INTERVENÇÕES URBANAS? SIM, CLARO!

Marcelo Labes
Stencil visível em Blumenau, SC, que sugere o recorte dos espaços públicos.
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Labes, Marcelo · Blumenau, SC
9/6/2007 · 383 · 38
 

Há lugares por onde a contemporaneidade parece não ter chegado ainda. Regiões por onde se vê que o modernismo (aquele mesmo, de 1922) passou raspando e parece não ter sido muito bem vindo. Falo daqui, sim. Falo de Blumenau, de suas cidades companheiras, falo do estado de Santa Catarina. Isso de o modernismo não ter chegado pode ser exagero. No entanto, sabe-se do atraso que sofre a cultura catarinense em relação aos, por assim dizer, avanços teórico-acontecidos nas capitais brasileiras e arredores desde o início do século XX.

Artistas visionários há. E há, ainda que timidamente, público para esses artistas. Mas o que se pode ver acontecer, vez por vez, é que os artistas não querem que suas obras sejam resenhadas e que seus nomes sejam conectados a elas diretamente. Pelo menos quando falamos de arte contemporânea trabalhada na forma de intervenções urbanas.

Falemos, primeiro, dos anônimos.
As intervenções urbanas podem ser feitas de várias formas. A mais comum, por estas bandas, é o stencil. A tendência das pinturas é a fala politizada, muitas vezes chamando a atenção para assuntos que o Jornal Nacional não quer ver aprofundados, como por exemplo a guerra entre Palestina e Israel. Não intuito nosso discutir tal guerra, mas a intervenção da foto gera uma questão: quem passa pela pintura, de carro ou de ônibus, buscará informações a respeito ou o texto já faz parte da paisagem cotidiana? Não dá para se saber se o “anúncio” é instigante ou não, ou quantas pessoas foram buscar informações sobre tal conflito, para justificar ou negar a afirmação do muro. Mas a informação está lá, pronta para ser refutada. Alguém se habilita?

Há, ainda, os desenhos, que falam mais abertamente e de forma subjetiva. Ora contra a televisão, ora contra a polícia, são formas de comunicação indireta que podem ou não alcançar um interlocutor. Estão presentes em muros e fachadas de prédios abandonados, nos passeios públicos, nos postes... E são cada vez mais anúncios procurando chamar a atenção de quem quer que seja, mas não são pinturas partidárias, convidando para integrar um grupo ou fazerem se conhecer pessoas com pontos de vista em comum: como raramente são autografadas, essas amostras de intervenção urbana mostram que, para determinado grupo de pessoas, é necessário fazer-se ouvido, lido, comentado. Conhecido, não. Basta que a discussão atinja a opinião pública, que mexa com o pensamento de uma pessoa só para o objetivo ter sido completado.

Em Blumenau, um grupo de artistas criou o iPensa (www.ipensa.blogspot.com) com a função de pensar e fazer arte contemporânea. Recentemente, interviram no centro da cidade, mais precisamente no Rio Itajaí – Açu, com a instalação Isto Não É um Cocô e, numa atitude heróica, despejaram várias fezes em tamanho grande confeccionadas com material reciclado para chamar a atenção das pessoas que passam pela Avenida Beira-Rio que o rio está ali, que é para ali que vão as necessidades confortavelmente depositadas em toaletes pela cidade afora.

Em Itajaí, no litoral catarinense, no mês de março deste ano, aconteceu a exposição EXPERIMENTAÇÕES, dos artistas Cristine Gomes, Felipe Kanarek e Joelson Bugila. A exposição na Galeria Municipal de Arte, para Joelson, era uma boa oportunidade para a arte de rua sair do imóvel (casas, prédios, muros) e, estampadas em sacos de pão, ir diretamente para as casas das pessoas. Já Felipe Kanarek trabalha de forma diferente: criou molduras em lápis 8B diretamente na parede branca; o que veio a ser posto dentro das molduras, dependeu do espectador da exposição, do que sentiu e de como resolveu expor o sentimento. Cristine Gomes, na mesma exposição, substituiu o pincel pela boca, mostrando que, em se tratando de arte contemporânea, o significado é somente uma das partes da comunicação e que outra, muito importante, é como se vai passar a mensagem. Sob suas obras, a legenda: batom sobre tela.

