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Grandes cantoras gaúchas

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ratner · Porto Alegre, RS
10/5/2008 · 119 · 2
 

Grandes cantoras gaúchas (parte 1)

por Rogério Ratner

Talvez seja adequado esclarecer, de pronto, que a exemplo do que estamos fazendo na série "Grandes Guitarristas Gaúchos", não temos, evidentemente, nem a intenção, e muito menos a pretensão, de estabelecer uma escala de valores entre os trabalhos das inúmeras cantoras gaúchas de todos os tempos. De fato, em nosso entendimento, é totalmente inviável, inútil e até reprovável tentar estabelecer uma escala de valores no campo musical, pois qualquer apreciação estética nestes termos tem que ser compreendida e relativizada em atinência com o background do autor da análise, e especialmente do seu gosto pessoal e preferências. Em música, como em muitos outros campos, entendemos que não há o absoluto, o melhor, o incontroverso. E tampouco nos julgamos em condições de exercer o papel de crítico, que, efetivamente, não nos cabe, e tampouco desejamos desempenhar. Feitos estes esclarecimentos preliminares, passaremos ao nosso efetivo desiderato, qual seja, o de destacar o trabalho de algumas cantoras gaúchas que apreciamos - o que absolutamente não significa que não apreciemos outros trabalhos, ou que julguemos que não mereçam igual destaque. De fato, a intenção é continuarmos elaborando outros "capítulos" em série, tal como já estamos fazendo em relação aos "grandes guitarristas gaúchos".

É fato que o Rio Grande do Sul sempre foi terreno fértil para o surgimento de cantoras de grande nível. Algumas conseguiram maior expressão nacional, como é o caso das grandes Elis Regina e Adriana Calcanhotto. Outras conseguiram alguma projeção nacional em pelo menos algum período de tempo, e outras, ainda, estão buscando o seu espaço, tanto em termos nacionais, como regionais. Independentemente de qualquer critério desta ordem, vamos tentar apontar alguns nomes que se destacam em face da grande qualidade de seus trabalhos (sem embargo, como já referimos, da existência de outros grandes nomes a merecer total consideração).

