Entre muitos atributos, o Brasil é conhecido lá fora pela riqueza da sua historiografia musical. A MPB, enquanto estilo, é uma das nossas mais expressivas identidades a nos mostrar para o mundo. Algo que nos eleva e nos projeta, enquanto nação, muito além dos conceitos musical-artísticos das Américas e alhures. A música, portanto, foi durante muito tempo um legítimo produto de exportação made in Brasil. Nosso cartão-postal, tal qual um considerável passaporte para nossa intervenção e inserção na cultura e na história mundial.
Porém, diante do atual quadro de descalabro em que se encontra o movimento cultural brasileiro – e, em especial, a rica musicalidade regional –, tudo o mais inspira preocupação e cuidados. Há, por assim dizer, um claro e vergonhoso estado de calamidade a se abater por sobre a nossa música popular, notadamente a de raiz. Aquela que, por sinal, mais nos identificava com a nossa cultura cotidiana, a história e outras manifestações significativas do imaginário poético, folclórico e do nosso cancioneiro popular. A música, diante deste absoluto caldo de contradições culturais, representa apenas a ponta do iceberg. A crise de talento e de idéias também "infecciona" diversos outros estratos do fazer cultural brasileiro, sobretudo pela inexistência de uma política de governo mais agressiva, menos excludente e que também priorize o ambienta da escola, as periferias e o interior do país.
A perspectiva de futuro grandioso
Este descuido vai aos poucos se generalizando, ferindo de morte diversos outros setores da nossa máquina cultural. Isso porque quando a sociedade se acultura, todo o resto desmorona, se fragiliza, corre perigo. Para quem acredita ser a cultura a verdadeira identidade de um povo, do jeito que vamos (anestesiados pela indiferença), daqui a pouco não teremos quase mais nada(de especial) para defender e nos preocuparmos.
É preciso conter todo este processo de substituição sistemática das nossas expressividades culturais. Como está sendo, por uma cultura alienígena, que não é nossa. Descomprometida com o belo e padronizada ante um modismo imbecil que só idiotiza nossa gente, especialmente a nossa bela juventude.
Vivemos, assim, uma realidade digna de envergonhar qualquer nação do globo que preze de verdade a sua identidade. O que estão fazendo com a nossa cultura musical (tradicional-regional inclusive) é um atentado contra a nossa inteligência. Um crime de lesa pátria para o qual todo brasileiro deveria se rebelar enquanto há tempo. Um verdadeiro estupro cultural, algo inaceitável para uma nação que se diz pronta para ocupar uma posição hegemônica na América Latina, bem como no além-fronteiras. Cuidar bem da cultura é cuidar com carinho do presente e do futuro.
Uma nação que não valoriza e nem preserva a sua cultura não tem nenhuma perspectiva de futuro grandioso.
Um desserviço à juventude
Qualquer estrangeiro que vier ao Brasil logo pensará que a nossa música é essa que toca no rádio, nos domicílios, nos clubes, nas praças e na TV. Quase tudo o que se ouve, se curte e dança pelo país afora, no momento atual constitui-se num lixo, para não dizer outro nome. Qualquer coisa, menos música... Coisa do tipo: pagode rasteiro, sertanejo choradeira e algo ainda pior – uma praga a se espalhar pelo Nordeste inteiro e por quase todos os quadrantes do Brasil: o forró descartável, descaracterizado, que de forró mesmo não tem nada. Uma poluição mental que só no futuro poderemos aquilatar todo o seu poder deletério e destrutível.
O que as emissoras brasileiras estão fazendo (com raras exceções) é um típico "arrastão" anticultural. Uma conspiração em desfavor da nossa história musical que compromete seriamente todo o nosso velho sonho de futuro.
O que ora se toca nas nossas rádios é péssimo. Nada condizente com o potencial que possuímos nesta área. Como se deliberadamente subestimassem a inteligência, assim como a paciência da nação verde-amarela. As "bandas" de forró, como são chamadas, descaracterizam nossa música e até o próprio mercado fonográfico. A pobreza é tanta que os próprios nomes destas "bandas" pecam mortalmente até na formulação dos seus títulos. Mais um atentado à gramática, à língua portuguesa, às idéias, à poesia, enfim, ao bom trato dos vocábulos poéticos.
As letras de tais composições são sofríveis. Puro mau gosto. Pura pobreza, desnudando às nossas vistas, toda a miséria da nossa música miserável. Uma droga que só entorpece, deseduca e agride tanto a ética, quanto a moral da nossa sociedade, diante de um típico show de besteirol. Inclusive pela baixaria, que também se expressa na obscenidade, palavras chulas, imorais, de baixo calão. Um desserviço prestado à juventude e à nação – e ainda por cima cobram por isso.
Passividade e indiferença
Penso que a música, como um patrimônio do Brasil, devia ser bem mais protegida, sobretudo pelo poder público. E não me digam que a culpa é do nosso povo. Porque isso não é verdade. O povo não tem culpa da educação que não recebe. O povo só pode gostar daquilo que conhece e lhe é oferecido. E o que estão fazendo com nossa gente é uma verdadeira lavagem cerebral. Por que será que os europeus, os alemães, por exemplo, adoram tanto a música erudita? Ora, simples. Lá, a música começa como uma disciplina escolar. As emissoras (de rádio e TV) primam pela qualidade, do contrário perdem a audiência e até a concessão pública para operar.
Convenhamos: aqui no Brasil, se querem continuar nos oferecendo o que não presta, pelo menos permitam que as pessoas possam também ter o direito de experimentar o outro lado da moeda (ou do disco?) – ou seja, a música de qualidade e de raiz. Não deixem que a nossa fantástica MPB morra pela nossa passividade e indiferença.
Presumo que até Deus seja também uma energia que habita igualmente a musicalidade...
Viva a MPB! Abaixo o estelionato musical.
