É possível fazer um som de qualidade por meio de trabalhos independentes. Temos bons exemplos em nosso país tupiniquim, ouvimos Lobão, Reação em Cadeia, Manitu, algumas produções de Pitty, Dead Fish, Ludov, Bokaloka, Tentasamba, Black Alien, Art Popular, Sorriso Maroto e o fenômeno da internet D’Black Atualmente o cantor mineiro Wilsom Sideral, após dez anos de carreia, se prepara para o lançamento do cd independente ‘Dias Claros’. No livro de visitas do site oficial do cantor, Sideral declara que a demora na divulgação do álbum tem uma justificativa, “por aqui tá uma correria para o lançamento, é muita coisa pra alinhar até colocar esse ‘filho’ na rua, mas vai valer a espera, esse disco é sem dúvida o mais bem produzido da minha carreira”, afirma.
Dizer que este é o cd mais bem produzido da carreira é uma declaração polêmica do cantor, tendo em vista que o musico já lançou dois cds por gravadora de grande porte, ‘1’ e ‘Na Paz’. Conheci o Sideral no começo da carreira, em 1999. Acompanho a carreira dele desde então, não posso discordar do Wilsom as melhores produções dele estão nos trabalhos independentes. Talvez seja o peso da indústria cultural, que faça os artistas (ressaltando que nem todos) tender mais para a busca do sucesso e ceder a pressão pelo retorno financeiro das gravadoras do que para o lado de sua realização profissional. É inegável que todos os artistas busquem o sucesso, mas questiono, do que vale o sucesso sem a realização profissional e pessoal da pessoa? Quem quiser conferir a boa fase de Sideral no site está disponível a música de trabalho “Fugindo de mim” para ouvir e baixar. A qualidade do áudio está muito boa. Esse single faz lembrar o inicio da carreira de Sideral. A antiga “fita demo” dele foi gravada apenas com violão e voz, salvo a primeira versão de ‘Eu estarei com você’, nesta faixa é utilizado piano.
É uma tendência mundial os artistas fundarem as próprias gravadoras. Além de lançar músicas e álbuns de própria autoria, alguns proprietários dos selos independentes revelam novas bandas e lançam novos gêneros musicais. Mesmo com o maior poder criativo, não se pode negar que o artista enfrenta problemas em meio à caminhada independente. Como grande parte dos artistas que trilham as carreiras por conta própria, as maiores dificuldades encontradas por Sideral são os custos da produção do CD, à divulgação, o marketing e a distribuição do álbum. Para suprir parte das dificuldades Sideral contou com o apoio da Lei de Incentivo à Cultura e com a ajuda de alguns patrocinadores. Essa é uma boa dica para quem também trilha o caminho musical independente.
Cara Grazi, qual sua definição para artista independente?
Alê Barreto · Rio de Janeiro, RJ 24/10/2007 01:01
É Alê...esse termo me incomoda um pouco, é muito usado mas pouco expressa a realidade. O artista necessariamente é "dependente"...o artista depende basicamente e fundamentalmente do público para que sua arte se torne uma realidade, entre outras "dependências". Quando faço uma música só dou por terminada quando a mostro a alguém, aí ela ganha vida, ter feito aquela música se justifica. Enquanto estou tocando sozinho ela não nasceu ainda. Mas acho que a Grazi usa a palavra "independente" para o artista que não está em uma major...É isso Grazi?
Mansur · Rio de Janeiro, RJ 24/10/2007 10:32
artistas independentes realmente merecem atenção!
e a sonoridade geralmente não costuma falhar.
wilson sideral é uma fraude que não deu certo. porque a fraude que deu certo é a banda do irmão dele. e tem um outro fraudinha na família que também não deu certo. essa família é uma verdadeira fraude musical que minas, essa terra pródiga musicalmente, gerou. o "deu certo" aqui é o mesmo que "sucesso comercial". e a moça está confundindo alhos com bugalhos nesse seu balaio de gatos "independente".
abs,
Oi meninos, desculpe pela demora ao responder.
Concordo com você, Mansur, porém quando usei o termo Independente para referir ao modo de produção, o termo independente é empregado para descrever a produção fonográfica realizada pelo próprio artista. Sem o apoio ou custeio das grandes gravadoras.
Além do mais, esse modo de produção busca novos “tipos” fonográficos, luta contra os estilos impostos pelas gravadoras. Sendo assim, os independentes são associados à peleja das “minorias” culturais, e também a preservação das tradições nacionais ou a livre expressão de grupos marginais à cultura de massa. Dessa forma, o termo também adquiriu uma vertente política em seu uso, é eventualmente interpretado como uma forma de resistência ao sistema de produção praticado pelas empresas transnacionais.
Somente por curiosidade, esse termo surgiu nos Estados Unidos, lá os independentes tem tradição no mercado por divulgar estilos musicais desprezados pelas gravadoras de grande porte, por meio desses trabalhos houve o desenvolvimento do Blues, do Jazz e do Rock n’ Roll.
Oi Edson, O Sideral é apenas um personagem dessa matéria. Busquei um personagem que estivesse fazendo o caminho inverso do tradicional, costumeiramente o artista lança seu trabalho por conta própria adquire notoriedade local e é contratado por uma grande gravadora. Queria alguém para ilustrar que estivesse no caminho oposto, que teve uma vivencia com o trabalho das grandes gravadoras e que agora tem que ‘ralar’ por conta dele. Por coincidência descobri ontem, que o Falamansa também está nesse caminho, que lançará o seu sexto álbum como uma produção independente. Esses grupos com apoio das grandes gravadoras ganhariam capa do caderno de cultura da imprensa para o lançamento de seus álbuns. Todavia, imagina o que está acontecendo... no máximo uma notinha sobre o assunto.
Sem que contar que conheço muita banda boa que tem um potencial gigantesco, mas sofre para se manter no mercado. Para essa pouquíssima repercussão midiatica. Isso me faz concordar cada dia mais com o Adan.
Ah esqueci de falar, adorei os comentários e questionamentos. Isso que é auxiliar e avaliar na produção cultural, mesmo que ela seja apenas de um texto.
Valeu muitoooo!
ola!!! esse assunto é de extrema importancia, tendo em vísta que muitos artistas e bandas, e não digo só no cenário musical , mas em todo movimento cultural, depende desses "piratas" para conseguir alguma coisa com a própria arte. Mas falando de musica, que é a minha praia, eu nao sei qual o critério que eles "os piratas" usam para contratar ou nao os artistas...gravação de ótima qualidade, hoje você consegui até gravando em casa, com a informatização da musica ficou fácil. Letras de boa qualidade não é, pois as musicas que tocam nas FMs da vida, não tem nada a dizer. A pirataria? tambem nao é, pois antes de chegar com essa força, as gravadoras estavam bem decadentes, com esses sertanejos e essas bandas sem expressão nenhuma. A solução é...cada um por si e todos contra "os piratas" vamos revolucionar a musica e a arte em todo seguimento, pelo Brasi e pelo Mundo, seja pela internet, bancas de revistas, boca a boca, e etc., até que eles (os piratas) tenham a conscientização de que nós temos o direito a ter uma vida direita com os frutos de nosso trabalho.
obs: Quem quiser ouvir um pouco do meu trabalho, acesse:
http://palcomp3.cifraclub.terra.com.br/zunga
salve, salve!!!
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