Existe, sim, alguma massa cinzenta nos programas da onipresente Globo
Apesar da avalanche de programas e novelas que não acrescentam nada de valor cultural ao nosso intelecto.
A televisão brasileira está lotada de programas supérfluos, que ajudam a entreter sem informar a massa brasileira, acostumada a assistir, sem o menor esforço mental, a inúmeras situações que, se analisadas a fundo, trazem a tona a total falta de interesse dos que controlam a tevê em contribuir de alguma forma com um conteúdo pertinente e elucidativo a população brasileira.
Acredito que não precisamos mais de programas especializados em encher lingüiça. Se acha que exagero, tente observar algum dos programas de fofoca que invadem a televisão diariamente. Com raríssimas exceções, assistimos a um “fast-food” para o cérebro, onde o espectador fica extremamente passivo, e, para usar um clichê já batidíssimo, alienado.
Mas, como nem tudo na vida é completamente bom ou ruim, com certo esforço conseguimos encontrar algo pertinente neste limbo que nos cerca. Uma boa dica, pra quem chega da balada do sábado cedo, é acompanhar o Altas Horas, do bom e velho Serginho Groissman. O cara realmente sabe como aumentar o nível com conversas inteligentes, entrevistados bacanas, e conteúdo de grande relevância. O melhor programa da Globo hoje em dia, sem sombra de dúvida.
Não digo com isso que o famosérrimo programa do Jô seja sem conteúdo. Muito pelo contrário, é uma excelente opção para os notívagos de plantão, só que, pela arrogância que nosso maior apresentador estampa, fica difícil deixar que os entrevistados exerçam sua vital função, a de simples entrevistados, tendo sempre que brilhar acima de um ego do tamanho de um colosso (ou seria elefante?). Sem querer ser crítico por demais, mas o programa era bem melhor no começo, no SBT, quando ele ainda estava mais preocupado em fazer uma coisa nova com muita coragem e pioneirismo, sem se preocupar única e exclusivamente com a forma, e sem imitar tanto o David Letterman, famoso entrevistador americano.
Achei também bastante relevante um especial de dentro do Jornal Nacional, a caravana nacional. Em épocas de eleições, achei bastante justo ouvir todas aquelas pessoas, nas mais distantes cidades de todas as regiões do nosso país. O que para mim não foi surpresa, mas que pra muita gente se tornou uma, foi o fato de que o desejo de quase todas as pessoas que apareceram na matéria serem basicamente o mesmo, o que nos mostra que os problemas enfrentados são os mesmos, a muito tempo. O que falta realmente é vontade e comprometimento político para mudar esta realidade. Tomara que com essa iniciativa, e com a consciência coletiva que, graças a Deus está melhorando muito, consigamos de uma vez por todas tornar nosso país mais justo de verdade, sem maquiagem.
Até as novelas, as danadas das novelas, ditadoras da moda nacional, estão encaixando um conteúdo muito bom, de fundo social bastante sólido e honesto. Refiro-me, claramente, a novela das oito Páginas da Vida, onde vemos a todo instante dilemas do nosso cotidiano sendo encarados com a devida responsabilidade, e ensinando a todas as faixas, seja de renda, seja de escolaridade, a como proceder com um pai alcoólatra, uma filha com down, ou uma filha que namora com um rapaz casado.
Vale a pena dar uma conferida então nestas atrações da gigante Global, que, ultimamente, vem acenando com sopros de vitalidade em sua grade. Lembre-se: quem faz sua programação é você, não se deixe manipular.
Não assisto televisão, e entre toda a péssima programação da televisão brasileira (ou "entregue" ao Brasil pelas produtoras de conteúdo multinacionais) a Globo sempre despontou como o ápice da rapinagem e da manipulação de opinião... e da probreza absoluta de conteúdo. Muito me surpreendeu sua matéria. Primeiro pelo título, que a princípio me soou bastante provocativo. Depois, pela sugestão de que havia mesmo alguma qualidade na emissora. Surpresa! O texto até convence. Gosto do Serginho, e não posso negar que dava umas olhadas antigamente no programa do Jô. Quanto à novela, sou um completo ignorante e bastante cético a respeito, mas já ouvi falar coisas boas sobre a tal Páginas da Vida. Para quem ainda se digna (ou indigna) a acompanhar os movimentos na telinha televisiva, seu texto pode estar apresentando boas coisas a serem conferidas.
Eu? Eu prefiro continuar sem televisão. Tudo que quero, encontro na internet ou andando por aí e encontrando gente...
Abraços do Verde.
