"EU TENHO MUITA MÚSICA!"

divulgação
Luís Capucho
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Roberto Maxwell · Japão , WW
2/12/2006 · 101 · 12
 

Luís Capucho é assim: muito consciente do que fala e faz. Cantor, compositor, escritor, ele não é nome fácil nas rodinhas dos antenados nem na imprensa cultural. Tampouco é um artista complexo por auto-consideração, daqueles que se sentem injustiçados por não terem sua genialidade reconhecida. Coisas de quem esteve muito perto da morte, a ponto de ter recebido uma (in)consciente homenagem póstuma dos amigos, numa coletânea.

Capucho faz parte de uma geração que levantou a bola da composição popular carioca no início dos anos 1990, quando o mercado musical passou do processo de esgotamento da fórmula do BRock para a popularização de ritmos por estação e a (re)criação do rótulo "MPB" com o intuito de forjar uma idéia de "música de qualidade" em contraposição aos tais sucessos sazonais. Essa geração pré-internet acabou engolida pelos rumos do mercado que descobriu, ainda, o público jovem de classe média formado pela MTV e se lançou vorazmente a ele.

Enquanto a geração atual de bandas nasceu com o download de músicas pela internet, esse grupo que inclui artistas como Mathilda Kóvak, Suely Mesquita, Arícia Mess, Bia Grabois, continua sobrevivendo entre a "realidade" do mundo físico dos CDs e a pressão de um mercado que só aceita artistas rotuláveis e passíveis de serem remodelados pelos departamentos de marketing das gravadoras.

Nada disso, nem de longe, afeta a criatividade de nenhum deles, que seguem produzindo seus trabalhos, mesmo depois de um tempo em que, unidos, mobilizaram o cenário carioca com a coletânea "Ovo", hoje item de colecionador, e shows em diversos locais hoje considerados cult. Luís Capucho é a prova dessa "sobrevivência". Sem estar nos holofotes da mídia lançou o disco Lua Singela que recebeu as mais elogiosas críticas, o livro Cinema Orly e continua compondo e escrevendo num ritmo que nada tem a ver com os das fábricas de "sucessos", mas, sim, com a evolução pessoal de um artista.

Na entrevista que se segue, Capucho revê a sua carreira, fala dos novos trabalhos e mostra que existe muita vida além do que os cadernos culturais consagram.

Roberto Maxwell - Fale um pouco do cidadão Luís Capucho, onde ele nasceu, quando e por que veio parar no Rio de Janeiro:

Luís Capucho - Muito legal você juntar na mesma pergunta o lugar onde nasci, o Rio de Janeiro e minha cidadania, porque minha vinda para Niterói — uma cidade maior que Cachoeiro do Itapemirim, onde nasci — tem a ver com o fato de que, aos 13 anos, quando aflorou minha sexualidade, eu querer, justamente, cidadania.
Naquela idade tudo era muito confuso, eu estava em pânico com o meu desejo sexual e vir para uma cidade maior pareceu-me possibilitar alguma liberdade. Em 1970, minha cidade era muito conservadora.

Hoje, aos 44 anos e morando em Niterói com minha mãe, estou experimentando um romance.

RM - Quando a música entrou na sua vida? Quando começou a compor e cantar?

LC - Comecei a compor aos 23 anos, quando minha mãe me deu um violão Tonante, com cordas de aço. Eu tocava Secos & Molhados, Fagner antigo e alguma Bossa Nova, mas as letras muito heterossexuais da Bossa Nova me desestimulavam. Gostava também de tocar Caetano [Veloso], [Gilberto] Gil e Rita Lee.

RM - Quais as influencias musicais que você teve? O que ouvia quando era moleque e que acabou te influenciando na musica?

LC - A primeira música que me lembro ter decorado eu estava com 3 anos. Era essa:
“Quando você se separou de mim/
Quase que a minha vida teve fim/
Sofri, chorei tanto que nem sei...”
["Quase", canção de autoria de Roberto Carlos, lançada no álbum Em Ritmo de Aventura, de 1967.

Além da Jovem Guarda eu ouvi música caipira, música brega, MPB e rock. Normal...