Sobre o exemplo da Galeria Municipal de Itajaí, onde a arte urbana é institucionalizada, é necessário citar a obra de Raquel Stolf, artista plástica, mestre em poéticas visuais pela UFRGS. Raquel, que nas palavras do artista plástico e jornalista Luis Gustavo Meneghim, pode ser considerada uma artista e agente política, sem os clichês do adjetivo, pelo excelente trabalho e pela aceitação da crítica especializada, interfere no cotidiano, criando adesivos em vinil, mas tem espaço aberto nas galerias de arte do estado. Raquel cria basicamente arte urbana. Dentro de suas composições, gostaria de frisar a Lista de Coisas Brancas que também teve sua exposição em espaços inusitados. Outra questão para nosso texto bem que poderia ser: afinal, será que a exposição de arte contemporânea sob a forma de intervenção urbana não está à disposição somente para quem precisa/merece perceber que ali se está querendo passar uma mensagem?

Raquel Stolf e os artistas que expuseram em Itajaí mostram o melhor da comunicação entre artes ou entre espaços: quando o popular, o autônomo e anônimo, torna-se ‘institucional’ e vai para numa galeria de arte: é uma forma de falar de perto para quem não olha para os lados enquanto atravessa espaços urbanos; não olha para o prédio, não olha para o muro, nem para o rio olha.

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FILIPE MAMEDE
 

Labes, vez por outra me deparo com algumas 'intervenções' aqui em Natal. Já estava até pesquisando e preparando uma entrevista. As 'intervenções urbanas' são, por excelência, questionamentos/contra-cultura/over... é arte inquieta e como você bem disse, anônima. Aqui na minha cidade apesar de tímido, já temos um movimento bem interessante. Em breve estarei com a matéria pronta. Um abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 6/6/2007 09:15
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Labes, Marcelo
 

Acho ótimo isso de a gente dialogar de tão longe sobre algo em comum. E não é? Não há cidade para onde eu vá que não encontre algum tipo de intervenção, às vezes as mais tímidas... Sabe que curto muito, mas nunca consegui fazer nada. Estamos com um projeto de pasquim, vamos ver se agora acontece. No mais, fico feliz que em Natal tenha um movimento, mesmo que tímido, Filipe. Acho que é um avanço na comunicação social termos à disposição "anúncios" marginais que queiram chamar a nossa atenção para algo. Avisa quando a matéria for postada, ok? Abraço.

Labes, Marcelo · Blumenau, SC 6/6/2007 13:57
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Ilhandarilha
 

Poxa, Labes, pelo que vc conta aqui a modernidade chegou em Santa Catarina, sim. Os grafites são ótimos, principalmente o que ilustra a matéria e o último, muito poético. Você não sabe de quem são? Mereciam crédito.

Ilhandarilha · Vitória, ES 9/6/2007 12:44
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Ferreira Neto
 

Tem muita coisa boa que a gente desconhece e você nos traz uma delas .Prabéns!

Ferreira Neto · Tanquinho, BA 9/6/2007 13:47
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Labes, Marcelo
 

Pois é, Ilha, é difícil conhecer estes anônimos, embora eu muito quisesse. Principalmente o Recortador de Blumenau, como eu o chamo, que deve ser um cara com muito a dizer a respeito do que cria. Já os demais, encontrei alguma coisa em blogs do mundo afora. Imagino que, como os interventores de Blumenau, seus criadores também são anônimos ou pelo menos adeptos de algum nome comum entre si, como Bob Black e afins - o que é muito prezado em se tratando de contracultura.

Ferreira, gostaria muito de saber o que se passa em Tanquinho. De verdade.

Obrigado pelas leituras e respectivos comentários!
Abraços!