Daniel, achei muito pertinente seu comentário. O fato se você não se interessar por televisão é justamente dado ao conteúdo, quase nulo, que insiste em alienar nossas mentes. Internet, e, principalmente, gente, são bem melhores do que televisão, mas, cabe a nós tentar mudar essa realidade, afinal a televisão nada mais é do que um mecanismo por nós criado, e, na minha opinião, deve ser benéfico e relevante como a internet o é. Abração!
Chico Piancó · Fortaleza, CE 4/10/2006 15:24
Concordo plenamente com você, meu caro Chico, quando você diz que a televisão é uma criação de nós -- da gente -- e que ela deveria servir a nós -- à gente -- em vez de servir a interesses outros, de grupos que não parecem ter nada a ver com nós -- e com gente. A retomada da televisão e do rádio já começou. Veja as rádios livres por aí. Veja as intromissões de mídia tática no espectro televisivo -- ainda raras, mas já existentes...
Há outros caminhos também, mas uma boa parte deles deixou de existir quando a TV digital brasileira foi leiloada aos interesses estranhos -- aqueles que não parecem ser coisa de gente. Para quem é de televisão, vale lutar por uma programação melhor.
Eu... sinceramente... prefiro não ter o elefante preto na sala. Meu computador fica muito melhor lá aboletado, e me serve quase tão bem quanto as almofadas e o vinho que acomodam e trazem eloquência aos amigos que frequentam minha sala. :)
Abraços do Verde.
Pra não falar dos programas que não fazem parte da grade normal da emissora, mas que aparecem de vez em quando e eu não ouso contestar a qualidade - nem a técnica, e nem a do conteúdo: 'Hoje é dia de Maria' e 'Clara e o Chuveiro do Tempo' são dois ótimos exemplos.
E, bem, apesar de eu ser MUITO suspeita, há também o Linha Direta - que além de cumprir a função social de botar criminosos no ventilador com produções que, juro, passam longe do mau-gosto dos programas de crimes, tem no Linha Direta Justiça uma produção cuidadosa, de pesquisa bem-feita, prejudicada apenas pelo pouco tempo disponível pro programa (o que deixa tudo bem superficial).
Acho um desperdício as pessoas odiarem televisão (ou deixarem a de assistir), inclusive a Globo.
Concordo que existe, sim, vários programas bacanas na Globo e amplio essa visão para toda a televisão aberta.
Não acho, particularmente, o Altas Horas tão "vida inteligente na madrugada", muitas vezes tem só músicos figurinhas marcadas em turnê de lançamento do novo disco, ou os assuntos não passam de vida particular dos convidados (que o próprio Serginho acaba puxando para as "curiosidades", tipo "Luiza [Possi], onde está a sua mãe agora?", ou "Sandy, quando vai ter festa no sítio?" - nada contra as cantoras citadas), mas concordo, em parte, que o programa tenha entrevistados interessantes.
Acho que a maioria dos programas têm pontos fortes e fracos.
Os jornais da Globo, por exemplo, têm qualidade técnica, cobrem vários assuntos importantes para o Brasil, têm profissionais competentes, mas não deixam de ser tendenciosos (como nas entrevistas feitas com os presidenciáveis, no Jornal Nacional). As novelas - que são unanimidade entre os espectadores - são fantasiosas (ok, são ficção, mas às vezes a linha entre a realidade e a fantasia é tão tênue que pode gerar problemas, e essa é outra discussão), ocupam mais espaço no imaginário coletivo do que assuntos provavelmente mais importantes, mas também têm mérito pela capacidade de persuasão para motivos sociais e, cá entre nós, por que não podem ser boas por serem apenas mero instrumento de entretenimento (mesmo sem a suposta qualidade estética que a classificaria uma obra de arte)?. Nem só de crítica e intelectualismo vivemos, não é mesmo? O que se pode contestar é que esses quesitos parecem ficar em segundo plano.
Acho que aqui entramos na velha discussão quem-nasceu-primeiro-o-ovo-ou-a-galinha-?: a programação é supostamente fraca porque a televisão assim a cria ou os espectadores a geram?
Acredito também que para criticar algo é preciso conhecê-lo. Assisto o que gosto e o que não gosto, pois acho que é uma maneira de desenvolver o senso crítico.
E também para entender, de repente, por que tal programa faz tanto sucesso, por que tais assuntos são interessantes para a maioria, etc. Se é para se pensar, que tal pensarmos também o que está longe do nosso gosto?
Bem, sou muito supeita para opnar neste tema...não sou aquela fã de internet. Então se o assunto é televisão, corro para tv a cabo. Porém, se não tenho essa 'maravilha', claro que tiro o chapéu para a globo pois, somente ela consegue manter o nível das programações um pouco melhor que todas as outras existentes...em tdos os dias da semana. Temos que aceitar seus deslizes mas, como fiz questão de frizar, ela, dentre todas é a menos ruim.
