FÓRUM PERMANENTE DE CULTURAS POPULARES DO ESTADO DO PARÁ COMEMORA 1 ANO DE AÇÕES EM CAPANEMA.
Reunião em Capanema conta com a participação do Fórum Permanente de Culturas Populares do Estado do Pará, a Secretaria Estadual de Cultura, o Ministério da Cultura no dia 10 de março de 2007, no auditório da Casa do Comércio, em Capanema/PA, no horário de 08 às 18 horas, evento organizado pela Comissão Pró-Forum de Culturas do Nordeste Paraense re-unirá gestores e produtores culturais do Estado do Pará para implantar o Fórum de Culturas populares na Região do Salgado – Nordeste Paraense através da 2ª OFICINA REGIONAL COM GESTORES E PRODUTORES CULTURAIS DO NORDESTE PARAENSE . O Representante do Fórum Permanente de Culturas Populares do Estado do Pará será o Pesquisador, jornalista, Editor e Comunista CARLOS PARÁ, eleito na plenária do Fórum, que já representou o Fórum no Grande Encontro em Santarém Novo, Nordeste Paraense, Região do Salgado, nos dias 15 e 16 de Dezembro em 2006, onde reuniram os representantes do Fórum Permanente de Cultura, Carlos Pará, do MINC, Beth Almeida, Delson Cruz, Alberdan Batista, do Sistema Nacional de Cultura - SNC, Salete Miranda, Representações de diversas entidades de Quatipurú, Marapanim, Bragança, Belém, envolvendo produtores culturais, mestres de Carimbó, Pesquisadores, Comunicadores Sociais, Professores, Gestores Culturais, participando da Iª Caravana da Cultura do Nordeste Paraense e da Oficina Regional com Gestores e produtores Culturais dos Municípios do Nordeste e Salgado Paraense e da abertura do 5º FESTRIMBÓ de Santarém Novo, onde acompanhei as discussões e os discursos de questões gerais sobre a cultura, e de temas específicos, que considera o Carimbó como parte relevante do patrimônio imaterial brasileiro, envolvendo tradições, saberes, música, dança, poesia, meio-amabiente, etnias, o que está sendo solicitado junto ao IPHAN pela Irmandade de São Benedito (Santarém Novo) e por outras instituições e grupos ligados a essa manifestação popular, componente essencial da nossa identidade cultural principalmente no Nordeste Paraense do Pará. Acompanhei as demandas, as críticas e projetos de outros municípios.
A Caravana foi importante no sentido de ir ao local com o objetivo de reunir os atores culturais da região e buscar sua integração e articulação no processo de implantação do Fórum Permanente de Cultura e do Sistema Nacional de Cultura em nível local e regional, fomentando a Criação de um Novo Fórum Permanente de Culturas da Região do Salgado, novas Conferências para discutir o Carimbó no Estado do Pará e outras questões culturais, ambientais e políticas, a necessidade de criação de Fundos Municipais e Estaduais de Cultura assim como a preparação de instrumentos de elaboração, execução de projetos e o acompanhamento das políticas culturais dos municípios, do Estado e do País, permitindo a participação popular na gestão da Cultura numa vontade, numa iniciativa das próprias comunidades em aderirem a esse processo. Essa integração possibilita o Fórum divulgar as ações do próprio Fórum no interior do Estado, como também para divulgar programas, projetos, prêmios, editais, formas de financiamento, intercâmbios e outras iniciativas que podem garantir essa participação popular de atores e autores de centenas de municípios do interior para o processo político, para a produção cultural, facilitando o exercício dos direitos do cidadão, e colaborando cada vez mais para a não exclusão de tantos grupos. Para isso devemos ter uma mala-direta e os encargos do correio nulos, não dependendo exclusivamente da Internet como meio de Comunicação. O FPCP objetiva contribuir para a interação dos diversos grupos e atores culturais paraenses, com a finalidade de facilitar o acesso à formação e informação qualificadas, que pode contribuir no processo de implantação e co-gestão do Sistema Nacional de Cultura em nosso Estado, e influir efetivamente na elaboração de políticas públicas, municipais e estaduais, sob o viés da diversidade e valorização das Culturas locais, no caso, as Identidades.
