FOTOGRAFIAS [¨O]

Filipe Mamede
Emanuel Amaral com sua câmera.
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FILIPE MAMEDE · Natal, RN
11/10/2007 · 173 · 22
 

Meu último 25 de setembro foi muito diferente. Na tarde daquele dia fui desenvolver um projeto da disciplina de fotojornalismo lá da faculdade. A idéia era acompanhar um dia de trabalho dos repórteres fotográficos dos jornais da cidade. Escolhi o jornal Tribuna do Norte, muito mais por comodidade da minha parte (trabalho na mesma rua do jornal), do que por qualquer outra coisa. O prédio da Tribuna do Norte fica no velho bairro da Ribeira. De arquitetura confusa, o local mais parece um labirinto. É um tal de desce escada, sobe escada, dobre aqui e vira ali e voilá. Passei pela redação e cheguei, finalmente, à sala de fotografia.

É certo que cruzei a redação em segundos. Mas foi o suficiente pra perceber que o clima na sala de fotografia era bem mais descontraído. Contrastava com a polidez da redação; com todos os repórteres um tanto quanto reflexivos e preocupados com a escrita dos textos. Ana Silva, a editora de fotografia, me apresentou aos fotógrafos e disse que eu seguisse o repórter fotográfico Emanuel Amaral, o próximo na escala de trabalho.

E assim aconteceu. O nosso primeiro destino era acompanhar uma sessão no Tribunal Regional Eleitoral e ver o que estava acontecendo. Sobre essa pauta, Emanuel foi comunicado verbalmente. Não sabia ao certo o que deveria fotografar. Enquanto nos dirigíamos ao TRE, pergunto ao Emanuel de onde veio o seu interesse por fotografia. Ele me disse que trabalhou durante muito tempo num laboratório fotográfico e, que de tanto ver fotos, resolveu um dia começar a fazer os seus próprios clicks.

Chegando ao TRE, acompanhamos o andamento da sessão por, pelo menos, uns quarenta minutos. Emanuel procurou fotografar todas as partes envolvidas e explorou todos os ângulos possíveis. Fotografou em pé, sentado, com flash e sem flash e ainda trocou de lente três vezes. Entre uma fotografia e outra, Emanuel me contava sobre a estrutura da Tribuna do Norte. “Lá são seis fotógrafos ao todo. E as pautas variam entre duas ou três por fotógrafo. Mas quem trabalha de tarde, muitas vezes trabalha bem mais do que quem trabalha pela manhã”. Isso acontece porque as pautas do turno da manhã “caem”, vez por outra e, passam a ser executadas no período da tarde. O que acaba sobrecarregando o trabalho de Emanuel e outros colegas de turno.

No jornal, as máquinas são alugadas pela empresa. Emanuel, que é repórter fotográfico há mais de dez anos, trabalha com uma câmara digital Canon Z0D. Sobre a fotografia digital, ele filosofa. “A fotografia digital é prostituída. Todo mundo vê a foto e dá pitaco.” E ainda sentencia. “Pra ser um grande repórter fotográfico, tem que estar atento”.

O gabinete e a santinha

O próximo passo era ir até o gabinete do Deputado Estadual Luiz Almir. Abro aqui, um parêntese sobre a figura pitoresca do Deputado. Luiz Almir, sujeito bonachão, além de cantor de música brega (seresteiro de talento duvidoso) e apresentador de TV, estava anunciando a sua pré-candidatura à prefeitura de Natal, uma vez que, em pesquisa encomendada por outro pré-candidato, o nome de Luiz Almir aparecia na segunda posição.

O gabinete do deputado era pequeno e repleto de fotos dele mesmo enfeitando as paredes. Eu e o repórter Everton Dantas nos sentamos. Emanuel ficou de pé e começou a fotografar o deputado. Pouco tempo depois, percebi a imagem de uma santa sobre a mesa do deputado. Abro aqui, o segundo parêntese. No programa de TV de Luiz Almir, o deputado lê todos os jornais da cidade e comenta as notícias. Para o bem e para o mal. Além de certo populismo e demagogia, Luiz Almir sempre clama pelas graças de uma santa que em momento algum sai do foco dos seus câmaras-man. Só vendo mesmo...

Voltando ao gabinete e à imagem, devo confessar. Não sou muito bom de santa, mas acho que era a imagem de Nossa Senhora Aparecida. A santinha estava virada de costas para mim. Tirei minha máquina digital da bolsa, me lembrei do programa do Deputado e tive uma idéia. Virei a santa ao contrário e tentei uma fotografia. Coloquei a “imagem” em primeiro plano e o deputado por trás dela.

