As lembranças vêm de mansinho e quando dou por mim, estou lá, em 1974, na 8ª série (hoje a 9ª) no Colégio Santa Clara. Adorava aquele colégio, grande, construção maciça, com porão, corredores sombrios que eu e algumas colegas mais curiosas, nos aventurávamos a explorar durante as aulas mais desinteressantes, como de Geometria e Ensino Religioso.
As aulas de Geometria eram ministradas por uma estudante de Arquitetura, Professora Mafalda Esteves (ela era má até no nome). Os conceitos básicos de geometria eram exigidos por ela, ao pé da letra, decorada até a vírgula.
Nas provas de Geometria eu era um fracasso, aquilo parecia sem sentido, decorar o que era um ponto ou uma reta - como definir o que é um ponto? - não fazia sentido para mim. E as exigências quanto à espessura do grafite? Que suplício, a ponta vivia quebrando.
Numa prova, como não conseguia decorar aquela lista infindável de conceitos e definições, preparei a cola, com cuidado. Mas a aflição me traiu. Professora Mafalda me flagrou na cola. Um zero estrondoso e redondinho. Todos na classe a me olhar. Queria que ali se abrisse um buraco onde pudesse esconder a cara. Como eu era tímida e o rubor facial me invadia toda vez que eu era o foco das atenções, o episódio foi o bastante para me fazer corar e querer sumir dali.
Aquilo foi o suficiente para me tirar o sono por uma semana, até que busquei forças (não sei de onde) e pedi à professora para que reconsiderasse a nota, que em casa a situação iria ser uma semana de falatório e talvez até castigo e etc., etc., mas a distinta mestra não se compadeceu com a minha aflição. Tive que enfrentar as broncas esperadas (para meu alivio, não recebi castigo em casa).
Em fim, consegui me recuperar até o final do ano.
Não só recuperei a nota, como também recuperei minha criatividade, pois cola colocada debaixo da prova nunca mais, passei a ser mais sofisticada, e mais precavida. Todavia, passei a detestar Geometria e a pessoa da Professora. Hoje somos "colegas" de trabalho, mas cada uma na sua área.
Esse episódio moldou minha carreira de magistério. A nota é relevante sim para uma avaliação, que deve nortear o professor quanto ao trabalho realizado e não uma punição para o aluno que não conseguiu acompanhar o assunto. Nunca dou uma nota zero.
Outra aula totalmente desinteressante era o Ensino Religioso, ministrada por uma freira do Colégio. Os temas não falavam dos ensinamentos bíblicos ou da doutrina católica. As aulas eram de etiqueta social. Um disparate. Ninguém acompanhava as aulas. A professora-freira sempre vinha vestida com o hábito tradicional, como era muito branquinha, magrinha, pescoço comprido, de fala mansa, foi apelidada de Franguinha Depenada. Seu nome: Irmã Selma. Era incapaz de matar uma mosca. Pelo menos não havia prova, pois a matéria não entrava no cálculo da média de aprovação (aff...) e assim procurávamos coisas mais interessantes para fazer, como tentar encontrar o caminho para o porão do Colégio, e quem sabe descobrir algum segredo das religiosas. Mas essa façanha não consegui realizar.
Irmã Selma era uma das que resistia à mudança do hábito por roupas comuns, mas no ano seguinte, todas já haviam incorporado a nova roupagem, ou seja, o uso de roupas comuns.
As lembranças chegam e, em sessão nostalgia, estou a percorrer os longos corredores por onde passavam as freiras com seus hábitos esvoaçantes pela pressa dos passos em direção à capela. Uma vez me encontraram num desses corredores e, como já era conhecida pelas religiosas, vieram ao meu encontro. Como estava “perdida” me conduziram até a capela e lá tive que ficar até bater o sinal para a próxima aula.
Sete anos de estudo no Colégio Santa Clara*, sete anos de boas lembranças, e quando passo, hoje, pela calçada do Colégio, um sentimento gostoso de saudade das peripécias juvenis,invade o pensamento, apesar da Geometria e do Ensino Religioso com etiqueta social.
