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Histeria anti-pirataria

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Fabricio Kc · Salvador, BA
9/12/2007 · 62 · 4
 

A Operação Estação, de combate à pirataria, apreendeu nesta quinta-feira, 6 de dezembro, em Salvador, milhares de CDs e DVDs piratas, além de outros produtos como calçados e óculos. O rapa aconteceu no camelódromo da estação rodoviária, perto do shopping Iguatemi, região de intenso movimento e comércio informal.

Exemplar! Mas a quem interessa tal operação?

Está claro que falsificar produtos e comercializá-los é crime, mas no caso em questão, quem são as vítimas? O camelódromo que, como tantos outros em tantas cidades, funciona há décadas, atende a uma parcela da população que sustenta tal permanência e crescimento. Quem compra ali sabe que os produtos não são originais e quem os vende não tenta passá-los como tal. O atrativo para quem vende é a renda proveniente da grande demanda, para quem compra é o preço – mas ninguém sai enganado dali no que se refere ao produto, - trapaceados como clientes da loja Daslu ou ludibriados como nós que compramos um litro de leite no supermercados formais.

Está claro, muito claro, que um Estado de Direito pode e deve recorrer à Polícia – e esta, num Estado ideal, deve deter o monopólio da força - para fazer valer as leis democraticamente estabelecidas. Mas as leis são mutáveis porque as sociedades também o são. Considerando, por exemplo, o caso de D. Maria, que vende mercadorias no camelódromo há quase 20 anos e teve todo o material apreendido: não nos seria lícito questionar se operações como esta, que atingem apenas o varejo da pirataria, devem mesmo se constituir como políticas públicas draconianas que empregam, só neste exemplo de Salvador, mais de 150 agentes das duas polícias estaduais – civil e militar – e de mais seis órgãos públicos?

Estaríamos, assim, caindo numa histeria anti-pirataria? Essas operações policiais sistemáticas de combate à pirataria não beneficiam quem compra - consciente e voluntariamente - os produtos falsificados; e prejudicam, sobretudo, aqueles que criaram um mecanismo de sobrevivência através do comércio informal de produtos ‘piratas’ – a quem, então, tais operações interessam?

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Psychojoanes
 

Sou o tipo de cara; "Vamos piratear a mãe"

Psychojoanes · São Domingos do Prata, MG 9/12/2007 04:18
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Aguiar Gama
 

Belos cometários acreca da situação vivenciada atualmente(...).

Aguiar Gama · Gurupi, TO 10/12/2007 12:42
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j.alves
 

Se o governo nao fosse tao ganancioso nos impostos as coisas poderiam ser mais baratas e a pirataria nao teria tanta força.
Se bem que o governo tambem é pirata.
um abraço.

j.alves · São Paulo, SP 10/12/2007 20:20
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Fabricio Kc
 

rsrs... Também acho J.alves. E concordo com com o Psychojoanes ali em cima: vamos piratear essa porra..acontece algo positivo agora se analisamos não só pelo viés comercial da coisa, mas da difusão do conteúdo... quem quiser dê uma lida no post 'Atitude open source' e vamos discutindo que o assunto é bom e nos interessa...

Fabricio Kc · Salvador, BA 10/12/2007 21:35
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