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Observatório

A história do Overmundo na memória de seus colaboradores
O Overmundo foi pensado para trazer à luz a cena cultural brasileira, independente da grande indústria cultural e que, justamente por ser independente, não costumava figurar com destaque nos grandes meios de comunicação. Algum tempo passado, constatamos que ainda há muito o que fazer e que, a cada dia – sobretudo com o advento da internet colaborativa e de ferramentas de autopublicação... leia

 
Forró Moderno 2
André Dib · Olinda (PE) · 27/9/2006 13:04 · 260 votos · 17 comentários ·  
 
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overponto
Paulo do Amparo
Forró transcendental: uma das aconchegantes festinhas do São João de Olinda
Aproveito a discussão iniciada em Forró Moderno pra compartilhar o que vinha me incomodando já faz um tempo: como tanta gente consegue dançar e curtir as novas modalidades de forró? Será que sou eu o ruim da cabeça e o doente do pé?

Não tenho nada contra o forró “moderno” enquanto estética. Logo quando cheguei em Pernambuco, o achei engraçado e curioso, até. Fiquei muitos anos me sentindo um alienígena, até que, dia desses, descobri o que tanto me incomoda na história. Não é nem a falta de profundidade das letras ou da música sofrível. Vários outros gêneros musicais são assim, e têm sua relevância cultural.

É a sua lógica externa, totalmente desvinculada de seu conteúdo, contra a qual criei uma aversão involuntária. Por trás de toda a pirotecnia do forró estilizado e dançado como fosse uma frenética aeróbica, está a reprodução do que de mais grotesco há na sociedade nordestina: coronelista, violenta, miserável, alienante.

O que falta mesmo nessas músicas é “qualidade”. E não é uma questão de ser boa ou ruim. Falta qualidade no sentido de não haver troca nem ligação alguma com o contexto social onde surge aquela informação. Conexão bem presente no forró “antigo”, ou "original" - seja lá o que isso signifique.

Se não, vejamos. Voltemos algumas décadas, e prestemos atenção nas letras e no jeito de tocar de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Marines e sua gente e do Trio Nordestino. Seus temas são plantação, animais, viagens, festa, lendas e causos. É a tradução musical da realidade do sertanejo nordestino de cinqüenta anos atrás.

Se por acaso entrei num surto saudosista, tomemos o hip hop, o samba e o funk “proibidão” como bons exemplos de como cada grupo humano pode expressar sua cultura sem fugir do contexto em que vivem. Pra citar exemplos gringos, lá teremos o blues, o funk e o rap americano.

Por sua vez, na pornografia berrada pelas loiras do Calcinha Preta ou Calypso, não existe conexão alguma com a realidade urbana (ou rural) vivida pelos nordestinos hoje. Ela é fuga. Fuga bem lucrativa para os empresários, é bom dizer.

Vertentes
Como bem disse o crítico de música José Teles, hoje predominam dois tipos de forrobodó: o “xote romântico” e a “lambada erótica”. O terceiro, o forró universitário, por sorte, sumiu das paradas de sucesso.

Da primeira categoria fazem parte artistas como Santana (o cantador, não o guitarrista). Tocam aquele forró arrastado, com instrumentos típicos do “pé-de-serra”; cantam a paixão pela moça, a dor de cotovelo, mais uma ou outra homenagem à Gonzagão. Por isso, se consideram (e são considerados) parte da tradição forrozeira.

A segunda categoria, o chamado forró “estilizado”, arrebanha milhares nos shows onde passa, vende toneladas de CDs pirata (sim, os empresários ganham muito com isso), e são um tipo de show da Xuxa mais (ainda) pervertido: paquitas seminuas, rebolando onipresentes nas mídias regionais.

No jeito de tocar, até que o forró de Santana e sua turma é bem parecido com o som de seus antecessores. Alguns até chegam a vestir o emblemático chapéu de couro. Mas a semelhança só vai até aí. Em nada mais lembram a riqueza do imaginário e da poesia “originais”.