RM - O nome Luis Capucho é sempre associado a Mathilda Kóvak, Pedro Luis, Suely Mesquita, Paulo Baiano. Onde esse povo todo se encontrou? Como esse povo se reuniu para fazer a coletânea Ovo? Isso foi em que ano?

LC - Tudo começou com o Marcos Sacramento, meu parceiro, que me apresentou aos outros. Eu não sou muito inteirado de como tudo aconteceu, sempre fui meio out, meio alheio, pouco articulado, na minha.

De repente, acho que começaram a haver reuniões na casa da Mathilda para organizar o projeto Ovo. Mas eu morava em Papucaia, longe, e não participava. Quando começaram as gravações para o disco eu estava em coma e não podia participar. Isso foi em 1996. Então, pegaram minha voz de uma gravação que tinha com Suely Mesquita, arranjaram e minha música O Amor é Sacanagem entrou. Quando saí do coma me mostraram. Tinham colocado um coro de anjos no início e no final da música, como se eu estivesse cantando do Céu. Mas não fui pro céu. Estou aqui!

RM - Você pode contar exatamente o que rolou?

LC - Eu entrei em coma após um porre homérico de cachaça! Fiquei em coma convulsivo por um mês. Saí dele com incoordenação motora e vocal. Meu lado esquerdo parou. Quando acordei me contaram que eu estava com o vírus HIV.

RM - A sua recuperação foi lenta, mas eficaz e sua voz se transformou totalmente. Como você reagiu com o lance da voz?

LC - Quando ouvi as gravações que tinha em casa, dos meus showzinhos pelo Rio, eu chorei muito. Demorei um grande tempo para perder a referência de minha voz como era. Entretanto, me divertiu e me inspirou muito ganhar uma voz nova, mais grave e rouca. Comecei a fazer música levando em conta meus novos limites. Quando saí do hospital na cadeira de rodas, todo fodido, não entendi bem quando o médico disse que minha cabeça estava boa, porque pensei: pra que eu quero uma cabeça legal, se eu estou todo fodido!

Só depois entendi que minha criatividade ficou intacta.

Alguns amigos não gostam mais de minha voz, preferiam a suavidade de antes. Outros acham que traduzo melhor o que digo com essa nova voz. Demorei a assimilar, mas estou assimilado. Sou uma outra versão de mim mesmo. Eu sempre penso no que teria sido se não tivesse o coma, mas, agora, ficou tudo bem.

RM - Depois do reconhecimento da "nova voz", você gravou o Lua Singela que saiu por um selo pequeno, mas acabou conquistando uma legião de fãs. Como foi o processo de gravação do álbum, a escolha das músicas que iam entrar?

LC - Eu tive que reaprender a tocar violão, que é o meio que tenho para compor. Ficou um violão rude, batido, sujo. Quando consegui fazer três acordes, já estava com muita música feita. Chamei uns amigos para fazer um show. Conseguimos um bar em Botafogo e fizemos. Paulo Baiano assistiu com uma expressão fria, distante. Depois, disse para fazermos um disco, ele havia curtido à beça.

Essa nova safra de músicas dentro de minha estética suja, além das minhas letras, tem também letras dos meus parceiros habituais: Marcos Sacramento, Mathilda Kóvak e Suely Mesquita. Então, o Lua Singela tem também esses meus parceiros.

Marcos Sacramento cantou Incubos pra mim, uma das letras que incluí na narrativa do Cinema Orly.

O Baiano fez tudo em torno do meu violão de dois acordes. Achei bem legal que o disco, após ter passado pelo filtro da tecnologia de gravar, tenha mantido meu tempo particular, meus acordes batidos e tal, traduzindo, assim, melhor meu universo.

RM - Há uns 3 anos rolou um evento organizado pela Mathilda e pela Suely que se chamou Bolsa Nova. O evento acabou parando na segunda edição e aquele grupo que fez o Ovo também deu uma distanciada. O que ocorreu?

LC - Fiz duas edições do Bolsa Nova, ambas no Sesc Copacabana. O Bolsa Nova é um projeto feminino de música, mas alguns meninos parceiros fizeram parte: Marcos Sacramento, Glauco Lourenço, Beto Brown.

