Graffiti em BH: marco zero

Ramon Martins
Dms, Petite Poupee, Hyper e Dalata pintando no Meeting of Styles, no Rio.
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Sergio Rosa · Belo Horizonte, MG
22/1/2007 · 364 · 29
 

Dentinho (Roger Dee) é dj e ex-grafiteiro que está envolvido com o Hip-Hop na capital mineira desde os seus primórdios até hoje. Ele viu o movimento surgir, diminuir e retornar com força total. O break de Belo Horizonte já foi considerado um dos mais originais do país, assim como o graffiti. Este, até hoje, é muito respeitado e visto como uma referência no Brasil. Dentinho esteve lá, viu tudo surgir e crescer.

Overmundo: Como foi o surgimento do graffiti em BH? Comecou pelos bboys, certo?

Dentinho: Isso. A nossa crew foi a primeira da cidade, a Break Crazy. Mas as pessoas têm que entender que o hip-hop começou por causa da moda. Foi com o filme Beat Street, que assistimos no cinema, em 1984, que tivemos o primeiro contato com o que eram todos os outros elementos do hip-hop. Com o tempo foi sendo descoberto que por trás daquilo ali havia uma cultura. Essa cultura se estabeleceu depois que a moda passou. E o graffiti apareceu aqui um pouco depois do primeiros bboys. Foi com esse filme que tomamos conhecimento do que realmente era graffiti, foi a primeira vez que vimos um cara segurando uma lata de spray e fazendo um traço.

O: E como que isso se transformou no primeiro graffiti? O primeiro desenho na parede?

D: Bom, na verdade, tudo começou no papel ainda. Não foi pra lata direto. Nas crews de Bboys sempre tinha alguns mais interessados em desenhar. Eu e outro cara, o Ulisses, começamos a desenhar nas capinhas de fitas K7 que gravávamos com os funks.

Agora, sobre o primeiro graffiti... Há uma história que quase ninguém conhece. Antes de a gente mandar aquele que passou a ser considerado o primeiro de BH, tinha um cara que escrevia “Zong” ou alguma coisa assim, mas era graffiti mesmo, nunca descobrimos mais nada dele, ninguém sabia quem era.

Mas aí, quando a gente viu esse desenho, resolvemos mandar o nosso, que foi ali no Anchieta também, no bowl de skate. Era um lugar meio abandonado, então não tinha muito risco. A gente escreveu “On Way Break”

O: E como que isso repercutiu nas outras crews?

D: O pessoal ouviu falar, foi bem comentado, mas tudo ficou parado um tempo depois desse primeiro. Aí, alguns meses depois, resolvemos fazer um encontro de break no bowl. As outras crews da cidade foram no encontro e viram o resto do meu desenho que ainda estava lá. E como os grupos sempre tinham um desenhista oficial, todo mundo ficou empolgado.

O: E aí que a coisa engrenou...

D: É. Os grafiteiros passaram a ficar um pouco mais independentes das crews. Naquela época (1986) éramos seis na cidade inteira: eu, Angelo, Bá, Sol, Beto e Nêgo. E começamos a achar e eleger uns locais para praticarmos. Esses lugares acabavam virando o ponto de encontro do pessoal. Na verdade, o Angelo era o melhor grafiteiro de todos. Ele influenciou muita gente, não só em Minas Gerais. Ele representou uma evolução na arte, o primeiro artista real de graffiti. Ele era meio louco, umas idéias muito diferentes.

Teve uma história curiosa. A gente tinha uma festa grande de grafiteiros, bboys e djs na Av. Afonso Pena, na passagem abaixo do pré-vestibular Palomar, toda sexta-feira à noite. O Angelo teve a idéia de grafitar por cima de um tapume (foto) e saímos carregando esse painel daqui do Carlos Prates até o Palácio das Artes (próximo ao Palomar) e o acorrentamos na grade do Parque Municipal. Ou seja, o primeiro graffiti do centro de Belo Horizonte foi literalmente carregado daqui até lá. Ficou mais de 1 ano lá parado, ao lado do Palácio. Enquanto o tapume estava lá preso, as pessoas iam passando e arrancando alguns pedaços dele, até que não sobrou mais nada. Fizemos isso um pouco por essa coisa de chegar e mostrar o nosso desenho lá perto do local “tradicional” da arte na cidade.