Labes, Marcelo · Blumenau, SC 9/6/2007 14:31
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Felipe Obrer
 

Labes, muito interessante. Vejo semelhança em Floripa (suposta capital) no quesito (queijo pequeno em espanhol) não-chegada da modernidade. E isso em várias áreas, a não ser na vulgar imobiliária ou viária, asfáltica e automobilística (simulacro de modernidade, só casca, sem cerne).

Mas também vi alguma coisa genial por aqui, do tipo:.

P
em um muro -aí um canto -geométrico, não fonológico
e
ARTE
na continuação do muro depois do canto.

A arte fala, mesmo que a voz saia abafada, em alguma parte.

Abraço e parabéns por levantar a tampa do tema,
Felipe

Felipe Obrer · Florianópolis, SC 9/6/2007 18:15
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Inês Nin
 

muito bonitas as imagens!! andei reparando muito nas paredes coloridas de stencil nas minhas idas a SP, mas aqui no rio ainda se vê mais grafite mesmo e em áreas meio restritas. se bem que tinha uma cópia (?) do stencil daquele cara famoso (me foge o nome, o do che guevara + mickey) na uerj.. adorei a matéria, e assino embaixo da fala do Obrer!

aqui também teve uma expo, a
Fabulosas Desordens na Caixa Cultural, que era interessante por levar a arte urbana (mundial, no caso, e tinha umas obras maravilhosas) para o ambiente da galeria, o que proporciona uma outra relação com elas..

Inês Nin · Rio de Janeiro, RJ 10/6/2007 03:39
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Labes, Marcelo
 

Felipe, eu é que tenho que te agradecer por aparecer sempre e dizer coisas significativas. Muito obrigado! Adorei o P-ARTE. Considero uma intervenção inteligentíssima. Claro, aos que possuem alguma capacidade de decodificar. Obrigado por aparecer, cara. De verdade.

Essas exposições, Inês, como tentei refletir no texto, são de uma importância absurda para a arte de rua. É aí que academia deixa de se centrar no "academilóide" - mas como todo o respeito - e passa a olhar em torno, para fora da própria academia. Muito obrigado por aparecer.

Abraços!

Labes, Marcelo · Blumenau, SC 10/6/2007 14:01
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Marcelo V.
 

Há sites que compilam estes intervenções (como os sobre as placas que refletem o analfabetismo do brasileiro, que de repente pululam por aí)? Já vi algumas imagens muito criativas, seria muito bom ter este trabalho documentado, compilado e disposto para consulta.

Marcelo V. · São Paulo, SP 10/6/2007 15:00
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Clara Bóia
 

Olá Marcelo. Que legal seu texto.
A coisa com stencil por aqui ainda anda meio tímida, e a maioria deles ainda tem uma tônica política meio caxias.
Mas deixando o stencil de lado, vou até citar umas brincadeiras recentes, pra refrescar a memória:
- I e II Salão Aberto na Praça Doutor Blumenau: o funeral inesperado (o passeio com o caixão pela Rua XV, a galera com o caixão no ônibus, poesia no Terminal Aterro);
- a escultura (?) "Que Merda é Essa?", da Daiana Schvartz (convidando os transeuntes a contribuirem com a "obra");
- a intervenção sonora no Shopping Mueller em Joinville (e a Aline com seus gritos sopraníssimo);
- "Vote em Zé Pirulito", marcando um ano do 11 de Setembro;

Aqui tem o site onde a gente registrava as viagens:
http://br.geocities.com/poesiaorganicavisceral/

Ah, e tem os grandes mestres e as compilações, como o Marcelo V. citou aqui em cima:
http://www.banksy.co.uk/
http://sprinklebrigade.com/
http://little-people.blogspot.com/

Que sejamos como eles um dia...

Clara Bóia · Blumenau, SC 10/6/2007 18:03
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Higor Assis
 

Labes.

Muito bom seu texto. Parabéns!

Aqui em sp tem muita intervenção. O pessoal faz também os lambe-lambes que são bem alternativos e com muita idéia bacana.

Higor Assis · São Paulo, SP 10/6/2007 19:49
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José
 

O institucional não é arte...
Agradecido, José!