Já o estilizado, mesmo sendo um campeão de audiência, não pode ser considerado tão popular assim, no sentido dessa cultura ter surgido do povo. Parece mais um produto consumido pelo povo nordestino. Imposto de cima pra baixo.

Para encerrar, convido a quem gosta de forró a conhecer o lado B das festas juninas aqui de Pernambuco. É quando despretensiosos trios de pé-de-serra se reúnem aleatoriamente, embalando o aconchego das bodegas improvisadas para o período. Geralmente não têm roteiro definido. Precisa dar uma volta com os ouvidos abertos ao som do triângulo, zabumba e sanfona; para então se embriagar no ritmo, de preferência a dois, e antes do dia clarear... boa viagem!

tags: Olinda PE musica forro pernambuco recife


 
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Muito bacana o texto, e aproveito para convidar todos para conhecer o São João em Aracaju. Venham conhecer Clemilda, Rogério, Joésia Ramos,"Antônio Carolos Du Aracaju", Amorosa, Erivaldo de Carira, naurÊa, Casaca de Couro, Bago de jaca, Cabeça de Frade, Waltinho do Acordeon, Nino karva, Zé Rosendo e Marluce, Sergival e muitos outros nomes do forró de Sergipe.
Alex Sant'Anna · Aracaju (SE) · 27/9/2006 14:33 
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Ôxe, André, assino embaixo das suas considerações sobre a "lambada erótica-berrada". Como sempre, vc com sua lucidez e clareza, manda bem sobre nosso dia-a-dia . abraço,rosa
Rosa Campello · Recife (PE) · 27/9/2006 17:13 
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Excelente... tinha pensado em escrever algo sobre, mas você contemplou tudo o que eu pretendia falar. A exemplo do que diz sobre “dançado como fosse uma frenética aeróbica”. Aprendi forró vendo Dona Cecília Avelina, mais conhecida como minha avó, e nada se parece com este modelo “academia”, de passinhos e coisa e tal. Beleza, dancem como quiserem os “criadores de passinhos”. Mas forró dubom continua sendo o gingado do dois-prá-lá, dois-prá-cá de Dona Cecília, até que se prove o contrário, ou o Tio Sam pegue de vez no tamborim!!! :)
Thiago Perpétuo · Brasília (DF) · 27/9/2006 19:18 
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Não sou um entusiasta desse tipo de forró, mas acho que ele possui sim ressonância no cotidiano das pessoas que o escutam. A maior parte das letras falam de desenganos amorosos, da desvantagem das mulheres nessas relações, e mesmo da "boemia forrozeira" ("de bar em bar, de mesa em mesa, tomando cachaça, bebendo cerveja. Mas foi num "risca-faca" que eu te conheci...").
Para mim esses mesmos temas, só que com uma linguagem mais apurada, são recorrentes tb na MPB...
Evandro Bonfim · Rio de Janeiro (RJ) · 28/9/2006 08:02 
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Concordo, Evandro, o rei Roberto que o diga. Só quis demarcar as diferenças entre o antigo e o novo forró. Luiz Gonzaga também cantava o amor (e a boemia), só que seus temas variavam para além disso...
André Dib · Olinda (PE) · 28/9/2006 08:47 
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Oi André,

O tema tem o que falar. Eu acho que a história da popularidade ou sucesso do forró foi resolvido muito fácil no texto. Como assim imposto de cima pra baixo? Você acredita realmente que a cultura se dá nesses termos? E ainda mais nas dimensões e profundidas que o Forró tomou hoje em dia. Naõ apagar as relações de poder, inclusive na cultura, na nossa sociedade, mas acho que tem idealismo/saudosismo com relação a própria idéia de "povo".