Mas o Angelo influenciou muita gente. No fim da década de 80, quando os gêmeos vieram de São Paulo a BH, eles ficaram muito impressionados com a identidade do trabalho dele.

O: Tinha uma comunicação entre o graffiti de São Paulo e o de BH?

D: Tinha. Mas havia uma diferença clara entre as duas cidades. Em São Paulo tinha muita informação. Mesmo no início do movimento, o acesso a livros, filmes, revistas era muito maior. Então o trabalho dos grafiteiros de lá sempre foi muito influenciado pelo o que rolava lá fora, nos Estados Unidos. Já aqui em BH, a gente tinha que pesquisar muito para encontrar pouca coisa, às vezes uma foto pequena, num canto de uma matéria. Isso fez com que a gente tivesse que desenvolver um trabalho bem autoral, criar técnicas, uma identidade própria. E foi exatamente isso que gerou mais interesse do pessoal de fora em relação ao grafitti mineiro. Tanto que quando o Angelo e esses artistas mais do início e que já tinham desenvolvido um trabalho com um diferencial começaram a parar, teve um declínio forte na cena belorizontina.

O: E quando que o graffiti ressurgiu e se estabeleceu até o momento atual?

D: No meio da década de 90, a galera foi se encontrando novamente e resolvemos formar um novo grupo: o Arte Graffiti. E nessa mesma onda de retomada, o salão de cabeleireiro Preto e Branco topou fazer um encontro reunindo todos os artistas. Foi o evento “Grafitando BH”, que misturou a oldschool com a newschool. E esse momento foi muito importante, foi o renascimento mesmo. Nessa época passou a ser muito mais fácil conseguir spray, tinha muito mais gente pintando e então os muros foram “tomados”. E esse é o momento atual. Tem muita gente boa produzindo atualmente, como o dalata, o hyper e o Ramon.

O: E quanto mais gente pintando melhor? Ou corre o risco de uma banalização.

D: Dentro da cultura hip-hop hoje, o que está mais resolvido é o graffiti. No sentido de que é o que está mais definido, que tem mais gente fazendo, produzindo, na rua. Mas o risco de banalização existe. Só que dentro do movimento mesmo há uma consciência de escolher bem os locais. E, principalmente, ter esse respeito pela história, pelo o que já aconteceu. Embora o hip-hop em BH atualmente já não seja uma referência tão grande como foi na década de 80, acho que quem tá representando o graffiti hoje em dia tem esse respeito e essa consciência.

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Egeu Laus
 

Sergio,
Vejo uma falta quase total de referencias sobre o grafite brasileiro. O livro mais completo que conheço foi editado em Londres!
Acho que vale a pena um trabalho de registrar fotograficamente esse material (em alta definição) para transformar em livro mais tarde.

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 21/1/2007 04:17
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Fábio Fernandes
 

É verdade! Salvo engano, só existem dois livros sobre o assunto publicados no Brasil - e esse terceiro que o Egeu menciona, que é sobre o grafite do Brasil mas foi feito na Inglaterra!
O tema merece um livro sim!

Fábio Fernandes · São Paulo, SP 21/1/2007 13:22
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Egeu Laus
 

Talvez a matéria mereça algumas imagens dos grafites...

O livro editado na Inglaterra chama-se "Graffiti Brasil", de Tristan Manco, Lost Art e Caleb Neelon, da Ed. Thames & Hudson, mais de 300 imagens de grafiteiros do Rio, Sampa, Recife, Olinda, Belo Horizonte e Porto Alegre. 128 pgs. Saiba mais em http://www.graffitibrasil.com

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 21/1/2007 19:52
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Sergio Rosa
 

Estou tentando arranjar a foto. Espero que dê tempo.

Sergio Rosa · Belo Horizonte, MG 21/1/2007 21:18
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Fernando Mafra
 

Então corre meu filho! Acho um absurdo não ter foto!