J.Tz. · São Luís, MA 5/10/2006 15:36
Eu tenho minhas dúvidas sobre a Globo ser a "menos ruim". Estamos falando de qualidade técnica ou de qualidade REAL da programação? Programação de qualidade tem que ser honesta, construtiva, trazer qualidade de vida e entretenimento saudável e integrativo. Não é bem o que a Globo faz, e eu não estou falando do jornalismo quase VEJAno que ela realiza. Tendenciosa? Imagine! :D
Abraços do Verde que não tem televisão.
Acho que a Globo tem bastante conteúdo bom. Claro que conta o gosto pessoal, mas acho que vários programas tem qualidade.
Agora, qual é a função da televisão?
Não acho que ela tenha a obrigação de oferecer qualidade de vida, nem elementos construtivos, nem de ser um instrumento pedagógico ou ambiente de reflexão. Pode oferecer isso e muito mais, mas não tem esse dever.
É um espaço de divulgação de informação (seja ela entretenimento, notícia, horário eleitoral, propaganda etc.), que precisa seguir algumas leis (atualmente, sem comerciais de cigarro, com programação adequada para a faixa etária dos horários - o que a maioria não respeita, entre outros), mas o que é veiculado talvez não precise ter uma função declarada. Cabe a cada um encontrar alguma utilidade.
Daniel, sobre honestidade, é difícil dizer se há algo honesto nos meios de comunicação em geral. Jornalismo (em todas as emissoras), por mais imparcial que tente ser, não é honesto. Publicidade é honesta? O capitalismo é honesto? Ou seja, não é defeito só da Globo.
Quem vê pensa que sou filha do falecido Roberto Marinho!
Óbvio, não acho a Globo nenhuma mil-maravilhas, mas também não acho justo apedrejá-la todo tempo, porque tem qualidade.
Agora, que o excesso de tempo gasto assistindo televisão podia ser usado para outras coisas, com certeza podia!
Tem um programa chamado Re[corte] Cultural, que passa na TVEBrasil que, particularmente, acho muito bom.
O produtor, o ator Michel Melamed, tem um projeto pessoal que, se não me engano, inclui ler um número enorme de clássicos da literatura. Para isso, ele deixou de ter televisão em casa.
Sou a favor de não ser tão radical. Televisão, rádio, livro, revista, anúncio, internet, vizinho, tudo é fonte de coisa boa e de porcaria.
O livro, por exemplo, tem toda a sua aura de intelectualismo, mas a gente se esquece que também há muitos livros ruins, não é mesmo?
Mas essa é outra discussão, que vou parar, senão acabo escrevendo um livro aqui mesmo só com esse comentário. :-)
Concordo com Alina.
"Sou a favor de não ser tão radical. Televisão, rádio, livro, revista, anúncio, internet, vizinho, tudo é fonte de coisa boa e de porcaria." - Sensacional
A Globo lida com mercado, enfim. Aproveita-se do que é vendável.
Muito mais do que domar a sociedade, sinto que a televisão brasileira por ela é domada. Lembro de algumas novelas que tiveram que subverter toda sua intenção original de enredo simplesmente porque as pessoas não estavam assistindo. Em outras palavras, não estava adaptado à tal cultura brasileira.
É tudo uma questão entre emissor e receptor. O diálogo é estabelecido em uma espécie de consenso e assim as coisas caminham. Não tenha dúvida, Daniel, que, caso tudo isso que você apontou como merecedor de crédito desse audiência, a Globo não hesitaria em exibir.
E, ainda mais, acho toda essa forma de lida um tanto suspeita. Esses "bons" ou "ruins" sempre me despertam algum tipo de calafrio. O tempo todo buscamos encontrar o que é melhor para o Outro baseando-nos em nosso próprio espelho. Cultura é tudo. Todas formas de fazer, ver ou pensar. Tudo.
Muitas vezes descambam para o argumento de que a programação é baseada em enlatados estrangeiros. Sinceramente, não vejo tanto problema nisso. Afinal, cultura é baseada em hibridismo e organicidade, não? Não iríamos muito longe em nome desse purismo cultural.
Ainda assim, tem gente que critica o povo estadunidense por, segundo tais argumentos, fechar em si mesmo e não pensar no resto do mundo. Pois ignorar o que vem de fora não seria uma variação do mesmo acorde?
Acho que é isso.
Boa discussão.
Abraço a todos.