José · Criciúma, SC 10/6/2007 22:03
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João Miguel
 

AAAAAAAAh! Tava falando disso hoje! Entro no overmundo e tá lá, bem grande, me convidando: "intervenções urbanas". Gostei das imagens e gostei do texto também. Bem legal.

João Miguel · Fortaleza, CE 10/6/2007 23:02
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Mi [de Camila] Cortielha
 

Aqui em Belo Horizonte tem muita intervenção urbana. Vale destaque o pessoal dos adesivos.

Mi [de Camila] Cortielha · Belo Horizonte, MG 11/6/2007 11:37
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Fabrício Muriana
 

Tem um cara aqui em São Paulo, o Alexandre Orion, que dialoga um monte com esse trabalho.
O link pra ver o trabalho dele é www.alexandreorion.com

Fabrício Muriana · São Paulo, SP 11/6/2007 11:47
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Marcelo Terça-Nada!
 

Oi pessoal,
Existem sim sites brasileiros com trabalhos de intervenção urbana (e links para outros sites de intervenções), para quem quiser dar uma olhada, alguns pontos de partida são:
- www.intervencaourbana.org
- Rizoma.net
- http://poro.redezero.org/
- http://arte.coletivos.zip.net/
- Intervenção Urbana no Vírgula-imagem

Reforçando: nesses sites existem vários links para grupos, artistas, eventos e textos relativos a intervenções...

Abraços,

Marcelo Terça-Nada! · Belo Horizonte, MG 11/6/2007 11:59
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Labes, Marcelo
 

>>Sem dúvida, Marcelo, que esse material deveria ser devidamente analisado, compilado, exposto de forma a explicá-lo demonstrando a sua importância.

>>Clara, não quer contar um pouco sobre o que houve? Onde consigo informações a respeito na net?

Labes, Marcelo · Blumenau, SC 11/6/2007 14:57
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Labes, Marcelo
 

>>Higor, muito obrigado por passar por aqui. Sabe que lambe-lambes, por aqui, quase não há? Ouve um, uma vez, supondo anjos em orgia, ou qualquer coisa assim, mas já foi substituído por cartazes de shows e tal.

>>Te peguei, João. Que bom que falavas a respeito disso, quer dizer que é um assunto em voga, não? Acho que deveria ser, e aqueles que não a praticam, deveriam mesmo, no mínimo, vislumbrá-la.

>>Sem dúvida que o institucional não é arte, José, mas acho que institucionalizando a arte de rua, ou melhor, levando a arte de rua para dentro da Instituição, ela passará a ser melhor vista. Não melhor de "ai que arte bonita!", mas melhor vista no que diz respeito à sua própria existência.

Labes, Marcelo · Blumenau, SC 11/6/2007 15:01
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Labes, Marcelo
 

>>Mi, os adesivos, por aqui, aparecem, mas de forma minimalista. Vê quem realmente, por algum motivo, precisa ver. Mas, de fato, a gente percebe que nas capitais a necessidade de dizer, seja lá o quê, é muito mais presente do que nos interiores.

>>Terça, Fabrício, muito obrigado pelo cuidado que tiveram em procurar os links para comporem aqui. Acho que é por aí que o Overmundo se fortalece: na dialética.

Abraços.

Labes, Marcelo · Blumenau, SC 11/6/2007 15:04
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Andréa Cals
 

Quem tem um trabalho bárbaro com estêncil é um cara chamado Izolag. Se não me engano ele é de Recife, mas se aportou aqui no RJ. Aliás, por aqui, ainda que as intervenções do graffitti sejam cada vez mais presente, quase não estêncil.
Bom, mas os trabalhos do Izolag são sensacionais porque têm um contexto político, ele mistura com fotografia, é realmente muito bom.
Vou tentar descolar uma foto e postar.

Andréa Cals · Rio de Janeiro, RJ 11/6/2007 19:47
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Andréa Cals
 

pequenas correções: aqui no RJ, as intervenções estão cada vez mais presenteS, e quase NÃO HÁ estêncil.