Fernando Mafra · São Paulo, SP 22/1/2007 11:46
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Sergio Rosa
 

Acho que a foto principal vai ter que entrar depois. Ela tá quase chegando :D

Sergio Rosa · Belo Horizonte, MG 22/1/2007 12:38
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jujuba
 

Uau! Demais! Demais mesmo! - isso é que é grafitti bom!

jujuba · Santo André, SP 24/1/2007 13:11
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Bernardo Biagioni
 

Poxa, que coincidencia. Tava andando pela Savassi esses dias com uma camera na mão e encontrei um graffiti muito bom na parede. Fiquei com uma dificuldade para enquadrar a imagem porque tinha um outdoor logo em cima dela. Acabei fotografando os 2 juntos para mostrar um certo contraste, que é exatamente o que um amigo disse: não era pra arte estar no outdoor, e a propaganda do outdoor na parede?
Minha imagem esta na fila de edição, chama 'arte de rua', busquem lá.
Grande matéria Sérgio!
Abraços

Bernardo Biagioni · Belo Horizonte, MG 25/1/2007 15:34
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marcelo santiago
 

tem uma foto que fiz do Hyper, no banco de cultura.

marcelo santiago · Sabará, MG 25/1/2007 23:39
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Higor Assis
 

Cara bacana sua matéria. Entretanto, falta bastante informação quanto ao inicio do graffiti.
Fiz graffiti a muito tempo, conheço Os Gemêos, Binho, Tinho, Onesto, Boleta, Dédo, Zezão entre muitos, tanto Old Schol quanto New Schol. O intercâmbio semrpe existiu principalmente nos encontros muita gente de fora também vem ao Brasil que há tempos é referência no mundo e não é de hoje.
Tem muita revista por ai e muito livro que você pesquisar e depois fazer um bom texto novamente.

Higor Assis · São Paulo, SP 26/1/2007 08:28
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Higor Assis
 

Mais uma!

Estou junto com uma amiga "Arquiteta"fazendo um livro de imagens só com imagens de Graffiti e estamos pesquisando há um bom tempo, iremos fazer um enquadramento entre Graffiti e Concreto esta intervenção urbana do Cinza com a Ruptura que o graffiti Paulistano traz a metrópole. Digamos...
um estranhamento absoluto de quem não vê esta ruptura como arte e ainda hoje em muitos lugares não é reconhecida, porém antes rea bem pior. Eu que o diga rs... Até ônibus da policia civil me parou.

Higor Assis · São Paulo, SP 26/1/2007 08:45
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eassis
 

ô Bernardo, essse contraste entre graffiti e outdoors me fez lembrar que em São Paulo recentemente a prefeitura mandou tirar todas as propagandas e anúncios, limitando o espaço dessas porcarias. seria bacana se fosse aumentado o espaço dos graffitis na mesma proporção, né não? pois eu tenho a impressão que enquanto um outdoor sufoca, um graffiti libera.

Sérgio... muito boa entrevista.

eassis · Belo Horizonte, MG 26/1/2007 10:45
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Sergio Rosa
 

Oi, Higor. Com certeza falta muita informação, principalmente porque o meu objetivo não era falar sobre toda a história do graffiti brasileiro, nem do paulista (desse eu não conheço nada) e nem mesmo do mineiro (quem sou eu para isso). Eu precisaria escrever um livro para contar tudo o que aconteceu (sei que tem um documentário sendo produzido a respeito disso). A minha idéia foi tentar descobrir qual foi o primeiro graffiti feito em Belo Horizonte e para isso eu fui conversando com vários grafiteiros daqui de BH, tanto os mais novos quanto os mais velhos, até chegar ao Dentinho.

Em seguida eu marquei uma conversa/entrevista com ele. Passamos quase três horas conversando e ele me contou tanta história que as minhas fitas acabaram. Ele me mostrou umas fotos muito clássicas (eu ainda estou tentando descolar uma delas para colocar aqui). Enfim, eu tive que tirar muita coisa para que a entrevista não ficasse gigantesca, simplesmente não ia ter como colocar todo o conteúdo aqui. O que eu quis foi tentar mostrar em resumo como surgiu, diminuiu e depois cresceu, até chegar nos dias de hoje. Não dava para contar isso tudo com muitos detalhes, né? Então eu tentei selecionar o que eu achei mais interessante para colocar no texto.

