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Falta espaço para exibição de filmes brasileiros

Divulgação
João Pimentel, Secretário do CNC
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Pimentel Neto · Rio Claro, SP
6/7/2007 · 110 · 6
 

Brasília - Os brasileiros precisam conhecer mais sobre a diversidade cultural do Brasil pelo cinema produzido no país. A afirmação é do secretário geral do Conselho Nacional de Cineclubes, João Baptista Pimentel, que participa hoje (29) do último dia do Seminário Internacional sobre Diversidade Cultural.

Ele lembrou que praticamente todos os filmes produzidos no país são financiados com recursos públicos, devido às leis de Audivisual e Rouanet, que prevêem renúncia fiscal. “É um absurdo o povo brasileiro ficar financiando um cinema que ele próprio não pode ver porque não tem onde passar o filme".

Segundo ele, atualmente existem mais de 150 longas-metragens nacionais inéditos por não terem espaço para serem exibidos. “Hoje, todo cinema alternativo sobrevive pela exibição em festival de cinemas e no circuito de cineclubes”.

Nesse sentido, Pimentel criticou o fato de mais de 80% dos filmes exibidos nas salas de cinemas convencionais serem norte-americanos. Para ele, é preciso mudar a legislação para estimular o cinema nacional.

Ele disse, ainda, que o conselho de cineclubes está analisando um levantamento de todos os filmes e espaços de exibição alternativos, número de expectadores, entre outras informações.

"A partir dessa base de dados, vamos construir propostas alternativas de exibição no país”, afirmou. Até agora, já se sabe que são 301 pontos de exibição alternativos no país.

Pimentel acrescentou que a legislação que regulamenta a exibição não-comercial de filmes em cineclubes está em desuso por causa da extinção Conselho Nacional de Cinema (Concine), que havia regulamentado as apresentações sem fins lucrativos.

De acordo com ele, na próxima semana haverá uma reunião na Agência Nacional do Cinema (Ancine) para discutir sobre a edição de uma portaria que regulamente esse tipo de exibição.

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Ilhandarilha
 

Pimentel, esse assunto é bastante relevante. Falta cultura brasileira no cinema e nas rádios, mesmo, e é ótimo saber que alguma coisa está sendo feita para reverter essa situação. No fórum tem uma conversa sobre isso, bem aqui. Dá uma olhada lá e, se quiser, contribua com a conversa.
Só uma sugestão: como o seminário já aconteceu, é legal vc colocar isso no texto, ao invés de dizer que o João Pimentel falará hoje (29).
Outra sugestão é informar quando o CNC pretende concluir a pesquisa que dará conteúdo ao projeto de propostas alternativas de exibição. Embora eu não concorde com isso (não acho que a exibição da produção nacional deva ser "alternativa"), é um dado importante saber quando teremos esses dados. Você pode linkar o site do CNC: é uma boa forma de quem está interessado no assunto acompanhar isso. Linkar o site da Ancine também.
Um abraço!

Ilhandarilha · Vitória, ES 3/7/2007 21:39
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Pimentel Neto
 

Obrigado pelas sugestões. Quanto a questão do mapeamento de dados pelo CNC, informo que esta é uma ação permanente da entidade e seus resultados podem ser acessados em: www.cineclubes.org.br. Já em relação ao termo exibição alternativa explico que é usada para mera diferenciação em relação ao denominado "circuito comercial" e não quer dizer que a produção nacional tenha que ser ela própria alternativa.

Pimentel Neto · Rio Claro, SP 4/7/2007 02:49
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Andre Pessego
 

Pimentel, voce sabe mais que ninguém quem é a meia duzia de tais e quetais que mamam as verbas das "chamadas renuncias fiscais", mais enganosamente como "incentivos culturais". Que mamam enriquecem, uns até ficam ou já são milionários...
- Este "tutu" (publico) inibe a aparição de valores. No fundo o atraso é extamente o que era pra ser um incentivo.
andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 6/7/2007 04:49
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Pimentel Neto
 

Pois é Pessego, as leis de incentivo precisam ser aprimoradas. Acho que já tivemos alguns avanços, mas ainda existem falhas. Mais este é um outro assunto. Neste, o que precisamos garantir é a exibição da produção audiovisual brasileira.

Pimentel Neto · Rio Claro, SP 6/7/2007 07:15
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DaniCast
 

O problema não são as leis de incentivo. O problema é quem consegue ou quem não consegue captar recursos. A lei está boa, funciona, só que no momento de captar, os famosos e já estabelecidos tem muito mais facilidade do que os inéditos. Na prática, isso significa que quando uma Rede Globo usa a lei, consegue captar, produzir e exibir, enquanto os desconhecidos não conseguem, porque os patrocinadores não têm interesse em financiar desconhecidos, mesmo esses desconhecidos estando aprovados de acordo com as leis de incentivo!
ESSE é o problema.

DaniCast · São Paulo, SP 6/7/2007 10:07
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Pimentel Neto
 

Então Dani...vc diz que a lei está boa e logo depois a critica...e com razão, pois o problema está nas regras para captação que apesar do Conic, continuam tratando igualmente os desiguais

Pimentel Neto · Rio Claro, SP 6/7/2007 12:44
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