da verdadeira educacao que VISA a evolucao da raca humana?

Daih... do "bonde" an calipso, e, outros "500" que temos em voga... que musicos sao esses? Que fazem pro nossa patria....* QUE PAÍS É ESSE?

Sarava!

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 24/8/2007 11:13
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Fabio Flores
 

A eterna busca da hieraquização cultural.
A constante desqualificação dos saberes
produzidos além dos espaços ditos educativos.

"É som de preto, de favelado"
contrastando com o discurso ofical
tão alienado.

Fabio Flores · Vitória, ES 24/8/2007 12:36
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Martins Social
 

Caro Cícero]

Muito bom.

Martins Social · Vila Velha, ES 5/9/2007 15:37
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Cicero de Bethân
 

Tu tá me perseguindo, mermão?

Cicero de Bethân · Vitória, ES 6/9/2007 08:37
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