Andréa Cals · Rio de Janeiro, RJ 11/6/2007 19:49
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Labes, Marcelo
 

Obrigado, Andréa. Fica a dica para o pessoal procurar pelo trabalho - e, claro, pela tua postagem aqui no Overmundo.
Obrigado!
Abraço.

Labes, Marcelo · Blumenau, SC 11/6/2007 19:52
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crispinga
 

Arrebentou o ibope do Overmundo! Parabéns pela matéria! Aqui no Rio, na Lapa, pintaram numa fria parede de concreto um casarão antigo...Foi o "renascer" da Lapa. A prefeitura começou a reformar e tombar os casarios e hoje a Lapa está linda! Nos viadutos começaram a pintar em cima daquelas pichações que só enfeiavam a cidade e os "rebeldes sem causa" começaram a aderir! Tem até oficina pros meninos de rua! Genial!
bjk
Cris

crispinga · Nova Friburgo, RJ 11/6/2007 21:33
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xYURIx
 

adorei muito bom mesmo...outra forma de intervenção urbana são os squats ou ocupações...breve escreverei algo sobre, mas fica valendo a sugestão de tema.
se interessar podemos fazer juntos!
abraços
xxx

xYURIx · Aracaju, SE 11/6/2007 21:37
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Labes, Marcelo
 

Por aqui, Cris, também existem muros "cedidos" pela Fundação Cultural para o exercício do grafite. No entanto, para o stencil existe pouco espaço. Tanto que o cara da foto ali de cima, do recorte, recortou em cima da cal que passaram num muro pixado. Por isso acho ele tão interessante. Essa história de recortar me interessou muito. O pior é que a avenida onde estão a maioria dos "anúncios" é urbanóide, cinza mesmo, e tem muitos muros vazios. E ainda assim o caras insistem em pintar de branco. Acho que o branco é a missão cumprida para o artista: se foi apagado, é porque incomodava.
Obrigado por ter passado por aqui, Cris. Muito obrigado mesmo. Abraço.

Labes, Marcelo · Blumenau, SC 11/6/2007 21:49
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Labes, Marcelo
 

Yuri, estou mesmo para conhecer o squat de Blumenau. Aliás, preciso escrever aqui uma matéria 'sensacionalista' sobre a perseguição que os anarco-punks sofrem por parte dos skinheads, os neonazistas. Pois é... E quem disse que tão bom viver numa terra alemã? Falemos sobre isso, sim. Poderemos escrever a quatro mãos!
Muito obrigado pela leitura e pela colaboração. Abraço.

Labes, Marcelo · Blumenau, SC 11/6/2007 21:51
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Andréa Cals
 

o que é squat?

Andréa Cals · Rio de Janeiro, RJ 11/6/2007 21:56
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Roberta Tum
 

Oi Labes, curti o assunto, e gostei de saber como isso rola aí. Aqui em Palmas a cidade é nova, planejada, coisa e tal, mas já existem questionamentos. Vou fazer uma incursão neste tema brevemente. Estou juntando material.
Parabéns pela sua iniciativa.

Roberta Tum · Palmas, TO 12/6/2007 10:11
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Marcelo Terça-Nada!
 

Há um tempo atrás, aqui no Overmundo rolou uma discussão muito interessante sobre intervenções: www.overmundo.com.br/overblog/a-cidade-visivel

abraços,

Marcelo Terça-Nada! · Belo Horizonte, MG 12/6/2007 10:24
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João Miguel
 

:D

João Miguel · Fortaleza, CE 12/6/2007 15:42
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Marcelo Terça-Nada!
 