*Colégio Santa Clara, fundado na década de 50 pelas Irmãs Dominicanas, está localizado no Setor Campinas, Goiânia. Colégio particular, católico, tradicional e filiado à Universidade Católica de Goiás.Continua sendo administrado pelas religiosas dominicanas
Como um Passeio no Bosque.
Voce tem muita tranquilidade para criar um texto
Firmeza fundamento e graciosidade.
Esse espírito produtivo que faz a formação decolar.
Neste texto voce revela de onde vem seu espírito criativo.
Na sua Boa Educação desenvolveu a capacidade dedar respostas as suas questóes.
Com orgulho voltarei para votar.
Esta em bom lugar, vou indicar aos meus amigos.
Meu amigo, quanta honra ouvir(ler) isso.
Obrigada, de coração!
Abraços!
Parabens, a da cola foi otima! victorvapf
victorvapf · Belo Horizonte, MG 7/10/2007 21:10
Quem nunca colou na escola, que atire a primeira pedra(rsrssrs)!
Valeu, Vitor
Abração
Brigitte, fiquei imaginando os longos corredores (eu, que sou claustrofóbica!, jamais me aventuraria por eles).
Você levantou um importante tema neste texto: a avaliação. Fui professora de matemática e ... Geometria (risos), por alguns anos. Era dura em sala, mas sempre tentei trazer os alunos para a disciplina e não afastá-los com essa exatidão radical.
Creio que essa postura (de Mafalda, "ruim até no nome") é que provocou o inverso, como vemos hoje em salas de aula: aquiescência a tudo que os meninos apresentam.
Mas isso já é outra história.
Gostei muito do texto e da cola frustrada. Também, quem mandou você desafiar Mafalda (risos)?
beijos
Saramar, cruzo com a minha ex-professora quase todo dia. Ela nem se lembra mais do episódio. Coisas da vida.A cola só foi frustrada porque dei bobeira, garanto (rsrsrs)!
Obrigada pela visita, Conterrânea.
Abração!
Querida Brigitte
A Letícia já fez isto e ficou bem legal e o Nato Azevedo teve a feliz idéia de propor que a prática se realizasse: todos os dados sobre o colégio, data da fundação, a que ordem pertenciam as irmãs, se o colégio ainda existe ou não, o ano a que se refere a lembrança, a estratificação social da clientela do Colégio e tudo o mais que você possa considerar relevante para melhor situá-lo social e historicamente; que todos estes dados figurem num texto de pé de página. Tem como você fazer isto?
Particularmente eu gostaria de saber mais sobre o episódio da cola, mais detalhes sobre a bobeira que deu, enfim, que você revivesse mais o episódio. A lembrança que eu tenho das colas que fazíamos me remete a uma maior solidariedade dentro da classe, isto é, se alguém era flagrado colando a última coisa que sentiria era vergonha dos outros colegas, todos eles mais ou menos coniventes com a prática. Mas deve ser porque já éramos mais velhos (colegial). Em todo o caso, acredito que enriqueceriam seu texto detalhes do flagrante.
Outra coisa é a respeito do hábito das freiras. Todas usavam? Ainda usam?
beijos e abraços
do
Onde lê realizasse, leia generalizasse
Algumas pequenas correções:
"As lembranças vêm de mansinho e quando dou por mim, estou lá, na 8ª série (hoje a 9ª) no Colégio Santa Clara. Adorava aquele colégio, grande, construção maciça, com porão, corredores sombrios onde eu e algumas colegas mais curiosas, nos aventurávamos a explorar durante as aulas mais desinteressantes, como de Geometria e Ensino Religioso"
"As lembranças vêm de mansinho e, quando dou por mim, estou lá, na 8ª série (hoje a 9ª) no Colégio Santa Clara. Adorava aquele colégio, grande, construção maciça, com porão, corredores sombrios que eu e algumas colegas, mais curiosas, nos aventurávamos a explorar durante as aulas mais desinteressantes, como de Geometria e Ensino Religioso". (note que acrescentei algumas vírgulas)
"As aulas de Geometria eram ministradas por uma professora estudante de Arquitetura, Professora Mafalda Esteves (ela era má até no nome). Os conceitos básicos de geometria eram exigidos por ela ao pé da letra, decorado até a vírgula."