José Cycero, Você tem razão. Temos que dar mais atenção a nossa musica, incentivar e valorizar aquilo que é bom e nosso. Você vê que a grande mídia leva os jovens a modismos deixando de lado até a divulgação de nossa verdadeira música de raiz. Aqui no Rio sempre estou com grupos de músicos, samba de raiz, etc. Muitas vezes se não juntarmos em casa para saborearmos este tipo de música, só encontramos uma música direcionada pelo apelo dos DJ para o que induz a mídia. Parabéns por acionar um assunto muito importante e que alguns sequer percebem.
Continue com esta bandeira, amigo José Cycero.
Bjs, Mirtes Carvalho
José Cycero · Aurora (CE)
Estelionato Musical, nossa cultura em pleno caos
Um Trabalho admirável
Mais Um Trabalho que você faz que é de Utilidade Pública.
Tem de acompanhar esta questão o tempo todo, para não fazerem confusão e principalmente, opara não interpretarem errado.
O Poder domninante troca as bolas e dão outra interpretação.
Com auxílio da mídia ou a indústria da cultura eles trocam alhos por bugalhos.
Este fato é Importantíssimo e esta luta esta em todos os lugares.
É a Ideologia Reinante.
Parabéns. Abração Amigo
Estimado Cícero: concordo com a Mirtes e o Azuir. Precisamos divulgar e valorizar mais o que é nosso. Parabens pela iniciativa. Paz e bem.
graça grauna · Recife, PE 26/3/2009 23:35
E quem abre espaços para gravadoras independentes ???
Há uma máfia dominando as comunicações no País !!!
Quem cuida da cultura popular ???- quem ??
Excelente seu clamor !
Complexo seu tema escolhido.
Mas, "tirou de letra", Parabens !
Dou-me o direito de , se me permite, como regente e compositor formado pela Universidade do Estado de São Paulo, UNESP, formado em piano erudito, arranjador, orquestrador, engenheiro de som etc e tal e o escambau, ( sem falsa modéstia, claro...seria no mínimo absurdo o contrário...), de proferir o que voce teve receio, por educação e brio, a palavra exata para o que ocorre com a MUSICA BRASILEIRA POPULAR ( o contrário de Musica Popular Brasileira, a MPB...) : uma grande e (des)sonora MERDA mesmo !!!
O problema é sério, grave e de dificil analise.Varios são os "culpados" do crime. Nâo ha falar-se em culpar apenas alguns, mas há falar-se em reponsabilizar a todos : escolas, lares, mídia, distribuição, produção, e população, sim senhor !...
Tente ir a um balie funk, por exemplo, onde o que se ouve, com raríssimas excessões, é pura excrescência de um nível indizivel, e faça mudarem "o som", pra ver o que acontece !
Voce diz com sabedoria que "o povo não tem culpa de sua deseducação" ( ou algo assim...), contudo tem culpa sim, de sua escolha.
Na Europa tb temos por lá uma "música popular", claro.Por vezes até de um nivel cultural duvidoso, nem tudo por lá é erudito.A erudição é uma opção que, como voce bem colocou, se aprende na escola, como base.Mas não é obrigatorio. É opcional. Daí onde entra as outras facetas de uma educação voltada à cultura.É um conjunto de fatores. É um "sitema equacionado" e sinérgico.
Infelizmente esse tipo de "música" ( se é que pode ser chamada assim...) que nós é "impingida" a ouvir em 90% das rádios, nada tem a ver com "educação", ou "cultura", ou "principios socio-educacionais", nada disso. Tem a ver tão somente com uma coisa : GRANA !
Me diga alguem ai onde esta o Hermeto, O Egberto, O Ivan Lins, o Paulo Moura, o Mauro Cenise, o Altamiro Carilho, o Toninho Carraqueira, o Nobrega, os grandes pianistas, e os tantos outros qeu poderiamos folhear por aqui ?...
Vou te dizer onde estão : estão ou no exterior, muitos deles fazendo uma musica espetacular, e sendo aplaudidos e admirados pelas pessoas qeu um dia tiveram que estudar música como matéria curricular, e aprenderam a admirar o que realmente é cultural....
Ou estão, por ai, á mingua, sofrendo as consequencias de terem se dedicado à música culta e verdadeiramente brasileira, tocando sabe-se lá onde, por vezes à troca de uma refeição...
Lastimavel tudo isso...Endêmico...ou melhor PANDÊMICO !!!!
Uma coisa te digo : estão e estarão sempre eternamente em nossos corações e mentes, pelo menos de alguns poucos de nós , ne´mesmo ?
Repito aqui a despedia do Ivan Cezar : EXCELENTE SEU CLAMOR !...veio muitíssimo a calhar e em ótima hora !
abraço, volto
Joe
Mta coisa vulgar sendo produzida.....e nao temos como tapar os
ouvidos e privar nossas crianças de oubir tanta baixaria... a poluição sonora salta os muros e adentra nossa casa.
É mta vergonhoso.... esse baixo nivel. Musicos de conceitas deviam fazer um movimento... um abaixo assinado...sei la.
mas que algo tem que ser feito tem. e já.
eu entro nessa ! e brigo hei?!
bjsssssss;)
José Cícero,
Em 1º lugar parabéns! É muito interessante quando deparamos com um texto que aborda justamente um tema que está em foco no nosso meio.
Ainda nessa semana, na faculdade, especificamente na aula de Ética e Legislação Publicitária, vimos um pequeno documentário sobre a cultura de pequena cidade do interior da Bahia. Ficamos maravilhados, com o amor deles pela tradição da vaquejada, dos corais musicais (musicas de raiz) do compromisso do prefeito, da interação de toda a comunidade. Diante disso foi a aberta uma discussão sobre esses valores culturais e pra minha quase surpresa, a maioria da sala (jovens) não conseguiram sequer identificar sua propria cultura, o que foi lamentável. Nos envergonhamos quando não temos a capacidade de nos posicionar diante de uma pergunta tão simples.
