Observatório

A história do Overmundo na memória de seus colaboradores
O Overmundo foi pensado para trazer à luz a cena cultural brasileira, independente da grande indústria cultural e que, justamente por ser independente, não costumava figurar com destaque nos grandes meios de comunicação. Algum tempo passado, constatamos que ainda há muito o que fazer e que, a cada dia – sobretudo com o advento da internet colaborativa e de ferramentas de autopublicação... leia

 
Fuso horário de verão coloca o Acre lá no Japão
Fabiana Mesquita · Rio Branco (AC) · 1/3/2007 00:14 · 363 votos · 41 comentários ·  
 
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overponto
Nattércia Damasceno
Alguma coisa parece estranha no boa noite de William Bonner e Fátima Bernardes.
Com o fim do horário de verão resolvi postar um texto para falar de alguns transtornos que ele provoca por aqui. Não é porque o telefone toca às cinco da manhã de vez em quando ou porque é difícil levantar às 7h depois de ter assistido ao Corujão na noite anterior – isso até que é bom, nem termina tão tarde assim. O fuso acreano não parece inconveniente se levarmos em conta apenas uma chamada fora de hora ou um filme da madrugada, no meio da noite. A não ser que essa chamada seja para tratar assuntos de trabalho com alguém que já está na metade da manhã lá no sudeste e o filme da madrugada tenha sido exibido aqui para uma criança de nove anos.

O Acre tem o fuso de duas horas a menos em relação ao horário de Brasília, e, no horário de verão, a diferença sobe para três horas. Isso faz com que o acreano tenha de se adaptar a praticamente tudo que envolve os outros estados. Por exemplo, não é possível sacar mais de 100 reais a partir das 20 horas; os transtornos nos horários dos vôos, que fazem com que o percurso até o centro-oeste, que dura 3h30min em média, acabe levando uma noite inteira – já o retorno, anote-se, é feito em trinta minutos; nos concursos públicos nacionais, como o do MPU realizado recentemente, o candidato acreano inicia a prova às cinco da manhã. Nesse caso, infelizmente alguns chegaram ao local de prova às 8h porque não consideraram o “*horário de Brasília” no cantinho do cartão. Mas deve ter sido mesmo difícil para aqueles que não têm recursos conseguirem condução até o local, já que o ônibus também começa a circular às 5h.

A programação de TV é ainda mais inusitada. O Jornal Nacional é exibido durante o sol das 17h. Programas impróprios são apresentados a crianças e adolescentes antes das 22h, o que faz com que o Ministério Público entre todo ano com ação para que as retransmissoras passem a exibir os programas de acordo com o horário local, mas gravar a programação e exibir (com baixa qualidade) mais tarde é um procedimento muito caro e a determinação acaba sendo cumprida por pouco tempo. As que mantêm a programação de acordo com a classificação indicativa preenchem o espaço com programas locais. Por isso a produção de TV no Estado é bastante intensa: são dois telejornais, seis noticiários, dois de entrevistas e dois de variedades exibidos nas quatro retransmissoras – TV Acre/Globo, Gazeta/Record, Rio Branco/SBT e TV 5/Band – sem contar com os programas da emissora pública, um bom aspecto para o contexto cultural do Estado.

Sobre fusos horários

Até o início do século passado, cada cidade tinha sua própria hora, de acordo com a passagem do sol pelo meridiano do Observatório Nacional. Quando na Capital Federal, Rio de Janeiro, eram 12 horas, em Recife eram 12:33 e em Porto Alegre 11:28. E era assim em toda parte: os relógios locais nos EUA se referiam ao meridiano do Observatório Nacional em Washington; na França, ao meridiano do Observatório de Paris...

Com o desenvolvimento da ferrovia e do telégrafo, o horário variado das cidades provocou uma grande confusão que prejudicava as relações comerciais, dificultava a segurança do tráfego nas estradas de ferro, impedia a comparação das datas e horas dos despachos telegráficos e transações que dependiam de pontualidade nos contatos. Até que em junho de 1913, o presidente da República Hermes da Fonseca aprova o projeto de lei que adota o fuso horário a partir do meridiano de Greenwich, sistema então implantado na maior parte do mundo.

O Brasil ficou dividido em quatro fusos distintos: o primeiro, com menos duas horas, para Fernando de Noronha; o segundo fuso, menos três horas, compreende todo o litoral do Brasil e alguns Estados interiores; o terceiro fuso, menos quatro horas, ficou para Mato Grosso, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Mato Grosso do Sul. Apenas o Acre e mais seis pequenas cidades da parte oriental do Amazonas ficaram com o quarto fuso, com menos cinco horas em relação a Grenwich.