Que discussão saudável, não?! O que presta e o que não presta? Acho que cabe a cada um definir o vai ver ou ler por aí. A TV atende ao seu Deus chamado mercado, sob pseudônimo de Ibope. Você pai, você mãe é quem acaba por influenciar os filhos na sua dieta INFORMACIONAL. Sou formado em jornalismo e publicidade. Já editei jornal diário televisivo (tarefa de Sísifo), programa cultural e acredito que a TV não é a única responsável pelo seu conteúdo. A descentralização da produção pode inicialmente baixar um pouco a qualidade do produto final mas colabora para ampliar os pontos de vista e contribui com o multiculturalismo, o hibridismo cultural, a mestiçagem a.... enfim mixórdia que é a cultura brasileira que sincretiza tudo.
Concordo, Cláudio.
Pedro Ferrari · Brasília, DF 6/10/2006 12:16
Um bom programa pode passar na rádio comunitário da Cohab 10 que as pessoas mais cedo ou mais tarde acabam por conhecê-lo e divulgá-lo...
Ah a qualidade final a que me refiro são é de conteúdo mas de linguagem e estética padrão que estamos acostumados por causa da Globo que dá um show aqui e em qualquer lugar do mundo; seja com suas novelas ou com a cobertura do futebol!
Bom demais observar como esse assunto desperta paixões, críticas e observações tão profundas e de interesse comum. Afinal, o que é a televisão senão uma espécie de síntese de tudo o que fazemos, uma mostra do nosso meio, um filme da nossa sociedade e vida? Como um filme, tem partes boas e ruins, mas nunca, sob hipótese alguma, deve ser menosprezado e descartado, e sim acompanhado sempre por esse olhar crítico que observei com tanta eloquência aqui nos comentários. Estamos, pois, todos de parabéns por enxergar um bastante que muitos simplesmente não notam.
Chico Piancó · Fortaleza, CE 6/10/2006 12:25
Eu gosto de tudo: televisão, rádio, jornal, internet. Na minha opinião, a Globo melhorou na última década, em diversos pontos. Da qualidade da programação à cobertura política (até a Carta Capital, que não é exatamente uma revista "de direita", reconheceu, em uma das últimas edições, que a cobertura política da Globo tem sido boa).
Eu acho que tem alguns programas realmente bons. Programas como Central da Periferia são extremamente interessantes e possuem um valor social e cultural enorme. E eu acho que você vai encontrar poucas emissoras do porte/histórico/contexto da Globo que apresentam programas assim.
Passei anos sem assistir o Fantástico. Ultimamente tenho assistido uma vez ou outra e acho que ele também melhorou bastante. O quadro Minha Periferia é outro exemplo disso.
Aquela fase da Globo como símbolo de tudo que há de mais manipulador e distorcido na mídia brasileira já era. Ela apanhou, aprendeu algumas coisas e, o fundamental, o contexto tecnológico e político que vivemos hoje se torna inviável para ela ser uma "grande-empresa-manipuladora-de-midia-etc-etc".
Sem contar a ligação dela com o Canal Futura...
E não, eu não trabalho na Globo.
po, falei do Fantástico e esqueci de mencionar a exibição da video-reportagem Falcão - Meninos do Tráfico. Cara, em plena noite de domingão, passar praticamente na íntegra esse vídeo, no programa que é assistido pela classes distintas, é uma iniciativa bem bacana.
Sei da discussão e dos entraves (ou ao menos acho que sei alguma coisa) que rolaram por trás da produção e da exibição desse vídeo. Mas vamos imaginar que o MV Bill não é exatamente um exemplo de alguém que costuma fazer parcerias com qualquer pessoa ou empresa. Ele ter se juntado à Globo nesse projeto é um reconhecimento da importância que ela tem mostrado em discutir alguns temas que eu não vejo muitas outras emissoras fazendo...
Meu comentário seria idêntico ao primeiro comentário do Daniel.
Farion · Curitiba, PR 6/10/2006 14:12
Adorei os comentários da Alina, até já andei lendo seu Blog. Particularmente acho a programação da Globo muito ruim, mas este é meu gosto, pois afinal, quase nem assisto. Realmente acho que o Jô não deixa seus entrevistados falarem, que o Serginho já está meio ultrapassado, que os jornais apesar de tendenciosos mesmo, são ótimos em deflagrar a realidade dos fatos tanto quando omitir quando convém. Mas a maior questão é, como a Alina mencionou, o espectador não seria responsável pela programação? Da mesma forma como o povo brasileiro se deixa levar pelo comodismo enquanto a política enriquece seus mandatários, e como as leis e a constituição são moldadas para beneficiar certas elites. Bem, de qualquer forma Zorra Total é um absurdo e Faustão também! Por favor, e o Huck é muito chato!
