Fala Brasil, um resistente e heróico há 14 anos

Rosane Scherer
Editado, fotografado, diagramado e distribuído por Rosane Scherer
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Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS
23/6/2008 · 192 · 20
 

A edição mensal 123, de julho de 2008, vai comemorar os 14 anos de circulação ininterrupta do Jornal Fala Brasil. Os 10 mil exemplares de cada edição são distribuídos gratuitamente nos pontos culturais de circulação popular do Centro e dos bairros Cidade Baixa e Bom fim, além de enviados pelo correio ao custo do selo.

Sou um convidado colaborador do “Fala”, como o chamamos carinhosamente. Tenho uma coluna no mensário, o Retorno Imperfeito, mesmo nome de meu blogue e grande orgulho de poder fazer companhia a um mestre das artes, colega de coluna no Fala, o intelectual e artista plástico Danúbio Gonçalves. Feliz aniversário e longa vida ao Jornal Fala Brasil.

Em circulação a edição 122, traz a instigante análise de Danúbio sobre a expressão massiva da expansão das artes plásticas da China. Publico também minha coluna do mês.

Os que têm livros, mesmo e-books ou tenham blogues em que publiquem seus escritos literários em prosa ou verso, se quiserem, podem enviar-me exemplares das publicações ou os endereços dos sítios para divulgação no Fala, a agenda cultural impressa mais completa de Porto Alegre.

A edição de junho tem:
Programações de Teatro & Dança, Música, Exposições e Literatura, Para que serve um jornal?, por Tetê Catalão
- Pobre Cultura Gaúcha, por Sérgio Becker
- Sarau no Solar e os 50 anos da Bossa Nova
- Espetáculos Nacionais e Internacionais
- Espaço Cultural do TRT-RS
- Programações de Música do Santander Cultural
- Sarau no Solar
- St. Petersburg Ballet
- Porto algre m Cena em Cena 15 anos
- Marco Araújo lança o CD Mar de Dentro
- Wander Wildner
- Cansei de 1968, por Affonso Romano de Sant’Anna.
E os colunistas colaboradors: Zé Augustho Marques, Danúbio Gonçalves, Daniel Soares, Adroaldo Bauer editados por Rosane Scherer, que ainda fotografa, diagrama e distribui a publicação.

Contatos com o Fala Brasil
51. 3225.4588 / 9144.3426
jfalabrasil@terra.com.br



ASSOCIALIZADO CAPITAL PIRATA
Danúbio Gonçalves

A China evidencia o enigma futuro da supremacia imperialista? Superando o capitalismo das potências dominantes, através de um "socialismo" que explora a mão de obra remunerada a baixo custo. Aperfeiçoando a esperteza dominante da bolsa de valores, nesta altura dos acontecimentos um tanto desgastada e incapaz para competir com o novo surto oriental.

China alicerçada em 23 séculos, neolítica culturalmente. Inventora: da pólvora, do papel, da seda, da porcelana, da impressão em relevo, do macarrão e mais. Está prometendo, com certeza, consolidar sua supremacia.

Atrevo-me a opinar, ou deduzir neste texto, através de informação e pesquisa no campo da internet e YouTube (passada por um amigo). Ou em depoimento, pela TV, de estrangeiros que lá residem por um ou dois anos, recentemente, após Mao Tse Tung.

A conveniência mercadológica apela para o "made in China", atraída pelo preço vantajoso e cobiçado pela ganância insaciável do capitalismo global. Aderindo à conveniente oferta de fabricação pirata, somada à sua habilidade manufaturada, nutrindo ao dragão consumista, com o prenúncio de um híbrido sistema social desconhecido. Iniciando pelo controle natalício, direcionado para o machismo populacional.

Vamos, pois aos fatos conclusivos:
"A partir da tradição de Confúcio, o gosto de copiar define e caracteriza o verdadeiro artista. Para a estética chinesa aquilo que é belo não é o objeto artístico e sim o gesto (do) artista no ato de reproduzir a cópia. A reprodução ou repetição transforma o gesto em algo eterno e acredita que a verdadeira humildade se encontra no artista que copia, pois contém o espaço pela aprendizagem constante".

