Brasil.gov.br Petrobras Ministério da Cultura
 
 

Etnomusicologia: o que é isso?

1
ieda.bis · Londrina, PR
17/1/2007 · 172 · 20
 

Palavrinha comprida que, em termos gerais, refere-se ao estudo da música de diferentes culturas ao redor do planeta. A criação do termo em si é atribuída a Jaap Kunst, um pesquisador holandês que usou-o como subtítulo de um livro publicado em 1950.

Uma tendência de quem ouve o termo pela primeira vez talvez seja pensar que o etnomusicólogo estuda, por exemplo, as músicas daquela tribo aborígene da parte mais remota do planeta. De fato, alguns etnomusicólogos estudam isso. Mas alguns outros estudam as músicas produzidas pelas diferentes “tribos” urbanas. Tudo isso é da conta da etnomusicologia.

Pela sua abrangência, a etnomusicologia tem uma abordagem interdisciplinária da produção musical: ela usa ferramentas da teoria e análise musical, musicologia comparada, acústica, antropologia, sociologia, folclore, lingüística, história, psicologia, ciência política, economia e outras disciplinas. O grau de envolvimento do pesquisador em uma ou outra área depende muito da cultura que se deseja pesquisar. Por exemplo, um etnomusicólogo que trabalha com a tradição musical de uma tribo na Amazônia vai precisar de ferramentas diferentes das de um pesquisador de funk no Rio de Janeiro. A coleta e análise de dados em ambas as tradições envolve diferentes tecnologias; tecnologias estas que um pesquisador vai precisar dominar se quiser entender com profundidade uma determinada cultura musical.

Isto não tem necessariamente que ver com o grau de desenvolvimento da tecnologia utilizada pela tradição musical que se deseja estudar. Por exemplo, em 1898, um grupo de antropólogos de Cambridge interessado em pesquisar o Estreito de Torres (inclusive sua música) utilizou-se do que havia de mais moderno em equipamentos na época: fonógrafos (que gravavam o som em cilindros de cera), câmera para filmar e câmeras fotográficas.

Mas é claro que as perspectivas sobre a área de estudo da etnomusicologia também mudaram um bocado por conta da tecnologia hoje disponível. Sendo a Internet um espaço extremamente eficiente na produção, distribuição e consumo de músicas, é inevitável que uma parte fundamental do metier do pesquisador, seja saber navegar nesse meio e usá-lo efetivamente como instrumento e objeto de pesquisa.

Esta preocupação em registrar o modo como a música acontece in loco ainda é um dos pontos principais em pesquisa etnomusicológica. Na verdade, um aspecto que me chama a atenção no estudo fascinante da etnomusicologia é que ela não se restringe à análise do produto musical acabado. Ao pesquisador sério interessa também entender a música como processo.

O objeto de estudo da etnomusicologia é algo que está sempre sendo discutido e redefinido. Num primeiro momento, imaginou-se que sua área de abrangência eram as culturas fora da tradição européia ocidental; excluía-se, então, os gêneros musicais populares do mundo ocidental. Depois, procurou-se focar seu objeto de estudo nas tradições musicais de povos não-alfabetizados, ou ainda naquelas que eram transmitidas oralmente.

Segundo o verbete “etnomusicologia” do The New Grove Dictionary of Music and Musicians, a etnomusicologia hoje volta-se para músicas em contextos locais e globais. Embora esteja preocupada com tradições musicais vivas (incluindo-se canções, dança e instrumentos), alguns estudos recentes também têm investigado a história da música de diferentes tradições. Etnomusicologia é uma disciplina que primeiro buscou examinar “música em cultura” (Merriam), e então “música como cultura”, onde a pesquisa de campo constitui-se uma de suas metodologias essenciais.

(Algumas idéias e conclusões presentes nessa introdução são minhas. Mas eu também expandi e adaptei fatos e idéias mencionados por outros autores em outros textos.)

******************

Gostaria de convidá-los a visitar o blog sobre músicas urbanas no Brasil
http://eamusica.blogspot.com/

Os posts são basicamente resumos de leituras que tratam de música brasileira e de música eletrônica. O blog é em português.