Nesse caso, o que posso fazer mais é problematizar. Não consigo levantar muitas respostas. Acho que a relação do forró estilizado com o cotidiano das pessoas é muito grande e revela uma mediocridade das relações humanas que estão sendo estabelecidas nesse contexto. Até proque é muito difícil pensar nesse sucesso sem pensar necessariamente em elementos de identificação.

Agora, na minha opinião, sem dúvida, o pé-de-serra é muito melhor de se dançar e ouvir.
Pedro Rocha - Grupo TR.E.M.A. · Fortaleza (CE) · 28/9/2006 11:30 
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Oi Pedro. Claro que simplifiquei um tanto a situação, o forró hoje tem inúmeras dimensões e significados culturais, que nunca conseguiria abraçar no meu texto. Sobre saudosismo, não creio tanto nisso, já que identifiquei o funk e o hip hop como exemplos bem divergentes da forma de produzir música de "periferia". Estes são bons exemplos de cultura que vem debaixo para cima (underground / mainstream , pobres / ricos, marginalidade, reconhecimento, etc). O forró eletrônico me parece mais uma imposição, como na monocultura da cana. O que aconteceu com outros tipos de música, não existem? "Se não tem tu, vai tu mesmo", como dizem por aqui.

Nos interiores nordestinos é que a coisa se revela mais forte: agora mesmo, estou em Catolé do Rocha, a trabalho. Aqui, é normal ver vários carros abertos com o som nas alturas, e homens bêbados mexendo com todas as meninas. Tem uma festa aqui chamada "Ferro na Boneca", acredita?

Lanço a pergunta: o que será que bandas como "calcinha preta" tem a ver com estupro e outras modalidades de violência, que nem chegam às estatísticas oficiais, em cidades praticamente fora do mapa?

André Dib · Olinda (PE) · 29/9/2006 21:01 
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Desculpa, André, mas talvez você tenha se equivocado no que diz respeito à "realidade urbana (ou rural)". Você é de Olinda, eu de São Paulo, mas até que ponto podemos dizer que a música do tal "Calypso" não tem a ver com a realidade do Pará, do povo do Pará?

Em primeiro lugar, não sei se é exatamente um demérito o fato de determinada letra - ou todo um movimento - 'fugir da realidade'. Música não é para ser um documentário, a arte também contempla todo tipo de criatividade e até mesmo simulação.

Foi assim, por exemplo, com boa parte do rock brasileiro dos anos 80. Aquilo tudo, em sua maioria, não era o que vivíamos, mas era o que - talvez - quiséssemos viver. E não se pode condenar todo o movimento simplesmente por não retratar a realidade urbana ou rural do nosso povo - ou de uma região.

Não gosto de "Calcinha Preta" nem de "Calypso", mas não somente tolero como compreendo perfeitamente as razões do sucesso. E não acho que as temáticas abordadas estejam fora da realidade popular.

E num comentário você lança uma pergunta, e nela embute uma acusação gravíssima, sobre eventual relação entre uma banda e índices de estupro.

Tenha dó, né?

Se as músicas ruins provocassem tudo isso, pode apostar que a taxa de suicídio seria grande, nas metrópoles e nos rincões, por força da patacoada que é 99% da indústria musical brasileira - e também alguns alternativos. Na boa.

Vamos deixar o povo ser feliz como ele quer, poxavida!

Por fim, gostaria de lembrar que 'forró' não é um ritmo, mas sim uma festa. Não existe o ritmo 'forró'. Nunca existiu. Existem vários ritmos que rolam numa festa desse gênero (xote, coco, coquinho, embolada, xaxado etc).
Gravatai Merengue · São Paulo (SP) · 1/10/2006 17:33 
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Pois é, Gravataí.

Obrigado pelo comentário evitando as palavras elitista e moralista! ;-)

Antes de mais nada, ao "tenha dó". Minha pergunta é: "qual a relação" entre Calcinha Preta e estupro. Não é uma afirmação do tipo causa e efeito. Não digo que as músicas provocam, mas que, quem sabe, reflitam essa realidade presente e ao mesmo tempo oculta na vida das mulheres e homens do sertão. Ao mesmo tempo, legitimam certas atitudes que levam à violência, afinal, tá na música, é isso aí mesmo"... efeito bola de neve.