E aí, cadê nosso referncial cultural? foi engolido pela acensão do besteirol apadrinhado pela mídia (capitalista). E o Estado? acomodado em seu poder e preocuapdo somente com seus interesses políticos.
Mas se não se importa, vou imprimir seu texto e muito orgulhosamente vou levar pra faculdade e distribuir para os meus colegas de sala.
Foi muito pertinente seu texto.
Abrços
zé, fiquei emocionado e grato:
sou radialista, há anos fora dos estúdios por não concordar com a ditadura das gravadoras, apoiada por todas as mídias e, até, por alguns artistas. tô fora. aqui em recife, de um universo de quase vinte fm's, só me disporia a trabalhar em 3...
valeu, mesmo!
me avise daqui a pouco, na hora do voto senão passo direto...
um ótimo texto, depois eu volto.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 27/3/2009 10:41
Assim como tá tudo errado, na mesma medida, tá tudo certo.
Airtton · Pouso Alegre, MG 27/3/2009 10:48Seu texto é uma forte e expressiva declaração de amor a nossa música e é louvável o que diz . abraços,
Pat Borato · Rio de Janeiro, RJ 27/3/2009 11:01
José Cicero
É isso ai, e pior que se rebelar não adianta...
mas não é só a musica que nos serve de referencia cultural,
é tudo....
Quando estava na Faculdade há uns 5 anos atrás,
nosso professor de Sociologia perguntou à turma:
Quem assiste o Big Brother?
Quase todas as mãos se levantaram, nemos a minha
e de mais umas 3 alunas.
Ai o peofessor perguntou;
--E o que vcs aprenderam?
Eis ai, é um programa que não transmite cultura nenhuma.
Uns macacos enjaulados fazendo tudo para atrair a midia e conseguir sucesso a qualquer preço.
É isso que esta errado, somos um povo sem referencias, pois Carnaval e futebol são entretenimento,.
Cultura é aprendizado e conhecimento, e só conseguiremos
través de uma educação mais priorizada.
Bjs
Gostei do ^Arrastão anticultural^...Exatamente isto! Parabens,
victorvapf · Belo Horizonte, MG 27/3/2009 13:39
Zé, parabéns pelo texto provocativo.
Esse é um debate realmente muito pertinente.
E concordemos que a questão passa necessariamente pela educação. Daí a necessidade de atuarmos cobrando das escolas; seja como estudantes, como educadores e mesmo como pais. Enquato nossas crianças não tiverem acesso ao verdadeiro legado cultural brasileiro os interesses comerciais irão sempre prevalecer.
Acho muito bem vinda sua manifestação.
Cycero, a despeito de achar seu trabalho
Gostaria, entretanto, de situar a questão da absurda falta de parâmetros à mídia escrachadamente amoral e imoral que é a do nosso país.
Isso é especialmente grave num país de iletrados ou semi-letrados em sua maciça maioria. Se, no século XIX, Marx apontou a religião como responsável pelo amortecimento da consciência crítica, contemporaneamente a mídia ocupa esse lugar. Claro está: em nível político, não há o menor interesse em modificar esse estado de coisas. Bem pelo contrário, tanto mais ignorante e iletrado é um povo, mais fácil de ser conduzido...
Vamos tentar sempre aguçar nosso senso crítico, mantermo-nos em estado de alerta, e, last but not least, lutar em favor da coletividade com as armas que temos.
Grande abraço.
Corrigindo o que foi acidentalmente deletado etc.:
Cycero, a despeito de achar seu trabalho sério e consciencioso, concordo com o Joe em mais de um aspecto.
Gostaria, entretanto, de situar a questão da absurda falta de parâmetros de uma mídia escrachadamente amoral e imoral como é a do nosso país.
Isso é especialmente grave num país de iletrados ou semi-letrados em sua maciça maioria. Se, no século XIX, Marx apontou a religião como responsável pelo amortecimento da consciência crítica, contemporaneamente a mídia ocupa esse lugar.
Claro está: em nível político, não há o menor interesse em modificar esse estado de coisas. Bem pelo contrário, tanto mais ignorante e iletrado é um povo, mais fácil de ser conduzido...
Vamos tentar sempre aguçar nosso senso crítico, mantermo-nos em estado de alerta, e, last but not least, lutar em favor da coletividade com as armas que temos.
Grande abraço.
votado : do re mi fa sol la si do...quantas maravilhas foram criadas e imortalizadas com essas simples silabazinhas, né mesmo ?
Basta que mostremo-las à todos !...
Disse e repito : EDUCAÇÃO ...o resto é ditadura de estreitamento mental, ao domínio, como bem disse a Brida...
abraço, votadaço...
Rapaz, não mudaria uma só linha de seu brilhante texto. Compartilho com você a tristeza dever a anti-cultura fluindo e sendo disseminada qual praga. Impostamos , rap, (feito pra quem não sabe cantar) Funk, batidas eletrônicas com exibições de falas meio enroladas pelas drogas, bailes funk com assassinatos não só da música, mas de vidas humanas.Bailões onde letras e músicas exaltam o banal e o bacanal, a orgia das drogas, da bebida barata e dos rituais de zumbís teleguiados que é no que estão transformando nossa juventude.
Votado,
abçs
José Cycero voltei e votei.