Não sou especialista no assunto. Sou apenas um interessado. Definitivamente ainda tenho muito o que aprender e ler sobre o tema. Mas, bem, os comentários do Egeu e do Fábio ali em cima falam exatamente da escassez de fontes de informações sobre o assunto (o que eu também percebi). Por que não utilizamos o Overmundo então para publicar diversas contribuições sobre o graffiti de todos os Estados? Assim poderíamos construir um retrato interessante dessa arte no Brasil. Esse meu texto foi uma pequeníssima contribuição. Mas fica aí o convite: gostaria de saber, por exemplo, sobre esse livro que você e sua amiga estão fazendo e sobre as coisas que você falou que estão faltando no meu texto (que eu concordo que estejam! mas, como disse, não teria como eu colocar uma história completa aqui). E assim poderemos somar o meu texto com o seu, e depois com o de outra pessoa, e mais outra...

Sergio Rosa · Belo Horizonte, MG 26/1/2007 12:46
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Higor Assis
 

Caríssimo Sergio.

Concordo com tudo que escreveu e assino em baixo. O bacana é a interação que esta sendo formada, a escasses talvez não seja tanta como foi citado, vi no Blog do Marcelo Coelho colunista da folha ele falando mau sobre um icone da "Arte do Graffiti" e ele como crítico cultura não deveria ter feito aqui sem no minino saber do que se trata aquela simples curva que uma lata de spray desenhada siginifica para um Grafiteiro.
Enfim, expliquei para ele e não vi o retorno dele, mas acredito que tenha se resguardado e foi buscar mais informação, hojmem culto que é ele.
Vamos trocar idéias sim camarada, estou sempre no overmundo, tenho algumas colaborações na area de cultura e vamos trocando figurinhas... Só de ser interessado pelo graffiti já se torna meu amigo, abraços cordiais!!!

Higor Assis · São Paulo, SP 26/1/2007 16:28
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Higor Assis
 

Procure saber informações sobre a Revista que Os Gemeos produzem, chama-se Fizz.

Higor Assis · São Paulo, SP 26/1/2007 16:30
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Sergio Rosa
 

Salve, Higor.

Estou também constantemente a busca de informações sobre o graffiti e, como disse, ainda não sei praticamente nada (tem pouco tempo que leio sobre e converso com pessoas da área). Sei que há muita coisa aí para ser descoberta. Por isso, o ideal é que essas informações saiam dos "guetos" dos meios especializados e sejam trazidos aos espaços mais amplos (como o Overmundo e a Folha). E aí que entra a importância das opiniões de pessoas como você, que têm uma visão de dentro da coisa.

Valeu pelo toque sobre a revista d'os gêmeos, vou correr atrás.

abcs!

Sergio Rosa · Belo Horizonte, MG 26/1/2007 16:46
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Ariel Lacruz
 

Adoro Graffiti! Uma arte democrática, que interage com o cenário urbano e extrapola o âmbito das telas e das vernissages. E tem tanta gente boa produzindo, artistas geniais! Parabéns pela matéria. Tomara que as colaborações sobre o assunto continuem...

Ariel Lacruz · Vila Velha, ES 26/1/2007 21:45
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Sergio Rosa
 

Demorei mas consegui. Olha aí a foto exclusiva do primeiro graffiti do centro de Belo Horizonte. Uma baita raridade.

Na foto, os graffiteiros (e também BBoys na época): Marcelo "Dj Mr. Mix" (abaixado), Natalício "MC Natal" (em pé, de costas), e Aranha, acima.

Mais uma vez muito obrigado ao Dentinho e aos Gêmeos pela foto.

Sergio Rosa · Belo Horizonte, MG 2/2/2007 14:03
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Darlan
 

Como a Sociedade é algo assim como um quebra-cabeças, um infinito jogo de arma-desarma, um ajuntamento de ladrilhos, de peças de xadrez, etc... então, embasado na premissa de que nada que é humano me é estranho, nada como parabenizar o Sérgio Rosa pela postagem digna, lúcida, pertinente.

