Infelizmente hoje, em nossa região, há pouquíssimo o que se relevar em termos de música. O que tem predominado nesse meio é o amadorismo e músicos incompetentes. Enquanto algumas bandas tentam abranger grandes públicos com músicas populares (covers), outras não conseguem se erguer por seguir estilos de pouco público e má qualidade em suas composições.
No primeiro caso vemos bandas em que não tocam músicas próprias, talvez por comodismo. Estas seguem aquele lance de que tocar nessa linha sempre irá ter shows e um bom público. Mas nesse caso o máximo de êxito que elas podem conseguir é um misero trocado por algum tempo.
Já no outro caso, vemos as bandas com composições próprias, mas com estilo para público específico, o que já é muito bom. Um exemplo desse gênero é o rock’n roll, que num curto período de tempo ganhou grande força na nossa região, mas infelizmente ainda é patético. Apesar de apresentarem um material inédito e sem compromisso com o meio comercial, estão muito aquém daquilo que chamaríamos de competência.
O que mais nos incomoda em termos musicais por aqui é a falta de união entre os músicos. Aquela vontade de querer crescer e mudar o nosso atual cenário é quase inexistente. Onde estaria aquilo que chamamos de identidade musical?
Mesmo com toda essa discrepância, ainda existem bandas que merecem um lugar ao sol na nossa região. Uma delas é a interessante “Tribo Mineira”, que conta com músicos experientes e com muito bom gosto em suas músicas, num estilo que caminha entre axé e ritmos dançantes. Outra banda também com grande conteúdo é a “Mary’s Band”, uma referência pop rock na região.
Para o guitarrista Icaro Vieira, o problema das bandas da região tem sido o modismo de se tocar apenas o que está na mídia. Disse, também, que é difícil ver bandas competentes no quesito composição. “Aqui não tem nenhuma banda que se destaque no cenário nacional.”, ressaltou.
Já Felipe Campelo acha que as melhores bandas têm se separado cedo, antes mesmo de chegar a ser reconhecido seu talento. Ele ainda completa que é difícil ver futuro na nossa região em termos musicais.
Destaco estas bandas por um simples motivo, talvez o mais importante: perduraram no tempo. O que certamente poderia mudar o atual momento de algumas bandas seria pensar mais alto em termos de reconhecimento. Isso poderia fazer com que produtores tivessem olhos voltados para essa região e começassem a recrutar novas bandas. Mas nisso estamos ainda engatinhando. O importante disso tudo não é apenas o reconhecimento, e sim construirmos um ambiente que se torne favorável às novas bandas que aparecerem em nosso cenário.
Acho que realmente temos problemas, não somente em Passos e região, mas também no cenário geral. O copiar virou moda, mesmo entre as bandas famosas. Cadê a veia criativa? Parece que a mídia esquece de mostrar.
Denis Renó · Ribeirão Preto, SP 11/11/2009 22:36
Não só na sua região, amigo...O MUNDO inteiro sofre desse marasmo, que imita, imita, imita, imita, imita...
Bons tempos , os meus...
muito legal sua chamada !
abs
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