Da inutilidade do quarto fuso

O senador Tião Viana apresentou no Senado Federal, em novembro de 2006, duas proposições que visam a inclusão do Acre e parte do Amazonas no terceiro fuso, com apenas uma hora a menos de Brasília. A primeira é um projeto de Decreto Lei que convoca plebiscito sobre a mudança e a outra proposição é o Projeto que altera a lei de 1913 colocando as cidades no terceiro fuso.

Segundo o senador, a redução permanente de uma hora irá permitir uma maior integração com o sistema financeiro do resto do país, facilitar as comunicações e o transporte aéreo, além de tornar o horário de funcionamento dos bancos mais acessível. A população acreana irá acordar e dormir mais cedo, economizando uma hora todos os dias com o clima ameno da manhã e tardes mais longas para aproveitar.

tags: Rio Branco AC cultura-e-sociedade fuso-horario classificacao-indicativa programa tv


 
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Fabiana,
sempre tive uma curiosidade enorme para saber como são os hábitos televisivos dos acreanos com a diferença do fuso! Aqui no Ceará o fuso é o mesmo de Brasília, mas no horário de verão a diferença fica em uma hora e eu adianto meu jantar para o final da tarde só para adequá-lo ao horário da novela das seis :).
O texto está ótimo, um dos que mais gostei aqui no Overmundo.
Confere isso, acho que vai te interessar.
Ricardo Sabóia · Fortaleza (CE) · 26/2/2007 22:30 
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Olá, Ricardo,
Confesso que até gosto do horário de alguns programas aqui. Dá para assistir uma boa parte da novela antes de ir para a faculdade e uma ou outra série que gosto. Só fica chato para o público infantil, pois os programas direcionados passam cedo demais e outros não-direcionados são exibidos por volta das 20h.
Também janto cedo para me adequar ao horário dos programas, o que prova que (não queria admitir) sou um produto da teledependência.
A portaria sobre a classificação indicativa é resultado de um trabalho bacana do Ministério da Justiça. Tomara que dê certo.
Abraço
Fabiana Mesquita · Rio Branco (AC) · 27/2/2007 01:52 
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Belo texto, Fabiana. Um assunto que merece ser discutido.
Grande abraço!
Egeu Laus · Rio de Janeiro (RJ) · 27/2/2007 10:21 
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Valeu, Egeu!
Temos que dar seguimento àquele nosso projeto sobre mercados municipais...
Outro abraço!
Fabiana Mesquita · Rio Branco (AC) · 27/2/2007 11:51 
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Gostei! Achei interessante ler a respeito!
Roberta Tum · Palmas (TO) · 28/2/2007 18:02 
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Grande sacada para o texto. A maioria dos brasileiros não tem noção do que é o Norte do País. Meu pai mora em Rondônia, Porto Velho, eu moro em Campo Grande, MS, e outra parte da família em RS, sem contar minha filha que está no Rio. É muito fuso horário pra cabeça. E sim, ver a Globo em Rondônia e Acre é surreal. A rede nacional abomina as particularidades. parabéns pelo texto. abs
Rodrigo Teixeira · Campo Grande (MS) · 28/2/2007 23:21 
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É por isso que eu não faço concursos no verão rs
Interessante mesmo é ver a Família Andrade Lima vendo o JN.
Agora você imagina na hora da novela...
Parabéns pelo texto, Fabiana!
Beijão
Nattércia Damasceno · Rio Branco (AC) · 1/3/2007 01:44 
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Conheci o Acre. São situações inusitadas. Um dia, vale falar da política daí, onde tem gente que acha que vale o cabresto.
Delfin · São Paulo (SP) · 1/3/2007 01:46 
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Não entendi o comentário, Delfin. Acho que em todas as regiões do Brasil há gente que acha que vale o voto de cabresto.
Felipe Gurgel · Fortaleza (CE) · 1/3/2007 05:00 
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Fabiana creio que o texto nos remete à uma discussão antiga: a regionalização das Tvs e outros meios. Se não vivessemos a realidade de uma programação ditada pelos grandes centros, não teriamos esse tipo de problema.
Pedro Vianna · Belém (PA) · 1/3/2007 05:54 
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Sempre me perguntei se o Acre seguia o horário de verão. Aqui no Ceará, conseguimos manter nossos horários durante esse período, já que, nesta região, adiantar uma hora nos relógios não economiza energia alguma. Não seria essa a situação aí também?
Débora Medeiros · Fortaleza (CE) · 1/3/2007 06:30 
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FABIANA,
parabéns pela matéria: concisa, límpida feito água de igarapé, esclarecedora. Sim, o Mundo é grande; o Brasil também.
Darlan · Belo Horizonte (MG) · 1/3/2007 07:24 
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Gostei a beça do texto, Fabiana.