Bja, Mirtes Carvalho
Zé, minhas palavras parecerão ecos nas coisas que venho a considerar pois já dito pelos posts anteriores. No entanto, o seu texto além de muito bem escrito, explicativo e crítico, servem para reafirmar que a política do PÃO E CIRCO é mais que vigente!!! Bem, aqui em nosso país, criar uma banda e colocar um nome esquisito que se apresentam com consoantes intermináveis e impronunciáveis é fichinha. Músicas regionais, então, ou tem letra de corno e onomatopéias ou sílabas repetidas. O lance é perpetuar a ignorância do povo. Se ainda fossem músicas de fossa, como Lupícinio Rodrigues, Ataúlfo Alves e Herivelton Martins seriam maravilhoso mas colocar aqueles adolescentes com cabelos na cara e feição de depreimidos, os atuais EMOS, realmente? Nossa música faliu. Pior ainda são as bandas de música baiana que ficam querem promover recorde de beijo na boca. Faça-me o favor!!!!! Aonde vamos parar? O povo não pensa mais, sacunda a BUNDA (perdão da expressão), fala que é cachorra. Sinceramente, cada um no seu quadrado como dizem por aí!!!! Se bem que do jeito que anda a ignorância do povo e o cenário musical, as pessoas nem mais devem saber o que são formas geométricas!! Parabéns e me desculpem os trocadilhos. MAs, estou farta de pobreza mental! Nós, por aqui, pelo menos faazemos a nossa parte em discutier temas ao invés de estarmo votando no paredão de BBB! Bjs, Dani.
Daniele Boechat · Rio de Janeiro, RJ 27/3/2009 22:55
Meu Deus: não acredito que li este texto aqui nem esses comentários! Eu devo estar sonhando: Socorro!!
José Cycero,
Muito realista o teu texto. a mais pura verdade...
"Um modismo imbecil que idiotiza nossa gente, especialmente a nossa bela juventude"
Onde a criatividade inspirada nos valores musicais, na poesia da letra, na beleza?...passando na peneira o que está aí, não sobra nada...concordo contigo,com raríssimas exceções, é tudo lixo!
Parabéns!...
Abraços
Isso é muito importante. Temos que ter consciência do valor da produção que se vê valorizada pela mídia sem o senso crítico e e a mínima qualidade. Quem tem para ouvir que ouça o amigo José Cycero
Bruno Resende Ramos · Teixeiras, MG 28/3/2009 01:21
Vamos esperar o quê de um país que não se preocupa em formar Professores de Música ?
Vamos esperar o quê de nossos jovens que , quase na sua totalidade , simplesmente não têm acesso nem ao estudo básico de Música nas escolas ?
E quantos talentos são calados e esquecidos devido ao custo altíssimo dos instrumentos musicais no Brasil ?
Cicero!!!
meu comentário não foi,pq não sei!!!´
Parabéns!!!!
Grande JC: vosso texto foi um colírio para os meus olhos;"estelionato cultural" é isso a mais pura verdade; compete a nós então, fazermos o mais rápido possível o nosso "arrastão" cultural, sob pena de, em um futuro bem próximo, estarmos cantando o nosso hino nacional em inglês, achando a coisa mais natural do mundo. Uma nação, por menor que seja, pode se considerar soberana, se desenvolver uma cultura original, da qual outros povos tenham como referência; é o DNA, o CPF, enfim, o coração de uma nação... Por tudo isso, será que, com tanto lixo pseudo-cultural, viciando e empobrecendo a mente dos nossos jovens já tão alienados, o Brasil que dioturnamente estupra em rede nacional a nossa rica cultura regional, merece ser considerado um estado soberano? Mãos à obra! Depende de nós não deixar que esta brutalidade continue acontecendo. Votado e contemplado. Axé! Valeu, amigão...
RUI LÔBO · Brumado, BA 28/3/2009 09:37Votando e chegando na hora de mandar esse desbafo e o Estelionato Musical para o Banco.
Omar Costa de Umbro · São Paulo, SP 28/3/2009 10:16Amigos e amigas do Over... vcs me deram uma aula sobre esta questão levantada. Obrigado pela atenção sempre dispensada ao meu modesto trabalho. Um forte abraço a todos.
José Cycero · Aurora, CE 28/3/2009 10:23
em grande medida, concordo com seu parecer. há sim a expansão do vírus da volatilidade e do lixo musical, sobretudo porque o mercado fonográfico lucra absurdamente, além de
de nos confinar a mente com o gesso da alienação.
contudo, ainda há muitos talentos: acontece que eles vivem privados da luz do sol da publicidade
pois o sistema torna opaco seu brilho.
Muito bem postado este texto, infeslimente a nossa cultura esta assim, pelo que eu vejo a tendencia é piorar, eu sempre falo com minha mãe em relação a musica eu vivo à decadas e decadas atras, fizeram coisas tão bonitas e não foi um só não são muitos.
Parabéns pelo trabalho que gerou belos comentários acima!!
Pois é, meu caro, a situação não é lá muito boa mesmo. Mas acredito que podemos mudá-la parcialmente. Conheço excelentes trabalhos musicais que não estão na mídia (ainda), mas quem sabe chegam lá ...
André Calazans · Rio de Janeiro, RJ 28/3/2009 13:23
é galera... a velha história de congelar a cultura...
aliás... que cultura é essa aí que vcs falam. pq minha não é não!!! eu não vivo este Brasil hipócrita!
Um texto que serve como aula meu amigo.parabéns!
clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 28/3/2009 15:46
Tema importante. Espero que encontremos saídas... Votado!
Clésio Tapety - Cultura da Paz · São Paulo, SP 28/3/2009 17:39
José, parabéns pelo texto!
É importante ecoar vezes dos têm bom gosto musical, e por tanto, jamais poderiam concordar com toda essa baixaria imposta por uma mídia irresponsável e movida muitas vezes a ”jabá”, gritemos de forma uníssonos:
“Viva a MPB! Abaixo o estelionato musical”.
Abraços
E pensar que tivemos um Ministro da Cultura artista! Mas, ao que parece, o que mais ele queria era se projetar lá fora.
Largou o Ministério às traças e só sabia reclamar de verba que ele nem sabia para que.
Realmente, dando uma geral no panorama, é desesperador.
Ótimo texto, para chamar a atenção para o problema.
Ivette G M
Concordo com suas palavras de que o que atualmente é propagado como música por rádios e emissoras de TV's - via progrmas e trilhas de novelas/seriados - é de qualidade muito discutível.
Hoje mesmo estava falando com a minha esposa da probreza da nossa música e minha idéia é de que a qualidade está fora de moda justamnte por falta de divulgação.