Antes destes destaques com perfis mais pormenorizados, talvez seja interessante lançarmos uma mirada, ainda que en passant, sobre um pouco da trajetória do canto popular feminino neste Estado. Na chamada "época dourada do rádio", ou seja, no período que engloba, de forma aproximada, o lapso entre os anos 30 e 60 do século 20, o caminho natural para que as cantoras gaúchas mostrassem seus dotes vocais eram os programas de auditório, veiculados pelas rádios Farroupilha, Gaúcha e Difusora. Mais tarde, a rádio Itaí também teve o seu destaque. Foi assim que ocorreu com várias gerações de cantoras, das quais podemos destacar Horacina Corrêa, Lourdes Rodrigues (a Grande Dama da Canção, como já foi alcunhada), Maria Helena Andrade (eleita, certa feita, a Rainha do rádio gaúcho), Naura Elisa, Ziláh Machado, Érika Norimar, Glória Bernardete, Rosa Maria, isto somente para apontar alguns dos principais nomes. De fato, tais cantoras surgiram em programas de auditório, que faziam grande sucesso entre o público ouvinte gaúcho, dos quais podemos citar alguns: A Hora do Bicho, O Clube do Guri (no qual surgiu Elis), Programa Maurício Sobrinho (do fundador da RBS, Maurício Sirotsky), Programa Salimen Jr., dentre outros. Com o advento da televisão, que surgiu aqui em 1959, com a inauguração da TV Piratini (dos Diários Associados de Assis Chateubriand), alguns programas de rádio foram adaptados para o vídeo, e outros novos foram criados. A TV Gaúcha, inaugurada em 1962, também abriu importantes espaços para calouras e veteranas, tendo feito grande sucesso os programas "GR Show" (de Glênio Reis), "Show do Gordo" (de Ivan Castro) e "Puxa, é a Gaúcha" (de Hélio Wolfrid), entre outros. E também surgiram grupos vocais femininos de grande qualidade (isso sem contar os grupos mistos, em que cantoras atuavam, tal como o Conjunto Farroupilha), como o Mini Trio e o Quarteto em Fá, etc., inspirados na bossa nova, e outros, tais como As Brasas, no nicho da jovem guarda. Os Festivais de Música, promovidos pelos canais locais, ou por entidades estudantis, também foram importantes vitrines, tendo surgido, por exemplo, nomes como os de Nana Chaves (Ellwanger), Laís Marques (a grande compositora do tropicalismo gaúcho), Nara Lisboa, dentre outras. Mas, mesmo com o desaparecimento destes espaços e o fim da chamada "época de ouro" do rádio e da televisão local, nos anos 70 - o que não significa absolutamente que novos espaços midiáticos importantíssimos tenham deixado de surgir a partir de então -, apareceram diversas grandes cantoras no universo gaúcho. Gracinha Magliani (a principal cantora tropicalista gaúcha surgida na virada dos 60 para os 70), Élbia Solange (ex-integrante do Grupo Folk), Loma, Lúcia Helena, Denise Lahude, Eliane Strazas, Liane Klein, Yoli, dentre muitas outras, deram continuidade à trajetória de extrema qualidade que marcou e marca a produção vocal feminina gaúcha no campo da MPB. Nos anos 80, vimos surgir, por exemplo, Glória Oliveira, Annie Perec (que, em verdade, começou nos anos 60, e deu um grande "tempo", até ressurgir com força no bar Ocidente, então há pouco inaugurado), Elaine Geissler, Ângela Jobim, Maria Lúcia Sampaio, Muni, Suzana Maris, Flora Almeida, Denise Tonon, Nanci Araújo, Laura Finocchiaro, Luciana Costa, Maria Rita Stumpf, Adriana Calcanhotto, só para ficar em alguns nomes. Nos 90, Silvana Cruz, Simone Rasslam, Marisa Rotenberg, Ismália Ibias, Cíntia Rosa, Alessandra Verney, Luciana Pestano, Lory F. ganharam justificado destaque, dentre outros grandes nomes. Nos anos 2000, a força feminina fez-se sentir também com muita propriedade na área do pop e do rock, com Simone Carvalho, Cléo de Páris, Lica, Vanessa (da dupla com Claus), Luka (do superhit "Tô nem aí"), por exemplo, e na "praia" da MPB, com Adriana Deffenti, Isabela Fogaça, Vanessa Longoni, além de grupos vocais como o Maria Vai com as outras.

Dito isto, passaremos aos perfis mais pormenorizados a que antes nos referimos, destacando algumas cantoras que, em nosso sentir, representam muito bem a qualidade que permeia, como já dissemos, a produção local em termos de canto feminino:

- MÔNICA TOMASI: cantora que conta com uma trajetória das mais ricas e plurais. Mônica destaca-se não apenas como uma grande intérprete, daquelas que intervém precisamente, às vezes de forma econômica, mas sempre na medida certa exigida pela canção. Também merece ser destacado o seu talento como compositora, seja quando faz as letras, ou quando musica letras ou poemas de seus parceiros/parceiras, sempre com melodias inspiradas; a sua grande capacidade de envolvimento na produção musical como um todo, sempre antenada no que há de novidade no terreno dos arranjos, e engajada em dar uma "cara própria", um traço singular às suas gravações; o seu bom domínio dos instrumentos de corda; e além disso tudo, o grande carisma e simpatia dentro e fora do palco. Começou a apresentar-se nos anos 80, e em 1990 lançou o seu primeiro disco, o LP "Eu Fórica", contendo composições suas, algumas em parceria com Adriana Mülller (que lançou seu primeiro CD, Origâmi, nos anos 2000, com o apoio do Fumproarte). Depois desta promissora estréia em disco, e consolidada sua trajetória local, Mônica decidiu (como tantas cantoras daqui, que, em um certo momento, buscam a expansão dos horizontes) mudar-se para São Paulo em 1996. Na capital paulista gravou o festejado CD "1", pelo super prestigiado selo paulista Dabliú, que se caracteriza pela grande qualidade de seu cast. Na época em que o meu clipe (dirigido por Jaime Lerner e produzido por Cícero Aragon) rodou no Programa Território Nacional da MTV, assisti algumas vezes um clipe bem legal de Mônica que passava no mesmo espaço. Posteriormente, Mônica voltou a radicar-se no Sul, sem deixar, contudo, de atuar no centro do país, e até no exterior, sempre estabelecendo parcerias instigantes, com nomes do calibre de Celso Fonseca, Fernanda Young e Paulinho Moska. Com produção do líder da banda Cidadão Quem, Duka Leindecker, Mônica lançou o elogiado CD "Idéias Contemporâneas sobre o Amor". Neste CD, além das canções "Menina Chata", "Breve Estação", "Onde está Você" e "Trilhos", damos especial destaque à gravação com arranjo "rocker" de "Não é céu", de Vitor Ramil. Em 2004, Mônica participou do Projeto Pixinguinha, percorrendo várias capitais brasileiras. Seu CD mais recente é o belo "Quando os versos me visitam", que conta com parcerias com as escritoras Claudia de Bem, Manoela Sawitzski, Simara Anchietta, e, ainda, com Idésio de Oliveira, Érika Nande e Kátia Dotto, além de gravar canções de Gilvan Chaves e de Érika Nande. Realmente, Mônica faz a ponte entre a música pop e a mpb com grande competência. Recentemente, fez alguns shows bem interessantes em parceria com o compositor gaúcho Nelson Coelho de Castro, em Porto Alegre. Para conhecer mais do trabalho de Mônica, é legal visitar o seu site, que está bem bacana: http://www.monicatomasi.com.br

- KARINE CUNHA: Karine Cunha vem ganhando grande destaque, inclusive tendo sido premiada no Açorianos (a premiação local para as artes, promovida pela Prefeitura de Porto Alegre), não apenas pela beleza de seu timbre de voz (que se revela em interpretações ora vigorosas, ora delicadas), pelo seu sólido conhecimento musical, mas também por apresentar composições de sua autoria de grande originalidade e qualidade. Além disso, Karine é muito "guerreira", e luta como ninguém para buscar o seu merecido espaço, ladeada pelo seu companheiro (e também super talentoso músico) Marcus Bonilla, grande ás do violão. Seu trabalho começou a destacar-se especialmente nos anos 2.000, tendo trabalhado junto a, entre outros, Alexandre Vieira, Orquestra Rudrashka de Mantras, e o grupo vocal Maria Vai com as Outras. Karine já lançou dois CDs solo, ambos muito elogiados: "Fluida", que ganhou o prêmio Açorianos de 2005, e, mais recentemente, o surpreendente e complexo "Epahei". O disco mais recente chama a atenção não apenas pela qualidade, mas pelo que Karine nomeou como sendo uma aproximação sua com a estética do afro-samba, trazendo à tona a influência que afirma sofrer de Clara Nunes. Contudo, em minha modesta opinião, penso que o disco não pode absolutamente ser reduzido a tal universo, pois contém diversos caminhos, vertentes e possibilidades que foram muito bem explorados, e que não se resumem ao que a sua apresentação genérica poderia indicar. Aliás, embora não se possa dizer que haja influência direta, penso que o trabalho de Karine guarda algum parentesco - ainda que não-consciente -, pela rara beleza e força telúrica, com o trabalho da grande Diana Pequeno (a qual foi acompanhada, em um período, pelo grupo instrumental gaúcho Cheiro de Vida e pelo maestro Zé Gomes, pai de André Gomes, o virtuose baixista do grupo) e com o trabalho de Olívia Byington (especialmente em sua fase do disco "Corra o risco", gravado com o acompanhamento da fantástica A Barca do Sol: de Olívia também sou fã de carteirinha), entre outras simetrias que poderiam ser encontradas. Enfim, é MPB de alta qualidade, garantida e confirmada. Algumas canções são de autoria só de Karine (letra e música), uma tem letra do grande nome da poesia gaúcha Mário Quintana, outra, do super premiado letrista Sérgio Napp (que também é músico, engenheiro, escritor e produtor cultural), e, ainda, há uma com Alan Mendonça. Os arranjos, sempre acústicos, são muito belos e sensíveis, e desenham, em conjunto com as composições, um perfil bem particular e de muito bom gosto. É um trabalho que merece ser conhecido pelo Brasil. O site de Karine é: http://www.karinecunha.com.br