Espero que você apareça e comente.
Um abraço,

Ieda

compartilhe

comentários feed

+ comentar
Clara Bóia
 

Muito interessante o texto. Sou estudante de Música aqui em Blumenau e pretendo continuar meus estudos justamente com etnomusicologia, tamanho é meu fascínio.
Você faz pesquisas nessa área?

Clara Bóia · Blumenau, SC 15/1/2007 12:00
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Helena Aragão
 

Bacana! Também gostei de conhecer o blog. Depois você podia contar mais como os americanos vêem a música brasileira, sobretudo os que estão estudando com você. Abraço.

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 15/1/2007 12:38
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
ieda.bis
 

Clara, obrigada pelo seu comentário.
Você faz graduação? Não sabia que tinha graduação em música aí em Blumenau. E você já tem alguma coisa de etno durante esse período ou se especializa só numa pós? Já tem algum tema em mente?

Eu entrei aqui na área de teoria e mudei pra etno há um ano. Sempre fui apaixonada por música brasileira. Mas queria estudar alguma coisa além dos "clássicos"(samba, choro, carnaval, bossa nova). Adoro isso tudo, mas às vezes eu tenho a impressão de que, em se tratando de música, não se publica sobre muito mais que isso no Brasil. Tem tantas tradições musicais urbanas que são ignoradas!

Eu me interesso pelo hip-hop, funk e rap e em como essas músicas que se utilizam de meios eletrônicos trabalham a questão da identidade nacional. Mas queria ver como estão esses movimentos fora do eixo Rio-São Paulo. Ainda estou começanco minha pesquisa.

ieda.bis · Londrina, PR 15/1/2007 15:30
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
ieda.bis
 

Helena,
A música brasileira ainda é uma daquelas coisas boas pelas quais o Brasil é conhecido no mundo.
(Convenhamos, isso é muito bom de saber, principalmente em tempos quando o Brasil vira notícia em jornais do mundo todo por causa de uma história como a da Cicarelli x Youtube).

Posso falar pelo pessoal com quem eu trabalho: eles têm a maior admiração pela música brasileira. E não me refiro apenas ao "clássico" da MPB. Isso é meio que geral: todo mundo conhece Tom, João Gilberto, Chico, Caetano, etc.
Estou falando mesmo é daquela música que os “puristas da MPB” olham meio torto aí no Brasil mesmo (DJ Marlboro, por exemplo, vem pra cá com freqüência e é respeitadíssimo).

E quem estuda música brasileira aqui, conhece muito. Por exemplo, uma das pessoas que mais tem me ensinado sobre funk carioca é um professor que tá visitando a gente e que é especialista em reggaeton. Outro colega meu me deu uma aula sobre o baile funk.
Mas é claro, não fica só nisso. Tem também a MPB “clássica” que o pessoal daqui admira e curte muito (eu tenho trocado cds de violonistas brasileiros com um professor aqui e tenho ouvido umas coisas muito boas que eu não conhecia).

Mas é bom ter em mente que esse pessoal é um pessoal que estuda música seriamente. Embora a música brasileira tenha muitos fãs por aqui, acho que o cidadão “médio” não a conhece tão profundamente.
Mas nem o brasileiro “médio” conhece, né?

ieda.bis · Londrina, PR 15/1/2007 16:08
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Clara Bóia
 

Olá, Ieda.
Sim, aqui em Blumenau a FURB oferece o curso de Licenciatura em Música. A UDESC, em Florianópolis, tem o Mestrado em Música, com a opção pela Etnomusicologia. Infelizmente, na graduação nós não temos uma disciplina exclusiva sobre o tema, mas falamos alguma coisa sobre o assunto nas aulas de História da Música.
Bom, eu comecei a pesquisar sobre isso por conta de um artigo que eu tive que produzir p/ a faculdade. Acabei optando pelo tema "A INFLUÊNCIA DA MÚSICA SOBRE A PSIQUE HUMANA: ANTIGOS E NOVOS RITUAIS", no qual eu fiz uma pequena pesquisa englobando desde os ditirambos dionisíacos, passando pelas religiões afro-brasileiras até as festas rave. Foi uma pesquisa tão prazerosa que eu pretendo continuar estudando isto.
Se tiveres alguma dica de fontes interessantes sobre o assunto ou sugestões de universidades que oferecem mestrado ou pós em etnomusicologia, peço que me envies.
Boa sorte com sua pesquisa.
Um abraço.