A grande questão é que a música é negócio. Por isso o baixo nível impera pela sua facilidade de assimilação, mesmo que isso seja o caminho para o fim das gravadoras. Eu, por exemplo, não vou gastar R$ 30,00 para comprar um Cd do NXZero...
A educação é um dado primordial para esntender seu texto, pois a MPB viveu seu auge justamente na época em que a educação pública era muito melhor. A medida que foi sucateada pelos governos as letras começaram a ficar chatas, muito complicadas de decifrar. E tome pagode, funk e tudo goela abaixo do povo.
Hoje a situação está muito difícil e fica complicado imaginar uma melhora se a sociedade não se conscientizar de que a música é algo muito sério.
O alerta é para lá de válido. Ainda mais para os amantes da música e da cultura do nosso país.
Parabéns.
Votado.
Em, vários trechos do teu texto acertaste em cheio, colocaste mesmo o dedo na ferida. Falta reflexção dos promotores, agitadores culturais e da sociedade interessada, músicos, poetas, autores. Desses todos que conhecem ou deveriam conhecer a cultura do seu povo e o significado e significäncia que a mesma tem para uma nação que almeja ser soberana, solidária íntegra e que possa se orgulhar de sua identidade cultural.
Como indivíduos, precisamos todos, primeiro de uma sã moral, que é o passaporte para de fato exigirmos cidadania que queremos. Nossos esforços pessoais deverão se juntar em um esforço conjunto pois que entendo que não melhoraremos, não corrigiremos esses descasos todos que tu falas apenas com decretos, ordens expressas em leis chinfrins. Havemos de , e o teu texto ilustra isso, buscar imbuir em todos a vontade de sair do marasmo, dissipar a ignoräncia, dar um basta à mediocridade.
Há muitos talentowe, autënticos, virtuoses, valorosos... mas o mercado ah! o mercado, ah1 o produto e como bem o disseste no caso do forró, qual forró? a música de raiz, a verdadeira manifestação popular, a cultura do lugar, que se transforma é bem verdade, mas não esta estampa imunda que grassa nossos dias e dia s.
Parabéns pelo text
Abs
l
É muito triste a forma que as emissoras subestimam a inteligência dos brasileiros, no domingo entao,so se ve "mulher melancia, melao, morango" "siliconada"...a cultura esta morrendo diante dos nossos olhos, por essa razao que dou o maior incentivo aos centros culturais, se cada um fizer a sua parte quem sabe um dia essas frutas "apodresam" e a nossa cultura de raiz brote novamente.
Gabriele · Rio de Janeiro, RJ 28/3/2009 22:23
Eu tardo mas não falho,,rs
Beijos e parabéns pela contribuição cultural
Cycero,
Concordo com você "é preciso cuidar do broto para que a vida continue nos dando flor e fruto".
Mas trago os versos de uma composição do Caetano e que faz lembrar que apesar disso, a boa produção musical no Brasil não para. "Quem tiver ouvidos para ouvir ouça, quem tiver olhos para ver veja".
Tem endereços de sites e blogs no http:// href="http://consorciocultural.blogspot.com">consorciocultural.blogspot.com para ajudar a quem quer descobrir
"Absurdo, o Brasil pode ser um absurdo
Até aí, tudo bem, nada mal
Pode ser um absurdo, mas ele não é surdo
O Brasil tem ouvido musical
Que não é normal"
Caetano Veloso
Fabuloso Chamado a Coerência Cultural! Concordo com tudo que mostrou aqui e muito mais. Enquanto o brasileiro capenga na sua cultura esquecendo valores culturais uma certa emissora que já tem o hábito de empurrar enlatados de outros paises tenta empurrar mais uma moda e costume. Muito bom!
MaluFreitas · Salvador, BA 29/3/2009 23:35Meu caro, muita lamentação e nem uma proposta de ação sequer, além da indignação imobilizante! Talvez seja esta uma das causas dos problemas que você aponta. Afinal, o que você - e todos os outros indignados - tem feito para mudar tudo isso que vocês consideram horrível, aviltante, horroroso, além de reclamar? Olha só, aí mesmo no Ceará há um projeto de educação musical reconhecido internacionalmente, se chama Fundação Casa Grande. Dê um pulo lá, afinal fica somente a 100 km de Aurora e quem sabe você não se torna voluntário num dos projetos mais interessantes que temos hoje no Brasil nessa área? Tem também a Feira da Música de Fortaleza, que é um espaço fundamental para discussão e o desenvolvimento da produção musical fora da grande mídia. Isso sem contar os coletivos de bandas cearenses, como esse daqui, que resolveram para de reclamar e partiram pra ação! Forte abraço
Makely Ka · Belo Horizonte, MG 30/3/2009 01:31JC, acompanhando os comentários deste seu post, percebo que Makely afirma com veemência que há muita indignação exarada aqui, porém, sem ações concretas para reversão do quadro que ora repudiamos. No entanto, o que venho levantar, talvez, até para que eu possa fazer minha mea culpa pois tb não parti para ação é que as ações conretas são oriundas de debates como este. Estamos, pelo menos no meu caso, formando opinião, debatendo, colhendo dados para que aí sim tenhamos uma estratégia articulada. Ações sem foco, fazem com que percamos o tino e darmos um tiro em nossos pés. Não sou da música, por exemplo mas não quer dizer que eu não veja o cenário como o todo. A indignação mais que justa do nosso amigo Makely se faz latente principalmente pela vivência cotidiana do mesmo. Assim, seria para mim como falar do Judiciário. Caros amigos, um passo de cada vez, entretanto, sempre para frente e firmes. Bjs a todos e que me desculpem por ainda só só lamentar! Dani.