Na atualidade temos o exemplo da cidade de Dafen, onde existem cerca de 700 galerias e lojas de arte. Pequeno vilarejo nos subúrbios de Shenzhen, no sul da China. Copiando os girassóis de Van Gogh (o esfomeado holandês que após seu suicídio alimenta fortunas parasitas à custa de sua obra genial...).

Podendo negociar os de Dafen cópias que agradam aos gringos ocidentais, a preço de 150 yans (U$ 20). Cópias bem feitas, também réplicas do David de Miguel Ângelo, motivos egípcios, etc.

Ofertando uma salada de estilos apreciados pelo nível estético do adquirente. Shopping de arte barata. Afirmando eles que 10% das pinturas produzidas em Dafen são fruto da imaginação criativa e talentos dos pintores "associados"... Também lá residem os que produzem reduzido número de pinturas, ganhando cerca de U$ 1.282 por mês.

Quando formado na Universidade de Artes de Guang-dong, trabalha de oito a nove horas diárias, pintando cerca de 10 quadros por mês. Metade sendo de sua autoria e o restante reproduzido sob encomenda. Diz ele: "ganho dinheiro com trabalho de cópia e sobra-me tempo para o de criação".

O mesmo acontece com o estudante de arte Wu Jiang Zun, de 19 anos, um dos "pintores operários" da fábrica Art Lover. Imenso galpão de três andares, onde funciona a fábrica pictórica. Telas também pintadas simultaneamente, alternadas em sua fatura, por diversos artistas jovens. A Art Lover produz anualmente cerca de 400 mil quadros, sendo 300 mil para a exportação!

Logicamente seria preferível uma boa reprodução digital, mais fiel ao original, desde que com permanente resistência ao U.V...
Dando continuidade à minha informação, através da revista Vogue, emprestada por minha amiga Lise, complemento-a com a existência dos artistas chineses, não copistas, e participantes da arte internacional.

Nomes como o de Zhang Xiaogang que está conquistando preços estratosféricos. Recentemente foi adquirida uma obra dele por U$ 3 milhões. Quando garoto, nos anos da Revolução Cultural, seus pais foram mandados para um "acampamento de estudos". A seguir criado por uma tia dedicando-se ao desenho, depois mandado a um "acampamento de reeducação".

Após a morte de Mao, em 1976, conseguiu entrar no Instituto de Belas Artes de Sichuan. Entretanto encontrou outro obstáculo, pois as autoridades consideraram suas pinturas inadequadas para exibição pública. Mais tarde as galerias de Pequim começaram a mostrar seu trabalho.

Grandes e assombrosos retratos com olhos vazios. Tornando-se um dos artistas mais bem pagos da China e adquirido pelo Museu Guggenheim de Nova York. Tendo um galerista londrino comprado sua "A Big Family" por U$ 1.5 milhão, num leilão da Cristie’s em Londres. Condição para permanecer em seu país, onde pinta constantemente para atender solicitações milionárias.

Xangai e Pequim preparam-se pra virar capital da cultura mundial?
Expansividade inusitada do surgimento de artistas chineses atraindo colecionadores com muito dinheiro, além de seu território. Em 2002 havia apenas começado a desenvolver o bairro de arte contemporânea. Factory 798, em Pequim. Local em estilo Bauhaus atraindo centenas de artistas e marchands.

O escultor Huang Young Ping que viveu por doze anos em Nova York, fugindo da repressão Maoísta, com gigantescas obras cotadas no mercado de arte. Yue Minjun com auto-retratos risonhos pintados ou esculpidos há mais de uma década, também regiamente remunerado.

Fundamentado nesta coleta informativa, penso não estar distante da realidade desta China surpreendente, de noite para o dia, que nos levará para Onde?