"As aulas de Geometria eram ministradas por uma estudante de Arquitetura, Professora Mafalda Esteves (ela era má até no nome). Os conceitos básicos de geometria eram exigidos, por ela, ao pé da letra, decorada até a vírgula."
"Nas provas de Geometria eu era um fracasso, aquilo parecia sem sentido, decorar o que era um ponto ou uma reta (como definir o que é um ponto?). Não fazia sentido para mim. E as exigências quanto à espessura do grafite, que suplício, a ponta vivia quebrando."
"Nas provas de Geometria eu era um fracasso. Decorar o que era um ponto ou uma reta – como definir o que é um ponto? – não fazia sentido para mim! E as exigências quanto à espessura do grafite? Que suplício, a ponta vivia quebrando!"
"As lembranças chegam e em sessão nostalgia estou a percorrer os longos corredores por onde passavam as freiras com seus hábitos esvoaçantes pela pressa dos passos em direção à capela. Uma vez me encontraram num desses corredores e como já era conhecida pelas religiosas, vieram ao meu encontro. Como estava “perdida” me conduziram até a capela e lá tive que ficar até bater o sinal para a próxima aula."
"As lembranças chegam e, em sessão nostalgia, estou a percorrer os longos corredores por onde passavam as freiras com seus hábitos esvoaçantes pela pressa dos passos em direção à capela. Uma vez me encontraram num desses corredores e, como já era conhecida pelas religiosas, vieram ao meu encontro. Como estava “perdida” me conduziram até a capela e lá tive que ficar até bater o sinal para a próxima aula."
Oi Brigitte,
que bacana o teu texto de lembranças da escola. A gente consegue fácil fácil sentir-se nos corredores contigo, ou no momento da cola descoberta. Nem me fale em geometria, matemática... meus terrores por longos anos! Religião também não era o meu forte.
Um beijo, e volto para votar,
Brigitte, texto maravilhoso. Nele há - implicitamente - uma importante crítica conta a 'educação bancária'. Mas foi falar do texto em si, muito bem escrito. A narrativa está bem estruturada, de modo a manter o leitor preso às palavras. Gostei demais. Marcado para o voto. Grande abraço, Poetisa!
Lobodomar · Guarapari, ES 8/10/2007 13:41
Oi Brigitte, ainda não tive coragem de postar minhas sapequices aqui, gostei muito das suas e elas estão me encorajando. Rsrsrs!
Bjs
Querida brigitte,
você agora me fez passar um filme dentro daminha cabeça. A primeira cena foi 1980, quando eu tinha apenas sete anos e ia ao colégio Abeu na primeira série(hoje segunda) ao som de "lança perfume" da Rita Lee, grande hit da época. Segunda e derradeira cena foi a setima série (hoje oitava) no ano de 1986 quando eu sofria da mesma angústia que a sua na mesma geometria, dessa vez ao som do Legião Urbana. Valeu a lembrança. Muito obrigado por me proporcionar um momento tão gostoso.
Bjs!!!
Joca, fiz as alterações que você sugeriu, inclusive a nota de roda pé.
Abração.
Letícia, belas palavras suas. Sempre temos algumas dificuldades em algum assunto.Também nunca tive afinidade com os números.
Valeu, amiga. Um abração
Lobodomar, que bom que gostou. Vou confessar uma coisa, não sou boa em narrativas. Prefiro as dissertações.
Abração! E obrigada.
Ligia, que maravilha sua presença e anime-se a escrever as suas sapequices.É bom relembrar as passagens do tempo escolar.
Abração, amiga e obrigada.
Marcio, é bom relembrar essa época da infância e adolescência.
Muito bom poder assistir esse "filminho" outra vez.
Um abração e obrigada.
Querida Brigitte:
Faltou situar suas memórias no tempo. As irmãs, até hoje, se vestem de freiras?
Desculpe a insistência, mas você não gostaria de contar maiores detalhes sobre o episódio da cola? Acho que daria mais colorido à narrativa. Eu tinha uma namorada, a Cristina, que fazia cola na perna e sei de gente que inventava métodos tão complicados que dava mais trabalho preparar a cola do que estudar e, no fundo, no fundo, eu creio qiue alguns coladores eméritos acabavam estudando ao preparar a cola rsrsrs
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
Oi Brigitte, vim votar.
beijos
P.S. Obrigada por aquele esclarecimento lá no meu texto sobre o G.E. Vasco dos Reis. Pena que não deu mais temo de modificar.