Em vista disso, considerando que não só os governos, o "Poder Público", mas principalmente os Movimentos Sociais, a Sociedade Civil Organizada, os atores e autores da nossa Cultura, devem desempenhar papel decisivo na salvaguarda e resistência da cultura tradicional e popular e atuar o quanto antes, nas gerencias políticas, adotando medidas legislativas, principalmente a que tem por objeto a Cultura, a Educação, a Economia e a Comunicação. O Fator Econômico, através dos mecanismos de financiamento e patrocínio direto ou indireto (leis de incentivo, editais, fundos, programas...) ou de outra índole que seja necessária de acordo com a vontade e das práticas locais, respondam as expectativas das Comunidades, principalmente agora, em que há um novo Governo no Pará eleito pelo Povo, um Governo que se propõe como democrático e se dispõe a uma política de integração das Regiões juntamente com o Governo Federal que defende o mesmo Projeto. O Fórum precisa encaminhar à Governadora Ana Júlia e ao seu novo Secretariado, aos ministérios do Governo Federal e ao próprio Presidente Lula demandas e projetos-lei para beneficiar a Cultura Popular. È preciso que o Fórum se torne reconhecido com esse movimento na Opinião Pública, e a torne conhecida nas organizações ou instituições que se ocupam da cultura tradicional e popular e que fomentem o contato com as organizações amazônicas apropriadas que se ocupam da salvaguarda desta, assim como sua propriedade intelectual.
O FÓRUM DE CULTURA em suas participações, através de seus representantes, deve levantar relatórios, pesquisas e publicações dos eventos, fazer o registro fotográfico, sonoro, audiovisual, para manter em nosso Banco de Dados Socializado. Registrar a Linguagem das demandas sociais, oriunda das leituras comunitárias, a partir de relatos que os cidadãos fazem de como compreendem a cidade, seus problemas e potencialidades. No evento será disponibilizado o uso de materiais impressos e digitais. O material das instituições presentes será exibido em data-show e no final do evento srrão gravados em CD todos os arquivos apresentados e distribuídos para as representações No final das aresentações, será redigido a Ata de Implantação do Fórum de Culturas do Nordeste Paraense e a comemoração de 1 Ano de Ações do Fórum Permanente de Culturas do Pará..
A partir da organização e da vontade do pessoal de Santarém Novo como movimento social organizado, o Evento decidiu encaminhar um manifesto com assinaturas dos representantes e num próximo momento realizar com todas as cidades que tem o Carimbó como principal manifestação cultural, como Marapanim, Quatipurú, Ilha do Marajó, Santarém Novo, numa tentativa de somar esforços junto ao Instituto de Patrimônio Histórico Artístico Nacional, fazer o registro dessa Cultura como Patrimônio Cultural do Brasil.
Naquele debate, ficou evidente a necessidade de construir um Fórum Regional de Cultura na Zona do Salgado, que de forma empírica podem elaborar um Plano de Cultura, que possam atender seus diversos aspectos sociais, econômicos, ambientais e portanto Culturais. Esta Região conta com o Apoio da Comissão Nacional de Populações Tradicionais – CNPT, que abarca a diversas áreas da Zona do Salgado, mesmo havendo guias divulgados pelo Ministério da Cultura e IPHAN com as orientações, no que diz respeito à elaboração de Projetos e Solicitações de Registros, direcionados para os cidadãos dessa rica região, que precisa ser melhor vista pelo Poder Público, através de ações diretas de Patrocínio e Investimentos estruturais, a realidade de nossos hermanos ainda é diferente da nossa por não possuírem instrumentos que a sociedade moderna exclui, computadores, internet, impressoras, Pontos de Cultura, Uma outra tentativa de o Fórum trabalhar neste sentido, é fazer parcerias com o Sesc e o Sebrae que possuem sedes em diversos municípios do interior do Estado do Pará e trabalham com cursos profissionalizantes, consultorias, ações culturais.