Retorno Imperfeito
Adroaldo Bauer


Adeus às Andorinhas - Armindo Trevisan - Editora AGE. . O livro se divide em três partes: Amor, Amores, Cesta Básica e Caminhos Cruzados. Trevisan definiu a publicação da sua poesia como "uma lucidez enternecida" e alerta que o livro poderá se surpreender com a temática dos poemas. Adeus às Andorinhas a distorção de valores na sociedade. Trevisan diz isso um pouco mais ácido, à moda jocosa e irônica do scherzo, sem perder o lirismo que o consagrou.

Play - Ricardo Silvestrin. Livro reúne 16 contos breves e uma quase novela que dá título à obra. O poeta buscou as palavras certas para "contar coisas em contos". Quer dizer, o contista soube ser econômico e fazer-lhe obedientes as letras. Submeteram-se também às suas vontades, dóceis imagens metafóricas. Delícias de serem lidas, assegura Mayra Kopp, que nos apresenta a publicação, presente que esteve no lançamento da obra. Moacyr Scliar assina a apresentação do livro. O conto presta ou não serve... Não é para qualquer um. É para grandes escritores, como o Ricardo Silvestrin que possui o domínio da forma, e que, além de autoridade no assunto, veste-se de sua experiência poética produzindo assim esta excelente peça literária, diz Scliar, citado pela poeta Mayra Kopp com carinho e exclusividade aqui para esse nosso espaço compartilhado.

Roberto Carlos, Xuxa e os barões da mídia - Estudos sobre fama, sucesso e celebridade no Brasil - Francisco Rüdiger (organizador), Alexandre Nervo, Mariana Baierle Soares e Felipe Faraco. Editora Gattopardo. A publicação de ensaios faz uma análise crítica da carreira de protagonistas da cultura de consumo e do negócio da comunicação no Brasil. O entretenimento infantil de consumo no Brasil enfoca a apresentadora Xuxa. Publicidade e Propaganda versa sobre Roberto Carlos. A comunicação aborda Assis Chateaubriand, Roberto Marinho e Sílvio Santos.

Paulo Freire e Educação Popular - Edição IPPOA e Atempa. Lançamento aconteceu com sessão de autógrafos na Programação do X Fórum de Estudos: Leituras de Paulo Freire, ocorrido na Unisinos em 16 de maio último. Essencial de Paulo Freire, li e recomendo, Pedagogia do Oprimido, A educação como Prática da Liberdade e Conscientização, sempre e muito atuais para quem não quer ser objeto do saber do outro e quer trocar saberes em espaço democrático.

A II Maratona de Contação de Histórias de Porto Alegre vem aí. A preparação para que ocorra em outubro já está a pleno. O grupo, aberto a interessados voluntários e diletantes vem se reunindo para definir quem conta quem debate quem palestra quem interpreta... Reuniões mensais, na primeira quarta-feira, às 18horas, no Teatro de Arena. Falem com a Eveline e a Carmem.

Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul pede socorro!
Elisandro Migotto. Livre pesquisador da imigração ítalo-germânica nas regiões central e serrana do Rio Grande. Há quatro anos freqüenta arquivos e museus no estado em busca de fonte primária (documentos, mapas, códices, etc.) Nos últimos meses, redirecionou pesquisas aos documentos do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul. Surpreso diz que o que encontrou: péssimo estado de conservação de inestimável material (livros originais sobre entrada de imigrantes, entrega de lotes coloniais, com lista de imigrantes, obras públicas, correspondências oficiais...) Vários códices se encontram há anos fora de acesso por estarem em situação deplorável de conservação, sem a mínima condição de manuseio e pesquisa.