Emanuel, ao ver o que eu estava fazendo, achou a idéia boa e pediu para trocar de lugar comigo. Colocou a santa mais próxima ainda do deputado e tirou, uma, dois, três fotos. Aproximou a santa mais e mais e disparou o flash outras duas vezes. Pronto. A fotografia estava feita e na manhã seguinte era editada com a seguinte legenda: “Deputado Luiz Almir garante que vai concorrer”. Nessa fotografia, só uma coisa não saiu como deveria. Na hora de creditar a foto, esqueceram de colocar o nome de Emanuel Amaral. Ao invés disso puseram “Arquivo Tribuna do Norte”.

E agora José?

Depois da visita ao gabinete de Luiz Almir, a próxima parada era uma colônia de pescadores próximos à Macaíba, município que fica a menos de 20 km de Natal. Desde o desastre ecológico* há pouco mais de dois meses, os pescadores da comunidade de Água Doce estavam passando por dificuldades, já que a pesca esteve proibida por um bom tempo. O repórter agora era Itaércio Porpino. Dono de um texto sensível e preocupado esteticamente com as matérias que escreve, Itaércio demonstrou todo o cuidado em nos explicar a pauta.

Antes de chegar naquela comunidade, Itaércio perguntou: “Será que vai ter algum José por lá?” – E eu respondi: “Acho que pelo menos uns três.” Perguntei se era por causa da poesia de Carlos Drummond de Andrade, “ José”. Ele disse que sim; queria construir uma narrativa usando o poema como fio condutor. E assim ele fez. Mas antes disso, ao chegar à colônia, não tinha os três Josés como eu havia previsto, tinha dois, na verdade. O primeiro, José Fernandes, sete bocas pra dá de comer, conhecido como Zé Preto, estava de cócoras costurando a rede de pesca. Emanuel se agachou e tirou fotos de seu Zé Preto de Plano Médio* e muitas outras buscando acentuar o detalhe das mãos do pescador tecendo sua rede.

Seguindo adiante, encontramos o segundo José. O José Nunes de Oliveira, acompanhado pelo amigo e também pescador, Luiz Dalvino da Silva. Seu José Nunes e o seu companheiro Luiz também estavam consertando as redes de pesca também. No local, uma casinha simples na beira do rio Potengi. Por traz dos pescadores havia uma canoa velha, remos encostados na parede e a rede de pesca se estendendo pela área da casa. Emanuel e Itaércio ficaram felizes, pois sabiam que seria possível compor uma boa fotografia, sendo esse um cenário riquíssimo. (Pelo menos sob a ótica fotojornalística)

Emanuel fez cerca de 10 fotografias. Explorou todos os ângulos e nuances que lhe davam na 'telha'. Como a foto de seu Zé Preto, Emanuel procurou mostrar o detalhe das mãos do velho pescador tecendo sua rede, enquanto eu e Itaécio ouvíamos o seu José Nunes e o seu Luiz Dalvino reclamarem da falta de peixe e ainda dispararem dezenas de aforismos de cunho político. “Esse povo só vem aqui atrás de voto. ‘Que dê’ que vieram mais aqui. Vem mais nunca...”.

E o resumo da ópera é o seguinte: do TRE eu continuo sabendo pouca coisa sobre o seu funcionamento. Do deputado e seresteiro Luiz Almir, concordo com as palavras dele. “Na disputa pela prefeitura no ano que vem, será o brega contra o chique”. Os pescadores, coitados, acostumados a pegar uns 60, 70 e até mesmo 100kg de peixe por dia, estão tendo que se contentar com mirrados 15 quilos e olhe lá...

Enquanto o mundo gira, o fotojornalismo como prática do jornalismo por meio da linguagem visual, não substitui a linguagem verbal dos meios de comunicação impressos. Ao contrário, elas caminham juntas e se completam; aproximam os leitores da notícia. Finalizando, termino a narrativa com a virtuosa comparação do fotógrafo Emanuel Amaral: “O repórter fotográfico é como um médico, se ele estiver na rua e acontecer um acidente, ele tem que prestar o socorro. Assim são os fotógrafos, o comprometimento com a fotografia dever ser de 24 horas por dia”.


* Plano Médio: No enquadramento das fotografias feitas em Plano Médio, o corte é dado acima da cintura, podendo ser mostrado mais aberto ou mais fechado, conforme a intenção do fotógrafo. Elimina-se a parte do fundo como também a parte inferior do corpo.

* Desastre Ecológico: Na manhã do dia 27 de julho, milhares de peixes "acordaram" boiando no Rio Potengi. Algumas empresas de carcinicultura foram apontadas como culpadas pela mortantade dos peixes. Mas como sempre, recorreram e, os processos estão se desenrolando até agora.