Aqui, a maioria adora o horário de verão. Principalmente os que gostam de assistir filmes e tem que acordar cedo. Aqui a diferença fica em duas horas a menos.
Marcos Paulo · Porto Velho (RO) · 1/3/2007 08:29 
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Geisy Negreiros Oi Fabi, adorei o texto, vale a pena discutir esse assunto que ainda provoca tanta polêmica por aqui. Não faz sentido o Acre continuar no quarto fuso só porque um presidente do começo do século passado decidiu. Isso deve mudar. Um abraço e Parabéms! :****
Geisy Negreiros · Rio Branco (AC) · 1/3/2007 09:51 
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Sabe o que é?
É que a gente tá falando de um outro Brasil quando sai do eixo litoral - Brasília.
Tem brasileiro que não tem a menor noção de onde é o Acre ou o Mato Grosso do Sul, onde moro.
Parece existir um consenso, até para nós que moramos afastados do litoral, que o que vale são as regras de onde está o maior poder econômico... E adeus a conversa da inclusão social a todos os brasileiros quando se trata de particularidades como essas que você demonstra.
Seu texto traz isso com clareza e leveza. Parabéns!
Zéduardo Calegari Paulino · Campo Grande (MS) · 1/3/2007 10:05 
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No que se refere à problemas de conteúdo impróprio para menores e ao "pequeno" alcance do quarto fuso, voto para que seja instinto esse limite invisível que só serve para nos afastar mais e mais.

Mas, por outro lado, gosto MAIS da idéia da produção regional de TV indo ao ar em "horário nobre"!

Aqui em BH, com exceção dos noticiários, tudo o que a Globo Minas faz passa antes das 8h!...
Mi [de Camila] Cortielha · Belo Horizonte (MG) · 1/3/2007 10:41 
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Rodrigo, entendo bem o que diz. Tenho família em Goiânia, Minas e no Rio de Janeiro, combinar um horário certo para falarmos pelo msn é uma confusão! Por mais que se estabeleça um horário, dificilmente nos encontramos. O jeito ainda é usar o telefone.
Pedro, a programação mais arbitrária é a da Rede Globo porque não permite alteração na exibição daqui. Assim, também não permite qualquer programa local a não ser o telejornail do Estado (Ac TV), que passa durante a semana às 16h e no sábado por volta das 9h.

Fabiana Mesquita · Rio Branco (AC) · 1/3/2007 12:11 
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Nattércia, a foto da família "Robert" ficou ótima!
Delfim, a política no Acre tem certas particularidades que impressionam quem chega de fora. Um fato interessante acontecido aqui, ano passado, foi que no primeiro turno os acreanos elegeram um governador petista e o candidato do PSDB para presidente. No segundo turno, o presidente eleito acabou vencendo no Estado.
Mas eu concordo com o Felipe: voto de cabresto existe em toda parte.