A vida é dinâmica, e assim como os compositores que se reuniram no disco Ovo, as compositoras do Bolsa Nova não estão se juntando mais.

Tudo é uma tentativa de chegar ao mercado, de entrar na engrenagem onde se movem os artistas e viver de música. Um ou outro consegue galgar até esse espaço mais luminoso, tipo o Pedro Luís e, talvez, o Fred Martins. Mas nós, os outros, ficamos submersos no lado mais obscuro da engrenagem, ligados a pequenos selos, fazendo um show aqui outro ali, tentando fazer novo disco, tudo muito disperso e precário. Mas, no meu caso, penso que sem volta.

Então, em 2006, fui escalado para a Pauta da Música Brasileira, um projeto da Sala FUNARTE (Fundação Nacional de Arte) Sidney Miller do Rio de Janeiro. Isso me animou muito dada às características meio rock'n'roll do meu novo som serem assimiladas pela MPB que, no fundo, é o que é o meu som. Foi muito bacana.

Seria um bom momento para estar junto a um grupo. A disposição das coisas muda com o passar do tempo. É preciso que haja interesse em se juntar. Alguém que administre isso, entende?

RM - Além de compor musicas e cantar, você também escreve. Os teus textos podem ser lidos no blog e você lançou um livro chamado Cinema Orly. Como foi o processo de escrever o livro? Tem a ver com a época da sua recuperação, não?

LC - O Cinema Orly foi escrito na época em que eu não conseguia compor por causa das seqüelas motoras com as quais fiquei. Eu estava chocado com o que havia me acontecido. Ter ficado em coma por um mês como que me deixou uma página em branco. Minhas lembranças, pensamentos, imaginação, enfim, minhas funções cerebrais ficaram amortecidas, tornei-me um cara apático. Eu precisava voltar a funcionar, me reinventar. Eu precisava me reescrever, pois tudo tinha se apagado. Então, fiz o Cinema Orly, que é um livro muito querido. Em 2005, ganhou o Prêmio Arco-íris dos Direitos Humanos [oferecido pela ONG Arco-íris, aos que se destacaram no âmbito da defesa dos direitos da minorias sexuais no Brasil].

RM - Eu considero o Cinema Orly uma "historia romântica". No entanto, o livro fala sobre um personagem que freqüenta cinemas de pegação, faz sexo com desconhecidos, uma coisa relativamente freqüente na historia de vida da maioria dos gays. No entanto, me parece que vem se buscando uma higienização da (homo) sexualidade, talvez como forma de "enquadramento" ou de "inclusão". Você concorda com isso? Você acha que o Cinema Orly serve, de certa forma, como afronta a uma "caretização" da (homo) sexualidade?

LC - Que pergunta difícil! Quando escrevi o Cinema Orly apenas queria contar uma história de um ponto de vista que é o meu, que sou um cara tímido mas ousado, um cara contestador mas na minha.

Não sou um ativista, um militante. O meu livro terminou por ter esse viés político porque é um livro que fala de liberdade. E quero me casar, ter um parceiro, viver a experiência do casamento, sim. Como você pôde ver, o Cinema Orly é uma narrativa romântica. Um romance que mantive com o Cinema, porque sou um cara apaixonado. Hoje, quero me casar com o meu namorado!

RM - Falando em cinema, a Sétima Arte te persegue. Eu tenho material filmado sobre você prum documentário que acabou não saindo (ainda). O [cineasta] Antonio Molina, com quem eu estudei na [Universidade] Estácio [de Sá], estava roteirizando o Cinema Orly. Você chegou a anunciar um outro documentário sobre você, com produção de um grande cineasta. Afinal, você tem noticia do andamento dessas obras? Sobre o meu material, ai como eu queria finalizá-lo... E sobre as outras?

