Grito Rock Santana chega pra ficar!

Ricardo D´almeida
Banda 81 Decibéis: Atitude nos palcos
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PauloZab · Macapá, AP
7/3/2009 · 111 · 3
 

Depois do morno Grito Rock Macapá, o Grito Rock Santana simplesmente fervilhou. Quem esteve na Saygon nesse dia simplesmente participou de uma das maiores festas alternativas que o Amapá já teve. A programação ficou recheada de diversão. Além da venda de CD´s, adesivos, DVD´s e distribuição de Zines do Palafita Comunicação, que informava mais a respeito do trabalho dos coletivos e das bandas da noite. E pra prestigiar tudo isso, um público de 500 jovens santaneses, que tiveram acesso não apenas ao Grito Rock, mas também as discussões em levantada pelo Palafita e pelo Circuito Fora do Eixo, graças ao empenho da moçada do Coletivo Casca, que garantiu, dentre outras coisas, a entrada franca para a programação.

Quem abriu a noite foi Alan Yared, que mostrou por que foi um dos destaques da delegação amapaense no Fórum Social Mundial em Belém. Alan já havia se apresentado no Primeiro Grito Rock Macapá, e agora volta a fazer parte da história de mais um festival marcando presença em Santana. A banda representante de Santana, 81 Decibéis, sobiu ao palco do Grito 2009 mais uma vez a pedido do público. Nada mais merecido para quem trabalho tanto para construir a programação. Em seguida foi a vez de Roni Moraes, outro musico da cena que já tem registro de qualidade, fazendo o publico acompanhar suas levadas de MPA juntas ao som do rock. André Zumbi I A Casa de Palha é uma banda nova, que começou nas prévias deste Grito Rock fazendo com que, a exemplo do que vem acontecendo a cada ano, mais um grupo de ação fora e dentro dos palcos, surgisse no Amapá. A banda Mini Box Lunar, que segundo os critérios da produção do Grito poderia escolher onde tocar preferiu se apresentar em Santana. Decisão acertadíssima, já que foi uma oportunidade para se apresentar em mais uma cidade, além de ter sido no melhor Grito Rock que já foi feito aqui no Amapá. Depois, a Physis subiu ao palco e mostrou muita personalidade e sonoridade para o publico presente. Sagras, que estava um tempo afastado das programações do Palafita, voltou ao palco e não decepcionou. O que o público ainda não sabia era que a Marttyrium estava com algumas dificuldades para se apresentar, mas uma conversa com a produção e com a banda convenceu-os e eles subiram no palco cheios de vontade e fizeram um dos melhores shows que o Grito Amapá já teve. Não tínhamos escolha: ou batíamos a cabeça ou ficávamos parados olhando os caras se apresentando. O Single Demo deles, que vem com faixa interativa, vendeu como água e o comentário que se ouvia eram do tipo “eu nunca tinha visto uma banda tão afinada como Marttytium” ou “esses caras tem espaço pra tocar em qualquer lugar do mundo”. O que posso dizer aos que ainda não viram um show dos caras é o seguinte: vocês precisam ver o show dos caras. Depois disso a banda Heloin, já conhecida de outros gritos e do Festival Quebramar foi a última banda da cena local a se apresentar, abrindo assim o palco para que a Aneurisma fizesse seu trabalho. A banda se mostrou muito satisfeita pelo fato de ter vindo de Tucuruí (PA) para se apresentar aqui. “Conseguimos tudo o que esperávamos daqui e um pouco mais”, disse Neto B., batera da banda. Realmente eles se garantem com o seu Grunge. Essa apresentação não apenas agradou a quem já tinha visto eles nos dias anteriores, mas também ao publico de Santana que é apaixonado pelo estilo.

Ao final de tudo o cansaço não nos tirou a satisfação de termos acreditado não apenas no potencial das bandas locais, mas também no trabalho do Coletivo Casca, realizador do Grito Rock Santana. É claro que o Coletivo Palafita, que está longe de ser restrito a um pequeno grupo ou a uma banda, foi um grande incentivador para essa iniciativa, contribuindo em termos de programação e agindo como um linkador deles ao Circuito, que por sua vez garantiu que o Grito América do Sul ficasse ainda maior do que já era. Nada além do que nossa obrigação. O importante foi que, ao final de três dias de programação e na ausência de algo novo no Grito Macapá, o Grito Santana fez surgir um enorme leque de possibilidades no que diz respeito ao amadurecimento dessa movimentação de jovens produtivos dessa cena cultural urbana, que não deixa de fortalecer nossos elementos regionais. O processo vem conquistando cada vez mais indivíduos e grupos, que tendem a surgir na medida em que o próprio contexto exige que isso aconteça. O lance agora é aparar as arestas, arrumar a casa e partir pra uma nova fase.

Mais fotos aqui e aqui.

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Hermano Vianna
 

alô PauloZab - muito obrigado por trazer tantas notícias boas sobre o que está acontecendo na cultura alternativa do Amapá - já fui fazer pesquisa aqui no Overmundo mesmo e no Google para saber mais sobre as bandas e coletivos - uma sugestão que poderia ser de edição mas que coloco aqui mesmo: seria ótimo ter uns links no texto facilitar ainda mais o trabalho dos curiosos: por exemplo: encontrei estes links aqui: coletivo palafita, coletivo c.a.s.c.a. etc. - fiquei também querendo saber mais sobre Santana e só encontrei duas dicas no guia da cidade - não é reclamação não: é só sugestão e incentivo para ver por aqui cada vez mais colaborações do Amapá! abraços!

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 4/3/2009 13:43
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Pérola Pedrosa
 

Oi, Paulo!!!
O grito rock em Macapá foi morno e vc sabe o porque. Tá na hora do Coletiva se espertar e denscentralizar as coisas. Ficar metendo pau na imprensa não vai ajudar em nada.
Eu divulguei sua matéria no caderno, mas ninguém além de vc me mandou informação ou me ligou para falar do evento, teve gente da imprensa que me ligou pra querer saber informações eu passei os contatos, mas alguns me disseram que não conseguiram nada.
Eu torço muito pela galera, mas tá faltando prossionalismo, galera.

Pérola Pedrosa · Macapá, AP 9/3/2009 02:29
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PauloZab
 

Pérola, eu também concordo com você. o Coletivo pecou muito com relação a descentralização das informações. Pessoas como você deveria estar reunindo conosco. Mas eu penso que chegaremos a um denominador comum em breve.

Há braços!!!

PauloZab · Macapá, AP 9/3/2009 16:02
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