Salve galera!
Vejam uma iniciativa de intervenção urbana que está rolando:
» I Salão Nacional do Pára Brisa
Divulguem e participem!
Abraços,

Marcelo Terça-Nada! · Belo Horizonte, MG 14/6/2007 11:12
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Labes, Marcelo
 

Andréa, squat, até onde eu saiba - porque não o conheço verdadeiramente bem - é uma espécie de intervenção viva, de autoria, pelo menos aqui em Blumenau, de anarco-punks, que tomam um prédio ou uma casa abandonada e fazem dele sua casa... cuidando, arrumando e tal, mas sem ser uma república: afinal, estamos falando de anarquistas. O que acontece, eu sei de já ter ouvido dizer, é que quem quiser aparecer, desde que não seja nazi ou qualquer coisa parecida, terá as portas abertas. Assim. Mas vou estudar melhor o assunto e conhecer o squat de Blumenau para poder te explicar melhor. Isso vai dar uma matéria aqui para o Overmundo. Abraço.

Labes, Marcelo · Blumenau, SC 14/6/2007 14:18
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Labes, Marcelo
 

Olá Roberta. Aqui em Blumenau, a coisa anônima ainda é meio lenta e meio lenda. O que aparecem, volta e meia, são alguns stencil espalhados pela cidade, mas em lugares meio fora do centro: o centro de Blumenau é todo vigiado por câmeras. Mas existe a galera do stencil, o povo dos adesivos, alguns lambe-lambes, geralmente com questionamentos de ordem política. Estou planejando com um amigo alguma coisa em forma de pasquim, jornal de rua, mas está em fase de projeto ainda. Vale a pena visitar o site do ipensa, que está lá em cima, como também entrar em contato com os caras para saber o que eles fazem exatamente e porquê. A incursão que farás se deve a quê? Abraço.

Labes, Marcelo · Blumenau, SC 14/6/2007 14:22
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Labes, Marcelo
 

Terça, obrigado pelas colaborações, novamente. São muito úteis!

Labes, Marcelo · Blumenau, SC 14/6/2007 14:23
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Vanessa Atalanta
 

Legal saber das intervenções aí em Blumenau... aqui em Salvador há alguns grupos que trabalham de forma colaborativa, como o Colativo (adesivos) e o GIA (Grupo de Interferência Ambiental), que durante dois anos articulou o Salão de Maio, com intervenções de artistas de vários estados pelas ruas de Salvador. A cidade logo mais também receberá o Salão do Pára Brisa, já citado pelo Marcelo...
Abraços!

Vanessa Atalanta · Salvador, BA 15/6/2007 02:08
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Marcelo Terça-Nada!
 

Oi Vanessa,
O GIA tem trabalhos muito legais, por que você não escreve um texto sobre eles aqui no Overblog?
(o Colativo não conheço)
Abraços,

Marcelo Terça-Nada! · Belo Horizonte, MG 15/6/2007 08:52
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Vanessa Atalanta
 

Oi Marcelo
É uma idéia tentadora... de fato o GIA e outras iniciativas de intervenção urbana em Salvador mereceriam um texto... mas para isso tenho que fazer as pazes com o tempo, um menino sempre correndo de mim...
Ah, sou leitora há algum tempo do vírgula-imagem. Parabéns pelo projeto, peguei várias referências legais lá...
Abraço

Vanessa Atalanta · Salvador, BA 16/6/2007 00:27
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B. Mour
 

Salve gente boa!
Sou novíssima por aqui, me loguei por estar muito interessada em intervir na minha cidade, muito interessada em tentar mudar a prioridade dos jovens (como eu) aqui na minha cidade. Sou do interior de SP. E quero começar, junto com uma amiga, a fazer intervenções, lambe-lambes, e afins ... minha artemãe é a musica, mas sou do mundo demais, tudo que h´nele do luxo ao lixo me agrada, então, como vejo aqui, vocês são bem mis informados do que eu, o que sei, chegou á mim através de programas no canal brasil, e através de pesquisas aqui na internet, porque nunca vi NADA aqui na minha cidade, N-A-D-A.

Se puderem me ajudar, dando opniões, sugestões, de como começar este trabalho, pois vontade eu tenho, e capacidade tambem, só preciso me direcionar dominar um pouco mais o assunto.

Gente, muito obrigada pela atenção.
E to ai, esperando.

Grande abraço.
Luz!

B. Mour · Mogi das Cruzes, SP 13/6/2011 19:48
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