Clara Bóia · Blumenau, SC 15/1/2007 19:44
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Fábio Fernandes
 

Ieda, excelente texto. E sua pesquisa também parece fascinante. Fecho com a Helena: seria ótimo ler mais textos seus aqui falando música.

Fábio Fernandes · São Paulo, SP 16/1/2007 18:27
sua opinião: subir
Egeu Laus
 

Beleza, Ieda. Um assunto que necessita espaço entre nós. Principalmente a necessidade da percepção, que você assinala, de que a Etnomusicologia não é mais (se é que o foi) pesquisar "folclore". O Laboratório de Etnomusicologia da Escola de Música da UFRJ aqui no Rio realiza um belo trabalho de mapeamento da produção musical atual do Complexo da Favela da Maré. Com a coordenação do Prof. Samuel Araújo e utilizando a abordagem preconizada pelo mestre Paulo Freire e pela metodologia da pesquisa-ação, o trabalho já vai - se não estou enganado - para o terceiro ano. Vale a pena entrar em contato com eles.

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 16/1/2007 21:38
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Egeu Laus
 

Ótimo seu blog. Ieda. Recomendo a todos:
http://eamusica.blogspot.com/
Traga mais assuntos para cá!

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 16/1/2007 22:15
sua opinião: subir
ieda.bis
 

Oi Clara,

Eu também não conheço um curso de graduação cujo currículo inclua uma disciplina que lide com o tema de forma exclusiva. Mas me lembro de ter tido na minha graduação na UEL, uma disciplina sobre folclore que foi fantástica.

Muito legal seu tema. Ambicioso, hein? Fiquei aqui me perguntando como é que você abordou um tema tão amplo.

Sobre fontes, eu confesso que não estou tão por dentro da bibliografia sobre o tema em português. Mas existe uma infinidade de material em inglês. Em termos de recursos, eu sugeriria que você desse uma olhada no meu blog pra começar. Sem querer parecer que quero apenas vender meu peixe, o blog é como uma database eletrônica de tudo o que acho que tenha relevância com o tema de músicas urbanas no Brasil. O que eu tenho feito é reunido artigos, links, recursos, textos, sites de outros pesquisadores, músicos, músicas e todo tipo de material que me chega em mãos ou que eu encontro na net. Aliás, adoraria receber sugestões.

Dê uma olhada e me escreva se estiver interessada em alguma bibliografia específica. Sobre o mestrado, também estou meio por fora das escolas no Brasil. Sei que a UFRGS tem um programa bem conceituado (e não é tão longe daí).

Sucesso com seus estudos e vamos manter contato sim.

Ieda

ieda.bis · Londrina, PR 17/1/2007 01:57
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
ieda.bis
 

Obrigada pelo convite, Fábio.

Eu estou planejando compartilhar alguns dos textos aos quais tenho tido acesso aqui. E há vários livros, dissertações e periódicos sobre música e cultura brasileira publicados em inglês que não alcançam o leitor brasileiro. Sem querer reinventar a roda (porque isso já está acontecendo), quem sabe esse intercâmbio não serve pra aproximar pesquisadores, jornalistas e aficcionados por cultura brasileira dos dois países?

ieda.bis · Londrina, PR 17/1/2007 02:17
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
ieda.bis
 

Obrigada pela força Egeu,

Eu não conheço o pessoal do Rio que você mencionou. Conheço o Prof. Samuel Araújo apenas pelas publicações dele.
Valeu a dica; vou atrás.

ieda.bis · Londrina, PR 17/1/2007 02:21
sua opinião: subir
Janis - ECFA
 

Parabéns Ieda! Adorei o texto!
Sou coordenadora de um Espaço Cultural em Volta Redonda (RJ), e temos um trabalho bastante interessante lá: uma "banda-bloco" que mistura percussão de sucata com instrumentos eruditos (baixo-acústico, violino..). Nós fazemos o tradicional "funk carioca", somando elementos de outras influências, como o baião, o maracatú, o choro, etc.