Reminiscências da Escola - Ineditismo e modernidade de uma Proposta. Um total de 25 autores e um tema comum: se alguém resumisse, desta maneira, o livro não haveria como desautorizá-lo, diz o responsável organizador da publicação, alertando que "esse resumo não daria conta de um aspecto fundamental do livro, a saber, a absoluta diversidade do tal ‘tema comum’". Engendrado em um site que apostou fundo nos aspectos mais positivos da internet do ponto de vista humanitário, o livro colaborativo não existiria, na sua ampla diversidade, fora dos marcos do Overmundo (www.overmundo.com.br). Os participantes do projeto não se conheciam (nem se conhecem) pessoalmente e, apesar de uma ou outra experiência de vida mais próxima, a regra geral é a absoluta disparidade de experiências e projetos de vida, a começar pelos 12 Estados e 19 cidades onde ocorreram as reminiscências. Há muitas outras diferenças a considerar: colégios noturnos, escolas rurais, escolas pré-fabricadas, colégio religioso feminino, seminário menor, enfim, uma infinidade. E isto dá um sabor todo especial a este verdadeiro mosaico. Pode-se afirmar, enfatiza o organizador Joca que o livro "Reminiscências de Escola" é mais, muito mais do que 25 autores escrevendo sobre um tema comum.


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Spírito Santo
 

Adro,

Já sou fã, embora não leia (por culpa da internet ja´não sei mais ler, como lia antigamente). ..aliás, me ocorreu uma idéia agora mesmo: Ando acumulando textos e livros africanos dos anos 70, digitalizados, que recolho num site Moçambicano da pesada chamado xiconhoca.com. O pessoal do Fala Brasil já digitalizou ou pensa em digitalizar as edições?

Abs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 21/6/2008 18:46
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Adroaldo Bauer
 

Ainda não chegou nessa etapa, embora estejam planejando um sítio que até já teve lançamento público ano passado, mas travou naquele detalhezinho comezinho, corriqueiro, banal que é dinheiro para continuidade da obra.
O governo aqui liberou até o projeto para captação de recursos pela lei de incetivos, mas o sempresários daqui não enxergam este jornal, na grande maioria, preferindo os que têm repercussão entre os proprietários de rádio e tevê, que buscam sinergizar suas informações, que há três nessa condição aqui, que são os que legem o governo deles, se me entendem.
Depois do sítio no ar seriam disponibilizadas as edições anteriores, mas em um tempo outro que não a periodicidade mensal.
Eu pouco me envolvo com esta parte do Fala, menos ainda agora que só falo com as pessoas por e-mail e telefone, trancado em casa por convalescência, frio, chuva ou aborrecido de não poder fazer mais certas coisas.
Acho que vou entrar para um mosteiro e plantar ervilhas.
Perdão se não ajudei e se desviei do assunto, mas eu sou esse sujeito rabugento também, mais ainda agora, nesse segundo tempo que não tem limite fixado de duração.

Abraço, tchê!

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 21/6/2008 19:01
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Spírito Santo
 

Amigo Adro,

Mandei o endereço do site africano de provocação mesmo: Vai lá e veja. Imagine! Se um pequeno site de um país africano pobre de marré de si faz o trabalho, sabe-se lá como (com patrocínio público ou privado que não é), porque não poderíamos? cara, estou concentrando minha coleta de docs sobre colonialismo portugues na África toda neste site. Tenho um banco incrível de imagens digitalizadas, inclusive revistas e jornais, um mundo. Não deve ser tão difícial assim. Eu imagino que é uma cara sozinho, com uma impressora multifuncional detsas, digitalizando e postando. Moleza pura.
Ou será que o pessoal da Frelimo é mais revolucionário do que nosotros?
Vai lá e se anime, homem.

Abs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 21/6/2008 19:20
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Adroaldo Bauer
 

Querido Spirito,
Veja que meu envolvimento com o Jornal Fala Brasil é de colaborador, que assina uma simples coluna de livro e literatura. Pelo que, ao receber o meu exemplar e as mensagens eletrônicas de que está publicada a mais recente edição, ou se vai publicar uma especial em breve, me disponho há muito a divulgar o evento seja na cidade, e no caso dos aniversários ou programas do Movimento Fala Brasil, para o mundo.
Agir sobre o acervo do jornal, no meu caso, poderia fazê-lo apenas em termos de proposição.
Como não gosto de propor algo a que não possa me solidarizar na execução, não posso ir além, porque, veja, ainda sou trabalhador de jornada diária que, após o expediente se obrigará a fazer caminhadas por uma hora diária, e ainda participo de eventos relacionados às atividades culturais aqui, mais próximas da literatura, do teatro e da dança.
Repassarei, no entanto, tua sugestão à editora e amiga Rosane.
Grato.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 21/6/2008 20:40
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Adroaldo Bauer
 