Marcos, adorei saber que voltou para votar.
Abração!
Saramar, nossas lembranças dão um bom começo de livro(rsrsrs)
Querida conterrânea, bom demais ter voltado e votado.
Valeu!
Abração!
Lobodomar, agradecida demais pela presença e pelo voto.
Abração!
AMIGA BRIGITTE!
Que beleza de relato! É hilariante a passagem: “como era muito branquinha, magrinha, pescoço comprido, de fala mansa, foi apelidada de Franguinha Depenada”. Estou rindo... Você era maldosa! Coitada da “Irmã Professora...” Rsrs
O texto é gostoso de ler... Não precisa de nenhum acréscimo! Não gosto da forma como o “Mestre Joca” tenta padronizar a “reminiscência” dos Brasis.
Cada história tem ótica pessoal. É difícil alguém relatar fatos da infância! Quando uma boa história parece uma estória: a literatura agradece!
Menina...
Apesar de ter sido sapeca, você mostra a sensibilidade de educadora! Viva a escola! Escola viva!
Parabéns!
Beijão!
Lailton Araújo
OBS: Mestre Joca... A idéia é genial! Deixe correr livre, leve solto!
Muito legal. Adorei a leitura.
Votado!
Querido Lailton:
Em primeiro lugar: sem esta de Mestre Joca, por favor, que eu sempre te tratei com respeito, mesmo nas suas crises de estrelismo explícito.
Em segundo lugar as idéias mais geniais são as que nunca passaram disso, por não terem quem as executasse. Então, meu caro, por favor me deixe ficar na minha que eu estou a fim de editar um livro, não de inventar água em pó, sacou?
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
Querido Lailton:
Em primeiro lugar: sem esta de Mestre Joca, por favor, que eu sempre te tratei com respeito, mesmo nas suas crises de estrelismo explícito.
Em segundo lugar as idéias mais geniais são as que nunca passaram disso, por não terem quem as executasse. Então, meu caro, por favor me deixe ficar na minha que eu estou a fim de editar um livro, não de inventar água em pó, sacou?
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
POr favor, desconsidere o comentário anterior
Lailton, adoro seus comentários. Obrigada, você é único. Paz e amor a você.
Abração!
Agradecida, Rubenio pelo seu voto e por ter gostado.
Abração, amigo!
Carlos Rubem e Joca, gostaria de saber se vocês gostaram.
Paz e amor para vocês, meus amigos.
Abração aos dois.
Bem-vinda ao Clube "o Túnel do Tempo"!
Brincadeirinha editor!
BJS
BJOCA
Genial, Crispinga. Falta só ser teletransportada.(rsrssrs).Só se for com a experiencia de hoje!!
Abração, e obrigada.
Querida Brigitte:
Meu bem, quando me conhecer melhor vai saber que, se eu não tivesse gostado, diria, com toda a franqueza, se soubesse dizer porque não gostei ou me calaria, se não soubesse o que dizer.
Acho que, para que possam acreditar nos meus elogios, as pessoas devem saber que eles são sinceros, assim como faço críticas inclusive porque teria o maior prazer, falo sério, em ser criticado. E olha Brigitte, não faço, a priori, distinção entre as críticas arrazadoras e as chamadas "contrutivas" porque me considero suficientemente auto-crítico para saber o que sou e, portanto, crítcas que objetivam atingir a minha auto-estima, já foi o tempo em que me abalavam. E se alguém me acusar de ser pretensioso lhe dou plena razão: as minhas críticas como os meus elogios, tem uma clara pretensão: a de tornar as pessoas melhores para si mesmas,que tem conhecimeto (mas não orgulho) de suas limitações e consciência de suas potencialidades.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
PS faço aos outros o que gostaria que eles me fizessem a mim
Bom texto, "copydecado", ainda melhor. Bacana!
Como eu era tímida e o rubor facial me invadia toda vez que eu era o foco das atenções, o episódio foi o bastante para me fazer corar e querer sumir dali.