A gente incorpora muita influência da música eletrônica nos arranjos, só que os nossos "beats" são todos feitos na sucata!

Se quiser dar uma sacada, entra aqui: www.ecfa.com.br

O nome do projeto é BLOCODECONCRETO BANDA. :o)

abraços,

Janis - ECFA · Volta Redonda, RJ 17/1/2007 02:34
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Janis - ECFA
 

Muito interessante o seu blog, Ieda! Vou pesquisar muitas coisas nele.

Quanto ao hip-hop, você tem algum estudo relacionado às diferenças entre o hip-hop feito em "São Paulo" e o hip-hop feito no "Rio"?

Janis - ECFA · Volta Redonda, RJ 17/1/2007 03:15
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
ieda.bis
 

Janis, fiquei muito interessada no trabalho que vocês desenvolvem. Na verdade, o que me interessa na minha pesquisa (que ainda está no começo) é exatamente essa mistura de ritmos mais tradicionais que você mencionou e influências da música negra americana (hip-hop, funk, techno, etc.).

Visitei o site que você indicou e gostei muito (excelente a idéia de incluir os links pras comunidades no orkut). Mas senti falta da música em si. Como é que a gente faz pra ouvir? Vocês têm cds ou mp3?

Quanto à sua pergunta, alguns dos textos que eu tenho lido mencionam tais diferenças, mas eu confesso que não estou tão familiarizada com o repertório. Pretendo passar um bom tempo por aí pra aprender.
Um abraço,

Ieda

ieda.bis · Londrina, PR 17/1/2007 23:32
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Janis - ECFA
 

Poxa Ieda, nós não temos mp3 porque não tivemos condições financeiras pra gravar em estúdio. Gravar a banda-bloco sai caro porque é muito complicado. Tem que gravar tudo separado. Pra você ter uma idéia, o processo seria mais ou menos assim:

- Teríamos que gravar primeiro o nipe de "bombonas" (que corresponde ao surdo da bateria).
- Depois teríamos que gravar as "latas" (que fazem o papel das caixas).
- Depois gravaríamos os pratos, o chimbal e o tanque de motocicleta (este é um set específico do bloco).
- Depois gravaríamos os agogôs e os ganzás (chocalhos de tampinhas de garrafa).

Isso seria só a "bateria", que tomaria horas e horas de estúdio.

- Depois gravaríamos as cordas: baixo elétrico, baixo acústico, bandolin e violino.
- Depois gravaríamos as melodias: flauta, escaleta e vozes. Ufa!

Pra uma instituição que ainda sobrevive de forma independente, é meio complicado. Mas nós temos muito material gravado em video (filmadora caseira mesmo). Posso te enviar algo pelo correio, se te interessar. Pela internet não dá porque a nossa conexão ainda é discada. :o(

Nós gostamos de experimentar, de misturar elementos que vieram de realidades diferentes. Por exemplo.. fizemos uma releitura do Tango "Libertango" de Astor Piazzolla (com violino, contra-baixo acústico e flauta), em cima de uma base "funk", com o "batidão" feito na sucata. Hahaha... ficou muito interessante! Depois disso experimentamos também misturar o "funk" com jazz e música flamenca. É bacana, o público curte muito essas versões porque a grande maioria se identifica muito com o funk.

Mas o nosso foco principal é mesmo dar ênfase à música popular brasileira. Estamos pesquisando muito os estilos regionais.

Gostaria muito de poder colaborar com a sua pesquisa. Quero ajudar no que eu puder ajudar! ;)

Abraços,

Janis - ECFA · Volta Redonda, RJ 18/1/2007 02:14
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
ieda.bis
 

Janis,

É verdade. Imagino que seja impossível se pensar em estúdio hoje. Mas uma saída talvez fosse montar um vídeo mesmo e depois fazer o upload pra um site tipo Youtube e disponibilizar o link no site. Que tal? Embora sua conexão seja discada, será que não dá pra achar “aquele cara que conhece o primo do cara que conhece o marido da moça que trabalha naquela loja que tem banda larga”?