Sobre realidade, existem várias, assim como são as vertentes do forró. Não tenho dúvida alguma que Calypso e Calcinha Preta cantam a realidade de milhares de fãs. Só quis, como meu texto demonstra, demarcar as diferenças entre o forró antigo e moderno. Na minha opinião, o antigo é bem melhor.

Como já disse, não condeno (quem seria eu para isso?) a existência do forró eletrônico e outras formas de manifestações (pra não dizer música) brega. Mas bem que poderia haver mais opção, né?

Estive até ontem no sertão da Paraíba, e me incomoda profundamente ver crianças de todas as idades cantando e dançando somente estas músicas. Imagine que você é uma destas crianças. A cada esquina, ouve um carro de som ao ligado ao máximo volume com Aviões do Forró. Vai na loja de CD, e só tem Saia Rodada. No piratão, mesma coisa. Show de fim de semana, "Forró Ferro na Boneca". Eles ocupam todas a mídias... Naturalmente, serei vítima dessa lavagem cerebral, ou vou-me embora daquele lugar!!

Falta opção, Gravataí, falta diversidade... É como aqueles campos enormes que só plantam cana. Acho isso muito triste, e quis dividir com meus colegas de Overmundo. Não quero só celebrar as culturas brasileiras, mas também ter a liberdade de criticá-las..!!

Um abraço,
André Dib · Olinda (PE) · 1/10/2006 17:59 
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Beleza, André. É a sua opinião, e você tem todo direito de defendê-la. Mas, de fato, a pergunta lançada foi acusatória. Você disse o seguinte:

"Lanço a pergunta: o que será que bandas como "calcinha preta" tem a ver com estupro e outras modalidades de violência, que nem chegam às estatísticas oficiais, em cidades praticamente fora do mapa?"

Ao dizer que 'nem chegam às estatísticas oficiais', você embute o pressuposto de que talvez tenha havido alguns estupros, mas sem número oficial que os registrasse.

A pergunta pode até ter sido um recurso retórico, no sentido de você imaginar que tal grupo pudesse influenciar uma conduta criminosa.

De um jeito ou de outro, não é algo que se possa fazer (porque aí não é opinião, mas alegação acusatória) sem que haja o fato concreto.
Gravatai Merengue · São Paulo (SP) · 2/10/2006 02:46 
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Então, pra ficar claro, eu repito.... apenas contextualizei o forró eletrônico dentro daquilo que ele oculta: de uma gritante miséria social, sexual e afetiva. Por isso perguntei: "o que a banda tem a ver com..."

André Dib · Olinda (PE) · 4/10/2006 19:15 
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wong Opa André...

Eu cai nesse artigo por acaso, e acabei lendo o que você escreveu. Parabéns!

Parabéns por ser tão racista cuturalmente. É impressionante como existem pessoas que discriminam o que não conhecem. Se auto-julgam intelectuais, e acham que sabem tudo de musica. Mas eu acho que não é isso o que acontece com você. Na verdade acho que você não deve ter o que fazer.

Gosto muito do "forró moderno" das banda Calcinha Preta, Calypso, Ferro na Boneca, Saia Rodada (bandas citadas por você) assim como gosto do Rock do Pink Floyd, Pagode do Grupo Revelação, Reggae do Gentleman, Psytrance do Skazi, Brega de Carlos Alexandre, ou qualquer outra coisa dessas... Cresci colecionando CDs do Iron Maiden e indo pra shows de forró.