Fabiana Mesquita · Rio Branco (AC) · 1/3/2007 12:25 
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Débora, aqui não alteramos o relógio no horário de verão, por isso a diferença fica enorme nessa época. De todos os transtornos que isso provoca, acho que o pior é o horário dos bancos.
Marcos, também gosto de ver os filmes mais cedo, o problema é que crianças assistem a TV à noite.
Agora aparece uma tarja amarela com a idade adequada no início do programa. Só que outro dia, estava vendo um filme bastante violento no corujão em que a tarja dizia: "programa recomendado para todas as idades". Será que não sabem que aqui passa bem mais cedo?
Fabiana Mesquita · Rio Branco (AC) · 1/3/2007 12:37 
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Muito bom esse seu texto Fabiana! Esclarecedor e levanta muitas questões que precisam ser discutidas, como essa coisa de produções locais, que se identifiquem com cada lugar, isso não só nas TVs, mas nas rádios também, que retransmitem o que é distribuído pelos grandes centros.
Marcelo Cabral · Maceió (AL) · 1/3/2007 12:45 
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esse país enorme precisava mesmo ter esse tamanho todo levado em consideração. bom texto, curioso e gostoso de ler. abraço!
André Gonçalves · Teresina (PI) · 1/3/2007 12:49 
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Peculiaridades do nosso continente (Brasilzão) tem. Muito bacana.
Higor Assis · São Paulo (SP) · 1/3/2007 13:11 
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olá Fabiana, legal levantar esse assunto que boa parte do país ignora. Eu estive no Acre no finalzinho de 2004, peguei justamente o horário de verão. Era estranho mesmo, fora do tempo... mas confesso que me sentia mais à vontade para boicotar a televisão do que quando estou aqui no Rio, já que o horário dela e sua "nobreza" interfere demais nas tarefas do dia-a-dia. Na oportunidade que estive aí conheci o cineasta Maurice Capovilla, comentávamos justamente sobre o fuso quando ele nos deu uma boa dica: "quando estiver à beira da morte e quiser viver mais algumas horinhas, venha para o Acre"... um jeitinho de prolongar a vida.... Brincadeiras à parte, enquanto essa questão do fuso não se resolve, vamos boicotando a má programação sem culpa! Afinal, um "boa noite" de Fatima e Willian não é tão bom assim....
Gabriela de Andrade · Rio de Janeiro (RJ) · 1/3/2007 13:46 
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Felipe, eu conheci figuraças políticas, entre eles os donos/políticos da Record e do SBT locais, concetados a gente que não é necessariamente parte da mais nobre política. Foi em época de eleição, em 2002, logo após o centenário da Revolução Acreana. Eu vi coisas nesses tais programas regionais que poderiam deixara qualquer jornalista sério, como eu, com todos os pêlos da barba de pé.
Delfin · São Paulo (SP) · 1/3/2007 13:53 
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Explico mais: talvez por ser em época de eleição, mas muito dessa programação regional tende a ser politicamente tendenciosa. Cito como exemplo o caso da queda do vôo da Rico Linhas Aéreas, que, em transmissão especial do Boa Noite Rio Branco (um destes programas, creio que SBT), trazia entrevistados querendo botar a culpa do acidente de qualquer jeito em Jorge Viana, à época candidato a governador (reeleição) pelo PT.

Sim, vale mesmo uma matéria sobre produção regional, o caráter desta produção e seus fins.
Delfin · São Paulo (SP) · 1/3/2007 13:58 
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Fabiana! Grande texto. Bom mesmo.
Comunicação com BSB é horrível por causa do fuso.
A questão das crianças é um problema sério. Não se pode pedir para uma criança ir dormir as 17 horas porque vai começar a novela. Um transtorno total.
Abçs.
...
Gabriela de Andrade, o Capoville acaba de entrar na minha sala. rsrs
Vou falar pra ele que a recomendação foi parar no Overmundo.rsrs

Walquíria Raizer · Rio Branco (AC) · 1/3/2007 14:16 
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Muito bom o texto Fabiana! Me imagino na vida Acreana...
Curioso os aspectos sociais de um lugar que está em um horário diferente. Curioso também, ver que muita gente regula seu horário a partir dos programas de TV. Parabéns moça...