Veja bem, não estou desconsiderando as dificuldades que vocês enfrentam em termos de falta de patrocínio, a idéia é mesmo usar o que se tem à mão ou apelando pra quem a gente conhece (a idéia do site já é muito boa mesmo).

De repente, você poderia escrever um texto bem bacana, detalhando o projeto, o processo criativo, contar algumas histórias pessoais de quem participa do projeto, incluir fotos, ou mesmo uma gravação caseira de alguma música pronta e postar aqui no overmundo. Isso projetaria o trabalho de vocês nacionalmente, o que ajuda muito na hora de se conseguir algum tipo de patrocínio.

Mesmo uma gravação caseira (sem vídeo) pode funcionar se se gastar um tempo experimentando com diferentes posicionamentos do microfone, não?

Olha, fico muito agradecida com sua oferta de ajuda à minha pesquisa. Nem eu sei exatamente que repertório vou trabalhar. Mas a gente pode manter contato e quem sabe a gente se encontra quando eu der um pulo aí no Brasil?

Um abraço,
E boa sorte com seu projeto. É uma idéia maravilhosa.

Ieda

ieda.bis · Londrina, PR 19/1/2007 15:28
sua opinião: subir
Gustavo Gama
 

O que motivou a entrar nessa conversa foram as citações sobre musica urbana, mais precisamente hip hop e musica eletronica.

Faço parte da cultura hip hop e não vejo outra forma de torna-lo 100% nacional sem colocar muito tempero brasileiro.

O txt da Ieda é incrível e o projeto ECFA tem uma importância indispensável e gostaria de ajudar de alguma forma. No caso do hip hop, além da já conhecida critica social que levanta, é uma manifestação jovem que possibilita a democratização da música: é facil de fazer, fácil de levar pra qualquer lugar, mas necessita de massa cinzenta para ser entendido.

Já participei de dezenas de eventos em comunidades pobres, praças, ruas e escolas onde seria muito difícil montar uma estrutura, seria muito difícil fazer música, mas o hip hop tá lá... Nas mais difíceis condições, como os moleques que fazem goleadas em campos de terra batida. E o destido deles é igual: assim que tiverem uma oportunidade melhor vão brilhar porque já enfrentaram todas as dificuldades possíveis e imagináveis.

Já tenho interesse grande em outras culturas e depois de ler o txt da Ieda, piorou...rs Viva a diferença!

Gustavo Gama · São Paulo, SP 24/1/2007 17:54
sua opinião: subir
Leandro Amorim
 

Olá Leda.

otimo texto, me intereso muito por etnomusicologia, e seria uma area interessante, no qual eu gostaria de trabalhar.

tive um problema com o link do blog, não consegui acessa-lo.
pode me dar uma luz?

obrigado

Leandro Amorim · Maceió, AL 5/9/2008 14:08
sua opinião: subir
ieda.bis
 

Leandro, depois de muito tempo, respondendo à sua pergunta.
O blog foi desativado. Eu não estava muito feliz com o formato (acadêmico demais).

Mas há mais de uma ano blogo aqui: http://euia.wordpress.com/

E aquihá uma coleção de todos os artigos sobre música que incluí lá. Mas sempre escrevo com um "olhar etnomusicológico", então não é um blog de música muito convencional.

Qualquer coisa, é só me contatar.

Abraço e desculpe a demora pra responder.

ieda.bis · Londrina, PR 10/11/2008 12:24
sua opinião: subir
ayruman
 

Maravilha.
Luz e Paz em dois mil-inove. jbconrado.

ayruman · Cuiabá, MT 8/1/2009 12:44
sua opinião: subir

Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.

filtro por estado

busca por tag

observatório

feed
Nova jornada para o Overmundo

O poema de Murilo Mendes que inspirou o batismo do Overmundo ecoa o "grito eletrônico" de um “cavaleiro do mundo”, que “anda, voa, está em... +leia

revista overmundo

Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!

+conheça agora

overmixter

feed

No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!

+conheça o overmixter

 

Creative Commons

alguns direitos reservados