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Festa junina na escola e qualidade na educação

EdQue
Crianças da EC 18 de Taguatinga dançam com os pais e as mães.
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EdQue · Brasília, DF
1/7/2007 · 272 · 21
 

Há alguns dias participei da festa junina da escola pública onde meu filho estuda. Além dos tradicionais doces e bolos de milho, a festa agradou pelo aspecto cênico. O ponto alto foram as apresentações da meninada, preparadas previamente pelas professoras. As mestras, aliás, estavam todas lindamente vestidas de caipira. A terceira série apresentou uma coreografia para a música “Coração bobo”, do Alceu Valença. Meu coração zabumbou dentro do peito, como costuma acontecer nessas ocasiões. Noutra apresentação, as crianças da quarta série dançaram quadrilha junto com os pais e as mães. Foi muito bonito e mostrou a capacidade de organização das professoras, que conseguiram ensaiar pais e mães normalmente com agendas incompatíveis em virtude do trabalho. A festa foi emocionante e despertou em mim idéias sobre cultura, educação e sobre o papel da escola.

Estamos vivendo um momento em que o debate sobre educação, começa a ganhar espaço na mídia e na agenda da cidadania. Fala-se muito de cotas, necessidade de mais recursos financeiros e principalmente da baixa qualidade do ensino público. Em geral, pouco se diz sobre a necessidade da arte na escola. A visão de qualidade que está imperando nessas discussões é instrumental. As crianças têm de dominar determinado conhecimento para o país ter bons trabalhadores, profissionais liberais, empresários...Um dia descobrimos que nossos alunos queimaram um índio, espancaram uma mulher negra e não sabemos o motivo.

E olha que os documentos oficiais da educação brasileira falam em trabalhar com os jovens a “estética da sensibilidade”. Mas como tem sido difícil para as escolas fazerem isso! Refiro-me aqui apenas àquelas que tentam, pois muitas sequer cumprem o papel de transmissão de conhecimento, que dirá de sensibilizar. Felizmente, há muitos professores tentando formar mentes livres por meio da arte, do esporte, da literatura.

Sensibilizar por meio da educação hoje não é fácil. É nadar contra a correnteza. É ensinar a gostar dos sabores da comida brasileira, ao invés de levar o fast food para a lanchonete da escola. É cantar e dançar Alceu Valença e deixar É o Tchan fora da sala de aula. É mostrar um filme brasileiro para as crianças, ao invés de render-se ao bombardeio midiático do Homem Aranha.

Educar, afinal de contas, exige conhecimento, paixão e muito esforço, pois muitas vezes há resistência. Nem tudo se aprende com prazer, mas é possível aprender muita coisa prazeroza. A festa junina me fez, mais uma vez, constatar isso. Sei que a festa não acabou ali. Depois vêm as redações, as discussões sobre as apresentações. Tem até o Vale a Pena Ver de Novo, quando as coreografias são reapresentadas durante a semana para que os pais possam ir revê-las. Acima de tudo, existe a certeza de que as crianças nunca vão esquecer aquele momento, como eu nunca esqueci a primeira vez que dancei quadrilha na escola. O nome da menina que dançou comigo era Ana Paula...

Então, é preciso recolocar o debate sobre qualidade na educação. Além de jovens preparados para passar no vestibular, precisamos de homens e mulheres capazes de conviver, de pensar, de se emocionar e, ainda, que saibam selecionar. Afinal, informação é o que não falta. A grande tarefa da escola hoje não é empurrar mais conteúdo, e sim ensinar a escolher qual conteúdo, ou, melhor ainda, levar as crianças a produzirem conteúdo.

Sabemos que isso é uma tarefa árdua. Quando o mercado oferece tudo, como ensinar a optar? Quando a indústria do entretenimento invade as casas com toda sorte de lixo, como ensinar a gostar de poesia? Só vai conseguir ter sucesso nessa empreitada quem evitar o lugar comum. A Escola Classe 18 de Taguatinga (DF) não deixou a festa junina cair no trivial. Mostrou que é possível fazer educação de qualidade com beleza, poesia, muita animação e sem lixo “cultural”, é claro.