Alexandre Grecco · Fortaleza (CE) · 1/3/2007 14:27 
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Lendo o teu texto sobre o Acre, me veio a imagem da estrela solitária que existe na bandeira do Estado e que também está na bandeira de Cuba e no escudo do Botafogo, clube carioca. Se um dia alguém quiser fazer uma relação entre o Acre, Cuba e o Botafogo, esta aí uma boa similitude. rsrs
Guto Melo · Brasília (DF) · 1/3/2007 15:30 
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Fabiana, achei excelente o seu texto. É informativo, sem ser didático. Aprendi coisas que nem imaginava. E você escreve muito bem. Parabéns!
Permita-me, por favor, indicá-lo a um amigo blogueiro do Acre, com quem ando aprendendo coisas maravilhosas sobre esta terra.
beijos
Saramar · Goiânia (GO) · 1/3/2007 20:53 
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;) É engraçado que sempre penso no Acre quando começa o horário de verão! Ainda bem que entrei no overmundo hoje e li o que uma acreana tem a dizer sobre isso. Realmente é difícil chegar a uma solução que agrade, mas torço para que se consiga chegar a uma o mais rápido possível.
Ainda bem que as emissoras locais são tão desenvolvidas. A solução pode estar nelas mesmo.
João Miguel · Fortaleza (CE) · 1/3/2007 21:29 
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oi fabiana! belo texto. tenho família em rio branco e sempre que vou pra lá é uma loucura. a tática que eu adotei da última vez foi não assistir televisão. os problemas para sacar depois das 20h conferem! é horrível! no mais, acho o fuso diferenciado um charme.
Guilherme Mattoso · Niterói (RJ) · 2/3/2007 06:36 
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Esse horário de verão é uma droga, uma fantasia, mais uma cópia do que se faz lá fora. Só que lá não tem o sol tropical daqui, mas como os europeus fazem, deve ser bom. É uma agressão, só faz mal às pessoas, mas como o que conta é dinheiro, foda-se.
Paulo José · Alto Paraíso de Goiás (GO) · 2/3/2007 07:52 
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Oi Fabiana! No ano passado, numa das vezes que estive por ai, tomei o maior susto ao ver o JN às 5 da tarde. O mais curioso é mesmo o fato de que os programas dito "adultos" passam por volta das nove horas da noite. Nada que a molecada já não veja em qualquer horário do dia na internet, mas realmente nunca tinha pensado sobre os concursos. Parabéns pelo texto!
dansudansu · Rio de Janeiro (RJ) · 2/3/2007 09:57 
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Arthur Torres Muito interessante o assunto.
Tudo que fuja aos assuntos corriqueiros, e que à primeira vista apenas parecem meras curiosidades, na verdade tornan-se boas fontes de informações, já que sendo nosso país de dimensões continentais, não é todo dia que gente fica à par destas particularidades.
Muito legal!!

abraço.
Arthur Torres · Paraíba do Sul (RJ) · 2/3/2007 16:57 
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Parabéns Fabiana! Este problema é sério e precisam de vozes para reclamar. Isso também é uma forma de ir contra o imperialismo, está mais na hora de cada Estado Brasileiro ter mais autonomia e mostrar mais o seu Estado e não somente o que algumas empresas no setor de telecomunicações querem mostrar. Será que ter fusos horários seria importante dentro do Brasil? A proposta do senador Tião Vianna já é um passo positivo. Abraços.
Marcelo Torca · Paulicéia (SP) · 2/3/2007 17:16 
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Gostei do texto. Nunca tinha pensado como seria a questao da TV no caso do terceiro fuso, mas essa do concurso realmente me deixou intrigado...
Roberto Maxwell · Japão · 3/3/2007 08:14 
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Overmanos, boa notícia!
Foi aprovado ontem, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, o projeto de lei que reduz para apenas uma hora a diferença do fuso horário do Acre e de parte do Amazonas. Ainda precisa ser analisado pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional e depois passar pela votação na Câmara dos Deputados.
Longo caminho, mas estamos seguindo.
Abraços
Fabiana Mesquita · Rio Branco (AC) · 7/3/2007 11:26 
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Fabiana, vou ficar aqui na torcida. Na minha opinião, deveriam acabar com o horário de verão de uma vez. É um transtorno, mesmo aqui no Sudeste. Aqui, por causa do ritmo da cidade e das adaptações biológicas - eu, por exemplo, em época de lecionar, acabo levantando às 4 da manhã (que no relógio é 5) para poder dar aula às 7. Ninguém merece.
DaniCast · São Paulo (SP) · 21/3/2007 21:46 
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Fabiana, aqui no nordeste só muda uma hora, já que não fazemos mais parte desse horário. Muda muita coisa sim, funcionamento de bancos, aeroportos, programação de tv, e isso atrapalha nosso cotidiano. Eu sou a favor do fim desse horário, mas eles dizem que economiza energia né? fazer o que... acho que a concientização economizaria mais do que isso durante o ano inteiro... mas tudo bem...
Levi · Monteiro (PB) · 22/4/2007 09:34 
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Realmente, acho que o horario de verao eh importante. Nao podemos pautar as acoes sociais apenas pelo nosso bem-estar pessoal. Estamos tratando de outras questoes maiores que se relacionam com a economia de energia e outros.
Roberto Maxwell · Japão · 22/4/2007 09:53 
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Olá! Fabiana, gostei bastante do seu texto! Sempre fiquei muito confusa com relação aos fusos-horários (é assim que se escreve?). Seu texto está muito interessante! Mas não consigo entender ainda porque existe o horário de verão! Tem toda esta questão de economia, etc, etc. Mas o que muda? O tempo vai continuar passando da mesma maneira...
Lu Gusmão · Salvador (BA) · 5/12/2007 09:05 
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