Daniele Boechat · Rio de Janeiro, RJ 30/3/2009 03:26
o texto e objetivo e sensato!
mas tudo que é descoberto, garimpando nossos conhecimentos é mais glorioso e prezeroso.. saindo do explícito e o convencional... e assim dando um boa iniciativa para nossa juventude!
abraz
òtimo texto vc está coberto de razão, sou musico e moro no sul da bahia ,infelizmente essa é a realidade,um musico de mpb não consegue ganhar mais que 50 reais por noite em contrapartida um "artista" de forró ,arrocha ganha em torno de 350 a 500 reais de cachê.É simplesmente uma lástima.
mbass · Ilhéus, BA 30/3/2009 11:06
Prezados José Cycero, Joe Brazuca e demais colegas do Overmundo. O texto em questão é polêmico e controverso, mas trata de realidades que precisam ser combatidas. Concordo com o Brazuca quando o mesmo fala de que o povo tem culpa de sua escolha. Mas concordo também com o José Cycero quando absolve o povo. Pois o povo mesmo não tem ACESSO à cultura erudita. Eu mesmo não sabia o que era samba de raiz até ir a um show do Trio Amaranto, aqui em Belo Horizonte. Adorei. E olha que eu há tempos tento conhcer música, estilos, qualidade. Sou coralista do Madrigal Renascentista, uma importante entidade fundada pelo Mastro Isaac Karabtchevsky. Também participo de outro coral, aqui no meu trabalho.
Pelo Madrigal Renascentista, participamos de um projeto de apresentações em escolas públicas de Belo Horizonte. E tivemos a surpresa de descobrir que o povo está sedento por boa música, por acesso cultural. Porque infelizmente a "inclusão" cultural ainda está restrita ao PODER AQUISITIVO. Quando fala de inclusão, a mídia simplesmente lança seus valores e modelos, baseados no lucro e no que pode transformar-se em PRODUTO. Isso porque a cultura erudita é DOMINIO PUBLICO, mas infelizmente pouco se faz para promover essa cultura.
Temos apresentações em praças, parques, mas muitas delas ocorrem de forma descaracterizada, sem uma formação de base. Acho que é esse é um tema vital que deve ser discutido. Mas, além de simplesmente discutirmos, precisamos hastear a bandeira da cultura para todos, permitindo assim a transformação cultural de que nosso povo necessita.
Voces fazem um belo trabalho. Apoio voces. Parabéns
su angelote · Jaboatão dos Guararapes, PE 30/3/2009 15:55
Minha Cara Daniele vc está certíssima. Agora o amigo Makely está equivocada. Conheço sim o projeto Casa Grande e não fica a 100km de Aurora não. Como também a feira de Fortaleza. Concordo que ambos são importantes, porém inoperantes dado o tamanho do problema e do próprio país. São iniciativas circunscritas, paroquiais, diminutas demais não chegam portanto ao cerne do problema. Penso até que a mídia e todos os que lucram com a ignorância do povo as utilizam como forma de maquiar a questão central. Têm mais propaganda do que ações práticas. Mas, convenhamos já é alguma coisa(a vista de nada). Presumo que o Makely não conheça o que fala. Só por isso chama de 'o mais interesante projeto do país'. Isso é demais... Se isso fosse o suficiente estava fácil a solução. O problema é bem maior e de Educação, é social, é histórico, é da luta de classe... está diretamente ligado ao sistema capitalista, a realidade distibutiva da renda, das elites manopolista da máquina cultural etc e ta. Sou um professor, pesquisador, uma agente cultural é já sou volutário de muitas coisas. Creio que podemos sim começar pelas Reclamações. Foemnatr o debate dos temas polêmicos, clamar pela informação popular. A final não acredito que o silêncio possa ser mais produtivo a priori. Instigar o debate sempre será necessário. Sou agora secretário de Cultura e Turismo da minha cidade e sei exatamente o quanto a burocracia e carência de recursos comprometem um trabalho diferente, além do monstra da estrutural do mal cultural que temos que enfrentar. Vou continuar me revoltando sim caro amigo. Será que não temos nem mais o direito de nos indignar??? Ora bolas. Era só o que nos faltava....
Saudações culturais caros overmanos do Brasil.
belo manifesto ..
vale ressaltar q a música de raiz tb evolui e encontra novas formas de expressão ..
e sim, o povo escolhe o q quer consumir .. é uma questão de "novos tempos" .. e parece q neste "tempo", as pessoas em geral, independente de classe social, só querem consumir o fácil, o mastigado, o entretenimento, a diversão .. e ninguém está a fim de parar pra pensar ou sentir .. já basta a crise mundial nos apavorando por aí ..
. . .
Boa reflexão. Só acho que temos que tomar cuidado com algumas colocações. Hoje em dia, acredito que temos uma imensa efervescência musical Brasil afora, não só na música regional mas em vários outros estilos. Talvez como nunca antes. Um dos principais problemas enfrentados pela música de hoje é, justamente, sua veiculação pelas rádios e TVs. Isso sim, é criminoso. Muito por culpa do Jabá, muito por falta de intervenção do estado mesmo. É preciso fiscalização sim, revisão dos mecanismos e concessões educativas pelo país e um outro mecanismo de distribuição desses direitos autorais (ECAD). Com certeza eu e o violeiro do pantanal não recebemos nem perto do que nos é de direito pelas execuções de nossas músicas nas rádios. Tudo acaba caindo num bolo que o ECAD chama de "distribuição amostral", ou seja, as 100 mais tocadas ganham toda a verba das rádios. E quais serão essas mais tocadas? As que as gravadoras pagaram Jabá pra tocar, óbvio. É simples de entender, e por isso que esses veículos de comunicação empurram goela a baixo qualquer música que pague, normalmente de qualidade duvidosa mesmo. Os independentes e os autoprodutores (responsáveis pela manutenção da diversidade de nossa rica MPB) são excluídos desse repasse e das programações das rádios e TVs. Com certeza, elas não reproduzem nem 2% de toda a produção musical do país, pode ter certeza disso.