O Fórum visa a formação de um grupo misto de técnicos e Movimentos Sociais, articulados com Pontos de Cultura, Centros Populares de Cultura, formando uma rede de cultura embalando nossas ações para discutirem e pactuarem propostas. É evidente o conhecimento por parte da nossa equipe e a dificuldade de implantar um método de elaboração participativa que coloca as demandas sociais como o fundamento, a origem, de todo o processo de construção do Fórum Permanente de Cultura e dum Sistema Estadual e Nacional de Cultura.
O Fórum incorpora o termo PARTICIPATIVO, a partir das construções realizadas ao longo das discussões feitas com os produtores culturais, os movimentos sociais, o Poder Público.
Dispor de dados que lhes permitam compreender o processo da tradição e de suas mudanças, seu caráter evolutivo, histórico, dentro de escolas, centros populares de cultura, servindo ainda para elaborar e introduzir nos programas de ensino, o estudo da cultura tradicional e popular de maneira apropriada, do modo mais amplo possível. Garantindo o direito de acesso dessas comunidades à sua própria Cultura , apoiando também seu trabalho nas esferas da documentação, arquivos, pesquisa, comunicação e interação com as outras Culturas;
Deve-se sensibilizar a população local para a importância da cultura tradicional e popular como elemento da identidade cultural, respeitando os outros credos e práticas religiosas dentro desses lugares ricos de manifestações culturais . Para que se tome consciência do valor da cultura tradicional e popular e da necessidade de conservá-la, é essencial proceder a uma ampla difusão dos elementos que constituem esse patrimônio cultural. Numa difusão deste tipo, contudo, deve-se, evitar toda deformação, a fim de salvaguardar a integridade das tradições.
a) Fomentar a organização de eventos como feiras, festivais, filmes,livros, revistas, jornais, exposições, seminários, colóquios, oficinas, cursos de formação, etc., e apoiar a difusão e a publicação de reivindicações, projetos, literatura, CDS, DVDS, documentos e outros resultados;
b) Estimular maior difusão de matérias sobre a cultura tradicional e popular na imprensa, nas Televisões Públicas, no caso do Estado do Pará, a Funtelpa, não atende às demandas e as expectativas do povo, pois o sinal de suas transmissões não pega em nenhuma cidade do interior do Estado, salvo em algumas partes quando é captado com antenas parabólicas. Ficando a mercê da programação dos meios de comunicação de massa alienantes desse processo.
A política de publicação e editoração do Governo do Estado do Pará também não prioriza a difusão dessas culturas.
d) Garantir o direito de cada município-membro de obter que os outros municípios-membros lhe facilitem cópias dos trabalhos de pesquisa, documentos, vídeos, filmes ou outros, realizados dentro do seu território;
TEXTO: CARLOS PARÁ
Membro do Fórum Permanente das Culturas do Pará
Editor da REVISTAPZZ- ARTE POLÍTICA E CULTURA
Membro do Partido Comunista do Brasil
Membro da Coordenação Executiva do Centenário de Dalcídio Jurandir
Pesquisador filiado a Associação das Universidades da Amazônia – UNAMAZ.
Contatos: 8859-4664.
revistapzz@gmail.com
Carlos, o título ficou cortado. Talvez ajude se você colocar em caixa alta e baixa (acho que a leitura fica bem mais agradável tb, no lugar de tudo em letras maiúsculas). Dá tempo de você mudar lá: observe que há um limite de caracteres para o título. Abraço
Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 9/3/2007 15:32
HELENA, já tinha percebido que o título havia sido cortado pelos limites de caracteres que a máquina do cérebro eletrônico funciona, o caráter de colocar em caixa alta é o sentido panfletário ideológyko e o que importa é chamar a atenção o impacto numa tipologia, num título, nas palavras que podem alternar-se em formas híbridas num canto da tela, um portam, uma chave, para facilitar a compreensão, o sentido e o signos das coisas que(m) somos nós.....Ainda não tive tempo de alterar porque estou na correria dessa viajem. Vamos sair amanhã seis horas de Belém para Capanema, chegar no evento duas horas depois, estou preparando materias e matérias para apresentar no evento, re-encontrar re-unir com amigos que tecema trama das culturas. qualdo eu voltar eu t e5cr3v0. Abraço
CARLOS PARÁ
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