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Tetê Oliveira
 

EdQue, adorei ler esse texto. Fui professora, num colégio público por dois anos e, nesse período, senti muita falta do entrosamento entre professores, alunos e comunidade. Arte? Conteúdo de qualidade? Infelizmente, são coisas cada vez mais raras na educação brasileira.
Mas, o que me anima, é ver exemplos como o da Escola Classe 18 e outras mais, aqui e acolá. Certa vez, participei de uma reportagem sobre um professor que promovia curso de teato com seus alunos de uma escola pública numa favela carioca - Shakespeare era encenado nas lajes das casas. Muito legal!
Bom, quanto à edição, que tal dar um espaço entre os parágrafos? Acho que facilita a leitura. E fiquei em dúvida em relação a essa frase: "Nem tudo se aprende com prazer, mas é possível aprender muita coisa prazer" - seria "coisa prazerosa"?
Abs.

Tetê Oliveira · Nova Iguaçu, RJ 27/6/2007 23:28
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Tetê Oliveira
 

Ah, vc não consegue uma foto da festa pra ilustrar o texto? :-)

Tetê Oliveira · Nova Iguaçu, RJ 27/6/2007 23:29
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EdQue
 

Tetê,
obrigado pela sugestão de edição. Quanto à foto, eu tenho, mas não consigo colocar. Acho que é preciso editá-la, mas ainda não entendi como fazê-lo.

EdQue · Brasília, DF 28/6/2007 08:22
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Helena Aragão
 

Bárbaro teu relato, EdQue. Textos que aliam educação e cultura são muito bem-vindos (e fazem falta) no Overmundo. Enquanto o texto está na fila de edição (agora ainda faltam 27 horas para sair dela) você pode fazer as alterações que quiser, seja corrigir erros ou incluir fotos. Para isso, é só clicar no lapisinho abaixo do título. O ideal é a imagem estar na horizontal e ter resolução de 600 a 1000 pixels.
Tomara que você traga mais textos interessantes assim para compartilhar conosco.

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 28/6/2007 14:36
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Tetê Oliveira
 

EdQue, eu tb levei uma surra até conseguir incluir fotos nas minhas colaborações. Mas depois vi que é fácil... Eu, pelo menos, faço assim: abro o Adobe PhotoShop (ícone Iniciar, no meu computador, depois Programas e Adobe). Na tela do Adobe, clico em File (alto à esq.), em seguida Open e aí busco o arquivo da foto. Quando abre, vou em Image (perto de File, no Adobe) e Image Size. Lá no primeiro quadro, de Pixel Dimensions (Width), mudo pra 1000 ou 900 pixels e clico em OK. A foto fica bem menor na tela e quando vou fechá-la (clicando em X, no canto direito), o programa pergunta se quer salvar a alteração. É só clicar em YES, e depois OK. Dessa forma a foto fica Ok pra que possa incluí-la aqui no Overmundo.
Bom, desculpe o passo a passo prolongado (deve ter uma forma mais fácil de tirar suas dúvidas), mas espero que tenha ajudado vc. :-)
Beijo.

Tetê Oliveira · Nova Iguaçu, RJ 28/6/2007 20:35
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EdQue
 

Helena e Tetê,
Valeu pela ajuda. Da próxima vez, vou conseguir colocar a imagem. Dessa vez, o pessoal da técnica deu um empurrão.

EdQue · Brasília, DF 29/6/2007 17:17
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quasarte
 

E eu que participo da festa junina da escola da minha filha que é uma escola de burgueses e eles cobram para tudo. Inclusive o ingresso dos pais. É claro que eu não pago!
Há dois anos eles chegaram ao cúmulo de esconder os bebedouros é mole! E o pai da minha filha pensa que ela está sendo tão bem educada nesta escola!
Vou dar nome aos burros Escola da Ilha Vitória ES

http://quasarte.blogspot.com/2007/06/rpdio-mdia-e-alienao.html

quasarte · Estados Unidos da América, WW 30/6/2007 11:27
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Ilhandarilha
 

Muito bom o seu relato e sua reflexão. Também tenho pensado bastante sobre como, cada vez mais, educação e vida estão separados. E sobre como falta reflexão de educadores e pais sobre função da escola. Legal que ainda existam escolas como a que você relata.
Tai uma sugestão (ou desafio) para os overmanos: como transformar a escola numa instituição que realmente forme pessoas para a vida, como cidadãos, como seres criativos, como pessoas capazes de produzir cultura no sentido mais amplo?

Ilhandarilha · Vitória, ES 30/6/2007 14:37
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EdQue
 

Obrigado pelos comentários Quasarte e Ilhandarilha! Sou novato aqui no Overmundo. Ainda estou me familiarizando com a coisa, mas acho que devemos sugerir esta discussão (relação entre cultura e educação) num fórum, não acham?