Tenho certeza que sua critica não foi para certo estilo de musica, ou para essa ou outra banda, mas sim para o povo nordestino. Não sei se você é nordestino. Não creio que seja, pois o comentário "lógica externa, totalmente desvinculada de seu conteúdo" está totalmente enganada e mostra que você não sabe nada do nordeste. E ainda quer fazer comentários. "Tenha dó, né?" denovo.

O nordeste cresceu, as cidades cresceram, e a quantidade de gente que mora "na roça", em comparação, hoje é muito inferior. "Algumas décadas atrás" o nordeste era uma imensa fazenda, e os grandes Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e cia tocavam a vida daquela época, exatamente como você falou (50 anos atrás). Você, ai em Olinda, ou em qualquer outro lugar, tem plantação ou criação de animais no quintal do seu apartamento?

"Gritante miséria social, sexual e afetiva"? Realmente tenho uma curiosidade enorme em saber de onde você é, onde você cresceu, as musicas que escutava no processo de formação da sua pessoa. Esse seu comentário foi triste... O povo nordestino é alegre, festeiro, trabalhador, verdadeiro, e ao contrário de certas pessoas, não ficam criticando costumes de outras regiões. Talvez seja porque têm mais o que fazer.

Desculpe-me se em algum momento você se achou ofendido por minhas palavras, não foi a intenção. Acho que liberdade de critica proporciona a liberdade de criticar o que foi criticado. Há muito se fala: "Quem fala o que quer, escuta o que não quer".

[]´s

wong · Ribeirão Preto (SP) · 3/11/2006 00:05 
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Oi, "wong".
Parece que você esta tão raivoso pra me atacar que esqueceu de ler os comentários... muita gente, a maioria nordestina (se não todos), concordam com o meu escrito em número, gênero e grau. Os que discordam, fizeram gerar um diálogo bem proveitoso, o que até me fez rever alguns (pre) conceitos. Por isso gosto tanto do Overmundo.

Se eu te desculpo se, em algum momento eu me achei ofendido por suas palavras? Não é bem o caso. Você é apenas um apelido que se cadastrou ontem, pra me atacar sem mostrar a cara. Se apresente primeiro de forma decente.

Bom dia!
André Dib · Olinda (PE) · 4/11/2006 01:38 
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Po, Andre, Wong nao eh nome japones. POde ser chines ou coreanos (existe nas duas linguas), mas nao eh japones, nao... Um abraco.

E quanto ao texto, eu tb concordo com as criticas. Gostei mais do texto do frevo. Falar do que se admira leva a gente a estudar mais, a ler mais sobre o assunto e se informar melhor para escrever um texto mais rico.

Um abraco.
Roberto Maxwell · Japão · 13/11/2006 03:36 
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Aí é que está, Maxwell. Na minha opinião, tão importante quanto falar do bom é criticar o ruim. Principalmente quando o ruim está em todos os lugares, entra no meu quintal, invade a minha janela.

Quem está longe, pensa que o forró eletrônico é uma coisa que na verdade, não é. Mas creio que para ser ouvido, preciso ser mais do que André Dib. Quem sabe com o respaldo de um Fred 04 ou de um DJ Dolores (que compartilham da minha opinião), eu seja mais considerado.

Abraço, e valeu pelo comentário!
André Dib · Olinda (PE) · 13/11/2006 10:28 
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E antes de ser chamado de racista, classista, ou qualquer outro ismo, mais uma vez esclareço que não importa quem consome ou em que lugar isso acontece. Me posicionao contra: 1) ao sistema de produção perverso (e violento) que rege os bastidores deste estilo de música - e isto merece uma investigação mesmo, como Jarbas (Jabah Pureza), do Negroove tá propondo; e 2) à falta de opção pra quem quer ouvir outra coisa, principalmente no interior nordestino - daí a imposição (quase estupro cultural) acima citada.
André Dib · Olinda (PE) · 13/11/2006 17:04 
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Marta Rodrigues boas discussões!
Calcinha
Marta Rodrigues · São Paulo (SP) · 18/2/2009 16:37 
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