LCAlém de seu documentário e do documentário do Silvio Figueiredo, um cineasta do Pará, fiz um pseudo-documentário tendo como cenário a FLIP (Feira Literária Internacional de Paraty) de 2005. Éramos dois escritores, eu e Márcia Denser, e dois atores que se fizeram passar por escritores. Nós conduzíamos a apresentação da FLIP pelo cineasta Bruno Barreto. Não, tenho notícia desses documentários, infelizmente. Sobre a roteirização do Cinema Orly para o cinema, parou. Agora, há o interesse, em São Paulo, de colocá-lo no teatro. Tomara que role!

RM - O sucessor do Cinema Orly se chama "Ratos", certo? Sobre o que se trata o livro? Como esta o processo para que ele chegue ao mercado?

Não. Chama-se Rato. Soube que na literatura brasileira existe um livro chamado Os Ratos. O meu chama-se Rato. Assinei um contrato com a Editora Rocco, que disse irá publicá-lo em 2007.

Quando fiz o Cinema Orly e procurava uma editora que se interessasse por publicá-lo. Mandei o original para uma editora paulista especializada em publicações gays, que, após lê-lo, me enviou uma carta sugerindo que eu transformasse o Cinema Orly num livro de contos por ele não ter a estrutura de um romance.

Assim, os travestis no banheiro seria um conto, a bicha baleira outro e tal. Eu disse que não faria isso, mas que faria um outro livro tentando o romance. E fiz o Rato. No entanto, não mandei para a editora paulista por achar ela careta.

É uma história anterior ao Cinema Orly, de uma bichinha com o complexo de superioridade. O nome Rato é para dar uma baixada na bola dela.

RM - E o "Lua Singela", tem sucessor? Você não pára de compor, como eu li no seu blog. Aliás, você também tem tido novos parceiros, como a Kali C. Fala um pouco dessas parcerias e se as canções vão render novo disco.

LC - Eu tenho adorado fazer músicas a Kali C. Temos já algumas músicas e o disco que ela está terminando terá o nome de uma de nossas parcerias: Você é Muito Lindo.

Eu estou fazendo um novo disco, sim, e não sei quando irei conseguir terminá-lo, pois não conto com o selo que lançou o Lua Singela.

Estou aprontando devagar cada uma das faixas. Tenho três ou quatro delas prontas. Paulo Baiano, Ricardo Mansur, Mary Fê, ficaram de aprontar outras e, assim, vou montando aos poucos, sem pressa. O Lua Singela tem sucessor, sim. Não quero ser autor de um único disco. Nem de um único livro. Eu tenho música para caramba!

Site do cantor Luís Capucho.

Blog do cantor Luís Capucho.

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Pedro Paz
 

Pedro Paz · Santa Rita do Passa Quatro, SP 3/12/2006 00:13
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Roberto Maxwell
 

Pedro, vc escreveu algo?

Roberto Maxwell · Japão , WW 3/12/2006 00:16
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Pedro Paz
 

Fico sem palavras para dizer sobre um artista do qual estou extremamente próximo. Pra mim ele é muito especial e sua arte me interessa muito, por isso.

Pedro Paz · Santa Rita do Passa Quatro, SP 3/12/2006 00:20
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Roberto Maxwell
 

Ah, sim... Abracao. O Luis tb eh um artista do qual eu me sinto muito proximo.

Roberto Maxwell · Japão , WW 3/12/2006 00:29
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Pedro Paz
 

Fico sem palavras para dizer sobre um artista do qual estou extremamente próximo. Pra mim ele é muito especial e sua arte me interessa muito, por isso.

Pedro Paz · Santa Rita do Passa Quatro, SP 3/12/2006 00:30
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DiogoFC
 

Engraçado q vc cita artistas q supostamente estariam fora do mundo virtual, mas os nomes são atalhos pros perfis no MySpace!!

DiogoFC · Criciúma, SC 4/12/2006 15:52
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Roberto Maxwell
 

Sim, eu pensei nisso quando escrevi a materia. Quase todos eles tem material na internet, hoje. MAs, se vc perceber nenhum deles disponibiliza as musicas gratuitamente. Ainda estao engatinhando na internet, quando o assunto eh distribuicao musical. Alguns deles tem sites ha muitos anos. Mas, consideram que a distribuicao musical deve ser feita pelo CD. O MySpace da Suely, por exemplo, onde ela disponibiliza 2 ou 3 cancoes eh recente. Esta longe de se comparar ao uso que as bandas que nasceram nesse momento de dominio da internet. E, claro, q os perfis do MySpace nao estao disponiveis por acaso. Eu os coloquei. hahahha

Roberto Maxwell · Japão , WW 5/12/2006 00:30
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Roberto Maxwell
 

Onde eu falei nenhum deles, leia-se, alguns deles.