EdQue · Brasília, DF 30/6/2007 15:57
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Ilhandarilha
 

Ai no fórum tem o Conversas. É um bom lugar pra vc propor isso. Verifique antes se já não há alguma conversa sobre isso iniciada. Um abraço.

Ilhandarilha · Vitória, ES 30/6/2007 16:33
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Andre Pessego
 

Pois é Ed. Há cobranças, aponta-se falhas em tudo - aqui, ali, acolá. O Estado é o culpado. E é. Mas o principal culpado são os pais. Em são Paulo, em 2006 mais de um professor foi agredido físicamente por alunos - dos 10 anos aos 16 anos. Em mais da metade dos casos os pais sequer foram na escola pedir desculpas. O que fazer, são outras questões. Ah! é o progresso.

Andre Pessego · São Paulo, SP 30/6/2007 20:23
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EdQue
 

A. Pessego,
É muito complexo o que vem acontecendo com a escola nestes dias. Uma coisa é certa. Muitas delas já não são mais lugares seguros. Por outro lado, na maioria das periferias e pequenas cidades ela ainda é a única instituição que pode dar alguma esperança. É triste ver que o professores estão sendo agredidos e que muitas vezes trabalham com medo. É que eles são os únicos agentes públicos presentes na vida das populações mais pobres, afinal, mesmo nas favelas onde a polícia não entra, entram professores. Eles sabem muito sobre o que é o Brasil, na própria pele, mas não têm poder político para fazer a sua voz ser ouvida. Na verdade muitos professores hoje são tão excluídos quanto os alunos das comunidades onde trabalham. Mesmo assim, muitos têm feito um excelente trabalho, mas em educação o resultado demora. Nem sempre quem planta uma árvore vê o frutos. Isso as vezes desanima, mas sem a escola a desumanização seria ainda maior.

EdQue · Brasília, DF 1/7/2007 08:55
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Roberto Maxwell
 

Eh uma pena que no processo de discussao da educacao, ate mesmo aqui no Overmundo, as coisas sao discutidas sem que os agentes sejam sequer citados. Mas, o Pessego lembrou que existem pais, professores, alunos, enfim, gente envolvida. Uma das causas maiores da minha depressao era a pressao sem recompensa quando eu era professor. Fiquei quase um ano doente, sem qualquer suporte das Instituicoes de Ensino para as quais trabalhava. Era visto como um vagabundo e nada mais. Mesmo para aqueles que sabiam do meu trabalho e me conheciam ha muitos anos.

A melhor coisa que eu fiz na minha vida foi sair da educacao, Honestamente, a sociedade nao faz por merecer profissionais dedicados.

Roberto Maxwell · Japão , WW 1/7/2007 20:01
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crispinga
 

Participei de um debare "acirrado" sobre a questão das "cotas raciais", aqui no Overmundo.
Não vou prolongar o assunto mas como estou estudando Docência, tenho lido muito sobre Educação, História da Educação no Brasil...E descobrí com as sábias palavras de Paulo Freire que "Educar é um ato político"!

Precisamos melhorar a qualidade do Ensino Médio e Fundamental da Rede Pública.

Remunerar melhor nossos professores.

Dar noções de civilidade , filosofia , cidadania e filantropia na Rede Privada.

Exigir que o governo cumpra com suas obrigações na questão das verbas para Educação.

"Sistema de cotas" só serve para acirrar o preconceito racial.

Os professores são testemunhas de alunos que chegam à Universidade sem saber escrever um texto, sem conhecer regras gramaticais básicas da língua portuguesa, sem conseguir interpretar um texto!

"Educar é um ato de amor" é uma visão romântica, vai muito além disso, é quase um sacerdócio! Exige VOCAÇÃO!

Cobrar de quem pode pagar nas Universidades Públicas, mesmo que uma quantia "simbólica".

Só assim diminuiremos as desigualdades desse país.

Parabéns pelo texto!
Parabéns pela abordagem!
Bjs
Cris Pingarilho



Recuperar as escolas públicas e as Universidades

crispinga · Nova Friburgo, RJ 1/7/2007 22:03
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EdQue
 

Crispinga,
É a educação básica que assegura a formação de cidadãos. Por outro lado, é a universidade pública quem tem, atualmente, condições de formar os melhores professores. Ou seja, é um ciclo. Não é possível melhorar um sem reforçar o outro. Quanto à cotas, tenho uma posição diferente da sua. Acho que cotas não criam racismo. O racismo tá aí. Não falar sobre ele é que seria errado. É preciso mexer no vespeiro do racismo. É preciso discuti-lo. Ele fica em silêncio, camuflado e tudo tá bem...As cotas mexem neste silêncio, além de levarem à universidade os excluídos dela.