- ADRIANA MARQUES: Adriana Marques hoje é merecidamente bastante conhecida do público gaúcho - e ela vem também abrindo mais portas em nível nacional -, por conta do espetáculo "Rádio Esmeralda", em que, valendo-se de recursos cênicos, apresenta uma variada constelação de canções de universos musicais diversos, ao lado da também super talentosa cantora/instrumentista Simone Rasslam. Contudo, Adriana "ralou" muito pra chegar neste patamar de consagração. Começou sua trajetória em São Leopoldo, onde integrou uma banda da qual fazia parte também o violonista Geraldo Fischer. Participou do lendário grupo "Bando Barato pra Cachorro", liderado pelo super criativo compositor/jornalista/produtor/pianista/crítico musical (e outras coisas mais) Arthur de Faria, ao lado de grandes instrumentistas, no qual dividia os vocais com Marcelo Delacroix, resgatando grandes clássicos da MPB da "época de ouro", e inclusive do grande compositor gaúcho Túlio Piva (a quem tive a honra de conhecer pessoalmente, a convite do Rodrigo, seu neto e perpetuador de sua imagem e trabalho, meu grande amigo e contemporâneo na Faculdade de Direito da UFRGS, que atualmente mora em Florianópolis, e é, também, um excelente compositor - aliás, Adriana fez uma participação especial no primeiro CD do Rodrigo). Além disso, Adriana integrou os grupos Serenata de Bambas e Cuidado que Mancha. Lá por 93 ou 94, a convite do grande saxofonista Luisinho Santos e da excelente pianista Bethy Krieger, assisti a um belíssimo show solo de Adriana no Teatro Renascença, no qual apresentou um variado repertório com grandes interpretações, inclusive do clássico tango "El dia em que me quieras". Portanto, desde há muito tempo, e bem antes do espetáculo "Rádio Esmeralda", dirigido pelo talentosíssimo e impagável Hique Gomes, do Tangos e Tragédias, Adriana já "batia um bolão". Tem dois CDs lançados, um com base no repertório do Bando Barato pra Cachorro, mas que saiu como disco solo, e o da própria Rádio Esmeralda, que também é muito legal. Vale muito a visita ao site http://www.radioesmeralda.com.br para conhecer o trabalho de Adriana, e também da notável Simone Rasslam.

- LÚCIA SEVERO: Lúcia Severo, que nasceu no Rio de Janeiro, é um dos grandes nomes do cenário musical gaúcho no nicho pop. Ela pode ser apontada como mais um presente carioca para a música gaúcha (ao lado de Rubens Santos, Pedrinho Figueiredo e Leonardo Bonfim). Lúcia atua de forma muito diversificada, apresentando-se em diversas casas noturnas e gravando bastante jingle. Atualmente, fiquei sabendo que está integrando a afamada Abbey Road Band, da consagrada casa de shows de Júlio Fürst e João Antônio. Seu primeiro show foi no saudoso Porto de Elis, em 1991. Lúcia já lançou dois CDs, o primeiro, "Ficou no ar", divulgado na mesma época em que lancei meu primeiro disco, em 1997. E este disco ficou no ar na época de seu lançamento e continua ainda flutuando, digamos assim, pois como bem salienta o guitarrista e arranjador Ciro Moreau, que também toca com Lúcia, é um dos melhores discos pop já feitos no RS. Pudera, contou com a produção sempre caprichada do Cau Netto, mago dos teclados e praticamente "quinto mosqueteiro" dos Papas da Língua. Lúcia gravou naquele CD canções suas, uma delas em parceria com o grande cantor Márcio Celi, bem como composições de Serginho Moah (vocalista dos Papas) e Fernando Corona (outro baita tecladista e inspirado compositor, atualmente radicado no Rio, ao que sei). Em 2004, Lúcia lançou "Por toda Cidade", outro disco muito bacana, que contou novamente com a produção de Cau Netto. Além de canções suas, gravou uma música do Jah Mai (ainda do tempo da Banda Dedé e os Ajudantes), outra de Daniela Mercury, e a clássica "A Seta e o Alvo", de Paulinho Moska, que ficou bem legal também, e que tenho escutado nas rádios. Como compositora, um dos aspectos do trabalho de Lúcia que me comove é a leve, mas pungente, melancolia de algumas de suas canções, o que lhes confere rara beleza e delicadeza, sem que percam a levada pop. E sua voz, suave e de bonito timbre, confere um colorido muito particular para suas músicas e interpretações. Sua temática geralmente gira em torno dos caminhos e descaminhos do amor nos tempos atuais, sobre os quais discorre com rara argúcia. Indico o site de Lúcia, para quem quiser conhecer mais de seu excelente trabalho: http://www.luciasevero.com.br

