GUARÁ E SUA ARTE
Com o avanço tecnológico fica até difícil de imaginar como era o serviço gráfico como a confecção de um jornal e outros nos anos 60.
No Encontro de Culturas em São Jorge o tipógrafo ou linotipista Jairo Ferreira Pinto Sobrinho, também conhecido por Guará , faz a demonstração desse trabalho na Feira de Oportunidades Sustentáveis.
As pesquisas informam que a técnica da xilogravura é antiga e sua origem é desconhecida, a primeira documentação vem do livro “Diamond Sutra”, impresso na China no ano de 868 e só no século XIV chegou ao Ocidente. Segundo o dicionário Aurélio, xilogravura é uma técnica que consiste em realizar impressão a partir de pedaços de madeira com desenhos em relevo.
Guará define xilogravura como uma forma que o homem conseguiu usar e ainda usa para mostrar de maneira impressa sua cultura.
Oriundo de uma família de linotipistas, desde os 11 anos de idade ele aprendeu essa arte nas gráficas da imprensa universitária da Universidade Federal de Goiás nos anos 60. Também trabalhou no Jornal Cinco de Março em Goiânia, atual Diário da Manhã.
Nos anos 40/60 a demanda por profissionais da área levou um grande número de crianças a aprender a xilogravura. Assim conta Guará:
- Os jornais eram semanários ou quinzenários, passávamos a noite montando as letras uma a uma através de tipos móveis com a letra ao contrário, ou seja, do lado negativo e depois de impresso se tornava positivo.
E continua:
- Hoje com o processo digital as pessoas não imaginam como foi complexo a confecção de letras e tipos móveis. Um processo desenvolvido pelo alemão Gutemberg e ainda usado em muitos trabalhos.
A máquina usada por Guará, o Prelo serve para tirar provas e foi adquirida num leilão público. Esta máquina pertenceu a Gráfica do Exercito Brasileiro e tem aproximadamente 80 anos de uso, de fabricação brasileira pela FUNTIMOD.
Curiosa é a explicação do artista sobre a impressão de fotografias nos jornais antigos:
- O fotolito ia para a clicheria e passava por um processo de corrosão para depois ser revelado no zinco e assim se formavam os clichês com fotos ou gravuras que iam para o prelo e após a prova eram impressas.
Com o avanço tecnológico o profissional da xilogravura perdeu seu campo de trabalho, porém Guará continua ministrando oficinas e mostrando a importância do conhecimento dessa técnica para a geração atual.
A habilidade adquirida levou o artista a trabalhar com a madeira e atualmente é um escultor que tem seu trabalho reconhecido em todo o Brasil. Guará participa de Festivais, Exposições e está no livro “Em nome do autor” da escritora Beth Lima de São Paulo.
Na Feira do Encontro de Culturas o estande da xilogravura está sempre lotado e a demanda é enorme pelas centenas de gravuras confeccionadas pelo artista, mostrando a curiosidade das pessoas pela história da impressão.
Sinva,
A xilografia expressa uma criatividade ímpar que os cordelistas amam né , tbm gosto muito, deveria ser mais difundido, no sudeste e sul, nas gravadoras, revistas ,livror, xilografia já,bj.Parabéns!
Sinva, que bacana o trabalho do Guará. Eu tenho uma certa paixão por tipos. Cheguei a colecionar velhos tipos em chumbo, durante um tempo, mas depois me desfiz da coleção pq o contato com o chumbo é perigoso. Mas admiro quem faz esse trabalho ainda hoje. As técnicas antigas de impressão, como a tipografia, linotipia, xilogravura etc, são hoje ferramentas de artistas plásticos. Mas, até bem pouco tempo, eram ferramentas fundamentais de comunicação. Guttemberg persistiu por muitos séculos!
Ilhandarilha · Vitória, ES 13/8/2009 10:47
Parabéns Sinvaline. Mais que merecida também essa matéria. O Guará é um personagem importante da cultura goiana. Toda sua arte é repassada...
bj,
Andréa
Esse grande artista merece toda a nossa consideração e divulgação...é talento puro, não só na tipografia, mas no traçado de seus desenhos únicos!Um dos grandes artistas brasileiro pouco conhecidos.
Parabéns pela materia e divulgação Sinva!
O Brasil merece todas essas feras....todos os guaras do cerrado
bjs
vero
Sinvaline · Uruaçu (GO)
Guará e sua arte
Um Trabalho que honra e Enobrece ao Estado de Goiás, mais também honra a gente que admira e ama esta Mestra Sinvaline que nos passa toda essa Cultura apaixonante aliviando e tornando feliz o nosso coração com tanta beleza e determinação Humana.
Este Conjunto Culturam com tanta beleza e cultura tornam o mundo Melhor e nos dão a felicidade da vida valer a pena.
Toda essa energia do povo com suas belas Tradições nos animam nas nossas lutas e crenças de esperança e amor pela vida.
Parabéns a Todos.
Parabéns a Mestra Sinvaline
Um Trabalhão Divino.
Abração Fraterno a Todos.
Querida Sinvaline: parabens por compartilhar a grandeza do trabalho artístico do Guará. Essa resenha me transportou aos tempos em que trabalhei em gráficas, como diagramadora e acompanhava de perto o incansável trabalho de linotipistas. É como diz o nosso Azuir, "um trabalhão divino". Bjos.
graça grauna · Recife, PE 14/8/2009 10:13
Senti até arrepio, eu com 17 anos trabalhei, ou seja, um estágio...eu havia acabado de entrar na Faculdade de Comunicação Social e fiz por um tempo estas montagens de letrinhas...trabalhei até na confecção de textos e 'biografias1 de mortos da cidade de Campinas, SP...só saí de lá quando me mandaram cobrir um 'acidente' -uma moça que se suicidou na Via Anhangera, SP, atravessou a pista e seu crânio foi esmagado...depois soube que foi por causa do término de um namoro e era estudante também da PUC Campinas...e eu a via nos pátios...linda, risonha sempe estava a vetir saias longas dos tempos de paz e amor...
e hoje estou aqui digitando, não ao contrario, mas me fez voltar no contrário do tempo...
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