EdQue · Brasília, DF 2/7/2007 08:11
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Zezito de Oliveira
 

Edque,

Parabéns!!! pelo texto.
Vez em quando tenho falado sobre o tema, na perspectiva abordada por você, em entrevistas para emissora de rádio e em bate papo com colegas professoras e com estudantes do ensino fundamental e médio.

Abraço,

Zezito de Oliveira · Aracaju, SE 2/7/2007 11:45
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DaniCast
 

Adorei seu texto. Sou professora de artes e cinema e é dificílimo vencer a barreira da "estrangeirização" da educação dos jovens, o preconceito e o nariz torcido que eles tem contra tudo que é brasileiro. Fica ainda mais difícil quando você ensina arte. Arte "não serve pra nada". Arte "não dá dinheiro". Arte "é inútil". E vamos criando gerações sem identidade, sem sensibilidade, sem sorrisos. É muito triste.

DaniCast · São Paulo, SP 5/7/2007 12:21
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Adroaldo Bauer
 

EdQue,
A grande tarefa da escola hoje não é empurrar mais conteúdo, e sim ensinar a escolher qual conteúdo, ou, melhor ainda, levar as crianças a produzirem conteúdo.
Esta síntese em teu texto é fantástica.
Guarda pro futuro, dissemina esse teu conceito.
A escola que cria é a escola democrática.
A educação carece da democracia para se processar.
A cultura da liberdade é primazia no ato de educar.
E, diz Paulo Freire:
- Ninguém ensina a ninguém, as pessoas trocam saberes em circunstâncias democráticas.
----
Pessoas,
Não há ato de criação (a expressão através da arte) por obrigação.
A rejeição ao currículo imposto da hora da arte não me parece ocorrer por ser uma relação com a cultura brasileira, mas uma rejeição à imposição.
O gosto pela arte também é um exercício de criação.
A cultura, como expressão do conhecimento e da construção desse, é a própria defesa e a garantia de permanência de um povo em um sítio qualquer do planeta.
A vida animal - nada contra os animais todos - só se diferencia em humanos se ele cria. E criar é não reproduzir relações de opressão, de desumanidade, de preconceito.
Criar é liberdade!
____
As cotas foram bastante e entusiasticamente discutidas à sobeja em recente postado da Juliaura - Aparecida! Iansã! - ainda que de modo atravessado, me parece, porque o postado dela era sobre discriminação, pichada por neo-nazista nas paredes de Porto Alegre na semana passada.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 5/7/2007 16:17
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EdQue
 

Zezito, DaniCast e Adroaldo,
obrigado pelos elogios. Compartilhamos do sentimento de que apesar dos problemas, é possível educar. E a educação só é emancipadora se ocorre num ambiente democrático.
Adroaldo, você citou Paulo Freire e se parece com ele...

EdQue · Brasília, DF 6/7/2007 16:59
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Adroaldo Bauer
 

EdQue ,

Natural que sou da Parnaíba, no Piauí, bem cedo aprendi que todo nordestino tem parecência, ainda que desde um ano de idade more em Porto Alegre.
A semelhança física é desde aí, creio, uma vez que Paulo Freire é pernambucano do Recife.
Afora isso, comungamos da mesma visão por liberdade e emancipação por longos anos da existência nossa nas mesmas circunstâncias de opressão, ele sempre meu referencial muito expressivo do que fazer, notadamente na Pedagogia do Oprimido, na Importância do Ato de Ler, na Ação Cultural para a Liberdade e em Conscientização (esse nunca mais vi publicado ou citado, uma pena, tão objetivo que é).

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 6/7/2007 17:33
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Elizete Vasconcelos Arantes Filha
 

EdQue,
Textos citando bons exemplos com bons resultados, valem mais a pena do que ficar criticando e "escolhaxando" os professores e a educação. A saude brasileira é uma porcaria, quem "escolhaça" os médicos? A justiça brasileira também, quem mete o cassete nos advogados e juizes?. Não, mas o professor é culpado por toda a derrota da humanidade.
Por você não ter citado estas coisas, e sim, um bom exemplo, aplaudo você, seu texto e já estou indicando para vários amigos meus, que buscam novidades para o currículo do próximo ano letivo.
Um grande abraço,
Elizete

Elizete Vasconcelos Arantes Filha · Natal, RN 1/9/2007 09:43
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