Isso é uma questão de educação, e para ter educação tem pensar, tem que ler, tem que sair da frente da TV. Penso que os governantes querem que a nação não pense, não tenha cultura, pois assim fica mais fácil persuadir e manobrar as mentes.
Sem, pois, radicalismos! Creditar à Globo, a pecha de programação burra, seja, talvez, em seu extremo oposto, o mesmo que dizer-lhe inteligente. Fato é que, em termos de qualidade, trata-se de uma programação irrelevante, exceto por programas como “Hoje é dia de Maria”, e “Falcões, meninos do tráfico”, supracitados. Enfim, temos cá um dinossauro em extinção: a maior emissora do país, temerosa dos novos tempos da tv digital, com mais conteúdo, e mais competitividade!!! Existe, aliás, mais massa cinzenta aqui, no overmundo!!!
Thiago Perpétuo · Brasília, DF 7/10/2006 04:18
Um texto bem polêmico hein!! Comentários bem interessantes e confesso eu que quando estava lendo o texto a minha vontade era de chegar aqui e detonar com a Globo, mas lendo comentário após comentário, podemos realmente ver que que a nossa televisão infelizmente no avanço tecnológico que encontramos parece estar estagnada num estado de ignorância televisiva, mas como já foi citado acima pelo Sergio Rosa, acho que a globo está tentando aos poucos mudar o foco (o que deve ser valorizado) de suas informações, pois se ela quiser sobreviver, dificilmente ela conseguiria fazer isso mudando toda a sua programação da noite para o dia, pois a cultura de nosso povo já está alienada com o que se vê nas telas luminosas das casas, se mudanças sócio-culturais fossem fáceis de serem feitas acho que nosso país não estaria como está. Eu pessoalmente sempre tive tv em casa como um acessório para vídeo games, filmes e desenhos animados e quando decidi parar para ver e observar as notícias continuei com a mesma opinião, vez ou outra vejo jornais e mesmo assim quando meu pai me fala as reportagens e entre elas vejo algo de relevante para mim, e em relação a programas como Jô e Altas Horas, acho que são tentativas meio que frustradas de se transmitirem algo social-cultural, pois como já é citado no texto acima o ego do primeiro e tão grande que apaga a luz dos entrevistados e do segundo cito o Max W. Ourique, pelo “Serginho Groissman já estar meio ultrapassado”. Eu pessoalmente optei por acordar cedo aos sábados e ver o programa Ação às 7:30 do Serginho Groissman, parece até ironia, pois na linha logo acima falo q ele é ultrapassado, mas se tratam de focos diferentes.
E cito a Alina Prochmann em sua pergunta certeira: "A programação é supostamente fraca porque a televisão assim a cria ou os espectadores a geram?" Pois se fossemos levar em conta as nossas opiniões pessoais como e respostas finais, aí sim, estaríamos sendo um mecanismo de manipulação de massa, estaríamos formando cabeças alienadas a uma só forma de pensar e a idéia é justamente criar mentes pensantes, que consigam discernir o bom do ruim.
O texto está de parabéns e os comentários são de se aplaudirem
Um abração a todos e um bom fim de semana!!!
Fuen!!
a culpa é da gente que vê esses programas de fofocas .... e de baixaria ...por isso que são populares ... pq são nós que assistimos ... somos nós o publico ... acho que se não houvesse mais público para programas de baixaria não haveria mais programas assim ..... eu acho que as novelas estão bastantes cristicas .... mais acho que o governo esta pouco se lixando .. para o que elas dizem .... mais se a população entendesswe oque esta acontecendo aqui no brasil ... exemplo ... do preconceito ... com as crianças down .... o governo talvez colocaria uma lei .. para pelo menos 10 anos de prisão ( não tenho a minima ideia se há alguma leia ) .... vc esta de parabens DANIEL DUENDE por não assistir tv ... ABRAÇOS PRA TDS ...
JuNiN · Ribeirão Preto, SP 7/10/2006 16:44
Sou uma fissurada em televisão e vejo a Globo também. Atrasei a sky e passei 5 dias vendo TV aberta. Quase enlouqueci. Programaçao infantil decente nao existe. Muitos gados zebú, bijouterias cafonas, pastores de varios tamanhos e cores, igrejas idem, muito humor nas seçoes de descarrego, devo admitir. Minha filha vai pra escolinha dela munida de programinhas educativos e volta com informaçoes sobre uma tal novela chamada "Rebelede" e ainda se diz a tal da "Roberta, qi]ue é má". Ela nunca assistiu, mas os coleguinhas de 5 anos nao perdem, nem o Silvio Santos.