Téo Ruiz · Curitiba, PR 30/3/2009 18:32
Ah, e sobre educação musical nas escolas, acho que é um consenso absoluto que deveria voltar. Parece que tem um movimento pra isso. Vejam esse texto sobre a Contra-Indústria (que um dos aspectos abordados é a música na mídia) e essa discussão recente sobre as mudanças na lei federal de incentivo à cultura, tem a ver com essa discussão aqui.
Téo Ruiz · Curitiba, PR 30/3/2009 18:35
Mas como disse o Makely, o duro é sair da reflexão e ir pra prática. Sugiro a todos que dêem uma olhada nos links correlatos postados, talvez assim as pessoas possam realmente tomar conhecimento do que já existe e falar com mais propriedade dos assuntos.
Téo Ruiz · Curitiba, PR 30/3/2009 19:22
Makely Ka !..."reclamar" é preciso !... ao menos, né não ?...as açoes começam "pelai" mesmo, como disse a Daniele. Refletir ( como bem sugeriu, menos enfaticamente o Téo...rs) faz parte da evolução e é tão democrático quanto o agir !
E a participação deve ser feita desde o seu "bairro" ( digamos assim...) até o macro !...Acho que seu exemplo ( bem legal, ja conhecia tb...) mostra isso !...Contudo o que se fala aqui, o que se discute é a questão num âmbito um pouco maior, a nivel estrutural, numa socio-macro analise !...
Tanto é que se abordou outras questoes que sinergicamente estão atreladíssimas ao foto puramente "musical" da questão, tais como educação, escola, nivel cultural, acesso, poder economico, comunicação de massa, distribuição de renda, leis de incentivo à cultura ( leia o overblog do Téo, acima linkado...) e por aí vai.
O seu exemplo é um belo exemplo, por exemplo ! ( rsrs...)...Mas diga-me ai : pq não foi divulgado aos baldes pela mídia "oficila" do País ?...Pq será que o prezado José Cycero e como outros molhoes de brasileiros, não conheceram o excelente projeto pro ti, demonstrado ?...Será o José e ou outro milhoes de brazucas, tão alienados assim , à não tomar conta desse e de outros tantos projetos ( como bem disse o Teo) à sua existência ?...
Tenho absoluta certeza que não são não.
Será que imediatamente agora, ai num teatro vizinho seu, em Beagá, ou Ouro preto, ou Juiz de Fora, ou em Caratinga, não estejam TENTANDO divulgar algum escelente e profícuo trabalho de alguem ou de qq gurpo de Arte , que vc esteja ignorando, não por vontade própria, mas por total inesprecividade da "impressa vendida" e ineficas do seu País ?
Pois é, Makely, a coisa não é nada simplória assim, meu jovem !...
Não vou dizer aqui o que faço, pois me tornaria "bairrista" e cairia no mesmo lugar comum, de pinçar exemplos, que parecem justificar, mas não justificam, apesar de tb ajudar, é claro...
Como regente que sou, e operário da música e outras "artes", prefiro chorar tb, pela coisas que PODERIA TER FEITO E/OU ESTAR FAZENDO, mas meu País não me proporciona as mínimas condições necessárias, à produção de cultura e arte brasileiras...
um grande abraço
Joe
É isso aí big JOE! Vc é um camarda nota 10 a começar pela inteligência e o senso crítico a nos derpertar a ternura...
Não sei como será possível haver mudanças efetivas sem que aja discussão, debates, reflexão... afinal toda ação é necessariamente resultante de idéias. A não ser que exista(sei lá) varinha de condão.
Vamos lá mister M!!! faça sua parte.
Um forte abraço cultural e fraternos a todos os amigos e amigas do Over(mundo). Valeuuuu. jc
Meu caro secretário de cultura, eu deveria perguntar quais os projetos para o setor vocês desenvolvem na cidade, qual é o plano de metas e os resultados alcançados na sua gestão. Mas não vou ser deselegante a esse ponto. Afinal, estamos aqui numa discussão civilizada e tenho certeza que o cargo de Secretário de Cultura e Turismo de Aurora não é mais uma dessas centenas de cargos de perfumaria ocupados em função de favores políticos.
Com relação à Fundação Casa Grande, eu conheço o projeto e tenho profundo respeito e admiração por ele exatamente porque acontece em Nova Olinda, no sertão do Cariri e desenvolve ações que eu não vejo em capitais como Belo Horizonte por exemplo. Não é por acaso que eles acumulam quase vinte premiações, entre nacionais e internacionais, e hoje exportam tecnologia educacional para a Áfrca e a Itália por exemplo. Porque você não propõe uma parceria com a Secretaria de Cultura de Aurora?
Com relação a ações macro, já que iniciativas como essa você considera “circunscritas, paroquiais, diminutas”, talvez seja relevante mencionar a Lei 11.769, sancionada no dia 18 de agosto de 2008 e que determina a inclusão da música no currículo da educação básica (ensino infantil, fundamental e médio). As escolas terão três anos para se adaptar à lei, inclusive as do seu município.
O mais interessante é que essa iniciativa macro, surgiu da mobilização micro de músicos, professores, entidades e associações que simplesmente deixaram de reclamar e resolveram partir para a ação efetiva. Essa mobilização, só para ilustrar o debate, começou nos fóruns de música, dos quais o Ceará faz parte devido à participação de representantes que, não por acaso, são os mesmos que criaram a Feira da Música de Fortaleza. Não é curioso como as coisas estão ligadas?
Mas se a intenção é só reclamar, fique à vontade, esse é um direito seu e ninguém vai impedir! Continue com seus lugares comuns e suas indignações pseudo-reflexivas. Além do mais eu não sou eleitor de Aurora e você não tem de mostrar serviço não é para mim!