Darlan · Belo Horizonte, MG 4/3/2007 08:03
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CCorrales
 

Fotografei graffites nas ruas de SP no fim da década de 80. Pretendo digitalizar e postar num dos meus blogs. É um tema que me atrai muito. Há uns tempos voltei a tirar fotos - SP, Curitiba, Buenos Aires. Acho que seria uma ótima idéia um blog coletivo pois é um tema que remete totalmente ao coletivo assim como as ruas são públicas. Cada um vê um graffite em sua cidade, fotografa e posta. O blog pode entrevistar grafiteiros e outras pessoas falando sobre graffite. Esse blog poderia estar aqui no Overmundo, se tiver espaço para isso. Ou fora. Quem topa?

CCorrales · São Paulo, SP 15/3/2007 13:23
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CCorrales
 

Isso não invalida a necessidade de perenizar o graffite num livro. Parabéns para quem conseguir editá-lo.

CCorrales · São Paulo, SP 15/3/2007 13:27
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Fabiano Barroso
 

Oi pessoal. Eu publiquei um livro independente sobre Graffiti e HQ's, em parceria com Piero Bagnariol. Chama-se Guia Ilustrado de Graffiti e Quadrinhos. Quem quiser saber mais, pode entrar na página graffiti76.com (colocar o www antes).
Um abraço!

Fabiano Barroso · Belo Horizonte, MG 30/4/2007 11:11
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Jornalista81
 

Assisti a um campeonato internacional de break, e um dos participantes era um brasileiro, manco de um pé. Além de ter dançado muito bem, ele tinha um estilo próprio. Enquanto os gringos faziam o puro break, como se tivessem aprendido num manual passo-a-passo, o brasileiro criava e explorava possibilidades.
O Brasileiro não foi longe no campeonato, os gringos ganharam.

Entrevista sobre cinema
http://www.overmundo.com.br/overblog/torero-e-o-cinema

Jornalista81 · Brasília, DF 28/10/2007 11:39
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Jornalista81
 

Ps.: O filme Beat Street está disponível no Google Video
http://video.google.com/videoplay?docid=9216094888669478564&q=%22Beat+Street%22&total=395&start=0&num=10&so=0&type=search&plindex=1

Jornalista81 · Brasília, DF 28/10/2007 11:44
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Sergio Rosa
 

ih, será que rola de consertar esse link? ele tá muito grande e atrapalhou o layout. Fica aqui uma dica para quem quer diminuir o tamanho da url:

http://www.tiny.cc/

Sergio Rosa · Belo Horizonte, MG 30/11/2007 13:38
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francesco napoli
 

gosto muito desse tipo de grafitte!

francesco napoli · Belo Horizonte, MG 23/4/2008 09:19
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jfparanagua
 

Sérgio Rosa, parabéns pelo excelente trabalho.
Sou um grande admirador do grafite e, também, pesquisador da arte de rua. Tenho dois projetos que estou desenvolvendo: o primeiro é uma exposição itinerante da arte de rua, desde os anos 80 até os tempos atuais e, o segundo, é a edição de um livro com entrevistas e fotos de grafites.
Estamos aí nessa luta!!!
www.jfparanagua.com.br/www.fotolog.com/jfp/1

jfparanagua · Salvador, BA 9/6/2008 07:46
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jfparanagua
 

Em tempo, corrigo os endereços:
www.jfparanagua.com.br
www.fotolog.com/jfp_1

jfparanagua · Salvador, BA 9/6/2008 07:49
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francesco napoli
 

bh precisa de mais graffite!!!

francesco napoli · Belo Horizonte, MG 3/7/2008 15:28
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Graffiti de Angelo `AJ`, em 1987: o primeiro do centro de BH. zoom
Graffiti de Angelo `AJ`, em 1987: o primeiro do centro de BH.
Ramon Martins, um dos novos representantes mais expressivos do graffiti mineiro. zoom
Ramon Martins, um dos novos representantes mais expressivos do graffiti mineiro.
Em 2006, nova e velha geração se encontram para revitalizar o muro da Asmare. zoom
Em 2006, nova e velha geração se encontram para revitalizar o muro da Asmare.

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