Sobre a qualidade dos programas da Gobo, acho que faz o mínimo que todas deveriam fazer em termos de consideração com o infeliz que assiste. Altas horas, seria legal se nao estivesse com o Jabá na pauta, como todos os outros programas, tornando-o um chacrinha (com a sua caravana que acabou com a música no Brasil) na pele de um bacaninha. Eu vejo sim. Páginas da vida? Temas ploêmicos? Esta novela é uma merda, uma pasteurizaçao de teminhas piegas devidamente tratados para quem nao quer refletir sobre porcaria nenhuma. O que acho decente na Globo: aqueles programas que passam bem cedinho no fim de semana e a novela Sinhá Moça que tem uma estética linda. Queria nao ser a completa viciada que sou e também nao assitir TV, mas confesso que é totalmente impossivel, preferia ter uma TV em cada cômodo da minha casa.
desculpe se eu desrepeitei alguém ....
abraços a todos
Essa discussão está fervendo, não é mesmo? Devemos ou não assistir à Globo? A televisão nos manipula ou não?
(Passei seis meses sem televisão, hj em dia, tenho uma, mas quase não a ligo.)
Acredito que o ser humano tem o hábito de reclamar. Alguns mais, outros menos. Mas reclamamos muito, sempre. Se é a tv, se é o seu conteúdo, se são os políticos, se é a vizinha, o chefe, a esposa, os amigos, se é a vida, não parece importar muito. Reclama-se. Quem desliga a tv? Quem muda de atitude (ou de canal)? Quem escreve um programa diferente e mete a cara lá? Quem se mexe? É importante criticar, é mais ainda conhecer, mas também mudar, mexer-se, agir é fundamental. É o passo seguinte à reclamação, não é?
Então, querido colega overmundo Chico, parabéns por se expôr em relação a um assunto tão polêmico. A discussão trazida por seu texto valeu muito - pudemos pensar um pouquinho na nossa "prática televisa". Obrigada por esse momento.
Acho que não podemos ser tão maniqueístas...
Há ótimas e péssimas coisas na Globo e em qualquer emissora do país. Cabe aos espectadores (leia-se nós) não "incentivar", ou dar audiência aos programas que nivelam todo mundo por baixo!
Outro bom exemplo da Globo que considero, é o Central da Periferia da ótima Regina Casé!
A televisão, o meio de comunicação, foi um marco importante para a sociedade.Infelizmente penetrou na vida de todos de forma destrutiva. Destrutiva de valores morais e a consequente inversão de valores. Desde o aparecimento dos primeiros aparelhos de TV até à atualidade o "TER" vem substituindo o "SER".E bem debaixo do nariz dos pais que tentam (?) , às vezes, formar seus filhos dentro dos conceitos de honestidade,sinceridade,amor ao próximo, verdade, e etc.Basta assistir à programação de todas as TVs. Só se vê : compra,moda,sexo,bebida,farra,desvalorização da mulher e do idoso, ganância e a total, absolutamente, total falta de respeito e de encorajamento aos estudos, à vida familiar, ao amor ao próximo. Quando cenas ditas de amor ou valorização do ser humano aparecem é com intenção de faturar audiência e, por conseguinte, dinheiro. Sinto muito, mas a televisão é um mal para a sociedade. E infelizmente, um mal necessário.
Quem se habilita a tentar fazer de modo diferente?
Televisão é "mal" para a sociedade? Que televisão? Sem dúvida que há a "boa" televisão. É muito perigoso reduzir tudo à uma televisão, como se tudo fosse a mesma coisa. Tem Faustão, Pânico na TV, Gugu... mas tem Roda Viva, tem Provocações, tem o Observatório da Imprensa, Central da Periferia... enfim. E eu não sou a favor daquela idéia "você é o que você assiste". Acho que dá para assistir qualquer coisa com uma boa dose de discernimento. Claro que não tenho a mínima vontade assistir Faustão e os enredos das novelas não me agradam, mas, por favor, não dá para ficar achando que a TV representada por esses programas funciona como uma máquina que enche a cabeça das pessoas com o que quer. Seja o Jornal Nacional seja o Roda Viva, os telespectadores não "compram" simplesmente tudo aquilo que é transmitido. Ninguém é tão passivo assim.
Há uma boa programação sendo feita na TV nacional, não dá para resumir tudo numa idéia de uma televisão-baixaria. Há trabalhos bons que falam sobre isso, e que são bem conhecidos.
Eu ia entrar nessa discussão, mas desisto.
Mas televisão é preciso.