Cycero, Makely Joe e todos (as) que acompanham este post
Dê-em uma olhada em:
http://www.overmundo.com.br/overblog/733-dos-municipios-podem-se-desenvolver
Abraço,
Pois é pessoal. Na verdade o texto do nosso amigo José Cycero traz diversas reflexões mas, como disse o Makely, com poucas propostas práticas. Não estou dizendo que simples reflexões não são importantes, pois dessas muitas vezes podem surgir leis importantes como essa que o Makely citou, o que provavelmente era desconhecido do autor deste texto. Esse é um debate que dura muitos anos, e culminou no fim de 2008 com essa lei que certamente será muito importante para a música e para a educação brasileira em geral. O fato é que a maioria dos aspectos apontados neste artigo já se encontra em discussão há muito tempo, em instâncias de debates diretamente com o governo, principalmente desde a implementação das Câmaras Setoriais com o MINC, por exemplo. Eu fiz parte no início, infelizmente não pude continuar mas procuro estar o mais próximo possível dessas discussões através dos representantes do meu estado e dos fóruns virtuais. Nosso amigo Makely (seria ele mesmo o Mister M?) foi (e ainda é) diversas vezes representante da música de Minas nesses fóruns nacionais. Mas independente disso, coloquei links de 2 posts simples, que escrevi, sobre temas correlatos para que se conheça mais sobre os assuntos, ler o que já está rolando sobre o tema específico pensado antes de escrever, para assim ter mais elementos no texto do que apenas desabafos. Com mais dados e fatos, essa discussão aqui poderia estar sendo bem mais interessante, sem a menor sombra de dúvida.
Téo Ruiz · Curitiba, PR 1/4/2009 15:36
Cycero, texto votado!
também estou com um em votação, se puderes dar sua opinião ficarei honrado. O link é
bom, estou com problemas para deixar o link, então vai o endereço www.overmundo.com.br/banco/encosta-do-silencio-1
Grande abraço.
já perdi as esperanças...
salve obrigado pelo convite!
ESPERO QUE TUDO NÃO FIQUE NO BLA BLA BLA........É PRECISO QUE HAJA UM MOVIMENTO......KCT, QUE HORROR.......COMO PROIBIR TANTA BOSTA MUSICAL ????.......UM LIXO QUE SE VENDE.
ENQTO TANTOS BONS MUSICOS ESTAO AI.....A SEREM OUVIDOS........AIIIIIIIIIII CHEGA A DOER.
...VCS MUSICOS TEM QUE ACHAR UMA SAIDA........E NAO DESISTIR NUNNNNNNNCA......
BJSSSSSSSSS:)
"Flor e fruto" esse teu trabalho. Parabéns...
Beijos
Maravilho seu artigo. Parabéns. Esse texto é uma bela contribuição com a cultura brasileira.
Ronaldo Adriano - Teatro Experimental · Alta Floresta, MT 8/4/2009 01:18
Briga boa essa, bom começo - ou re-re-re-começo.
Abraço
Ótimo texto. Resgate da MPB já ou nosso filhos correm o risco de não vir a conhecer o nosso vasto e rico acervo musical, relegado a segundo plano como "submúsica". Deve haver espaço para todos os gostos musicais num país eclético e multi étnico como o nosso... Porcaria de globalização... :((( Lido e votado com certeza...
Rahna · Nilópolis, RJ 10/4/2009 11:29
José Cycero · Aurora (CE)
Estelionato Musical, nossa cultura em pleno caos
Maior alegria Passar aqui e ainda poder votar no merecimento deste Poeta e Escritor admirável de todo talento.
Parabéns Amigo Guerreiro.
maior alrgria atingir esta marca bonita de talento e talento.
Abração Amigo
Gostei foi da resposta de Nelson Maca, que está em http://www.overmundo.com.br/overblog/reposta-a-estelionato-musical-de-jose-cycero
Aliás, soube do texto do Cycero por causa do texto de Maca.
Ainda que repisando muitos dos contra-argumentos de Nelson, eu queria dizer que também me assusta o tom apocalíptico e, mais que isso, o consenso em torno dele que a gente encontra nos comentários entusiasmados que apóiam o texto de Cycero.
Se "nossa" música não é a que toca nas rádios, nas tevês, nas praças, nos domicílios, nos clubes, então eu não sei o que é!
Vejam que o "nossa" música eu ponho entre aspas, porque eu não sei o que é que tem que ser "nosso", porque eu não sei e não quero saber, a priori, quem somos nós - porque eu quero que esse "nós" seja como deve ser: múltiplo, diverso, mutante. Como bem lembrou Maca, assim como já foi o maxixe, o lundu, o tango, o samba. E, mais contemporaneamente, o rock ("nossa" jovem guarda), a música "brega" (ou "super-popular", como recente e brilhantemente a denominou Luiz Caldas), o funk carioca, a axé music, o rap, o arrocha baiano, o pagode baiano, o tecno-brega paraense etc etc etc.
Tenho medo de um projeto de educação musical nas escolas que seja orientado para ensinar às crianças que a música que elas ouvem em seu dia-a-dia é uma "merda".
Eduardo Luedy
Engraçado eu comecei a me aprofundar na música brasileira depois que mudei para o exterior (sim, eu sou um filho do rock & roll) hoje depois de 20 anos vivendo fora escuto muita música brasileira. Meus amigos músicos ( que vivem realmente de música ) tem em seu repertório MPB da fase aurea, bossa nova e samba. Alguns amigos que tentaram outros estilos, infelizmente não conseguiram continuar seja no Japão ou Europa. Acredito que tenhamos que ensinar as crianças sobre música brasileira, mas música brasileira de todos os tempos. Afinal, precisamos enviar novos ritmos para o mundo.
Abrax!
Cicero,
parabéns pelo trabalho, você tocou numa questão muito importante para o nosos meio musical, e conforme já foi dito antes, concordo... que somos culpados desse estelionato, compramos tudo que é pirataria que o mercado expõe, precizávamos ao menos, sermos mais seletivos.
A música brasileira é linda, exceto Funk e outras porcarias mais que só poluem a nossa audição!
Meu abç!
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