Ah! Desde a década de '70, eu sempre considerei o pessoal da Frelimo - Frente de Libertação de Moçambique - mais revolucionário que nosostros, que ficamos a meio do caminho ou, alguns, sequer iniciaram as tarefas de período.
E ainda os considero assim.
Naquela década, li um excelente livro sobre a libertação do jugo colonialista português, chamado Moçambique: As primeiras Machambas, que já andei conversando sobre le por aqui, mas não recordo no momento a autoria que já tomei meus remédios, entre eles uns calmantes que me deixam meio lento e já me põem pra dormir em uma hora no máximo, embora eu resista.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 21/6/2008 20:45
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Claudia Almeida
 

Adroaldo,
Já gostei do Fala, vcs gauchos e essa força de caminhar...
são tantas as multi cópias envolvidas...
beijinhos
Claudia Almeida

Claudia Almeida · Niterói, RJ 22/6/2008 22:41
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ayruman
 

Fala Brasil. Falo sim. Muito boa esta produção de Vocês. Importante ir até o Povo. Comer e beber da mesma Água. Respirar o mesmo Ar.
Aguardo Votação. Abraços.

ayruman · Cuiabá, MT 23/6/2008 13:24
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Spírito Santo
 

Adro,

Boa lembrança. Estou com o meu exemplar do'....primeiras machambas' aqui, agora mesmo. Vou digitalizar a capa dele e enviá-la para ustedes. Assim vamos treinando para, quem sabe, digitalizar o 'Fala Brasil', um dia destes.

Abs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 23/6/2008 13:39
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Spírito Santo
 

Uhu! Consegui ser o primeiro a votar!

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 23/6/2008 14:51
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Walesson Gomes
 

Adro parabéns !!!

Walesson Gomes · Belo Horizonte, MG 23/6/2008 21:26
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Bethânia Zanatta
 

olha só, como sou desinformada...
mas que gaúcha relapsa...
enfim, fico feliz em saber do Fala, mesmo com 14 anos de atraso.
abraço.

Bethânia Zanatta · Santa Maria, RS 23/6/2008 22:46
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Andre Pessego
 

Prof. Um belo resumo. dos mais esclarecedores. sobre a cópia dos chineses - quase tudo é copia, os chineses tem razão. Para cada milhão de um dado livro - qual o original? - Quem conhece o orginal de uma dada pintura?
Sobre as outras materias legal. e sobre o periodico, muito bom. Acabo de receber uma carta da SBAT, (soc. Bras. de Uat. Teatrais) avisando da volta da revista. Acho que vou publicar alguma coisa. Como que faço? publicar onde?
abraço
andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 24/6/2008 05:25
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Marcelo Bretton
 

Mr. Bauer,
Belo painel do "Fala", caviar cultural somente degustado nos Pampas (eu creio). Perdoe a ausência, mas a engrenagem volta a azeitar. Te escrevi há pouco. Tomara que Juli não volte de olhos puxados, mas vou aguardar uma boa receita de gafanhotos. Aquele abs.

Marcelo Bretton · Espanha , WW 24/6/2008 11:43
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Alê Barreto
 

Uma dica para quem pesquisa a cultura alternativa e independente: o Fala Brasil, pelo seu caráter plural, possui a memória de 14 anos de manifestações artísticas e culturais que em grande parte não foram divulgadas nas grandes redes de comunicação. Não estou aqui demonizando os grandes veículos, mas constatando uma realidade.
Pessoalmente quero um dia pesquisar no acervo do Fala Brasil. A Rosane Scherer está de parabéns e o Adroaldo também!