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Elizete Vasconcelos Arantes Filha
 

Filipe Mamede, meu amigo querido. O que dizer desse artigo, senão (Tô com uma inveja danada!). Vc sabe que o jornalismo foi a minha primeira opção na universidade, (tenho 2 irmão jornalistas, Sócrates Arantes e Platão Arantes), sempre quis ser uma jornalista, a vida me encaminhou para o lado da pedagogia e das artes visuais.Mas, voltando aqui para seu texto, maravilhoso esse mundo não? cada dia novas pautas, novas surpresas, novos encontros e desencontros com pessoas pitorescas e muitos causos. Você descreveu as fotos tirada e os seus planos que me deixou babando e imaginando a fotografia no estágio final.
Um grande abraço, como sempre, logo que possa, eu voltarei para votar e recomendar como sempre.
Se vc tiver tempo, e claro, escreva um texto sobre esse problema ecologico, mostrando a verdade e não as mentiras desenvergonhadas que a TV anda mostrando.
Elizete Arantes ( sua fâ)

Elizete Vasconcelos Arantes Filha · Natal, RN 10/10/2007 12:31
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FILIPE MAMEDE
 

Pois Elizete, ano que vem eu sou 'jornalista', pelo menos no diploma. Espero ter um pouco se sorte pra arrumar um emprego logo. Vontade de trabalhar, eu tenho muito. Trabalho desde os 15 mais ou menos. Sobre o jornalismo, Gabriel Garcia Marquez dizia que o trabalho começa quando a gente termina o texto... ou seja, nunca pára.
Um abraço e obrigado pela leitura primeira.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 10/10/2007 13:45
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Higor Assis
 

Ufa hein Amigo que dia.

É muito importante pra nós conviver ao lado dessas situações. Muito legal as fotos.

Higor Assis · São Paulo, SP 11/10/2007 07:52
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Higor Assis
 

Agora fala a verdade deve ter pedido vaaaaarias dicas né hahah

Um abraço irmão.

Higor Assis · São Paulo, SP 11/10/2007 07:53
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FILIPE MAMEDE
 

Esse dia aí, foi do meio-dia até as seis, direto! É bem puxado sim Higor. Pro reporter e principalmente pro fotógrafo, que tem que carregar máquina, lentes, filmes e ainda ficar andando pra lá e pra cá procurando os melhores ângulos. Se você tiver uma oportunidade como esse, não perca, é bem legal.
Um abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 11/10/2007 08:04
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Elizete Vasconcelos Arantes Filha
 

Pois é, caro Filipe, meu grande futuro jornalista, dos "bons"!. Tô aqui para ler mais uma vez e votar.
VOTADÍSSIMO!
Elizete

Elizete Vasconcelos Arantes Filha · Natal, RN 11/10/2007 08:46
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Cintia Thome
 

Jornalista de primeira, hein meu Companheiro?
bacana...bacana...vou ver os links depois...mas vou ver sim.
bj

Cintia Thome · São Paulo, SP 11/10/2007 09:10
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Roberta Tum
 

Então Filipe, gostei muito.
Convivo neste meio há tanto tempo, e para mim tudo ainda é mágico.
Com certeza...rs... a sala da fotografia sempre vai ser mais animada.
E repórter fotográfico é operário da imagem, carregando peso, enfrentando stress nos locais mais variados em busca da imagem incontestável, repleta de significados que possam ser "lidos", sem legenda.
Beleza, resgatou uma galera que tem pouca visibilidade.
Abraços!

Roberta Tum · Palmas, TO 11/10/2007 14:25
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FILIPE MAMEDE
 

É pegada é essa Roberta. O repórter fotográfico fica sempre em segundo plano, mesmo em tempos em que a imagem tem tido tanto importância não é mesmo?
Obrigado pela leitura. Um abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 11/10/2007 14:47
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Andre Pessego
 

Felipe, voce realmente tem dons e dotes extraordinários
para grandes reportagens/; pesquisas, legal, um abraço,

Andre Pessego · São Paulo, SP 11/10/2007 17:46
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Saramar
 

Felipe, que maravilha!
Eu que adoro fotografia, fiquei encantada, apesar de um tanto penalizada com a imensidão do trabalho que dá uma única e boa foto.
Creoi que todo fotógrafo é um pouco poeta (não, não estou puxando a brasa...). Digo isso pelo olhar diferenciado que ele precisa ter para fazer um bom trabalho.
Sobre o seu texto, só tenho uma palavra: excelente! Ganharemos um grande jornalista em breve, já vi.
Parabéns!

beijos

Saramar · Goiânia, GO 11/10/2007 19:42
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LAILTON ARAÚJO
 


MEU AMIGO FILIPE!

O olho da máquina registra a cara do povo... Num simples clicar, o flash relembra os antigos retratistas. Quem não lembra das fotos: antigos "monóculos"! Eram os registros do Norte e Nordeste do Brasil... Eu era feliz e não sabia!

A direção (ou acompanhamento) do fotógrafo tem o dedo certo do improviso: boas sacadas jornalísticas!