Bons tempos que um zero "redondinho" nos fazia corara. Lindo.
bjus Brigitte.
Joca, meu caro, obrigada pelo comentário.Agora me dou por satisfeita.
Abração.
Amiga Cíntia, concordo, com você. Bons tempos mesmo!!Um zero redondinho não enrubesse mais ninguém, mas ainda faz tremer.
Beijos.
ahhhh minhas colas de outrora! no meu tempo não se usava mais papel, era mensagem de celular!!! Eu colocava aquele tijolão dentro do estojo ;)
Luciana Maia · Rio de Janeiro, RJ 11/10/2007 20:31
Olá Brigitte, só agora estou chegando por aqui pq estive viajando.
Maravilha de texto. Vc é uma das primeiras que como eu, e diversamente dos outros overmanos e manas que deixaram por aqui suas colaborações, estudou em colégio particular religioso. Embora eu tenha cursado a 8ª série (correspondente ao 4º ginasial) 7 ou 8 anos antes de vc, já colava. E, não sei se com vc era assim, a cola em colégio de irmãs era mto mais difícil pq era computada como pecado dos brabos. E ainda assim colava-se a valer. Tb tenho em comum com vc a profissão: sou professora. E tb como vc evito o zero. E tem mais uma coisinha: depois de Vygotsky, cola pra mim é estratégia de criação de zona de desenvolvimento proximal rsrsrsrsr
Adorei o texto!
Beijo
E ainda que atrasada deixei meu voto.
Valeu Ize. Nas provas que aplico, uso a pesquisa e é geralmente feita em grupo. Não tem porque colar. O aluno tem a chance de aprender e discutir em grupo a melhor resposta.Assim aprende mais, e sem humilhação.
Obrigada, pelovoto e pelo comentário. E Parabens pelo Dia do Professor.
brigitte, voce merece muito mais que o meu voto.De agora serei seu seguidor...victorvapf
victorvapf · Belo Horizonte, MG 14/10/2007 16:55
Ah, Vitor, obrigada, pelo voto e por ser meu seguidor!
Abração!
Brigitte,
só agora li e amei seu texto. De verdade. Também vivi uma - e apenas uma - situação de ser descoberto colando. Não na hora, mas na correção das provas um professor de desenho descobriu que a resolução que eu dera a uma questão era idêntica à de outro aluno, o Lincoln (do qual de fato eu havia colado). Ao entregar as provas, ele deu 10 ao Lincoln e, ao final de todas, anunciou um 10 também para mim e me chamou à mesa. Tremi quando me perguntou se havia colado, mas confessei. E, diferentemente do que ocorreu com você, ele manteve minha nota 10, apenas me recomendando que não fizesse mais aquilo, pois eu era inteligente o suficiente. Nunca mais colei na vida.
Agora, só uma curiosidade: o que é que tanto a atraía ao porão?
Um abraço.
Nivaldo, a curiosidade é algo difícil de explicar. Mas o desconhecido e o proibido sempre me atraíram.Perguntas como " o que há num porão de um colégio de freiras?" ou " por que não podemos ter acesso ao porão?" Era bastante atrativo. E havia muita especulação, entre nós alunas, quanto ao o que poderia haver ali. Outra coisa que intrigava era a proximidade da casa dos padres com o colégio, e os rumores consumia nossa imaginação.
Gostei da sua honestidade, coisa rara entre os estudantes flagrados. O professor foi corretíssimo com você.
Abraços e espero seu generoso comentário outras vezes.
Só pra lembrar:
O Colégio Santa Clara, em Goiania já existia antes de Goiania ser inaugurada. A antiga cidade de Campinas, hoje Setor Campinas foi o município que deu base à construção de Goiania "das irmãs do Colégio Santa Clara, que educou grande parte das moças que chegaram no começo de Goiânia"
www.igr.com.br/index_inner.php?target=gyn.htm
Isso mesmo Joca, acabei errando o ano de criação do colégio, a memória falhou (rsrsrs). Quando verifiquei a data exata, o texto já estava em votação e não teve mais jeito.
Este ano(2007), o Colégio comemorou 85 anos e Goiânia, em outubro, comemorou 74 anos.
Obrigada pela oportunidade de correção.
Abraços.
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