Roberto Maxwell · Japão , WW 5/12/2006 00:31
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Fábio Shiraga
 

Parabéns pela entrevista, Roberto.
Fiquei interessado neste documentário que você comentou.

Não sei onde estava antes de conhecer o trabalho de Luís Capucho, mas sei que certamente hoje sou mais feliz por saber que existe um trabalho tão bacana quanto o dele aí para conhecermos.

Torço para um reconhecimento maior da mídia para a música destes compositores citados na entrevista.

Grande abraço.

Fábio Shiraga · Limeira, SP 9/12/2006 11:58
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Cabeto Rocker
 

Achei muito bacana a entrevista, bem conduzida.O Luis sempre tem uma surpresa nas respostas...
Eu tive o prazer de trazê- lo à Campinas, junto com a Tigra, em 2006, e eles arrasaram!!Eu estou louco que o Luis publique e lançe logo seus novos trabalhos.
Abraços a todos,
Cabeto Rocker

Cabeto Rocker · Campinas, SP 5/1/2007 18:00
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leo.rivera
 

LUIS É UM GENIO
O super Luis Capucho é um gênio. Me foi indicado pelas amigas Mathilda e Cassia Eller. Mas, apesar de o selo ASTRONAUTA DISCOS, pequeno e honesto, ter lançado o álbum com distribuição da www.tratore.com.br, o artista não ficou satisfeito com e repassou para o selo a culpa do mercado ser ruim, de multinacionais não se interessarem por um trabalho de ARTE e não de ENTRETENIMENTO e de não termos dinheiro em espécie para fazer circular mais. Eu, como diretor do selo, acho que já fizemos bastante em Luis ter estreado em disco, em ter resolvido todos os problemas de produção da época (capa, liberações autorais, etc), ter investido na fabricação e ainda distribuí-lo para o Brasil e exterior. Achamos que o que fizemos foi bastante razoável e ajudou bastante nesse culto CULT que cerca ainda mais o artista. Ficamos feliz em ampliar a ARTE de Luis -- mas graças a nós, que tivemos a coragem e a vontade de enfrentar mercado pirateado, falta de grana, iniciativa e admiração pelo LUA SINGELA. É um grande disco. E Luis pôde, sim, contar conosco!!!

leo.rivera · Niterói, RJ 29/6/2007 11:11
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leo.rivera
 

LUIS É UM GENIO
O super Luis Capucho é um gênio. Me foi indicado pelas amigas Mathilda e Cassia Eller. Mas, apesar de o selo ASTRONAUTA DISCOS, pequeno e honesto, ter lançado o álbum com distribuição da www.tratore.com.br, o artista não ficou satisfeito com isso e repassou para o selo a culpa do mercado ser ruim, de multinacionais não se interessarem por um trabalho de ARTE e não de ENTRETENIMENTO e de não termos dinheiro em espécie para fazer circular mais. Eu, como diretor do selo, acho que já fizemos bastante em Luis ter estreado em disco, em ter resolvido todos os problemas de produção da época (capa, liberações autorais, etc), ter investido na fabricação e ainda distribuí-lo para o Brasil e exterior. Achamos que o que fizemos foi muito razoável e ajudou nesse culto CULT que hoje cerca ainda mais o artista. Ficamos felizes em ampliar a ARTE de Luis. Por isso, graças a nós, que tivemos a coragem e a vontade de enfrentar mercado pirateado, falta de grana, iniciativa e admiração pelo LUA SINGELA, ele pôde chegar às lojas. É um grande disco. E Luis pôde, sim, contar conosco!!!

leo.rivera · Niterói, RJ 29/6/2007 11:15
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