O texto provoca... É ecológico! Político com certeza! Mas... Com cara de cinema nordestino! Tem até roteiro musical...

Parabéns!

Abraços.

Lailton Araújo

LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 11/10/2007 23:45
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FILIPE MAMEDE
 

André, Saramar e amigo Laílton, antes de tudo obrigado pela leitura. O fotógrafo seja, talvez, um poeta, quando ele tenta compor a foto. Ele espera, ele analisa, percebe uma luz, uma sombra... eis aí um momento de poesia.
Um abraço pra vocês...

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 12/10/2007 08:00
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jjLeandro
 

Diga lá, Filipe. Belo flagrante do cotidiano jornalístico.
Essa rotina jornalística conheço-a bem, há 24 anos, que tempo hein?, e sei como é barra. Vc tá sentindo isso, mas sabe que é bom.
Apenas uma brincadeira sobre os processo do desastre ecológico que você disse: "Mas como sempre, recorreram e, os processos estão se desenrolando até agora." Acho que na realidade os processos estão enrolados até agora pois vão só se complicando...rsrsrsr
É apenas uma licença poética, nada a ver com o seu texto, entende?

abcs

jjLeandro · Araguaína, TO 12/10/2007 09:07
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Marcos Paulo Carlito
 

Maior legal!

Muito didático para quem deseja conhecer o universo da fotografia, da universidade, do jornalismo...

Marcos Paulo Carlito · , MS 13/10/2007 13:35
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Candice Gonçalves
 

Adorei o texto e o teu dia de repórter ao lado do fotógrafo. Aqui pelo Crato temos o Augusto Pessoa, que fotografou pela National Geographic por muitos anos. Serei fotógrafa um dia, nem qeu seja a oficial da família! Adorei o texto, adorei a tua forma de contar a história. Parabéns!!!!

E outra coisa, Filipe: foi só desantenção mesmo, viu? me perdôe pela ausência do "i". Um primo meu também é Filipe.

Candice Gonçalves · Crato, CE 15/10/2007 13:07
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Cintia Thome
 

Voltei para te dizer, que agora que assimilei mais, pois estou de castigo por causa de uma gripe depois da viagem, mas você é ótimo, pois o "jornalista" fotógrafo é muito importante, fala mais que as palavras e você tem razão, só tem chance àqueles que fazem da profissão "arte", mas todos os fotografos tem arte em nos retratar o cotidiano, nos passar emoções....Eu já havia votado, mas agora só estou relendo e marcando um pouco a presença...abçs.

Cintia Thome · São Paulo, SP 15/10/2007 13:55
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Tetê Oliveira
 

Bela experiência, Filipe! Acho que uma boa reportagem é fruto dessa dobradinha: repórter e repórter fotográfico! Uma dupla e não somente dois profissionais... Eles precisam estar juntos, antenados realmente, como no exemplo do Emanuel e do Itaércio.
Abraço.

Tetê Oliveira · Nova Iguaçu, RJ 15/10/2007 14:57
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FILIPE MAMEDE
 

Candice, valeu pela visita e pelo "I". Não vai errar mais hein!?
Cintia, a fotografia dos jornais estão perdendo um tanto da estética e da beleza. Infelizmente estão cada vez mais chapadas e menos reflexivas. Mas é bem verdade, que existem alguns jornais que ainda prezam por uma boa composição das fotos. E Tetê, você tem razão, o repórter e o fotógrafo devem ter o mesmo feeling, se não for assim, não vai...
Um abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 15/10/2007 19:54
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Belo trabalho, Filipe
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 15/10/2007 20:14
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Nivaldo Lemos
 

Filipe, meu amigo,
mais uma vez me desculpe a demora. O texto, como sempre, está um primor e dá bem a idéia do trabalho de um fotógrafo de jornal diário. Para mim, é sempre um prazer renovado visitar seus textos. Este não foi diferente. As fotos também estão ótimas. Parabéns, amigo. E um abraço cheio de saudades de Natal.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 16/10/2007 15:58
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FILIPE MAMEDE
 

Nivaldo, tua visita, mesmo tardia, é sempre muito bem-vinda. Obrigado pela visita. E o Joca também. Um abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 17/10/2007 09:11
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Emanuel fotografanfo no TRE. zoom
Emanuel fotografanfo no TRE.
No gabinete de Luiz Almir (e a santinha). zoom
No gabinete de Luiz Almir (e a santinha).
Seu Zé Preto e as dificuldades da vida. zoom
Seu Zé Preto e as dificuldades da vida.
Emanuel busca os melhores ângulos. zoom
Emanuel busca os melhores ângulos.
Luiz Dalvino e seu José Nunes. zoom
Luiz Dalvino e seu José Nunes.
Na casa dos pescadores... zoom
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