A Globo é preciso.
mas nem por isso elas são as melhores coisas do mundo.
o acesso à informação hoje está mais dinâmico e só permanece cético quem quiser.
Abraços!
quem tv? quem tviu? você viu-se?
quem sair por último: desligue a tv.
fellini: a tv é um mero eletrodoméstico. é só desligar.
o lance é abstrair. Assista novela sabendo que é um objeto que dita moda, aliena etc... mas mesmo assim não deixe de se divertir. tem coisa mais trash do que o programa da luciana gimenez? mas aí o lance é não levar a sério e sim encará-lo como um concorrente do zorra total e não como um programa de variedades. esse é o segredo. por outro lado, ainda aredito que a tv deve melhorar e, sim, isso depende muito da vontade do telespectador.
Guilherme Mattoso · Niterói, RJ 29/10/2006 02:23novela nao aliena. falta de escola sim.
Sergio Rosa · Belo Horizonte, MG 29/10/2006 04:40agora vou dar meu meritissímo final ..... '' HÁ SIM MUITAS!!!!! MASSAS CIZENTAS EM MAIORIA DE POROGRAMAS DE TELEVISÃO '' .....
JuNiN · Ribeirão Preto, SP 1/11/2006 12:06É longa a discussão se o mercado faz o conteúdo ou o conteúdo cria o mercado, de qualquer forma o conceito de bom ou ruím é mais cultural do que de qualidade estética. A Globo e suas congêneres oportunamente apenas nos alimentam da matéria que, com liberdade, tiveram a chance de criar por muito tempo.
Camafunga · Pelotas, RS 3/11/2006 21:11Mas será que não existe ninguém com uma criatividade mais aproveitavel nessas emissoras? Haja dinheiro para locar videos nos finais de semana e feriados, ou então, a tela da Sétima Arte.Aliás o filme O Homem que Copiava deve ter sido inspirado nos programas de Tv brasileira. Programação televisiva tem sido cópia de emissoras internacionais e o que é pior, só se compra programas de baixa qualidade.Assistimos por absoluta falta de opção.
brigitte · Goiânia, GO 3/11/2006 22:36
Quéisso, moçada? Televisão já era. A onda agora é celularrrrrr!
(interlúdio Raul Seixas: Eu comprei uma televisão, à prestação, à prestação; Eu comprei uma televisão, que distração, que distraçãooooooooo)
Um monte de comentario dizendo que a televisao eh ruim, mas que a pessoa nao assiste. O que as pessoas estao querendo dizer: que nao assistem porque eh ruim ou que nao assistem e emitem opiniao assim mesmo, porque estao acima de "tudo isso"? Televisao, cinema, internet, tudo eh mercado. O Overmundo eh mercado! Ces nao estao vendo la em cima uma logo de uma empresa patrocinadora?
Na TV, na internet, inclusive no Overmundo, no radio, no cinema, na musica tem coisa boa e ruim. Eu nao assisto TV porque nao gosto. Nao da TV. Nao gosto do ato de ficar em casa no sofa, sentado apenas vendo. Nao julgo se eh bom ou ruim. Eu apenas nao me sinto confortavel. Mas, ja assisti muita TV no passado. E tenho excelentes memorias das coisas que eu vi. Acho que a discussao soh fica frutifera quando os bois comecam a ser nomeados.
concordo com o daniel
mas eu vou ainda completar:
O produtor de TV Norman Lear foi um orador convidado do congresso nacional da Associação Nacional de Educação. Depois de reconhecer “o problema das pessoas mais sofisticadas, mais instruídas entre nós — as que rejeitaram a busca de um propósito transcendental como excêntrica ou irrelevante”, disse ele: “Não tenho dificuldades de chegar à conclusão, à base da História humana, que a resposta para a vida, para o Ser, para o impulso de crer em algo maior do que a própria pessoa, é tão forte e irresistível a ponto de ser uma característica inseparável do modo como somos geneticamente codificados.”
Lear culpa o alto comércio e quatro décadas de televisão por transmitirem um “novo sistema de valores” tão influente sobre a moral pública e sobre os valores pessoais que o resultado foi muitos males sociais: escolas e faculdades que formam pessoas que não sabem ler e escrever; o crescente consumo de tóxicos; adolescentes que são mães solteiras; e famílias, sem nenhuma poupança, que afundam cada vez mais em dívidas. Lear acrescenta então: “Quando falamos de cem males sociais — acho que estamos pensando sobre um sistema de valores de repasse que, com a ajuda da televisão, veio a subverter a inteira cultura.” E, mais uma vez, ele disse que “acredita que, implantada em nossos genes, acha-se a crença de que existe uma força e um mistério maiores que moldam nossa vida, aos quais devemos prestar atenção”.
maravilha
pelo que posso observar os programas da Globo incluindo novelas,só tem incentivado a imoralidade sexual,incentivo a traiçao,palavriado abusivo,pouca envergadura moral e alén do mais,nao tem nada de cultura!
querem fazer medias as vzs colocando umou outro que possa parecer justo aos olhos do espectador leigo ,mas sao um bando de parciais.