Alê Barreto · Rio de Janeiro, RJ 24/6/2008 16:56
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Adroaldo Bauer
 

Monsieur Bretton, saudades.
Pensava vez por outra em ti e nos teus escritos, rapá.
A Juli prometeu uma carta para essa segunda-feira que passou, já faz mais de uma quinzena e não mandou.
As tarefas dela, lá, proíbem acessar a Internet.
Parece que vão ter uma folga em julho e passear em Hong Kong.
Manda bala no teu escrito, tchê. Aquela da Simbiose Trash trama está muito intrigante, instigante e, penso, preparando nem poucas e mas boas para um desfecho inusitado, talvez de volta ao museu, às altas rodas e a leilões, talvez, talvez...
Grande abraço.
Do amigo, Adroaldo

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 24/6/2008 16:58
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Adroaldo Bauer
 

Alê, vai mais devagar que o meu coração se recupra e a o da Rosane pode estourar de tanta alegria por teu comentário amigo. Sei que, por ela, tudo que dizes é merecido.
Grato.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 24/6/2008 17:04
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Adroaldo Bauer
 

Mestre André, sempre muito agradecido a ti. A revista da Sbat, depende do que queiras dizer. Se é falar do número de retorno, creio que até no guia. Se falar um pouco do conteúdo dela, desta edição, penso que no Overblog, se é falar das artes e da história dela, penso que também pode estar no Banco de Cultura, em Mais, porque envolve tanto a arte em si como o noticiário sobre ela. mais detalhes,ou precisão mesmo, só com algum administrador que te oriente, meu bom amigo.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 24/6/2008 17:07
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Adroaldo Bauer
 

Bethânia, muito me agrada a tua presença. E a vida é mesmo assim. Ainda hoje estamos apresentando Luís Vaz de Camões a algumas pessoas, não querendo mal comparar, mas apenas ilustrar o fato de que há muito de bom no mundo que não conhecemos... ainda. E isso faz o mundo ser melhor, nos surpreendendo.
---
Agradecido, Walesson!

---
E a primeira vez a gente não esquece, não é fato, Spirito?

---
Ayruman: muita vez é o próprio povo que bota a boca no trombone atavés do jornal, ele é que vai lá. Se damos bem! Agradecido.
---
Agradeço, Cláudia.


---

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 24/6/2008 17:13
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Renato de Mattos Motta
 

Adroaldo!
Sou fã de carteirinha do Fala Brasil,!
Amigo do grande Zé Augustho, da maravilhosa Rô e do grande mestre Danúbio!
Bom achar este marco da cultura gaúcha e portoalegrense por aqui também!

Se quiser, vaz uma visitinha pra este meu texto aqui:
http://www.overmundo.com.br/banco/a-flor-e-o-asfalto
Abs!

Renato de Mattos Motta · Porto Alegre, RS 28/6/2008 11:47
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Adroaldo Bauer
 

Se o Fala Brasil fosse um jornal diário, na edição de amanhã, escreveria:

Dercy Gonçalves, o Paraíso em Polvorosa!

As pessoas, muitas, passaram 70 anos fingindo se escandalizar com a irreverência de Dercy Gonçalves, a artista da revista, do teatro, do cinema e da tevê brasileiras que mais sério falou do caráter da brasilidade e que nos deixou hoje à tarde, ao falecer aos 101 anos.
***
Como sempre há controvérsia em tudo que envolve Dercy, ela mesma dizia que já fizera 103 anos.
***
Ontem eu passava à frente de uma escola primária aqui na vila, na hora da saída da tarde, e no empurra-empurra, uma pirralha de uns sete pra oito anos repetia em rol, de cabo a rabo, todo o notável vocabulário cultivado pela mais popular de nossas artistas, quiçá já incorporando...
***
No Paraíso, uma imensa confusão, um arranca-rabo dos diabos entre santos, querubins e anjos, com a inusitada e inesperada chegada.
Vai dar um rebu, um furdúncio, o Paraíso jamais será o mesmo... Dercy chegou metendo os peitos e avançando sobre Pedro que se enrolava com as chaves...

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 19/7/2008 22:01
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