O ano é 1974. O grupo Afro-Sul, formado por músicos que tocam instrumentos africanos, participa de um festival escolar em Porto Alegre. São incluídos no elenco alguns bailarinos e o grupo passa a fazer apresentações de dança e música afro-brasileira.
Ainda hoje aqueles artistas e um sem número de outros formados na tradição afro-brasileira preservada pelo Instituto Cultural Afro-Sul trabalham em espetáculos por todo Brasil e exterior.
Em 1998, O Afro-Sul assume a direção da Escola de Samba Garotos da Orgia e ganha vários títulos e troféus no Carnaval de Porto Alegre. Desde lá desenvolve também intenso e dedicado trabalho social a partir do eixo preservação e divulgação da cultura negra. Os Garotos da Orgia são transformados de escola de samba em Bloco Afro Odomodê.
Como aquelas bonequinhas russas que saem umas de dentro das outras, O Afro-Sul gera um sem número de atividades para promover e divulgar a cultura negra no estado do Rio Grande do Sul, no Brasil e no exterior , seus objetivos, através de Música, Dança, Culinária, Vestuário, suas secções de atuação.
O Afro-Sul é uma escola popular de formação artística que age para estimular o pensamento crítico e a auto-estima de afro-descendentes e interessados em cultura afro.
Também propicia a crianças e jovens em situação de rua e de comunidades pobres o convívio para a aprendizagem e a prática da cultura afro-brasileira como se manifesta entre os gaúchos.
O intenso trabalho artístico do Afro-Sul se desenvolve em Porto Alegre e também é levado a do interior do Rio Grande do Sul, já tendo também se apresentado em Florianópolis, São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador e ultrapassado as fronteiras do Brasil, indo a Argentina e Uruguai.
Incontável quantidade de músicos e dançarinos de alto nível, alguns hoje de popularidade nacional e internacional iniciaram primeiros passos, acordes e batidas com o Afro-Sul.
Enquanto grupo de dança, desenvolve repertório que viaja pela “diáspora Africana” - ritmos africanos, blues, funk, salsa, reggae, candomblé, afoxé, samba, porongada, levadas afro-gaúchas, congadas ou moçambique. E também fusões com da música erudita com os ritmos afros.
O Afro-Sul é dos grupos negros mais representativos do Rio Grande do Sul, Razão pela qual, a convite, vem participando de diversos eventos nacionais e internacionais. Um deles o “Encontro Internacional de Danças e Religiões Afro”, em Cuba, em agosto de 1998. E do I Festival de Cultura das Três Fronteiras, na Argentina, em 2003. Em 2004 recebe o Prêmio Açoriano de Dança, maior destaque do segmento em Porto Alegre.
1991
"Alma Negra", no Auditório da Assembléia Legislativa – Porto Alegre
1993
"Música e Dança: Linguagem Universal", no Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre
1994
Destaque do jornal do CECUNE (Centro Ecumênico de Cultura Negra), em reportagem que destaca a grife Afro-Sul pela originalidade africana em peças de vestuário masculino e feminino.
1995
"Malandro dono da noite, rei dos cabarés"
1998
"Festa para um Rei Negro" – coreografia de dança para o filme "Afro! A magia de uma dança";
Em agosto - O Grupo Afro-Sul de música e dança participa do "Encontro Internacional de Danças e Religiões Afro", em Cuba.
1999
Desfile de lançamento da coleção primavera-verão da Grife Afro-Sul.
2000
Exposição "25 Anos Afro-Sul" no Hall de Entrada do Teatro Bruno Kieffer, da Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre.
2002
"Resistência" no Teatro Renascença - Porto Alegre.
2003
Espetáculo "Resistência" no I Festival de Cultura das Três Fronteiras - Argentina.
2004
Prêmio Especial Açorianos de Dança.
Em 20 de novembro de 2000, nasce o Instituto Cultural Afro-Sul/Odomodê, com a missão de preservar, pesquisar e divulgar as culturas afro-brasileira e afro-gaúcha e prestar serviço social como uma organização não governamental.
O foco central da ação cultural dos grupos geradores do Instituto e mantidos agora por ele são menores e jovens de rua e comunidades carentes, que têm na a oportunidade de aprender e praticar a cultura afro-brasileira com o trabalho social do Afro-Sul.
Na área musical, são oficinas, cursos e aulas de percussão, além de exibições artísticas da cultura afro-brasileira em espetáculos públicos.
Além da dança afro e de preservar a Capoeira em oficinas permanentes, Afro-Sul e Odomodê abrigaram os elementos da cultura de rua do hip-hop e desenvolvem também a formação no Rap e no Break.
O Bloco Afro Odomodê participa do desfile de quase todas as escolas de samba de Porto Alegre, em alas constituídas especialmente para cada tema de enredo, chegando a realizar até 30 apresentações distintas – aguardadas com expectativa pelo público do Carnaval porto-alegrense.
O Instituto Cultural Afro-Sul/Odomodê atua em projetos de Ação e Inclusão Social, trabalhando a cultura negra com jovens e crianças de rua e comunidades carentes.
Transformada, a antiga quadra da Escola de Samba Garotos da Orgia, é hoje um centro popular de cultura de cultura e ação social em que ainda são desenvolvidos dois projetos do Ministério da Cultura: o da Escola Cultural Artística e o Ponto de Cultura, que atendem crianças, adolescentes e jovens adultos de três a 24 anos, vulneráveis socialmente na Capital.
Instituto Cultural Afro-Sul/Odomodê
Av. Ipiranga 3850, jardim Botânico.
Porto Alegre/Rio Grande do Sul.
Brasil
CEP 90.610-000
(51) 3384-3576
afrosul@portoweb.com.br
Juli,
Achei bacana demais o trabalho deste pessoal. Mais importante ainda por ser no Sul.
(Ah... Está sobrando um ' de Samba...' no segundo parágrafo).
Abs,
Agradecida, Spirito.
Paulinho Romeu e Iara Deodoro te mandam beijos e muito axé.
Partindo de tu, que tem essa maravilha que nos mostrou aqui naquele Bonde do bem, "demais" e "mais importante" por ser fora do tal eixo, onde tudo padece da desertificação produzida pela massificação do centro, muito nos orgulha e ao povo del Sur.
beijin
Muito bem escrito, informações valiosas, fotos preciosas.
Meus parabéns!
Legal ver aqui o registro de um trabalho tão importante como o do Afro-Sul que, pelo seu tempo de existência, tem uma História que precisa ser contada.
Destaque especial para as imagens que ilustram a matéria.
Boa Sorte.
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