E outra coisa,entre ficar horas na internet e entre nao assistir tv(embora que ambos tbm incluem materia jornalistica informativa sobre acontecimentos mundiais que todos já viram na Band ou no SBT minutos ou horas antes),eu prefiro ler um livro.
quem sabe, a biblia!
perfeita opçao!
beijos!
e ainda mais:
alén de tudo isso,as novelas (principalmente)
tem refletido a orientaçao religiosa da pessoa a dizer - espiritsmo- .nao raro tem envolvido tais praticas e despaches em plena novela.
nao acha que isso teria uma certa influencia sobre a vida da pessoa?
televisao como um todo nao é uma questap de gostar ou nao de ver,mas sim de ser estudada!
É isso aí, alguém conseguiu enxergar a verdadeira cara das emissoras de Tv e de vários informativos que circulam pela mídia televisiva, impressa e online. Acho que os comentários ao texto estão mexendo com os brios de muita gente. Isso é muito bom.
brigitte · Goiânia, GO 27/11/2006 22:27
Alguma coisa me diz que alguem nao sai da frente da Tv hein?
já sei! esperou a malhção acabar pra escrever isso?
hhahahaahahhaah...
brincadeira, mas dos globais, salvam-se os jornais, principalmente o jornal Hoje e o Jornal Globo, ainda mais sobre a parte de cultura, no mais, o Bob Esponja satisfaz o café matinal de qualquer individuo!
a televisão tem coisas ótimas e péssimas, na Globo, na tv fechada, no SBT e até na Tv Cultura.
não dá pra dizer "não vejo tv". tem de ver, sim, e o que impoirta é ter base cultural (ou conhecimento, ou vivência, ou qualquer coisa do tipo) para saber ou definir o que é BOM e o que é RUIM.
Acho descabida uma discussão, moralizada, de "conteúdo" para a televisão, sem se discutir dois pontos cruciais. 1o. Qual o modo de produção vigente e seus reflexos na programação, e 2o. Qual o padrão de linguagem instaurado e o condicionamento estabelecido.
O Modo de Produção Global é um modo centralizador e concentrador. O "Projeto" que a Rede Globo tem para o País, o ideal de unidade brasileira passa por uma itenção clara e industrial em que a fixação de um centro é fundamental para um desenvolvimento equilibrado, trata-se de um projeto, uma visão de mundo, que torna-se perigosa com os altos índices de ibope. A Programação sofre desta influencia, por exemplo na forma com que o jornalismo da TV Globo lida com os fenômenos que ocorrem fora do eixo Rio São Paulo, o preconceito e a superficialidade das matérias consternam o esteriótipo do cidadão brasileiro, "vejam como eles vivem" diz o repórter. Nesse aspecto, programa como o DOCTV, com sua proposta de regionalização de descentralização, um novo modo de produção conseguiram gerar uma alternativa não só prática e operacinal mas também de projeto de País, visão de mundo.
O Padrão estabelecido pela Rede Globo, se tornou invisível para o telespectador condicionado, não se vê a forma e consequentemente impede o telespectador de colocar em questão "Verdades" instituídas.
Portanto a questão não é exatamente a qualidade da programação, mas o quanto a programação pode contribuir para a emancipação do telespectador, esse não me parece ser um projeto de nenhuma corporação de comunicação.
Abraços esqueléticos
Gostei do texto e da discussão. Considero a Rede Globo, entre as comerciais, esteticamente mais apurada, de programação mais diversificada, mas... tenho que confessar que eu detesto.
Vejo alguma coisa do Altas Horas, raramente o Jô, mas gosto de algumas reportagens do Fantástico. As novelas tem atentado contra a inteligência e o bom senso... é maldade de mais, humor vazio e sem graça... ahg. Mas, de qualquer forma, acho que isso pode soar um pouco de preconceito meu. De toda forma, sempre gostei mais da TV por assinatura.
Hoje como o tempo está curto, prefiro um bom livro, e filmes.... ahh... os filmes.
Bem melhor galera, bem melhor!
Eu não consigo assistir a Globo. É manipulativa demais.
DaniCast · São Paulo, SP 6/8/2007 09:59Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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