- ANA KRÜGER: O trabalho de Ana Krüger vem obtendo grande aceitação ultimamente por conta principalmente do grande sucesso do grupo Delicatessen, que, composto por "feras" do cenário local, todos já com uma expressiva estrada (o pelotense Carlos Badia, um exímio violonista que surgiu em Porto Alegre nos anos 80, acompanhando a cantora Míria Fernandes, e depois tocou com Nei Lisboa; o baterista Mano Gomes, que, entre outros, também já acompanhou o grande Nei Lisboa; o baixista Nico Bueno, que tocou comigo na época em que eu cantava standards de jazz, e que atua também junto ao Nenhum de Nós; o pianista New, que gravou em meu primeiro CD, e é um dos melhores instrumentistas de Porto Alegre), recria clássicos do jazz em ritmo de bossa nova, além de canções próprias de autoria de Badia e do produtor Beto Callage. Mas antes da repercussão deste trabalho, eu já vinha acompanhando as performances de Ana junto ao grupo formado pelos talentosos compositores Fausto Prado e Caetano Silveira (o Cacau, poeta de mão cheia, letrista super premiado e responsável pelos Saraus do Solar dos Câmara, e, ainda, irmão da minha querida colega Ana Maria), em que divide os vocais com outros grandes nomes, Alex Alano (que lançou um LP ainda nos anos 80, e depois integrou a banda Venerável Lama, de Fausto) e Andréa Cavalheiro (ex- Hard Working Band), que também é uma intérprete arrasadora. Atualmente, o trabalho chama-se "Fausto Prado e a Banda Casa de Asas", e já foram lançados dois CDs bem bacanas, com o apoio do Fumproarte. Aliás, interpretando músicas destes e de outros bons compositores, Ana já contava com uma bela estrada trilhada pelos festivais realizados no interior do Estado, especialmente na Moenda da Canção, que é promovida em Santo Antônio da Patrulha. Além disso, Ana faz parte da Abbey Road Band, a que já aludimos, e também participa dos espetáculos de Isabela Fogaça. E, ainda, participa da gravação de muitos jingles. Ana impressiona não apenas pela beleza de sua voz e de sua presença em cena, mas também por sua enorme versatilidade: seus amplos recursos vocais permitem-lhe transistar sempre bem por vários estilos de interpretação, seja o mais suave e cool, como ocorre com o Delicatessen, ou o mais vigoroso, como "exige" a estética mais usual dos festivais nativistas. De fato, ela se sai bem interpretando músicas dos mais variados ritmos e nuances, evocando, no aspecto, a amplitude de horizontes de Elis Regina. Visite http://www.delicatessen.com.br para conhecer mais do trabalho de Ana.


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Adroaldo Bauer
 

Belo trabalho, Rogério. Parabéns por texto, fôlego e contextos.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 10/5/2008 11:42
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Adriana C. De Oliveira
 

Oi Rogério, eu conheci a banda Delicatessen que tem a Ana Krüger na voz, ano passado. O cd Delicatessen jazz+bossa é simplesmente divino. É música de excelente qualidade, além de um perfeito entrosamento da belíssima voz da Ana com os excelentes músicos.
Virei fã do grupo!!
Parabéns pelo texto!

Adriana C. De Oliveira · Vitória, ES 3/10/2008 11:25
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